Coronavírus (Covid-19): sintomas e tratamento

Contents
  1. Coronavírus (COVID-19): origem, sinais, sintomas, achados, tratamento e mais – Sanar Medicina
  2. O que podemos esperar? 
  3. Posts relacionados:
  4. Coronavírus: o que é, transmissão, sintomas
  5. O que é o coronavírus?
  6. Doenças causadas pelos coronavírus
  7. Novo coronavírus (2019-nCoV)
  8. Transmissão dos coronavírus
  9. Sinais e sintomas de contágio por coronavírus
  10. Tratamento das infecções por coronavírus
  11. Prevenção contra coronavírus
  12. 9 primeiros sintomas de coronavírus (COVID-19) – com teste online
  13. Teste online de sintomas
  14. Sintomas graves de COVID-19
  15. O que fazer em caso de suspeita
  16. Como confirmar o diagnóstico
  17. Como se pega a COVID-19
  18. Variantes da COVID-19
  19. É possível pegar COVID-19 mais que uma vez?
  20. Como é feito o tratamento
  21. Quem tem maior risco de complicações
  22. Teste online: você faz parte de um grupo de risco?
  23. Coronavírus ou COVID-19?
  24. Sobre a doença
  25. Quais são os sintomas
  26. Como é transmitido
  27. Diagnóstico
  28. Como se proteger
  29. Se eu ficar doente
  30. Serviço de Saúde
  31. Coronavírus (COVID -19) perguntas e respostas: esclareça as suas dúvidas
  32. 2. A que sintomas devemos estar atentos?
  33. 3. O que o coronavírus (SARS-CoV- 2) provoca no organismo?
  34. 4. Como se transmite?
  35. 5. A COVID-19 é transmissível pelo ar ou apenas por contacto direto?
  36. 6. Qual o período de incubação?
  37. 7. Devo fazer a análise para despiste da COVID-19?
  38. 8. Qual o tratamento?
  39. 9. A taxa de mortalidade do coronavirus é maior do que o vírus da gripe?
  40. 10. Afeta apenas pessoas doentes ou também pessoas saudáveis?
  41. 11. Quem corre maior risco de ser infetado?
  42. 13. Este vírus pode ser mortal para pessoas saudáveis?
  43. 14. O sistema nacional de saúde está preparado para lidar com este vírus?
  44. 15. É transmissível de pessoas a animais domésticos e vice-versa?
  45. 17. E com a chegada do calor?
  46. 18. De que forma me posso proteger deste vírus?
  47. 19. O que é o isolamento social? O isolamento social pressupõe:
  48. 2. Quais as indicações para o uso de máscara?
  49. 1. É verdade que as crianças não são afetadas pelo coronavírus?
  50. 2. Que medidas devem as crianças adotar?

Coronavírus (COVID-19): origem, sinais, sintomas, achados, tratamento e mais – Sanar Medicina

Coronavírus (Covid-19): sintomas e tratamento

Os primeiros casos do coronavírus (Covid-19) tiveram origem no mercado de frutos do mar da cidade de Wuhan localizada na China, as primeiras ocorrências foram relatadas na virada do ano 31/12/2020 e a incidência aumentou de maneira exponencial nas primeiras semanas.

Acredita-se que o vírus Sars-CoV-2 possua como hospedeiros determinadas espécies de morcegos e o pangolim, um animal consumido como alimento exótico em algumas regiões da China.

O período de incubação varia entre 4-14 dias, sendo que ainda é cedo para afirmarmos que o vírus só é transmitido por indivíduos sintomáticos. 

A taxa transmissão do vírus é de 2,75, isso quer dizer que uma pessoa infectada transmite, em média, para outros 2,75 indivíduos.

A doença possui uma letalidade global de 3,4%, aumentando de acordo com a idade da pessoa acometida e com as comorbidades presentes.

Os pacientes portadores de doenças crônicas, que representam em torno de 25 a 50% dos pacientes infectados, apresentam maiores taxas de mortalidade, como a seguir:

– Câncer: 5,6%

– Hipertensão: 6%

– Doença respiratória crônica: 6,3%

– Diabetes: 7,3%

– Doença cardiovascular (DCV): 10,5%

Figura 1 – Pulmões de um chinês de 44 anos que morreu por conta da doença (Foto: Radiological Society of North America (RSNA)

Os relatos iniciais da infecção caracterizaram o quadro como uma pneumonia de origem desconhecida, sendo que no início muitos pacientes foram tratados para pneumonia, porém não houve sucesso com a implementação da terapia antibiótica usual.

Os primeiros casos apresentaram opacificação mal definida na radiografia de tórax, bilateral e periférica na maioria das vezes e na TC apresentou-se com um padrão em “vidro fosco” e zonas de mosaico (Figura 1).

Hoje sabemos que cerca de 59% dos pacientes apresentam alterações no exame de imagem, ou seja, exame de imagem sem alterações não é fator de exclusão. 

Figura 1 – Pulmões de um chinês de 44 anos que morreu por conta da doença (Foto: Radiological Society of North America (RSNA)

O paciente acometido pelo Covid-19 apresenta, quando sintomático, os seguintes sintomas:

Tosse: 65-80% 

Febre: 45-85% 

Dispneia: 30-40% 

Sintomas gastrointestinais: 10%

É válido citar que por ser uma doença nova ainda não sabemos ao certo todas as suas formas de apresentação.

