Como saber se a criança ou bebê está com dengue

Lucia Helena – Atenção: a covid pode ser confundida com a dengue em crianças. E vice-versa

Como saber se a criança ou bebê está com dengue

Quando o mosquito Aedes aegyti sobrevoa uma terra dominada pelo novo coronavírus é confusão na certa. No mínimo porque os sintomas iniciais da dengue, cujo vírus é transmitido por sua picada, podem se confundir com os sinais que levantariam a suspeita da covid-19.

Existe também o caminho inverso: enquanto os médicos esperam os resultados de testes para confirmar se é covid-19 mesmo ou não, sem nem sequer cogitarem a dengue, esta outra condição pode se agravar perigosamente. E a lógica diz que esse emaranhado, conduzindo o olhar do diagnóstico na direção errada, pode ser mais frequente em crianças e adolescentes.

É o infectologista André Cotia, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, quem me explica a razão: “Embora seja uma arbovirose, isto é, uma infeccção passada por insetos, causada por um flavivirus que aparenta ser bem diferente de um coronavírus, no final das contas dengue e covid-19 acabam se manifestando de maneiras bem similares”, diz ele. “Ambas provocam dores de cabeça, deixam os músculos doloridos também, levam à prostração e desencadeiam diarreias”, diz ele.

Isso, aliás, poderia valer para qualquer idade. O grande diferencial para se desconfiar de uma covid seriam os sintomas respiratórios. Os mais comuns, no caso, seriam coriza, dor de garganta, tosse e falta de ar. Mas aí é que está o desafio.

“A criança manifestar sintomas mais expressivos da infecção pelo coronavírus é algo realmente muito mais raro em comparação com adultos”, diz André Cotia. “Só que, quando isso acontece, mais de 30% dos meninos e das meninas chegam nos serviços de saúde e nem sequer tosse têm.”

Segundo o doutor, no lugar disso, eles sentem uma dor abdominal forte, ficam com o estômago embrulhado e com o intestino solto. Claro, podem apresentar febre.

Daí, se há um surto de dengue na região, o pediatra às vezes desconfia de que deva ser isso.

Até mesmo começa a pensar em outras doenças intestinais ou, ainda, em infecções urinárias que também podem causar bastante dor na região abdômen

Uma vez reidratada, essa criança costuma voltar para casa com as orientações para repor os líquidos perdidos pela dor de barriga até ficar boa. Quando, na realidade, se não ficar devidamente isolada, ela estará espalhando o novo coronavírus, que passou incólume, ofuscado pela dor de barriga.

Por outro lado, entre 15% e 20% da criançada com dengue terminam com uma tosse chatinha e seca, talvez antes mesmo de qualquer piriri. E isso também é um tanto enganador.

“O médico pode até investigar a covid-19, se por acaso os pais relatam que o filho viajou ou que teve contato com muita gente em uma reunião de família”, exemplifica André Cotia. “Mas ele também pode ficar só de olho nos pulmões, percebendo aquela tosse seca, deixando de lado a suspeita de dengue. Muitas vezes não faz algo simples na consulta, que seria a prova do laço.”

A prova do laço consiste em usar o esfigmomanômentro, o popular aparelho de medir a pressão, insuflando-o por 5 minutos no braço. Se for dengue, doença que atrapalha a coagulação do sangue, o aperto provocará mais de 10 petéquias por 2,5 centímetros quadrados de pele naquela região.

Bem, petéquias é o nome bonito que os médicos dão para pontinhos vermelhos, os quais entregam pequenos sangramentos. Isso é importante para a triagem dos pacientes com suspeita de dengue.

“Essa manifestação hemorrágica indica uma fragilidade dos vasos mais finos, os capilares, o que exige de nós muito mais atenção”, explica o médico.

Sem isso para afastar a hipótese de dengue na criança que está tossindo — ou, melhor ainda, sem exames de sangue como o de hematócrito, avaliando a porcentagem de glóbulos vermelhos —, ela mais uma vez costuma voltar para casa. Em caso de dengue, porém, talvez o mais adequado fosse ficar sob observação no hospital.

