Corrimento amarelo: o que pode ser e como tratar

TIPOS DE CORRIMENTO VAGINAL

Corrimento amarelo: o que pode ser e como tratar

Corrimento vaginal é o nome que damos à secreção de fluidos pela vagina, que, dependendo das suas características, pode ser algo completamente normal ou um sinal de doença ginecológica.

As secreções vaginais naturais são produzidas por glândulas no canal vaginal e têm um importante papel na saúde feminina, pois ajudam na eliminação de células mortas e bactérias do sistema reprodutor. Isso mantém a vagina limpa e ajuda a prevenir infecções.

Em geral, corrimentos claros, que não estão associados a outros sintomas, são benignos e não precisam de tratamento. Por outro lado, se o corrimento tiver coloração esverdeada ou amarelada, mau cheiro e estiver associado à dor ou coceira, ele provavelmente é um sinal de uma infecção ginecológica.

Neste artigo vamos abordar as principais causas de corrimento vaginal, detalhando os sinais e sintomas que podem indicar uma vaginite ou colpite (inflamação da vagina).

Se você procura informações específicas sobre corrimento vaginal na gravidez, leia: Corrimento na gravidez.

Informações em vídeo

Antes de iniciarmos as explicações, assista a esse curto vídeo produzido pela nossa equipe.

Corrimento vaginal normal

Antes de falarmos sobre o corrimento vaginal fisiológico, isto é, o corrimento vaginal normal, não relacionado a doenças, temos que fazer uma rápida revisão da anatomia ginecológica feminina.

É muito comum a confusão entre vagina e vulva. Quando olhamos para a genitália externa feminina o que vemos é a vulva; da vagina só conseguimos ver o seu orifício externo, pois a vagina propriamente dita é um canal que fica no interior do corpo e termina no colo do útero, como pode ser visto na ilustração abaixo.

O corrimento normalmente se origina na vagina e só se torna perceptível quando sai pelo orifício externo da mesma. Em alguns casos, o corrimento pode ter origem no colo do útero.

Todas as mulheres em idade reprodutiva podem ter um corrimento vaginal normal, chamado corrimento vaginal fisiológico. Este corrimento é formado pela combinação de células mortas da vagina, bactérias naturais da flora vaginal e secreção de muco; costuma ter entre 1 e 4 ml de volume diário e sua função é umedecer, lubrificar e manter a vagina limpa, dificultando o surgimento de infecções.

O corrimento vaginal fisiológico é estimulado pelo estrogênio e, portanto, pode ter seu volume aumentado em períodos nos quais há maior estimulação hormonal, como na gravidez, uso de anticoncepcionais à base de estrogênios, no meio do ciclo menstrual, perto da ovulação ou dias antes da menstruação.

O corrimento vaginal normal geralmente tem as seguintes características: pode ser espesso, aquoso ou elástico; sua cor é branca, leitosa ou transparente; e tem odor muito suave ou nenhum odor.

Uma das dicas mais importantes para identificar um corrimento fisiológico é a ausência de sinais ou sintomas de irritação, como dor, ardência, vermelhidão ou comichão na vagina e/ou vulva. Todavia, é importante salientar que uma discreta irritação na vulva pode ocorrer em algumas mulheres com corrimento fisiológico.

Corrimento vaginal anormal

Leucorreia ou corrimento vaginal patológico é aquele que está relacionado a alguma doença ginecológica. Esse tipo de corrimento pode ter várias causas.

As mais comuns são as vaginites, também chamadas de colpites, que é a infecção da vagina, provocada normalmente por bactérias ou fungos.

O corrimento também pode surgir por atrofia da mucosa da vagina após a menopausa, alergia a algumas substâncias – como espermicidas – ou pela presença de um corpo estranho na vagina.

Vamos falar resumidamente sobre as principais causas de vaginite e corrimento vaginal. Mais detalhes podem ser lidos nos textos específicos para cada uma das doenças descritas abaixo.

Candidíase

A Candida é um fungo que faz parte da flora natural de germes da vagina, pele e intestinos. A Candida vive normalmente na nossa pele e não costuma causar sintomas.