Os casos suspeitos de Covid-19 são aqueles em que os pacientes apresentam-se com sintomas relatados acima e que tenha viajado, entrado em contato com alguém com diagnóstico confirmado ou sejam residentes de lugares com registros da doença.

O diagnóstico definitivo é realizado através da técnica de RT-PCR com uma amostra colhida da orofaringe do paciente, sendo que TODO paciente com suspeita de infecção pelo coronavírus deverá ter o seu caso notificado para o órgão sanitário responsável. 

É importante destacar que 70 a 80% dos indivíduos infectados são assintomáticos, e para aqueles pacientes com sintomas leves o indicado é que mantenham-se em isolamento residencial e o serviço de saúde só deverá ser procurado em casos em que haja dificuldade respiratória ou na vigência de comorbidades importantes.

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O tratamento indicado para a Covid-19 é meramente sintomático nos casos leves, sendo que instituições europeias como o Ministério da Saúde da França têm recomendado que fármacos como o Ibuprofeno e a Cortisona sejam evitados, dando preferência ao paracetamol e a dipirona.

Recentemente foi levantada a possibilidade de que os Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e os Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina (BRA) pudessem piorar o desfecho nos casos devido ao aumento da concentração da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2), porém a Sociedade Brasileira de Cardiologia emitiu uma nota recomendado que o seu uso não seja descontinuado e que os pacientes fossem avaliados individualmente.

Entre 10-15% dos pacientes acometidos necessitarão de um leito de terapia intensiva, sendo que o principal alerta para um mau prognóstico são os sinais de insuficiência respiratória aguda, nesse caso específico a obtenção de uma via aérea avançada não deve ser postergada, é importante lembrar que a Intubação Orotraqueal deve ser realizada com Equipamento de Proteção Individual adequado pois o procedimento possui alta capacidade de aerossolização.

Idade avançada e comorbidades associadas também são variáveis que indicam um prognóstico adverso, de todo modo, é importante que nos pacientes que evoluam para uma condição crítica que as medidas de controle não tenham a sua implementação adiada.

Os pacientes internados em Unidade De Terapia Intensiva (UTI) devem ser isolados em leitos apropriados e submetidos às medidas de vigilância padrão.

Segue abaixo um fluxograma para orientá-los em relação a instituição da oxigenioterapia:

O isolamento social é a melhor medida que podemos adotar nesse momento, como foi supracitado, o vírus possui uma alta taxa de transmissão e grande parte dos portadores são assintomáticos. Embora a taxa de mortalidade seja relativamente baixa entre os jovens e jovens adultos (0,2%), a infecção pode ser fatal nas populações de risco.

O uso de máscaras somente está indicado para pacientes infectados, sintomáticos, seus cuidadores e profissionais de saúde, sendo que máscaras que protejam contra gotículas são eficazes na maioria dos casos, exceto durante procedimentos que promovam aerossolização. Atualmente não há indicação para o uso de máscaras por pessoas saudáveis.

A lavagem constante das mãos com água e sabão e/ou uso do álcool gel/líquido a 70% é uma medida que possui grande eficácia na prevenção contra o coronavírus.

O que podemos esperar? 

Atualmente o cenário mundial é preocupante e há uma grande incerteza sobre o futuro da pandemia, o que é certo afirmar mediante o cenário atual é que devemos conter o avanço dos casos no país antes que a demanda sufoque os serviços de saúde. 

Devido a alta capacidade de transmissão é seguro informar que uma hora ou outra a maioria da população terá contato com o vírus, porém é necessário que logo nesse primeiro momento medidas individuais e coletivas sejam adotadas de forma massiva pela populaçã para que possamos controlar a epidemia antes que ela atinja o seu pico.

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Источник: https://www.sanarmed.com/coronavirus-origem-sinais-sintomas-achados-tratamentos

Coronavírus: o que é, transmissão, sintomas

Coronavírus (Covid-19): sintomas e tratamento

O coronavírus é uma família de vírus causadora de diversas infecções, inclusive em seres humanos.

No ano de 2020, uma nova cepa de coronavírus foi identificada, o novo coronavírus (2019-nCoV), que pode ser transmitido através do contato com animais e pessoas doentes.

Ele pode causar desde uma infecção leve, como um simples resfriado, até infecções graves, que podem levar a óbito.

A seguir, apresentamos quem são os coronavírus, as doenças causadas por esses vírus, suas formas de transmissão, seus sinais e sintomas, e suas formas de tratamento e prevenção, destacando o novo coronavírus (2019-nCoV), identificado no ano de 2020.

Leiatambém: Viroses – lista com as principais doenças causadas por vírus

O que é o coronavírus?

Coronavírus (CoV) é uma família de vírus conhecida desde a década de 1960, e causadora de diversos tipos de infecções respiratórias. Esses vírus recebem esse nome devido à presença de estruturas em sua superfície que lembram uma coroa.

Os coronavírus pertencem a uma família de vírus responsáveis por diversas infecções respiratórias.

Os coronavírus causam infecções que variam de resfriados comuns a síndromes mais severas, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS — do inglês, Severe Acute Respiratory Syndrome) e a infecção causada pelo novo coronavírus 2019-nCoV.

