Como preparar algas marinhas

Como preparar algas marinhas

Como preparar algas marinhas

Em sentido horário, a partir da mais escura: wakame, alface do mar e nori em flocos, dulse em pedaços e dulse em flocos.

Até algum tempo atrás eu só conhecia um tipo de alga, a nori, e uma utilização, enrolar maki. Um dia, quando eu ainda morava com minha grande amiga Johanna, ela chegou em casa com um pacote de wakame. Fiquei olhando aquilo com desconfiança, mas ela me garantiu que era uma delícia.

 Depois de deixar o wakame de molho, ela preparou uma salada com a alga e outros ingredientes dos quais não me lembro. Minha memória só registrou a enorme montanha de alga sobre a mesa e a impressão de estar comendo um pedaço do mar. Pra grande decepção de Johanna, não aprovei sua amada alga marinha, mas a experiência serviu pra alguma coisa.

Descobri que existiam outros tipos de algas e outras maneiras de degustá-las. E decidi que eu ia gostar daquilo, pois Johanna parecia tão incrivelmente descolada comendo sua pratada de wakame com todos aqueles dreadlocks ruivos ao redor da cabeça! Eu também queria ser descolada e era mais fácil comer alga do que colocar dreads nos cabelos.

Quatro anos se passaram e hoje, pra minha grande felicidade, eu adoro o sabor dos legumes do mar.

Por que comer algas marinhas?

Verduras são ótimas pra saúde, certo? Vegetais marinhos são ainda mais concentrados em nutrientes do que os vegetais terrestres. Pra começar, algas são riquíssimas em minerais, que correspondem a 20-30% do peso da alga seca. Também são ótimas fontes de antioxidantes.

Lembrem-se: antioxidantes bloqueiam os radicais livres que oxidam as células, aceleram o envelhecimento e o desenvolvimento de células cancerosas.  Algas contêm a maioria dos antioxidantes encontrados em frutas e verduras, como carotenóides e polifenóis, assim como antioxidantes que não são encontrados em nenhum outro alimento.

Entre esses últimos se destacam a fucoxantina, presente nas algas marrons (wakame e kombu) e que parece ser mais poderosa do que o licopeno pra impedir o crescimento de células cancerosas, e a ficoeritrina, presente nas algas vermelhas (nori e dulse), útil na prevenção de doenças degenerativas.

Além disso, o ácido algínico presente nas algas marrons é uma “armadilha pra toxinas”, purificando o estômago de metais pesados ​​e resíduos dos pesticidas utilizados no cultivo de vegatais.

Algas contêm muitas vitaminas, principalmente A, B e C, fibras (entre 37 e 40% do peso da alga seca é fibra) e proteínas. Contrariamente ao que se possa imaginar, algas têm pouco sal, além de serem pobres em calorias e gorduras. Menos de 6% do peso da alga seca é gordura e 50% dessa gordura é ômega 3 e 6.

Sabe por que peixe é rico em ômega 3? Porque ele come alga (ou, no caso dos peixes maiores, porque eles comem peixes que comem algas).  E, obviamente, algas são ricas em iodo: apenas 0,03g de kombu ou 1g de alface do mar cobre a nossa necessidade diária em iodo.

Por serem tão ricas em iodo, é bom não consumir mais de 10g de algas marinhas secas por dia (30g hidradatas).

Makis veganos

Se você ainda não se convenceu que incluir algas no seu cardápio é uma ótima ideia pra preservar a saúde, aqui vão mais alguns argumentos:

-Algas são extremamente ricas em ácido fólico (vitamina B9). 5g de nori, por exemplo, tem mais do que a dose diária recomendada desse nutriente.

– Nori pode ter até 47% de proteína, ou seja, 100g de nori tem 47g de proteínas.

-5g de dulse tem mais de 1/3 do ômega 3 que precisamos em um dia.

-Wakame tem dez vezes mais cálcio do que leite. 5g de wakame tem tanto cálcio quanto 200 ml de leite de vaca.

E pra quem gosta de nutrição, aqui vai a análise nutricional de algumas das algas mais conhecidas, por 100g de alga desidratada (o valor nutricional das algas varia de acordo com o local onde foram colhidas, a estação e a maturidade da planta, por isso os valores citados aqui representam uma média geral).

