Como tratar a dor crônica: remédios, terapias e cirurgia

Tratamento

Como tratar a dor crônica: remédios, terapias e cirurgia

A dor crônica é uma das condições mais comuns que leva as pessoas a procurarem cuidados médicos.1 O objetivo do tratamento deve sempre ser melhorar a vida das pessoas e possibilitar que elas façam suas atividades diárias e voltem a trabalhar sem dor.2

Tratamento
Nível 1 – Terapias básicas da dorO primeiro nível inclui opções de tratamento conservadorDescanso e NutriçãoMedicamentos anti-inflamatórios não esteroidais para exercícios e fisioterapia (AINEs)Modificação Cognitiva e Comportamental
Nível 2 – Terapias nível médio da dorO segundo nível de opções de tratamento inclui abordagens mais agressivasNervo Elétrico TranscutâneoEstimulação (DEZENAS)OpióidesBlocos nervososProcedimentos Térmicos
Nível 3 – Terapia avançada da dorSe não for possível obter alívio da dor aceitável com terapias básicas ou de nível médio, os especialistas em dor tentarão opções de tratamento mais avançadasEstimulação da medula espinhalCirurgiaBombas de medicamentos implantáveisNeuroablação

As terapias básicas são o primeiro passo projetado para diminuir a dor. O objetivo dessas terapias é reduzir a dor e melhorar a mobilidade

  • Descanso e mudanças na dieta.
  • Exercício e fisioterapia.
  • Acupuntura, massagem e ajuste da coluna vertebral.
  • Medicamentos anti-inflamatórios (por exemplo, ibuprofeno).
  • Modificação cognitiva e comportamental  

Nível 2

Uma segunda linha de terapia pode ser necessária se a dor não responder ao tratamento mais tradicional. Muitas dessas terapias podem ser utilizadas em conjunto com os tratamentos do Nível 1.

  • Ablação por Radiofrequência (RFA) Um procedimento ambulatorial rápido, reversível e que usa energia térmica para interromper os sinais de dor na fonte. A RFA é frequentemente usada para tratar dores nas costas e no joelho relacionadas à artrite. O alívio normalmente dura de seis a doze meses, mas em alguns casos pode durar anos.
  • Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)
  • Medicamentos Opióides, bem como relaxantes musculares, medicamentos anti-convulsivos e alguns antidepressivos.
  • Opióides Analgésicos prescritos.
  • Bloqueios nervosos Injeção de anestésico, esteróide e / ou anti-inflamatório na área dolorida.

Nível 3

Quando a dor persiste depois que as terapias do Nível 1 e do Nível 2 foram tentadas, o seu Especialista de Controle da Dor pode recomendar opções mais complexas de tratamento. O alívio da dor crônica teimosa pode levar tempo e paciência; seu Especialista de Controle da Dor pode precisar tentar vários tratamentos até encontrar a solução mais eficaz para sua condição exclusiva de dor.

  • Estimulação da Medula Espinhal (SCS) O SCS, também conhecido como estimulação nervosa, ou neuroestimulação, usa sinais elétricos para interromper a percepção da dor que viaja da área dolorosa para o cérebro. Com os sistemas SCS tradicionais, no lugar da dor, os pacientes sentem uma sensação calmante e semelhante à massagem chamada “parestesia”. A Boston Scientific é a primeira empresa a oferecer um sistema SCS capaz de administrar terapia sem parestesia e sem parestesia em um dispositivo ao mesmo tempo. A SCS pode proporcionar alívio duradouro da dor e pode ser usada com outras terapias. Os pacientes são capazes de controlar a intensidade da terapia, bem como ativá-la e desativá-la, usando um controle remoto sem fio.
  • Cirurgia Os tratamentos cirúrgicos podem variar de procedimentos ambulatoriais menores a procedimentos cerebrais e espinhais. A cirurgia pode ser necessária quando ocorrem problemas estruturais na coluna vertebral, geralmente causados ​​por lesões ou doenças.
  • Bombas de medicamentos implantáveis As bombas fornecem medicamentos para a dor diretamente no espaço ao redor da medula espinhal. A aplicação direta reduz a quantidade de opioides necessários para aliviar os sintomas dolorosos.
  • Outros procedimentos cirúrgicos Freqüentemente usado como último recurso, quando outras terapias falham, algumas técnicas cirúrgicas, como a cordotomia, destroem permanentemente os nervos e tecidos que conduzem a dor. Esses procedimentos costumam ser usados ​​para aliviar a dor devido a câncer ou outras doenças incuráveis.

