Demência senil: o que é, sintomas e tratamento

Demência e Alzheimer são a mesma coisa? Entenda o quadro

Demência senil: o que é, sintomas e tratamento

Quando um idoso apresenta perda de memória, desorientação, lentidão nas respostas, as pessoas já acham que é demência, que a pessoa tem Alzheimer.

De acordo com o Governo do Brasil, o Alzheimer acomete 11,5% da população idosa do país, mas é importante não se precipitar: ter demência não é sinônimo de ter Alzheimer, por isso é necessário consultar um médico e obter um diagnóstico preciso para ajudar nos cuidados ao paciente. 

Já que essa confusão existe, vamos deixar claro o que é demência, quais os tipos e como o Alzheimer e outras doenças se manifestam. 

O que é demência então? 

A demência é uma classe de doenças com mais de 150 tipos diferentes, incluindo o Alzheimer. 

 “O problema se dá sempre que a rotina da pessoa é comprometida por uma alteração nas funções cognitivas, como comunicação, linguagem, orientação espacial, capacidade de planejamento motor ou de processar informações sensoriais,” explica o neurologista Custódio Michailowsky, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. 

Inclusive, como algumas pessoas usam a palavra demência com um tom pejorativo, os especialistas trocaram sua nomenclatura para transtorno neurocognitivo maior. 

O que está por trás desse transtorno é uma perda real e irrecuperável de células nervosas –neurônios e massa encefálica.

É uma mudança mais rápida e precoce do que a que acontece no processo de envelhecimento natural, onde há uma perda discreta,” detalha Carlos Penatti, neurologista do Fleury Medicina e Saúde, em São Paulo.

O próprio cérebro começa a se atacar e os cientistas ainda estudam para descobrir o porquê.

A maior parte dos casos ocorre em idoso, já que o principal fator de risco é a idade, além de falta de controle de doenças como hipertensão e diabetes. Os diagnósticos começam com cerca de 65 anos e, a partir daí, a cada cinco anos a possibilidade de transtorno neurocognitivo maior dobra, segundo Michailowsky.

E o que é Alzheimer?

O que confunde e faz com que as pessoas achem que toda demência é Alzheimer é a alta incidência da doença.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Alzheimer representa cerca de 60% a 70% dos casos de transtorno neurocognitivo maior e 35,6 milhões de pessoas no mundo tem a doença, de acordo com a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer), com estimativa para 115,4 milhões de pacientes até 2050. 

Para analisar os dados no Brasil, um estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e publicado no jornal científico Alzheimer Disease and Associated Disorders analisou 1.

656 indivíduos com idade igual ou superior aos 65 anos do município de Catanduva (SP). Todos foram submetidos a avaliações clínicas, neurológicas e cognitivas, e os dados mostraram que a demência foi diagnosticada em 118 pacientes.

Desses, 55,1% tinham Alzheimer, seguido por demência vascular, com apenas 9,3%. 

Quando o paciente tem Alzheimer os sintomas que mais chamam atenção são o problema de memória e a dificuldade de adquirir novos conhecimentos. “O hipocampo é a principal parte do cérebro afetada.

Ele é responsável por guardar novas informações, então no início da doença o paciente ainda tem memória de anos atrás, mas esquece do que fez ontem, por exemplo,” explica Antônio Damin, neurologista e especialista em neurologia cognitiva comportamental pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). 

Com o passar do tempo os sintomas vão se agravando. Também é comum que o paciente apresente dificuldade com linguagem (ele sabe para que um objeto serve, mas não consegue nomeá-lo), ou sofra de desorientação de tempo e espaço (se perdendo em ambientes conhecidos e ficando sem noção do horário que faz atividades).

A evolução tende a trazer ainda a perda da independência, insônia, agitação, resistência à execução de tarefas simples como escovar os dentes, perda da capacidade de controlar estímulos corporais, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva. No estágio terminal, há e perda praticamente completa da memória, além de dependência total de terceiros para qualquer atividade. 

Existem mais de 100 tipos de demências e seus sintomas podem variar de problemas de memória a mudanças comportamentais ou rigidez de movimentos

Imagem: iStock

Mas quais são as outras demências?

Como explicamos, o Alzheimer não é o único tipo de transtorno neurocognitivo maior. Conheça as outras doenças mais representativas e como se dão:

– Demência vascular Pode aparecer depois de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que compromete o funcionamento de uma área importante do cérebro, ou então após anos de descuido de doenças como pressão alta e diabetes, que levam a pequenas isquemias que progressivamente afetam o cérebro. Também ocorre perda de memória e é diferenciada do Alzheimer por exames de imagens e por desde o início mostrar reflexos e sensibilidade alterada, o que demora no paciente com Alzheimer, segundo Damin. Ainda há uma maior lentificação e dificuldade de atenção.

– Demência de Corpos de Lewy “Além da demência há parkinsonismo, o paciente tem tremores, rigidez muscular, lentificação dos movimentos”, explica Damin. O paciente também costuma flutuar entre os sintomas, um dia está ótimo, dois dias depois fica muito mal, depois melhora. Outra coisa que chama atenção para o quadro são alucinações visuais e problemas na memória. 