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Doenças causadas pelos coronavírus

Os coronavírus são responsáveis por causar diversas infecções, sendo muitas delas brandas, no entanto, algumas merecem destaque devido à sua gravidade. São elas:

  • SARS (do inglês, Severe Acute Respiratory Syndrome): A síndrome respiratória aguda grave é causada pelo vírus SARS-CoV e teve seus primeiros registros de casos no ano de 2002, na China. A SARS causou a morte de cerca de 800 pessoas até ser controlada, no ano de 2003.
  • MERS (do inglês, Middle East Respiratory Syndrome): A síndrome respiratória do Oriente Médio é causada pelo vírus MERS-CoV e teve seus primeiros casos notificados em setembro do ano de 2012, na Arábia Saudita. No entanto, posteriormente, foi identificado que os primeiros casos ocorreram em abril do mesmo ano, na Jordânia, e, em seguida, em outros países do Oriente Médio, bem como Europa, Ásia, América e África. Desde sua descoberta, a MERS causou 858 mortes.

Veja também: Sistema respiratório – sistema bastante prejudicado pelo coronavírus

Novo coronavírus (2019-nCoV)

No ano de 2020, uma nova cepa da família dos coronavírus foi identificada, o novo coronavírus (2019-nCoV). Isso aconteceu após o surgimento de casos de pneumonia, entre o final do ano de 2019 e início de 2020, com causas desconhecidas na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, na China.

Acredita-se que o início das infecções deu-se em um mercado de frutos do mar e animais naquela cidade. Mesmo não havendo um consenso, no entanto, acredita-se que a doença possa ter sido transmitida primeiramente ao ser humano por meio da ingestão da carne de cobras ou morcegos.

Até o dia 27 de fevereiro de 2020, já haviam sido registrados mais de 80 mil casos no mundo, com mais de 2,7 mil mortes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os casos de 2019-nCoV já superaram os casos de SARS-CoV nas primeiras semanas de surto. No Brasil, até essa data, não haviam casos confirmados.

Número de casos do novo coronavírus, identificado em 2020, superou os de SARS-CoV nas primeiras semanas de surto.

O diagnóstico dessa doença é realizado por exame clínico, levando-se em consideração o histórico do paciente, como viagem ao local de surto ou contato com doentes. Para a confirmação do diagnóstico, deve ser realizado exame laboratorial específico para coronavírus, incluindo o sequenciamento do genoma viral.

É importante destacar que os pacientes devem ser mantidos em isolamento enquanto apresentarem sinais e sintomas da doença. Os profissionais de saúde devem ter atenção especial quanto ao uso de equipamentos de segurança ao realizarem o tratamento dos doentes.

Leia também: Quanto tempo dura uma quarentena?

Transmissão dos coronavírus

Alguns coronavírus infectam animais e pessoas, assim sua transmissão pode ocorreratravés do contato com animais e contato próximo com pessoas contaminadas. A transmissão dessas infecções entre pessoas pode ocorrer pelas gotículas de secreções eliminadas pelo doente seja pela tosse, seja pelo espirro, seja por objetos contaminados.

Sinais e sintomas de contágio por coronavírus

O coronavírus pode causar pneumonia, lesões pulmonares e até o óbito do paciente.

Os coronavírus apresentam um período de incubação, assintomático, que varia entre cinco e 16 dias.

Quando causam infecçõesbrandas, seus sintomas assemelham-se aos de resfriados e gripes, como espirros, tosse, coriza e febre.

Entretanto, eles também causam infecçõesmaisseveras, como as citadas em tópico anterior, que podem desencadear pneumonia, insuficiência respiratória aguda, lesões pulmonares e até óbito.

Veja também: Diferenças entre gripe e resfriado

Tratamento das infecções por coronavírus

Não existe um tratamento para infecções causadas pelo coronavírus. Assim, o tratamento consiste em repouso, ingestão de bastante líquido e medidas para aliviar os sintomas. Em casos mais graves, deve-se incluirsuporte de terapia intensiva.

Prevenção contra coronavírus

A prevenção contra as infecções por coronavírus pode ser realizada por meio de cuidados, como:

  • Evitar contato próximo com pessoas que estejam doentes;
  • Higienizar as mãos com frequência, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de alimentar-se;
  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar, preferencialmente com lenços descartáveis, lavando as mãos em seguida;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres;
  • Manter os ambientes bem arejados;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens ou doentes;
  • Evitar viajar para locais onde esteja ocorrendo surtos dessas doenças.

Por Helivania Sardinha dos Santos

Источник: https://www.biologianet.com/doencas/coronavirus.htm

9 primeiros sintomas de coronavírus (COVID-19) – com teste online

Coronavírus (Covid-19): sintomas e tratamento

O novo coronavírus, o SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, pode causar vários sintomas diferentes que, dependendo da pessoa, podem variar desde uma simples gripe até uma pneumonia grave.

Normalmente os primeiros sintomas da COVID-19 aparecem 2 a 14 dias após uma possível exposição ao vírus, e incluem:

  1. Tosse seca e persistente;
  2. Febre acima de 38º C;
  3. Cansaço excessivo;
  4. Dor muscular generalizada;
  5. Dor de cabeça;
  6. Garganta inflamada;
  7. Coriza ou nariz entupido;
  8. Alterações do trânsito intestinal, principalmente diarreia;
  9. Perda de gosto e olfato.

Estes sintomas são semelhantes aos de uma gripe comum e, por isso, podem ser confundidos. No entanto, é comum que possam ser tratados em casa, já que representam uma infecção leve pelo vírus, mas ainda assim é preciso que a pessoa fique em isolamento durante o período de recuperação para evitar a infecção de outras pessoas.

