CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news

Contents
  1. É tudo mentira? Entenda o risco das fake news na saúde
  2. 1. O coronavírus é um vírus maior que o normal, por isso qualquer máscara impede a transmissão?
  3. 2. O coronavírus pode ser curado com o coquetel contra HIV?
  4. 3. A Organização Mundial da Saúde passou a recomendar o uso de hidroxicloroquina para combater a Covid-19?
  5. 4. Isolamento social é ineficaz e 80% da população é imune?
  6. 5. A vacinação não é segura?
  7. 6. Determinados alimentos têm o poder de evitar a Covid-19?
  8. Como se defender da pandemia de fake news na saúde?
  9. CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news
  10. Mentiras e Fake news sobre a Covid-19
  11. O Covid-19 é só uma gripezinha » Falso
  12. Isolamento vertical é melhor que isolamento horizontal para combater a pandemia » Falso
  13. Referências
  14. Infodemia: a enxurrada de notícias falsas sobre o Coronavírus na internet
  15. Notícias falsas sobre o Coronavírus na internet
  16. Estudos inconclusivos divulgados como consenso científico
  17. Eficiência da cloroquina e hidroxicloroquina
  18. Fumantes correm menos risco de se infectar
  19. Coronavírus transmitido para os pets
  20. Como e onde surgiu a doença?
  21. Como ele é espalhado?
  22. Como evitar a disseminação?
  23. Medicamento e vacina
  24. Como identificar informações falsas e imprecisas na internet sobre o Coronavirus
  25. Fake News: quais os riscos das notícias falsas em tempos de Covid‑19
  26. Como a desinformação ameaça a saúde das pessoas
  27. O que podemos fazer para reduzir o impacto das notícias falsas?
  28. O caminho a seguir contra as notícias falsas
  29. Veja 10 verdades e 10 mentiras sobre a epidemia do novo coronavírus
  30. Boataria preocupa
  31. Veja as principais 10 mentiras e 10 verdades sobre o novo coronavírus:
  32. Fiocruz distribui 30 mil testes
  33. Coronavírus: no Dia da Mentira, nada melhor do que desmascarar fake news sobre a pandemia
  34. Álcool em gel caseiro
  35. Vacina israelense e cubana
  36. Holanda não fez quarentena
  37. Cloroquina é cura
  38. Gargarejo milagroso
  39. Fontes oficiais

É tudo mentira? Entenda o risco das fake news na saúde

CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news

A divulgação de notícias falsas, ou fake news, coloca em risco a seriedade das ações na área de saúde; veja como combater a desinformação!

Fazer gargarejos com água morna ou ingerir chá de alho pode reduzir as contaminações por coronavírus? A Covid-19 pode ser transmitida por plástico bolha ou por antenas 5G? Usar vinagre no lugar do álcool em gel é mais eficiente para higienizar as mãos? Essas são apenas algumas das fake news na saúde, que causam desinformação e confusão na divulgação do trabalho sério de combate à doença. 

O que tem de informação falsa (e irresponsável) circulando na internet, no WhatsApp e até mesmo em conversas entre amigos e familiares não é brincadeira! O grande problema é que boa parte das pessoas não sabe como identificar o que é real e o que não tem sentido algum.

Apesar de os exemplos listados parecerem bastante estranhos e, justamente em razão disso, serem relativamente fáceis de identificar, outras tantas notícias acabam sendo disseminadas entre as pessoas e causam não somente alarde, mas também dificuldades no combate à doença.

 

Aliás, em inúmeros casos, a propagação de notícias falsas se transforma em um verdadeiro desserviço, comprometendo, inclusive, o trabalho sério dos profissionais de saúde. Por isso, o Ministério da Saúde (MS) criou uma página específica para esclarecer a população acerca das principais fake news sobre a disseminação e riscos da Covid-19. 

Além do MS, outras entidades, como os Médicos sem Fronteiras, a Fiocruz, a Agência Lupa e algumas redes hospitalares também estão investindo em campanhas para esclarecer a população e evitar que as fake news na saúde comprometam o tratamento adequado da doença. 

Quer conferir as seis principais mentiras (e esclarecimentos feitos pelas entidades) sobre a Covid-19? Então, continue a leitura de nosso post!

1. O coronavírus é um vírus maior que o normal, por isso qualquer máscara impede a transmissão?

Mentira! O vírus não tem tamanho distinto e a máscara protege quem a utiliza, sobretudo em locais com maior aglomeração de pessoas, como transportes coletivos, elevadores, entre outros.

2. O coronavírus pode ser curado com o coquetel contra HIV?

Não. Os primeiros testes do uso de medicamentos contra HIV foram animadores. Novos estudos, porém, mostraram que não houve resultados significativos. 

3. A Organização Mundial da Saúde passou a recomendar o uso de hidroxicloroquina para combater a Covid-19?

Fake. Apesar das notícias que circularam recentemente, a OMS deixou claro que “não houve mudanças no entendimento sobre a inadequação destes medicamentos para a Covid-19”.

A entidade destaca que “todo país é soberano para decidir sobre seus protocolos clínicos de uso de medicamentos.

