Coriza: principais causas e como tratar

Sobre a doença

Coriza: principais causas e como tratar

Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos.

Raramente, os coronavírus que infectam animais podem infectar pessoas, como exemplo do MERS-CoV e SARS-CoV.

Recentemente, em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a COVID-19, sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa.

A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com COVID-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (poucos sintomas), e aproximadamente 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório.

Quais são os sintomas

Os sintomas da COVID-19 podem variar de um resfriado, a uma Síndrome Gripal-SG (presença de um quadro respiratório agudo, caracterizado por, pelo menos dois dos seguintes sintomas: sensação febril ou febre associada a dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza) até uma pneumonia severa. Sendo os sintomas mais comuns:

  • Tosse
  • Febre
  • Coriza
  • Dor de garganta
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de olfato (anosmia)
  • Alteração do paladar (ageusia)
  • Distúrbios gastrintestinais (náuseas/vômitos/diarreia)
  • Cansaço (astenia)
  • Diminuição do apetite (hiporexia)
  • Dispnéia ( falta de ar)

Como é transmitido

A transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de:

  • Toque do aperto de mão contaminadas;
  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, talheres, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc.

Diagnóstico

O diagnóstico da COVID-19 pode ser realizado a partir de critérios como:

1 – O DIAGNÓSTICOCLÍNICO é realizado pelo médico atendente, que deve avaliar a possibilidade da doença, principalmente, em pacientes com a associação dos seguintes sinais e sintomas:

  • Febre, que pode estar presente no momento do exame clínico ou referida pelo paciente (sensação febril) de ocorrência recente.
  • Sintomas do trato respiratório (por exemplo, tosse, dispneia, coriza, dor de garganta)
  •  Outros sintomas consistentes incluindo, mialgias, distúrbios gastrointestinais (diarreia/náuseas/vômitos), perda ou diminuição do olfato (anosmia) ou perda ou diminuição do paladar (ageusia).

Emcrianças, além dos itens anteriores, considera-se também a obstrução nasal, a desidratação e a  falta de apetite (inapetência), na ausência de outro diagnóstico específico.

Em idosos, deve-se considerar também, critérios específicos de agravamento como: síncope (desmaio ou perda temporária de consciência), confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e falta de apetite (inapetência).

O diagnóstico clínico da doença, também deve ser considerado em pacientes com doença grave do trato respiratório inferior sem causa clara, como é o caso de pacientes que se apresentem em Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Nesta síndrome o indivíduo apresenta-se em franca dispneia/desconforto respiratório/dificuldade para respirar com saturação de oxigênio (O2) menor do que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto (cianose) ou queixa de pressão persistente no tórax.

Em crianças, a SRAG apresenta-se com os sinais e sintomas anteriores, devendo ser observados sinais característicos de esforço respiratório, tais como,  os batimentos de asa de nariz, tiragem intercostal, e, por fim, alteração na coloração das extremidades que ficam azuladas (cianose).

2 – O DIAGNÓSTICOCLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO é realizado pelo médico atendente no qual considera-se:

  • casos de paciente com a associação dos sinais e sintomas supracitados ou SRAG MAIS histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 14 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

3 – DIAGNÓSTICO CLÍNICO-IMAGEM:

  • caso de sintomas respiratório mais febre ou SRAG ou óbito por SRAG que não foi possível confirmar ou descartar por critério laboratorial E que apresente alterações tomográficas.

4 – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL – Caso o paciente apresente os sintomas respiratórios mais febre ou SRAG. O profissional de saúde poderá solicitar os seguintes exames laboratoriais:

  • De biologia molecular, (RT-PCR em tempo real) que diagnostica tanto a COVID-19, a Influenza ou a presença de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) normalmente atéo oitavo dia de início de sintomas.
  • Imunológico, que detecta, ou não, a presença de anticorpos em amostras coletadas a partir do oitavo dia de início dos sintomas. Sendo eles:
  • Ensaio imunoenzimático (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay – ELISA);
  • Imunocromatografia (teste rápido) para detecção de anticorpos;
  • Imunoensaio por Eletroquimioluminescência (ECLIA).
  • Pesquisa de antígenos: resultado reagente para SARS-CoV-2 pelo método de Imunocromatografia para detecção de antígeno.

