CRIPTORQUIDIA – O que é, sintomas e tratamento

Câncer de testículo: sintomas, tratamentos e causas

CRIPTORQUIDIA – O que é, sintomas e tratamento

O tumor de testículo corresponde a 5% do total de casos de câncer entre os homens. É facilmente curado quando detectado precocemente e apresenta baixo índice de mortalidade.

Apesar de raro, preocupa porque a maior incidência é em homens em idade produtiva – entre 15 e 50 anos. Nessa fase, há chance de ser confundido, ou até mesmo mascarado, por orquiepididimites (inflamação dos testículos e dos epidídimos (canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma) geralmente transmitidas sexualmente.

Sintomas de Câncer de testículo

O mais comum é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor. Mas deve-se ficar atento a outras alterações, como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, nódulos ou endurecimentos, dor imprecisa na parte baixa do abdômen, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos. Caso sejam observadas alterações, o médico, de preferência um urologista, deve ser consultado.

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Diagnóstico de Câncer de testículo

Se por um lado o câncer de testículo é um tipo agressivo, com alto índice de duplicação das células tumorais (que causam rápida evolução da doença), por outro, é de fácil diagnóstico e alto índice de cura, já que responde bem aos tratamentos quimioterápicos. O médico urologista indicará exames para o diagnóstico, como a biópsia.

O câncer de testículo é considerado um dos mais curáveis, principalmente quando detectado em estágio inicial. O exame físico é o melhor meio de detecção precoce.

Deve ser feito uma vez por mês, após um banho quente. O calor relaxa o escroto e facilita a observação de quaisquer anormalidades de tamanho, sensibilidade ou densidade.

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  • Alteração do tamanho dos testículos
  • Sensação de peso no escroto
  • Dor imprecisa na parte inferior do abdômen ou na virilha
  • Derrame escrotal, caracterizado por líquido no escroto
  • Dor ou desconforto no testículo ou escroto.
  • De pé, em frente ao espelho, verifique a existência de alterações em alto relevo na pele do escroto
  • Examine cada testículo com as duas mãos
  • Posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e o polegar
  • Revolva o testículo entre os dedos – você não deve sentir dor ao realizar o exame
  • Não se assuste se um dos testículos parecer ligeiramente maior que o outro, isto é normal
  • Ache o epidídimo – canal localizado atrás do testículo que coleta e carrega o esperma
  • Se você se familiarizar com essa estrutura, não confundirá o epidídimo com uma massa suspeita
  • Os tumores malignos são localizados com mais frequência lateralmente aos testículos, mas também podem ser encontrados na porção ventral (parte de baixo dos testículos)

Tratamento de Câncer de testículo

O tratamento inicial é sempre cirúrgico, quando se expõe o testículo para a realização de biópsia (retirada de um fragmento de tecido para ser examinado ao microscópio). O resultado do exame é dado ainda durante a cirurgia. Em caso positivo para câncer, o testículo é extraído. A função sexual ou reprodutiva do paciente não é afetada, desde que o outro testículo esteja saudável.

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O tratamento posterior poderá ser cirúrgico, radioterápico, quimioterápico ou através de controle clínico. A complementação dependerá de investigação, que avaliará a presença ou a possibilidade de disseminação da doença para outros órgãos.

Referências

Ministério da Saúde

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-testiculo

Criptorquidia – O que é – Doenças Urológicas

CRIPTORQUIDIA – O que é, sintomas e tratamento

A criptorquidia é a condição médica em que os testículos não descem para a bolsa escrotal, por causa de anomalias no desenvolvimento do abdômen inferior e órgãos genitais. É um problema comum entre os bebês. Assim que a criança nasce é importante verificar se os testículos estão situados na bolsa escrotal e observar como evolui o caso durante um ano.

A migração pode acontecer naturalmente. Caso não ocorra, é importante corrigir o problema, já que pode comprometer a produção de espermatozoides.

Existem dois tipos de criptorquidia:

Criptorquidia bilateral: neste caso, os dois testículos estão ausentes no escroto. Pode causar esterilidade se não for tratada.

