Como identificar o enfisema pulmonar, prevenção e tratamento

Enfisema pulmonar em idosos: quais são os principais sintomas?

Como identificar o enfisema pulmonar, prevenção e tratamento

Algumas doenças respiratórias fazem com que os pulmões percam sua capacidade, com redução gradual de sua elasticidade, causando fadiga e mal-estar. Por ter evolução lenta, muitas vezes, as enfermidades demoram a ser identificadas, o que afeta ainda mais a qualidade de vida do paciente. É o caso do enfisema pulmonar em idosos.

A lentidão no diagnóstico é um dos maiores agravantes dessa situação, uma vez que a função pulmonar não é recuperada. O enfisema é uma doença crônica, mas a identificação do quadro e o tratamento precoce evitam a progressão e o agravamento dos sintomas.

Com o avanço da idade, a possibilidade de desenvolver a enfermidade aumenta. Isso porque infecções das vias aéreas podem ocorrer com maior frequência ou intensidade.

Para conhecer os riscos do enfisema pulmonar em idosos e saber como lidar com a doença, continue a leitura de nosso artigo!

Entenda o que é o enfisema pulmonar

O enfisema pulmonar é uma doença crônica que compromete a capacidade respiratória. Ele interfere na quantidade de oxigênio que chega à corrente sanguínea.

Esse comprometimento dos pulmões é enquadrado como uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), causada por uma resposta inflamatória anormal à inalação de substâncias tóxicas, como gases, fumaça ou poluição.

O principal agente causador da enfermidade é o tabaco. Assim, fumantes, ex-fumantes ou fumantes passivos estão mais sujeitos ao desenvolvimento do enfisema. Além disso, outro fator de risco são doenças cardiorrespiratórias, cuja incidência também aumenta com a idade.

Com o diagnóstico precoce, é possível controlar os sintomas da enfermidade, com menos prejuízos à qualidade de vida dos pacientes.

Confira como a doença afeta a capacidade respiratória

No enfisema pulmonar, os pacientes têm um aumento anormal e permanente dos espaços aéreos distais aos bronquíolos, que são as estruturas que têm a função de levar o ar para dentro e para fora dos alvéolos. Isso resulta na redução da área dos pulmões, com destruição das paredes alveolares.

Para entender melhor, no processo de respiração, os alvéolos pulmonares se enchem de ar e se esvaziam em seguida, constantemente. Quando tais estruturas estão comprometidas, o esvaziamento não é completo, o que faz com que a respiração não seja eficiente, uma vez que o indivíduo não consegue utilizar sua capacidade máxima de aspiração.

O resultado disso se traduz na sensação de cansaço frequente e na falta de fôlego para as atividades mais básicas. Em condições mais avançadas, caminhar ou mesmo ficar em pé exige muito esforço, o que compromete, de forma significativa, a qualidade de vida do paciente e de seus familiares.

Por que o enfisema pulmonar é especialmente grave nos idosos?

Nas pessoas mais velhas, a degeneração das fibras elásticas dos brônquios respiratórios causa impactos mais importantes. Ela afeta sua capacidade de locomoção, impedindo a execução de exercícios leves, como andar, ou causando dificuldade de absorver oxigênio, mesmo em situações de repouso.

A falta de ar decorrente do enfisema compromete a qualidade de vida e a autonomia do idoso, interferindo em atividades básicas no dia a dia. Além disso, a doença facilita a ocorrência de outras enfermidades.

Entre elas, pneumonia de repetição, emagrecimento sem razão, mal-estar e até mesmo o surgimento de câncer de pulmão. Essa condição é, na maioria dos casos, decorrente do fumo prolongado.

Conheça os sintomas do enfisema pulmonar em idosos

Os problemas pulmonares podem ocorrer em qualquer idade, mas, com o passar dos anos, existe uma tendência maior de declínio da imunidade. Isso significa que a capacidade de combater e curar infecções se torna menor com o avanço da idade.

Além disso, as infecções que comprometem as vias aéreas inferiores (traqueia, brônquios e pulmões) se tornam mais frequentes e, infelizmente, mais intensas. Essa é uma das principais causas de doenças pulmonares da população, não somente no Brasil, mas em todo o mundo.