Entretanto, sempre que há algum desarranjo nas condições habituais do nosso organismo, como uso excessivo de antibióticos, estresse, doenças como diabetes, imunossupressão, traumas, etc.

, a Candida pode começar a multiplicar-se excessivamente, passando a causar sintomas.

A candidíase vaginal normalmente se manifesta com prurido (coceira) e/ou ardência na vulva, dor para urinar, dor durante o ato sexual e um corrimento espesso, sem odor forte e esbranquiçado, muitas vezes comparado com queijo cottage.

Para mais sobre o corrimento provocado pela candidíase, leia: Candidíase – Sintomas e tratamento e Tratamento da Candidíase Vaginal.

Gonorreia e Clamídia

A gonorreia e a Clamídia são duas doenças sexualmente transmissíveis (DST) causadas respectivamente pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.

Ambas doenças causam uma cervicite (infecção do colo do útero) e podem cursar com corrimento vaginal, geralmente de aspecto mucopurulento (amarelo turvo).

Outros sintomas associados incluem dor para urinar, dor durante o ato sexual, normalmente com sangramento pós-coito e irritação na vulva.

Para mais informações sobre o corrimento provocado pela gonorreia ou clamídia, leia: Gonorreia – Sintomas e tratamento e Clamídia – Sintomas e tratamento.

Tricomoníase

A tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. A vaginite causada pelo tricomoníase normalmente se apresenta com um corrimento fino, amarelo-esverdeado, de odor desagradável, associado aos outros sinais clássicos de vulvovaginite, como dor ao urinar, irritação da vulva e sangramento/dor durante o coito.

O Trichomonas vaginalis pode permanecer assintomático por muito tempo, tornando difícil saber exatamente quando houve a contaminação.

Para mais informações sobre o corrimento provocado pelo Trichomonas, leia: Tricomoníase – Sintomas e tratamento.

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana é a principal causa de corrimento vaginal anormal.

É uma infecção causada por alterações na flora natural da vagina, que resultam em uma redução no número de lactobacillus (bactérias “boas”) e um excessivo crescimento de bactérias aeróbicas (bactérias “ruins”) como Gardnerella vaginalis, Mycoplasma hominis, Prevotella, Porphyromonas, Bacteroides, Peptostreptococcus, Fusobacterium e Atopobium vaginae.

É muito comum se associar a vaginose bacteriana à bactéria Gardnerella vaginalis, porém, esta doença é causada pelo crescimento de múltiplas bactérias, e não só da Gardnerella. O termo vaginose é usado em vez de vaginite neste caso porque há pouca ou nenhuma inflamação da vagina, apenas proliferação bacteriana.

O sintoma típico da vaginose é o corrimento vaginal fino e acinzentado, com odor muito forte, tipo peixe podre. Os outros sintomas de inflamação vulvovaginal, como dor ao urinar, coceira da vulva e dor ao coito são bem menos frequentes, estando na maioria dos casos ausentes.

A proliferação de bactérias e a queda no número de lactobacillus faz com que haja um aumento significativo do pH da vagina, sendo esta uma das dicas para o diagnóstico.

Para mais informações sobre o corrimento provocado pela vaginose, leia: Vaginose bacteriana – Gardnerella vaginalis.

Atrofia vaginal

A atrofia da vagina ocorre geralmente após a menopausa. O estrogênio estimula o corrimento fisiológico, e a sua falta provoca ressecamento e afinamento da mucosa vaginal. Esta atrofia vaginal pode levar à inflamação com corrimento, dor para urinar e incômodo durante o ato sexual.

Alergias

Alergia ao lubrificante da camisinha, a espermicidas, a perfumes, sabonetes ou produtos de higiene íntima, etc., podem causar uma reação alérgica na vagina/vulva, levando ao aparecimento de corrimento.

Causas menos comuns

As causas citadas acima são as mais comuns, mas não são as únicas. Se a mulher tem um corrimento vaginal persistente, que não parece ser fisiológico, e nenhuma das causas comuns for identificada, o ginecologista precisa pensar também nas seguintes hipóteses:

Marrom

Qualquer situação que provoque algum grau de sangramento vaginal ou uterino pode causar um corrimento acastanhado. As principais causas são:

  • Restos da menstruação misturados ao corrimento fisiológico.
  • Traumas na região vaginal ou uterina.
  • Infecções.
  • Corpo estranho na vagina.
  • Tumores ginecológicos.
  • Sangramento uterino provocado pela implantação do embrião no útero nos primeiros dias de gravidez.
  • Atrofia vaginal.
  • Gravidez ectópica.