5 – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL EM INDIVÍDUO ASSINTOMÁTICO (pessoa sem sintomas) que realizou:

  • Exame de Biologia Molecular com resultado DETECTÁVEL para SARS-CoV-2 realizado pelo método RT-PCR em tempo real.
  • Exame de Imunológico com resultado REAGENTE para IgM e/ou IgA realizado pelos seguintes métodos:  Ensaio imunoenzimático (ELISA) e Imunocromatografia (teste rápido) para detecção de anticorpos.

Como se proteger

As recomendações de prevenção à COVID-19 são as seguintes:

  • Lave com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienize com álcool em gel 70%. Essa frequência deve ser ampliada quando estiver em algum ambiente público (ambientes de trabalho, prédios e instalações comerciais, etc), quando utilizar estrutura de transporte público ou tocar superfícies e objetos de uso compartilhado.
  • Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço ou com a parte interna do cotovelo. Não tocar olhos, nariz, boca ou a máscara de proteção fácil com as mãos não higienizadas.Se tocar olhos, nariz, boca ou a máscara, higienize sempre as mãos como já indicado.
  • Mantenha distância mínima de 1 (um) metro entre pessoas em lugares públicos e de convívio social. Evite abraços, beijos e apertos de mãos. Adote um comportamento amigável sem contato físico, mas sempre com um sorriso no rosto.
  • Higienize com frequência o celular, brinquedos das crianças e outro objetos que são utilizados com frequência.
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal como talheres, toalhas, pratos e copos.
  • Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados.
  • Se estiver doente, evite contato próximo com outras pessoas, principalmente idosos e doentes crônicos, busque orientação pelos canais on-line disponibilizados pelo SUS ou atendimento nos serviços de saúde e siga as recomendações do profissional de saúde.
  • Durma bem e tenha uma alimentação saudável.
  • Recomenda-se a utilização de máscaras em todos os ambientes.  As máscaras de tecido (caseiras/artesanais), não são Equipamentos de Proteção Individual (EPI), mas podem funcionar como uma barreira física, em especial contra a saída de gotículas potencialmente contaminadas.

Veja aqui como confeccionar e usar a máscara caseira.

Estimule familiares, amigos e colegas de trabalho sobre a importância do uso de máscara e da higienização das mãos na prevenção da disseminação do vírus causador da doença COVID-19.

Dicas para viajantes:

Caso você precise viajar, avalie a real necessidade. Se for inevitável viajar, previna-se e siga as orientações das autoridades de saúde locais.
Ao voltar de viagens internacionais ou locais recomenda-se:

  • Reforçar os hábitos de higiene e proteção como a utilização de máscara, higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel 70 %.
  • Caso apresente sintomas de gripe, busque atendimento nos serviços de saúde, e evite contato com outras pessoas

Se eu ficar doente

Se estiver doente, com sintomas compatíveis com a COVID-19, tais como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar, evite contato físico com outras pessoas, incluindo os familiares, principalmente, idosos e doentes crônicos, Procure imediatamente os postos de triagem nas Unidades Básicas de Saúde / UPAS ou outras unidades de saúde.

Após encaminhamento consulte-se com o médico. Uma vez diagnosticado pelo médico, receba as orientações e prescrição dos medicamentos que você deverá usar. O médico poderá solicitar exames complementares. Inicie o tratamento prescrito imediatamente. Mantenha seu médico sempre informado da evolução dos sintomas durante o tratamento e siga suas recomendações.