Afinal, enquanto os pais e o próprio pediatra eventualmente esperam o resultado do teste de covid-19, algo que pode levar alguns dias conforme a cidade, a dengue é capaz evoluir para um quadro grave, o hemorrágico.

“Para evitar isso, o fundamental seria uma terapia para a dengue mais precoce. O que só é possível, óbvio, quando se tem o diagnóstico”, diz o infectologista, que vem se reunindo com outros médicos onde trabalha para discutir casos assim, com sintomas atípicos que embaralham as possibilidades de diagnóstico.

O risco de uma criança pegar dengue ou covid

Na cidade de São Paulo, onde fica o Hospital Infantil Sabará em que o doutor André Cotia atua, a dengue não está tocando o terror como em outros lugares do Brasil.

Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, por exemplo, as notificações dessa infecção cresceram incríveis 77% só na semana passada.

E bom lembrar que o danado do mosquito não tem preferência de idade: pica o primeiro que encontrar pela frente.

Apesar de o novo coronavírus ser o assunto do momento, não dá para a gente se esquecer que, entre 29 de dezembro de 2019 e 8 de dezembro de 2020, o Ministério da Saúde registrou 979.

764 casos de dengue. É muita gente doente! Ok, talvez você me diga que, ao longo de 2019, esse número ultrapassou 1,5 milhão.

Portanto, a dengue parece ter ficado mais sob controle nos últimos meses — ô, doce ilusão…

Saiba que no primeiro trimestre do ano passado, antes de o caos da pandemia se instalar, a quantidade de pessoas com dengue era um bocado maior do que no mesmo período de 2018.

Sinal de que provavelmente o problema se agravou em vez de andar para trás. Ele só não foi notificado direito durante o isolamento social, daí a falsa impressão de estar em baixa.

Repito: o Aedes aegyti pica do bebê ao vovó sem distinção.

Em relação à covid-19 nas alas pediátricas, de acordo com André Cotia, na maioria dos casos a criança não se infectou porque fez alguma atividade extracurricular na creche ou escola, o que algumas instituições ofereceram no final do ano passado, lembra-se? “Geralmente, esses locais tomam todos os cuidados, seguindo os protocolos, o que já não acontece nos eventos sociais frequentados pelos pais”, ele nota.

O médico garante que, na hora da investigação, ele e seus colegas quase sempre descobrem que a meninada com covid-19 foi levada para festas de família, formaturas, jantares na casa de amigos do pai ou da mãe, encontros em restaurantes… Contaminado, mesmo que seja assintomático, o pequeno ajuda a espalhar a doença.

“De longe, na maioria das vezes, é o adulto da família que costuma passar o novo coronavírus para a criança”, avisa André Cotia. “É nessa vida social dos adultos, que não respeita o distanciamento exigido pela pandemia, que mora o maior perigo e não, nas escolas”, reforça.

Na prática, a dor de barriga durante a pandemia

Além de levar o seu filho à escola, mas não levá-lo para a festinha de casais amigos — onde provavelmente nem papai, nem mamãe deveriam estar —, fique esperto. Febre e intestino solto persistente, com direito a várias idas ao banheiro, podem ser sinais de covid-19, sim.

“O certo, então, é isolar essa criança até sair o resultado do teste para afastar a hipótese de infecção pelo novo coronavírus”, orienta André Cotia. “O ideal mesmo seria até sair com ela de casa, se existem idosos e gente de outros grupos de risco sob o mesmo teto”, diz.

Mudar de casa com a criança, porém, é quase sempre complicadíssimo.

Um pouco mais fácil, se possível, é ter um banheiro só para ela e para o seu cuidador, o adulto que, se o menino ou a menina tiver menos de 12 anos, deverá permanecer ao seu lado em um quarto, completamente isolado do resto da família, fazendo-lhe companhia e dando a assistência necessária — usando máscaras e tomando todas as medidas de proteção individual, bem entendido.

“Vale ressaltar que, mesmo que a dor de barriga passe ou melhore depois de umas 72 horas, essa criança deverá continuar isolada por dez dias, se estiver de fato com a covid-19 ou, na dúvida, se não tiver feito o teste “, informa o infectologista.