1. Galluzi. Management of neuropathic pain. Journal of the American Osteopathic Association. 2005;sup 4 (105):S12-S19
2. Management of chronic pain syndromes: issues and interventions. Pain Med. 2005;6 Suppl 1:S1-S20

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Источник: https://www.bostonscientific.com/pt-BR/pacientes/condicoes-clinicas/dor-cronica/tratamento.html

Dor: alívio sem remédio

Como tratar a dor crônica: remédios, terapias e cirurgia

Fernando Pessoa já admitia: “O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente”. O famoso escritor português condensou, nesses quatro versos, a mais aflitiva e democrática manifestação de que algo não vai bem no corpo humano.

Uma experiência pela qual todo mortal irá passar e que, tantas vezes, se torna um suplício crônico. Pois saiba que não é exagero poético afirmar que a humanidade, mais precisamente os brasileiros, anda cada vez mais dolorida.

Que o diga um levantamento inédito feito pela área de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Editora Abril em parceria com a empresa MindMiners, encomendado por SAÚDE.

Mais da metade dos 700 participantes do estudo reclama de dores constantes nas costas ou na cabeça. “Estamos falando de uma condição com enorme repercussão para o indivíduo, a sociedade e a economia”, analisa a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, do Centro Integrado de Tratamento da Dor, em São Paulo.

Que fique claro: uma coisa é sentir dor depois de um esforço físico ou uma pancada. Outra, bem diferente, é esse martírio se perpetuar por meses ou anos.

“Por motivos ainda desconhecidos, na dorcrônica o organismo continua emitindo informações de que algo está errado”, explica a bióloga Camila Dale, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).

A saída comum para abreviar o sofrimento são os remédios – na pesquisa, 62% disseram engolir comprimidos antes de consultar o médico. Ora, boa parte de analgésicos e anti-inflamatórios pode ser comprada sem receita na farmácia.

“Só que o uso incorreto dessas drogas pode mascarar sintomas de um problema grave e causar danos em rins, fígado e coração“, alerta a anestesiologista Alexandra Raffaini, da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor.

Segundo a consultoria IMS Health, quatro dos dez fármacos mais vendidos no Brasil são justamente para tratar a dor. Numa parcela dos casos, porém, ela não vai embora.

Além dos remédios

Lamentamos informar, mas a maioria dos remédios não funciona a contento quando a dor é do tipo corriqueiro. Esse fracasso foi escancarado por uma nova revisão do Instituto George para a Saúde Global, na Austrália.

Os experts avaliaram dados de 6 mil voluntários incluídos em 35 trabalhos com o propósito de testar o poder dos anti-inflamatórios. A conclusão mostra que só um em cada seis sujeitos obtinha algum alívio. “Passei 20 anos prescrevendo fármacos e nunca consegui uma resposta sustentável.

Entramos agora numa era em que a medicina está mais focada no estilo de vida equilibrado”, contextualiza o neurologista Pedro Schestatsky, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Se comprimidos, sozinhos, não silenciam as manifestações dolorosas de uma vez por todas, onde deveríamos depositar nossas esperanças? A aposta recai sobre um esforço conjunto entre médicos, fisioterapeutas, psicólogos, educadores físicos e nutricionistas.

A ideia é lançar mão de diversas técnicas e mudanças na rotina que, juntas, farão as pontadas atenuarem ou sumirem.