Teste online de sintomas

Se acha que pode estar infectado, por favor, responda às seguintes perguntas para descobrir qual o seu risco e o que fazer:

Sintomas graves de COVID-19

Nos casos mais graves, os sintomas iniciais vão se agravando em pouco tempo, surgindo dificuldade para respirar, dor no peito e confusão, por exemplo. Nestes casos, a infecção é considerada grave e deve ser tratada no hospital o mais rápido possível.

Os sintomas mais graves da COVID-19 parecem surgir especialmente em pessoas com idade superior a 60 anos ou que tenham algum tipo de enfraquecimento do sistema imunológico, como pode acontecer em casos de doença autoimune, doença crônica ou transplantes. 

O que fazer em caso de suspeita

O que se deve fazer quando se suspeita de uma infecção por COVID-19 é entrar em contato com a linha “Disque Saúde” através do número 136, para saber como proceder. Outra opção é entrar em contato com a linha através do número de Whatsapp: (61) 9938-0031.

Se for aconselhado ir ao hospital ou a um posto de saúde, deve-se ter alguns cuidados no caminho entre casa e a unidade de saúde, como:

  • Utilizar máscara descartável, para proteger as outras pessoas da tosse e de espirro que podem espalhar o vírus;
  • Cobrir o nariz e a boca para espirrar ou tossir, utilizando um lenço descartável e descartando após cada utilização;
  • Lavar as mãos antes de sair de casa e logo que chegar ao hospital;
  • Evitar o contato direto com outras pessoas, através do toque, beijos ou abraços;
  • Evitar utilizar o transporte público para chegar ao hospital e/ou serviço de saúde.

Uma vez no hospital ou serviço de saúde é importante manter alguma distância das outras pessoas, especialmente nas salas de espera, já que isso permite atrasar a transmissão do vírus.

Além disso, é importante avisar todas as pessoas que estiveram em contato próximo nos últimos 14 dias, como familiares e amigos, sobre a suspeita, para que essas pessoas possam ficar atentas ao surgimento de sintomas.

Confira todos os cuidados importantes para evitar a transmissão da COVID-19.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da COVID-19 é iniciado pelo médico por meio da avaliação dos sintomas e do histórico de contatos da pessoa.

No entanto, o diagnóstico só pode ser confirmado após um teste de COVID-19 com as secreções respiratórias ou um exame de sangue para confirmar que realmente se trata de uma infecção pelo novo coronavírus ou não.

Dependendo do tipo de exame, os resultados poderão demorar horas ou dias dependendo do laboratório em que é realizado. Saiba mais sobre o teste de COVID-19.

Como se pega a COVID-19

A transmissão do coronavírus acontece principalmente por meio da inalação de gotículas liberadas no ar ao tossir ou ao espirrar. No entanto, também é possível pegar COVID-19 quando se entra em contato com uma superfície infectada e depois se passa a mão no rosto, especialmente nas mucosas dos olhos, nariz ou boca.

Além disso, alguns estudos também parecem indicar que o novo coronavírus também pode ser transmitido por via fecal-oral, já que o vírus também pode ser excretado nas fezes. Conheça as principais formas de transmissão da COVID-19.

Variantes da COVID-19

Por ser um vírus de RNA, é possível que o SARS-CoV-2, que é o vírus responsável pela COVID-19, sofra várias mutações ao longo do tempo, dando origem às variantes. Uma nova variante identificada do vírus é atualmente conhecida como B.1.1.7, ou popularmente como variante do Reino Unido, em que foram identificadas 17 mutações ao mesmo tempo.

Foi verificado por pesquisadores que essas mutações garantiram ao vírus maior capacidade de transmissibilidade e infecção, isso porque cerca de 8 mutações estavam relacionadas com o gene que codifica a proteína presente na superfície do vírus, que é responsável por ligar-se às células humanas, favorecendo a entrada do vírus na célula e resultando na infecção.

Além disso, foi também verificada que uma das mutações promovia o aumento da força de ligação entre as proteínas de superfície do vírus e das células humanas, o que tornaria a eliminação do vírus antes da entrada nas células mais difícil.

Além da variante do Reino Unido, foram também identificadas variantes do SARS-CoV-2 na África do Sul, a variante 1.351, e no Brasil, a variante P.1, que, assim como a outra variante, têm maior capacidade de transmissibilidade. Além disso, a variante P.1 apresenta mutações adicionais que podem interferir na sua capacidade de ser reconhecido por anticorpos.

Outra variante também identificada foi a variante de Nova York, denominada B.1526, que também poderia ter maior capacidade de transmissão, no entanto os estudos que relataram a circulação dessa nova variante ainda não foram publicados em revistas científicas.

Apesar da maior capacidade de transmissão, até o momento não existem evidências científicas que essas variantes possam estar relacionados com casos mais graves de COVID-19, sendo necessários mais estudos que permitam entender melhor o comportamento dessa nova estirpe de vírus e se é necessária a adoção de novas medidas de prevenção.

É possível pegar COVID-19 mais que uma vez?

Existem casos relatados de pessoas que ficaram infectadas por COVID-19 mais que uma vez, no entanto, e de acordo com o CDC[1], o risco de pegar novamente o vírus após uma infecção anterior é reduzido, principalmente nos primeiros 90 dias após a infecção, já que o corpo desenvolve imunidade natural durante esse período.