 Nori – minerais: 15 a 35g, cálcio: 253mg, magnésio: 270 a 1700mg, iodo: 7 a 23mg, proteínas: 15 a 47g, ômega 3: 0,3 a 1g, glucídios: 30 a 57g, fibras: 23,7 a 44,6g.

Wakame – minerais: 10 a 38g, cálcio: 1070mg, magnésio: 700 a 3100mg, iodo: 24 a 56mg, proteínas: 14 a 21g, glucídios: 39 a 57g, fibras: 29 a 61,7g.

Kombu – minerais: 12 a 21 g, cálcio: 700 a 800 mg, magnésio: 400 a 2800 mg, iodo: 300 a 560 mg, zinco: 1,6 a 14 mg, proteínas: 5,4 a 7,5 g, glucídios: 72 g, fibras: 29,5 a 39,8g.

Dulse – minerais: 16 a 36 g, cálcio: 100 a 1200 mg, magnésio: 100 a 300 mg, iodo: 12 a 81 mg, zinco: 1 a 7,8 mg, proteínas: 8 a 35 g, ômega 3: 0,1 a 1,9 g, glucídios: 43 a 66 g, fibras: 20,4 a 34,2g.

Alface do mar – minerais: 14 a 39 g, cálcio: 900 a 5600 mg, magnésio: 1800 a 7500 mg, iodo: 2 a 30 mg, ferro: 70 a 512mg, proteínas: 8 a 33 g, glucídios: 41 a 60 g, fibras: 21,9 a 53,5g.

Como preparar

Primeiro preste atenção na forma. Algas são vendidas desidratadas e podem ser encontradas em pedaços maiores ou menores, em flocos ou em folhas (nori). Algas em pedaços devem ser hidratadas por alguns minutos em um pouco de água morna antes de serem consumidas. Em seguida elas podem entrar na composição de uma salada de legumes cozidos ou crus, tortas ou sopas.

Se for usar algas na sopa não precisa hidratar antes.

Algas em flocos não precisam ser hidratadas e podem entrar na composição de tortas salgadas, molhos, patês, vinagretes pra saladas… As folhas de nori servem pra enrolar maki, mas também podem ser usadas pra preparar condimentos (muito usado na cozinha macrobiótica) ou tostada e esfarelada diretamente sobre pratos prontos, como arroz integral ou legumes cozidos.

Algas têm um maravilhoso sabor marinho, que eu acho uma delícia em pratos que seriam normalmente preparados com animais marinhos. Na minha era pre-vegana eu adorava comer bichinhos do mar e acho que algas, além de extremamente nutritivas, são ótimos substitutos pra quem quer um gostinho marinho, mas vegetal, na comida.

Se você é noviço(a) em matéria de algas, não aconselho fazer como minha amiga Johanna e preparar uma salada de algas, pois pura o gosto é muito forte e desagrada aqueles que não estão acostumados a comer esse alimento.

Se você não nasceu no Japão, onde o pessoal toma sopa de algas no café da manhã, aconselho começar a explorar o maravilhoso mundo das algas aos pouquinhos. Comece com uma quantidade pequena (1cc) e misture com outras comidas. Dica: algas casam perfeitamente com sabores asiáticos, como gengibre, shoyo e gergelim.

Abaixo duas das minhas receitas preferidas com algas. A primeira tem um sabor suave e é perfeita pros iniciantes (mas todo mundo vai adorar) e a segunda é pros que já têm costume de comer algas (ou pros corajosos). Ambas são deliciosas.

Ensopado marinho

Essa foi uma das primeiras receitas que apareceu aqui no blog, mas continua sendo um dos meus maiores sucessos culinários. Quando publiquei essa receita ainda não tinha testado com algas marinhas, mas agora só faço meu ensopado com um bocadinho de wakame.

Siga as intruções como expliquei aqui, mas junte 2cs de wakame em flocos (se só encontrar wakame em pedaços, triture a alga seca no liquidificador pra criar flocos) no final do cozimento. Não tenho palavras pra explicar o quanto esse prato simples é saboroso.

Você vai ter que testar pra comprovar.

Chips de nori

Essa receita não podia ser mais simples, mas cuidado. Ela vicia! Espalhe um pouquinho de óleo de gergelim (na falta, um pouco de azeite quebra o galho) sobre algumas folhas de nori. Eu coloco um tiquinho de óleo no meio da folha e espalho com os dedos.