– Demência Frontotemporal Como o nome entrega, a doença afeta os lobos frontais e temporais do cérebro, que têm entre as funções a regulação do humor e comportamento.

Assim, o que mais chama a atenção é a mudança de comportamento do paciente. “A pessoa pode adquirir apatia e ficar sem fazer nada, ou pode ficar completamente enérgico e desinibido. A família costuma notar com facilidade”, afirma Damin.

No início, memória e orientação parecem nem ser afetadas.

– Demência na doença de Parkinson “Se você fizer uma biópsia, a demência de Corpos de Lewy e da doença de Parkinson são difíceis de diferenciar.

Em Lewy a proteína tóxica começa a se depositar no córtex, por isso o início é demência. No Parkinson, a substância se deposita nas áreas responsáveis pelo movimento”, explica Damin.

A demência pode demorar cerca de dois anos para aparecer após o diagnóstico de Parkinson.

Como o diagnóstico difere as demências? 

Conseguir cravar o tipo de transtorno não é uma missão fácil e exige paciência. O médico junta o máximo de informações possíveis sobre o paciente, de testes cognitivos a histórico e exames de imagem (como ressonância), e pode pedir ainda avaliações de outros profissionais, como psicólogo, fonoaudiólogo ou fisioterapeuta

Não existe um exame que dá positivo ou negativo, é toda uma análise de dados, tanto que o diagnóstico da doença é 'provável' e não definitivo. Mas se o médico unir todas as informações a probabilidade de acerto é de 90%”, diz Damin. 

Muita gente que acha que se a mãe ou pai teve estes tipos de transtorno com certeza terá também o problema, e isso é determinante para o diagnóstico. Não é bem assim.

“Existe um fator hereditário na doença que olhamos para o diagnóstico, mas é bem raro.

Também há uma característica genética, mas não basta ter o gene, depende de como ele vai se expressar, como ele se associou com outros genes”, afirma Penatti. 

O que se sabe de fato é que o meio ambiente importa, ditando como foi a vida da pessoa, suas condições de saúde, se fumou, abusou de álcool, se cuidou do peso, se praticava atividades físicas e intelectuais.

Há cura?

Atualmente não há cura para o transtorno neurocognitivo maior, mas os tratamentos ajudam a melhorar a qualidade de vida do paciente durante a progressão. Medicamentos ajudam a preservar a memória e atrasar a progressão da morte de neurônios, enquanto atividades comportamentais, como aulas de música, dança, artes, reabilitam o paciente ao mantê-lo ativo.

“Os estudos caminham nesse sentido: não sabemos como recuperar neurônios, então investimos em antecipar ao máximo o diagnóstico para tentar preservar as células e postergar o aparecimento de sintomas graves“, conta Penatti.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/02/04/demencia-e-alzheimer-sao-a-mesma-coisa-entenda-o-quadro.htm

Demência: sintomas, tratamentos e causas

Demência senil: o que é, sintomas e tratamento

Demência é uma condição em que ocorre perda da função cerebral. É um conjunto de sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida da pessoa, levando a problemas cognitivos, de memória, raciocínio e afetando, também, a linguagem, o comportamento e alterando a própria personalidade.

Alzheimer: doença ligada ao envelhecimento afeta a memória recente

Tipos

As demências podem ser agrupadas em dois grandes grupos: as reversíveis e as irreversíveis, estas últimas também chamadas de degenerativas.

As demências do tipo irreversível também são progressivas, ou seja, pioram com o passar do tempo. O melhor exemplo de demência degenerativa é a doença de Alzheimer.

Os danos causados ao cérebro, neste caso, não podem, portanto, ser interrompidos ou revertidos.

Já as demências reversíveis são aquelas que, apesar de causarem danos ao cérebro, podem ter seus sintomas revertidos. Bons exemplos para esse caso são tumores cerebrais, deficiência de vitamina B12, hidrocefalia normotensiva, entre outros.

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Causas

Diversas doenças estão por trás das causas da demência. Veja exemplos:

  • Doença de Alzheimer
  • Demência com corpos de Lewy, cujos sintomas são similares aos do Alzheimer e cuja incidência é a segunda maior entre as demências (perdendo apenas para o próprio Alzheimer)
  • Demência vascular, resultante de uma série de pequenos acidentes vasculares cerebrais (AVC)
  • Demência frontotemporal, que é uma degeneração que ocorre no lóbulo frontal do cérebro e que pode se espalhar para o lóbulo temporal.

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  • Traumatismo craniano
  • Doença de Parkinson
  • Esclerose múltipla
  • Doença de Huntington
  • Doença de Pick
  • Paralisia supranuclear progressiva
  • Infecções que podem afetar o cérebro, como HIV/AIDS e doença de Lyme
  • Doença de Creutzfeldt-Jakob.

Fatores de risco

Muitos fatores podem levar à demência. Alguns fatores, como idade, histórico familiar de demências e síndrome de Down, não podem ser alterados ou prevenidos.

À medida que uma pessoa envelhece, o risco de demências aumenta consideravelmente, especialmente após os 65 anos. A demência, por outro lado e ao contrário do que muita gente pensa, não é parte normal do envelhecimento, pois também pode ocorrer em pessoas mais novas.