Embora a hidroxicloroquina e a cloroquina sejam produtos licenciados para o tratamento de outras doenças – respectivamente, doenças autoimunes e malária –, não há evidência científica até o momento de que eles sejam eficazes e seguros no tratamento da Covid-19”. 

4. Isolamento social é ineficaz e 80% da população é imune?

Mais uma notícia falsa. Sua origem seria uma entrevista com um pesquisador conhecido da University College London, Karl Friston. Ele, no entanto, negou ter sido o autor das declarações ou de qualquer pesquisa. “Estão afirmando nas redes sociais que eu disse que 80% da população mundial é imune à Covid-19 e que, portanto, o bloqueio era inútil. Mas isso é falso”, disse.

5. A vacinação não é segura?

Totalmente fake.

Embora ainda não exista uma vacina capaz de imunizar as pessoas contra o novo coronavírus, as notícias sobre a falta de segurança na vacinação, que remetem a temas absurdos, como o uso de células de fetos abortados ou a possibilidade de implantação de chips em seres humanos, são um grande desserviço à cura da doença e um desrespeito para os médicos e pesquisadores envolvidos no tema. 

6. Determinados alimentos têm o poder de evitar a Covid-19?

Não. Embora a alimentação saudável de fato promova melhorias na imunidade e na saúde em geral, não há comprovação de que o uso de certos alimentos possa conter ou evitar a doença. Isso vale para alimentos em geral e também para os suplementos vitamínicos. 

Como se defender da pandemia de fake news na saúde?

Em determinados casos, pelo absurdo das informações compartilhadas, deve prevalecer o bom-senso. Mas, se a notícia for enviada por uma pessoa de sua confiança e você tiver dúvidas o que fazer?

A melhor opção é buscar fontes oficiais que possam atestar a veracidade (ou não) da informação. O Ministério da Saúde e a Fiocruz, por exemplo, são boas opções. Em caso de dúvida, vale a pena consultar seu médico de confiança ou, ao menos, chegar na busca do google a suposta informação. Afinal, não é porque ela está nas redes sociais que é verdade, certo?

Источник: https://minhasaude.proteste.org.br/e-tudo-mentira-entenda-o-risco-das-fake-news-na-saude/

CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news

CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news

A Covid-19 é a doença provocada por uma nova cepa de Coronavírus, chamada Sars-Cov-2. Desde o seu surgimento no final do ano 2019, na China, o vírus já contaminou mais de 780 mil pessoas e provocou a morte de mais de 37 mil (dados de 31 de Março de 2020).

Já explicamos o que são os Coronavírus, quais são os sintomas e as formas de transmissão no artigo: Informações sobre o Coronavírus (Covid-19).

Neste artigo vamos apenas rebater as principais mentiras que têm sido propagadas sobre a pandemia. Pretendemos atualizar esse texto com frequência, conforme novas informações erradas forem sendo divulgadas.

Mentiras e Fake news sobre a Covid-19

No momento em que vivemos a maior crise de saúde pública dos últimos 100 anos, o acesso a informações corretas e cientificamente embasadas é vital, porque pode significar milhares de vidas salvas.

As campanhas de desinformação e a propagação das fake news chegaram a um ponto tão absurdo, que em vários países até órgãos governamentais e membros do executivo colaboram para desinformar a população, sugerindo medidas sem nenhum embasamento científico, que muitas vezes são opostas àquelas que as sociedades médicas e até a Organização Mundial de Saúde pregam.

Neste artigo eu selecionei as principais fake news, mentiras e informações sem embasamento científico que pude encontrar circulando pelas redes sociais e em alguns veículos de imprensa.

Falso. Não há evidências de que a hidroxicloroquina ou a cloroquina sejam eficazes no tratamento da Covid-19.

Apesar de ter ficado em evidência após ter sido anunciada como tratamento eficaz para o Coronavírus pelo presidente Donald Trump e depois pelo presidente Jair Bolsonaro, a hidroxicloroquina já vinha sendo utilizada por médicos desde o início da epidemia na China, porque alguns pequenos estudos mostravam benefício. Brasil, EUA, Itália, Espanha, Portugal, França e vários outros países já usavam a hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 muito antes dela ficar famosa nos jornais e nas redes sociais.

Não sabemos se há real benefício, pois os estudos maiores ainda estão em andamento, mas podemos dizer com certeza que o fármaco não é a cura para a pandemia, pois grande parte dos mais de 30 mil pacientes falecidos pela infecção foram tratados com essa medicação enquanto estiveram internados.

A hidroxicloroquina é um fármaco bem antigo, utilizado há décadas no tratamento da malária e das artrites provocadas pelo lúpus e pela artrite reumatoide. Na gripe espanhola de 1918, os sais de quinino, que dão origem a hidroxicloroquina, já eram utilizados como possível forma de tratamento. Não há, portanto, novidade nenhuma nesse medicamento.

É importante destacar que mesmo que os estudos em andamento venham a comprovar algum benefício, o uso da hidroxicloroquina deverá ser feito com muito critério, pois o medicamento é bastante tóxico e dificilmente a população leiga saberá como e quando administrar o fármaco de forma segura.