Criptorquidia unilateral: quando está ausente um testículo em apenas um dos lados da bolsa escrotal.

Diagnóstico

O diagnóstico da criptorquidia é feito através da palpação do escroto logo após o nascimento do bebê. O médico saberá distinguir a criptorquidia do testículo retrátil.

Neste segundo caso, ele é levado para o escroto com facilidade, mas pode voltar a se alojar na região próxima à raiz da bolsa.

A normalização ocorre através dos estímulos hormonais, a partir dos sete ou oito anos de idade.

No caso da criptorquidia, o médico orientará a observação da condição até o primeiro ano de vida. Se não ocorrer a migração espontânea, indica-se a cirurgia – que deverá ser feita até aos 2 anos de idade.

Fatores de Risco

Os principais fatores associados ao surgimento desta condição são:

  • Nascimento prematuro
  • Problemas hormonais
  • Síndrome de Down
  • Baixo peso do bebê
  • Hérnias no local por onde descem os testículos do abdômen para o escroto
  • Contato com substâncias tóxicas

Há ainda fatores de risco relacionados com o comportamento da mãe durante a gestação que podem aumentar as chances de desenvolver o problema, tais como obesidade, diabetes gestacional, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

Prevenção

Não há uma forma comprovada para prevenir a criptorquidia. Recomenda-se às mães evitarem alguns fatores que aumentem o risco, como cigarro, álcool e obesidade. No entanto, isso não garante que a criança não desenvolverá o problema.

É importante atentar-se para o diagnóstico precoce, que evitará maiores complicações, como esterilidade e o desenvolvimento de neoplasias. Exames durante a gestação e logo após o nascimento podem detectar o problema nos testículos.

Sintomas

Além da ausência do(s) testículo(s) na bolsa escrotal, a criptorquidia só apresenta sintomas quando o testículo ausente desenvolve algum processo inflamatório, gerando dor. A detecção é feita pela observação durante a formação e desenvolvimento da criança. O diagnóstico deve ser feito o quanto antes para que o caso seja revertido, se não naturalmente, por cirurgia.

Tratamento

Se a migração dos testículos para a bolsa escrotal não ocorrer de forma natural até o primeiro ano da criança, o urologista pediátrico provavelmente recomendará a cirurgia, chamada orquidopexia.

Se o testículo estiver localizado na virilha, a orquidopexia será realizada por uma pequena incisão nessa região. As crianças, em geral, vão para casa no mesmo dia, após o procedimento. Quando o testículo não é sentido na virilha, ele pode estar no abdômen ou ausente. Neste caso, outros exames serão necessários.

Há ainda um tratamento inicial com gonadotrofina coriônica (Hcg) que provoca o amadurecimento transitório e mais rápido do testículo, auxiliando na fase de migração.

Perguntas Frequentes

A cirurgia pediátrica para corrigir o testículo retido é uma necessidade médica?

Ela é altamente recomendada para melhorar a imagem corporal quando a criança chegar à adolescência e idade adulta, assim como para reduzir os efeitos de longo prazo, como o risco de câncer ou infertilidade.

Quantas cirurgias serão necessárias?

Na maioria dos casos, os médicos conseguem reparar o testículo não descido com apenas uma operação.

Em que idade a cirurgia deve ser realizada?

A cirurgia para tratar testículos não descidos deve se feita antes dos 2 anos.  Na maioria dos casos, é realizada entre 6 e 12 meses de idade.

Quanto tempo a criança tem que ficar no hospital após essa cirurgia pediátrica?

As crianças em geral vão para casa no mesmo dia ou na manhã seguinte.

O que acontece depois dessa cirurgia pediátrica?

A criança sente certo desconforto depois da operação, mas a maioria dos meninos melhora depois de um dia. O médico recomendará que a criança evite ficar sentada nas quatro semanas após a cirurgia, para evitar lesões. É necessário fazer acompanhamento anual com exames para que o urologista verifique se o testículo está crescendo normalmente.