Estudos epidemiológicos recentes mostram que a incidência da doença é alta, embora o diagnóstico não seja tão efetivo. Confira quais são os sintomas mais frequentes, que merecem atenção:

  • respiração difícil ou sensação crônica de falta de ar;
  • tosse persistente;
  • chiado (ou sibilo) ao respirar;
  • inchaço no tórax e dor no peito;
  • produção crônica de muco;
  • maior probabilidade de contrair e desenvolver outras doenças respiratórias.

Vale destacar que o enfisema é uma das infecções respiratórias mais comuns em idosos. Isso ocorre porque, com o envelhecimento, as estruturas pulmonares ficam menos elásticas e perdem a capacidade de limpar impurezas provenientes do ar.

Além disso, com a inflamação causada pela inalação de substâncias tóxicas, as trocas gasosas ficam mais difíceis, comprometendo a respiração.

Existe cura para o enfisema pulmonar?

Independentemente da idade em que a doença se manifesta, o enfisema pulmonar não tem cura. Porém, existem tratamentos que aliviam e impedem a progressão dos sintomas. Por isso, o diagnóstico precoce é muito importante.

O controle, normalmente, é feito com broncodilatadores e corticoides inalatórios, recomendados pelo pneumologista. A função desses medicamentos é expandir as vias aéreas, melhorando a capacidade respiratória.

Em quadros de maior gravidade, pode ser necessário o uso de oxigênio, seja apenas por algumas horas, seja continuamente. Além das medicações indicadas pelo pneumologista, é importante adotar hábitos de vida saudáveis.

Entre eles, podemos citar o controle da exposição a agentes que possam desencadear alergias e crises respiratórias, e evitar o fumo. Especialistas também podem indicar a prática da fisioterapia respiratória (exercícios para reabilitação da capacidade pulmonar).

Saiba como prevenir o enfisema pulmonar

O enfisema, na grande maioria dos casos, surge em pessoas que fumam ou que foram expostas à fumaça, tanto do tabaco quando de fornos à lenha ou emitidos por carvoarias. Embora, para tais indivíduos, não exista uma forma de prevenção eficaz, a recomendação é evitar o tabaco ou locais onde possa existir fumaça de cigarro.

Além disso, é fundamental controlar a ocorrência de outras infecções respiratórias. Entre elas, gripes, resfriados, pneumonia ou bronquite, pois esses quadros podem agravar a função pulmonar e comprometer ainda mais a capacidade respiratória do paciente. 

Assim, o controle ambiental, a vacinação contra a gripe e pneumococos e os cuidados para umidificar as vias aéreas, como o uso de nebulizadores, contribuem para reduzir a ocorrência de doenças. Dessa forma, ajudam o paciente a respirar melhor, além de aliviar os sintomas do enfisema pulmonar em idosos.

As informações foram úteis? Então, continue em nossa página e leia mais sobre o uso de nebulizadores no tratamento e prevenção de doenças respiratórias, especialmente durante a pandemia de Covid-19!

Источник: https://conteudo.omronbrasil.com/enfisema-pulmonar-em-idosos/

Enfisema pulmonar

Como identificar o enfisema pulmonar, prevenção e tratamento

O enfisema pulmonar é uma doença do pulmão caracterizada por um anormal e permanente alargamento dos espaços aéreos terminais, provocado pela destruição das suas paredes.

Isto reduz a área de superfície dos pulmões e consequentemente a quantidade de oxigénio que atinge a corrente sanguínea. Além disso, estas características conduzem à perda da retração elástica pulmonar, causando, por sua vez, obstrução do fluxo de ar nos pulmões, hiperinflação e “air-trapping”.

Assim, de forma progressiva o doente enfisematoso vai agravando a sua dispneia (falta de ar) à medida que a doença vai evoluindo.

Para melhor perceber o significado de enfisema pulmonar, observe as imagens superiores onde é visível o ácino, a unidade funcional do pulmão.

O ácino é a porção distal ao bronquíolo terminal e é constituída pelo ducto alveolar seguida pelos sacos alveolares e finalmente os alvéolos.

Entre os alvéolos existem os poros de Kohn, que são pontos de ventilação colateral normais nos adultos. No entanto, poderão ser a localização inicial de destruição e desenvolvimento do enfisema.

O enfisema pulmonar e a bronquite crónica são causas de obstrução brônquica e são englobadas numa única patologia designada por doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Deste modo, muita da abordagem e do tratamento do enfisema é indissociável da DPOC.