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Se você tem histórico familiar de demência, você está em maior risco de desenvolver alguma condição.

No entanto, isso está longe de ser uma regra, já que muitas pessoas com histórico familiar podem também não desenvolver nenhuma doença, enquanto que uma pessoa sem nenhum tipo de histórico médico de demência desenvolver alguma ao longo da vida. Uma pessoa com mutações genéticas específicas está em maior risco de desenvolver certos tipos de demência.

Por volta da chamada “meia idade”, muitas pessoas com síndrome de Down desenvolvem sintomas relacionados à demência. Alguns podem, inclusive, desenvolver uma doença.

Há, ainda, os fatores de risco que podem ser prevenidos. Veja:

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  • Abuso de bebidas alcoólicas
  • Aterosclerose
  • Hipertensão
  • Colesterol elevado
  • Depressão
  • Diabetes
  • Altos níveis de estrogênio
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Níveis alterados de um aminoácido presente no sangue chamado de homocisteína.

Sintomas de Demência

Sintomas de demência variam, dependendo da causa, mas os mais comuns incluem:

  • Perda de memória
  • Dificuldade para se comunicar
  • Dificuldade com tarefas complexas
  • Dificuldade com planejamento e organização
  • Dificuldade com funções de coordenação e motoras
  • Problemas com desorientação, como se perder
  • Alterações de personalidade
  • Incapacidade de estabelecer razão
  • Comportamento inadequado
  • Paranoia
  • Agitação
  • Alucinações.

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Buscando ajuda médica

Consulte um médico se você ou alguém próximo a você tem problemas de memória ou outros sintomas de demência. Algumas condições médicas tratáveis podem causar sintomas de demência, por isso é importante que o médico faça o diagnóstico e determine a causa subjacente.

Doença de Alzheimer e vários outros tipos de demência pioram ao longo do tempo. O diagnóstico precoce lhe dá tempo para planejar o futuro, enquanto você pode participar na tomada de decisões.

Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar uma demência estão:

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  • Clínica médica
  • Neurologia
  • Geriatria

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.

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O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Você ou seu ente querido apresentaram sintomas de demências, como perda de memória, mudança de personalidade, alteração de comportamento e dificuldades para executar tarefas mais complexas, etc?
  • Quando os sintomas começaram?
  • Qual a frequência dos sintomas?
  • Você ou seu ente querido têm algum histórico familiar de demência?
  • Você ou seu ente querido fumam ou fazem uso excessivo de álcool?

Diagnóstico de Demência

A perda de memória e outros sintomas de demência têm muitas causas, por isso o diagnóstico pode ser bastante difícil.

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Para diagnosticar a causa exata de seus sintomas, o médico irá realizar uma série de perguntas sobre histórico clínico do paciente, questionar-lhe sobre sintomas e realizar um exame físico. O médico ou médica pode, também, solicitar uma série de exames para diagnosticar a demência e descartar possíveis outras condições.

Nestes testes, os especialistas avaliarão as funções cognitivas do paciente. Uma série de habilidades é medida por meio de testes, como de memória, orientação, raciocínio e julgamento, habilidades de linguagem e atenção.

Os médicos costumam usar esses testes para determinar se o caso do paciente é de demência e podem ainda determinar se é um caso grave e quais partes do cérebro foram afetadas.

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Em uma avaliação neurológica, os médicos irão avaliar o movimento, os sentidos, equilíbrio, reflexos e outras áreas. Eles também podem usar a avaliação neurológica para diagnosticar possíveis outras condições.

Os médicos podem solicitar exames cerebrais, como uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para verificar se há evidência de derrame ou hemorragia e para descartar a possibilidade de um tumor.

Exames de sangue simples podem descartar problemas físicos que talvez estejam afetando o funcionamento do cérebro, tais como deficiência de vitamina B-12 ou hipertireoidismo.

Um psicólogo ou psiquiatra podem avaliar se o paciente apresenta sintomas reais de depressão ou outra condição psicológica que possa estar causando os sintomas.

Tratamento de Demência

O principal objetivo do tratamento é controlar os sintomas da demência. O tratamento costuma variar de acordo com a causa subjacente dos sintomas. Algumas pessoas necessitam ser internadas por um curto período para realizar o tratamento.

Talvez seja necessário tomar medicamentos para controlar os problemas comportamentais causados pela perda da capacidade de julgamento, maior impulsividade e confusão.

Algumas drogas podem ser usadas para evitar a piora rápida dos sintomas, principalmente em casos de demência degenerativa.

No entanto, o benefício trazido por essas drogas é pequeno e os pacientes e suas famílias podem não perceber muita diferença.

Medicamentos para Demência

Os medicamentos mais usados para o tratamento de demência são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Grupos de apoio familiar são parte fundamental para o tratamento de demências. Saber lidar bem com a doença e aprender a conviver diariamente com ela é importante para evitar agravamento no quadro.