Источник: https://www.ladoaladopelavida.org.br/criptorquidia-o-que-e-doencas-urologicas

O que é Criptorquidia, Suas Causas e Tratamentos

CRIPTORQUIDIA – O que é, sintomas e tratamento

O corpo humano é constituído por diversas partes que gostamos de comparar a engrenagens de maquinas, que precisam estar “inteiras” e receber sua devida manutenção para que funcione em sincronia. Assim é também com o sistema reprodutor humano, que são formados nos últimos meses da fase gestacional.

No caso dos homens, os testículos do bebê menino ainda em desenvolvimento se forma ainda no interior do abdômen, iniciando a locomoção passando pelo canal inguinal e chegando finalmente até a bolsa escrotal onde ficará por toda vida.

Quando ocorre alguma intercorrência nessa trajetória, provocando que um ou os dois testículos não cheguem até a bolsa escrotal, ganha-se o nome de criptorquidia.

O que é a Criptorquidia?

A criptorquidia ou testículos não descidos como é popularmente chamado pela medicina é o nome dado para uma alteração genital no sexo masculino considerado muito comum.

É o nome dado para a ausência testicular na bolsa escrotal ou a presença de um único testículo.

Caracterizada como unilateral quando existe a presença de um único testículo e bilateral quando ausente os dois testículos, sendo dividido em dois tipos:

  • Criptorquidia congênita
  • Criptorquidia Adquirida

Criptorquidia Congênita

Considerada criptorquidia congênita a ausência de um ou dos dois testículos no bebê, logo após o nascimento. Como o sistema reprodutor masculino finaliza seu desenvolvimento nos últimos meses de desenvolvimento intrauterino, nesse caso um ou os dois testículos não conseguiram chegar ao saco escrotal como deveriam.

Criptorquidia Adquirida

Considerada criptorquidia adquirida quando o bebê nasce com seus testículos adequadamente localizados na bolsa escrotal, mas após um certo período um ou os dois testículos não são mais observados na área escrotal.

Causas da Criptorquidia

As causas da criptorquidia não foram esclarecidas ainda, mas estudos científicos em prol do assunto apontam grandes possibilidades de ser resultado de fatores genéticos durante a gestação ou por até mesmo influência de fatores ambientais. Mas entre as principais causas mais consistentes está a prematuridade no nascimento, ou o nascimento de bebês abaixo do peso para a idade gestacional.

Diagnóstico da Criptorquidia

O diagnóstico da criptorquidia é basicamente clinico e pode ser identificado após um exame físico simples, mas bem minucioso.

Onde será necessário observar e avaliar a posição, o volume testicular e também a mobilidade dos testículos que podem apontar para outros fatores como hérnias, tamanho peniano, a hidrocele (acúmulo de líquido na área testicular), além da posição do meato uretral, que é a saída da urina no pênis.

Normalmente os testículos criptorquidicos podem ser facilmente palpados facilitando a localização, que em 80% dos casos se encontram entre o abdômen e a bolsa escrotal, se tornando mais simples de tratar. Nos casos onde não são facilmente sentidos, os testículos podem se encontrar ainda na cavidade abdominal apontando para um procedimento mais complexo e um tratamento especifico.

Tratamentos da Criptorquidia

Os tratamentos da criptorquidia irão depender da avaliação medica e da escolha do melhor procedimento ao caso.

Porém, no caso da criptorquidia congênita, onde os bebês já nascem com a ausência de um ou dois testículos, normalmente é recomendado os pais aguardarem até os seis meses de vida do bebê, para observar se não ocorre a descida natural do testículo para a bolsa escrotal, sem ser necessário realizar nenhum procedimento ou tratamento.

Após esse período, se não ocorre a descida espontânea é avaliada a melhor intervenção corretora. O recomendado é que a intervenção cirúrgica ocorra entre os seis meses até os 12 meses de vida do bebê, sendo o prazo máximo para correção até os 18 meses de vida.

O tratamento cirúrgico de correção do posicionamento testicular tem como principais objetivos otimizar a função testicular, evitar futuras complicações como hérnias e torções testiculares e reduzir as chances e facilitar o diagnóstico de tumores nos testículos.

Para os testículos que são possíveis palpar mesmo ainda fora do saco escrotal, o procedimento cirúrgico é indicado para correção da posição testicular, trazendo-o para a bolsa testicular.

