Desconforto Abdominal: principais causas e o que fazer

Causas de Barriga Inchada (abdômen distendido)

Desconforto Abdominal: principais causas e o que fazer

O termo barriga inchada é muito usado pela população para designar uma sensação de aumento do volume abdominal associado a desconforto, geralmente por excesso de gases.

Por não ser um termo médico, a “barriga inchada” não possui uma definição clara, podendo significar situações completamente distintas,  desde um simples e inocente  acúmulo de gases até a presença de um tumor abdominal, passando por gravidez e acúmulo gordura na barriga.

Neste texto vamos esclarecer as principais situações que podem provocar a queixa de barriga inchada. Vamos abordar não só a barriga inchada, mas também todos os outros termos que designam situações semelhantes, como abdômen distendido, barriga dura, excesso de gases, barriga grande, inchaço abdominal, estômago distendido, estômago alto, abdômen volumoso, intumescimento abdominal, etc.

Se você quiser saber também quais são as principais causas de dor na barriga, acesse o seguinte artigo: DOR NA BARRIGA | DOR ABDOMINAL | Principais causas.

Causas

O melhor termo para designar uma barriga inchada é distensão abdominal. Um abdômen distendido é aquele que encontra-se com volume aumentado pela presença de alguma substância no seu interior, seja ela gás, líquido ou sólido.

Existem também as situações onde o paciente queixa-se de barriga inchada, mas, visualmente, não conseguimos notar uma real alteração do volume abdominal. Geralmente, o paciente queixa-se de excesso de gases nestas situação.

Portanto, o paciente sente sua barriga inchada e cheia de gases, mas na verdade, ela encontra-se praticamente do mesmo tamanho.

Vamos começar abordando essa sensação de barriga inchada e seguiremos, depois, com as outras causas de distensão abdominal.

Excesso de gases e sensação de barriga inchada

Como acabei de referir, a sensação de inchaço abdominal é muitas vezes atribuída ao excesso de gases. No entanto, a relação entre a quantidade de gases intestinais e a sensação de abdômen inchado não é linear.

Em um estudo que comparou o volume médio de gás intestinal em pacientes com queixas de sensação de barriga inchada e pessoas sem queixa alguma, notou-se que a quantidade gás nos dois grupos era muito parecida (176 e 199 mL, respectivamente). Estudos com radiografias simples e tomografia do abdômen também não demonstraram qualquer evidência de aumento relevante do gás em indivíduos com queixa de distensão gasosa.

Muitos desses pacientes apresentam a sensação de inchaço após a ingestão de determinados tipos de alimentos.

Os mais comuns são os oligossacarídeos, um tipo de carboidrato que é mais difícil de ser digerido.

Associado ao mal estar, o paciente passa realmente a eliminar mais gases, seja em forma de eructações (arrotos) ou flatos (pum). Exemplos de alimentos que podem levar ao aumento dos gases são:

  • Feijão.
  • Ovos.
  • Leite.
  • Batata.
  • Milho.
  • Farelo de trigo.
  • Cereais.
  • Brócolis.
  • Aspargos.
  • Alho.
  • Repolho.
  • Bebidas gaseificadas.
  • Couve-flor.

Algumas pessoas têm algum grau de intolerância a açúcares contidos em certos alimentos. Dois exemplos comuns são:

  • Frutose, contida nas frutas secas, mel, cebola e alcachofras.
  • Sorbitol, um substituto do açúcar contido em alguns doces e gomas de mascar ditos sem açúcar.

O consumo destes alimentos pode gerar aumento dos gases e sensação de barriga inchada em algumas pessoas.

É importante destacar que o fato de estar eliminando mais gases não significa necessariamente que a barriga está visivelmente inchada.

Uma pequeno aumento na produção intestinal de gases pode ser suficiente para causar desconforto e aumento na frequência dos flatos, mas não é suficiente para distender o abdômen de forma visível.

O paciente, portanto, tem sintomas de barriga inchada, mas o volume abdominal está praticamente inalterado.

Para saber mais sobre o excesso de gases, leia: GASES INTESTINAIS | Por que soltamos puns e arrotos?

Muitos dos pacientes que se queixam de excesso de gases e barriga inchada, sem ter aumento real do volume abdominal, podem possuir uma forma mais branda da síndrome do intestino irritável.

Estes pacientes teriam uma maior sensibilidade à distensão gasosa dos intestinos, sentindo desconforto e inchaço com pequenos aumentos do volume de gás intestinal, o que na maioria das pessoas passa despercebida.