Use somente o suficiente pra untar ligeiramente a folha, cerca de 1/4cc de óleo em cada lado da folha é suficiente. Salpique um pouquinho de sal e leve ao forno baixo por 10-15 minutos, ou até a folha ficar bem crocante. Espere esfriar completamente, quebre em pedaços e deguste.

Pode ser conservada em um recipiente de vidro, bem tampado, durante alguns dias. Gosto de comer no lanche, mas também pode ser esfarelado sobre a comida.

Pra escrever esse artigo pesquisei bastante nesses sites (em francês):

Festalgue, um produtor de algas orgânicas francês

CEVA, Centro de Estudo e de Valorisação das Algas

Mais informações sobre algas (em Português) no Sítio Veg

Источник: http://www.papacapim.org/2012/01/21/como-preparar-algas-marinhas/

Formas de consumir algas e seu valor nutricional

Como preparar algas marinhas

Certamente você já leu uma receita onde um de seus ingredientes é a alga marinha e se perguntou como elas são consumidas? Onde elas são compradas? É necessário fervê-las? Neste artigo vamos falar sobre como consumir algas e as contribuições nutricionais desse ingrediente que está cada vez mais presente na culinária popular.

Diferentes tipos de algas

A primeira coisa que você deve saber antes de consumir algas é que elas podem ser divididas em três grandes grupos: marrom, vermelho e azul.

Alga marrom

  • Nori: laver, sloke, ova marina e slake. Elas são ricas em proteínas e vitamina A. Podem ser combinadas com alimentos fritos.
  • Nishime Kombu: carweed, tangle e wrack. Fornecem potássio e iodo, por sua vez dão sabor doce às refeições.
  • Ito Wakame: combine com legumes cozidos e obtenha cálcio, vitaminas B e C e potássio.
  • Hiziki: elas ficam ótimas com vegetais de raiz como a cenoura ou a beterraba. Têm grandes quantidades de potássio, cálcio e ferro.
  • Arame: tem uma textura suave e um sabor leve, rico em iodo e cálcio.
  • Alaria: dabberlocks, murlins e wing keep. Estas são ricas em minerais e vitaminas e são usadas ​​para preparar sopas.

Alga vermelha 

  • Dulse: combinam perfeitamente com cereais cozidos e fornecem ferro, fósforo e potássio.
  • Ágar-ágar:  shiro kanten. É um tipo de gelatina mole e muito nutritiva, principalmente em fibras.
  • Carragaheen: musgo da Irlanda. Tem grandes quantidades de carboidratos complexos, além de cálcio e potássio.

Algas azuis

  • Esprirulina: rica em aminoácidos e proteínas vendidas na forma de comprimidos ou pó para incluir em cereais, iogurte, suco ou leite.

Dicas para preparar algas marinhas

  • Se elas tiverem muito sal ou areia, devem ser lavadas com bastante água fria.
  • Todas as algas, não importa a que grupo pertençam, devem ficar de molho por pelo menos 20 minutos para que aumentem em até 7 vezes seu tamanho e volume.
  • As algas verdes, quando de molho, podem ser cortadas em tiras na mesma direção do seu crescimento. As vermelhos podem ser picadas, cozidas inteiras ou se desfazer. O ágar-ágar permite um corte “livre” antes ou depois da imersão.

Dicas de culinária

  • As algas wakame, nori, chlorella, alga marinha, espirulina e dulse podem ser consumidas sem cozimento.
  • As algas Kombu requerem pelo menos 45 minutos de molho e depois meia hora de cozimento. O caldo obtido pode ser usado para fazer sopas ou molhos ou para cozinhar legumes para proporcionar um sabor diferente.
  • As algas hijiki são as preferidas para o consumo durante os meses de inverno e têm um sabor muito forte. Elas são usadas em pequenas quantidades. Podem ser incluídas em sopas, ensopados ou pudins. É necessário deixá-las de molho por 30 minutos e depois cozinhá-las. Não é recomendado reaquecê-las.
  • Enquanto as algas Wakame podem ser usadas em dezenas de pratos, é o ingrediente essencial da sopa de missô. Precisa de cerca de 15 minutos para ser hidratada e 10 para cozinhar. Também pode ser consumida crua em saladas.
  • No caso das algas nori, você não precisa deixá-las de molho e pode consumi-las torradas, usando uma frigideira diretamente sobre o fogo, até obter um tom verde-dourado. Em seguida, corte-a em pedaços com uma tesoura e amasse-a com a mão (quando já estiver quente), polvilhando sobre as sopas ou cereais.
  • A alga kanten é usada principalmente em molhos frios, cremes, pudins, saladas, base de geleia de frutas ou para engrossar sopas e cozidos.