Será avaliado o posicionamento do testículo e aí será avaliado o tipo de procedimento a ser feito, que poderá ser por via inguinal ou por via escrotal.

No caso dos testículos que não são palpáveis, a cirurgia recomendada é por via abdominal e realizada por videolaparoscopia que é mais simples, rápida e a cicatrização é bem tranquila.

Fertilidade

Uma das grandes preocupações no caso de criptorquidia é o quesito fertilidade. Mas pesquisas indicam que pacientes que possuem apenas um testículo que não tenha descido para o saco escrotal, tem taxas menores de fertilidade, mas podem ser pais, na mesma proporção comparados a pacientes que tem os dois testículos em posição correta.

Mas a correção cirúrgica é necessária, visando garantir a produção correta de espermatozoides, em qualidade e quantidade adequada durante a ejaculação. Caso não seja realizada a correção dos testículos, o testículo não descido pode comprometer a produção de espermatozoides e do hormônio testosterona causando a infertilidade.

No caso de pacientes com criptorquidia bilateral (ausência dos dois testículos no saco escrotal) as taxas de fertilidade são mínimas. Portanto é indispensável o tratamento cirúrgico no prazo correto, ao longo do primeiro ano de vida, evitando que a infertilidade seja uma situação irreversível.

Aproveitando a oportunidade, queremos contar uma novidade para nossos leitores, que estejam precisando dar uma forcinha extra para a fertilidade.

No caso de pacientes que tem a criptorquidia unilateral e precisam fortalecer a produção seminal, a empresa Famivita desenvolveu uma linha de produtos voltados para a fertilidade de casais, entre eles, a vitamina ViriFerti, que é um suplemento vitamínico completo que garante a melhora e potencialização da fertilidade masculina, melhorando a qualidade seminal e espermatozoides mais saudáveis. Você pode adquiri-la aqui em nossa loja virtual.

Outra preocupação medica que cerca a criptorquidia, que vem sido avaliada em diversas pesquisas medicas é do risco aumentado de tumores no testículo em pacientes com o problema. Estudos apontam que o risco é de 2 a 5 vezes maior em comparação com homens que não nasceram com criptorquidia.

Isso porque, possivelmente esses pacientes já nasçam com uma predisposição genética para esse tipo de câncer.

Mesmo após realizar o tratamento indicado e a intervenção cirúrgica é necessário recomendar o autoexame nos testículos, afim de notar previamente qualquer tipo de alteração.

Foto: Tsaitgaist

Источник: https://www.famivita.pt/o-que-e-criptorquidia/

Dor Escrotal Aguda

CRIPTORQUIDIA – O que é, sintomas e tratamento

Autores:

Marco Antonio Arap

Médico Assistente do Serviço de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP

Rafael Ferreira Coelho

Urologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 10/11/2008

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            Qualquer indivíduo com dor escrotal aguda deve ser avaliado e tratado com urgência, uma vez que a torção testicular é um dos diagnósticos diferenciais e o salvamento da gônada depende diretamente do tempo de isquemia (cujo início corresponde ao início da dor).

A torção testicular determina inicialmente uma obstrução ao fluxo venoso, com conseqüente edema e hemorragia no órgão. Em seguida, ocorre a trombose arterial e, finalmente, a necrose da gônada.

Apesar da torção testicular ser mais frequente em adolescentes, ela pode ocorrer em qualquer faixa etária, inclusive em recém-natos. A incidência estimada é de 1:4.000 homens.

            A causa da torção testicular é desconhecida, mas acredita-se estar relacionada a alguma anormalidade anatômica, como túnica vaginal espaçosa, conexão epidídimo-testicular frouxa, criptorquidia ou fixação testículo-escrotal deficiente. Esta última é a teoria mais aceita, e como essa anormalidade é bilateral, o testículo contralateral deve ser fixado durante a abordagem cirúrgica, independentemente do destino da gônada torcida.

            A dor escrotal aguda também pode significar epididimite, orquite ou orquiepididimite, e, nesses casos, quase sempre existe uma infecção determinando o quadro.

Em recém-natos e pré-púberes, a orquiepididimite é mais provavelmente relacionada a uma anormalidade geniturinária ou à disseminação hematogênica.

Em adolescentes, o quadro é usualmente secundário à infecção urinária ascendente, sobretudo no caso de vida sexual ativa.

ACHADOS CLÍNICOS

            A dor escrotal aguda tem características diferentes dependendo da etiologia (Tabela 1).

Tabela 1: Achados clínicos na dor escrotal aguda

torção testicularorquite/orquiepididimite
Início da dorSúbitaMais gradual
Disúria/sintomas miccionaisAusentePode estar presente
Urina INormalLeucocitúria
Exame físicoInflamação ausente no inícioSinais inflamatórios evidentes
Reflexo cremastéricoAusentePresente

            História de manipulação uretral, cirurgia urológica recente, cateterismo uretral, bexiga neurogênica e malformação urológica sugerem orquite/orquiepididimite. Em recém-natos, a dor escrotal aguda manifesta-se por irritabilidade, agitação e falta de apetite.

Pode não haver edema no testículo afetado, portanto o diagnóstico diferencial é mais difícil nessa faixa etária. No caso de orquite/orquiepididimite, existe febre em até 18% dos casos, sendo rara em casos de torção testicular. Frequentemente, a história clínica revela tratar-se de testículo migratório.

Alguns pacientes podem apresentar história prévia de quadros dolorosos intermitentes, sugerindo episódios de torção reversível.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

            O diagnóstico diferencial de dor escrotal aguda envolve principalmente torção testicular (Figura 1), orquite/orquiepididimite (Figura 2) e trauma testicular (Figura 3).

O diferencial deve ser feito rapidamente, uma vez que o prognóstico da gônada nos casos de torção depende diretamente do tempo de isquemia (calculado como o tempo de dor). Normalmente a história e o exame físico podem indicar com relativa segurança a etiologia da dor.

Em caso de dúvida, a ultra-sonografia com Doppler está indicada e deve ser realizada rapidamente.

Figuras 1a e 1b: torção testicular. As fotos mostram aspecto intra-operatório de pacientes com diagnóstico de torção testicular.

A foto da esquerda mostra testículo torcido sem sofrimento vascular significativo e, portanto, passível de preservação.

A foto da direita mostra testículo torcido com sofrimento vascular severo e sinais de necrose de coagulação que determinaram a perda da gônada.

Figura 2: orquiepididimite. O painel mostra detalhe de ultra-sonografia com Doppler de paciente com dor escrotal aguda sugestiva de orquiepididimite. Nota-se grande aumento de fluxo intratesticular e epididimário.

Figuras 3a, 3b e 3c: Trauma testicular. O painel esquerdo mostra detalhe de ultra-sonografia realizada na sala de emergência. Nota-se descontinuidade da túnica albugínea do testículo esquerdo, secundária a trauma contuso de escroto.

A foto central mostra detalhe da cirurgia, com lesão complexa de túnica e perda significativa de parênquima testicular. O paciente foi submetido a ressecção da gônada e a patologia da peça (foto da direita) confirmou grande hemorragia parenquimatosa.

 

 

            Quando a isquemia por torção tem duração menor que 6 horas, existe grande chance de preservação testicular; se dura mais de 12 horas, a chance de preservação é pequena.

Apesar disso, o diagnóstico e o tratamento devem ser instituídos rapidamente, mesmo no caso de dor por mais de 12 horas, uma vez que a torção parcial (< 360°) é freqüente e, nesses casos, o testículo pode ser viável pela interrupção apenas parcial do fluxo sanguíneo testicular.

            Casos menos frequentes de dor escrotal aguda são decorrentes de torção de apêndices testiculares, hérnia estrangulada, hidrocele infectada, hematocele e tumor testicular. Nesses casos, o diagnóstico diferencial é facilmente feito por meio de dados de história e exame físico.

EXAMES COMPLEMENTARES

            Quando o diagnóstico etiológico da dor escrotal aguda não puder ser feito pela história e pelo exame físico, utiliza-se a ultra-sonografia com Doppler de bolsa testicular, que é o padrão-ouro na avaliação de dor escrotal aguda. Ele tem o objetivo de excluir ou confirmar a torção testicular, e a confirmação diagnóstica indica automaticamente o tratamento cirúrgico.

O Doppler apresenta muitas vantagens em relação aos outros métodos propedêuticos de avaliação de dor escrotal. É um exame rápido, indolor, não necessita preparo e pode ser realizado na sala de emergência. Entretanto, o Doppler não deve atrasar o diagnóstico etiológico da dor.

No caso do aparelho ou do examinador estarem inacessíveis ou do tempo de isquemia ser limítrofe para o salvamento do testículo, deve-se indicar a cirurgia imediatamente. É prudente realizar urina I e urocultura para possível isolamento de agente infeccioso no caso de orquite/orquiepididimite.

A cintilografia com tecnécio era utilizada anteriormente no auxílio ao diagnóstico diferencial da dor escrotal aguda, mas deixou de ser utilizada após a introdução da ultra-sonogrfafia com Doppler, tendo atualmente perdido importância .

TRATAMENTO

            O tratamento da dor escrotal aguda varia de acordo com a patologia que a determina. No caso de orquite/orquiepididimite, o tratamento é conservador.

Em crianças com piúria e possível origem bacteriana da infecção, a cobertura antibiótica de amplo espectro está indicada e pode ser feita com cefalosporina de 3ª geração quando há febre, queda do estado geral e quando a criança fica internada.

Após o resultado da urocultura, o antibiótico pode ser trocado de acordo com o antibiograma do agente isolado e o paciente recebe alta com antibioticoterapia oral. Quando não existe queda importante do estado geral e febre, não há necessidade de internação e o tratamento oral pode ser realizado com cefalosporina de 2ª geração ou quinolona.

É importante lembrar que, durante ou após o tratamento do quadro agudo, deve-se realizar avaliação radiológica do trato urinário da criança para pesquisa de malformações urológicas associadas.

Em adultos, deve-se introduzir antibióticos (quinolona, macrolídeo ou cefalosporina) pela possível origem bacteriana do quadro, analgésicos e até antiinflamatórios não-hormonais para o controle da dor. Todo paciente com diagnóstico de orquite/orquiepididimite deve ser mantido com suspensório escrotal e em repouso no leito por pelo menos 72 horas para o controle da dor e para que não ocorra grande edema escrotal.

            No caso de torção testicular, o tratamento é cirúrgico e deve ser instituído de imediato. A exploração é realizada via escrototomia mediana, seguida de avaliação do testículo torcido. O urologista deve desfazer a torção e manter o testículo aquecido por alguns minutos para que se possa avaliar a viabilidade do mesmo.

Durante esse intervalo, o testículo contralateral deve ser fixado na túnica albugínea, conforme mencionado anteriormente. Se o testículo torcido recuperar a viabilidade (este é um critério subjetivo, avaliado pelo fluxo e pela cor do órgão no momento da cirurgia), ele deve ser preservado e também fixado na túnica albugínea.

Caso contrário, é ressecado e enviado para análise anatomopatológica.

Todo paciente que perde o testículo, seja por torção ou atrofia pós-orquite, permanece com as funções testiculares preservadas. A gônada remanescente em geral é capaz de manter a fertilidade e a função endócrina, e isso deve ser sempre informado ao paciente ou familiar responsável.

TÓPICOS IMPORTANTES

         A dor escrotal aguda deve ser avaliada de imediato, pela possibilidade de urgência cirúrgica.

         O diagnóstico diferencial envolve principalmente torção testicular e orquite/orquiepididimite.

         O diagnóstico é realizado por meio de história e exame físico, além de ultra-sonografia com Doppler de bolsa testicular. Quando o fluxo sanguíneo testicular está interrompido, confirma-se o diagnóstico de torção testicular. Caso contrário, o diagnóstico mais provável é de orquite/orquiepididimite.

         O tratamento de processos inflamatórios/infecciosos envolve antibioticoterapia de amplo espectro, analgesia e repouso.