É bom ter em mente que pessoas com demências degenerativas só tendem a piorar com o passar do tempo. Por essa razão, é fundamental que os cuidadores adeptem-se a essa situação. Veja alguns procedimentos indicados:

  • Melhore a comunicação, mantenha contato visual, experimente usar palavras e frases mais curtas e simples, tenha muita paciência e procure usar gestos e sinais para se fazer entender, caso seja necessário
  • Incentive a prática de exercícios físicos, que podem dar ao paciente maior força e saúde cardiovascular. Algumas pesquisas também mostram que a atividade física pode retardar a progressão da perda da função cognitiva. Além disso, exercícios também podem atenuar e tratar sintomas de depressão.

Complicações possíveis

As complicações dependem da causa da demência, mas podem incluir o seguinte:

  • Abuso por um cuidador sobrecarregado
  • Aumento das infecções em qualquer parte do corpo
  • Perda da capacidade funcional ou de cuidar de si mesmo
  • Perda da capacidade de interagir
  • Menor expectativa de vida
  • Efeitos colaterais dos medicamentos para tratar a doença

Demência tem cura?

As pessoas com comprometimento cognitivo leve nem sempre desenvolvem demência. Entretanto, quando a demência ocorre, ela geralmente piora e, muitas vezes, diminui a qualidade e a expectativa de vida do paciente. Tratamento adequado pode ajudar a reverter os sintomas de algumas demências – menos das degenerativas, que são, também, irreversíveis.

Referências

Associação Brasileira de Alzheimer

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Neurociência

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/demencia

O que é a Demência?

Demência senil: o que é, sintomas e tratamento

Demência é o termo utilizado para descrever os sintomas de um grupo alargado de doenças que causam um declínio progressivo no funcionamento da pessoa. É um termo abrangente que descreve a perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais normais.

Quem desenvolve Demência?

Apesar da maioria das pessoas com Demência ser idosa, é importante salientar que nem todas as pessoas idosas desenvolvem Demência e que esta não faz parte do processo de envelhecimento natural. A demência pode surgir em qualquer pessoa, mas é mais frequente a partir dos 65 anos. Em algumas situações pode ocorrer em pessoas com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos.

Prevalência da Demência

A Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo existam 47.5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135.5 milhões.

A doença de Alzheimer assume, neste âmbito, um lugar de destaque, representando cerca de 60 a 70% de todos os casos de demência (World Health Organization [WHO], 2015).

Em Portugal, não existindo até à data um estudo epidemiológico que retrate a real situação do problema, podemos ter como referência os dados da Alzheimer Europe que apontam para mais de 193 mil e 500 pessoas com demência (Alzheimer Europe, 2019).

Formas mais comuns de Demência


A Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de Demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos. É uma doença progressiva, degenerativa e que afeta o cérebro.

À medida que as células cerebrais vão sofrendo uma redução, de tamanho e número, formam-se tranças neurofibrilhares no seu interior e placas senis no espaço exterior existente entre elas. Esta situação impossibilita a comunicação dentro do cérebro e danifica as conexões existentes entre as células cerebrais.

Estas acabam por morrer, e isto traduz-se numa incapacidade de recordar ou assimilar a informação. Deste modo, conforme a Doença de Alzheimer vai afetando as várias áreas cerebrais, vão-se perdendo certas funções ou capacidades.

Demência Vascular

Demência Vascular é um termo utilizado para descrever o tipo de Demência associado aos problemas da circulação do sangue para o cérebro e constitui o segundo tipo mais comum de Demência. Existem vários tipos de Demência Vascular, mas as duas formas mais comuns são a Demência por multienfartes cerebrais e Doença de Binswanger. A primeira é causada por vários pequenos enfartes cerebrais, também conhecidos por acidentes isquémicos transitórios e é provavelmente a forma mais comum de Demência Vascular. A segunda, também denominada por Demência vascular subcortical, está associada às alterações cerebrais relacionadas com os enfartes e é causada por hipertensão arterial, estreitamento das artérias e por uma circulação sanguínea deficitária.

A Demência vascular pode parecer semelhante à Doença de Alzheimer e em algumas pessoas ocorre um quadro combinado destes dois tipos de Demência.

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma perturbação progressiva do sistema nervoso central, caracterizada por tremores, rigidez nos membros e articulações, problemas na fala e dificuldade na iniciação dos movimentos. Numa fase mais avançada da doença, algumas pessoas podem desenvolver Demência. A medicação pode melhorar a sintomatologia física, mas também pode provocar efeitos secundários que incluem: alucinações, delírios, aumento temporário da confusão e movimentos anormais.

Demência de Corpos de Lewy

A Demência de Corpos de Lewy é causada pela degeneração e morte das células cerebrais. O nome deriva da presença de estruturas esféricas anormais, denominadas por corpos de Lewy, que se desenvolvem dentro das células cerebrais e que se pensa poderem contribuir para a morte destas. As pessoas com Demência de Corpos de Lewy podem ter alucinações visuais, rigidez ou tremores (parkinsonismo) e a sua condição tende a oscilar rapidamente, de hora a hora ou de dia para dia. Estes sintomas permitem a sua diferenciação da Doença de Alzheimer. A Demência de Corpos de Lewy pode ocorrer, por vezes, simultaneamente com a Doença de Alzheimer e/ou com a Demência Vascular. Pode ser difícil fazer a distinção entre a Demência de Corpos de Lewy e a Doença de Parkinson, verificando-se que algumas pessoas com a última desenvolvem uma forma de Demência semelhante à primeira.