Vídeo

Para saber mais sobre a produção de gases intestinais, assista a esse curto vídeo sobre puns e arrotos produzido pela nossa equipe.

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio funcional dos intestinos. Um distúrbio funcional significa que existe um problema com a função do órgão, mas nenhuma alteração na estrutural é identificada.

Na síndrome do intestino irritável não há lesão visível dos intestinos, mas a motilidade dos mesmos encontra-se alterada e o paciente apresenta diversos sintomas gastrointestinais cuja origem não conseguimos explicar totalmente, tais como, episódios de constipação alternados com diarreia, sensação de barriga inchada, dor e cólicas abdominais, aumento da liberação de gases, mal estar, cansaço, náuseas e outros.

A síndrome do intestino irritável pode provocar somente uma sensação de barriga inchada, mas também pode levar a uma real distensão do volume abdominal, causada pela dilatação do cólon por excesso de gases.

Para saber mais detalhes sobre a síndrome do intestino irritável, leia: Síndrome do Intestino Irritável – Causas, Sintomas e Tratamento.

Constipação intestinal

A constipação intestinal, chamada popularmente de prisão de ventre, é uma possível causa para aumento do volume abdominal. Quanto mais intensa for a constipação, maior é o risco do paciente ter distensão abdominal.

A prisão de ventre pode ser idiopática, ou seja, não ter causa definida, mas também pode ser resultado de problemas de saúde, como tumores intestinais, divertículos, diabetes, doenças da tireoide, lesões neurológicas… Alguns medicamentos também podem tonar o intestino preguiçoso, levando à constipação. Os mais comuns são analgésicos opioides, antidepressivos, antipsicóticos, anti-histamínicos, ferro e antiácidos à base de alumínio.

Para saber mais detalhes sobre a prisão de ventre, leia: PRISÃO DE VENTRE – CONSTIPAÇÃO INTESTINAL.

Doença celíaca

A doença celíaca é uma doença de origem imunológica que se caracteriza pela ocorrência de uma reação inflamatória no intestino delgado toda vez que este é exposto a alimentos que contenham glúten, uma proteína presente em vários cereais, como trigo, aveia, centeio ou cevada.

Um dos sintomas da doenças celíaca é o aumento da produção de gases, cólicas e sensação de barriga inchada.

Para saber mais sobre a doença celíaca, leia: DOENÇA CELÍACA | Enteropatia por glúten.

Gordura abdominal

Um aumento do volume da barriga pode ser causado por acumulo de gordura na região abdominal. Mesmo que você se sinta cheia de gases, lembre-se que pessoas com excesso de gases podem engordar.

Muitas vezes, o motivo para aquela calça já não fechar na região do abdômen pode não ser propriamente uma barriga inchada, mas sim, deposição de gordura localizada na região abdominal.

O aumento do peso corporal é uma dica, pois gases não o fazem um paciente ganhar 1,2 ou 3 quilos a mais na balança.

Gravidez

Pode parecer tolo falar em gravidez, mas a verdade é que muitas mulheres chegam a fases avançadas da gestação sem saber que estão grávidas. Isso é particularmente comum em mulheres com sobrepeso, que já têm um barriguinha saliente, e naquelas com ciclo menstrual muito irregular, que torna difícil saber quando a menstruação está atrasada por muito tempo.

Mesmo quando o feto ainda é muito pequeno para causar expansão do útero, algumas mulheres podem notar um certo inchaço na região abdominal, que ocorre já como preparação do corpo para suportar o crescimento uterino.

O crescimento real da barriga começa a aparecer ao redor da 16ª semana de gestação, mas nas mulheres grávidas pela primeira vez e com uma boa musculatura abdominal, a “barriga de grávida” pode só dar sinais mais tarde.

A gravidez provoca um aumento do volume abdominal com barriga dura, o que é diferente da maioria das outras causas de barriga inchada.

Para aprender a reconhecer os sintomas de gravidez, leia: SINTOMAS DE GRAVIDEZ

Ascite

A ascite, chamada popularmente de barriga d’água, é o nome que se dá ao acumulo de líquido dentro da cavidade abdominal. A ascite é quase sempre o sinal de algum doença mais séria, como a cirrose hepática.

Na maioria dos casos, a ascite não é único sinal de doença que o paciente tem, portanto, se você queixa-se apenas de barriga inchada, e não é portador de doenças do fígado, rins ou coração,  é pouco provável que a você tenha ascite.