Tipos de enfisema pulmonar

A forma como está envolvido o ácino na doença determina a classificação do enfisema. Em termos de fisiopatologia, descrevemos quatro tipos de enfisema pulmonar:

Enfisema centrilobular ou centroacinar

O enfisema centrolobular, também designado de enfisema centrilobular ou centroacinar é o tipo de enfisema mais comum e está intimamente associado a longa e pesada exposição tabágica.

De uma forma clássica, a destruição dos bronquíolos respiratórios leva à união entre si e produz espaços enfisematosos bem demarcados, separados a partir da periferia acinar mantendo intactos os ductos alveolares e os alvéolos. Os poros de Kohn são em elevado número e anormais em tamanho e forma. Neste tipo de enfisema estes poros são possivelmente o local inicial de destruição pulmonar.

Estas lesões podem variar de forma quantitativa e qualitativa dentro do mesmo pulmão, sendo muito comum a irregularidade de envolvimento dos lóbulos. São geralmente mais comuns e mais graves nos lobos superiores do que nos inferiores. O parênquima que envolve o enfisema é normal.

Enfisema paraseptal ou enfisema acinar distal

A descrição original deste tipo de enfisema é atribuída a Loeschcke, que descreveu conjuntos de bolhas subpleurais (adjacentes à pleura) que se estendiam ao parênquima prolongando-se ao longo dos septos.

Uma vez que a parte distal do ácino (sacos alveolares e dutos) é a porção predominantemente envolvida, o enfisema é mais evidente na região próxima à pleura, juntamente aos septos lobulares (enfisema paraseptal), às margens dos lóbulos e alvéolos (enfisema periacinar), e ao longo de vasos e vias aéreas que, quando cortadas longitudinalmente, exibem um padrão linear.

Geralmente, este tipo de enfisema é limitado na sua extensão e é observado frequentemente ao longo do segmento anterior e posterior do lobo superior e ao longo da região posterior do lobo inferior. Quando extenso, é geralmente mais grave na metade superior do pulmão. Está associado à existência de fibrose do tecido entre os espaços aéreos alargados.

Enfisema panacinar ou enfisema panlobular

No enfisema panlobular a distinção entre os ductos alveolares e os alvéolos torna-se difusa. Os alvéolos perdem os seus ângulos agudos, aumentam de tamanho e consequentemente perdem o seu contraste com os ductos aéreos.

O reconhecimento do enfisema panlobular ligeiro é muito difícil. Ao contrário do enfisema centrilobular, o enfisema panlobular atinge mais os lobos inferiores. O exame histológico é um método mais sensível de reconhecer o enfisema panlobular.

Apesar da maior extensão de destruição de tecidos, no enfisema panlobular os poros de Kohn são mais uniformes do que os encontrados no enfisema centrilobular.

O enfisema panlobular é a lesão pulmonar característica da deficiência de a-1-antitripsina, mas também pode ocorrer como consequência da destruição permanente de vias aéreas (bronquiolite obliterante, bronquiolite constritiva).

Enfisema irregular e paracicatricial

Enfisema irregular é assim denominado, porque os ácinos estão envolvidos de forma irregular. Este desenvolve-se ao lado de uma cicatriz, daí ser denominado de enfisema paracicatricial.

A gravidade do enfisema irregular depende da extensão dos danos no tecido pulmonar e da quantidade de cicatrizes.

Enfisema pulmonar – causas

O enfisema pulmonar é uma doença grave, sendo a causa mais frequente o fumo do cigarro. Da lista de causas fazem também parte o tabagismo passivo, combustíveis de biomassa (fumo das lareiras e cozinhar à lareira), fumos laborais e poluição atmosférica.

Denominamos por enfisema senil, o enfisema que decorre do envelhecimento pulmonar provocado pela idade.

Existe um risco genético para o desenvolvimento de enfisema, sendo o mais estudado o déficit de a1-antitripsina. Trata-se de uma doença genética rara que está associada ao enfisema de aparecimento precoce.

Embora controverso, alguns especialistas defendem que todos os doentes com DPOC devem ser estudados para a deficiência de a1-antitripsina.

