Como tratar as principais causas de confusão mental no idoso

DELIRIUM (confusão mental nos idosos)

Como tratar as principais causas de confusão mental no idoso

O delirium, também chamado de estado confusional agudo, é uma perturbação grave da função mental, caracterizado por distúrbios da consciência, com reduzida capacidade de concentração, alterações da memória, confusão mental e alteração da percepção do ambiente.

O início do quadro de delirium é geralmente súbito, evoluindo dentro de horas ou alguns dias, e são extremamente comuns em idosos, principalmente durante infecções ou internação hospitalar.

Delirium é diferente de delírio

Apesar de terem nomes muito semelhantes, delirium e delírio são coisas diferentes.

O delírio é um sintoma de doença psiquiátrica, habitualmente transtornos psicóticos; é uma crença ou uma forte convicção sobre fatos absurdos, que vão contra a razão.

Como exemplo, podemos citar aquelas pessoas que se julgam a reencarnação de Jesus Cristo, que afirmam terem sido abduzidas por alienígenas, que acham que a televisão conversa com elas ou que juram que alguém implantou um chip dentro do seu cérebro para vigiar seus pensamentos.

É importante separar charlatões de pessoas com delírio real. O paciente com delírio realmente acredita no absurdo que está relatando, e por mais que você use argumentos válidos, nunca o convencerá de que seu delírio não é real. O charlatão por sua vez é uma pessoa desonesta, que inventa histórias de forma consciente para obter vantagens, geralmente de origem financeira.

Este artigo, porém, não é sobre deliro, mas sim delirium. Vamos seguir em frente.

Sintomas

O delirium é bem diferente do delírio. O paciente com delirium fica confuso e desorientado, tanto temporalmente quanto espacialmente, tendo dificuldades de saber onde está e de reconhecer a atual data (quando questionado em que ano estamos, ele pode responder algo como 1958). O paciente com delirium pode estar mais sonolento e com discurso letárgico.

Há uma perda na capacidade de concentração, fazendo que o paciente não consiga prestar atenção por muito tempo em nada.

Isto é evidente quando tenta-se conversar com o paciente, pois o mesmo distrai-se facilmente, não conseguindo manter uma conversação.

Alterações da memória recente também são comuns, fazendo com que o paciente não consiga se lembrar de situações que ocorreram há poucas horas ou dias.

Distúrbios de percepção são comuns. Os pacientes podem não reconhecer o seu médico ou familiares.

Episódios de delírio podem ocorrer durante o delirium, como imaginar que está sendo perseguido ou que a equipe médica quer lhe fazer mal.

Podem haver alucinações simples, com sombras ou formas; ou complexas, como ver pessoas que não existem ou que já morreram. As alucinações podem ser visuais e/ou auditivas.

Durante o delirium, os pacientes podem perder a capacidade de escrever ou falar uma segunda língua. Um estrangeiro que vive há anos no Brasil pode perder a capacidade de falar português durante o estado confusional.

O delirium surge de modo súbito e desenvolve-se ao longo de poucas horas, podendo persistir por dias ou meses. O fato de surgir subitamente é a característica mais útil na distinção com a demência, que é um quadro de instalação lenta e progressiva.

Além disso, o delirium é flutuante, tornando-se mais intenso durante a tarde e a noite. Não é incomum um paciente com delirium parecer relativamente lúcido durante as visitas matinais, ficando mais confuso conforme o dia passa. A troca do dia pela noite também é típico do delirium. O paciente fica acordado e agitado durante toda noite e passa boa parte do dia dormindo.

Ao contrário da demência, o delirium é transitório e melhora com o passar do tempo.

Causas

Não se sabe exatamente por que surge o delirium, mas o fato é que ele parece ser uma doença de origem multifatorial. O paciente que desenvolve estados confusionais costuma apresentar mais de um dos fatores de risco listados abaixo:

  • Doença neurológica prévia, como doença de Parkinson, mal de Alzheimer ou AVC.
  • Idade avançada.
  • Internação hospitalar prolongada.
  • Uso de vários medicamentos, principalmente sedativos, ansiolíticos, antidepressivos ou antipsicóticos.
  • Infecções.
  • Desidratação.
  • Deficiência visual ou auditiva.
  • Doenças crônicas em estágio avançado.
  • Abstinência de álcool ou drogas.
  • Pouca mobilidade, estar restrito à cama.
  • Privação do sono.
  • Estresse emocional.
  • Dor.
  • Uso prolongado de sonda vesical.

Estado confusional em pacientes internados

O delirium pode surgir em qualquer idade em em qualquer tipo de pessoa. Porém, o mais habitual é ele aparecer em idosos que estão internados em hospitais ou em lares da terceira idade. Até metade dos idosos que permanecem internados desenvolvem algum grau de confusão mental.

Se o paciente já possui alguma doença neurológica, ou se a internação foi motivada por alguma infecção, como pneumonia ou infecção urinária, o risco de delirium é altíssimo. Quanto mais debilitado estiver o paciente, maior é o risco de desenvolver confusão mental.

O paciente internado, além de obviamente estar doente, o que por si só é um fator de risco para o delirium, sai completamente da sua rotina, perde a noção do tempo, muitas vezes não acompanha o ciclo dia-noite, usa diversos medicamentos e costuma ficar a maior parte do tempo, quando não todo o tempo, restrito ao leito do quarto.

A internação hospitalar geralmente é um momento em que vários fatores de risco para o desenvolvimento de um estado confusional estão presentes, tornado o delirium uma situação extremamente comum.

Quando um paciente idoso em bom estado desenvolve delirium em casa, geralmente há alguma causa oculta por trás. Idosos costumam reagir de modo diferente às infecções.

Muitos não apresentam febre e podem não ter queixas muito específicas.

O aparecimento de delirium pode ser a única dica para um quadro infeccioso em curso, como infecção urinária (leia: INFECÇÃO URINÁRIA | Pielonefrite) ou pneumonia (leia: PNEUMONIA | Sintomas e tratamento).

Prevenção e tratamento

Não existe tratamento específico para o delirium. O tratamento deve ser direcionado à doença ou à condição que está precipitando o estado confusional. Porém, mais importante do que tratar o delirium, é tentar prevenir o seu aparecimento. Para isso, deve-se:

  • Evitar manter o paciente internado por longos períodos.
  • Controlar adequadamente a dor.
  • Evitar uso excessivo de medicamentos.
  • Evitar uso prolongado de cateteres e sondas.
  • Estimular o paciente a não ficar restrito ao leito.
  • Tratar infecções em tempo hábil.

Se o paciente estiver confuso e muito agitado, o uso de drogas para acalmá-lo e controlar a agitação podem ser necessárias. Em casos extremos, o paciente pode ficar contido ao leito, principalmente se o mesmo estiver sob risco de queda da cama ou tentando arrancar soros e medicações feitas por via venosa.

Delirium tremens

O delirium tremens é uma condição definida por alucinações, desorientação, hipertensão, taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), febre, agitação e sudorese provocados pela abstinência a drogas, mais comumente ao álcool.

O delirium tremens é uma emergência médica e pode evoluir para colapso cardiovascular ou insuficiência respiratória se não tratado a tempo.

Os quadro de abstinência leve ocorrem dentro de 6-24 horas após a última bebida, sendo caracterizados por tremores, ansiedade, náuseas, vômitos e insônia. Os quadros de abstinência alcoólica grave ocorrem 10-72 horas após a última bebida.

Os sinais e sintomas incluem alucinações visuais e auditivas, tremores do corpo inteiro, vômitos, sudorese e hipertensão. Crise convulsiva também pode ocorrer (leia: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas e tratamento).

Aproximadamente 5% dos pacientes alcoólatras que suspendem, voluntariamente ou involuntariamente, o consumo de álcool sofrem de delirium tremens. O quadro costuma durar de um a cinco dias e a internação hospitalar costuma estar indicado para controle da situação.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/psiquiatria/delirium-confusao-mental/

O que fazer para conviver melhor com o idoso que está com confusão mental

Como tratar as principais causas de confusão mental no idoso

Para conviver com o idoso com confusão mental, que não sabe onde está e recusa-se a colaborar, ficando agressivo, deve-se manter a calma e tentar não contrariá-lo para que ele não fique ainda mais agressivo e agitado.

O idoso com confusão mental, que pode ser causado por uma doença mental como Alzheimer ou devido a desidratação, por exemplo, pode não compreender o que é dito e resistir às atividades diárias como o banho, alimentação ou tomar os remédios. Saiba quais as principais causas em: Como tratar as principais causas de confusão mental no idoso.

As dificuldades do convívio diário com o idoso confuso pode levar a discussões entre ele e o seu cuidador, colocando em risco a sua segurança.

Veja o que pode fazer para facilitar o cuidado e o convívio nesta situação:

Como falar com o idoso com confusão mental

O idoso confuso pode não encontrar as palavras para se expressar ou mesmo não compreender o que lhe é dito, não cumprindo ordens, e, por isso, é importante ter calma enquanto comunica com ele, devendo:

  • Estar próximo e olhar nos olhos o paciente, para que perceba que estão falando para ele;
  • Segurar a mão do paciente, para demonstrar carinho e compreensão e diminuir a agressividade;
  • Falar calmamente e dizer muito frases curtas como: “Vamos comer”;
  • Fazer gestos para explicar o que está dizendo, exemplificando caso seja necessário;
  • Usar sinônimos para dizer a mesma coisa para o paciente compreender;
  • Ouvir o que o paciente quer dizer, mesmo que seja algo que já disse várias vezes, pois é normal ele repetir as ideias.

Demonstrar carinho

Dizer frases simples e que signifiquem o mesmo

Exemplicar o que é para fazer

Além disso, o idoso pode ouvir e ver mal e, por isso, pode ser necessário falar mais alto e de frente para o paciente para que este ouça corretamente.

Como manter a segurança do idoso com confusão mental

Geralmente, o idoso que está com confusão, pode não conseguir identificar os perigos e, pode por em risco sua vida e dos outros indivíduos. Assim, é importante:

  • Colocar uma pulseira de identificação com o nome, morada e telefone de um familiar no braço do paciente;
  • Informar os vizinhos do estado do paciente, para caso necessário, ajudá-lo;
  • Manter as portas e janelas fechadas para evitar que o idoso saia de casa e se perca;
  • Esconder chaves, principalmente de casa e do carro porque o idoso poderá ter vontade de conduzir ou sair de casa;
  • Não ter objetos perigosos visíveis, como copos ou facas, por exemplo.

Usar uma pulseira de identificação

Esconder objetos perígosos

Fechar as portas e as janelas

Além disso, pode ser necessário, o nutricionista indicar uma dieta que seja mais fácil de engolir para evitar engasgamento e desnutrição do idoso. Para saber como preparar os alimentos leia em: O que comer quando não posso mastigar.

Como cuidar da higiene do idoso com confusão mental

Quando o idoso está confuso, é comum precisar de ajuda para fazer sua higiene, como tomar banho, vestir-se, ou pentear-se por exemplo, pois, além de se esquecer de ter que cuidar de si, podendo andar sujo, deixa de reconhecer a função dos objetos e como se faz cada tarefa.

Assim, para o paciente se manter limpo e confortável, é importante ajudá-lo na sua realização, mostrando como se faz para que este consiga repetir e envolvendo-o nas tarefas, para que este momento não lhe cause confusão e gere agressividade.

Em alguns casos, como na doença de Alzheimer avançada o idoso já não é capaz de colaborar e, nesses casos, tem de ser o familiar a tratar do idoso. Veja como pode ser feita em: Como cuidar de uma pessoa acamada.

O que fazer quando o idoso está agressivo

A agressividade é uma característica do idoso que está confuso, manifestando-se através de ameaças verbais, violência física e destruição de objetos, podendo-se machucar ou machucar os outros.

Geralmente, a agressividade surge porque o paciente não compreende as ordens e não reconhece pessoas e ao ser contrariado, fica agitado e agressivo. Nestes momentos, o cuidador deve manter a calma, procurando:

  • Não discutir nem criticar o idoso, desvalorizando a situação e falando com calma;
  • Não tocar na pessoa, nem que seja para fazer um carinho, porque se pode machucar;
  • Não mostrar medo nem ansiedade quando o idoso está agressivo;
  • Evitar dar ordens, mesmo que simples durante esse momento;
  • Retirar objetos que possam ser atirados da proximidade do paciente;
  • Mudar de assunto e incentivar o paciente a fazer algo que gosta, como ler o jornal, por exemplo, de modo a esquecer-se do que provocou a agressividade.

Geralmente, os momentos de agressividade são rápidos e passageiros e, normalmente o doente não se recorda do acontecimento, podendo ao final de alguns segundo estar com um comportamento normal.

Veja outros cuidados que deve ter com o idoso em:

  • Como prevenir quedas em idosos
  • Exercícios de alongamento para idosos

Источник: https://www.tuasaude.com/confusao-mental-no-idoso/

Confusão Mental em Idosos: Saiba as maiores dificuldades enfrentadas e como trata-las

Como tratar as principais causas de confusão mental no idoso

Publicado por Thiago em 10 de abril de 2020

A confusão mental em idosos é um quadro comum nessa fase da vida. Esse quadro se agrava principalmente durante internações e durante infecções hospitalares.

O delirium, também chamado de estado confusional agudo, tem como característica o distúrbio na consciência. O início do delirium é geralmente repentino, evoluindo dentro de alguns dias e em casos mais graves até mesmo em horas.

Os sintomas mais comuns a serem notados em um idoso que inicia o delirium são:

  •         Capacidade de concentração reduzida;
  •         Alteração da memória;
  •         Confusão mental;
  •         Alteração na percepção do ambiente

Nesse artigo iremos abordar o que é a confusão mental, quais as causas, prevenção e tratamento.

Delirium – Estado Confusional Mental Agudo

A confusão mental em idosos acarreta em alguns sintomas. A perda de concentração é um destes traços, fazendo com que o idoso não consiga manter o foco da atenção. O sintoma é identificado, por exemplo, ao tentar manter uma conversação com a pessoa afetada. Essa pessoa muita das vezes não consegue prestar atenção ou se distrai facilmente.

Outro fator é que o idoso tenha perdas de memórias recente, ou seja, o idoso acometido pelo delirium não consegue se lembrar de acontecimentos que ocorreram há alguns dias ou até mesmo horas.

O delirium pode afetar a capacidade de escrever ou até mesmo de falar. É mais comum que essa eventualidade ocorra em pacientes que possuam uma segunda língua, pois muitas das vezes eles se esquecem completamente que sabem um segundo idioma.

Outro sintoma causado pela confusão mental são os distúrbios de percepção. O idoso pode passar por momentos onde não reconhece as pessoas que estão presentes em sua vida, seja um familiar ou um amigo de infância.

Em outros casos podem ocorrer episódios de delírio, fazendo com que a pessoas afetada passe a imaginar coisas destoantes com a realidade. Essas alucinações podem ser simples ou complexas alterando as percepções visuais e auditivas do idoss.

Idosos acometidos pelo delirium também apresentam sinais de desorientação temporal e espacial. Esse tipo de sintoma pode fazer com que o idoso não saiba qual o ano ele está, deixando-o ainda mais confuso. Nesse estágio do delirium é possível perceber que o idoso ficará mais sonolento e sua fala letárgica.

A característica mais útil capaz de ajudar na distinção entre a confusão mental e a demência é o fato do surgimento súbito causado pelo delirium. Além disso, os quadros de delirium mostram certa flutuação nos episódios, sendo eles mais intensos durante a noite.

Causas da confusão mental em idosos

Você deve estar se perguntando o que causa confusão mental em idosos?

A resposta para essa pergunta é: Diversas são as causas do delirium! Desde problemas sérios na saúde até a carência de nutrientes no organismo. Por esse motivo citaremos aqui as causas mais comuns que acometem os idosos.

As mudanças fisiológicas durante o envelhecimento são, como já falado anteriormente, diversas.

Dentre essas mudanças está a diminuição de água dentro do organismo, fazendo com que cheguemos a terceira idade com um pouco mais que 50% de líquidos corporais no corpo.

O quadro se torna mais agravante, pois mesmo desidratados, os idosos não sentem vontade de tomar água. Tudo isso devido a essas disfunções provindas do envelhecimento que alteram o mecanismo de equilíbrio interno.

A desidratação em pessoas idosas é um agravante real. Além da confusão mental, sintomas como: a queda de pressão, angina (dor no peito), aumento dos batimentos cardíacos e até mesmo o óbito podem acontecer em pessoas desidratadas.

Neste caso, advindo de um traumatismo craniano a concussão é uma lesão cerebral. Em idosos esse tipo de lesão pode mudar o nível de atenção, a coordenação e a fala. Esse quadro pode fazer com que a pessoa da terceira idade entre no estado de delirium. É imprescindível tratar a lesão nesses casos, pois é possível que os sintomas surjam dias após o acidente.

O uso descontrolado de remédios é um hábito errôneo de várias pessoas. Não tomar os medicamentos como prescrito pelo médico podem causar complicações e uma delas é a confusão mental.

É sabido que sedativos, ansiolíticos, antidepressivos ou antipsicóticos são remédios que mais podem causar confusão mental.

Vale a pena reforçar que o uso de medicamentos deve ser prescrito por um médico para melhor resolução dos problemas.

Falamos aqui dos fatores mais comuns, mas médicos ainda questionam outras causas da confusão mental em idosos. Entre elas estão:

  • Doença neurológica prévia, como doença de Parkinson, mal de Alzheimer ou AVC.
  • Doenças crônicas em estado avançado
  • Privação do Sono
  • Estresse emocional
  • Abstinência de álcool ou drogas
  • Infecções

Entre esses sintomas encontra-se também as internações hospitalares prolongadas, mas separamos um tópico para podermos aprofundar um pouco mais nesse assunto.

Confusão Mental em Idosos Internados

Segundo uma pesquisa da Rush University Medical Center, de Chicago, desenvolvida pelo professor de Ciências Neurológicas e Comportamentais Robert Wilson, idosos hospitalizados apresentam maiores riscos de serem afetados pela confusão mental.

Do ponto de vista cognitivo, os pacientes com idades mais avançadas têm o dobro de chances, após uma internação, de serem afetados psicologicamente.

Pacientes que encontram-se internados desenvolvem a confusão mental, pois saem de suas rotinas. Esse fator influencia em perda da noção de tempo, confinamento no leito e o uso de diversos medicamentos. Quanto mais debilitado estiver o paciente maior será o risco de episódios de confusão mental.

Tratamento para confusão mental em idosos

O tratamento específico para o delirium não existe. O que deve ser feito em casos de delirium é tratar a enfermidade que acomete o paciente ou a condição que gera o estado confusional. Por isso, o importante para esse tipo de situação é prevenir que o idoso entre neste estado. É importante ter atenção nos seguintes quesitos:

  •         Evitar internações de longos períodos.
  •         Controlar adequadamente incômodos (angina e dores em geral).
  •         Evitar uso descontrolado de medicamentos.
  •         Evitar uso prolongado de cateteres e sondas.
  •         Não ficar restrito ao leito quando internado.
  •         Tratar infecções em tempo hábil.

Monitoramento Pessoal

O monitoramento pessoal é uma das soluções para prevenir o desenvolvimento da confusão mental em idosos. Como dito anteriormente a internação é um dos maiores fatores que contribuem para episódios de delirium.

A teleassistencia foi criada justamente por esse motivo. Ao perceber que as taxas de internação cresciam, o monitoramento pessoal serviu para diminuir a taxa de permanência em leitos.

Segundo dados levantados, foi calculado uma redução de 26% do tempo de permanência em hospitais. Além disso, houve redução de 26.4% de visitas curtas.

Por isso o monitoramento pessoal é um grande aliado no combate contra o delirium.

Por ter um atendimento rápido e eficaz, o paciente é diagnosticado e tratado com maior rapidez e eficácia, combatendo as doenças em estágios iniciais, diminuindo o tempo de internação e a chance de desenvolver o delirium.

Se você ficou interessado em saber mais sobre o monitoramento pessoal para idosos, o VIVA pode ser uma otima solução para você!

Источник: https://vivatecs.com/blog/posts/confusao-mental-em-idosos/

Como detectar a confusão mental em um idoso? Veja aqui!

Como tratar as principais causas de confusão mental no idoso

A confusão mental em idosos é um problema bastante comum. O declínio na capacidade cognitiva do paciente pode ser repentino ou aparecer aos poucos, de forma crônica e progressiva. Em idosos, ela é geralmente sinal de delirium ou demência, embora também possa estar associada a psicoses, transtornos afetivos, desidratação e outras doenças.

Neste artigo, vamos abordar o que é a confusão mental, quais são as causas mais comuns e a abordagem diagnóstica do problema. Acompanhe!

O que é a confusão mental?

A confusão mental é um sintoma comum a diversos quadros de saúde e está relacionada à incapacidade de pensar com clareza. Frequentemente, há uma sensação de desorientação no tempo e espaço e dificuldade de concentração.

Os sinais mais comuns que podem ser indícios de confusão mental são:

  • esquecer detalhes que fazem parte da rotina ou da história de vida, como datas comemorativas e profissão que exerceu;
  • não reconhecer onde está ou as pessoas próximas;
  • não esboçar qualquer reação ao ser chamado;
  • dizer frases que não tenham relação com o assunto durante uma conversa;
  • mudar o humor de forma repentina, sem motivo aparente.

Quais são as causas da confusão mental em idosos?

A confusão mental é um sintoma comum a diversos quadros de saúde e pode estar associada tanto à desidratação quanto a preexistência de outras doenças, ou até mesmo ser decorrente de hábitos do paciente. As causas mais comuns são:

  • febre alta;
  • infecção (a infecção urinária é muito comum em idosos);
  • traumas na cabeça ou tumor cerebral;
  • desequilíbrio eletrolítico;
  • doenças neurológicas, como demência e Alzheimer;
  • transtornos afetivos (depressão, bipolar);
  • diabetes;
  • hipoglicemia;
  • baixa oxigenação (decorrente de distúrbios pulmonares);
  • consumo excessivo de álcool;
  • uso de determinados medicamentos;
  • desidratação e deficiência de vitaminas.

Como é feito o diagnóstico?

A demência é a síndrome orgânica mais prevalente e uma das principais causas de confusão mental em idosos. Ela é caracterizada por um declínio no funcionamento cognitivo, na medida em que o paciente é incapaz de realizar as atividades habituais da vida diária. O deficit de memória é um componente predominante, e a deterioração intelectual pode ocorrer de meses a anos.

Entretanto, a demência não é a única causa possível para a confusão mental. Por isso é importante que seja realizada uma série de exames para determinar os fatores que desencadearam o quadro.

Geralmente, o diagnóstico pode ser realizado por um clínico, que deverá colher informações sobre o histórico de saúde do paciente, medicamentos de uso contínuo, características e duração dos sintomas.

O médico poderá solicitar exames laboratoriais e fazer ali mesmo os exames físico e mental. O exame físico pode ser especialmente útil para distinguir entre distúrbios neurológicos e psiquiátricos e deve incluir uma avaliação do nível de excitação e orientação do paciente.

Questionários padronizados de status mental, escalas de avaliação diagnóstica e inventários de sintomas também facilitam a análise. Juntamente com a história e o exame físico, instrumentos padronizados são geralmente suficientes para determinar a gravidade do comprometimento cognitivo de um paciente idoso.

E depois do diagnóstico?

Uma vez feito o diagnóstico de depressão, demência, diabetes ou qualquer que seja a causa da confusão mental, os distúrbios subjacentes devem ser tratados.

 Se o problema é causado por um ou mais medicamentos específicos, o médico poderá simplesmente mudar a medicação.

Infecções, depressão, doenças neurológicas e outros fatores determinantes, quando devidamente tratados, melhoram o quadro de confusão mental.