Demência Frontotemporal

Demência frontotemporal (DFT) é o nome dado a um grupo Demências em que existe a degeneração de um ou de ambos os lobos cerebrais frontal ou temporais. Neste grupo de Demências estão incluídas a Demência fronto-temporal, Afasia Progressiva não-fluente, Demência semântica e Doença de Pick. Cerca de 50% das pessoas com DFT tem história familiar da doença. As pessoas que herdam este tipo de Demência apresentam frequentemente uma mutação no gene da proteína tau, no cromossoma 17, o que leva à produção de uma proteína tau anormal. Não são conhecidos outros fatores de risco.

Doença de Huntington

A Doença de Huntington é uma doença degenerativa e hereditária, que afeta o cérebro e o corpo. Inicia-se, habitualmente, no período entre os 30 e 50 anos e é caracterizada pelo declínio intelectual e movimentos irregulares involuntários dos membros ou músculos faciais. As alterações de personalidade, memória, fala, capacidade de discernimento e problemas psiquiátricos são outros sintomas característicos desta doença. Não existe tratamento disponível para impedir a sua progressão, contudo a medicação pode controlar as perturbações do movimento e os sintomas psiquiátricos. Na maioria dos casos, a pessoa desenvolve Demência.

Demência provocada pelo álcool (Síndrome de Korsakoff)

O consumo excessivo de álcool, particularmente se estiver associado a uma dieta pobre em vitamina B1 (tiamina) pode levar a danos cerebrais irreversíveis. Este tipo de demência pode ser prevenido e se houver cessação do consumo podem existir algumas melhorias.As partes cerebrais mais vulneráveis são as implicadas na memória, planeamento, organização e discernimento, competências sociais e equilíbrio. Tomar vitamina B1 (tiamina) parece ajudar a prevenir e a melhorar esta condição.

Doença de Creutzfeldt-Jacob

A Doença de Creutzfeldt-Jacob é uma perturbação cerebral fatal, extremamente rara, causada por uma partícula de proteína denominada por prião. A sua incidência por ano é de um caso por cada milhão de pessoas. Os primeiros sintomas incluem falhas de memória, alterações do comportamento e falta de coordenação. À medida que a doença progride, usualmente com rapidez, a deterioração mental torna-se evidente, surgem movimentos involuntários, podendo a pessoa cegar, desenvolver fraqueza nos membros e, por fim, entrar em coma.

Será demência?

Existem várias situações que produzem sintomas semelhantes à Demência, como por exemplo algumas carências vitamínicas e hormonais, depressão, sobredosagem ou incompatibilidades medicamentosas, infeções e tumores cerebrais. Quando as situações são tratadas, os sintomas desaparecem.

É essencial que o diagnóstico médico seja realizado numa fase inicial, quando os primeiros sintomas aparecem, de modo a garantir que a pessoa que tem uma condição tratável seja diagnosticada e tratada corretamente.

Por outro lado, se os sintomas forem causados por uma Demência, o diagnóstico precoce possibilita o acesso mais cedo a apoio, informação e medicação, caso esta esteja disponível.

A Demência pode ser hereditária?

Isto irá depender da causa da Demência, daí a importância de existir um diagnóstico médico correto. Se tiver preocupações sobre o risco de herdar Demência, consulte o seu médico. Salienta-se que a maioria dos casos de Demência não é hereditária.

Quais são os sinais inicias da Demência?

Os sinais iniciais de Demência são muito subtis e vagos e podem não ser imediatamente óbvios. Alguns sintomas comuns são:

  • Perda de memória frequente e progressiva;
  • Confusão;
  • Alterações da personalidade;
  • Apatia e isolamento;
  • Perda de capacidades para a execução das tarefas diárias.

O que fazer para ajudar?

Atualmente não existe prevenção ou cura para a maioria das formas de Demência. Todavia, existem medicações disponíveis que podem reduzir alguns sintomas.O suporte é vital para as pessoas com Demência.

A ajuda da família, amigos e cuidadores pode fazer uma diferença positiva na forma de lidar com a doença.Contacte a Linha de Apoio na Demência da Alzheimer Portugal, através do número  213 610 465. dias úteis | das 9h30 às 13h e das 14h00 às 17h.

A linha telefónica funciona todos os dias úteis, das 9h30 às 13h e das 14h00 às 17h.

Adaptado de Alzheimer Australia

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Источник: https://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-32-18-o-que-e-a-demencia

Demência | CUF

Demência senil: o que é, sintomas e tratamento

Demência é um termo genérico, utilizado para designar um conjunto de doenças nas quais existe deterioração do desempenho cognitivo e comportamental, condicionando a autonomia.

Existem diversas demências e são raras as que se podem tratar ou prevenir eficazmente. Acredita-se, no entanto, que um estilo de vida saudável possa retardar o surgimento da maioria.