É um isolamento maior, portanto, do que o exigido em outras infecções gastrointestinais, que pedem para a criança ficar quietinha, de molho e sem muita gente por perto, nas 48 após o fim da diarreia ou da náusea — não, não dá para circular por aí logo após o desaparecimento desses sintomas.

Parênteses: nesse meio-tempo, qualquer coisa diferente é motivo para procurar o pediatra, nem que seja por telemedicina. Dica que claramente também é importante nos pacientes com suspeita de dengue.

Quando essa infecção piora, a criança fica prostrada de vez, sem forças para nada. Aí, é para correr atrás de ajuda.

Mas, voltando, sempre que os sintomas de uma infecção desaparecem, é preciso dar um tempo antes de retomar a rotina, maior ou menor conforme a doença.

Infecções, como nos ensina essa pandemia infernal, pedem algum distanciamento para a gente não prejudicar o outro, lição preciosa de respeito para já ensinar aos pequenos. Por mais que seja chato — e é. Mas podemos dar o exemplo. Afinal, nós não somos mais crianças.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/lucia-helena/2021/02/02/atencao-a-covid-pode-ser-confundida-com-a-dengue-em-criancas-e-vice-versa.htm

Dengue em criança: quais são os riscos?

Como saber se a criança ou bebê está com dengue

Em 2020, assistimos à escalada de uma virose que faz vítimas fatais sobretudo em pacientes mais idosos, o COVID-19. Diferente do coronavírus, que não nos deixa tão alarmados com relação aos pequenos, a dengue em criança exige cuidados reforçados, sobretudo porque é muito prevalente.

Diferente do COVID, as arboviroses, grupo de doenças que inclui dengue, chikungunya, zika e a febre amarela, têm como grupo de risco as crianças, porque elas apresentam condições orgânicas que favorecem a evolução para forma mais graves dessas doenças. 

Neste post vamos explicar o que o vírus da dengue faz dentro do organismo e quais sintomas ele causa. Além disso, você vai conhecer um jeito muito prático de proteger seu bebê. Confira!

Um problema crescente

É de se espantar como que, mesmo com todo o conhecimento técnico-científico que alcançamos, ainda somos alvos fáceis para a natureza. E não estamos isentos de culpa. As interferências que provocamos nos ecossistemas, a ocupação desordenada dos centros urbanos e as mudanças climáticas favoreceram o aumento das taxas de transmissão de várias doenças nos últimos anos.

Das arboviroses, a dengue é a mais comum em todo o mundo, e sua incidência aumentou em 30 vezes no intervalo de 5 anos. Embora o maior número de casos aconteça em adultos e idosos, as crianças precisam de atenção especial. Isso porque esse grupo de viroses apresenta sintomas diversos, inespecíficos e muitos deles são comuns a outras doenças, dificultando o diagnóstico.

Além disso, devido à alta taxa de mutação e variedades de sorotipos desses vírus, não existe um tratamento definitivo, apenas medicações que atenuam os sintomas. O mesmo raciocínio vale para a não existência de vacinas, com exceção da febre amarela cuja primeira dose da imunização deve acontecer aos 9 meses de idade. 

Por falar nisso, já conferiu se o cartão de vacina do bebê está em dia?

A transmissão da dengue

O agente que transmite dengue, chikungunya, zika e febre amarela é o mesmo: o mosquito Aedes Aegypti. As fêmeas, infectadas com o vírus, transmitem-o pela saliva quando picam o ser humano. Esses são vetores urbanos, de atividade diurna e que se reproduzem em recipientes que armazenam água parada. 

É importante conhecer, ainda, duas outras formas de transmissão: durante o parto, se a mãe tiver o vírus no sangue, e por meio do leite materno.

A ação do vírus

Geralmente, uma vez que o bebê foi picado, os sintomas demoram de 4 a 12 dias para aparecer. Nesse período, o vírus vai se espalhando pelos linfonodos (que têm função imunológica no corpo) e, então, acaba entrando nas células de defesa do sangue. 

Dentro dessas células, o vírus consegue se multiplicar e se espalhar pelos vasos sanguíneos, desencadeando uma inflamação e dando origem à fase febril da doença. 