Consumir algas têm um ótimo valor nutricional

  • Elas são boas para diabéticos: por terem um sabor doce, mas açúcares complexos, não aumentam o nível de glicose no sangue.
  • Excelente para vegetarianos: porque oferecem grandes quantidades de proteína. É muito interessante os veganos e vegetarianos consumirem algas. A espirulina oferece mais desses nutrientes do que os ovos, peixe e carne.
  • Elas cobrem as necessidades diárias de ferro: principalmente a espirulina, que contém muito ferro, seis vezes mais do que cereais e espinafre. É bom para a anemia ou fraqueza em geral.
  • Elas são boas contra a hipertensão: regulam o sistema cardiovascular e ajudam a combater a hipertensão.

Consumir algas mantêm nosso organismo saudável

  • Elas melhoram a visão: devido ao seu alto teor de vitamina A. Os tipos Nori e espirulina são recomendados.
  • Elas acalmam a tosse: elas também são muito boas em curar resfriados e gripes. Na medicina tradicional, elas são usadas ​​como um tônico para o sistema respiratório, misturando mel e suco de limão.
  • Elas mantêm a pele e os cabelos saudáveis: devido à vitamina A (mais do que o germe de trigo), conhecida como a vitamina da beleza e longevidade. Algumas algas, por sua vez, têm zinco, eficaz para o tratamento da acne. Outros dão brilho aos cabelos.
  • Elas são boas para os ossos e dentes: as algas iziki secas têm 15 vezes mais cálcio que o leite. O mesmo que a espirulina e a wakame; são recomendadas para prevenir a osteoporose ou para ajudar a reparar um osso quebrado.

Para o sistema digestivo

  • Elas ajudam na digestão e no trânsito intestinal: se forem consumidas junto às leguminosas, por sua contribuição de fibras. O mesmo acontece ao consumi-las com frituras, porque as algas permitem uma melhor digestão.
  • Elas purificam o intestino: são purificadores desse órgão devido ao ácido algênico. Elimina as toxinas que são depositadas nas paredes do cólon. Elas são usadas ​​como um remédio natural para a colite.
  • Elas diminuem o colesterol: porque elas têm 5% de gorduras insaturadas que permitem reduzir os níveis de colesterol “ruim”, além disso, elas não contêm gorduras saturadas.

Depois de conhecer todas essas contribuições para a saúde, nós apostamos que conseguimos te incentivar a consumir algas com mais frequência. Você pode incluí-las em seus pratos tradicionais ou criar preparações exclusivas com base nesses vegetais marinhos. Anime-se e experimente!

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Источник: https://melhorcomsaude.com.br/formas-de-consumir-algas-e-seu-valor-nutricional/

Luciana Mastrorosa – Você consome algas? Conheça os tipos, benefícios e como usar

Como preparar algas marinhas

Algas secas em placa – Crédito: iStock

Algas marinhas são um alimento tradicional, consumido há milênios por populações costeiras, principalmente na Ásia Oriental, em países como Japão, China e Coréia.

Por aqui, algumas variedades tornaram-se comuns, como a nori (aquela alga que envolve os sushis), justamente pela difusão da culinária japonesa.

Além do sabor agradável, que remete ao mar, as algas apresentam diversos benefícios para a saúde e podem ser encontradas em diversas variedades.

São chamados de “algas” todos os organismos que têm clorofila e fazem fotossíntese, porém possuem estruturas mais simples do que as plantas.

As algas podem ser aquáticas, como as marinhas – as mais comuns – mas algumas podem se desenvolver no solo ou mesmo nas árvores.

As variedades comestíveis, em geral, vêm do mar, e podem ter cores variadas, como vermelho, verde escuro e castanho. Também variam no tamanho e na forma, mas todas são ricas fontes de minerais e vitaminas.