No entanto, a Sociedade Americana do Tórax e a Sociedade Europeia de Doenças Respiratórias (ATE/ERS) sugerem o doseamento de alfa-1 antitripsina apenas nas seguintes situações:

  • Enfisema de início precoce (idade inferior a 45 anos);
  • Enfisema não relacionado com o tabagismo;
  • Enfisema predominantemente nas bases pulmonares (pan-acinar);
  • Paniculite necrotizante (doença Weber-Christian);
  • Vasculite positiva c-ANCA (por exemplo, granulomatose de Wegener);
  • História familiar de enfisema de início precoce;
  • Bronquiectasia, sem outra etiologia;
  • Doença hepática inexplicada;
  • História familiar de Deficit de Alfa1 AT, DPOC, Bronquiectasias ou paniculite;
  • Asma persistente, com obstrução fixa do fluxo aéreo.

O HIV/SIDA é uma etiologia a ter em conta no enfisema precoce. O rastreio de HIV deve ser realizado em pessoas com enfisema e fatores de risco VIH, como uso de drogas intravenosas ou atividade sexual de risco.

O enfisema intersticial é uma doença que atinge os bebés recém nascidos submetidos a ventilação.

O enfisema pulmonar não é contagioso, ou seja, a doença não se transmite de pessoa para pessoa.

Saiba, de seguida, quais são os sintomas de enfisema pulmonar.

Enfisema pulmonar – sintomas

Os sintomas de enfisema pulmonar leve são ligeiros e durante muitos anos o doente não valoriza, habitualmente, quaisquer sinais ou sintomas relacionados com a doença.

No enfisema pulmonar (tal como na DPOC) o sintoma inicial é a falta de ar quando o doente efetua grandes esforços, como por exemplo caminhada ou subir escadas.

À medida que a doença evolui começa a interferir com as atividades diárias e surge falta de ar quando realizam pequenos esforços, como por exemplo tomar banho.

Os doentes com enfisema pulmonar também têm aumento das glândulas mucosas dos brônquios que levam a uma maior produção crónica de muco e consequentemente tosse crónica com expectoração (“catarro do fumador”).

Os sintomas no enfisema pulmonar avançado, já são bem evidentes e limitantes, a saber: Hipoxia (baixa quantidade de oxigénio no sangue), falta de ar em repouso, fraqueza muscular generalizada e desnutrição. Como consequência deste envolvimento sistémico, o enfisema pulmonar pode levar à morte.

Enfisema pulmonar – diagnóstico

diagnóstico de enfisema pode ser equacionado com base na história clínica, exame objetivo (tórax enfisematoso) e no exame de radiologia (radiografia do tórax), no entanto é com base na tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) do pulmão que o diagnóstico é feito.

O Raio x (RX) de tórax é útil como auxiliar de diagnóstico no enfisema avançado e para excluir outras causas de falta de ar ou complicações do enfisema. Convém salientar que uma radiografia normal não exclui a presença de enfisema.

Veja fotos ao lado de radiografia de tórax (RX) de um doente com enfisema pulmonar bilateral.

A análise por medidas quantitativas de densidade pulmonar, é uma técnica promissora para a detecção precoce de enfisema, mas o seu papel no diagnóstico e monitorização precoce ainda não está estabelecido.

Enfisema pulmonar tem cura?

Como está expresso na definição de enfisema, trata-se de uma destruição da base funcional do pulmão, daí se tratar de uma patologia irreversível – enfisema pulmonar crónico. Não existe cura propriamente dita, no entanto existem medidas comportamentais e farmacológicas que podem travar a sua evolução e consequentes complicações.

Se o enfisema pulmonar não for tratado convenientemente pode trazer algumas complicações graves e pode matar:

  • Problemas cardíacos – Um individuo com enfisema pulmonar pode desenvolver problemas cardíacos pelo aumento da pressão das artérias da circulação pulmonar. Isto deve-se aos baixos níveis de oxigenação sanguínea e à perda de capilares pulmonares que levam a um maior esforço cardíaco – cor pulmonale.
  • Pneumotórax (colapso pulmonar) – pode ser muito grave num doente com enfisema pulmonar avançado onde a função pulmonar já está comprometida.
  • Bolhas gigantes (enfisema bolhoso) – alguns doentes com enfisema desenvolvem bolhas gigantes que podem ocupar metade do tórax ocupando o espaço disponível para o pulmão expandir (enfisema bolhoso).

Saiba, de seguida, como tratar o enfisema pulmonar.

Enfisema pulmonar – tratamento

O tratamento deve ser estipulado pelo médico pneumologista (especialista em doenças dos pulmões). O doente deve consultar o médico se tiver falta de ar inexplicável durante vários meses e está a interferir com as suas atividades diárias. Deve ponderar quando atribui estas queixas ao sedentarismo, idade ou ao peso.