Amarelado

O corrimento vaginal amarelado é geralmente sinal de infecção ginecológica, principalmente se acompanhado de mau cheiro, ardência ou coceira vaginal. As principais causas são:

  • Tricomoníase.
  • Gonorreia.
  • Clamídia.

O corrimento fisiológico costuma ser branco e claro, mas ao ser exposto ao ar após contato com a calcinha, ele pode ficar meio amarelado. Portanto, se a mulher não tiver sintoma algum e o corrimento não tiver cheiro, o fato dele ser meio amarelado não necessariamente indica alguma infecção em curso. Na dúvida, o melhor é procurar a sua ginecologista para ela poder  avaliar o corrimento.

Branco ou acinzentando

O corrimento brancacento costuma ser normal, principalmente se for fino, em pequena quantidade e se ocorrer próximo do período ovulatório. Porém, se o corrimento for espesso, pastoso, leitoso, com grumos ou acinzentado, principalmente se estiver associado a sintomas irritativos, como coceira, dor vaginal ou mau cheiro, infecções devem ser investigadas. As principais causas são:

  • Candidíase.
  • Vaginose bacteriana.

Com mau cheiro

Corrimento com mau cheiro é típico de infecção ginecológica. As principais causas são:

  • Vaginose bacteriana (cheiro muito forte).
  • Tricomoníase.

Diagnóstico

Para se distinguir corretamente os tipos de corrimento vaginal, faz-se necessário uma consulta com o médico ginecologista. Através do exame ginecológico é possível notar se há vaginite, cervicite ou apenas corrimento sem sinais de inflamação. Também é possível colher amostras do corrimento para avaliação do pH vaginal, investigação microscópica e cultura.

Tratamento

O tratamento do corrimento depende da causa, variando desde antifúngicos ou antibióticos para as infecções, até cremes de estrogênio para a vaginite atrófica. Não há um tratamento único que sirva para todos os tipos de corrimento.

Se você tem corrimento vaginal, procure seu ginecologista para que a causa seja esclarecida e o tratamento adequado possa ser instituído.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/infeccao-ginecologica/corrimento-vaginal/

Corrimento amarelado: conheça as causas e tratamentos

Corrimento amarelo: o que pode ser e como tratar

Foto: Thinkstock

Corrimento vaginal é um problema que incomoda muitas mulheres. Trata-se do nome popular para o aumento da secreção vaginal, que pode ou não ser o indício de um problema ginecológico.

Primeiro, é preciso ter em mente que nem todo fluxo vaginal implica em uma doença. A secreção fisiológica é normal e pode variar de acordo com as influências hormonais, período do ciclo menstrual, orgânicas e até psicológicas. As glândulas do colo do útero produzem um muco transparente, fluido e sem cheiro, e estas secreções podem se tornar brancas ou amareladas em contato com o ar.

Mas, se você percebeu alguma alteração na cor da secreção normal, este pode ser o indício de um problema ginecológico. Quando algum fator está em desequilíbrio, é comum ocorrerem processos inflamatórios, e o corrimento indica que há um processo infeccioso no local.

Em geral, o corrimento vaginal amarelado aparece associado a outros sintomas, como coceira, ardor e sensação de desconforto. Se você perceber alguma alteração ou a presença destes sintomas, é importante procurar ajuda médica.

Causas do corrimento

A Dra. Alessandra Bedin, do Hospital Albert Einstein explica que, se o corrimento for fisiológico (no período pré-menstrual, gravidez, clima quente), a secreção nada mais é do que uma defesa natural do organismo, por isso não precisa de tratamento.

Há ainda a possibilidade de um trauma local (após a relação sexual, por exemplo). Neste caso, a necessidade de tratamento varia de acordo com o caso. Como cada situação é particular, é imprescindível consultar um médico ginecologista sempre que perceber qualquer alteração, seja na cor, cheiro ou fluxo de secreção vaginal.

Se o problema for realmente patológico, várias podem ser as causas: transmissão através da relação sexual, baixa imunidade, roupas apertadas e falta de ventilação no local, entre outros fatores.

Problemas mais comuns

No caso do corrimento amarelado, entre os problemas mais comuns estão a vaginose bacteriana. Trata-se de um desequilíbrio na flora vaginal normal, com diminuição na concentração de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactéria sobre as outras.

O problema nem sempre apresenta sintomas, mas em geral é caracterizado por corrimento vaginal amarelado, branco ou cinza com odor desagradável, ardência ao urinar e coceira.

Não se trata de uma infecção de transmissão sexual, mas pode ser desencadeada após a relação em mulheres predispostas.

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Outra causa bastante comum do corrimento amarelado é a Tricomoníase, uma infecção causada por um protozoário que tem o ser humano como único hospedeiro.

Nos homens, o problema costuma ser assintomático, enquanto nas mulheres geralmente causa corrimento abundante amarelo ou amarelo-esverdeado, com odor desagradável.

São comuns também sintomas inflamatórios na vagina, como vermelhidão e ardência. Sua transmissão acontece através da relação sexual desprotegida.

Por fim, a candidíase vulvovaginal é outro problema bastante comum que pode apresentar corrimento amarelado ou esbranquiçado.

A doença é uma infecção genital causada pelo aumento de um fungo que faz parte da flora normal da região íntima feminina.

Os sintomas geralmente aparecem quando a imunidade baixa e, além do corrimento, entre os sintomas estão o coceira intensa, ardência e irritação dos órgãos genitais.

Como evitar o problema

A Dra. Alessandra dá algumas dicas de como evitar o problema:

  • Evite roupas muito justas e grossas no calor.
  • Dê preferência às calcinhas de algodão em vez das de tecido sintético.
  • Durma sem calcinha.
  • Evite usar muito sabonete no local.
  • Não faça duchas vaginais.
  • E o mais importante: sempre use camisinha.

Tratamento

Se, mesmo com as medidas preventivas o corrimento amarelado aparecer, consulte seu médico. Como o problema pode surgir por diferentes motivos, é impossível precisar o tratamento adequado sem um diagnóstico médico.

Entre as formas mais comuns de tratamento estão medicações orais, cremes e pomadas antifúngicos e antibióticos. As doses e remédios são específicos para cada tipo de problema.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/corrimento-amarelado-conheca-as-causas-e-tratamentos/

Corrimento amarelo, o que pode ser? Ginecologista responde!

Corrimento amarelo: o que pode ser e como tratar

A presença de corrimento amarelo não é indicativo imediato de um problema, principalmente se tiver uma coloração de amarelo claro. Esse tipo de corrimento é normal em algumas mulheres que apresentam corrimento mais espesso, especialmente durante a ovulação.

No entanto, se o corrimento amarelado for acompanhado por um cheiro fétido ou outros sintomas como coceira na região genital ou dor ao urinar pode também ser indicativo de uma infecção.

Dessa forma, sempre que existir alguma dúvida sobre o corrimento é muito importante consultar um ginecologista para identificar o problema e iniciar o tratamento mais adequado, que pode ser bastante diferente de acordo com a causa do corrimento.

A candidíase é outra infecção muito frequente que surge pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans no interior da vagina e que leva ao surgimento de um corrimento amarelado. Normalmente a candidíase é mais comum em mulheres que têm o sistema imune enfraquecido ou que estiveram fazendo tratamento com antibióticos.

Outros sintomas que também podem indicar uma candidíase incluem corrimento amarelo muito claro, mas com pequenos coágulos, lembrando queijo coalhado, coceira intensa e queimação durante a relação sexual.

O que fazer: uma boa forma de eliminar o excesso de fungos e combater a candidíase é manter a região vaginal bem limpa e usar calcinhas de algodão para permitir que a pele respire.

Além disso, também é aconselhável consultar o ginecologista para iniciar o uso de uma pomada antifúngica vaginal, como Fluconazol ou Clotrimazol, que ajuda a aliviar os sintomas mais rapidamente.

Veja quais as pomadas mais usadas e outras dicas para combater a candidíase.