Os sintomas da dengue em criança

Na fase febril da dengue, a temperatura do corpo pode ficar alta (39º C a 40º) durante 2 a 5 dias. Outros sintomas como dor de cabeça e no corpo, dor “atrás dos olhos”, náuseas e diarreia também podem aparecer. 

Contudo, as famosas manchinhas vermelhas (exantemas) aparecem só em 50% dos casos, geralmente 3 dias depois do início da febre. Elas acometem principalmente a pele do rosto, do tronco e membros, estando presentes também planta dos pés e na palma das mãos. 

Algumas crianças e bebês, sobretudo menores de 2 anos, podem não apresentar nenhum sintoma ou ficarem simplesmente sonolentas. É justamente aí que mora o perigo: o fato de elas não conseguirem expressar o que estão sentindo atrasa o diagnóstico e, por isso, elas são grupo de risco. 

Dessa maneira, a mamãe e o papai devem se atentar também a sinais como prostração, irritabilidade, choro fácil, febre alta e persistente, dor abdominal, diarreia e recusa a se alimentar ou a ingerir líquidos. 

Depois da febre

A dengue é traiçoeira porque, ao contrário do que a gente tende a pensar, o risco não acaba quando a febre passa. Muito pelo contrário: a fase crítica da dengue acontece justamente depois que a febre abaixa, entre o 3º e o 7º dia de doença. 

Nesse contexto, quando falamos em forma grave da dengue, nos referimos ao risco de extravasamento do sangue para fora dos capilares sanguíneos, causando hemorragias ou disfunção de órgãos fundamentais (hepatites, encefalites ou miocardites). 

Os sinais de alarme da dengue em criança podem aparecer abruptamente, e avisam que é hora de correr para o médico. Elencamos os principais deles a seguir:

  • dor abdominal intensa e que não passa;
  • vômitos persistentes;
  • sensação de desmaio;
  • dor na região do fígado (do lado direito, onde terminam as costelas);
  • perda de sangue no vômito ou nas fezes;
  • diminuição do volume urinário;
  • diminuição súbita da temperatura corporal (hipotermia);
  • desconforto para respirar.

Dito isso, é preciso reforçar que a forma hemorrágica da dengue é mais frequente em crianças bem novas, porque elas têm menor reserva fisiológica. Isto é, elas têm menos capacidade de compensar o extravasamento de sangue, e podem entrar em choque hipovolêmico, que é quando falta volume de sangue dentro dos vasos. Portanto, fique atento!

O aparecimento da forma hemorrágica

Todo mundo já ouviu falar pelo menos uma vez que uma segunda infecção pelo vírus da dengue é pior que a primeira. De fato isso é verdade. 

Ao contrário do que se imagina, quando já houve infecção posterior por um sorotipo diferente do vírus da dengue, o “novo vírus” encontra uma porta de entrada mais fácil para atacar as células do sistema de defesa. É como se a primeira infecção, em vez de imunizar a pessoa, preparasse o terreno para uma forma pior da doença. Isso desencadeia uma resposta inflamatória muito exagerada. 

Essa teoria, no entanto, não explica todos os casos de dengue hemorrágica. Hoje, já se sabe que essa forma grave pode estar relacionada a mutações potentes do vírus ou a características genéticas da própria pessoa, que podem facilitar ou dificultar a replicação do danadinho.

Por fim, na fase de recuperação, o conteúdo que saiu dos capilares sanguíneos é progressivamente reabsorvido e os sintomas vão melhorando. Em algumas pessoas as manchas vermelhas na pele podem voltar a aparecer, com coceira ou não. Aqui, infecções bacterianas secundárias à dengue podem complicar o caso, ou seja, é preciso manter o acompanhamento médico bem de perto.

Tratamento da dengue em criança

Infelizmente, ainda não existe um bom remédio para combater a dengue. O que fazemos, então, é controlar a febre com paracetamol ou dipirona. O AAS (ácido acetilsalicílico ou Aspirina) e os anti-inflamatórios não devem ser utilizados, porque aumentam a chance de hemorragia.