O Covid-19 é só uma gripezinha » Falso

Falso. A Covid-19 tem taxas de mortalidade e de contágio bem superiores às da gripe comum.

A gripe comum, provocada pelo vírus Influenza, tem uma taxa de mortalidade ao redor de 0,05 a 0,1% e uma taxa de transmissão (R0)* ao redor de 1,3. Já o Sars-Cov-2 apresenta taxa de mortalidade entre 2 a 8% e sua R0 é de 2 a 3.

* R0 é um termo matemático que indica o quão contagiosa é uma doença infecciosa. R0 = 1 significa que cada contaminado, em média, transmite a infecção para uma outra pessoa. Um R0 = 2 significa que cada contaminado, em média, transmite a infecção para outras 2 pessoas. Portanto:

  • Se R0 for menor que 1, cada infecção existente causa menos de uma nova infecção. Nesse caso, a doença tende a desaparecer.
  • Se R0 for igual a 1, cada infecção existente causa uma nova infecção. A doença permanecerá viva e estável, mas não haverá um surto ou uma epidemia.
  • Se R0 for maior que 1, cada infecção existente causará mais de uma nova infecção. A doença se espalhará entre as pessoas e pode haver um surto ou epidemia.

Quanto maior for o R0, mas contagiosa e mais difícil de controlar é a doença.

A gripe espanhola, a epidemia de gripe que infectou mais de 500 milhões de pessoas no inicio do século XX, tinha R0 = 1,8. Portanto, mesmo a gripe espanhola era menos contagiosa que o novo Coronavírus.

Isolamento vertical é melhor que isolamento horizontal para combater a pandemia » Falso

Falso. O isolamento vertical não é uma estratégia baseada em estudos ou evidências científicas.

Diante da ameaça do Covid-19, boa parte dos governos adotou estratégias de restrição de contato social entre os seus cidadãos, alguns de forma mais agressiva, outros de forma mais tolerante.

Inspirados pelo modelo adotado pela China e nas grandes epidemias do passado, o isolamento horizontal foi o modelo utilizado por quase todos os países afetados pelo novo Coronavírus.

Isolamento horizontal é aquele em que todos os cidadãos do país devem manter distanciamento social, permanecendo em casa e isolado de outras pessoas o máximo de tempo possível. O indivíduo só deve sair para comprar comida ou remédios ou para trabalhar em áreas de essenciais, como saúde e segurança, por exemplo.

Já o isolamento vertical prega que o distanciamento social só deve ser aplicado aos indivíduos que fazem parte do grupo de risco, como idosos e portadores de doenças crônicas.

O problema é que não existem estudos que corroborem a eficácia do isolamento vertical. Pelo contrário, todos os estudos mostram que essa estratégia não é eficaz a longo prazo e provoca mais mortes e mais perdas econômicas.

Falso, todos os produtos higiênicos à base de álcool com concentração acima de 60% são eficazes.

O álcool é um produto altamente eficaz para matar diferentes tipos de micróbios, incluindo vírus e bactérias, porque ele inativa e destrói as proteínas desses germes.

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) recomenda o uso de desinfetantes para as mãos à base de álcool com mais de 60% de etanol ou 70% de isopropanol como a forma preferida de higiene das mãos em ambientes de saúde.

Se você não tiver álcool em casa, lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos também é eficaz.

Bebidas alcoólicas não servem para lavar as mãos, pois nenhuma delas têm a concentração adequada de álcool.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/coronavirus-fake-news/

Infodemia: a enxurrada de notícias falsas sobre o Coronavírus na internet

CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news

Desde que foi introduzida no Brasil, em 1995, a internet possibilitou o acesso fácil e abundante a todo tipo de informação de interesse dos usuários.

Com o passar dos anos ela ficou mais rápida, barata e popular, presente hoje em pelo menos 70% dos domicílios brasileiros.

Apesar de ser uma ferramenta poderosa de acesso à informação, nem tudo o que está na internet pode ser considerado confiável ou acurado o suficiente do ponto de vista científico e médico.

A pandemia do Coronavírus ilustra muito bem essa situação.

Desde o início da circulação do vírus, na China, uma série de notícias falaciosas e estudos questionáveis têm sido publicados em sites, blogs e redes sociais por usuários sem compromisso com a apuração dos fatos ou até mesmo mal intencionados.

Na busca rápida e pouco atenta por informações, até mesmo médicos experientes e qualificados podem ser pegos pela armadilha da infodemia, o universo de notícias e informações falsas existente na internet.

Notícias falsas sobre o Coronavírus na internet

Qualquer pessoa pode criar e publicar conteúdo sobre qualquer tema na internet.

Isso significa que os usuários têm acesso a conteúdos produzidos por profissionais altamente qualificados para escrever sobre aquele tema, comprometidos com a verdade, com fatos e dados científicos, mas também a conteúdos criados por leigos e/ou pessoas com pouco conhecimento e nenhuma experiência sobre o tema, sem comprometimento com apuração e divulgação de fatos e dados científicos. A pandemia do Coronavírus tornou visível a quantidade imensa de conteúdos questionáveis circulando na internet, alguns criados com base na realidade, mas distorcidos, outros de caráter completamente absurdo. Alguns exemplos:

“Novo Coronavírus foi fabricado em laboratório na China”

“Remédio milagroso cura pacientes da COVID-19”

“Remédio utilizado para conter sangramentos em crianças homofílicas tem sido testado com sucesso em hospital da Suécia. Mídia esconde informação para beneficiar grandes indústrias farmacêuticas.”