Em qualquer caso, o ideal é manter todos os cuidados necessários para evitar uma nova infecção, como utilizar máscara de proteção individual, lavar frequentemente as mãos e manter o distanciamento social.

Como é feito o tratamento

Não existe um tratamento específico para a COVID-19, sendo apenas recomendadas medidas de suporte, como hidratação, repouso e alimentação leve e equilibrada. Além disso, também estão indicados os remédios para febre e analgésicos, como o Paracetamol, desde que usados sob supervisão do médico, para aliviar os sintomas e facilitar a recuperação.

Alguns estudos estão sendo realizados com o objetivo de testar a eficácia de vários medicamentos antivirais para eliminar o vírus mas até ao momento nenhum medicamento apresenta evidência científica validada por órgãos responsáveis pela liberação de novos protocolos terapêuticos. Veja mais sobre os remédios sendo testados para a COVID-19.

Nos casos mais graves, a pessoa infectada pode ainda desenvolver uma pneumonia viral, com sintomas como intensa pressão no peito, febre alta e falta de ar. Nesses casos, é recomendado o internamento no hospital, para receber oxigênio e ficar sob vigilância contínua dos sinais vitais.

Quem tem maior risco de complicações

O risco de complicações graves por COVID-19, como a pneumonia, parece ser maior em pessoas acima dos 60 anos e todas as que possuam o sistema imune enfraquecido. Dessa forma, além dos idosos, também fazem parte do grupo de risco:

  • Pessoas com doenças crônicas, como câncer, diabetes, insuficiência renal ou doenças cardíacas;
  • Pessoas com doenças autoimunes, como lúpus ou esclerose múltipla;
  • Pessoas com infecções que afetam o sistema imune, como o HIV;
  • Pessoas que estejam fazendo tratamento contra o câncer, especialmente quimioterapia;
  • Pessoas que tenham feito uma cirurgia recente, principalmente transplantes;
  • Pessoas que estejam fazendo tratamento com imunossupressores.

Além disso, pessoas com obesidade (IMC acima de 30) têm também maior risco de desenvolver complicações graves, isso porque o excesso de peso faz com que o pulmão tenha que trabalhar mais para que o corpo seja oxigenado corretamente, o que também influencia na atividade do coração. É comum também que associado à obesidade existam outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, tornando o corpo susceptível ao desenvolvimento de complicações.

Teste online: você faz parte de um grupo de risco?

Para saber se faz parte de um grupo de risco para a COVID-19, responda a este teste rápido:

Estar no grupo de risco não significa que existem maiores chances de pegar a doença, mas que existe um risco aumentado de se desenvolver complicações graves que possam colocar a vida em perigo. Desta forma, durante períodos de epidemia ou pandemia, estas pessoas devem, sempre que possível, fazer auto-isolamento ou distanciamento social para diminuir as chances de pegar a doença.

Coronavírus ou COVID-19?

“Coronavírus” é na verdade o nome dado a um grupo de vírus pertencentes à mesma família, a Coronaviridae, que são responsáveis por infecções respiratórias que podem ser leves ou bastante graves dependendo do coronavírus responsável pela infecção.

Até ao momento, são conhecidos 7 tipos de coronavírus que podem afetar humanos:

  1. SARS-CoV-2 (coronavírus da China);
  2. 229E;
  3. NL63;
  4. OC43;
  5. HKU1;
  6. SARS-CoV;
  7. MERS-CoV.

O novo coronavírus é na realidade conhecido na comunidade científica como SARS-CoV-2 e a infecção causada pelo vírus é que é a COVID-19. Outras doenças conhecidas e causadas por outros tipos de coronavírus são, por exemplo, a SARS e a MERS, responsáveis pela Síndrome Respiratória Aguda Grave e pela Síndrome Respiratória do Oriente Médio, respectivamente.

Источник: https://www.tuasaude.com/coronavirus/

Sobre a doença

Coronavírus (Covid-19): sintomas e tratamento

Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos.

Raramente, os coronavírus que infectam animais podem infectar pessoas, como exemplo do MERS-CoV e SARS-CoV.

Recentemente, em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a COVID-19, sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa.

A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com COVID-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (poucos sintomas), e aproximadamente 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório.

Quais são os sintomas

Os sintomas da COVID-19 podem variar de um resfriado, a uma Síndrome Gripal-SG (presença de um quadro respiratório agudo, caracterizado por, pelo menos dois dos seguintes sintomas: sensação febril ou febre associada a dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza) até uma pneumonia severa. Sendo os sintomas mais comuns:

  • Tosse
  • Febre
  • Coriza
  • Dor de garganta
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de olfato (anosmia)
  • Alteração do paladar (ageusia)
  • Distúrbios gastrintestinais (náuseas/vômitos/diarreia)
  • Cansaço (astenia)
  • Diminuição do apetite (hiporexia)
  • Dispnéia ( falta de ar)

Como é transmitido

A transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de:

  • Toque do aperto de mão contaminadas;
  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, talheres, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc.

Diagnóstico

O diagnóstico da COVID-19 pode ser realizado a partir de critérios como:

1 – O DIAGNÓSTICOCLÍNICO é realizado pelo médico atendente, que deve avaliar a possibilidade da doença, principalmente, em pacientes com a associação dos seguintes sinais e sintomas:

  • Febre, que pode estar presente no momento do exame clínico ou referida pelo paciente (sensação febril) de ocorrência recente.
  • Sintomas do trato respiratório (por exemplo, tosse, dispneia, coriza, dor de garganta)
  •  Outros sintomas consistentes incluindo, mialgias, distúrbios gastrointestinais (diarreia/náuseas/vômitos), perda ou diminuição do olfato (anosmia) ou perda ou diminuição do paladar (ageusia).