Demência sem perda de autonomia

Quando há um desempenho cognitivo inferior à idade e escolaridade mas o doente é capaz de realizar todas as tarefas que antes assumia, tem um defeito cognitivo ligeiro. Esta categoria representa um estado de transição entre a normalidade e a demência, sendo que a conversão ocorre a um ritmo de 15% por ano.

Que funções se podem perder com a demência?

Os principais domínios cognitivos que podem ser afetados são: 

  • A capacidade de organização, planeamento, decisão e julgamento (funções executivas);
  • A capacidade de reter e evocar informação (memória);
  • A capacidade de expressão e compreensão verbal (linguagem); 
  • A capacidade de reconhecer pessoas e objetos (gnose);
  • A capacidade de orientação no espaço e de produzir sequências de atos motores (praxis).

Cada categoria de demência tende a afetar estes domínios cognitivos num padrão relativamente típico. Tal decorre, por um lado, da predileção que cada uma delas tem por determinadas regiões do cérebro e, por outro, da relevância que cada uma destas categorias assume para cada função cognitiva.

Como se classificam as demências?

São várias as classificações utilizadas, sendo que uma das que se mostrou clinicamente mais útil as divide em:

  • Primárias (degenerativas, em que a demência é a própria doença);
  • Secundárias (em que há outra patologia que se manifesta por demência);

Entre as últimas há algumas passíveis de serem tratadas e/ou prevenidas, sublinhando a importância de um diagnóstico correto, para o qual contribuem a colheita pormenorizada da história clínica, o exame neurológico e neuro psicológico, e o uso compreensivo de exames laboratoriais e imagiológicos.

Quais são as demências mais comuns?

As principais são:

  • Doença de Alzheimer (que representa cerca de dois terços de todos os casos);
  • Demência frontotemporal;
  • Demência com corpos de Lewy;
  • Demência vascular (destas, a única secundária).

Qual a taxa de prevalência da demência?

No que toca à frequência, os dados epidemiológicos mais abundantes referem-se à doença de Alzheimer. A sua taxa de prevalência, que aumenta exponencialmente com a idade, varia de até 1% entre os 60 e os 65 anos a quase 50% acima dos 90 anos, estimando-se um total superior a 150 mil pacientes em Portugal e 35 milhões em todo o mundo.

Os sintomas devem-se principalmente às alterações da memória que se podem agravar ao longo dos anos:

  • Perda de memórias recentes
  • Dificuldade em perceber o tempo e o espaço comuns- onde está, qual o dia ou ano presente
  • Dificuldade na comunicação oral e escrita e uso de palavras erradas
  • Perde de objetos comuns e dificuldade em tarefas diárias
  • Perda de iniciativa e de interesses
  • Alterações do humor e de personalidade, irritabilidade inexplicável

As demências podem ser motivadas por perda de células cerebrais e doença neurodegenerativa que acontecem com o avançar da idade, no entanto, a envelhecimento não significa demência! Outras causas de demência podem ser: AVC, traumatismos,tumor cerebral, doença cerebrovascular, depressão, alcoolismo.

É realizado pelo médico assistente que analisa a história do paciente e realiza um exame físico.

Fatores importantes são: alterações da atenção, orientação, memória, julgamento, linguagem, habilidades motoras e espaciais; exclusão de outras patologias-por definição, a demência não se deve a depressão major ou esquizofrenia.

Exames complementares podem incluir testes de memória e psicotécnicos, exames de sangue e urina, exames de imagem (RMN, TAC) eletroencefalograma,etc, consoante o tipo de manifestações da doença.

Se excluirmos a pequena percentagem de causas tratáveis de demência, para a maioria não existe tratamento curativo ou que altere a história natural da doença.

No entanto já existem fármacos muito úteis, quer para otimizar as funções cognitivas (como os inibidores da acetilcolinestérase ou a memantina), quer para reduzir a disfunção comportamental (como os antidepressivos e os anti psicóticos).

Não há uma forma definitiva de prevenir a demência, mas é possível indicar alguns cuidados a ter: 

  • Na doença de Alzheimer é benéfico um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, exercício físico regular, consumo moderado de vinho e controlo adequado de fatores de risco vascular, sobretudo hipertensão arterial
  • No caso da demência vascular isto assume um papel ainda mais relevante, combinado com estratégias farmacológicas para evitar novos enfartes cerebrais
  • Uma das teorias mais atrativas aponta a reserva cognitiva, resultante de múltiplas variáveis (como o quociente de inteligência, o nível de instrução, a adesão a atividades culturais e de lazer), como responsável por uma maior resistência à deterioração cognitiva. Assim, quanto maior a reserva de um indivíduo, mais tarde fica clinicamente doente, embora o seu cérebro possa já ter sinais histológicos da patologia há muitos anos

Cleveland Clinic

Medical News Today

Источник: https://www.cuf.pt/saude-a-z/demencia

Tratamento para Demência

Demência senil: o que é, sintomas e tratamento

A demência é uma síndrome que acomete os indivíduos afetados por alguma alteração no sistema nervoso central (cérebro), usualmente de natureza progressiva, na qual há uma perda ou prejuízo de inúmeras funções corticais superiores, tais como:

  • A memória;
  • O pensamento;
  • A orientação;
  • A compreensão;
  • O cálculo;
  • A capacidade de aprendizagem;
  • A linguagem;
  • O julgamento.

Essas alterações cerebrais anormais desencadeiam um declínio nas habilidades de pensamento, também conhecidas como habilidades cognitivas, suficientemente severas para prejudicar a vida diária e a função independente. Eles também afetam o comportamento, sentimentos e relacionamentos.

A doença de Alzheimer é responsável por 60 a 80% dos casos. A demência vascular, que ocorre devido ao sangramento microscópico e bloqueio dos vasos sanguíneos no cérebro, é a segunda causa mais comum de demência. Mas existem muitas outras condições que podem causar sintomas de demência, incluindo algumas que são reversíveis, como problemas de tireóide e deficiências de vitaminas.

A demência é frequentemente incorretamente referida como “senilidade” ou “demência senil”, que reflete a crença anteriormente generalizada, porém incorreta, de que um declínio mental grave é uma parte normal do envelhecimento.

Sintomas da Demência

Os sintomas de demência podem variar bastante, incluem:

  • Esquecimento que interfere nas funções diárias;
  • Dificuldade para AVDs – Atividades da Vida Diária como Autocuidado, Mobilidade, Alimentação, Higiene Pessoal, Vestir, Despir e Calçar;
  • Distúrbio de linguagem;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Comprometimento do julgamento;
  • Comprometimento do raciocínio abstrato;
  • Perda frequente de objetos;
  • Alteração do humor e do comportamento;
  • Mudança da personalidade;
  • Perda da iniciativa.

Muitas demências são progressivas, o que significa que os sintomas começam lentamente e pioram gradualmente. Se você ou alguém que você conhece estiver com dificuldades de memória ou outras mudanças nas habilidades de pensamento, não as ignore.

Consulte um médico em breve para determinar a causa. A avaliação profissional pode detectar uma condição tratável. E mesmo que os sintomas sejam de demência, o diagnóstico precoce permite que uma pessoa obtenha o máximo benefício dos tratamentos disponíveis.

Também fornece tempo para planejar o futuro.

Diagnóstico da Demência

Atenção: requer um diagnóstico de médico psiquiatra

  • Avaliação de um médico.
  • Teste do estado mental.
  • Algumas vezes testes neuropsicológicos.
  • Exames de sangue e exames por imagem para descartar causas.

A falta de memória costuma ser o primeiro sinal notado por familiares ou médicos.

Histórico clínico

Através de uma série de perguntas feitas ao paciente e aos seus familiares, o médico e outros profissionais da área da saúde podem diagnosticar a demência, como:

  • Qual a idade da pessoa?
  • Algum familiar teve demência ou outro tipo de disfunção mental (histórico familiar)?
  • Quando e como os sintomas começaram?
  • Com qual rapidez os sintomas pioram?
  • Como foi a mudança da pessoa (por exemplo, a pessoa desistiu de seus hobbies e atividades)?
  • Quais outras doenças a pessoa apresenta?
  • Quais medicamentos a pessoa está tomando (pois certos medicamentos podem causar sintomas de demência)?
  • A pessoa ficou deprimida ou triste, especialmente se for mais velha?

Testes de função mental

Também é realizado um teste de estado mental da pessoa, constituído de perguntas e tarefas simples, como nomear objetos, lembrar de listas curtas, escrever frases e copiar formas.

Às vezes são necessários testes mais detalhados (chamados de teste neuropsicológico) para esclarecer o grau de comprometimento ou para determinar se a pessoa está passando por um declínio mental verdadeiro.

Esses exames cobrem todas as funções mentais principais, incluindo o estado de ânimo, e a sua realização dura de 1 a 3 horas.

Esse teste ajuda os médicos a distinguir a demência do desgaste da memória associado à idade, do transtorno cognitivo leve e da depressão.

Os médicos podem diagnosticar a demência normalmente com as informações sobre os sintomas e o histórico familiar da pessoa e os resultados dos testes de estado mental.

Com base nessas informações, os médicos também podem geralmente descartar o delirium como a causa dos sintomas (Comparação entre delirium e demência). Fazer isso é essencial, pois o delirium, diferente da demência, pode frequentemente ser revertido se for tratado rapidamente.

As constatações que indicam a demência incluem o seguinte:

  • As pessoas têm problemas com o pensamento e o comportamento que interfere na realização das tarefas diárias.
  • Esses problemas tornaram-se cada vez piores, fazendo com que as tarefas diárias sejam cada vez mais difíceis.
  • As pessoas não têm delirium ou uma doença psiquiátrica que poderia causar os problemas.

Além disso, as pessoas têm pelo menos dois sintomas dos apresentados a seguir:

  • Dificuldade de aprender e lembrar novas informações;
  • Dificuldade em usar a linguagem;
  • Dificuldade em compreender onde os objetos estão no espaço, reconhecer os objetos e rostos e compreender como partes de um todo se relacionam entre si;
  • Dificuldade de planejar, resolver problemas, lidar com tarefas complexas e usar o bom senso (função executiva);
  • Mudanças na personalidade, comportamento ou conduta.