“Gargarejo feito com produtos caseiros mata vírus ainda na garganta”

“Pesquisador americano John Smith revela em estudo que mistura com alho e limão pode matar até 95% das moléculas do novo vírus descoberto na China. Compartilhe! #TodosContraOCoronavirus”

“Uso de máscara e álcool em gel garante proteção total contra o Coronavírus”

Estudos inconclusivos divulgados como consenso científico

Nem só de fake news grosseiras e claramente forjadas é feita a infodemia. Muitos estudos científicos verdadeiros, mas em estágio inicial ou inconclusivos, são divulgados e lidos como consensos científicos estabelecidos.

Isso acontece, em geral, porque o vírus é bastante novo, o que naturalmente explica a ausência de pesquisas sólidas sobre o tema.

Pela mesma razão, ainda não houve tempo suficiente para que outros estudos fossem iniciados, produzidos, publicados e confirmados. Tudo é muito novo.

Eficiência da cloroquina e hidroxicloroquina

O caso da eficácia dos medicamentos hidroxicloroquina, azitromicina e cloroquina é um bom exemplo desse problema.

Um estudo preliminar conduzido por um cientista francês e publicado em março deste ano apontava resultados promissores sobre a eficácia dos medicamentos em pacientes com o Coronavírus.

Assim que foi divulgado, o estudo passou a ser defendido por governos de alguns países como possível solução de saúde pública para o enfrentamento da doença.

Contudo, até mesmo o pesquisador responsável pela pesquisa apontou que eram necessários novos estudos que confirmassem ou refutassem seus resultados, o que acabou acontecendo semanas depois. Embora existam diversos estudos produzidos com a cloroquina, a hidroxicloroquina e a azitromicina ainda não há ainda nenhum consenso na comunidade científica sobre os efeitos positivos dessas e demais drogas para o tratamento contra a COVID-19.

Fumantes correm menos risco de se infectar

Um outro estudo francês divulgado em abril apontava que indivíduos tabagistas tinham menos chances de se infectar pelo Coronavírus, o que geraria um tipo de salvo-conduto aos fumantes durante a pandemia.

Embora a pesquisa tenha de fato sido conduzida por uma equipe de cientistas em uma universidade na França, o estudo divulgado era uma versão preliminar e não havia sido revisado por outros pares.

Contudo, já em suas primeiras leituras, diversos especialistas criticaram a metodologia utilizada, alegando que os pesquisadores não levavam em conta diversos fatores importantes para garantir qualidade do estudo, o que tornaria os dados mais acurados. Além disso, a imprensa francesa expôs o passado de um dos cientistas envolvidos, financiado por empresas ligadas à indústria do tabaco.

Coronavírus transmitido para os pets

Outro exemplo é o estudo chinês sobre a transmissão do Coronavírus para animais domésticos. Publicado no início de abril, a pesquisa chinesa do Instituto Harbin de Pesquisa Veterinária mostrou que o novo vírus pode infectar gatos domésticos e ser transmitido para outros felinos.

A carga viral encontrada nos animais aponta que eles dificilmente poderiam infectar um ser humano. Contudo, assim como diversos outros estudos relacionados ao Coronavírus, o resultado é preliminar.

Além disso, a pesquisa foi feita com um número muito pequeno de animais, apenas cinco, que foram expostos a altas doses do vírus. Isso significa que ainda não é possível afirmar que animais domésticos podem se contaminar com o vírus e muito menos que os pets podem espalhar o vírus para seres humanos.

Novos estudos precisam ser feitos e os resultados precisam ser comparados até que se possa ter um consenso sobre o tema.

Como e onde surgiu a doença?

A COVID-19 é o nome dado a uma doença infecciosa causada por um novo tipo de coronavírus descoberto inicialmente na cidade de Wuhan, na China. A doença surgiu naturalmente, provavelmente do contato humano com animais silvestres mantidos em cativeiro junto de animais de abate comuns, em um tradicional mercado de rua da cidade chinesa.

Como ele é espalhado?

O vírus se dissemina por meio da saliva de pessoas contaminadas que, ao tossir, espirrar e falar, espalham as gotículas. Elas podem ficar em suspensão no ar próximas das pessoa contaminada e também presentes nas superfícies. Essas gotículas contaminadas, quando em contato com boca, nariz, olhos e demais áreas do corpo com mucosa, podem infectar novos indivíduos.

Como evitar a disseminação?

A melhor forma de combater a disseminação da doença é por meio do distanciamento físico entre indivíduos, lavar as mãos constantemente, evitar contato das mãos com superfícies potencialmente contaminadas e também o contato das mãos com o rosto.

Medicamento e vacina

Não há vacina nem medicamento(s) comprovadamente eficiente(s) contra o Coronavírus em julho de 2020 (data da publicação deste texto).