Em alguns casos mais graves, o acúmulo de líquidos na região abdominal pode ser bem intenso, chegando a vários litros, o que provoca uma barriga muito inchada, dura e dolorosa. Alguns paciente tem até dificuldade para respirar quando deitados.

Para conhecer todas as causas e sintomas da ascite, leia: ASCITE | Causas e tratamento

Intolerância à lactose

A intolerância à lactose ocorre quando o seu corpo tem dificuldade em digerir a lactose, o açúcar encontrado na maioria dos produtos à base de leite.

Os sintomas da intolerância à lactose incluem diarreia, cólicas e flatulência depois de consumir leite ou outros produtos lácteos. Nem todas as pessoas têm diarreia.

Se você costuma apresentar sensação de abdômen inchado até duas horas após a ingestão de laticínios, a intolerância à lactose pode ser a causa.

Para saber mais sobre a intolerância à lactose, leia: INTOLERÂNCIA À LACTOSE | Sintomas e tratamento

Aumento de órgãos intra-abdominais ou pélvicos

Órgãos dentro da cavidade abdominal ou pélvica que crescem demais também podem provocar aumento do volume abdominal. Alguns exemplos:

Parasitoses

Cólicas, excessos de gases e diarreia podem ser sintomas de parasitoses. As mais comuns são a giardíase e estrongiloidíase.

Menstruação

Durante o período pré-menstrual, as mulheres podem notar sintomas de barriga inchada, com queixas de aumento dos gases, sensação de peso na barriga e cansaço. Estes sintomas são ainda mais intensos nas mulheres que sofrem de TPM (tensão pré-menstrual).

Saiba mais lendo: SINTOMAS DA TPM – Tensão pré-menstrual.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/barriga-inchada/

Conheça as principais causas do desconforto estomacal

Desconforto Abdominal: principais causas e o que fazer

O estômago é o órgão responsável por preparar os alimentos por meio dos ácidos gástricos para a posterior digestão no intestino delgado.

Quando há problemas no funcionamento desse processo, pode haver queixas de desconforto estomacal, que incluem sintomas como:

  • queimação;
  • dor abdominal;
  • sensação de indigestão;
  • peso no estômago. 

Algumas condições clínicas que podem estar relacionadas ao desconforto estomacal são:

  • doenças causadas por excesso de ácido, como gastrite e úlcera;
  • doenças neoplásicas, como câncer do estômago;
  • problemas de esvaziamento gástrico, como a gastroparesia diabética e a dispepsia funcional.

A seguir, explicaremos com mais detalhes as principais causas do desconforto estomacal e como solucioná-lo. Confira!

O que pode causar desconforto estomacal?

Conheça os principais fatores que podem resultar nessa queixa!

Gastrite e úlcera

As chamadas doenças pépticas – como gastrite e úlcera – são as causas mais comuns de desconforto estomacal.Seus sintomas incluem:

  • dor;
  • queimação;
  • sensação de empachamento (peso no estômago).

Apesar de não serem grave na maioria das vezes, essas doenças podem prejudicar bastante o bem-estar do paciente. A consequência é uma piora significativa na qualidade de vida do paciente. A úlcera péptica pode apresentar consequências mais graves, como sangramentos e perfuração.

Alimentação inadequada

A alimentação inadequada é outra possível causa do desconforto estomacal. Alimentos ultraprocessados, por exemplo, possuem grande quantidade de sódio e conservantes, irritando o estômago.

O mesmo acontece em relação aos refrigerantes. Por serem bebidas bastante ácidas e gasosas, seu consumo pode causar sensação de estômago cheio e eructação frequente.

Alimentos gordurosos ou a ingestão de grandes volumes de comida também podem causar desconforto, trazendo a sensação de peso no estômago. Isso acontece porque o esvaziamento é retardado para auxiliar na digestão.

Refluxo

O refluxo é outra causa possível do desconforto estomacal. Caracterizado pela regurgitação, isto é, pela volta do alimento ingerido, ele pode provocar:

  • dor no estômago;
  • azia;
  • queimação.

Alguns hábitos podem contribuir para a ocorrência de refluxo, tais como:

  • ingestão de bebidas alcoólicas, refrigerantes e café;
  • comer rapidamente;
  • jantar próximo ao horário de dormir.

Dispepsia funcional

A dispepsia, ou indigestão, é um distúrbio gástrico frequentemente associado aos maus hábitos alimentares e à dieta inadequada, mencionada anteriormente. Além disso, sedentarismo, ansiedade e infecção pela bactéria H. pylori são fatores que podem levar a uma piora no quadro do paciente com o distúrbio.