De uma forma global podemos dizer que a medicação ou os remédios para tratar o enfisema seguem as normas da DPOC.

O tratamento medicamentoso consiste basicamente em dois grandes grupos de medicamentos inalados (“bombas”):

  • Broncodilatadores – medicamentos que ajudam a aliviar a tosse e a falta de ar ao diminuírem a obstrução brônquica. (Salbutamol, terbutalina, brometo de ipratrópio, indacaterol, olodaterol, aclidinio, glicopirrónio, tiotrópio, umeclidinio).
  • Corticoides inalados – diminuem a inflamação brônquica e reduzem o risco de exacerbações da doença. (Budesonida e fluticasona)

Além do tratamento medicamentoso, a reabilitação pulmonar, constituída por técnicas respiratórias (incluindo o tratamento fisioterapêutico), exercício físico, nutrição e ensinos sobre a doença contribuem para a melhoria da dispneia, da tolerância ao exercício e do tempo de vida. Note-se que a reabilitação respiratória é mais do que uma simples fisioterapia.

Nos casos de déficit de alfa 1 antitripsina, existe a possibilidade de reposição desta proteína em regime hospitalar, existindo critérios bem definidos para estes casos.

Em casos muito selecionados é possível a realização de cirurgia (ou operação) de redução de volume pulmonar, tornando o restante pulmão com enfisema mais eficiente.

O transplante pulmonar é uma opção no enfisema pulmonar muito grave quando todas as outras medidas falharam.

O doente em caso algum deve automedicar-se ou tentar solução em qualquer tipo de tratamentos caseiros ou naturais.

Se já tem diagnóstico de enfisema

Se o doente possui um diagnóstico de enfisema, deve ter cuidado com os seguintes aspetos:

  • Deixar de fumar;
  • Evitar inalação de substâncias irritantes;
  • Praticar exercício físico regularmente;
  • Evitar a exposição a ar frio;
  • Prevenir infecções respiratórias (vacinação pneumocócica e gripal).

Enfisema pulmonar – prevenção

De modo a prevenir a doença não deve fumar e deve evitar o fumo passivo, fumos industriais e o fumo das lareiras.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/medicina/pneumologia/enfisema-pulmonar/

Enfisema Pulmonar: entenda o que é e como é o tratamento | MS

Como identificar o enfisema pulmonar, prevenção e tratamento

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O enfisema, também conhecido como enfisema pulmonar, é uma DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) não contagiosa causada pela grande exposição a agentes poluentes e/ou químicos e que acabam danificando os alvéolos pulmonares. Em 80% dos casos, o tabaco é o principal causador da doença.

Por mais que nós não percebamos, estamos expostos a agentes degeneradores praticamente o dia todo, como a poluição, poeira, bactérias que estão presentes no ar e fumaça de cigarro – até mesmo quando não somos fumantes. E tudo isso acaba influenciando no funcionamento do nosso sistema respiratório.

Como o Enfisema se desenvolve?

Com a inalação dos agentes causadores da doença, os sacos de ar presentes em nossos pulmões (alvéolos) são afetados drasticamente, o que acaba ocasionando dificuldade na hora de realizar as trocas gasosas de nossa respiração.

Com a destruição dessas áreas, a troca do oxigênio (02) pelo dióxido de carbono (CO2) não acontece da maneira que deveria, diminuindo a quantidade de oxigênio que circula no sangue e ocasionando a falta de ar na pessoa.

Quais são os agentes causadores do Enfisema?

Quase todos os casos são derivados do consumo intenso e prolongado do tabaco, mas também há outras causas para a doença, como a inalação de detritos e gases tóxicos no local de trabalho e a genética. Além disso, há também uma outra causa, porém mais rara, que é a ausência de uma enzima produzida nos pulmões chamada  alfa-1-antripsina.

Além dessas causas, existem, ainda, alguns fatores de risco que podem ajudar no desenvolvimento do enfisema:

  • Poluição ambiental;
  • Má nutrição;
  • Infecções respiratórias;
  • Baixa temperatura;
  • Histórico familiar de DPOC.

Como saber se tenho Enfisema?

Normalmente, essa doença pulmonar apresenta sintomas bem característicos, às vezes até semelhantes aos da bronquite crônica – que aliás, não é a mesma coisa, já que a bronquite obstrui os brônquios e, o enfisema, os alvéolos.