Como identificar informações falsas e imprecisas na internet sobre o Coronavirus

Quando estiver usando a internet e se deparar com alguma informação nova tente sempre checar a fonte e os dados utilizados no texto. Busque na internet onde aquela informação foi publicada originalmente, como foi produzida e por quem.

Muitas notícias falsas ou imprecisas não contém nomes de pesquisadores ou universidades, nem mesmo links para o estudo original.

Em alguns casos, elas podem conter ainda nomes de instituições e pesquisadores falsos que podem ser facilmente verificados na internet.

Mantenha ainda o hábito de se informar em fontes confiáveis de informação, como jornais, portais e canais de TV reconhecidos. Embora não sejam imunes a erros, grandes veículos de imprensa e jornalistas profissionais têm obrigação ética, prevista no Código de Ética dos Jornalistas, de publicar apenas informações verdadeiras, checar e rechecar os dados antes de publicar.

Você pode ainda buscar informações na home page de instituições ligadas à Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e secretarias locais do seu estado.

Você já leu ou compartilhou informações falsas e imprecisas? Tem costume de checar fontes, dados e informações antes de ler e compartilhar notícias?

Источник: https://ipemed.com.br/blog/infodemia-mentiras-sobre-o-coronavirus/

Fake News: quais os riscos das notícias falsas em tempos de Covid‑19

CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news

As fake news ou notícias falsas ganharam destaque nos últimos tempos, principalmente por duas razões: devido à facilidade e velocidade de disseminação e pelo impacto que podem gerar. Neste artigo, analisamos o impacto que as notícias falsas tiveram nos últimos meses, principalmente aquelas relacionadas a um setor crítico como a saúde.

Nos últimos anos, as fake news ganharam mais visibilidade no contexto dos processos eleitorais, sendo utilizadas para influenciar a população, principalmente entre os eleitores.

De fato, em nosso último relatório sobre tendências para 2020, Tony Anscombe, pesquisador de segurança da ESET, abordou a questão das fake news e seu impacto nas eleições presidenciais, o que deixou a porta aberta para a análise dos efeitos da desinformação em outra áreas, algo que podemos confirmar pela grande quantidade de informações falsas sobre o novo coronavírus que circula desde o início da pandemia.

O assunto é tão delicado que até a Organização Mundial da Saúde (OMS) usou o termo infodemia para se referir à prática de divulgar notícias falsas ou informações incorretas relacionadas à pandemia, uma vez que, no contexto atual, a desinformação representa um problema mais sério por ter a capacidade de colocar em risco a saúde e a integridade de muitas pessoas.

Desde que a Covid-19 se propagou globalmente, a desinformação fez com que, entre outras coisas, pessoas com sintomas da doença tomassem remédios sem qualquer evidência científica que pudesse demonstrar a eficácia no tratamento ou, até mesmo que acreditassem no boato de que pessoas que moram em países com o clima tropical não precisariam se preocupar com o novo coronavírus, destacou a UNESCO.

Como a desinformação ameaça a saúde das pessoas

A viralização de informações falsas influência de forma direta na consciência coletiva e o problema está na velocidade com que ela se espalha, principalmente se seu criador as promove e as compartilha de várias contas e redes ao mesmo tempo.

Segundo dados publicados pela OMS, durante o mês de abril, mais de 360 ​​milhões de vídeos foram enviados ao nas categorias “Covid-19” e “Covid 19”, enquanto que em março deste ano cerca de 550 milhões de tweets incluíram os termos coronavírus, corona vírus, covid19, covid-19, covid_19 ou pandemia.

As fake news sobre a pandemia fizerem circular desde notícias, mensagens, áudios e vídeos, nos quais até a existência do vírus foi questionada (o que levou muitas pessoas a ignorar medidas sanitárias), à propagação de informações sensacionais que contribuíram para a aumento do medo e angústia das pessoas.

Como mencionamos anteriormente, nas redes sociais circularam supostas formas de cura ou remédios que supostamente tratavam o novo coronavírus, apesar de oficialmente não haver tratamento específico para a doença, mas apenas medicamentos indicados para aliviar os sintomas. A disseminação desse tipo de informação fez com que a infodemia aumentasse o impacto da pandemia.

De fato, de acordo com dados de uma pesquisa realizada pela ESET na América Latina em maio deste ano, mais de 70% dos participantes garantiram receberam ou tiveram algum tipo de contato com notícias falsas relacionadas ao Covid-19 durante a pandemia – principalmente através de redes sociais (72%), mas também via WhatsApp (51%) e em sites de notícias não confiáveis ​​(36%).

Dado o impacto e o risco desse fenômeno, algumas redes sociais, como , Google, LinkedIn, Microsoft, , Reddit e , uniram forças na luta contra a desinformação e os golpes que giram em torno da pandemia, alterando as regras de moderação de conteúdo, como no caso do , aquelas mensagens que incitavam as pessoas a agir contra as recomendações oficiais.

O que podemos fazer para reduzir o impacto das notícias falsas?