Exame físico

Geralmente é feito um exame físico, incluindo um exame neurológico, para determinar se existem outros problemas. Os médicos procuram doenças tratáveis ​​que podem estar causando, contribuindo ou que são confundidos com demência.

Os médicos podem determinar a presença ou não de outra doença física ou psiquiátrica (como a esquizofrenia), visto que o seu tratamento pode melhorar a situação geral das pessoas com demência.

Outros testes

Realizam-se exames de sangue. Eles geralmente incluem a medição dos níveis sanguíneos de hormônios da tireoide para verificar se essa apresenta alterações e se há deficiência nos níveis de vitamina B12.

É feita a tomografia computadorizada (TC) ou a imagem por ressonância magnética (RM) para identificar as anormalidades que podem causar demência (como um tumor cerebral, hidrocefalia de pressão normal, um hematoma subdural e um acidente vascular cerebral).

É feito, por vezes, um tipo especial de exame (chamado tomografia por emissão de pósitrons, ou PET [positron emission tomography]) ou TC (chamada TC de emissão de fóton único) para ajudar os médicos a identificar os diferentes tipos de demência, como a doença de Alzheimer, demência frontotemporal e demência por corpos de Lewy.

No entanto, por vezes a causa da demência pode ser definitivamente confirmada apenas quando uma amostra de tecido cerebral é retirada e examinada sob um microscópio. Por vezes, esse procedimento é feito após a morte, durante uma autópsia.

Tratamento da Demência

Atenção: requer um diagnóstico de médico psiquiatra

O tratamento da demência depende da sua causa. No caso da maioria das demências progressivas, incluindo a doença de Alzheimer, não há cura nem tratamento que diminua ou interrompa sua progressão.

Mas existem tratamentos medicamentosos que podem melhorar temporariamente os sintomas. Os mesmos medicamentos usados ​​para tratar a doença de Alzheimer estão entre os medicamentos prescritos às vezes para ajudar com os sintomas de outros tipos de demências.

As terapias não medicamentosas também podem aliviar alguns sintomas de demência.

  • Controle das condições que podem fazer a demência piorar
  • Medidas de segurança e apoio
  • Medicamentos que podem melhorar a função mental
  • Prestador de cuidados
  • Decisões sobre o fim da vida

Um fórum para terapia e troca de experiências entre pessoas com uma condição ou objetivo similar, como ansiedade ou esquizofrenia.

Terapia Cognitiva

Psicoterapia dedica a substituir pensamentos negativos e distorcidos por pensamentos positivos e precisos.

Psicoeducação

Aprendizado sobre saúde mental que também serve para apoiar, valorizar e dar autonomia aos pacientes, de forma que possam conviver com a depressão.

Terapia Familiar

Aconselhamento psicológico que permite que as famílias resolvam, juntas, seus problemas e aprendam a lidar com a situação difícil pela qual o paciente depressivo passa.

Terapia Comportamental

Terapia focada na modificação de quaisquer comportamentos prejudiciais associados a um distúrbio psiquiátrico, como a depressão.

Terapia de Grupo

Tipo de psicoterapia na qual o terapeuta trabalha com clientes em grupo, em vez de sessões individuais. Pode ser uma boa alternativa para desabar sobre as dores de quem lida diariamente com a depressão.

Fármacos antipsicóticos

Anticonvulsivantes

Antidepressivos

Internação para quem tem Demência

A internação para pacientes com demência é uma decisão dolorosa para a família, mas pode se tratar, em estágios mais avançados, de uma questão de vida ou morte, ou por uma descompensação de alguma outra doença associada. 

Internação voluntária – com consentimento paciente

Se o paciente está ciente de sua situação e dos problemas com os quais convive, além de sofrer pelos sintomas da depressão, capazes de impactar vida, autoestima, trabalho e, principalmente, relacionamentos, a internação voluntária a ajuda a estar em contato com uma equipe multidisciplinar apta a zelar por seu tratamento e a reabilitá-lo de modo que possa voltar a conviver bem com si mesmo e com aqueles que ama.

Internação compulsória – contra a vontade do paciente

§ Internação involuntária: de acordo com a lei (10.216/01), o familiar pode solicitar a internação involuntária, desde que o pedido seja feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra.

A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público da comarca sobre a internação e seus motivos.

O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a prática de cárcere privado.

§ Internação compulsória: neste caso não é necessária a autorização familiar. O artigo 9º da lei 10.216/01 estabelece a possibilidade da internação compulsória, sendo esta sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido formal, feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a sua condição psicológica e física.

Sobre o Hospital Santa Mônica

O Hospital Santa Mônica zela pela saúde mental de crianças (a partir dos 8 anos), jovens e adultos, além de tratar dependência química e de se dedicar à geriatria.

Em 2019, completa 50 anos que atua como referência de hospital psiquiátrico, auxiliando também pacientes com depressão, em todos os seus estágios.

Possui dúvidas sobre esse conteúdo? Para saber mais, entre em contato conosco preenchendo nosso formulário de atendimento.

Источник: https://hospitalsantamonica.com.br/saude-mental/demencia/

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