Essa condição engloba uma série de sintomas que causam desconforto estomacal, como:

  • dor abdominal;
  • sensação de estômago cheio;
  • enjoo;
  • eructações;
  • vômito.

Como solucionar o desconforto estomacal?

Sentir um desconforto estomacal que desaparece em poucos dias é comum e todo mundo pode passar por isso. Contudo, quando o problema persiste, é fundamental procurar um médico para descobrir a causa.

Isso é importante porque doenças benignas (como a gastrite) e malignas (como o câncer) podem apresentar os mesmos sintomas. Além disso, alguns casos podem precisar de tratamentos específicos, como o refluxo. Então, é indispensável obter um diagnóstico preciso.

Para pacientes diabéticos, a consulta médica também é essencial, pois muitos remédios podem ocasionar desconforto estomacal. O diabetes também pode causar gastroparesia, que é um retardo do esvaziamento gástrico. Por isso, o acompanhamento médico é necessário.

Além disso, existem alguns hábitos saudáveis que podem ajudar a resolver o quadro. Alguns deles são:

  • evitar alimentos industrializados;
  • evitar refrigerantes;
  • identificar quais alimentos causam desconforto, pois isso varia de pessoa para pessoa;
  • praticar atividade física para reduzir peso e amenizar a ansiedade, principalmente em casos de dispepsia funcional.

Por fim, é importante destacar que a automedicação deve ser evitada, pois ela pode mascarar a causa do desconforto estomacal, acarretando complicações futuras.

E, caso os sintomas não melhorem com as mudanças no estilo de vida, é importante procurar um médico especialista para que ele possa analisar o quadro, realizar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.Para mais informações, confira nossos artigos na Central Educativa!

Источник: https://guilhermenamur.com.br/principais-causas-do-desconforto-estomacal/

Dor abdominal: o que pode ser (e o que fazer)

Desconforto Abdominal: principais causas e o que fazer

A dor abdominal é causada, principalmente, por alterações no intestino, estômago, vesícula, bexiga ou útero. O local onde aparece a dor pode indicar o órgão que está com problemas, como, por exemplo, a dor que surge do lado esquerdo do abdômen, na parte de cima, pode indicar uma úlcera gástrica, enquanto a do lado direito pode indicar problemas no fígado.

Os motivos da dor variam desde situações simples, como excesso de gases, até mais complicadas, como apendicite ou cálculo renal. Assim, havendo uma dor abdominal muito intensa ou que dura mais que 24h ou que é acompanhada de outros sintomas, como febre, vômitos persistentes e sangue nas fezes ou urina, deve-se ir ao pronto-socorro ou consultar o clínico geral.

Principais causas de dor abdominal

De acordo com o local onde surge a dor, as principais causas são:

Local da Barriga

(Número correspondente à região indicada na imagem)

Lado direitoMeioLado esquerdo
123

Pedra ou inflamação na vesícula;

Doenças do fígado;

Problemas no pulmão direito;

Excesso de gases.

Refluxo;

Má digestão;

Úlcera gástrica;

Gastrite;

Inflamação na vesícula;

Infarto.

Gastrite;

Úlcera gástrica;

Diverticulite;

Problemas no pulmão esquerdo;

Excesso de gases.

456

Inflamação no intestino;

Excesso de gases;

Inflamação na vesícula;

Cólica renal;

Problemas na coluna.

Úlcera gástrica;

Pancreatite;

Gastroenterite;

Inicio de apendicite;

Prisão de ventre.

Gastrite;

Inflamação intestinal;

Excesso de gases;

Doença no baço;

Cólica renal;

Problemas na coluna.

789

Excesso de gases;

Apendicite;

Inflamação intestinal;

Cisto no ovário.

Cólica menstrual;

Cistite ou infecção urinária;

Diarréia ou prisão de ventre;

Cólon irritável;

Problemas na bexiga.

Inflamação intestinal;

Excesso de gases;

Hérnia inguinal;

Cisto no ovário.

Esta regra serve para as principais causas de dor na barriga, mas existem problemas abdominais que causam dor em mais de um local, como a dor causada por gases, ou que se manifestam em locais distantes do órgão, como no caso da inflamação da vesícula, por exemplo.

Entenda melhor quando a dor abdominal pode ser apenas sintoma de gases.