É importante observar que as consequências de compartilhar ou ser levado por informações falsas podem ser muito graves, não apenas por causa das campanhas maliciosas por trás dessas mensagens falsas e que, em alguns casos, procuram roubar informações e atacar a privacidade, mas também para aquelas que afetam diretamente a saúde.

Embora o trabalho para combater as fake news seja uma tarefa difícil, como usuários responsáveis ​​e conscientes das possíveis consequências da divulgação desse tipo de mensagem, é essencial verificar as fontes e as informações antes de disseminá-las, além de tomar cuidado com as informações divulgadas pela Internet, sem acreditar em tudo o que é publicado e contar com a capacidade de discernir.

Embora, às vezes, esse tipo de informação possa expressar nossas próprias ideias, isso não implica que seja uma informação confiável e verdadeira.

O tecnólogo e empresário argentino Santiago Bilinkis, autor de vários livros e palestrante no TED sobre o poder de manipulação de redes sociais, explicou em uma entrevista que as pessoas geralmente compartilham o que gostariam de ser verdade, não se importando tanto se a mensagem é ou não realmente verdadeira.

Por esse motivo, agir com responsabilidade consiste em analisar o impacto que a disseminação de informações pode ter, gastando tempo para conhecer o contexto da informação (fonte, data, meio), além de sair da bolha e pesquisar mais sobre o assunto antes de compartilhar a informação.

Se você não tiver certeza da veracidade da informação, evite compartilhar o conteúdo. Isso é muito importante, pois dessa maneira a cadeia de desinformação é quebrada e contribuímos para que menos pessoas possam ser afetadas.

Por outro lado, a imprensa e os líderes de opinião desempenham um papel igualmente importante, pois são frequentemente os emissores iniciais de informações. Se os dados forem falsos, o impacto é muito maior: com uma grande influência, eles têm uma grande responsabilidade.

A disseminação dessas informações provavelmente é feita intencionalmente por vários motivos, mas se isso ocorrer por engano, é sempre necessário esclarecer e corrigir as informações falsas. Qualquer que seja o motivo, infelizmente eles também contribuíram para a disseminação de conteúdo falso, o que pode torná-lo uma fonte não confiável, com algumas consequências já mencionadas.

Além disso, ações contra notícias falsas também são necessárias no meio de comunicação usado para a divulgação.

Por exemplo, as empresas responsáveis ​​pelas plataformas que geralmente são usadas para a divulgação de notícias falsas começaram a desenvolver métodos e mecanismos de detecção para reportar esse conteúdo sempre que possível, o que se traduz em uma maneira de lidar com essas ações ofensivas.

O caminho a seguir contra as notícias falsas

Esse é um problema complexo, pois há diversos interesses envolvidos. Por exemplo, um dos motivos mais comuns para disseminar fake news é o lucro que pode ser obtido por meio de conteúdo falso através da monetização de visitas ao site ou por campanhas maliciosas que também monetizam as informações obtidas.

Por outro lado, existem outros tipos de fatores, como interesses políticos, crimes cibernéticos ou simplesmente disseminar piadas virais.

Independentemente da origem e das motivações, de forma cada vez mais comum, encontramos diferentes níveis de informações falsas e em diversas áreas, com consequências cada vez mais chocantes que exigem que as pessoas estejam mais preparadas para lidar com esse cenário.

Sem dúvida, é um assunto que continuará sendo tendência, exigindo mais educação e conscientização – da mesma forma que falamos sobre outros perigos na Internet e como nos proteger, é importante tratar o problema das fake news de maneira geral, procurando capacitar os usuários que usam a tecnologia para que sejam cada vez mais responsáveis, conscientes e, é claro, estejam seguros.

Источник: https://www.welivesecurity.com/br/2020/07/02/fake-news-quais-os-riscos-das-noticias-falsas-em-tempos-de-covid-19/

Veja 10 verdades e 10 mentiras sobre a epidemia do novo coronavírus

CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news

O genoma do coronavírus isolado no segundo paciente brasileiro, que foi diagnosticado com a Covid-19 no último sábado, é diferente do encontrado no primeiro caso.

Este é de cepa semelhante ao sequenciado na Inglaterra, ao contrário do primeiro ; confirmado em 26 de fevereiro ;, que tem proximidade com aqueles identificados na Alemanha. A afirmação é de Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo.

Além dos problemas causados pela doença, autoridades tentam descontruir informações erradas sobre o novo coronavírus.;Ambos são diferentes das sequências chinesas. Tal fato sugere que a epidemia de coronavírus está ficando madura na Europa. Ou seja, já está ocorrendo transmissão interna nos países europeus.

Para uma análise mais precisa, porém, precisamos dos dados da Itália, que ainda não foram sequenciados;, explicou.O sequenciamento completo do segundo vírus foi concluído em apenas 24 horas, por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e da USP. Isso porque, segundo a pesquisadora, as instituições estavam preparadas para dar respostas rapidamente.

Para Ester, a principal vantagem do monitoramento em tempo real de uma epidemia é a possibilidade de identificar de onde exatamente veio o vírus que chegou ao país. Tal informação pode orientar ações de contenção e ajudar a reduzir a disseminação da doença. ;A epidemia está há algum tempo na Europa e passa de um país a outro.