Entre os sintomas, destacam-se a tosse constante e a falta de ar, ocasionada pela hipoventilação, mas além desses há outros sintomas que podem vir a aparecer:

  • Infecções pulmonares frequentes;
  • Produção de muco;
  • Redução de apetite;
  • Fadiga (cansaço);
  • Perda de peso;
  • Dificuldade para dormir;
  • Hipertensão arterial;
  • Em casos mais avançados da doença, pode ocorrer deformidades nas unhas devido a baixa concentração de oxigênio.

Você pode analisar a sua aparência também em caso de suspeita de enfisema. Se você for muito magro, possui a caixa torácica aumentada e respira sempre como se estivesse assoprando algo, cuidado. Procure um pneumologista, médico especialista em doenças de pulmão, o quanto antes para receber o devido tratamento.

O diagnóstico do enfisema está interligado com o das DPOC e ele pode ser feito através de 3 exames.

  • Radiografia do tórax: identifica se há hiperinsuflação e bolhas de ar dentro dos pulmões.
  • Gasometria arterial: análise dos valores de oxigênio e dióxido de carbono circulantes no sangue do paciente.
  • Espirometria ou prova de função pulmonar: o melhor para diagnosticar não só essa doença, mas outras DPOC também, esse exame consiste no paciente respirar através de um tubo enquanto um computador registra diversos parâmetros respiratórios.

Feito o diagnóstico, é hora do tratamento. Por mais que o enfisema não tenha cura, ele pode ser controlado quase que completamente. Para tanto, 6 tipos de tratamento podem ser executados.

Medicamentos como inalantes

Os broncodilatadores são medicamentos que relaxam os músculos dos brônquios e melhoram o fluxo de ar do paciente.  Além deles, o médico pode prescrever também corticosteróides, que aliviam os sintomas da inflamação pulmonar.

Tratamento oral

Outros medicamentos podem ser prescritos para quem possui enfisema pulmonar, como antibióticos, que previnem possíveis infecções mais graves, e mucolíticos, para diminuir o muco formado por conta da obstrução dos canais respiratórios.

Oxigenoterapia

Nem todos os pacientes de enfisema pulmonar precisam fazer esse tratamento, mas é preciso estar ciente de que, conforme a doença progride, a necessidade do oxigênio aumenta. Portanto, o uso de oxigênio por intervenção médica pode ocorrer também.

Cirurgia e reabilitação pulmonar

A cirurgia pode ser uma boa opção para quem tem o enfisema em estado avançado. Ela consiste na diminuição do volume pulmonar, o que ajuda na redução dos sintomas da doença, e em casos extremamente graves, o transplante de pulmão também é uma alternativa.

Dependendo do seu quadro clínico, o médico pode indicar reabilitação pulmonar, que nada mais são do que exercícios que fortalecem os seus pulmões. Além disso, você poderá também interagir com outras pessoas que possuem a doença através de sessões, aumentando, assim, o seu bem estar e auto estima.

Tratamentos alternativos

Existem alguns tratamentos naturais que podem ajudar a diminuir os sintomas frequentes do enfisema, tais como:

  • O enxofre foi identificado como ajudante na hora de diminuir a inflamação e o muco gerado por ela;
  • O ginkgo biloba ajuda a fortalecer os pulmões;
  • Alguns profissionais indicam o uso do extrato de sementes de uva, pois acredita-se que ele pode ajudar na redução da destruição de células em fumantes.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento.

Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Pessoas diagnosticadas com enfisema pulmonar são mais propensas a desenvolver as seguintes complicações:

  • Problemas cardíacos ocasionados pelo aumento da pressão das artérias que ligam o coração e os pulmões.
  • Grandes buracos nos pulmões que além de reduzirem o espaço disponível para o pulmão se expandir, aumentam a chance da pessoa desenvolver pneumotórax (colapso pulmonar).
  • Por mais que sejam raros de ocorrer, colapsos pulmonares podem atingir pessoas enfisematosas por conta da obstrução que já há em seus pulmões.

O enfisema pulmonar e as DPOC são doenças sérias e informações sobre elas precisam ser discutidas e propagadas. Além disso, a prevenção do enfisema é muito importante e consiste basicamente em evitar a exposição aos agentes causadores da doença – e se você for fumante, parar de fumar já é um grande passo!

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Источник: https://minutosaudavel.com.br/enfisema-pulmonar/

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