“Hoje não dá pra imaginar o combate às dores crônicas sem o auxílio de vias não medicamentosas, ajustes na dieta e prática de exercícios“, atesta o reumatologista José Eduardo Martinez, da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Atenta a essa tendência, uma equipe liderada pelo Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa dos Estados Unidos (NCCIH, na sigla em inglês) investigou quais terapias alternativas (massagem, acupuntura, meditação…) apresentavam o maior impacto na redução das dores mais prevalentes: nas costas, na cabeça, no pescoço e nos joelhos. “Esses quadros são a razão mais comum de se buscarem novas formas de tratamento. Daí a importância de saber quais estratégias dão certo”, diz o epidemiologista Richard Nahin, principal autor do documento. Você confere mais abaixo as estratégias que demonstraram provas sólidas de eficácia.

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Tratamento integrativo

As terapias alternativas, como as analisadas pelo NCCIH, têm uma vocação para atuar no cérebro e em sua rede de nervos e reequilibrar o bem-estar mental. Assim, aplacam o estresse além da conta, um dos gatilhos e alimentos da dor crônica.

“Mais do que isso, esses métodos alteram a fisiologia do sistema nervoso, a fabricação de hormônios e a frequência cardíaca, fatores que influenciam na intensidade dos desconfortos”, explica a fisioterapeuta Juliana Barcellos de Souza, diretora da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor.

É lógico que, para o tratamento ser útil, o diagnóstico correto torna-se imprescindível. “O médico precisa avaliar o paciente, esquadrinhar sua história clínica e, se necessário, pedirá exames para apurar melhor a causa da dor“, conta o reumatologista Sebastião Radominski, da Universidade Federal do Paraná.

Até porque existem muitas doenças por trás de uma espetada frequente e limitante – pense em um tumor comprimindo os nervos da coluna, por exemplo.

Só uma investigação detalhada conseguirá flagrar a encrenca e orientar a escolha do tratamento ideal – no caso de um câncer, de nada adiantaria fazer ioga, massagem ou meditação sem apelar a recursos específicos contra a enfermidade.

No rol das mudanças de estilo de vida, a alimentação vem ganhando papel de destaque. Em primeiro lugar, ajustes no cardápio promovem a perda de peso, e a obesidade, por si só, eleva os níveis de substâncias inflamatórias e patrocinadoras da dor na circulação sanguínea. Em segundo lugar, os quilos extras sobrecarregam as juntas.

“Perder 5% do peso já derruba em até 90% a progressão de males nas articulações”, calcula Radominski. Por fim, a qualidade da comida que ingerimos também regula a flora intestinal, o conglomerado de bactérias que habita o aparelho digestivo e ajuda a manter nossa saúde em dia.

“Sabemos que uma dieta desequilibrada estimula os micro-organismos a secretarem toxinas que agravam o quadro”, diz Schestatsky.

Diminuindo o incômodo

Convém esclarecer que os comprimidos contra a dor não devem ser relegados ao esquecimento. Dentro de um programa integrado e com acompanhamento, os remédios têm hora e vez. “Eles servem para tirar o paciente da crise e permitir que ele exerça suas atividades”, ressalta Fabíola.

Além dos anti-inflamatórios e dos opioides, duas das classes medicamentosas mais populares, antidepressivos e anticonvulsivos, podem ser prescritos para calar casos mais difíceis de controlar. O objetivo dos médicos é combinar e potencializar a ação das drogas e utilizá-las pelo menor período possível.

Preste atenção: a indicação e a manutenção do tratamento dependem do doutor. Nada de se automedicar.

Mesmo quando esse arsenal falha, ainda há meios de atenuar a aflição. Diversas cirurgias corrigem ossos, tendões e cartilagens. Procedimentos minimamente invasivos instalam eletrodos para bloquear ramos do sistema nervoso que entraram em parafuso.

Aliás, a ciência evolui a passos largos e dá pistas de que teremos boas notícias no futuro.

Além de novos princípios ativos, técnicas como a estimulação transcraniana, que joga feixes eletromagnéticos em áreas específicas do cérebro, e aplicações de laser para conter o processo inflamatório vêm sendo aperfeiçoadas nos últimos anos.

A única coisa que não tem cabimento é viver sofrendo. Algumas análises indicam que as pessoas demoram, em média, cinco anos para procurar ajuda especializada. É tempo demais! “Qualquer sintoma que desorganize sua vida merece ser investigado para acharmos uma solução”, reforça Martinez.