Utilize máscara o tempo todo. Se for preciso cozinhar, use máscara de proteção, cobrindo boca e nariz todo o tempo.

Depois de usar o banheiro, nunca deixe de lavar as mãos com água e sabão e sempre limpe vaso mantendo a tampa fechada, pia e demais superfícies com álcool, água sanitária ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa –  para desinfecção do ambiente. Separe toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos apenas para seu uso.

O lixo produzido precisa ser separado e descartado. Evite compartilhar sofás e cadeiras e realize limpeza e desinfecção frequente com água sanitária ou álcool 70% ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

Mantenha a janela aberta para circulação de ar do ambiente usado para isolamento e a porta fechada, limpe a maçaneta frequentemente com álcool 70%, água sanitária, ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

Caso o paciente não more sozinho, recomenda-se que os demais moradores da residência durmam em outro cômodo, seguindo também as seguintes recomendações:

  • Mantenha a distância mínima de 1 metro entre a pessoa infectada e os demais moradores.
  • Limpe os móveis da casa frequentemente com água sanitária, álcool 70% ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.
  • Se uma pessoa da casa tiver diagnóstico positivo, todos os moradores devem ficar em distanciamento conforme orientação médica.

Serviço de Saúde

Procure um serviço de saúde caso apresente sintomas de síndrome gripal.

Источник: https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca

RINITE ALÉRGICA (febre dos fenos)

Coriza: principais causas e como tratar

Otorrinolaringologia

Rinite é um quadro de inflamação das mucosas da cavidade nasal, que se caracteriza clinicamente por coriza, congestão nasal, coceira no nariz e espirros.

Quando o quadro de rinite é desencadeado por uma reação exagerada do sistema imune a partículas alérgenas do ar, dizemos que o paciente tem rinite alérgica.

Até 30 dos adultos e 40% das crianças sofrem de rinite alérgica. Pacientes com história de eczema alérgico ou asma são especialmente propensos a essa forma de rinite.

O que são alérgenos?

Alérgeno é qualquer partícula que tenha capacidade de desencadear uma reação alérgica, que nada mais é do que uma reação do sistema imune a agentes estranhos. Os alérgenos podem entrar em contato com nosso corpo por:

1. inalação, como pólen, fumaça, produtos químicos, poeira, etc.2. ingestão, como comidas, remédios e suplementos.3. contato com a pele, como substâncias químicas, perfumes, cremes, látex, plantas, etc.

4. inoculação na pele, como picadas de insetos.

O que causa a reação alérgica não é a ação direta e ativa do alérgeno, mas sim a resposta exagerada do organismo ao contato com o mesmo. Isto explica por que algumas pessoas têm alergia a determinadas partículas e outras não. O pólen, por exemplo, pode ser alérgeno para alguns e inócuo para outros.

Rinite é a inflamação das mucosas da cavidade nasal, causada geralmente por uma infecção viral ou por uma reação alérgica. Neste texto vamos nos ater à rinite alérgica.

Nos próximos dois parágrafos usarei um pouco mais termos técnicos para explicar o mecanismo de inflamação da rinite alérgica, mas não se assuste, procurarei usar analogias e ser o mais didático possível. A informação a seguir será importante para entender como funcionam alguns dos tratamentos.

Como surge

A rinite alérgica surge quando uma pessoa alérgica inala alguma partícula que estimula o seu sistema imune.

Quando criança, nós entramos em contato com diversos potenciais alérgenos sem que tenhamos maiores problemas.

As pessoas alérgicas são aquelas que ao entrar em contato com determinadas partículas passam a produzir anticorpos contra elas, como se fossem agentes invasores danosos, tipo vírus, bactérias, etc.

Vamos usar o pólen como exemplo. Pessoas alérgicas ao pólen são aquelas que ao entrar contato com este alérgeno pela primeira vez produzem em grande quantidade um anticorpo chamado IgE.