         O tratamento da torção testicular depende da viabilidade da gônada torcida. No caso de sofrimento vascular intenso ou necrose, o testículo deve ser retirado; caso mostre-se viável, deve ser fixado na bolsa testicular. O testículo contralateral deve ser fixado em qualquer uma das situações.

         A fertilidade e a função endócrina testicular quase sempre são preservadas, mesmo no caso de gônada única.

ALGORITMO

Algoritmo 1: Abordagem diagnóstica e terapêutica da dor escrotal aguda

BIBLIOGRAFIA

1.     Arap MA, Cocuzza MAS, Mesquita JLB, Arap S. Análise comparativa de ultrassom Doppler pré-operatório com achado cirúrgico em 30 casos de torção testicular. ACTA Urol Port 2000; 17(1):55-58.

2.     Arap MA, Cocuzza MAS, Mesquita JLB, Arap S. Torção de testículo – Análise de 62 casos atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. ACTA Urol Port 2000; 17(1):49-54.

3.     Ciftci AO, Senocak ME, Tanyel FC, Buyukpamukcu N. Clinical predictors for differential diagnosis of acute scrotum. Eur J Pediatr Surg 2004; 14(5):333-338.

4.     Favorito LA, Cavalcante AG, Costa WS. Anatomic aspects of epididymis and tunica vaginalis in patients with testicular torsion. Int Braz J Urol 2004; 30(5):420-424.

5.     Rajfer J. Congenital anomalies of the testis and scrotum. In: Campbell’s urology. 7. ed. Saunders, . p.2172-2192.

6.     Shortliffe LMD. Urinary tract infections in infants and children. In: Campbell’s urology. 7. ed. Saunders, . p.1681-1707.

Источник: http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1343/dor_escrotal_aguda.htm

Criptorquidia: o que fazer quando o testículo não está na bolsa escrotal?

CRIPTORQUIDIA – O que é, sintomas e tratamento

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Normalmente os testículos2 são formados no interior do abdômen e nos últimos meses da vida intrauterina migram (descem) para a bolsa escrotal, passando pelo canal inguinal3.

Chama-se criptorquidia1 (do grego: cripto = caverna, esconderijo; orquis = testículo4) à situação em que um dos testículos2 ou ambos ficam retidos em algum ponto do trajeto que deveriam percorrer.

Trata-se de uma das anomalias genitais mais comuns em meninos.

Quais são as causas da criptorquidia1?

O caminho de migração dos testículos2 pode ser obstruído por hérnias5 ou malformação6 do abdômen inferior. É comum a criptorquidia1 em bebês7 prematuros e ela também ocorre em 3 a 4% dos bebês7 nascidos a termo. Quanto mais prematuro o bebê, maior será a chance de que apresente criptorquidia1.

Quais são os principais sinais8 e sintomas9 da criptorquidia1?

Em geral a criptorquidia1 não apresenta sintomas9, a não ser que o testículo4 abdominal apresente alguma complicação, como infecção10, por exemplo.

A retenção dos testículos2 no interior do abdômen pode inviabilizar a produção de espermatozoides11, provocando infertilidade12, sobretudo quando os dois testículos2 são afetados, porque eles precisam estar 1 a 1,5°C abaixo da temperatura corpórea, o que só conseguem na bolsa escrotal. Na criptorquidia1, os testículos2 são mais propensos a lesões13 ou torção14 testicular.

Como o médico diagnostica a criptorquidia1?

O diagnóstico15 do criptorquidia1 deve ser feito por um exame direto de palpação16 da bolsa escrotal, assim que a criança nasce, a qual constatará, se for o caso, a ausência dos testículos2. Um diagnóstico15 diferencial deve ser feito com o testículo4 retrátil.

Neste caso, os testículos2 atingem sem dificuldades a bolsa escrotal, mas se retraem graças a uma ação exacerbada do músculo cremaster. Essa situação em geral não requer nenhuma intervenção médica e se corrige sozinha até a puberdade.

Outra situação que deve ser diferenciada da criptorquidia1 é a anorquia (ausência congênita17 de testículo4) que só pode ser constatada no momento da operação.