Mas nesse momento ainda não conseguimos saber se ela foi da China para a Alemanha e a Inglaterra, e de lá para a Itália, ou se foi para a Itália e de lá foi para a Inglaterra;, por exemplo. Ela explica que a cada mês que passa o vírus sofre uma mutação e fica com uma espécie de código da região por onde passou, mostrando o seu caminho.

;Ainda é arriscado inferir muita coisa com apenas dois genomas, mas o que podemos dizer é que os dois casos não tiveram a mesma fonte de contaminação. Isso é importante para os epidemiologistas rastrearem a dinâmica da doença;, explica Claudio Sacchi, do Instituto Adolfo Lutz, que coordena os trabalhos.

O pesquisador salienta que os próximos sequenciamentos não devem ser tão rápidos. Para analisar os dois com um tempo tão curto ; o primeiro havia sido apresentado na sexta e no sábado os pesquisadores receberam a segunda amostra ; ele conta que os cientistas quase não dormiram.;Foi importante porque eram os primeiros e a gente mostrou que temos capacidade, mas a partir de agora o trabalho deve ser mais sereno. Até porque não precisa ser tão rápido assim;, explicou.

O trabalho faz parte do projeto Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde), apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Medical Research Centers, do Reino Unido.

Boataria preocupa

A disseminação de informações equivocadas e sem comprovação científica sobre o novo coronavírus preocupa especialistas. A onda de fake news relatando curas e ameaças inexistentes tem se espalhado exponencialmente pelas redes sociais.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início da divulgação dos casos da doença pelo mundo, foram recebidas 6.500 mensagens, das quais 90% eram relacionadas à Covid-19 e, dessas, 85% eram falsas.A professora do Hospital Universitário de Brasília da UnB, Valéria Paes Lima, alertou para os perigos da desinformação.

;O grande risco é de que as pessoas adotem medidas que não são comprovadamente eficazes, o que pode aumentar o risco. As pessoas se apegam a algo que não funciona e têm a falsa sensação de proteção e segurança, não aderindo ao que realmente funciona;, afirmou.

O Ministério da Saúde lançou o aplicativo Coronavírus;SUS para ajudar a população no trabalho de informação em relação ao coronavírus. Entre outras coisas, traz informativos sobre os sintomas, prevenção, o que fazer em caso de suspeita e um mapa indicando as unidades de saúde próximas.

A ideia é que os usuários de internet evitem acessar e compartilhar informações falsas sobre a epidemia. Na China aconteceram prisões por causa da divulgação de fake news sobre o coronavírus. Além disso, existe um número de WhatsApp para receber informações, que serão analisadas pelos técnicos do governo federal.

O infectologista André Bon, do Hospital Brasília, destacou a importância de procurar fontes corretas. ;É preciso sempre um contraponto, ou confirmação do Ministério da Saúde, que é quem tem as principais informações. A contestação da eficácia do álcool em gel, por exemplo, é absurda;, disse.

Segundo o novo balanço divulgado ontem, o Brasil tem 433 casos suspeitos do novo coronavírus. Apesar de o número ter quase dobrado desde o último boletim, o Ministério avaliou que o número está dentro da normalidade e reforçou que a situação está sob controle.

* Estagiária sob supervisão de Fabio Grecchi

Veja as principais 10 mentiras e 10 verdades sobre o novo coronavírus:

1 – Beber água quente ou chás quentes matam o vírus2 – Álcool gel não tem eficácia, mas vinagre tem3 – Gargarejos são eficazes para combater o vírus nos primeiros dias, quando o coronavírus fica restrito à garganta4 – O vírus é resistente em superfícies metálicas, onde pode ser manter vivo por até 12 horas5 – China cancelou todos os embarques de produtos por navio até março6- Médicos tailandeses curam coronavírus em 48 horas7 – Existe semelhança do vírus HIV com o coronavírus8 – Há medicamentos específicos eficazes contra o novo coronavírus9 – Produtos enviados da China para o Brasil trazem o novo coronavírus 10 – Coronavírus veio de inseticida 1 – Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas2 – Realizar lavagem frequente de mãos3 – Utilizar lenço descartável para higiene pessoal4 – Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir5 – Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca6 – Higienizar as mãos após tossir ou espirrar7 – Não compartilhar objetos de uso pessoal8 – Mantes os ambientes bem ventilados9 – Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença10 – Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações

Fonte: Ministério da Saúde

Fiocruz distribui 30 mil testes

O Ministério da Saúde anunciou ontem que o Instituto Bio-Manguinhos e a Fundação Oswaldo Cruz farão a produção de 30 mil testes para diagnóstico do novo coronavírus. Inicialmente, 10 mil testes serão distribuídos a partir desta amanhã, por alguns estados. Na Região Norte, será pelo Amazonas, Pará e Roraima; no Nordeste, através da Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe; No Sudeste, pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais; No Centro-Oeste, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul; e, por fim, no Sul, nos três Estados, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Os treinamentos serão in loco a partir da chegada dos kits nos laboratórios. Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, os kits devem custar em torno de R$ 100, mas ainda não há como precisar todos os recursos necessários para essa operação. Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Источник: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/03/03/interna-brasil,831655/veja-10-verdades-e-10-mentiras-sobre-a-epidemia-do-novo-coronavirus.shtml

Coronavírus: no Dia da Mentira, nada melhor do que desmascarar fake news sobre a pandemia

CORONAVÍRUS: principais mentiras e fake news

A avalanche de informações sobre a Covid-19 e a rapidez das redes sociais fez com que milhares de fake news se espalhassem de maneira epidêmica nas redes sociais.