Segundo estudos recentes, atribuem-se às algas diversas propriedades funcionais no combate a doenças como tuberculose, artrite, gripes, anemia e infecções de vários tipos. Além disso, elas têm sido utilizadas também no tratamento de dores reumáticas e osteoporose.

Atualmente, os adeptos de uma medicina mais natural têm apostado nos benefícios das algas encapsuladas, como a chlorella, que é rica em vitamina B12, fundamental para diversos processos metabólicos e uma das principais deficiências para quem não consome carne.

Além disso, apresenta também alto conteúdo proteico, o que auxilia quem segue dietas veganas. Sempre bom lembrar, porém, que antes de tomar quaisquer suplementos, vale consultar um médico ou nutricionista, pois cada organismo é único e reage de formas diferentes.

Em termos de alimentação e saúde, acho mais interessantes as algas que se podem utilizar na comida e não apenas como suplemento. É o caso da nori, da wakame e da kombu, tipicamente empregadas na culinária asiática, com resultados deliciosos. Abaixo, cito algumas delas, seus benefícios e formas de usar:

Alga nori pronta para ser usada em sushis ou temakis – Crédito: iStock

Nori, a alga do sushi

Sabe aquela folha verde escura, quase preta, que envolve os rolinhos de sushi? Essa é a alga nori, um dos tipos mais consumidos no Japão. Ela é, na realidade, um aglomerado de várias espécies de algas, que, depois de prensadas, resultam em folhas finas como papel.

É rica em cálcio e fibras, o que contribui para a saúde dos ossos e também auxilia a combater a obesidade (as fibras ajudam na sensação de saciedade).

Pode ser usada para o preparo não apenas dos sushis, mas também de temakis, cortadas e servidas sobre saladas e macarrão oriental ou ainda como snack.

Alga wakame crua – Crédito: iStock

Wakame para sopas

É uma alga ainda mais saborosa que a nori, na minha opinião. Vendida seca, tem uma cor castanho-esverdeada e é rica em nutrientes como cálcio, magnésio e sódio. Por isso, também ajuda a preservar a saúde óssea.

Pode ser hidratada antes de usar em diversos preparos, ou simplesmente picada e servida em sopas orientais, como o missoshiru. Hidratada e fria, picada em tiras finas, entra na composição de saladas. Fica ótima com um tempero de vinagre, azeite, óleo e sementes de gergelim.

Como tem bastante sódio e um sabor marinho, ajuda a usar menos sal na comida também.

Ágar-ágar em pó – Foto: iStock

Ágar-ágar (kanten), a gelatina vegetal

Esta alga é um coringa nas dietas vegetarianas e veganas, pois atua como um gelificante natural. Ou seja, dá para fazer gelatinas de salgadas e doces, pois ela tem uma particularidade: endurece em temperatura ambiente, sem a necessidade de levar à geladeira.

Além do uso na gastronomia, essa alga também é vendida em cápsulas, como suplemento, e entra como ingrediente de uma série de cosméticos e máscaras de beleza.

É rica em minerais e vitaminas e atribuem-se a ela propriedades desintoxicantes, hidratantes da pele (contribui para a vitalidade) e também reguladoras do intestino, já que possui fibras.

Alga kombu seca – Crédito: iStock

Kombu, mais sabor em caldos

Sabe aquele caldo delicioso que você tomou no restaurante japonês? Provavelmente, foi feito com kombu, esta alga de sabor profundo, rico em umami. Pode ser encontrada em pó ou em folhas largas, usada para dar sabor aos caldos.

Tem também uma versão desfiada, chamada de “tororo kombu”, pronta para consumo, principalmente no preparo de sushis. Além de sua riqueza em minerais, ela também auxilia a digestão. Também são atribuídas a ela a redução do colesterol e o controle da hipertensão.

É rica em iodo, elemento essencial para preservar a saúde da tireoide, e ferro, que auxilia no combate à anemia.

Alga hijiki – Crédito: iStock

Hijiki ou Hiziki, a alga da beleza

De cor marrom e vendida em pequenos pedaços pretos e secos, a hijiki é considerada a alga da beleza, pois favorece a pele e os cabelos. O ideal é aferventá-la por alguns minutos antes do uso, deixá-la esfriar e coar.

Depois desse processo, pode ser usada em diversos pratos, na finalização de arroz e saladas, por exemplo.

Contém alto teor de fibras e é fonte de diversos nutrientes, como a vitamina K, ferro, cálcio, iodo e magnésio, fundamentais para a manutenção da boa saúde.

Por fim, vale lembrar que esses alimentos são mais facilmente encontrados em lojinhas e mercados de produtos orientais. Na hora de comprar, atente-se à validade e observe se o produto está novo, sem sinais de fungos.

De forma geral, as mais secas pedem hidratação antes do consumo, ou podem ser hidratadas direto no cozimento, como no caso de sopas e caldos. As folhas de nori ficam ainda mais gostosas se estiverem crocantes.

Uma dica que um chef me deu e compartilho com você: passe-as ligeiramente no fogo antes de montar os temakis e sushis, com cuidado para não queimar. Isso garante que fiquem mais crocantes e apetitosas.

Você costuma consumir algas? Quais as formas de preparo que mais gosta? Conte para mim! Estou no e também no Instagram.

Источник: https://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2018/10/25/voce-consome-algas-conheca-os-tipos-beneficios-e-como-usar/

Por que você deve comer mais alga marinha

Como preparar algas marinhas

A alga marinha, ou verdura do mar, como muitos da indústria preferem chamar, é “sem dúvida o alimento mais sustentável ​​do planeta”, diz Bren Smith, que cultiva algas e mariscos na Thimble Island Ocean Farm, em Connecticut, nos Estados Unidos. “ Algas marinhas requerem zero insumos, sem água fresca, ração ou fertilizante.” E você pode cultivar muito em um espaço pequeno. Smith está retirando de dez a 30 toneladas de algas por cada hectare que planta.

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A alga marinha também é carregada de nutrientes. “As verduras do mar têm mais ferro que carne vermelha e mais cálcio que leite. Elas também são ricas em minerais como sódio, potássio e iodo ”, diz ele.

De fato, a alga marinha ter tanto iodo que você realmente não deve comê-la em grandes quantidades. Lisette Kreischer, coautora do livro de receitas Ocean Greens, recomenda comer não mais que cinco a oito gramas de algas secas ou 50 a 70 gramas de algas frescas por dia.

Além disso, embora as algas marinhas sejam ricas em muitos minerais, são livres de gordura e extremamente baixas em calorias e carboidratos.

Considerando que a folha de nori em volta do sushi a forma mais comum de alga marinha que a maioria dos ocidentais consomem, o aviso de Kreischer atualmente não é algo para se preocupar. Mas ela e Smith realmente querem que os ocidentais comecem a comer alga marinha diariamente. O problema? A maioria de nós não tem ideia de como.

Para Smith, que jura que não é fã de cozinhar, diz que alguém inexperiente na cozinha pode fazer pratos frescos e deliciosos de algas marinhas. Aqui está tudo o que você precisa saber sobre cozinhar e servir alga marinha.

Comece com macarrão

Macarrão de algas são geralmente algas puras cortadas em tiras finas. “Eles têm um sabor suave, por isso são muito versáteis, fáceis de preparar e ficam com uma bela cor verde brilhante quando cozidos”, diz Smith. Além disso, eles geralmente não contêm glúten. Alguns nem sequer precisam de cozinhar; basta enxaguar com água quente, jogá-lo em molho e jantar.

Faça dele o seu ingrediente secreto

O livro de Kreischer está cheio de receitas estrelando alga marinha, mas você não precisa começar com elas como o ingrediente principal.

“Polvilho algas sobre minha massa, corto-a em pedacinhos para misturar através de uma salada ou ensopado, ou apenas a adiciono a qualquer tipo de sopa que eu fizer”, diz ela.

De fato, certos tipos de algas secas podem dar um toque de sal e sabor sem que ninguém saiba que está lá.

Conheça suas variedades

No momento, Smith está cultivando apenas a Saccharina latissima, uma alga comum de cor marrom, mas ele diz que existem mais de 10.000 plantas comestíveis conhecidas no oceano – possivelmente mais.

“A maioria das espécies [de algas marinhas] é comestível, mas nem todas as algas são igualmente adequadas para quem nunca comeu”, adverte Kreischer. “Normalmente, as algas mais comestíveis são as que vivem na água salgada.