Emcrianças, além dos itens anteriores, considera-se também a obstrução nasal, a desidratação e a  falta de apetite (inapetência), na ausência de outro diagnóstico específico.

Em idosos, deve-se considerar também, critérios específicos de agravamento como: síncope (desmaio ou perda temporária de consciência), confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e falta de apetite (inapetência).

O diagnóstico clínico da doença, também deve ser considerado em pacientes com doença grave do trato respiratório inferior sem causa clara, como é o caso de pacientes que se apresentem em Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Nesta síndrome o indivíduo apresenta-se em franca dispneia/desconforto respiratório/dificuldade para respirar com saturação de oxigênio (O2) menor do que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto (cianose) ou queixa de pressão persistente no tórax.

Em crianças, a SRAG apresenta-se com os sinais e sintomas anteriores, devendo ser observados sinais característicos de esforço respiratório, tais como,  os batimentos de asa de nariz, tiragem intercostal, e, por fim, alteração na coloração das extremidades que ficam azuladas (cianose).

2 – O DIAGNÓSTICOCLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO é realizado pelo médico atendente no qual considera-se:

  • casos de paciente com a associação dos sinais e sintomas supracitados ou SRAG MAIS histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 14 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

3 – DIAGNÓSTICO CLÍNICO-IMAGEM:

  • caso de sintomas respiratório mais febre ou SRAG ou óbito por SRAG que não foi possível confirmar ou descartar por critério laboratorial E que apresente alterações tomográficas.

4 – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL – Caso o paciente apresente os sintomas respiratórios mais febre ou SRAG. O profissional de saúde poderá solicitar os seguintes exames laboratoriais:

  • De biologia molecular, (RT-PCR em tempo real) que diagnostica tanto a COVID-19, a Influenza ou a presença de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) normalmente atéo oitavo dia de início de sintomas.
  • Imunológico, que detecta, ou não, a presença de anticorpos em amostras coletadas a partir do oitavo dia de início dos sintomas. Sendo eles:
  • Ensaio imunoenzimático (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay – ELISA);
  • Imunocromatografia (teste rápido) para detecção de anticorpos;
  • Imunoensaio por Eletroquimioluminescência (ECLIA).
  • Pesquisa de antígenos: resultado reagente para SARS-CoV-2 pelo método de Imunocromatografia para detecção de antígeno.

5 – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL EM INDIVÍDUO ASSINTOMÁTICO (pessoa sem sintomas) que realizou:

  • Exame de Biologia Molecular com resultado DETECTÁVEL para SARS-CoV-2 realizado pelo método RT-PCR em tempo real.
  • Exame de Imunológico com resultado REAGENTE para IgM e/ou IgA realizado pelos seguintes métodos:  Ensaio imunoenzimático (ELISA) e Imunocromatografia (teste rápido) para detecção de anticorpos.

Como se proteger

As recomendações de prevenção à COVID-19 são as seguintes:

  • Lave com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienize com álcool em gel 70%. Essa frequência deve ser ampliada quando estiver em algum ambiente público (ambientes de trabalho, prédios e instalações comerciais, etc), quando utilizar estrutura de transporte público ou tocar superfícies e objetos de uso compartilhado.
  • Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço ou com a parte interna do cotovelo. Não tocar olhos, nariz, boca ou a máscara de proteção fácil com as mãos não higienizadas.Se tocar olhos, nariz, boca ou a máscara, higienize sempre as mãos como já indicado.
  • Mantenha distância mínima de 1 (um) metro entre pessoas em lugares públicos e de convívio social. Evite abraços, beijos e apertos de mãos. Adote um comportamento amigável sem contato físico, mas sempre com um sorriso no rosto.
  • Higienize com frequência o celular, brinquedos das crianças e outro objetos que são utilizados com frequência.
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal como talheres, toalhas, pratos e copos.
  • Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados.
  • Se estiver doente, evite contato próximo com outras pessoas, principalmente idosos e doentes crônicos, busque orientação pelos canais on-line disponibilizados pelo SUS ou atendimento nos serviços de saúde e siga as recomendações do profissional de saúde.
  • Durma bem e tenha uma alimentação saudável.
  • Recomenda-se a utilização de máscaras em todos os ambientes.  As máscaras de tecido (caseiras/artesanais), não são Equipamentos de Proteção Individual (EPI), mas podem funcionar como uma barreira física, em especial contra a saída de gotículas potencialmente contaminadas.

Veja aqui como confeccionar e usar a máscara caseira.

Estimule familiares, amigos e colegas de trabalho sobre a importância do uso de máscara e da higienização das mãos na prevenção da disseminação do vírus causador da doença COVID-19.

Dicas para viajantes:

Caso você precise viajar, avalie a real necessidade. Se for inevitável viajar, previna-se e siga as orientações das autoridades de saúde locais.
Ao voltar de viagens internacionais ou locais recomenda-se:

  • Reforçar os hábitos de higiene e proteção como a utilização de máscara, higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel 70 %.
  • Caso apresente sintomas de gripe, busque atendimento nos serviços de saúde, e evite contato com outras pessoas

Se eu ficar doente

Se estiver doente, com sintomas compatíveis com a COVID-19, tais como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar, evite contato físico com outras pessoas, incluindo os familiares, principalmente, idosos e doentes crônicos, Procure imediatamente os postos de triagem nas Unidades Básicas de Saúde / UPAS ou outras unidades de saúde.