Essa chamada infodemia pode ser bastante perigosa e causar danos reais para a população, por isso, é sempre importante checar o que você repassa nas redes sociais.

 De informações falsas vindas de autoridades até receitas milagrosas que se espalharam por dentro da população, milhares de mentiras tem sido enviadas. No Dia da Mentira, vamos tentar explicar algumas das principais notícias falsas que andam circulando sobre a pandemia de coronavírus.

Antes de a gente dar uma olhada nas principais mentiras, é importante saber que até o presente momento, nenhum remédio tem eficácia comprovada contra o coronavírus e que nenhuma vacina contra o vírus foi criada até então.

– ‘Para o mundo que a gente vivia não vamos poder voltar’, diz Atila Iamarino sobre vida pós-coronavírus

Coronavírus: informações falsas tem se espalhado de maneira epidêmica pelas redes sociais durante tempos de pandemia

Álcool em gel caseiro

Nas redes sociais, milhares de pessoas tem compartilhado receitas mirabolantes para produzir álcool em gel caseiro e alguns espertinhos tem até comercializado o produto.

A principal delas é uma mistura de gelatina incolor com álcool líquido normal, o que não tem eficácia alguma, tendo em vista que o principal motivo para se utilizar o produto é que o gel contém a evaporação do etanol.

A gelatina não tem essa propriedade, e portanto, além de poder causar queimaduras em sua pele e não ser regulado por nenhuma agência sanitária, esse tipo de receita caseira nem higieniza a sua mão.

Vacina israelense e cubana

Essa notícia falsa tem, claro, uma origem política.

Setores mais à esquerda e mais à direita da sociedade compartilharam notícias de que tanto Israel quanto Cuba, dois países com medicina bastante avançada e fortes programas de pesquisa na área de saúde conseguiram desenvolver uma vacina para o coronavírus.

Isso seria praticamente impossível. Segundo especialistas, uma vacina para a Covid-19 somente estaria disponível em um ano e meio, no cenário mais positivo de todos. Até lá, parece difícil que a humanidade consiga alcançar uma imunização artificial para a doença.

Holanda não fez quarentena

O Deputado Federal Osmar Terra, que também é Ex-Ministro da Cidadania, publicou em seu que a Holanda já achatou a curva e conseguiu imunizar a sua população “sem fechar uma loja ou fazer quarentena”. A informação é completamente inverídica.

Desde o dia 16 de março o país estabeleceu uma quarentena que fechou a maior parte dos comércios e equipamentos públicos não essenciais. A Holanda também não permitiu eventos com concentração maior do que 30 pessoas há tempos. Além disso, a curva não está achatando.

No última dia 31, a Holanda teve o maior número de confirmação de casos até então graças ao vírus.

Cloroquina é cura

Tanto Donald Trump quanto Jair Bolsonaro tem apontado a hidroxicloroquina como um caminho viável para o tratamento de coronavírus. A partir daí, milhares de pessoas tem apontado que o remédio se trata de uma cura.

Não existem estudos científicos suficientes que possam comprovar que a substância tem efeitos realmente positivos contra a Covid-19, e os principais disponibilizados até então, tiveram suas metodologias completamente questionadas.

Um estudo da Universidade de Zheijang apontou que o medicamento não teve nenhuma eficácia contra o coronavírus. A hidroxicloroquina é utilizada no tratamento de lúpus, artrite e malária.

Após o espalhamento dessa notícia falsa, o estoque do remédio foi esgotado nas farmácias brasileiras e pessoas que estão com essas doenças ficaram sem o tratamento.

– Coronavírus: busca por cura pode te matar. O que o Google está fazendo contra isso

Gargarejo milagroso

Não existe nenhuma evidência de que gargarejar água morna, sal e vinagre possa curar o coronavírus. Segundo o boato base para essa receita, o vírus fica na garganta por 4 dias antes de chegar aos pulmões. Não há nenhuma evidência científica para essa afirmação.

Fontes oficiais

Se você não quiser cair em informações falsas sobre o coronavírus – que você certamente irá receber – fique atento a sites confiáveis. Antes de compartilhar qualquer informação sobre o coronavírus, confira se ela é verdade.

 Além do Hypeness, fontes como o Ministério da Saúde e grandes jornais são importantes para informações confiáveis. Agências de checagem como a Boatos.

org, Aos Fatos e a Agência Lupa para verificar se as notícias que você está recebendo não são infundadas.

Источник: https://www.hypeness.com.br/2020/04/coronavirus-no-dia-da-mentira-nada-melhor-do-que-desmascarar-fake-news-sobre-a-pandemia/

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