Como sair da Depressão

6 atitudes para curar a depressão mais rápido

Como sair da Depressão

A depressão pode ter cura, entretanto, como suas causas ainda não foram totalmente esclarecidas, não existe uma fórmula, e sim, várias alternativas que podem ser usadas para cada caso, para modificar a resposta cerebral e melhorar o humor. 

Ela é um transtorno psiquiátrico, em que o humor deprimido e a perda de vontade, associado a outros sintomas, como alterações do sono, do apetite, cansaço e sensação de culpa, atrapalham o dia-a-dia da pessoa.

Existem fatores que influenciam o desenvolvimento da depressão, como causas genéticas, ou hereditárias, e causas ambientais, como um momento estressante da vida ou a perda de alguém importante, por exemplo.

Para entender melhor os sintomas e as causas da desta doença, veja como diferenciar a tristeza da depressão.

Assim, para curar um quadro de depressão, existem alternativas de tratamento, que podem ser feitos separadamente ou em conjunto, mas o melhor tipo, o tempo necessário e as doses utilizadas podem variar de acordo com cada pessoa. Além disso, em casos de suspeita, é sempre importante procurar ajuda de um psiquiatra, que irá definir o tipo de tratamento necessário. 

Os antidepressivos são medicamentos usados para repor os neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina que, normalmente, estão diminuídos na depressão. O uso de remédios é indicado principalmente nos casos moderados e graves, devendo ser usados com regularidade pois, caso contrário, pode ser muito difícil se recuperar da doença.

Os principais antidepressivos utilizados para o tratamento da depressão são:

Classe do antidepressivoAlguns nomes genéricosEfeitos colaterais
Antidepressivos tricíclicosImipramina, Clomipramina, Amitriptilina ou NortriptilinaBoca seca, retenção urinária, prisão de ventre, delírios, sonolência, pressão baixa e tonturas ao levantar
Inibidores seletivos da recaptação da serotoninaFluoxetina, Paroxetina, Citalopram, Escitalopram, Sertralina ou TrazodonaEnjoos, boca seca, sonolência, produção excessiva de suor, tremores, prisão de ventre, dor de cabeça e problemas de ejaculação
Inibidores da recaptação ou aumento da atividade da serotonina e da noradrenalinaVenlafaxina, Desvenlafaxina, Duloxetina ou MirtazapinaBoca seca, insônia, nervosismo, tremores, sonolência, enjoos, vômitos, problemas de ejaculação, excesso de suor e visão turva
Inibidores da MonoaminoxidaseSeleginina, Pargilina, Fenelzina ou ToloxatonaAumento da pressão, hipotensão postural, ganho de peso, insônia

Os remédios passam a fazer efeito em cerca de 2 a 6 semanas, e o tempo de tratamento também pode variar de pessoa para pessoa, sendo, em alguns casos, necessário por apenas um curto período, como 6 meses, como também pode ser necessário por vários anos. O que irá ajudar o médico a determinar o tempo de tratamento, a dose e o tipo do remédio é a melhoria dos sintomas e a forma como a pessoa está reagindo ao tratamento.

Além disso, somente o uso de remédios pode não ser suficiente para curar uma depressão, sendo importante que a pessoa trabalhe o seu lado psicológico, através de conversas, sessões de psicoterapia e atividades que estimulem auto-conhecimento, por exemplo.

2. Sessões de psicoterapia

A psicoterapia é feita por um psicólogo ou psicoterapeuta, e é importante para ajudar na resolução de dificuldades emocionais, estimulando o auto-conhecimento e a resolução de conflitos internos da pessoa. Ela é fundamental, mesmo quando a pessoa já utiliza medicamentos, pois ajuda a reorganizar os pensamentos e estimular sentimentos e sensações de alegria.

As sessões de psicoterapia costumam ser feitas 8, 4 ou 2 vezes por mês, por exemplo, a depender da necessidade de cada pessoa.

3. Eletroconvulsoterapia

A eletroconvulsoterapia consiste em um procedimentos de eletrochoques cerebrais, de forma controlada e indolor, que facilitam a reorganização da atividade cerebral. É um tipo de tratamento realizado para os casos de depressão grave, em que não houve melhora com os outros tratamentos disponíveis.