Após encaminhamento consulte-se com o médico. Uma vez diagnosticado pelo médico, receba as orientações e prescrição dos medicamentos que você deverá usar. O médico poderá solicitar exames complementares. Inicie o tratamento prescrito imediatamente. Mantenha seu médico sempre informado da evolução dos sintomas durante o tratamento e siga suas recomendações.

Utilize máscara o tempo todo. Se for preciso cozinhar, use máscara de proteção, cobrindo boca e nariz todo o tempo.

Depois de usar o banheiro, nunca deixe de lavar as mãos com água e sabão e sempre limpe vaso mantendo a tampa fechada, pia e demais superfícies com álcool, água sanitária ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa –  para desinfecção do ambiente. Separe toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos apenas para seu uso.

O lixo produzido precisa ser separado e descartado. Evite compartilhar sofás e cadeiras e realize limpeza e desinfecção frequente com água sanitária ou álcool 70% ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

Mantenha a janela aberta para circulação de ar do ambiente usado para isolamento e a porta fechada, limpe a maçaneta frequentemente com álcool 70%, água sanitária, ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

Caso o paciente não more sozinho, recomenda-se que os demais moradores da residência durmam em outro cômodo, seguindo também as seguintes recomendações:

  • Mantenha a distância mínima de 1 metro entre a pessoa infectada e os demais moradores.
  • Limpe os móveis da casa frequentemente com água sanitária, álcool 70% ou outro produto recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.
  • Se uma pessoa da casa tiver diagnóstico positivo, todos os moradores devem ficar em distanciamento conforme orientação médica.

Serviço de Saúde

Procure um serviço de saúde caso apresente sintomas de síndrome gripal.

Источник: https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca

Coronavírus (COVID -19) perguntas e respostas: esclareça as suas dúvidas

Coronavírus (Covid-19): sintomas e tratamento

Os coronavírus são uma família de vírus conhecidos por causar doença no ser humano. A infeção pode ser semelhante a uma gripe comum ou apresentar-se como uma doença mais grave, como pneumonia. O COVID-19, foi identificado pela primeira vez em humanos, em dezembro de 2019 na China, em Wuhan.

2. A que sintomas devemos estar atentos?

As pessoas infetadas podem apresentar sinais e sintomas de infeção respiratória aguda como febre, tosse e dificuldade respiratória. Em casos mais graves pode levar a pneumonia com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e/ou eventual morte.

3. O que o coronavírus (SARS-CoV- 2) provoca no organismo?

  • A porta de entrada do vírus no nosso corpo é por meio dos olhos, boca ou nariz, ligando-se às células da mucosa do fundo do nariz e da garganta.
  • O coronavírus é principalmente um vírus respiratório e por isso começa por infetar a garganta.
  • Para se replicar, o coronavírus precisa de ocupar uma célula do organismo de pessoa infetada.
  • Graças às proteínas do seu revestimento, o coronavírus vai atravessar a membrana dessas células.
  • Uma vez dentro das células, à semelhança dos outros vírus, ele começa a replicar-se criando muitos mais vírus.
  • Quando as cópias estão prontas, elas destroem a célula onde se originaram, ficam livres e começam a infetar outras células.

    Cada vírus pode replicar-se entre 10 mil e 100 mil cópias

  • Quando isto ocorre, o organismo da pessoa infetada percebe que o vírus está presente e começa a produzir uma resposta inflamatória para tentar combatê-lo e é por isso que começamos a sentir dores de garganta e tosse seca.
  • De seguida, o vírus entra nos brônquios, causando irritação e aumentando a tosse.

    Em resultado, a resposta inflamatória aumenta para combater o vírus, surgindo a febre.

  • Quando o vírus atinge os alvéolos pulmonares, a situação clínica agrava-se, podendo levar ao aparecimento da pneumonia.

    Quando alguma parte do tecido pulmonar está afetado, começa a dificuldade respiratória, o que leva a que o organismo não receba oxigénio suficiente, necessitando de vigilância em internamento com eventual indicação para ventilação assistida.

4. Como se transmite?

A COVID-19 transmite-se por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados. Esta doença transmite-se através de gotículas libertadas pelo nariz ou boca quando tossimos ou espirramos, que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo.

As gotículas podem depositar-se nos objetos ou superfícies que rodeiam a pessoa infetada. Por sua vez, outras pessoas podem infetar-se ao tocar nestes objetos ou superfícies e depois tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos.

5. A COVID-19 é transmissível pelo ar ou apenas por contacto direto?

Considera-se que a doença COVID-19 pode transmitir-se por gotículas respiratórias (partículas superiores a 5 micra); contacto direto com secreções infecciosas e por aerossóis em procedimentos terapêuticos que os produzem (inferiores a 1 mícron).

6. Qual o período de incubação?

O período de incubação ainda se encontra sob investigação.