Em contrapartida, a segunda parte do tratamento passa por uma hidratação potente e repouso. Pacientes menores de 2 anos, gestantes, aqueles se recusam a beber líquidos e a se alimentarem ou que possuem dificuldade para respirar deverão ficar internados sob observação médica. 

Prevenção e critérios para a vacinação

Você deve saber que uma vacina contra a dengue já foi desenvolvida e está disponível no mercado, embora não faça parte do Calendário Nacional de Imunização da Criança. Mas, por que isso acontece?

A literatura científica mostrou que a vacina desenvolvida tem eficácia apenas no caso de indivíduos que já foram alguma vez infectados pelo vírus da dengue. A proteção dura por até 6 anos após a primeira dose e reduz significativamente o número de manifestações da forma grave… aquela tão temida, lembra?

Entretanto, se seu filho nunca teve dengue, não há indicação de tomar a vacina. Isso mesmo: não só ele não precisa tomar como não deve tomar, porque a vacina pode acabar induzindo a forma hemorrágica em pessoas nunca antes infectadas. Nesse caso, não vale a pena pecar pelo excesso.

Em vez disso, vale sempre a pena caprichar nas medidas de combate ao vetor, não deixando água se acumular em nenhum lugar da casa. Outra medida eficaz é fazer o uso de repelentes tópicos, que devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo. Na sequência, confira as regrinhas para o uso dessas substâncias:

  • bebês menores de seis meses não devem usar repelentes tópicos;
  • repelentes podem ser à base de DEET (N,N-dietil-3-metilbenzamida), IR 3535 e Icaridina;
  • crianças com mais de 6 meses de vida podem usar repelentes à base de IR3535 na concentração de 20%;
  • não use produtos à base de DEET ou Icaridina em crianças menores de dois anos; 
  • entre 2 e 12 anos não passe mais que três vezes por dia. 

Roupinhas repelentes

Felizmente, a tecnologia já descobriu formas mais eficientes de proteger seu bebê sem expô-lo à toxicidade dos repelentes químicos e sem a necessidade de ficar renovando o produto. 

A linha Niño da Noeh oferece proteção contra os vetores da dengue, zica e febre amarela, além de formigas, pulgas, e carrapatos. Isso mesmo: nossos tecidos são naturais e possuem em suas fibras um repelente à base d’água, a Permetrina. O ativo é aprovado pela Anvisa, e oferece como vantagem a proteção diurna e noturna, contínua desde o primeiro dia de vida do bebê.

Pronto! Desmistificamos tudo que era necessário saber sobre a dengue em criança: agora você já sabe que a vacina não é para todos e que o vírus pode ser transmitido também pelo leite.

Além disso, lembre-se de nunca usar AAS em caso de suspeita de dengue e vá correndo para o médico se você tem um bebê menor de 2 anos com sinais de alarme. Ficou  alguma dúvida? Comente no post e conte para a Noeh!

Noeh, tecnologias para cuidar da vida!

Espero que tenham gostado! Se tiver dúvida é só perguntar!

Um abraço apertado, com carinho da Noeh

Referências

  1. MARTINS, Marlos Melo; PRATA-BARBOSA, Arnaldo  and  CUNHA, Antonio José Ledo Alves da. Arboviroses na infância,. J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2020, vol.96, suppl.1 [cited  2020-06-01], pp.2-11
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria Técnica de Gestão. Dengue : diagnóstico e manejo clínico – Adulto e Criança / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Diretoria Técnica de Gestão. – 3. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2007
  3. O que os adultos precisam saber sobre dengue nas crianças. SBP.
  4. Sociedade Brasileira de Pediatria – Departamento Científico de Imunizações. Vacinas contra a dengue: atualização

Источник: https://www.noeh.com.br/dengue-em-crianca/

Como saber se o meu filho está com dengue?

Como saber se a criança ou bebê está com dengue

A dengue tem sido um motivo de preocupação para diversos pais e famílias. O Ministério da Saúde apontou que a incidência do problema aumentou cerca de 240% no ano de 2015. A doença é causada por quatro diferentes tipos de vírus — todos eles transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti — e o corpo pode desenvolver a versão comum ou a hemorrágica.