2. Doenças sexualmente transmissíveis

A DST's são infecções relativamente comuns que podem surgir em mulheres que têm contato sexual desprotegido, especialmente quando se tem mais de um parceiro. Algumas DST's como a tricomoníase ou a clamídia podem causar o surgimento de corrimento que variam de coloração entre o amarelo, o cinza e o esverdeado.

Além do corrimento, podem ainda haver outros sintomas como coceira na região genital, dor ao urinar e vermelhidão intensa, por exemplo.

O que fazer: quando existe suspeita de uma doença sexualmente transmissível deve-se consultar o ginecologista para confirmar a infecção e iniciar o tratamento mais adequado, que muitas vezes incluo o uso de antibióticos. Confira uma lista das principais DST's e como são tratadas.

3. Uretrite

A inflamação da uretra, conhecida cientificamente como uretrite, pode acontecer por traumatismo da uretra ou devido a uma infecção, sendo, por isso, mais frequente em mulheres que têm infecções urinárias recorrentes ou que não têm uma higiene adequada.

Nestes casos o corrimento pode apresentar uma coloração amarelo-esverdeado e pode ser acompanhado de outros sintomas como ardor ao urinar, dificuldade para iniciar o jato de urina e coceira na região, por exemplo.

O que fazer: deve-se consultar o ginecologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento com um antibiótico, como Azitromicina ou Ceftriaxona. Confira que outros remédios podem ser usados no tratamento.

4. Doença inflamatória pélvica

A doença inflamatória pélvica, ou DIP, é uma infecção dos órgãos reprodutores femininos que geralmente se inicia na vagina e progride até ao útero, causando o surgimento de um corrimento amarelado e outros sintomas como febre acima de 38ºC, dor no pé da barriga e até sangramento vaginal.

O que fazer: é muito importante consultar o ginecologista se existir suspeita de DIP, pois geralmente é necessário iniciar o tratamento com antibióticos por cerca de 2 semanas. Durante o tratamento também se deve evitar ter relações sexuais, para facilitar a recuperação. Entenda mais sobre como é feito o tratamento desta infecção.

Durante a gravidez, o corrimento amarelado pode ser causado também pela tricomoníase, o que pode resultar em parto prematuro ou recém-nascido com baixo peso. Veja quais são as possíveis causas de corrimento na gravidez e quando pode ser grave.

Assim, é importante que a mulher consulte o ginecologista ou obstetra para que possa ser feito o melhor tratamento, que pode ser feito com o uso de Metronidazol ou Tinidazol, por exemplo.

Dicas importantes durante o tratamento

Embora o tratamento possa variar de acordo com a causa do corrimento, existem algumas dicas que podem ser importantes em qualquer caso. Uma dessas dicas é que o parceiro também deve fazer o tratamento, mesmo que não apresente sintomas, para evitar que a pessoa seja contaminada novamente.

Além disso, é ainda recomendado:

  • Utilizar camisinha para não contaminar o parceiro;
  • Evitar fazer duchas vaginais porque as duchas removem a camada bacteriana da região íntima responsável por proteger essa região de infecções;
  • Evitar usar perfumes ou sprays de higiene íntima, pois alteram o pH vaginal;
  • Usar roupa íntima de algodão, porque o algodão não causa irritação;
  • Evitar usar calças ou shorts apertados, preferindo usar saias ou vestidos para permitir arejar a região.

Outra dica para o tratamento do corrimento amarelo é evitar absorventes internos, preferindo os externos.

Confira no vídeo a seguir como identificar corretamente o corrimento amarelo e o que pode ser:

Источник: https://www.tuasaude.com/corrimento-amarelado/

O que é o corrimento esverdeado? | Fetalmed Medicina Fetal

Corrimento amarelo: o que pode ser e como tratar

Todas as mulheres possuem, em maior ou menor quantidade, alguma secreção vaginal. Esse fluxo é uma característica normal entretanto ele é de pequeno volume e usualmente não possui nenhum odor forte ou desagradável. Essa secreção é produzida pela mucosa da vagina e do útero, o volume produzido diariamente é de 5 a 10 ml.