A partir deste primeiro contato, a mucosa nasal começa a ficar povoada com uma célula do sistema imune chamada mastócito, que possui vários anticorpos IgE em sua superfície. É como se o corpo pensasse que o pólen era um assaltante e passasse a encher a cavidade nasal de seguranças (mastócitos) altamente armados (IgE).

Assim que essa pessoa entra novamente em contato com o pólen, os anticorpos IgE rapidamente o capturam, ativando os mastócitos, que liberam vários mediadores químicos para destruir o invasor, sendo o mais importante a histamina, responsável pelos principais sintomas da rinite que serão explicados mais à frente.

Os sintomas alérgicos da rinite alérgica são, portanto, um efeito colateral da guerra química que o sistema imune trava contra algumas partículas. O pólen em si não causa nenhum mal, mas o sistema imune do alérgico não pensa assim.

Pessoas não alérgicas são aquelas que entram em contato com o pólen, por exemplo, e corretamente não desenvolvem IgE específicas contra ele. Em outras palavras, o corpo reconhece o pólen como partícula estranha, mas não o vê como uma ameaça e não produz anticorpos contra o mesmo.

Fatores de risco

Como a rinite alérgica é nada mais do que uma reação alérgica da cavidade nasal, pessoas com outras doenças de origem alérgica, como asma, eczema, conjuntivite alérgica, urticária, etc. apresentam um maior risco de também terem rinite de origem alérgica.

Outros fatores de risco para rinite alérgica incluem:

  • Ser do sexo masculino.
  • História familiar de alergias.
  • Nascimento durante a época do pólen.
  • Bebês que pararam o aleitamento materno precocemente.
  • Exposição frequente à fumaça de cigarro no primeiro ano (leia: MALEFÍCIOS DO CIGARRO | Tratamento do tabagismo).
  • Exposição precoce a antibióticos.
  • Viver ou trabalhar em ambientes ricos em potenciais alérgenos.

Sintomas

Os sintomas da rinite alérgica incluem espirros, coriza nasal, entupimento nasal, lacrimejamento e coceira nos olhos, nariz e palato (céu da boca).

A ocorrência de sinusite também é frequente, caracterizando um quadro de rinossinusite (rinite + sinusite). Falamos mais especificamente da sinusite neste texto: SINUSITE | Sintomas e tratamento).

Outros sintomas comuns são dor de garganta, rouquidão, tosse e diminuição do paladar e olfato.

Dois sinais típicos da rinite alérgica são a acentuação das linhas das pálpebras inferiores (sinal chamado de linhas de Dennie-Morgan) e o escurecimento da pele abaixo dos olhos, tipo uma olheira. A foto abaixo ilustra bem esses dois sinais.

Sinais típicos de rinite alérgica – linhas de Dennie-Morgan

A rinite alérgica em algumas pessoas pode ser sazonal, ocorrendo apenas em determinadas épocas do ano. Entretanto, muitos pacientes apresentam um quadro quase constante de rinite alérgica, como numerosos episódios ao longo de todo o ano. Estes geralmente são aqueles que ficam expostos a alérgenos constantemente, seja em casa ou no trabalho.

Se o paciente convive em um meio onde está exposto ao alérgeno de forma frequente, a tendencia é de que os sintomas fiquem cada vez piores e cada vez mais uma menor quantidade de alérgeno seja capaz de desencadear as crises. Algumas pessoas se tornam tão sensíveis que outros fatores podem passar a desencadear a rinite, como exposição ao frio, fumaça ou cheiro forte.