Lembra o poema lá do início do texto? Fernando Pessoa segue em frente: “E os que leem o que escreve/ Na dor lida sentem bem/ Não as duas que ele teve/ Mas só a que eles não têm”.

Entender a razão de existir de uma dor e aprender a melhor forma de silenciá-la permanece o conselho mais moderno para vencer esse mal que assombra tanta gente – no corpo e na alma.

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Источник: https://saude.abril.com.br/especiais/dor-alivio-sem-remedio/

Medicina aposta em novas técnicas para tratar paciente com dor crônica – Saúde – Estadão

Como tratar a dor crônica: remédios, terapias e cirurgia

SÃO PAULO – Problema que afeta cerca de 60 milhões de brasileiros e crescente por causa do envelhecimento da população, a dor crônica passa a ser alvo de novas abordagens terapêuticas que fogem dos tratamentos convencionais feitos com medicamentos e reabilitação.

Para o grupo de pacientes que não melhoram com as terapias padrão, médicos e cientistas têm oferecido e estudado técnicas que incluem desde a estimulação elétrica do sistema nervoso para aliviar a dor até a aplicação de células-tronco do próprio paciente na região lesionada em busca de regeneração.

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Nem todas as novas abordagens são regulamentadas no Brasil, mas, mesmo assim, a chamada Medicina Intervencionista em Dor já é tratada como subespecialidade médica no País, com mais de 300 membros na sociedade criada para este fim.

“Podemos dizer que temos dois grandes grupos de técnicas nessa área: a neuromodulação, que utiliza correntes elétricas ou bombas de infusão para bloquear a parte do sistema nervoso que sinaliza a dor; e a medicina regenerativa, na qual são usadas substâncias ou células do próprio paciente para provocar uma reação no tecido lesionado e, assim, sua consequente regeneração”, explica Fabrício Dias Assis, médico do Singular Centro de Controle da Dor e membro da diretoria executiva do Instituto Mundial da Dor.

No rol de alternativas, as técnicas de neuromodulação são as mais avançadas, com muitas delas já regulamentadas e praticadas no Brasil. Já as de medicina regenerativa ainda são, em sua maioria, consideradas experimentais pelo Conselho Federal de Medicina.

Na última semana, Assis presidiu o Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (Sobramid), realizado em Campinas e que teve como foco discutir justamente os avanços dos estudos em medicina regenerativa. 

“O mecanismo de todas as terapias regenerativas é parecido: injetamos células-tronco mesenquimais (que dão origem aos ossos e às cartilagens) de algum tecido para estimular a produção de um novo tecido saudável”, diz Assis. Entre os compostos utilizados nessas terapias estão o plasma rico em plaquetas (PRP), que vem do sangue; o aspirado concentrado de medula óssea e células adiposas tiradas da própria gordura corporal. 

No geral, as técnicas são indicadas para pacientes com dor crônica provenientes de doenças degenerativas dos ossos e das articulações, como artrose.

Escala

Médica especialista no tratamento da dor do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Roberta Risso destaca que essas terapias ainda não são usadas em larga escala porque, embora tenham demonstrado ótimos resultados em laboratório, aguardam estudos mais robustos em humanos.

“Esses tratamentos são muito promissores.

No futuro, acreditamos que eles podem tratar uma artrose sem a necessidade de colocação de próteses, por exemplo, mas, por enquanto, os estudos não conseguiram fazer as células se regenerarem da forma necessária como observamos nos experimentos in vitro”, disse a especialista. 

E para que essas terapias sejam aprovadas, seria necessária, além de mais estudos, uma regulamentação específica também para o processamento dessas células. Depois de retiradas, elas precisam passar por processos de centrifugação ou purificação antes de serem reinseridas no corpo, o que pede um rigoroso controle de qualidade e regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Neuromodulação. Enquanto a medicina regenerativa segue em estudos, as terapias de neuromodulação, já com mais evidências científicas, têm sido usadas como alternativa para pacientes que não respondem a analgésicos e fisioterapia.