Em algumas situações esse corrimento pode aumentar de volume, de cor ou de odor. Neste artigo iremos falar especificamente do corrimento esverdeado, ou amarelo esverdeado.

O que a cor da secreção pode indicar?

Para o médico ginecologista, saber o aspecto do corrimento e o seu cheiro é muito importante. Geralmente os corrimentos esverdeados estão associados a um protozoário chamado Trichomonas vaginalis.

Trichomonas vaginalis

O Trichomonas vaginalis é responsável por uma doença chamada tricomoníase. Embora os sintomas da tricomoníase variem, muitas pessoas não conseguem saber se estão infectadas pois a infecção pode ser assintomática. Apenas cerca de 30% das pessoas infectadas possuem sintomas.

Nas mulheres o principal sintoma é o corrimento amarelo-esverdeado com odor fétido. O parasita passa de uma pessoa infectada para outra não infectada durante a relação sexual. Por isso é considerada uma infecção sexualmente transmissível. Nas mulheres a parte do corpo mais comumente infectada é o trato genital inferior (vulva, vagina, colo do útero ou uretra).

Nos homens a parte mais comumente infectada é o canal por onde passa a urina (uretra). Durante o ato sexual o protozoário passa do pênis para a vagina ou vice-versa. Ele também pode se espalhar de uma vagina para outra caso exista contado íntimo entre duas mulheres.

Imagem de exame ginecologico mostrando o colo do útero e o corrimento amarelo esverdeado com bolhas característico da tricomoníase.

Depois da contaminação os sintomas levam de 5 a 28 dias para aparecer. Em alguns indivíduos este tempo pode ser bem maior. 

Não é comum o parasita infectar outras partes do corpo como mãos, boca ou ânus. A contaminação também não ocorre em contatos como abraços, beijos ou pelo uso compartilhado do vaso sanitário. Ainda também não se sabe explicar muito bem por que algumas pessoas apresentam sintomas enquanto outras são assintomáticas. Pessoas infectadas, mesmo que sem sintomas, transmitem a doença.

Qual o remédio para o corrimento esverdeado?

Antes de iniciar o tratamento é importante consultar o seu ginecologista para que ele possa durante o exame ginecológico confirmar se o corrimento é compatível com tricomoníase ou não. Outras doenças também podem provocar corrimentos semelhantes. 

O tratamento é realizado com antibióticos administrados por via oral ou na forma de creme vaginal. Também é possível combinar a via oral com a via vaginal. Idealmente o parceiro sexual também deve ser tratado, mesmo que não tenha sintomas. Isso é importante pois ele pode ser um portador assintomático da doença. Com o tratamento adequado a doença pode ser curada em uma semana.

O que fazer para acabar com o corrimento?

Caso você tenha episódios recorrentes de corrimento é importante conversar com o seu ginecologista e verificar se o tratamento foi feito de maneira adequada. Cerca de 17% das mulheres também podem se re-infectar logo após o tratamento. O uso de uma proteção de barreira (camisinha) também poderá ajudar a evitar novas contaminações.

Os principais fatores de risco para a tricomoníase são:

  • Múltiplos parceiros sexuais
  • História de doenças sexualmente transmissíveis
  • Infecção prévia por tricomoníase
  • Relação sexual sem método de barreira (camisinha)

Existe remédio caseiro para o corrimento esverdeado?

Apesar de estudos sobre o fitoquímico da goiaba (Psidium guajava L.) investigarem o seu uso para o tratamento de doenças causadas por protozoários como a tricomoníase, ela não é rotineiramente prescrita para a tricomoníase. O tratamento mais amplamente aceito é feito com antibióticos.

A tricomoníase pode acontecer na gravidez?

A tricomoníase pode causar complicações na mulheres grávidas. Existe um risco maior de parto prematuro e do bebê nascer com baixo peso. Embora isso seja incomum, a doença também pode ser transmitida para o bebê durante o parto.

Os antibióticos usados para tratar a tricomoníase são seguros para o uso durante a gestação. Se você está grávida e suspeita que tem tricomoníase ou qualquer outra DST, converse com seu médico o mais rápido possível para evitar complicações para você e seu filho.

Источник: https://www.fetalmed.net/o-que-e-o-corrimento-esverdeado/

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