7. Devo fazer a análise para despiste da COVID-19?

Se estiver com febre, tosse ou dificuldade respiratória e tiver estado em contacto com uma pessoa infetada com COVID-19, ou tiver regressado recentemente de uma área afetada, deve ligar para o SNS24 (808 24 24 24). Após este contacto e validação da história clínica, os profissionais de saúde irão determinar se é necessário fazer a análise para covid-19 (orientações DGS).

8. Qual o tratamento?

O tratamento para a infeção por este novo coronavírus é dirigido aos sinais e sintomas que os doentes apresentam, não existindo de momento uma terapêutica específica. Nos casos leves ou no início da infeção, o coronavírus provoca sintomas parecidos com os da gripe — dores musculares e de cabeça, febre e secreção nasal.

Nestes casos, são habitualmente administrados antipiréticos. Nalguns casos, têm vindo a ser testados vários fármacos (ou combinações): • Na cidade chinesa de Wuhan, testou-se uma combinação de fármacos antivirais usados no HIV (Ritonavir e Lopinavir).

• No Centro Médico da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, foi anunciado no fim de fevereiro que estavam a testar clinicamente a eficácia do antiviral Remdesivir, que foi usado no passado para tratar a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e a MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente), também provocada por um tipo de coronavírus e que teve um surto em 2012. • Outras Centros Clínicos estão a testar a Cloroquina, um medicamento também usado contra a malária e em doenças auto-imunes

9. A taxa de mortalidade do coronavirus é maior do que o vírus da gripe?

Segundo os últimos dados, a taxa estimada global de mortalidade do coronavírus  ronda os 3.4%, sendo que a taxa de mortalidade global da gripe sazonal é de 0.1%.

10. Afeta apenas pessoas doentes ou também pessoas saudáveis?

Este vírus afeta pessoas doentes, mas também pessoas saudáveis.

11. Quem corre maior risco de ser infetado?

Os grupos que apresentam maior risco de serem infetados são pessoas que estão em contacto direto com os doentes infetados com COVID-19 (profissionais de saúde); do ponto de vista da severidade, as pessoas com idade mais avançada e com doenças crónicas, também apresentam maior risco de serem infetadas.

13. Este vírus pode ser mortal para pessoas saudáveis?

Sim, este vírus pode ser mortal para pessoas saudáveis.

14. O sistema nacional de saúde está preparado para lidar com este vírus?

De acordo com as indicações da Direção Geral de Saúde, sim, o Sistema Nacional está preparado para lidar com esta situação.

15. É transmissível de pessoas a animais domésticos e vice-versa?

De acordo com informação da Organização Mundial da Saúde (OMS), não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães e gatos, tenham sido infetados e que, consequentemente, possam transmitir a COVID-19, até ao momento.

17. E com a chegada do calor?

A chegada da primavera e do calor pode ser benéfica pois este vírus propaga-se mais facilmente em ambientes frios. O que se espera é que com o calor o número de casos diminua, mas é apenas uma expetativa porque o vírus está ainda em mutação.  

18. De que forma me posso proteger deste vírus?

Nas áreas afetadas a Organização Mundial de Saúde recomenda as seguintes medidas:

  • Evite contacto próximo com pessoas que aparentam sofrer de patologia respiratória infeciosa;
  • Lave frequentemente as mãos;
  • Evite contacto desprotegido com animais selvagens ou de quinta;
  • Tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir com um lenço de papel (deitando o lenço logo de seguida para o lixo) ou com o braço e nunca com as mãos. Lave as mãos sempre que se assoar, espirra ou tossir.

19. O que é o isolamento social? O isolamento social pressupõe:

Caso seja colocado numa situação de isolamento social deve permanecer em casa e evitar ao máximo ocontacto com outras pessoas e cumprir totalmente o tempo estipulado pelas autoridades de saúde.

  • ausência de contacto social ou familiar;
  • ausência de envolvimento na comunidade ou com o mundo exterior;
  • manter-se no domicílio, só saindo em situações de extrema necessidade.

Quanto mais resguardado estiver, mais protegido ficará e estará a dar mais proteção à sua família. Este é um problema de saúde pública e o nosso comportamento individual, afeta a todos, pelo que, mais que nunca, devemos estar focados na comunidade e não abandonar o isolamento.

MÁSCARAS

As máscaras não têm um especial efeito de proteção neste cenário e não está provado que seja uma medida eficaz. Pessoas saudáveis não devem usar mascaras. 

2. Quais as indicações para o uso de máscara?

As indicações para o uso de máscara em Portugal, são:

  1. Pessoas com sintomas de infeção respiratória (tosse ou espirro);
  2. Suspeitos de infeção por coronavírus;
  3. Pessoas que prestem cuidados a suspeitos de infeção por coronavírus.

1. É verdade que as crianças não são afetadas pelo coronavírus?

Não. Mas a doença aparenta ser de menor gravidade, não tendo sido registados nenhum caso de mortalidade até aos 10 anos (até agora).

2. Que medidas devem as crianças adotar?

As crianças devem adotar as mesmas medidas vigilantes:

  • Tossir e espirrar para o cotovelo, impedindo a propagação;
  • Usar um lenço descartável;
  • Lavar as mãos durante 20 segundos (cantar os “parabéns a você” durante a lavagem é uma boa sugestão), ou em alternativa usar o gel desinfetante.

Aliás, estes cuidados devem ser adotados, de forma continua, ao longo da vida.

Источник: https://advancecare.pt/para-si/blog/artigos/coronavirus-covid-19-perguntas-e-respostas-esclareca-as-suas-duvidas

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