É um problema que atinge adultos e crianças, mas nos pequenos os sintomas podem se manifestar de forma diferente. Principalmente em épocas de epidemia, é preciso estar atento para saber se seu filho está com dengue. Abaixo, trazemos algumas dicas para identificar a enfermidade. Confira!

Como são os sintomas da dengue nas crianças

Na infância, os sintomas da dengue se parecem muito com os manifestados em doenças comuns entre crianças. Diante disso, é preciso que os pais prestem bastante atenção no que pode ser diferente. A doença pode evoluir para um estágio mais grave, com complicações — portanto, o diagnóstico deve ser rápido.

Febre

Apesar de assustar bastante, a febre é uma reação típica do corpo dos bebês. Por conta de um sistema imunológico ainda imaturo, é muito comum as crianças apresentarem episódios de febre para combater pequenas infecções.

Os responsáveis devem ficar atentos se o problema permanecer por dois dias ou se, simultaneamente, o bebê apresentar outros sintomas, como a falta de apetite. Nesse casos, pode significar algo mais complicado, inclusive a dengue.

Fraqueza, sonolência e falta de apetite

Fique atento ao ânimo e disposição do seu bebê, se a criança está sentindo muito desconforto e fraqueza, pode ser sinal de dengue. A recusa em se alimentar também pode significar que está infectada por esse vírus. Procure o pediatra para conferir o que está incomodando seu filho.

Dores

As dores na cabeça e no corpo são sintomas de dengue, porém, crianças menores de dois anos não conseguem apontar que estão com esse problema. Para identificar isso, os pais devem verificar se o filho está muito irritado e chorando sem parar — o que pode indicar que ele está sentindo dor.

Diarreia

As excreções do corpo servem para identificar se ele está funcionando normalmente. Repare sempre se o seu filho está evacuando da forma habitual. Desarranjo intestinal ou fezes amolecidas podem ser um sintoma de dengue, entre outras doenças.

Sangramento e manchas

A dengue pode causar sangramento no nariz e na gengiva, assim como manchas vermelhas na pele. Por serem manifestações não tão comuns, são mais facilmente identificáveis que outros sintomas.

Por conta da sutiliza de alguns dos indícios em bebês, a enfermidade pode ser até considerada assintomática nessa idade. Então, muita atenção é necessária em regiões com epidemia. E em caso de qualquer alteração, procure ajuda médica para a investigação.

Diagnóstico

No tratamento da dengue, é muito importante um diagnóstico correto. Por isso, se aparecer alguma das alterações listadas acima, leve o seu filho ao pediatra para que ele solicite um exame de sangue, que identifica a presença do vírus. O resultado pode demorar alguns dias. No entanto, se confirmados os sinais da doença, o médico já inicia um tratamento para a dengue não se agravar.

Sinais de dengue grave

Por conta da demora dos pais em perceber se o filho está com dengue, muitas vezes ela é diagnosticada com alguma complicação. Nesse caso, os sinais são um pouco diferentes e podem ser: vômitos muito frequentes, dor intensa no corpo e que demora a passar, inchaço na barriga, delírio e hemorragias severas.

Tratamento

Se o seu filho estiver com dengue, o tratamento correto é muito importante. Em hipótese alguma medique a criança por conta própria. Os sintomas são controlados e amenizados através de remédios. Mas é preciso que o médico indique quais são, pois alguns analgésicos podem causar mais complicações na doença.

Os pais devem garantir uma boa hidratação da criança, fazendo com que ela beba bastante líquido. Em caso de dengue na forma mais branda, o enfermo pode ser tratado em casa, seguindo a risca as recomendações do pediatra. Em casos mais graves, uma internação pode ser necessária.

Recorrência da doença

A doença pode atingir mais uma vez uma mesma pessoa, seja ela adulta ou criança. Isso acontece porque existem quatro variações do vírus — Den1, Den2, Den3 e Den4.

Quando fica doente, o corpo cria anticorpos para combater um tipo específico, restando, ainda, o risco de contaminação com os outros três. Há ainda o perigo da criança desenvolver a versão hemorrágica da dengue, quando sofre com ela pela segunda vez.