“A neuromodulação inclui desde procedimentos como implantes de bombas de infusão de medicamentos ou de eletrodos até procedimentos cirúrgico em que raízes de nervos são destruídas para anular a sensação de dor”, explica o neurocirurgião Guilherme Lepski, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e da Universidade de Tubingen, na Alemanha.

Os especialistas explicam que, embora essas técnicas já tenham sido tema de vários estudos que comprovaram seus benefícios, a oferta delas ainda é restrita a clínicas privadas ou centros públicos de excelência por falta de capacitação. “O problema é que tem de ser uma mão de obra especializada. Não é qualquer médico que faz esses procedimentos”, diz Roberta. 

“A ideia de um congresso brasileiro com esse tema é justamente trazer palestrantes internacionais e nacionais que tenham experiência no assunto para formar mais profissionais com esse olhar”, destaca Assis.

Cirurgia é opção para problema nos nervos

Uma técnica de neuromodulação recém-chegada ao Brasil traz esperança para os pacientes com um dos tipos de dor crônica mais difíceis de tratar: a neuropática. Esse tipo de desconforto ocorre quando a lesão está nos nervos, medula ou no próprio cérebro.

A nova técnica, chamada de estimulação dos gânglios da raiz dorsal, é indicada para casos de dor neuropática em nervos periféricos. Por meio dela, o cirurgião implanta um eletrodo ligado a uma bateria que gera estímulos para uma parte do nervo espinhal responsável por “repassar a mensagem” de dor para o cérebro. É como se essa região fosse bloqueada e deixasse de mandar esses sinais.

A primeira cirurgia do tipo a ser realizada no Brasil deverá ocorrer nas próximas semanas, no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, e será conduzida pelo neurocirurgião Guilherme Lepski, médico da instituição e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP. Ele já realiza a técnica na Alemanha, onde também é docente na Universidade de Tubingen. O paciente brasileiro que será operado no HCor sofre de dor neuropática causada por uma lesão no nervo ciático que gera dor e queimação na perna inteira.

“Fora do País, faço essa técnica há cerca de cinco anos. Fizemos uma pesquisa com 62 pacientes na Alemanha em que observamos superioridade dela em comparação com outras existentes”, conta ele. 

Dois anos e 17 profissionais depois

Foram dois anos procurando médicos e todo tipo de profissional que tivesse alguma técnica nova para o seu problema. A dor na coluna, que havia começado apenas com um incômodo, começava a tirar a autonomia do engenheiro químico aposentado Hermelindo de Oliveira, de 79 anos.

“No começo, eu só sentia um desconforto quando ficava muito tempo em pé. Depois de alguns meses, eu já estava com dificuldades para levantar da cama sozinho, não conseguia mais dirigir”, conta.

Os remédios analgésicos e as sessões de fisioterapia aliviavam o quadro, mas não traziam uma melhora significativa. “Fui a ortopedista, fisiatra, fisioterapeuta, acupunturista. Fui numa porção de gente.

Peguei uma pasta e fui colecionando os papéis de todos os profissionais. Depois de dois anos, já eram 17, e eu ainda estava com dor”, relata.

Oliveira, que morava em um sobrado, teve de mudar de casa por causa das dificuldades que tinha para subir escadas.

Foi então que o idoso decidiu buscar um médico intervencionista em dor e tentar terapias de neuromodulação e medicina regenerativa para tratar a dor na coluna. Ele passou por uma técnica que utiliza a radiofrequência para destruir parte do nervo que traz a sensação de dor. 

Além disso, foi submetido a uma proloterapia – técnica na qual é aplicada uma solução de glicose na região lesionada, causando irritação na área, o que leva o próprio corpo a responder ao processo inflamatório, regenerando, assim, o tecido.

“Tive um período de recuperação depois desses procedimentos e agora não tenho mais dor. Faço minhas coisas, pinto meus quadros. Agora, finalmente fiquei bem”, conta.

Источник: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,medicina-aposta-em-novas-tecnicas-para-tratar-paciente-com-dor-cronica,70002516137

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