O mais importante é que os sintomas não sejam simplesmente considerados “normais para a idade” e ignorados. O diagnóstico precoce e um bom acompanhamento médico são essenciais para minimizar o quadro clínico e garantir mais qualidade de vida, ao paciente e aos seus familiares.

Neste artigo vimos que a confusão mental em idosos é bastante comum. Embora ela possa estar associada a diversos fatores, os sinais são quase sempre os mesmos: desorientação, dificuldade de concentração e deficit de memória.

O diagnóstico pode ser realizado por um médico clínico e deverá incluir exame laboratorial, físico e mental. Determinada a causa e iniciado o tratamento adequado, espera-se que o paciente recupere a clareza mental, ou que, pelo menos, o quadro estabilize.

Este artigo foi útil para você? Deixe sua dúvida ou opinião nos comentários!

Источник: https://blog.maconequi.com.br/confusao-mental/

Confusão mental: tratamentos e causas

Como tratar as principais causas de confusão mental no idoso

Confusão mental é a incapacidade que uma pessoa tem de pensar com clareza e agilidade. A confusão está relacionada, também, à sensação de desorientação e a dificuldades para tomar decisões, prestar atenção e lembrar de determinadas coisas.

Sinônimos

Desorientação, pensamentos confusos, pensamentos conturbados.

Causas

A confusão mental pode ser um sintoma comum a diversos tipos de problemas, desde algumas condições de saúde específicos até consequências decorrentes de um determinado comportamento de risco. Veja a lista:

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  • Tumor cerebral
  • Concussão cerebral
  • Febre
  • Desequilíbrio entre fluidos e eletrólitos no sangue
  • Trauma ou lesão na cabeça
  • Doenças neurológicas, como derrame (AVC)
  • Infecções
  • Falta de sono
  • Diabetes
  • Hipoglicemia
  • Níveis baixos de oxigênio (principal em função de distúrbios pulmonares crônicos)
  • Queda brusca da temperatura corporal (hipotermia)
  • Consumo excessivo de bebidas alcóolicas
  • Uso de determinados medicamentos
  • Deficiências nutricionais, principalmente de niacina, tiamina, vitamina C e vitamina B12.

Buscando ajuda médica

Muitas pessoas que sofrem de confusão mental não sabem disso. Dessa forma, é importante ter acompanhantes na consulta médica, pois uma pessoa próxima pode dar mais detalhes sobre a confusão mental com o especialista.

No entanto, se você estiver consciente de que sofre deste tipo de problema, procure um especialista o quanto antes para realizar o diagnóstico.

Marque uma consulta com um médico também se a confusão mental for um sintoma recorrente ou vier acompanhada de outros problemas de saúde, como:

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  • Cefaleia
  • Febre
  • Pulso rápido
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Respiração lenta ou rápida
  • Tremores
  • Após uma lesão ocorrida na cabeça

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar confusão mental são:

  • Clínico geral
  • Neurologista
  • Psiquiatra
  • Psicólogo

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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  • Você sente confusão mental o tempo todo?
  • Com que frequência você se sente confuso?
  • Em que momentos do dia a confusão é mais frequente?
  • Você tem outros sintomas? Qual?
  • Você sente dor? Onde?
  • Você já foi diagnosticado com alguma outra condição de saúde? Qual?
  • Você faz uso de algum tipo de medicamento? Qual?
  • Você sofreu uma lesão na cabeça recentemente?
  • Você dorme bem durante a noite? Quantas horas de sono você dorme, em média?
  • Você tem diabetes?

Se você estiver acompanhando uma pessoa que tem episódios frequentes de confusão mental, o médico também poderá lhe fazer algumas perguntas, como:

  • Quantas vezes por dia você nota episódios de confusão mental?
  • A confusão tem interferido em atividades diárias e simples?
  • A confusão tem melhorado, piorado com o passar do tempo ou manteve-se estável?
  • Quais outros sintomas a pessoa teve?

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Medicamentos para Confusão mental

A confusão mental pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Os medicamentos mais comuns no tratamento de confusão mental são:

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Referências

Ministério da Saúde

Mayo Clinic

Healthline

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Science Daily

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/confusao-mental

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