Tratamento

Além do controle dos sintomas, o tratamento da rinite alérgica deve sempre visar a redução da exposição aos alérgenos desencadeadores das crises. Se o alérgeno for desconhecido, existem testes de alergia de pele que podem identificá-lo.

a. Solução salina

A lavagem das narinas com soro fisiológico ou outras soluções salinas é eficiente para eliminar os alérgenos aderidos na mucosa nasal naqueles casos mais leves. A lavagem pode ser feita várias vezes ao dia e pode ser usada para limpar a cavidade antes da aplicações de outros medicamentos.

b. Descongestionantes nasais

Durante muitos anos os descongestionantes nasais foram as drogas mais populares no tratamento da rinite. As substâncias mais usadas são pseudoefedrina, fenilefrina e oximetazolina. Estas drogas causam uma constrição dos vasos nasais, diminuindo a secreção de muco e aliviando os sintomas.

Entretanto, esses sprays nasais NÃO devem ser usados por mais do que três dias seguidos, pois costumam causar dependência, fazendo com que o nariz volte a ficar entupido a não ser que os descongestionantes voltem a ser usados repetidamente. Esta dependência é difícil de ser revertida.

c. Anti-histamínicos

Como a histamina é a substância que causa os sintomas da rinite alérgica, drogas anti-histamínicas podem ser usadas para o tratamento.

Entretanto, os anti-histamínicos apesar de melhorarem os espirros, a coceira e a coriza, não são tão efetivos contra a congestão nasal, sendo um descongestionante normalmente necessário.

É muito comum no mercado a associação de uma solução nasal que combine um anti-histamínico e um descongestionante.

Os anti-histamínicos também podem ser tomados em comprimidos, mas geralmente causam alguma sonolência. Os mais comuns são: Loratadina, desloratadina, cetirizina, levocetirizina, difenidramina , clemastina e fexofenadina.

d. Corticoides nasais

Os corticoides por via nasal são atualmente a droga de primeira linha no tratamento da rinite alérgica. Existem várias opções no mercado: fluticasona, mometasona, budesonida, flunisolida, triancinolona e beclometasona.

São todos semelhantemente eficazes.

Pacientes com quadro de congestão nasal muito intensa às vezes precisam usar descongestionantes nasais e anti-histamínicos por um ou dois dias antes de iniciarem o corticoide, para que este tenha maior eficácia.

Os corticoides nasais são efetivos no tratamento e na prevenção da rinite alérgica, podendo ser usados mesmo fora das crises.

Ao contrário dos corticoides sistêmicos, os corticoides nasais são drogas seguras que podem ser usadas seguidamente por muitos anos. Aconselha-se apenas que os pacientes que estão usando corticoides nasais por prolongados períodos tenham sua cavidade nasal examinada por um otorrinolaringologista periodicamente para evitar as raras complicações, como lesões da mucosa e infecções.

e. Imunoterapia

Chamada também de “vacinas”, a imunoterapia é um tratamento que visa dessensibilizar o paciente aos alérgenos.

Consiste na injeção de pequenas doses do alérgeno de modo a acostumar o organismo ao mesmo, diminuindo a resposta à sua exposição.

A imunoterapia atualmente só existe para os alérgenos mais comuns, como pólen, ácaros, pelo de animais, etc. O tratamento dura alguns anos e não deve ser interrompido sob o risco da perda de eficácia.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/otorrinolaringologia/rinite-alergica/

Rinite em crianças: como minimizar o ataque nos pequenos?

Coriza: principais causas e como tratar

A rinite em crianças, assim como a asma e a dermatite atópica, é uma das principais condições alérgicas da infância. Ela é caracterizada por um excesso de atividade do sistema imunológico, que começa a reagir contra partículas inofensivas do dia a dia, como pólen, poeira, ácaros etc. Com isso, geram um processo inflamatório nocivo para o corpo do indivíduo.

No caso da rinite, ocorre um edema (inchaço) de uma estrutura dentro do nariz chamada de corneto nasal. Isso provoca uma obstrução do fluxo de ar bastante incômoda, que se intensifica diante do contato com algum alérgeno. Muitas pessoas também apresentam sinais de irritação local, como coceira e espirros. Quer saber mais? Acompanhe este post!