Como o médico trata a criptorquidia1?

Se no exame inicial os testículos2 não estiverem presentes na bolsa escrotal e se encontrarem retidos em algum ponto do trajeto que deveriam fazer, a conduta deve ser de observação, durante um ano, um ano e meio, porque nesse prazo eles ainda podem migrar naturalmente.

Caso contrário, a anomalia deve ser logo corrigida para preservar a função germinativa.

Se os testículos2 ficarem retidos no abdômen e submetidos à temperatura do seu interior eles podem sofrer danos e não produzir espermatozoides11, além de favorecer o aparecimento de neoplasias18.

A gonadotrofina coriônica administrada por via venosa auxilia o amadurecimento e a migração dos testículos2, mas na maioria das vezes o tratamento deve ser uma cirurgia para liberá-los de aderências que os estejam retendo e permitir que eles atinjam a bolsa escrotal. Se houver impossibilidade de levar o testículo4 até a bolsa escrotal, o melhor é retirá-los para evitar consequências graves.

Como evolui a criptorquidia1?

A maioria dos casos de criptorquidia1 se resolve espontaneamente. A correção cirúrgica na maioria das vezes tem êxito.

Em cerca de 20% dos casos os testículos2 “descem” por si sós nos primeiros três ou quatro meses de vida.

Quais são as complicações possíveis da criptorquidia1?

A criptorquidia1 é uma das causas importantes de esterilidade19 masculina e favorece o desenvolvimento de neoplasias18, mesmo depois que a criptorquidia1 seja corrigida.

Uma complicação rara da cirurgia que visa corrigir a criptorquidia1, chamada orquidopexia, se verifica quando o testículo4 movido retorna para o abdome20, levando a outra cirurgia.

Em casos raros o testículo4 pode perder sua irrigação sanguínea e então ele se torna apenas um tecido21 cicatricial.

ABCMED, 2016. Criptorquidia: o que fazer quando o testículo não está na bolsa escrotal?. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2021.

Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

1 Criptorquidia: 1. Falha na descida de testículo para o escroto, também conhecida como criptorquia.

2 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.

3 Canal Inguinal: Passagem (na PAREDE ABDOMINAL anterior inferior) pela qual passam o CORDÃO ESPERMÁTICO (no homem), o LIGAMENTO REDONDO (na mulher), os nervos e os vasos. Sua extremidade interna localiza-se no anel inguinal profundo e a extremidade externa está no anel inguinal superficial.

4 Testículo: A gônada masculina contendo duas partes funcionais Sinônimos: Testículos

5 Hérnias: É uma massa circunscrita formada por um órgão (ou parte de um órgão) que sai por um orifício, natural ou acidental, da cavidade que o contém. Por extensão de sentido, excrescência, saliência.

6 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).

7 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).

8 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.

9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença.

Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal.

A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

10 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

11 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.

12 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade.

Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição.

Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.

13 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo.

Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais.

Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.

14 Torção: 1. Ato ou efeito de torcer. 2. Na geometria diferencial, é a medida da derivada do vetor binormal em relação ao comprimento de arco. 3.

Em física, é a deformação de um sólido em que os planos vizinhos, transversais a um eixo comum, sofrem, cada um deles, um deslocamento angular relativo aos outros planos. 4. Em medicina, é o mesmo que entorse. 5.

Na patologia, é o movimento de rotação de um órgão sobre si mesmo. 6. Em veterinária, é a cólica de alguns animais, especialmente a do cavalo.

15 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.

16 Palpação: Ato ou efeito de palpar. Toque, sensação ou percepção pelo tato. Em medicina, é o exame feito com os dedos ou com a mão inteira para explorar clinicamente os órgãos e determinar certas características, como temperatura, resistência, tamanho etc.

17 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.

18 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.

19 Esterilidade: Incapacidade para conceber (ficar grávida) por meios naturais. Suas causas podem ser masculinas, femininas ou do casal.

20 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.

21 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.

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Источник: https://www.abc.med.br/p/saude-do-homem/819619/criptorquidia+o+que+fazer+quando+o+testiculo+nao+esta+na+bolsa+escrotal.htm

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