Por isso, mesmo se o seu filho já teve o problema, a atenção e o cuidado não podem parar.

Prevenção

Prevenir é sempre o melhor remédio. Então, para ninguém se contamine com a dengue, alguns cuidados são necessários. A principal medida profilática para a dengue é a eliminação dos possíveis focos do mosquito. Não deixar ambientes com água onde ele possa se manifestar.

Com bebês e crianças pequenas em casa, outros cuidados devem ser reforçados. Você pode optar por repelentes nos maiores de dois anos. Em casos especiais de locais com epidemia, o médico pode liberar o uso do repelente em bebês acima de seis meses, se achar necessário. Fique atenta ao tipo de produto que o pediatra vai indicar e à orientação sobre o modo de aplicá-lo no bebê.

Também é recomendado instalar telas em janelas e mosqueteiros no berço do pequeno. As roupas também são fortes aliadas na proteção: procure cobrir a maior parte possível do corpinho do seu filho e priorize roupas claras — assim, ficará mais fácil identificar se algum mosquito se aproxima da criança.

A prevenção e a lista de sintomas da dengue em crianças exigem bastante atenção dos pais, porém, com o passar do tempo e as tarefas inseridas na rotina, o desafio fica mais fácil. Quando as crianças ficam maiores e começam a se expressar verbalmente, passam a ser aliadas na identificação de seus problemas.

Ainda resta alguma dúvida em saber se seu filho está com dengue? Já teve alguma criança com a doença em casa? Divida suas questões e experiências nos comentários abaixo!

Источник: https://hapvidaplanos.com.br/saude/como-saber-se-o-meu-filho-esta-com-dengue/

Entenda a relação do Zika vírus com a microcefalia

Como saber se a criança ou bebê está com dengue

Nos últimos meses, um assunto vem preocupando gestantes por todo o Brasil: a infecção do Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo responsável pela a dengue) e sua aparente relação com o surgimento da microcefalia — condição neurológica com graves sequelas em bebês ainda no útero da mãe. O país foi assolado por uma epidemia de casos da doença desde 2015, principalmente em estados do Nordeste, causando ansiedade e medo em várias mulheres em diferentes estágios da gravidez, assim como em suas famílias.

No post de hoje explicamos como o Zika vírus é transmitido e o risco que ele traz a gestantes e seus bebês, assim como as medidas mais seguras de se evitar a doença. Abordamos também quais evidências mais recentes mostram qual de fato é a relação entre o vírus e a microcefalia em bebês ainda no útero. Confira!

Entendendo a doença

A Zika é uma doença de origem africana e seu agente causador é um vírus especializado em viver no organismo de primatas (o que inclui os seres humanos) e também dentro de seu principal transmissor, o mosquito Aedes aegypti.

Esse inseto, velho conhecido do brasileiro por também transmitir a dengue (e mais recentemente a Febre Chikungunya, outra doença que vem preocupando nossa população), é o principal responsável pela propagação do vírus, picando pessoas doentes e posteriormente fazendo o mesmo com indivíduos saudáveis, o que causa a epidemia.

Em adultos, a doença apresenta sintomas muito parecidos com os da dengue: febre baixa, dores nas articulações e músculos, ardor e inflamação nos olhos, presença de manchas vermelhas pelo corpo, náuseas e vômitos.

Por isso, é extremamente difícil diferenciar as duas patologias, já que não existe ainda um teste científico específico para a detecção do Zika vírus.

É possível ainda que a pessoa infectada não desenvolva sintoma algum, deixando a doença completamente despercebida — o que torna o indivíduo um propagador silencioso do vírus.

Na maioria dos casos que envolvem adultos infectados, a doença não transcorre com complicações sérias ou comprometimentos permanentes da saúde e a pessoa acometida recupera-se sem sequelas.

O Zika vírus e a gravidez

Quando uma mulher grávida contrai o Zika vírus, é possível que ocorra a transmissão vertical da doença para seu bebê através da placenta.

Dentro do organismo fetal, essa patologia aproveita-se da frágil fisiologia do bebê e pode levar a comprometimentos sérios de seu sistema nervoso, além de outros tecidos e órgãos da criança.

No ano passado, um aumento anormal dos casos de nascimento de bebês com microcefalia e outras condições de origem intrauterina levou cientistas da comunidade médica a voltarem seus olhos para a Zika.

Muitas patologias que acometem mulheres durante a gravidez podem levar a malformações e problemas de saúde no feto em desenvolvimento — são os casos do HIV, da Toxoplasmose e da rubéola.

Entretanto, até recentemente, não havia nenhum tipo de evidência ou estudo científico que apontasse a relação do Zika vírus com o surgimento de complicações congênitas em bebês.

Por isto, essa série de casos de microcefalia e outros acometimentos neurológicos aparentemente causados pelo vírus vêm pegando gestantes, médicos e o sistema de saúde brasileiro de surpresa.

Entretanto, pesquisas realizadas nesse ano vêm encontrando provas desta correlação perigosa. Um estudo encontrou o Zika vírus presente no líquido amniótico de mulheres grávidas que tiveram sintomas da doença e deram luz posteriormente a bebês com microcefalia, o que parece corroborar esta hipótese.

A microcefalia e outras complicações do Zika vírus

A microcefalia é uma patologia na qual a criança em desenvolvimento tem problemas em formar um sistema nervoso de acordo com a evolução normal do organismo fetal, o que faz com que a cabeça e o cérebro do bebê sejam menores que aqueles observados na maioria das crianças. O surgimento do quadro é atualmente associado a condições genéticas, consumo de drogas e álcool durante a gestação, doenças como a Toxoplasmose e Citomegalovírus e também complicações da gravidez que reduzam a oferta de oxigênio para o bebê no útero.

Dependendo do grau da microcefalia, a criança pode nascer com graves sequelas e impedimentos neuronais — como déficits intelectuais, atraso no aprendizado e da fala, crises epilépticas, crescimento reduzido, postura e equilíbrio prejudicados, entre outros comprometimentos gerais do desenvolvimento do bebê.

A microcefalia pode ser observada nos exames morfológicos de rotina feitos durante a gravidez e é comprovada após o nascimento ao se fazer a medição do perímetro cefálico da criança. Não existe nenhum tipo de tratamento que cure a condição, sendo as únicas medidas terapêuticas aquelas que buscam dar suporte às complicações geradas pela patologia – como fisioterapia, fonoaudiologia, etc.

Ainda não se sabe ao certo o mecanismo que leva ao surgimento da microcefalia por meio da infecção do Zika vírus.

O que tudo indica é que a infecção e a inflamação geradas pelo micro-organismo causem danos na estrutura e replicação das células nervosas.

Além disso, a Zika parece estar relacionada a outras complicações congênitas como a malformação dos olhos e inflamações das articulações, o que mostra que o comprometimento da doença em bebês pode ser mais séria do que se pensava anteriormente.

Evitando a transmissão da Zika

Apesar de estudos já estarem sendo realizados com o objetivo de se criar uma vacina para o Zika vírus, a única maneira de evitar a contração da doença ainda é impedindo o desenvolvimento e proliferação de seu agente transmissor, o mosquito Aedes aegypti.

Como o inseto desenvolve-se em locais de água parada, a eliminação dos criadouros do mosquito (por meio de medidas públicas de prevenção e dedetização, assim como da mobilização popular) é a forma mais efetiva de restringir a proliferação do Aedes aegypti em ambientes urbanos.

Outras ações que podem ter sucesso são o fechamento de cortinas no horário da tarde (horário que o mosquito costuma picar mais) e o uso de repelentes — a ANVISA mostrou recentemente que é seguro para grávidas o uso desses compostos químicos que visam diminuir a chance de picada.

Por isso, a prevenção e a propagação da informação são as maneiras mais certeiras de se impedir a epidemia do Zika vírus e de suas complicações.

Gostou de saber mais sobre esse assunto? Deixe sua dúvida ou comentário aqui! Até a próxima!

Источник: https://www.usjt.br/blog/entenda-a-relacao-do-zika-virus-com-a-microcefalia/

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