As algas de água doce são muito menos adequadas para o consumo. ”Algumas variedades são mais picantes que outras. Os iniciantes devem começar com a Ulva, leve, crocante e refrescante. Tipos mais aventureiros podem querer experimentar Oarweed, que tem sabor forte e salgado.

“Dada a grande variação de sabor e textura, é uma aventura descobrir o que você gosta e em quais pratos elas vão bem”, diz Kreischer.

Seja criativo

O truque para fazer com que ocidentais comam mais algas provavelmente é incorporar em alimentos preparados, além de rolos de sushi e sopa de missô.

No momento, Smith está trabalhando na criação de manteigas à base de algas, salgadinhos e até sorvete. Kreischer adoraria ver a alga marinha em mais sobremesas.

Ela jura que elas combinam lindamente com chocolate amargo e até incluiu uma receita de torta de chocolate e algas em seu livro.

Siga estas receitas

“Este é o começo de uma nova aventura culinária”, diz Smith. Aqui estão duas maneiras de entrar no barco de verduras do mar agora, cortesia de Ocean Greens.

Faz cerca de dez panquecas

São panquecas salgadas. Acrescente pesto do mar (receita a seguir) e aproveite.

Panquecas

  • 20 gramas de algas do tipo kombu fresca
  • 1 abóbora pequena de hokkaido ou abóbora cabotiá
  • 3 xícaras de farinha de espelta
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 1/2 colheres de chá de alecrim seco
  • 1/2 colher de chá de curry em pó
  • 1 colher de chá de colorau
  • 1 xícara de água morna
  • Sal marinho fino e pimenta
  • 1 colher de sopa de azeite e mais para cozinhar
  • do reino moída na hora, a gosto

Como preparar

  1. Enxágue completamente o kombu para remover toda a salmoura. Seque e pique. Descasque a abóbora, retire as sementes e a corte em pequenos pedaços.
  2. Leve uma panela de água para ferver e adicione os cubos de abóbora; ferva até ficar macio, cerca de oito minutos. Escorra e misture em um processador de alimentos. Separe 1 2/3 xícaras de purê para as panquecas. Se houver mais, você pode congelá-lo para mais tarde.
  3. Misture a farinha, o fermento, o alecrim, o pimentão e o curry em uma tigela. Em outra tigela, misture o purê de abóbora com o óleo, o kombu e a água morna e adicione essa mistura à farinha. Bata bem até obter uma massa grossa e macia de panqueca. Tempere com sal e pimenta.
  4. Aqueça um pouco de azeite em uma frigideira e despeje um pouco de massa na panela. Gire a panela para obter uma panqueca pequena, grossa e redonda com cerca de 10 cm de diâmetro. Cozinhe até dourar dos dois lados, cerca de seis minutos, virando após três minutos. Mantenha as panquecas quentes, colocando-as em um prato descansando em uma panela com água fervendo.

Pesto do mar

Este pesto deve seu sabor intenso e poderoso ao kombu. É uma receita tão fácil que você pode experimentar com os ingredientes o quanto quiser.

A rúcula e o manjericão, por exemplo, podem ser substituídos por qualquer alga de sua escolha. Os nozes podem ser substituídos por qualquer outro tipo de castanha, como castanha de caju ou avelã. Você pode até usar sementes de girassol.

Sirva o pesto em torradas, em um sanduíche de legumes grelhado ou em uma tigela de macarrão.

  • 40 gramas de kombu fresco (ou uma mistura de kombu e wakame)
  • 1 xícara de manjericão fresco (incluindo caules)
  • 1/3 xícara de castanhas torradas
  • 1 dente de alho pequeno picado
  • 1 xícara de rúcula
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem, mais extra para guardar
  • 1 1/2 colher de chá de suco de limão
  1. Enxágue bem o kombu com água, certificando-se de que todo o sal em conserva tenha sido lavado. Seque e corte em pedaços.
  2. Coloque o kombu, as castanhas, alho, manjericão, rúcula, azeite e suco de limão em um processador de alimentos até que a mistura forme uma pasta lisa.
  3. Coloque o pesto em uma jarra de vidro, cubra com uma camada de azeite e guarde na geladeira por até duas semanas. Sirva sempre com uma colher limpa para manter a frescura.

Источник: https://gooutside.com.br/por-que-voce-deve-comer-mais-alga-marinha/

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