Quais são os principais sintomas da rinite em crianças?

Há várias apresentações diferentes da rinite alérgica. Algumas pessoas podem apresentar somente obstrução nasal enquanto outras têm quadros mais complexos.

Obstrução nasal

É o principal sintoma e deve estar presente para que seja feito o diagnóstico de rinite alérgica. Na maioria das vezes, não passa até que seja administrado algum medicamento, como os corticoides nasais. Sem o tratamento adequado, pode ocorrer um processo de fibrose dos cornetos, que só pode ser corrigido por cirurgia, quando todas as demais medidas falharem.

Coceira no nariz

Há um tipo de rinite que se manifesta também com sinais de irritação intensa. O principal sinal é a coceira persistente, que pode ser acompanhada de espirros contínuos e de difícil controle. Nesses casos, será preciso lançar mão de antialérgicos orais para melhorar o quadro.

Coriza, tosse e dor de garganta

Esse conjunto de sintomas é também conhecido como resfriado alérgico, pois a pessoa sente todos os sintomas de uma doença viral, mas a causa é o contato com um alérgeno. A coriza é o famoso nariz escorrendo das crianças. Quando elas se deitam, a secreção vai para a garganta e provoca tosse intensa.

No entanto, não há febre, dor no corpo e nem queda do estado geral como nas infecções. Além disso, um antialérgico proporciona um alívio significativo.

Olhos inchados e lacrimejamento

Quando a irritação nos seios nasais é muito intensa, ela também envolve a região ocular. Assim, a região pode inchar, causando lacrimejamento e olhos vermelhos. Para diferenciar as condições, os médicos precisam conhecer a história do paciente, pois, às vezes, as conjuntivites virais não são acompanhadas de febre.

Quais são as principais causas?

A rinite alérgica é causada por uma reação inadequada das nossas células de defesa. Quando encontram moléculas comuns no cotidiano, liberam várias substâncias dentro do nariz, aumentando o fluxo de sangue e a permeabilidade dos vasos sanguíneos. Desse modo, há um aumento de tamanho do corneto e de coriza.

Cada pessoa com a doença tem suas alergias específicas. Entre as mais comuns, estão:

  • pelos de animais;
  • poeira;
  • pólen;
  • ácaros;
  • fragmentos de alimentos etc.

Qual é o tratamento?

Ao contrário da asma e da dermatite atópica, cujos tratamentos podem ser complexos, o tratamento da rinite é muito simples. Praticamente, só há dois tipos de medicamentos eficazes.

Corticoides intranasais

São vendidos na forma de spray com uma forma especial para ser aplicado dentro de cada narina. Assim, eles atuam diretamente nos cornetos nasais e não apresentam os efeitos colaterais sistêmicos dos corticoides.

Há várias substâncias no mercado e o médico indicará a melhor para sua criança. Afinal, alguns medicamentos são específicos para determinadas idades.

Por exemplo, a budesonida não pode ser utilizada por menores de 6 anos de idade.

Antialérgicos orais

São comprimidos ou soluções com anti-histamínicos, os quais bloqueiam os efeitos causados pelas células de alergia.

Não são eficazes para a obstrução nasal, mas são os melhores para as queixas de coriza, coceira e espirros.

Como vantagem, são fármacos bastante seguros, com poucos efeitos colaterais, com exceção da sonolência (que pode ser positiva se a criança estiver agitada por causa da coceira).

Como evitar ataques de rinite alérgica?

A principal forma de evitar os problemas gerados pela rinite é investir bastante na prevenção. Além do tratamento correto, algumas medidas podem ser tomadas:

Manter a casa ventilada

A ventilação é imprescindível para a renovação do ar, o que impede a deposição das partículas alérgenas nas superfícies dos móveis da casa. Além disso, evita a concentração de poeira, mofo e ácaros nos ambientes.

Evitar cortinas e tapetes

O ideal é não ter nenhum tipo de cortina ou tapete dentro dos quartos. Mesmo que não sejam feitos de pelos, acabam se tornando um abrigo para ácaros e um depósito para as sujeiras.

Evitar bichos de pelúcia

Há muitos bichinhos de pelúcia feitos de material antialérgico, o que tranquiliza alguns pais. No entanto, eles também são ruins para a rinite, pois acumulam poeira, mofo e ácaros.

Manter animais domésticos fora do ambiente onde a criança brinca e dorme

Há alguns pequenos que apresentam uma alergia intensa aos pelos de animais. Nesses casos, é imprescindível retirar o animal dos ambientes de convivência da criança, como o quarto e a sala. Se possível, deve-se comprar um aspirador de pó e passá-lo em toda a casa diariamente. Desse modo, os pelos transportados pelo ar são removidos.

Lavar roupas com água quente

A lavagem de roupas com água acima de 40 graus é muito importante para matar os ácaros que se armazenam nas peças de vestuário, nos edredons etc. Esses animais são os principais vilões da rinite alérgica.

Utilizar nebulizadores

Esses equipamentos liberam um vapor para umidificar todas as vias aéreas das crianças. Isso melhora os processos de eliminação de resíduos, aliviando bastante os sintomas da rinite alérgica.

Evitar cheiros

Em alguns casos, as fragrâncias dos perfumes e dos cosméticos são as grandes vilãs da alergia. Desse modo, os pais precisam ter o cuidado de escolher somente produtos sem cheio para os filhos.

Mesmo com todos esses cuidados, o tratamento médico com os remédios corretos é a melhor estratégia para aliviar os sintomas da rinite em crianças. Portanto, não deixe de relatar o quadro para o pediatra de referência durante as consultas de rotina.

Você sabia de todas essas informações sobre a rinite alérgica? Conhecia as principais medidas preventivas? Para continuar recebendo os melhores posts sobre a saúde das crianças, não deixe de assinar nossa newsletter!

Источник: https://conteudo.omronbrasil.com/rinite-em-criancas/

Coriza: causas, como tratar e evitar o

Coriza: principais causas e como tratar

Foto: Getty Images

O nome pode não soar familiar “de cara”, mas, certamente, você já “sofreu” alguma vez com a chamada coriza – popularmente referenciada como “nariz escorrendo”.

Clarisse Guimarães Freitas, pneumologista do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), explica que coriza é um sintoma que caracteriza inflamação de vias aéreas superiores, com produção de secreção clara e hialina e que se associa, muitas vezes, a outros sintomas, como obstrução nasal e espirros.

Larissa Camargo, otorrinolaringologista do Centro Otorrino do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, ressalta que coriza trata-se de um sintoma nasal fruto da inflamação da mucosa nasal com produção de secreção geralmente transparente, sem odor e de consistência mais fina.

“O catarro, por vez, geralmente é uma evolução de muitos quadros de coriza, resultado de uma solução de proteínas, água e restos de anticorpos e micro-organismos. Importante salientar que produzimos cerca de três litros de catarro resultado do metabolismo natural de pequenas glândulas abaixo da mucosa”, acrescenta Larissa.

As causas mais comuns do problema

Larissa destaca que os agressores que estimulam este processo inflamatório geralmente são, principalmente:

  1. Vírus;
  2. Alérgenos (poeira, pólen, pelos de animais).

Não por acaso a coriza é muito associada à rinite alérgica – que é desencadeada por alérgenos, como ácaros, poeira, fungos (mofos), pelos de cão e gato etc. E que é considerada, inclusive, uma das doenças crônicas mais comuns do mundo atualmente, atingindo pessoas de todas as idades.

Como evitar a coriza?

Larissa destaca como principais orientações:

  • Medidas de higiene ambiental (limpeza domiciliar);
  • Lavagem de mãos;
  • Evitar ambientes aglomerados e sem ventilação;
  • Manter uma alimentação balanceada;
  • Manter as vacinações em dia;
  • Apostar na lavagem nasal (uma das medidas mais simples e eficientes).

Clarisse reforça a importância da prevenção da rinite alérgica, evitando contato com poeira, fumaça ou outros alérgenos que o indivíduo tenha sensibilidade. “É importante se proteger também de variações bruscas de temperatura; manter o ambiente limpo e arejado; e umidificar o ambiente em épocas de seca”, orienta.

Tratamentos de farmácia

Larissa explica que é sempre primordial orientação de profissionais habilitados, mas, a lavagem nasal, o uso de descongestionantes orais e nasais, corticoides nasais e orais ou antialérgicos são medicações úteis e eficientes na redução dos sintomas nasais das infecções de vias aéreas superiores.

Clarisse também destaca a importância da lavagem nasal com solução fisiológica ou salina. “Anti-inflamatórios de uso tópico devem ser orientados por um médico e médico especialista em casos mais frequentes, prolongados e complicados – por exemplo, com duração maior que três dias, secreção amarelada purulenta, febre e dor de cabeça associados”, acrescenta a pneumologista.

É fundamental se atentar aos ricos de apostar em “tratamentos” sem orientação médica.

“Todas as medicações devem ser usadas sob prescrição médica, no entanto, pacientes hipertensos, em especial, devem utilizar com cautela os descongestionantes; e os diabéticos e hipertensos devem ainda tomar cuidado com os corticoides orais. Além disso, todas as medicações têm potência para reações de hipersensibilidade conforme cada paciente tenha sensibilidade”, diz Larissa.

Os principais cuidados/contraindicações, de acordo com Larissa, são no caso dos corticoides para pacientes hipertensos, diabéticos e com aumento da pressão ocular; e descongestionantes para hipertensos.

Ainda em relação a contraindicações, Clarisse destaca que se deve ter atenção aos vasoconstrictores nasais, que podem causar arritmia e elevação da pressão arterial e que atualmente são menos utilizados (somente em ocasiões excepcionais). “Os anti-histamínicos também devem ser utilizados com cautela e, principalmente, quando associados a outras substâncias”, diz.

Tratamentos caseiros

Algumas pessoas apostam em “receitas caseiras” para tentar aliviar o incômodo causado pela coriza, como as citadas abaixo. Porém, não há nenhuma comprovação de que elas possam ajudar.

Caju: bata um caju, sem casca e sem sementes, com 500 ml de água; beba cerca de 2 copos ao dia.

Eucalipto: faça uma inalação com chá de eucalipto, usando 100g de eucalipto para 1 litro de água.

Gengibre: faça a infusão de gengibre em água fervente e adoce com mel para tomar.

Larissa destaca, porém, que a principal e mais eficiente medida caseira é a lavagem nasal com solução fisiológica. É barata e eficiente, de acordo com a otorrinolaringologista.

Quando devo me preocupar?

“As mudanças nas características da secreção nasal, como alteração da coloração para mais amarelada, mais espessa, associada a outros sintomas, como tosse, dor de cabeça, febre sugerem evolução para um quadro mais bacteriano”, destaca Larissa.

Nesse caso, é preciso maior atenção e o paciente não deve hesitar em procurar ajuda médica.

Coriza em bebê: o que fazer?

Os bebês apresentam limitações de uso de medicações devido à faixa etária. Dessa maneira, destaca Larissa, a lavagem nasal é primordial e eficiente.

“Os antialérgicos e medicações tópicas nasais geralmente são permitidos entre 6 meses e 2 anos”, acrescenta a otorrinolaringologista.

A coriza, de fato, gera incômodo e, embora não deva ser negligenciada, não deve ser motivo de desespero, pois, geralmente, não está associada a nenhuma patologia grave. De toda forma, seu médico de confiança deve ser procurado para indicar o tratamento correto.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/coriza/

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