4. Novas terapias

Existem terapias mais recentes, que têm demonstrado bons resultados para o tratamento da depressão de pessoas que não melhoram com outras formas de tratamento. Entre eles estão a estimulação magnética transcraniana, a estimulação do nervo vago e a estimulação cerebral profunda.

Estas são formas de estimulação e reorganização da atividade do cérebro, através do implantes de pequenos eletrodos estimuladores, capazes de tratar também diversas doenças neurológicas, como depressão, epilepsia ou Parkinson, por exemplo. 

Veja como é feita e que doenças podem ser tratadas com a estimulação cerebral profunda. 

5. Terapias alternativas

Existem formas mais naturais que são ótimas aliadas para complementar o tratamento da depressão, mas que não devem substituir o tratamento orientado pelo médico. Dentre elas estão:

  • Acupuntura: pode aliviar diversos sintomas associados à esta doença, como dor, ansiedade e insônia;
  • Meditação: proporciona autoconhecimento e controle dos sentimentos, o que pode melhorar a confiança e auto-estima;
  • Atividade física: a prática regular de exercício ajuda a liberar hormônio como serotonina e endorfina, essenciais no tratamento da depressão, além de melhorar o bem-estar. O exercício em grupo, como um esporte, pode ter ainda mais benefícios, devido a melhora da convivência social;
  • Reiki: é um técnica que proporciona relaxamento e bem-estar, podendo ser útil para combater sintomas da depressão;
  • Alimentação antidepressiva: existem alimentos, como banana, amendoim, aveia e leite, que aumentam os níveis de triptofano e outras substância, como magnésio, que estimulam a produção de hormônios do bem estar. Saiba quais são os alimentos que ajudam a sair da depressão.

Além disso, é recomendado investir em hobbies como música, leitura e atividades em grupo, por exemplo, pois são atividades que melhoram a auto-estima e a auto-confiança, sendo importantes passos para a cura da depressão. Veja mais dicas de como melhorar a auto-estima. 

6. Tratar outras causas da depressão

Existem algumas doenças que podem causar ou aumentar as chances de ter uma depressão, como hipotireoidismo, deficiência de vitamina B12, diabetes, Alzheimer, Parkinson ou pós-AVC, por exemplo, portanto, é necessário realizar um tratamento adequado delas para que seja possível combater os sintomas. 

Além disso, também existem remédios que podem estar sendo utilizados no tratamento de outros problemas e que induzem a um humor deprimido, como Propranolol, Sinvastatina e Fenobarbital, por exemplo. Portanto, caso existam sintomas de depressão pelo uso de algum medicamento, é importante conversar com o médico que faz o acompanhamento para discutir a possibilidade de alteração do tratamento.

Não existe um tempo pré-definido para o tratamento da depressão, assim, algumas pessoas melhoram após alguns meses, já outras precisam tratar durante anos. Isso normalmente depende da causa e da gravidade da doença, além da possibilidade e vontade da pessoa em seguir o tratamento corretamente. Algumas dicas para potencializar o tratamento da depressão, e permitir uma curar mais rápida, são:

  • Não manter o mesmo remédio, se não houver melhora após 6 semanas: esse é o tempo necessário para qualquer remédio fazer efeito, assim, se neste período nenhuma melhora foi notada, é importante conversar com o psiquiatra para aumentar a dose ou, em alguns casos, mudar o tipo de remédio;
  • Fazer reavaliações com o psiquiatra: é importante ter consultas de acompanhamento com o médico nos tempos pré-determinados, a cada 3 ou 6 meses, por exemplo, para que sejam reavaliados os sintomas e necessidade de ajuste das doses;
  • Procurar ajuda: é mais difícil vencer uma depressão sozinho, portanto é fundamental falar com um amigo, familiar, psicólogo ou com o médico sempre que não estiver bem, ou notar piora dos sintomas;
  • Traçar objetivos: adotar um objetivo ou meta alcançar, como começar um projeto, um trabalho ou uma atividade nova, pois podem ser atitudes que ajudam a dar sentido à vida.

Além disso, é importante desenvolver uma espiritualidade, pois ser uma pessoa espirituosa não necessariamente significa ser religiosa, mas ter uma atitude de acreditar que existe um motivo especial para estar vivo e aproveitar os momentos, dando, assim, um significado mais especial à vida.

Veja outras dicas do que se pode fazer durante o tratamento da depressão.

Источник: https://www.tuasaude.com/depressao-tem-cura/

Como ajudar alguém com depressão? Descubra 7 maneiras

Como sair da Depressão

A ajuda de amigos ou parentes é essencial para quem está deprimido. No entanto, é preciso fazê-lo de forma responsável. Vamos aprender a fazer isso?

Se alguém próximo a você está com depressão, saiba que ele ou ela provavelmente precisa da sua ajuda. Oferecer um ombro amigo e estimulá-la a se tratar são algumas das atitudes importantes e que podem evitar o agravamento do seu estado. Estado? Sim, porque depressão é doença.

Mas como o transtorno ainda é estigmatizado, pode ser difícil para o depressivo se abrir.

O psiquiatra Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA), explica que pelo medo de ser julgada, a pessoa pode esconder a doença e tentar disfarçar os sinais.

Por consequência, não procura ajuda médica e, muitas vezes, alivia os sintomas de modos prejudiciais, como abusando de bebidas alcoólicas.

Queixar-se constantemente de doenças ou dores, assim como a falta de energia, são outros sinais de alerta. Identificou os sintomas em alguém próximo? Chegou a hora de ajudá-lo. Veja o que você pode fazer:

1 – Ouça com atenção e acolha

Ouvir o que a pessoa tem a dizer é uma das melhores formas de ajudá-la. Olhe nos olhos, preste atenção e leve em consideração o que ela está dizendo. Não desmereça a sua condição. Exerça a empatia e ofereça o seu suporte e acolhimento, sem julgamentos.

2 – Estimule-a a procurar ajuda profissional

As suas intenções poderão ser as melhores, mas elas não substituirão o tratamento de um profissional. “É extremamente importante procurar ajuda profissional. Muitas vezes, a pessoa não quer. Deve-se ser resiliente e continuar sugerindo a consulta com um médico”, diz Luiz.

O psiquiatra conta que a maioria dos seus pacientes chega ao consultório acompanhada de um amigo ou parente — principalmente os homens, que normalmente são mais relutantes em procurar ajuda do que as mulheres. Uma das formas de estimular quem está em depressão a ir ao médico é procurar um bom profissional e se oferecer para marcar a consulta. Além disso, sugira acompanhá-lo.

Relacionamentos, segundo Scocca, são um fator de proteção para quem tem depressão. Pessoas muito sozinhas estão mais suscetíveis a sofrer com a doença até que se agrave. Já quem tem bons amigos ou familiares próximos pode contar com essa ajuda para buscar tratamento.

3 – Desencoraje o consumo de álcool e drogas

Álcool e drogas são válvulas de escape para quem tem depressão. Porém, são muito perigosas, pois podem piorar o quadro pelo seu efeito depressor. Portanto, você pode convidar o seu amigo para socializar e se distrair, mas não o estimule a beber ou a usar qualquer tipo de droga.

4 – Sugira a prática de esportes

A atividade física é uma grande aliada de quem está em depressão. Junto a outros métodos de tratamento, pode melhorar o humor e qualidade de vida. Para estimulá-lo a se exercitar, convide-o para caminhar, praticar algum esporte de grupo, participar de alguma aula ou ir à academia. Além de fazer bem para corpo e mente, a atividade física é um incentivo para sair de casa e socializar.

5 – Incentive a socialização

Quando a pessoa em tratamento estiver se sentindo mais forte ou disposta, você pode tentar animá-la a sair de casa e a socializar com outras pessoas. No começo provavelmente será difícil e ela irá relutar. Mas não desista e muito menos leve as negativas para o lado pessoal. Continue convidando para passeios ou atividade sociais, uma de cada vez, até que uma hora ela vai dizer sim.

6 – Reforce o fato de que a depressão é uma doença que tem tratamento

A depressão não é um transtorno simples, que pode ser superada sem ajuda. Mas é completamente tratável. No início do tratamento, há um período de adaptação e pode ser difícil enxergar um horizonte. Mas é importante lembrar a pessoa deprimida de que, na grande maioria dos casos, o tratamento funciona. Ou seja, uma hora ela vai se sentir melhor.

7 – Não ignore comentários suicidas

Existe uma ideia muito difundida no Brasil que diz que “quem vai se matar não avisa ou tenta, apenas se mata”. Isso é completamente falso. De acordo com Luiz Scocca, metade das pessoas que tentam se suicidar realmente conseguem. Além disso, 35% das tentativas malsucedidas são realizadas de novo dentro de um ano.

Portanto, nunca ignore um comentário sobre suicídio. Pelo contrário, leve-o a sério. Nesse caso, o que você pode fazer é conversar com a pessoa sobre isso e estimulá-la a procurar ajuda profissional o quanto antes. Avisar o terapeuta ou o psiquiatra responsável pelo caso também é uma saída.

Além de nunca ignorar um comentário suicida, não atrapalhe o andamento do tratamento. Isso significa não insistir em concepções falsas sobre a depressão, como a ideia de que é frescura ou uma tristeza passageira. Negar a existência da doença também é perigoso, assim como refutar automaticamente um comentário sobre suicídio.

O ideal, portanto, é oferecer o seu apoio com responsabilidade. Pronto para ajudar?

Referências:

Conteúdo produzido a partir de entrevista com o Dr. Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA) em setembro/2018

SABRAGE.MDY.18.10.0353

Источник: https://www.medley.com.br/podecontar/quero-ajudar/como-ajudar-pessoa-depressao

A depressão pelos olhos de quem teve a doença

Como sair da Depressão

A edição de junho da revista SAÚDE trouxe uma reportagem sobre a epidemia de depressão, que já atinge praticamente 10% da população mundial, com tendência de forte crescimento para os próximos anos.

A matéria investiga as razões de tanta gente se queixar da enfermidade, considerada por muitos o mal do século.

Para dar continuidade à discussão, convidamos os leitores, assinantes e seguidores nas redes sociais que já tiveram a doença a compartilharem depoimentos e mostrarem como foram capazes de superar esses momentos.

O formulário, postado em nosso site, ficou no ar por quase dois meses. Nesse período, 88 pessoas deixaram os seus comentários. Segundo os dados levantados, 35% dos respondentes têm entre 35 e 45 anos. O segundo grupo etário mais representado foi o de 45 a 60 anos, com 34% dos cliques. Por fim, 18% deles estão com 25 a 34 anos e menos de 10% possuem 19 a 24 anos.

Outra estatística que chama a atenção é o número episódios agudos de melancolia que eles experimentaram. Metade dos participantes afirma ter sofrido mais de quatro crises. Na sequência vêm aqueles que passaram por uma crise (23%), duas (13%) e três (13%).

Veja agora alguns dos depoimentos — cada um traz um ensinamento específico sobre a depressão.

Precisamos falar de suicídio

Depois de duas tentativas de suicídio seguidas de longas internações e consultas com vários psiquiatras e psicólogos, encontrei um profissional que me fez seguir tratamento corretamente.

Passei a usar a medicação, fiz psicoterapia, mudei hábitos de vida (virei vegetariana), faço exercícios físicos, procuro tomar sol, viajar e estar com pessoas que me amam e que eu amo também.
M. A.

 (Atenção: nós retiramos os nomes dos autores dos depoimentos por uma questão de privacidade)

Sempre tive depressão. Desde cedo, só pensava em suicídio. Inclusive, tentei me matar duas vezes. Da primeira vez, fiquei internada por nove dias e, na segunda, por duas semanas. Cada vez que saía do hospital, ficava ainda pior.

Até que, depois de muito trocar de médico, me consultei com um psiquiatra que usou uma combinação de medicamentos associada à psicoterapia.

À medida que fui melhorando, ele foi retirando os remédios e minha vida foi adquirindo cor, sabor, felicidade… Hoje me mantenho estável com um antidepressivo apenas. Já parei a psicoterapia e trabalho a minha dor com autoanálise.

É preciso salientar que não existe cura para a depressão. Existe controle. Não se pode abandonar o tratamento, pois uma recaída pode ser fatal. Nunca mais quis morrer. Só quero viver e ser feliz.
M. L.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 800 mil pessoas se matam por ano. A maioria dos casos, infelizmente, tem a ver com a depressão. E isso ficou bem claro na nossa pesquisa informal. Mais de dez indivíduos relataram tentativas de acabar com a própria vida.

Onde começa o problema?

Em julho de 2014, eu trabalhava numa empresa do setor financeiro. Certo dia, cheguei em casa e simplesmente não conseguia entrar porta adentro. Um pavor tomou conta de mim. Liguei para minha mãe, que mora em outro estado, para conversar e me ajudar.

Ela ficou comigo no telefone até que eu desliguei e peguei no sono. Quando me dei conta, estava cortando os próprios pulsos e olhando para ver se não conseguia cortar mais. Fiquei desesperada, liguei para a polícia e para os bombeiros.

Após um longo tratamento, e graças ao bom Deus, me livrei desta horrível doença.
K. M. 

A primeira vez foi de repente, não havia nada na minha vida que justificasse o fato. Comecei a ter crises de choro, ficava triste do nada. Até que veio o diagnostico. Tomei remédio e passou.

A segunda crise foi após o termino do meu namoro de 9 anos. Passei por tratamento psicológico e levei um tempo pra superar tudo. Ainda vivenciei uma terceira crise quando perdi minha mãe.

Consultei um psicólogo e tomo medicamentos desde então.
A. C. 

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Na grande maioria das vezes, o paciente não consegue precisar aquilo que deu início a uma crise depressiva. É comum ela surgir do nada, sem nenhum motivo aparente. Mas há aqueles casos em que a morte de um ente querido, um abandono ou uma demissão são a gota d’água para um processo de tristeza que se arrasta por meses a fio. 

Início precoce

Tudo começou quando eu tinha 11 anos. Algumas mudanças em minha vida ajudaram a desenvolver a doença. Passei a infância sofrendo com preconceito por ser mais gordinha. Até que na adolescência tive anorexia e fiz inúmeras automutilações.

Aos 15 anos estava no auge da minha crise e cheguei a ficar mais de duas semanas apenas ingerindo água e leite. Minha mãe buscou ajuda de psicólogos e psiquiatras, o que me levou a um tratamento intenso até receber alta provisória.

Dos 16 anos até os 20 estive em uma fase tranquila e sem crises. Porém, no meu último ano de faculdade, comecei a atolar novamente na melancolia. Após dois anos e o fim de um relacionamento abusivo, voltei a estudar e trabalhar.

Isso aumentou meu círculo de amizades e me reaproximou da família. Também comecei a trabalhar meu amor próprio e a viver novamente.
M. G. 

Sempre fui uma criança ansiosa. Após uma série de acontecimentos na minha vida, desmoronei. Desde a adolescência tive várias crises, mas todo mundo achava que era questão da idade. Foi na fase adulta que as coisas ficaram insustentáveis.

Eu não saía, não conversava… Minha vida era o trabalho e, mesmo assim, ia me arrastando até o emprego. Resolvi procurar um médico e iniciei a medicação. Logo comecei a namorar e fui promovida. Fui transferida de cidade e tudo voltou a piorar.

Tive vários tipos de infecções por estar com a imunidade baixa. Tive síndrome do pânico e quase me matei várias vezes. No meio de tudo isso, meu namorado me pediu em casamento. Tive outras crises desde então, mas recomecei o tratamento e aprendi a controlar melhor a minha mente.

Hoje meu casamento está ótimo e conquistei meu emprego de volta.
I. S.

É curioso notar também a idade com que muitos começaram a sofrer de depressão. Não foram poucos os relatos que diziam sentir uma tristeza imensa desde os períodos da infância ou da adolescência.

O tratamento é essencial

Após uma grande decepção, fui acometida por uma crise de ansiedade e depressão que durou um ano. Nesse período quase tranquei minha faculdade e desisti de meu estágio. Minha saúde ficou em péssimas condições e eu perdi bastante peso.

Tinha insônia e ataques de pânico. Tentava me adaptar às terapias, que mais pareciam prejudicar do que melhorar. Os remédios passados pelo meu psiquiatra faziam com que eu perdesse o controle sobre minha própria mente.

Foi um ano difícil, de passos lentos, mas a melhora de fato chegou quando aliei os remédios a uma recuperação espiritual. Tudo ficou mais favorável quando conheci um psiquiatra que respeitava as minhas observações sobre os medicamentos.

Mas a depressão é como um vício: de certa forma, você vive um dia de cada vez.
F. G.

Eu não sentia vontade de acordar, de levantar da cama, de comer, enfim, de fazer nada. Era um vazio, um peso que eu carregava nas costas. Fiz tratamento com remédio controlado e psiquiatra.

Mas houve uma época em que tomar o remédio já não adiantava mais nada. Eu superei quando estava muito cansada de tudo e pedi pra Deus me levar embora. Foi justamente pela fé que me levantei e me fiz outra pessoa.

R. M.

Posso dizer que convivo com a depressão. Se deixar de lado os cuidados que hoje eu tomo, eu mergulho nela novamente. Desde a adolescência tomo medicamentos e sofro bastante com as crises. A cada nova recaída, eu procuro relembrar como saí da última e aplico as mesmas estratégias, que consistem em medicação, psicoterapia, muita meditação e tratamento espiritual.

É sempre angustiante assumir para o outro aquilo que se passa comigo. Muita gente nem sabe que eu passo por isso. Depois de ler sobre alimentação e depressão, procurei uma nutricionista, que me explicou a importância de um intestino saudável para combater a crise. Assumir minha condição perante as pessoas e pedir ajuda foi fundamental.
C. A.

Os textos que recebemos destacam a importância do diagnóstico correto. Há sujeitos que fazem uma verdadeira via-crúcis por vários especialistas antes de receber a confirmação da doença.

Isso sem contar o preconceito envolvido na depressão… Tem muita gente que ainda acha, de forma errada, que o paciente tem falta de vontade ou falhas de caráter.

Mas ainda bem que os remédios, a atividade física e até a espiritualidade são aliados na luta contra o distúrbio.

Por motivo de clareza ou espaço, as cartas podem ser publicadas resumidamente.

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Источник: https://saude.abril.com.br/bem-estar/a-depressao-pelos-olhos-de-quem-teve-a-doenca/

Afinal, como sair da depressão? Confira nesse post

Como sair da Depressão

Não é à toa que a depressão é considerada o mal do século. Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é a principal causa de incapacitação do mundo.

 Mas não se assuste, essa não precisa ser uma condição permanente. Atualmente há inúmeros tratamentos disponíveis, complementares ou não, para melhorar as condições de quem sofre deste mal.

Mas então, como sair da depressão?

Neste post, vamos mostrar quais são os melhores e mais modernos métodos para tratar desta doença que, segundo a OMS, atinge quase 6% da população brasileira. Experimente e descubra quais os tratamentos que funcionam melhor para você, ou para alguém que você conheça, e lembre-se sempre de que tudo é temporário e que há sim luz no fim do túnel. Boa leitura!

Medicamentos

Há quem torça o nariz quando ouve falar em antidepressivos e acha que eles anestesiam qualquer tipo de sentimento que a pessoa possa ter. Não sabote seu próprio tratamento, às vezes os antidepressivos podem auxiliar no recurso terapêutico em casos moderados e graves da doença. 

É claro que não é para ficar tomando remédio à toa, mas profissionais qualificados podem estudar seu caso e dizer o que é melhor em cada situação. Geralmente é necessário um período de 2 a 6 semanas para o remédio começar a fazer efeito, dependendo de cada pessoa.

A duração do tratamento também varia bastante de acordo com cada um. Pode ser que apenas algumas semanas sejam suficientes, mas também pode ser que sejam necessários muitos anos. No entanto, dificilmente o medicamento sozinho vai resolver o problema. É preciso analisar a fundo as causas da depressão.

Psicoterapia

O psicoterapeuta pode ajudar a pessoa a descobrir as verdadeiras razões por trás da depressão. Este método favorece o autoconhecimento através da imersão na vida do paciente, para entender seus valores, suas prioridades, suas aspirações e compreender o que anda desequilibrado. Este método pode ou não ser acompanhado de medicamentos.

O número de sessões semanais e o período total do tratamento varia muito de acordo com a personalidade e os objetivos – em curto, médio e longo prazo – de cada pessoa. Pode ser que para certos pacientes, encontros frequentes acelerem o tratamento, mas em outros casos podem ser inúteis, pois a pessoa precisaria de mais tempo para processar sentimentos e aprendizados entre as sessões.

As razões para um quadro depressivo nem sempre são claras como em um trauma. Por isso, profissionais qualificados podem ajudar a chegar à raiz do problema. O psicoterapeuta também pode ajudar o paciente a definir metas realistas e a substituir hábitos nocivos por outros mais benéficos.

Terapias alternativas

As terapias alternativas são indicadas como complemento às terapias tradicionais. Em conjunto, elas podem ser bastante benéficas para os pacientes. Alguns exemplos:

  • acupuntura: técnica oriental de equilíbrio entre o corpo e a mente, está sendo cada vez mais procurada no tratamento de depressão e ansiedade;
  • homeopatia: diferente da medicina tradicional (chamada comumente de alopatia), a homeopatia busca um medicamento (simillimmum) que seja como um retrato dos principais sintomas apresentados pelo paciente. Geralmente a homeopatia associada à hipnoterapia trazem efeitos surpreendentes.
  • meditação: os benefícios da meditação são inúmeros. A técnica ajuda a controlar a dor e a ansiedade e muitas vezes pode ser tão eficaz quanto medicamentos;
  • reiki: terapia que prega a harmonização do corpo, mente e emoções, transportando a energia vital e ajudando no processo de regeneração em vários níveis;
  • musicoterapia: ajuda a equilibrar o organismo e a relaxar a mente. A melodia certa aciona neurotransmissores relacionados ao prazer, ajuda na respiração e até pode dar o ritmo aos batimentos cardíacos!

Terapia cognitivo-comportamental

Este tipo de tratamento foca nas ideias engessadas e crenças baseadas em experiências pessoais passadas que formam pressupostos sobre nós mesmos e o mundo ao redor.

Nem sempre essas crenças são positivas ou mesmo realistas, fazendo com que o indivíduo tenha uma ideia equivocada do universo que o cerca e dele próprio.

Por exemplo, achar que não é bom o bastante, que ninguém gosta dele etc.

A terapia cognitivo-comportamental ajuda a rever essas opiniões tão enraizadas e mostrar que essa não é, necessariamente, a verdade. A tarefa pode ser difícil, pois essas crenças já têm um padrão estável e persistente na mente da pessoa e pode ser complicado se livrar delas. É preciso fazer uma readaptação dos pensamentos automáticos, equilibrando melhor os sentimentos e as atitudes.
 

Hipnoterapia

O tratamento com hipnose é uma alternativa bastante eficaz e com resultados visíveis geralmente mais rápidos que a psicoterapia convencional.

Durante o tratamento, o hipnoterapeuta provoca um transe hipnótico no paciente, fazendo com que sua mente se aguce e busque na memória eventos que foram mal processados.

Dessa forma, é possível fazer uma ressignificação de informações, possibilitando uma nova programação do cérebro. 

Os resultados são duradouros e a necessidade de medicamentos muitas vezes é abolida pelo médico (geralmente neurologista ou psiquiatra) que acompanha o paciente. O processo é indolor, seguro e indicado para qualquer pessoa, inclusive crianças. Durante a sessão, na grande maioria das vezes, o paciente fica consciente o tempo todo e sabe exatamente o que fala. 

O número de sessões pode variar de acordo com cada pessoa, pois pode depender da sintomatologia (conjunto de sintomas) apresentada e possíveis comorbidades (outros transtornos que o paciente tenha no momento). É indicado conversar com um profissional para definir qual será a duração do tratamento e explicar melhor como funciona o método caso o paciente ainda tenha alguma dúvida sobre o procedimento.

Um bom hipnoterapeuta saberá, ainda, como trabalhar o sistema de crenças do paciente/cliente, a fim de que suas crenças (sobre si mesmo, sobre o mundo, sobre as outras pessoas, sobre estudo, sobre trabalho, etc.) se tornem mais funcionais, gerando, consequentemente, uma nova visão sobre si mesmo e sobre a vida, o que tem se demonstrado extremamente útil e eficaz no tratamento da depressão.  

Bom lembrar, ainda, que a adesão ao tratamento com a hipnose não requer que a pessoa abandone o tipo de terapia de sua preferência, nem que possua qualquer tipo de crença religiosa específica.
Muitas pessoas relatam melhoras significativas após as primeiras sessões de hipnoterapia realizada com profissionais capacitados.

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Источник: https://sociedadeinteramericanadehipnose.com/blog/afinal-como-sair-da-depressao/

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