A dor abdominal persistente ou crônica, que dura mais de 3 meses, geralmente, é causada por refluxo, intolerâncias alimentares, doença inflamatória do intestino, pancreatite, vermes intestinais ou até câncer, e podem ser mais difíceis de identificar.

Tipos de dor abdominal

A forma como a dor se manifesta também pode ajudar a encontrar a sua causa, como por exemplo:

  • Dor em queimação: as dores que surgem no estômago devido a gastrite, úlcera e refluxo, geralmente, aparecem com a sensação de queimação ou ardor nesta região.
  • Dor tipo cólica: problemas no intestino, como diarreia ou prisão de ventre, e também da vesícula podem se manifestar como cólicas. Também aparecem nas dores causadas no útero, como as cólicas menstruais.
  • Pontada ou agulhada: dor causada por excesso de gases, ou por inflamações no abdômen, como apendicite ou inflamação intestinal. Veja outros sinais de apendicite.

Existem ainda outros tipos de dor abdominal, como sensação de estar cheio ou inchado, dores tipo aperto ou sensação inespecífica de dor, quando a pessoa não sabe identificar bem como surge a dor.

Nestes casos, normalmente, a causa só é identificada após exames diagnósticos como ultrassom e exames de sangue ou através do histórico pessoal, feitos pelo clínico geral ou gastroenterologista.

Quando pode ser grave

Existem sinais de alarme que, quando aparecem em conjunto com a dor, podem indicar doenças preocupantes, como inflamações ou infecções graves, e na presença de algum deles, é orientado procurar atendimento em pronto-socorro. Alguns exemplos são:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Vômitos persistentes ou com sangue;
  • Sangramento nas fezes;
  • Dor intensa que faz acordar no meio da noite;
  • Diarreia com mais de 10 episódios por dia;
  • Perda de peso;
  • Presença de apatia ou palidez;
  • Dor que aparece após queda ou pancada.

Um sintoma que merece atenção especial é a dor na região do estômago, em queimação, pois pode indicar infarto, por isto, se esta dor vier acompanhada de falta de ar, suor frio, dor no peito ou que irradia para os braços, deve-se procurar atendimento imediato em pronto socorro.

Saiba como identificar corretamente um infarto.

O tratamento da dor na barriga depende da sua causa e sua localização. Assim, o clínico geral, ou o gastroenterologista, indica o tratamento mais adequado após realização de exames físicos, de sangue e, se necessário, ultrassom abdominal. Alguns dos remédios mais usados para tratar problemas leves são:

  • Antiácidos, como Omeprazol ou Ranitidina: utilizados em casos de dor na região do estômago causado por má-digestão, refluxo ou gastrite;
  • Anti-flatulentos ou antiespasmódicos, como a dimeticona ou Buscopan: aliviam a dor causada por excesso de gases ou diarreia;
  • Laxantes, como lactulose ou óleo mineral: aceleram o ritmo intestinal para tratar a prisão de ventre;
  • Antibióticos, como amoxicilina ou penicilina: são usados para tratar infecções na bexiga ou no estômago, por exemplo.

Nos casos mais graves, em que existe infecção ou inflamação de um órgão, como acontece na apendicite ou na inflamação da vesícula, pode ser recomendado fazer cirurgia para retirar o órgão afetado.

Confira ainda alguns remédios caseiros para tratar as principais causas de dor na barriga.

Além do uso destes medicamentos, em alguns casos, o médico pode ainda recomendar fazer alterações na dieta, como evitar frituras e refrigerantes, assim como ingerir menos alimentos flatulentos como feijão, grão de bico, lentilha ou ovos, já que a dieta é uma das principais causas de dor abdominal, uma vez que pode aumentar a produção de gases. Confira no vídeo a seguir o que comer para acabar com os gases:

Dor abdominal na gravidez

A dor abdominal na gravidez é um sintoma frequente que surge devido às alterações do útero da mulher e à prisão de ventre, característica desta fase.

No entanto, quando a dor piora ao longo do tempo ou é acompanhada por outros sintomas, como sangramentos, pode indicar problemas mais sérios, como gravidez ectópica ou aborto, e nestes casos, deve-se consultar o obstetra o mais rápido possível.

Além disso, a dor abdominal no final da gravidez também é normal e, geralmente, está relacionada ao estiramento dos músculos, ligamentos e tendões devido ao crescimento da barriga e, por isso, a grávida deve repousar várias vezes durante o dia.

Источник: https://www.tuasaude.com/dor-abdominal/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: