Dicas de Alimentação Durante a Amamentação

Contents
  1. Como a dieta da mãe afeta o leite materno
  2. Eu preciso ter uma dieta perfeita enquanto amamento?
  3. Devemos incentivar hábitos saudáveis para a mamãe que amamenta?
  4. O que é necessário para ter um bom estoque de leite?
  5. Como a ingesta de nutrientes afeta a amamentação?
  6. Existe algum alimento que devo evitar enquanto estou amamentando?
  7. Fazer uma mãe pensar que deve manter uma dieta perfeita para poder amamentar seu filho é criar uma barreira desnecessária à amamentação. Ao mesmo tempo, a amamentação gera um senso de responsabilidade que faz toda a família se alimentar melhor! Boa amamentação!
  8. O que comer e o que evitar durante a amamentação
  9.  Consumo não indicado
  10.  Consuma com moderação
  11.  Consuma à vontade
  12.  Evitando as cólicas
  13. Amamentação: 4 alimentos ajudam na saúde da mãe e do bebê
  14. Coloque no prato:
  15. Melhor evitar:
  16. Como se alimentar na amamentação: o que comer e o que evitar nesse período
  17. Como se alimentar na amamentação
  18. O que comer na amamentação
  19. O que deve ser evitado durante o período de amamentação
  20. Amamentação em livre demanda
  21. REFERÊNCIAS
  22. Alimentação na amamentação: o que comer e o que evitar?
  23. Alimentação na amamentação
  24. Refrigerantes, chás e café
  25. Alimentos muito condimentados
  26. Alimentos gasosos
  27. Frutas cítricas
  28. Alimentos crus
  29. Leite de vaca e produtos lácteos
  30. Peixes e frutos do mar
  31. Orientação
  32. Como se alimentar de forma saudável durante a amamentação? Confira dicas – Blog da Primeira Infância
  33. Nada de dieta de emagrecimento
  34. O que comer durante a lactação?
  35. Ingestão de água
  36. Consumo de café e bebidas alcoólicas
  37. Alimentos x Cólicas nos bebês
  38. Leia amanhã!
  39. Dicas de Alimentação Durante a Amamentação
  40. Peso materno durante o aleitamento
  41. Ingestão de líquidos
  42. Nutrientes recomendados
  43. Ferro
  44. Proteínas
  45. Cálcio
  46. Vitaminas
  47. Precauções nutricionais
  48. Álcool
  49. Cafeína
  50. Peixes contendo mercúrio
  51. Bebês que não toleram certos alimentos

Como a dieta da mãe afeta o leite materno

Dicas de Alimentação Durante a Amamentação

Nesse post, procurei esclarecer essa dúvida que muitas mães que amamentam querem saber: Preciso restringir minha alimentação? Existe algum alimento a ser evitado? Quanto de água devo tomar? E as vitaminas? Posso fazer dieta?

Eu preciso ter uma dieta perfeita enquanto amamento?

De forma simples, a resposta à essa pergunta é não. Você não precisa ter uma dieta perfeita para produzir um leite de qualidade para seu bebê.  De fato, pesquisas mostram que a qualidade da alimentação da mãe tem pouca influência no leite materno. Ainda assim, basta seguir o bom senso.

Que leite poderia ser mais adequado para seu bebê? O leite materno é projetado para prover todos os nutrientes que o bebê precisa, para seu crescimento e desenvolvimento adequado. Além disso, protege o seu bebê contra doenças .

Mesmo se uma dieta deixa a desejar, afeta mais a própria saúde da mãe do que o bebê amamentado.

Muitas mães tem a falsa idéia que amamentação é uma “prisão”, pois não podem comer o que quiserem, não podem tomar o cafézinho que tanto gostam, ou uma taça de vinho ocasionalmente. Isso não é verdade.

Pouquissímo desses alimentos passam para o leite materno, que não afeta a qualidade do leite. Assim, a palavra chave é equilíbrio. Se limitarmos uma mãe lactante de comer ou beber coisas que ela gosta, realmente amamentar pode se tornar algo limitante.

A amamentação é para ser algo leve, gostoso e não uma obrigação.

Cabe uma observação importante: não incluo aqui os bebês com alguma alergia alimentar, pois se o bebê tem alergia a proteína do leite de vaca, por exemplo, a mãe deve ter uma alimentação com restrição de leite e derivados. Entretanto, o diagnóstico é médico e nenhuma mãe deve tirar o leite da sua dieta por conta própria por causa de “cólica” no bebê.

Devemos incentivar hábitos saudáveis para a mamãe que amamenta?

Com certeza! Estudos mostram que a mãe que amamenta se alimenta melhor, tem hábitos mais saudáveis, o que é bom para a mamãe e para o bebê! Entretanto isso não é uma condição para manter a qualidade do leite, ou um bom estoque de leite.

Embora não seja nem um pouco recomendado, uma mãe pode ter uma dieta com “junk food” e ainda assim produzir um leite de qualidade para seu bebê.

Mas atenção! Uma alimentação ruim pode ter falta de vitaminas e nutrientes importantes para a própria mãe! (O seu corpo reservará as vitaminas e nutrientes para o leite materno).

O que é necessário para ter um bom estoque de leite?

A melhor forma de manter um bom estoque de leite é o bebê mamar em livre demanda! Isso significa não limitar as mamadas e nem limitar a mamada a um lado só também! Quanto mais o bebê mama, mais leite será produzido. E em termos de calorias e líquidos? Veja abaixo:

  • Calorias: coma de acordo com a sua fome e apetite, isso será de acordo com as calorias que você precisa. Não é preciso contar calorias para manter um peso saudável, porém se você está acima do peso e gostaria de restringir a quantidade de calorias, converse com seu médico e nutricionista.  Dietas muito restritivas  podem reduzir a produção de leite.
  • Líquidos: tenha o costume de ter uma garrafinha de água próxima de você, principalmente quando for amamentar. Tome água de acordo com sua sede (e vai dar sede, pode apostar!). Um bom parâmetro é manter um diurese clara sempre e tomar em média 2 litros por dia. Isso pode variar de acordo com o seu peso e temperatura do lugar que você mora. Em épocas mais quentes, certamente a necessidade de água é maior.
  • A principal mensagem é: Coma quando tiver fome e beba quando tiver sede. Procure ter uma alimentação saudável e equilibrada.

Como a ingesta de nutrientes afeta a amamentação?

  • Suplementos de vitaminas e minerais (usados no pré natal ou outros) não são necessários se você tem uma dieta balanceada, no entanto com a vida moderna é difícil manter uma alimentação 100%. Se já tinha alguma deficiência de vitamina, continue suplementando e faça o acompanhamento correto com seu médico. Isso vale também se notar que está perdendo peso rapidamente ou seu cabelo está caindo muito! Mães vegetarianas ou veganas, ou com alguma restrição alimentar devido alergia, por exemplo, devem ter orientação e acompanhamento com médico e nutricionista.
  • A ingesta de gordura não afeta a quantidade de gordura no leite materno, mas pode afetar a qualidade da gordura do leite materno ( equilíbrio entre gorduras “boas” e “ruins”). (Lawrence 1999, p. 106-113, 300-305; Hamosh 1996, Hamosh 1991, p. 123-124). Um estudo realizado na África do Sul comparou mães nutrizes na zona urbana e rural,  concluiu que mães da zona urbana que consomem mais proteína e gordura de origem animal têm mais gordura monoinsaturada no seu leite do que mães que vivem em zona rural, com dieta predominante de carboidratos e fibras (Van Der Westhuyzen 1988).

Existe algum alimento que devo evitar enquanto estou amamentando?

  • Nenhum alimento, repito, nenhum, deve ser evitado simplesmente porque você amamenta. A recomendação e que a mãe coma o que ela costuma comer, sem restrições! Qualquer restrição alimentar deve ser orientada pelo médico e realizar o diagnóstico de alergia alimentar é imprescindível.
  • Existem alguns alimentos que costumam dar mais gases do que outros, em qualquer pessoa! Se você sabe que determinado alimento é indigesto para você, você irpa naturalmente evitá-lo. Dessa forma se houver alguma reação óbvia do bebê com alguma comida que você ingeriu, procure evitar, mas não precisa suspender completamente, a não ser que seja alergia alimentar.
  • É recomendado para todos, especialmente gestantes e nutrizes, evitem peixes que contém alto teor de mercúrio.
  • Recomenda-se que restrinja a quantidade de cafeína e álcool, mas raramente é necessário eliminá-los totalmente.
  • Algumas proteínas do alimentos, como leite de vaca, por exemplo, podem passar para o leite materno. Se existe alguma história de alergia alimentar na familia, converse com o seu médico sobre restrições alimentares.
  • Qualquer bebê pode reagir a um alimento em particular, embora isso seja raro. Se o bebê tem uma reação óbvia e imediata a determinado alimento, converse com o pediatra sobre possível alergia alimentar. Mas calma! Nem toda cólica, choro ou gases é alergia alimentar. O diagnóstico pode ser feito somente pelo médico.

Fazer uma mãe pensar que deve manter uma dieta perfeita para poder amamentar seu filho é criar uma barreira desnecessária à amamentação. Ao mesmo tempo, a amamentação gera um senso de responsabilidade que faz toda a família se alimentar melhor! Boa amamentação!

Espero que tenham aprendido bastante! Compartilhe para que outras pessoas também possam ter essa informação

Источник: https://pediatriadescomplicada.com.br/2016/01/25/como-a-dieta-da-mae-afeta-o-leite-materno/

O que comer e o que evitar durante a amamentação

Dicas de Alimentação Durante a Amamentação

Rico em anticorpos e proteínas, não há nutriente mais completo para o bebê que o leite materno. Ele reduz a probabilidade de seu filho se tornar uma criança obesa, melhora a resposta imune do pequeno, defende da asma e de outras infecções e ainda estimula o desenvolvimento do cérebro.

No entanto, para que isso ocorra, é importante que a mãe esteja bem alimentada durante todo o período da amamentação, pois tudo o que é ingerido nesta fase é passado para o bebê, ajudando no crescimento e, também, podendo causar certos desconfortos.

Abaixo, reunimos os alimentos que devem ser evitados, consumidos com moderação e os que colaboram para a sua saúde e a do bebê. Confira a lista e bom apetite!

 Consumo não indicado

1. Aspartame

Alguns adoçantes são proibidos para grávidas e lactantes por oferecerem riscos ao bebê. Entre eles está o aspartame, cujas pesquisas ainda não comprovaram sua segurança.

“Prefira a sucralose se realmente quiser utilizar um adoçante, ela também é indicada na gestação”, recomenda Marcelo Reibscheid, pediatra da maternidade São Luiz Itaim.

O ideal é que você opte por adoçar seus alimentos com produtos mais naturais como o mel, o açúcar mascavo e o agave.

2. Bebidas alcoólicas

O álcool não é indicado para quem está amamentado porque, além de diminuir a absorção dos nutrientes pela mãe, também será consumido pelo bebê, podendo deixá-lo mais sonolento, num primeiro momento, além de fazer com que ele fique sem fome, atrapalhando seu ganho de peso. As bebidas também podem destruir as células nervosas da criança.

 Consuma com moderação

3. Cafeína

Bebidas que contenham cafeína como o café, chá preto ou mate, energéticos, refrigerantes e o até mesmo o chocolate devem ser consumidos em pequenas quantidades. A cafeína pode tornar os bebês mais irritados e com dificuldade para dormir. Tome, no máximo, duas xícaras de café por dia.

4. Industrializados

Você já parou para ler o rótulo dos alimentos industrializados vendidos no supermercado? Eles estão recheados de produtos químicos como conservantes, corantes e estabilizantes. Prefira, na medida do possível, alimentos frescos e naturais.

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5. Alimentos que causam gases

Feijão, brócolis, couve-flor, repolho e batata doce, entre outros, são alimentos que provocam gases intestinais e, por isso, não devem ser consumidos todos de uma única vez.

“Se eles te dão gases, é bem possível que o bebê também os tenha após mamar”, alerta Marcelo. Por isso, é importante que você fique atenta às reações que seu filho terá após você consumir esse tipo de alimento.

Se perceber que ele apresenta muitas cólicas, talvez seja necessário evitá-los no período de amamentação.

 Consuma à vontade

6. Hidratação

Beba muito água! Ela irá te deixar hidratada e manterá uma adequada produção de leite para o seu bebê. Por isso, mantenha sempre uma garrafinha de água ao seu lado, principalmente quando estiver amamentando.

7. Alimentação equilibrada

“A alimentação da lactante deve ser a mais completa e saudável possível”, afirma a pediatra Silvia Gioielli, de São Paulo. Coma tranquilamente frutas, legumes, verduras, ovos, carne, frango e peixes livres de mercúrio.

Você pode manter na sua dieta o leite de vaca e seus derivados se não relacionar o seu consumo às cólicas do bebê.

Vale lembrar que é importante que a mulher faça 6 refeições por dia: desjejum, lanche matutino, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia noturna.

8. Produtos orgânicos

Uma pesquisa realizada pela Universidade do Mato Grosso com mulheres que amamentavam mostrou que o leite de todas elas estava contaminado por agrotóxicos, alguns em grande quantidade e até um proibido no Brasil. Por isso, na medida do possível, procure consumir alimentos orgânicos.

 Evitando as cólicas

Na realidade, cada mãe vai perceber quais alimentos geram cólicas no seu bebê e passará a evitá-los em seu dia a dia. Não existe uma fórmula única, toda dupla mãe-bebê tem suas características próprias.

Mas sabe-se que, além da alimentação, alguns cuidados simples, como o banho de balde (ou ofurô), podem diminuir a incidência das famosas cólicas nos bebês.

“Mais tempo de colo, amamentação em livre demanda e o uso do sling são muito úteis em aliviar as cólicas”, ensina Silvia.

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Источник: https://bebe.abril.com.br/amamentacao/o-que-comer-e-o-que-evitar-durante-a-amamentacao/

Amamentação: 4 alimentos ajudam na saúde da mãe e do bebê

Dicas de Alimentação Durante a Amamentação

O aleitamento materno é a melhor opção para a família e, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), deve ser a fonte exclusiva de alimentação dos bebês até os seis meses. Mas é claro que quando o leite não vem, existem alternativas.

Um dos fatores decisivos para que a amamentação seja bem-sucedida é a pega correta do bebê, que sugará o leite adequadamente e, assim, estimulará a produção. No entanto, a alimentação, assim como o bem-estar geral e emocional da lactante, também são fatores importantes para que ela tenha leite.

VEJA TAMBÉM:

Mas, ao contrário do que afirmam umas crendices, não existem evidências científicas de que certos alimentos (como a cerveja preta) aumentem a produção de leite.

Aqui a regra é ter uma nutrição balanceada e saudável, se manter hidratada e aumentar a ingestão calórica diária em no máximo 500 calorias –já que, durante o período da amamentação, a mulher naturalmente sentirá mais fome.

Por isso, veja abaixo os melhores alimentos para a saúde da lactante. Para elaborar essa lista, conversamos com Moises Chencinski, pediatra e homeopata criador do movimento Eu Apoio Leite Materno e presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo); Vilneide Braga D.

Serva, pediatra do Departamento de Aleitamento Materno da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria); Clarissa Hiwatashi Fujiwara, nutricionista, mestre em Ciências pela USP e coordenadora de Nutrição da Liga de Obesidade Infantil do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) e Ana Paula Gonçalves, nutricionista do Grupo São Cristóvão Saúde (SP).

Coloque no prato:

Imagem: iStock

Sucos naturais e água
O leite materno é composto por cerca de 85% de água, então é importante que a mãe esteja hidratada. Se ela desidratar, existe a chance de diminuir a produção.

Além disso, muitas mães naturalmente sentirão sede durante o próprio ato de amamentar. É um sinal do corpo de que ele está precisando de líquido.

Sucos naturais são uma opção diferente para a lactante se manter hidratada, mas não é que alguma fruta específica vá ajudar na produção do leite. Chás sem cafeína também são uma boa fonte de líquido.

Imagem: iStock

Sopa de legumes
O mais importante, na dieta da lactante, é que ela tenha uma dieta balanceada, com alimentos de todos os grupos alimentares.

E os alimentos líquidos são uma maneira de os nutrientes consumidos serem rapidamente transformados em leite materno. Além disso, as sopas são opções nutritivas e, normalmente, de baixa caloria.

Sem contar que o preparo é fácil, o que também facilita a vida das mães que precisam cuidar do bebê e da casa.

Imagem: iStock

Ovo
Uma pesquisa publicada no Journal of Experimental Medicine em 2017 indica que a dieta da mãe pode proteger, por meio da amamentação, os recém-nascidos contra alergias alimentares. Em ratos, o leite de mães expostas à proteína do ovo deu proteção contra a alergia ao ovo.

Imagem: iStock

Amendoim
Esta é um alimento que com frequência provoca reações alérgicas nas crianças. O mesmo estudo acima citado também apontou que consumi-lo pode prevenir que o filho venha a desenvolver intolerância.

“Comer uma variedade de alimentos nutritivos durante a gravidez e amamentação não promoverá alergias alimentares em bebês em desenvolvimento e, inclusive, pode protegê-los de alergia alimentar”, afirma James R.

Baker, um dos médicos que conduziu a pesquisa.

Melhor evitar:

Imagem: iStock

Bebidas alcoólicasÉ recomendado que as mulheres que estão amamentando se abstenham de beber álcool, já que o álcool tem a capacidade de entrar no leite humano e o corpo do bebê não está apto a metabolizar a substância, mesmo que em pequena quantidade.

Além disso, o álcool também desidrata a mãe. Ou seja, diminui a quantidade de leite. Se quiser tomar alguma coisa, pode ser uma dose bem pequena e dê um intervalo de, no mínimo, duas a três horas para dar de mamar novamente.

Outra dica é retirar o leite (e fazer depósito corretamente) antes de ingerir álcool.

Imagem: Getty Images

Café
A cafeína também passa pelo leite materno e pode estimular o bebê, deixando-o mais excitado e sem sono. A recomendação é: se for tomar café preto, beba no máximo de duas a três xícaras ao dia. O mesmo vale para outras bebidas que possuem cafeína na composição, como chá-preto, chá-verde e refrigerantes à base de cola ou guaraná.

Imagem: iStock

Fast-food
A amamentação reduz a chance de crianças desenvolverem asma.

Mas um estudo conduzido pela Universidade de Alberta (Canadá) e publicado em 2009 mostrou que comer fast-food mais de uma vez ou duas vezes por semana anula os efeitos benéficos que a amamentação tem na proteção das crianças contra a doença respiratória.

Além disso, durante a fase da amamentação, qualquer interferência de alimentos considerados pobres nutricionalmente pode gerar problemas metabólicos para o bebê, como questões de obesidade ou colesterol.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/10/05/amamentacao-4-alimentos-ajudam-na-saude-da-mae-e-do-bebe.htm

Como se alimentar na amamentação: o que comer e o que evitar nesse período

Dicas de Alimentação Durante a Amamentação
Ilustração: Marcella Briotto

Durante o período de amamentação, o organismo materno passa por uma série de adaptações e a demanda por alguns nutrientes aumenta. Por isso, para manter uma produção de leite adequada, é importante manter uma alimentação balanceada e se hidratar. Veja como se alimentar na amamentação, o que comer e o que evitar nesse período.

Como se alimentar na amamentação

O organismo é capaz de produzir o alimento mais completo e equilibrado para o desenvolvimento saudável de um bebê: o leite materno.

São inúmeros os estudos que comprovam que a amamentação exclusiva até os seis meses de idade diminui as taxas de mortalidade infantil, fortalece o sistema imune e evita diversas complicações, como alergias, diarreia e infecções respiratórias.

A longo prazo, o aleitamento também está associado a um efeito positivo na inteligência da criança, e a menores riscos de hipertensão, diabetes e colesterol alto.

Para a mãe, o ato de amamentar – sempre respeitando suas possibilidades e desejos – pode trazer diversos benefícios, como fortalecimento do vínculo afetivo entre mãe e bebê, proteção contra o câncer de mama, menores custos financeiros e melhoria na qualidade de vida.

No período da lactação, uma série de mudanças acontecem no organismo.

Em consequência, muitas mulheres perdem peso durante os primeiros meses de amamentação, em função da energia envolvida na produção do leite materno (em média, 500 calorias por dia).

Além disso, a composição do leite e o volume produzido podem sofrer influências de diversos aspectos, como alimentação, hábitos de vida, necessidades do bebê, entre outros.

O que comer na amamentação

Para a produção adequada de leite materno, a demanda do organismo por alguns nutrientes aumenta – incluindo proteínas, algumas vitaminas (como A, C e E) e sais minerais, como zinco e selênio. Isso não significa que deve-se necessariamente comer em maior quantidade, mas sim atentar-se à qualidade da alimentação.

É importante que as mulheres que estão amamentando tenham uma dieta saudável e equilibrada, que se adeque ao contexto e às possibilidades de cada família.

Incluir alimentos frescos (como frutas e verduras), grãos integrais, leguminosas e fontes de proteína (como ovos, frango e peixes), e evitar alimentos industrializados e ultraprocessados são algumas sugestões.

Dietas vegetarianas ou veganas não são contraindicadas, mas é recomendado que se dê uma atenção especial à alimentação nesses casos. Estudos apontam que, em casos de dietas mais restritivas, pode ser necessário ingerir suplementos de alguns nutrientes, como cálcio, vitamina D e vitamina B12.

Além de uma alimentação saudável, é fundamental que a mulher beba bastante água, para manter o organismo hidratado e garantir a produção de leite adequada.

Uma dica é ter sempre uma garrafa de água por perto, principalmente quando estiver amamentando, e observar os sinais do seu corpo.

Se a boca estiver seca ou a urina estiver com uma cor mais escura, deve-se caprichar mais na ingestão de água.

O que deve ser evitado durante o período de amamentação

Foto: Bia Takata

Diferente do que escutamos por aí, não existem alimentos que são, por si só, contraindicados para as mulheres que estão amamentando. A princípio, todos os alimentos são permitidos, mas é importante ficar atenta(o) aos sinais do bebê.

De acordo com um estudo americano sobre o tema, alimentos alergênicos (como leite, ovos, castanhas e farinha de trigo) podem influenciar diretamente na composição do leite materno e, embora seja incomum, podem eventualmente causar problemas digestivos no bebê.

Pode-se suspeitar de sensibilidades alimentares se o bebê chorar ou regurgitar uma grande quantidade de leite dentro de uma hora após a mamada, ou se tiver constipação ou diarreia. No caso da alergia a produtos derivados do leite, os sintomas podem incluir eczema, diarreia e vômito.

Já bebês alérgicos a proteína do leite de vaca (APLV) podem apresentar sinais como agitação e sangue nas fezes.

Listamos a seguir algumas substâncias que merecem atenção especial quando se trata de amamentação:

  • Bebidas alcoólicas: sabe-se que uma pequena porcentagem de álcool é transferida para o leite materno, mas os estudos são controversos quando se trata de estabelecer a quantidade considerada segura para consumo. Entidades médicas sugerem que a mãe lactante evite expor o bebê ao álcool e, por isso, deve-se evitar amamentar por duas horas após a ingestão de uma dose de álcool – o equivalente a uma lata de cerveja (330 ml), uma taça de vinho (100 ml) ou uma dose de destilado (30 ml). Para cada dose adicional de álcool ingerida, deve-se acrescentar mais duas horas de espera para retomar a amamentação. Outra possibilidade é extrair e armazenar leite com antecedência para a próxima mamada.
  • Cafeína: beber uma quantidade moderada de cafeína – como duas a três xícaras de café por dia – não parece produzir efeitos significativos nos bebês que são amamentados, segundo a Academia Americana de Pediatria. No entanto, é preciso ficar atento, pois alguns bebês mais sensíveis à cafeína podem mostrar-se mais irritados e com dificuldade de dormir.
  • Medicamentos e drogas ilícitas: alguns remédios podem afetar a produção e a composição do leite materno, por isso é importante sempre consultar um profissional de saúde antes de ingerir qualquer medicamento. Além disso, recomenda-se que mulheres lactantes não usem drogas ilícitas, pois podem ser prejudiciais para o bebê.
  • Tabagismo: pesquisas mostram que bebês de pais fumantes pode ser mais propensos a apresentar problemas respiratórios, infecções pulmonares e otite. Além disso, o hábito de fumar pode reduzir o volume de leite materno produzido. O consumo de tabaco é contraindicado para as mulheres que amamentam mas, caso não seja possível largar o hábito, o Ministério da Saúde recomenda continuar amamentando, pois os benefícios superam as outras alternativas (como o uso de fórmulas artificiais, por exemplo).

Amamentação em livre demanda

Para manter a produção de leite materno ativa, não há nada melhor do que a própria sucção que o bebê faz enquanto amamenta.

Na amamentação em livre demanda, o bebê regula as mamadas (duração e intervalo entre elas) de acordo com suas necessidades, e a mãe estabelece seus limites e possibilidades.

Mulheres saudáveis, com bebês em aleitamento exclusivo, produzem em média 750 a 800 ml de leite diariamente.

Estudos demonstram que variações na alimentação e exercícios aeróbicos não tendem a afetar a fabricação de leite. Por outro lado, alguns fatores que podem diminuir sua produção são tabagismo, estresse materno, ansiedade e uso de contraceptivos combinados de estrogênio e progesterona.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Cadernos de Atenção Básica: Saúde da criança – Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. Ministério da Saúde. Brasília (DF), 2015

Butte, PhDAlison Stuebe, MD. Maternal nutrition during lactation. Post TW, ed. UpToDate. Waltham, MA: UpToDate Inc. https://www.uptodate.com (Acessado em Novembro de 2019)

Turner, MD, MEdShea Palamountain, MD. Infantile colic: Management and outcome. Post TW, ed. UpToDate. Waltham, MA: UpToDate Inc. https://www.uptodate.com (Acessado em Novembro de 2019)

Источник: https://meuparto.com/blog/maternidade/como-se-alimentar-na-amamentacao-o-que-comer-e-o-que-evitar-nesse-periodo/

Alimentação na amamentação: o que comer e o que evitar?

Dicas de Alimentação Durante a Amamentação
Postado em 1 de agosto de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Confira a lista dos alimentos mais restringidos da dieta de mães lactantes e veja se isso é mesmo preciso

Com a chegada do bebê, a rotina da mãe muda por completo, desde as noites de sono interrompidas até a alimentação na amamentação, que pode precisar de alguns cuidados por conta da saúde da criança.

Segundo um estudo divulgado na Revista Paulista de Pediatria, dentre os principais motivos que levam as mães a não consumir alguns alimentos durante a amamentação, segundo relatos e crenças das próprias mães, estão possíveis cólicas e produção de gases nos pequenos e até mesmo assaduras.

Porém, outro estudo feito na Dankook University College of Medicine, em Seul, na Coreia, reitera que as mães que restringem pelo menos um tipo de alimento nesse período costumam não ter justificativa científica para tal e que, por isso, precisam ser educadas sobre práticas alimentares adequadas por um nutricionista.

Alimentação na amamentação

A seguir, listamos alguns grupos de alimentos que as mães costumam evitar durante a amamentação para mostrar se você pode consumi-los ou se deve evitá-los:

Como equilibrar a alimentação na amamentação? | Imagem: Shutterstock

Refrigerantes, chás e café

Fontes de cafeína, essa substância pode ser transferida para o leite materno. O estudo da Dankook University explica que esse valor é geralmente menor que 1% da quantidade consumida pela mãe e não afeta negativamente os bebês. Porém, se a mãe exagera na quantidade diária, com mais de cinco xícaras de café ao dia, por exemplo, a cafeína pode sim afetar o sono do bebê.

Alimentos muito condimentados

Embora os sabores fortes, como o alho, possam alterar o cheiro e o sabor do leite materno, isso geralmente não faz com que os bebês passem mal.

As crianças raramente reagem a um alimento que as mães consomem, e os poucos ingredientes que causaram reações foram diferentes em cada bebê.

Portanto, não é recomendável que todas as mães que amamentam evitem determinados alimentos por conta de um tempero. Nesse caso, o ideal é consultar seu nutricionista para adequar a sua dieta.

Alimentos gasosos

É comum que as mães sejam alertadas para evitar alimentos como repolho, couve-flor e brócolis, pois seu consumo pode aumentar a produção de gases no intestino da mãe. No entanto, é importante deixar claro que gases e fibras não passam para o leite materno.

Frutas cítricas

Assim como os alimentos gasosos, os alimentos ácidos como laranja, limão, abacaxi e tomate não afetam o leite materno, pois eles não alteram o pH de sua fórmula.

Alimentos crus

Para quem ama comida japonesa como sashimi, além de outras como ostras e tartar, é importante saber que qualquer ingrediente cru pode ser uma fonte de infecção.

Porém, o consumo desses alimentos pelas mulheres que amamentam não representa um sério problema para as crianças, embora exista a possibilidade de a mãe sofrer intoxicações alimentares.

No caso de intoxicação alimentar, a mãe que não se hidratar adequadamente pode ter impactos na produção de leite, então deve-se preferir nesse momento consumir alimentos crus apenas em restaurantes de confiança.

Leite de vaca e produtos lácteos

Por serem importantes fontes de cálcio, recomenda-se que as mães que amamentam consumam 3 ou mais xícaras de leite ou produtos lácteos todos os dias.

No entanto, vale ressaltar que as mães que amamentam não precisam beber leite extra para aumentar a produção de leite materno, a água sim é que pode trazer esse efeito.

Além disso, o consumo deve ser excluído quando a criança receber o diagnóstico de alergia a proteína do leite, conhecida como APLV.

Outra opção benéfica é o leite vegetal, inclusive, temos uma receita de vitamina com esse ingrediente, basta clicar aqui.

Peixes e frutos do mar

São ricos em proteínas e ácidos graxos ômega 3. O consumo de peixe por mães que amamentam tem sido sugerido como benéfico para bebês, devido ao aumento na ingestão de ácidos graxos essenciais, que são importantes no desenvolvimento do cérebro da criança.

Cuidados com o tipo e fonte do peixe devem ser tomados para evitar exposição excessiva ao mercúrio, mas a American Academy of Pediatrics concluiu que o possível risco de excesso de mercúrio ou outros contaminantes é compensado pelos benefícios neurocomportamentais da ingestão adequada de DHA.

Orientação

Existem poucos dados científicos sobre alimentos e amamentação, como quais seriam maléficos ou benéficos.

Algumas pessoas falam dos alimentos ricos em açúcar, condimentados e apimentados como possíveis causadores de cólicas infantis, mas não há comprovação.

Na prática isso é muito individual, às vezes uma mulher come chocolate e o bebê não tem nada, e outra mãe come a mesma quantidade e a criança sofre com cólicas.

Por isso, é importante reforçar que o ideal é não fazer várias restrições alimentares. Isso pode gerar incorreta ingestão de nutrientes, o que pode ser prejudicial para a produção de leite.

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Del Ciampo L. et al. Aleitamento materno e tabus alimentares. Rev Paul Pediatr, 2008.

Jeong G. Maternal food restrictions during breastfeeding. Dankook University College of Medicine, Seoul, Korea, 2017.

Источник: https://nutritotal.com.br/publico-geral/material/alimentacao-na-amamentacao-o-que-comer-e-evitar/

Como se alimentar de forma saudável durante a amamentação? Confira dicas – Blog da Primeira Infância

Dicas de Alimentação Durante a Amamentação
Não existem alimentos proibidos durante a lactação, mas é preciso seguir uma dieta equilibrada

Bem como durante a gravidez, a dieta da mãe após o parto continua sendo fundamental para o desenvolvimento do bebê.

De acordo com Lavínia Springmann, consultora de Amamentação da NUK, empresa alemã especializada em produtos para bebês e mães, não existem, inicialmente, alimentos proibidos para a lactante.

Somente em casos de suspeita de alergia alimentar na criança, em aleitamento materno exclusivo, cujo diagnóstico é bem difícil, pode-se pensar em uma dieta hipoalergênica para a mãe.

O correto é manter uma alimentação sadia e consumir muita água, leite e sucos de fruta, de preferência sem açúcar, para estimular a produção de leite.

Em caso de suspeita de reação do bebê a um determinado tipo de alimento que a mãe consome (como temperos mais fortes), é importante manter a criança em observação e notar se ela apresenta algum tipo de agitação incomum ou alergia.

Nesse caso, é imprescindível identificar qual foi o alimento ingerido que ocasionou a reação no bebê e evitar o seu consumo.

A orientação é manter os hábitos saudáveis recomendados durante a gestação

Nada de dieta de emagrecimento

Lavínia alerta que, durante a amamentação, não há razão para iniciar uma dieta de emagrecimento, pois ela pode comprometer a produção e a quantidade de leite e, consequentemente, prejudicar a nutrição do bebê. Para produzir uma boa quantidade de leite, a mãe necessita de uma alimentação balanceada, com aproximadamente 2.500 calorias por dia e muitos copos de água ou qualquer outro líquido, além de relaxar bastante.

As mães vegetarianas devem redobrar os cuidados com a alimentação e se certificar de que estão ingerindo vitaminas e minerais suficientes para a nutrição e a do bebê.

Consultar um nutricionista é a melhor opção para elaborar um cardápio adequado, com refeições e lanches saudáveis. Remédios, bebidas e fumo não combinam com amamentação.

A mãe que amamenta deve se lembrar sempre que essas substâncias perigosas podem ser transferidas para o leite materno.

É importante passar o dia bem hidratada

O que comer durante a lactação?

Conserve os hábitos saudáveis de alimentação recomendados durante a gravidez. Mantenha uma dieta rica em grãos e cereais integrais, frutas e verduras, e alimentos que sejam boas fontes de proteínas, cálcio e ferro.

É claro que uma guloseima de vez em quando não faz mal a ninguém.

O consumo de gorduras saudáveis é benéfico para o bebê: abacate, azeite, castanhas, sementes e peixes gordurosos como o salmão são bons exemplos, mas evite as gorduras saturadas, encontradas nas frituras e na gordura vegetal, por exemplo.

Muitas mulheres sentem mais fome na fase da amamentação, o que faz todo o sentido, pois o corpo trabalha 24 horas por dia para produzir o leite do bebê.

Por esse motivo, tenha o hábito de fazer um pequeno lanche nutritivo — como uma vitamina de iogurte batido com frutas, uma barrinha de cereais ou uma torrada com queijo — entre as mamadas.

Isso ajuda a manter a fome sob controle e dar maior nível de energia.

Ingestão de água

Apesar de ter que se manter bem hidratada, a mãe não precisa ficar contando quantos copos d’água toma durante o dia, pois o corpo vai se encarregar de avisar quando é necessária a ingestão de água: os hormônios envolvidos na amamentação provocam a sensação de sede. Neste caso, o indicado é levar um copo ou uma garrafinha de água quando for amamentar. A urina na cor clara é um sinal de que a lactante está ingerindo uma quantidade adequada de líquidos.

Tudo o que a mãe come vai parar no leite, então tome cuidado com substâncias perigosas para o bebê

Consumo de café e bebidas alcoólicas

Substâncias como cafeína e álcool podem passar da corrente sanguínea para o leite, por isso evite excessos. A nicotina dos cigarros também vai parar no leite, então o fumo é proibido.

Um cafezinho por dia não fará mal ao bebê. No caso das bebidas alcoólicas, o melhor é evitá-las.

Caso a lactante tenha que tomar alguma medicação, verifique com o médico se é adequada para mães que amamentam.

Alimentos x Cólicas nos bebês

Muitas mães observam que determinados alimentos deixam o bebê fica mais agitado e com sintomas de cólica.

Nesse caso, é aconselhável seguir o instinto, verificando o que comeu nas últimas horas, como foi a reação do bebê e, se identificar cólica no seu filho, tente eliminar esse alimento da dieta por alguns dias até averiguar a melhora da criança.

Vale notar que, entre os suspeitos mais comuns da cólica, estão alimentos como brócolis, feijão, repolho, cebola e leite de vaca.

Leia amanhã!

Informe-se, nesta quarta-feira (7), sobre a amamentação de bebês prematuros

Источник: https://blogs.correiobraziliense.com.br/primeirainfancia/2019/08/06/como-se-alimentar-de-forma-saudavel-durante-a-amamentacao-confira-dicas/

Dicas de Alimentação Durante a Amamentação

Dicas de Alimentação Durante a Amamentação

As mulheres lactantes têm uma incrível capacidade de produzir leite materno em quantidade e qualidade suficientes para o bebê, mesmo que não estejam se alimentando adequadamente. O organismo da mulher prioriza a produção leite, mas há limites até onde o corpo consegue compensar uma dieta inadequada, seja em qualidade ou em quantidade de calorias e nutrientes.

Mas o fato do seu bebê não ser prejudicado por eventuais lapsos na sua dieta não significa que você não possa sofrer problemas nutricionais. Quando a lactante tem problemas na sua dieta e não consegue obter os nutrientes de que precisa, seu corpo vai atrás das suas reservas, o que pode eventualmente esgotá-las.

O período de aleitamento não é hora de se preocupar em fazer dietas doidas para emagrecer. Lembre-se que você precisa de força e resistência para atender as exigências físicas e psicológicas de cuidar de um bebê nos primeiros meses de vida.

Peso materno durante o aleitamento

As alterações de peso nas mulheres lactantes são muito variáveis. Habitualmente, uma gradual perda de peso ocorre durante os primeiros seis meses de amamentação.

A perda de peso pode ser maior ou menor dependendo de alguns fatores, como qualidade e quantidade da alimentação, prática de exercícios físicos, ganho de peso durante a gravidez, peso antes da gravidez, massa muscular, idade da mãe, tempo de licença materna, etc.

Estes fatores podem fazer com que a diferença de ritmo de perda de peso entre duas lactantes seja de até 1 quilo por mês.

É importante lembrar que nas primeiras semanas grande parte da perda de peso se refere à perda de água que foi retida durante a gravidez.

Após os inchaços irem embora, a perda de peso se dá por conta da eliminação de gordura. Habitualmente, nas mulheres bem nutridas, não há relevante perda de massa muscular durante o período de aleitamento materno.

A perda de peso se dá mesmo é pelo consumo de tecido adiposo (gordura).

Apesar de ser amplamente divulgado que a amamentação ajuda a mulher a perder peso após a gravidez, esta relação ainda é controversa. Diferentes estudos mostram resultados contraditórios, que variam desde maior perda de peso com o aleitamento, menor perda de peso com o aleitamento ou nenhuma diferença na perda de peso entre mulheres lactantes e não lactantes.

É fato que a produção de leite aumenta o consumo calórico basal das mães. Uma mulher que amamenta precisa consumir, em média, mais 500 calorias na sua dieta para manter um consumo calórico adequado.

Porém, não é preciso se preocupar contando calorias na sua alimentação, já que a maioria das mulheres acaba conseguindo aumentar naturalmente a ingestão de calorias devido ao aumento da fome que o aleitamento materno provoca.

Ingestão de líquidos

As lactantes produzem em média 750 a 800 ml de leite materno por dia. Muitas mulheres têm dúvidas sobre qual o volume de água que elas devem beber durante o período de aleitamento materno, de forma a não prejudicar a produção de leite.

Não é preciso quantificar o volume de líquidos que você bebe ao longo do dia. O importante é consumir água o suficiente para não sentir sede, procurando manter a urina sempre diluída e clara (leia: URINA COM CHEIRO FORTE).

Para facilitar sua vida, antes de cada amamentação, mantenha sempre um copo de água por perto para que você tenha fácil acesso quando sentir vontade de bebê-lo.

Evite bebidas com cafeína, pois além de passá-la para o seu bebê através do leite, a cafeína tem efeito diurético, podendo deixá-la mais desidratada.

Nutrientes recomendados

Na maioria dos casos, a dieta habitual da mãe é mais do que suficiente para manter um bom estado nutricional do bebê e dela mesma. O aumento da fome é um excelente mecanismo para que inconscientemente o consumo de calorias, proteínas e outros nutrientes se eleve, atingindo valores desejáveis.

Vamos tecer breves comentários sobre alguns nutrientes que mais causam dúvidas nas lactantes.

Ferro

O leite materno fornece em média 3 mg de ferro por dia. Em geral, se a mãe não tem anemia, não há necessidade de repor ferro, basta uma alimentação balanceada.

A perda de ferro para o leite é menor do que a perda de ferro habitual durante a menstruação.

Como não menstruam nos primeiros meses de aleitamento, as mulheres acabam tendo estoques de ferro melhores durante a amamentação do que em outros períodos da vida.

Boas fontes de ferro incluem carnes, feijão, ervilha, lentilha, cereais enriquecidos, produtos feitos com grãos integrais, vegetais folhosos verde escuros e frutos secos. Para ajudar na absorção, procure comer alimentos ricos em ferro em combinação com alimentos ricos em vitamina C, como morangos, frutas cítricas ou tomates.

Proteínas

A quantidade média de proteínas excretada diariamente no leite materno é de 8 gramas. Recomenda-se um aumento de 25 gramas de proteínas na dieta habitual para compensar essas perdas.

Em geral, a quantidade de proteínas no leite não se altera, mesmo que a mãe tenha um baixo consumo de proteínas na dieta.

O problema da falta de proteínas não é para o bebê, mas sim para a mãe, que pode começar a ter sua massa muscular consumida.

Boas fontes de proteína podem ser encontradas em carnes, ovos, produtos lácteos, soja , legumes, lentilhas, nozes, sementes e grãos integrais.

Cálcio

Cerca de 210 mg de cálcio são excretados no leite materno diariamente. A amamentação podem causar uma redução temporária na quantidade de cálcio nos ossos. Porém, estudos mostram que essa perda não consegue ser revertida, mesmo com o aumento de cálcio na dieta.

A boa notícia é que esse fato parece não ter muita relevância clínica, já que a perda óssea é geralmente recuperada após o fim do período de aleitamento.

Além disso, alguns estudos apontam que mulheres idosas que amamentaram quando jovens apresentam menor índice de osteoporose quando comparadas as mulheres que não amamentaram (leia: OSTEOPOROSE | Sintomas e tratamento).

Portanto, o consumo de cálcio durante a amamentação não precisa ser aumentado. Todas as mães devem consumir um mínimo diário de 1.000 mg de cálcio, que é a quantidade indicada para todas as mulheres em geral.

As fontes primárias de cálcio na dieta são o leite e outros produtos lácteos, tais como o queijo, manteiga e iogurte. Vegetais verdes, como espinafre, também são boas opções.

Vitaminas

As vitaminas também são excretadas no leite, por isso indica-se um aumento no consumo das mesmas durante o período de amamentação.

Mais uma vez, uma dieta variada, rica em frutas, verduras, legumes e carnes é suficiente para repor essas necessidades.

Se você não consegue ter uma dieta equilibrada, é possível que seu médico recomende o uso de multivitamínicos, para garantir um bom consumo de vitamina A, E, C e B.

Precauções nutricionais

Alguns tipos de comidas e bebidas devem ser evitados ou reduzidos durante a amamentação. Vamos falar um pouco sobre alguns desses alimentos.

Álcool

Quando a lactante consome álcool, uma pequena parte deste é transferido para o leite materno. A quantidade de álcool considerado “segura” durante a amamentação é controversa. Uma série de fatores afetam a quantidade de álcool que é transferida para o leite materno e quanto o bebê absorve.

Uma mulher de peso médio precisa de cerca de duas horas para que uma única dose de álcool (um copo de cerveja ou taça de vinho) seja completamente metabolizada e eliminada de seu corpo.

Portanto, para evitar qualquer quantidade de álcool sendo transferida para o bebê, os especialistas recomendam que a mulher não consuma álcool se for amamentar nas próximas 2 ou 3 horas (leia: EFEITOS DO ÁLCOOL | Tratamento do alcoolismo).

Obs: o uso de bombas para retirar o leite não acelera o processo de eliminação do álcool no mesmo.

Cafeína

A maioria dos médicos sugere que durante a amamentação as mães devem limitar o consumo de cafeína (incluindo café, chás, refrigerantes, bebidas energéticas, chocolate, etc.) para não mais do que 300 mg por dia (cerca de 3 xícaras de café por dia).

Atenção: esse limite de 300 mg ainda está sob debate, por isso, o ideal é consumir o mínimo possível de alimentos com cafeína. Se o seu bebê se torna irritadiço com a cafeína da sua dieta, corte o café, refrigerantes e o chocolate da dieta.

Peixes contendo mercúrio

Os peixes fornecem proteína de alta qualidade e outros nutrientes essenciais, incluindo ômega-3 os ácidos graxos. O consumo de peixe por mães que amamentam tem sido sugerido devido às grandes quantidades de ácidos graxos essenciais, que são importantes no desenvolvimento do cérebro do recém-nascido.

No entanto, quase todos os peixes e frutos do mar contêm traços de mercúrio. Para a maioria das pessoas, esta pequena quantidade é irrelevante. Todavia, mesmo resquícios de mercúrio parecem ser prejudiciais ao sistema nervoso em desenvolvimento do bebê.

Portanto, mães que amamentam não devem comer tubarão, peixe-espada ou cavala, porque são peixes que naturalmente contêm altas concentrações de mercúrio. Outros peixes ou crustáceos possuem concentrações menores de mercúrio, como camarão, atum light enlatado, salmão, badejo e bagre, e devem ser limitados a 2 porções por semana.

Bebês que não toleram certos alimentos

A maioria das mães pode comer uma grande variedade de alimentos, incluindo os picantes, sem que isso cause qualquer reação ao seu bebê. Algumas mães, porém, juram que certos alimentos, como brócolis, repolho, leite, nozes, ovos, chocolate, frutas cítricas, alho, pimentão, pimenta, soja ou frutos do mar, cebola, etc., fazem o seu bebê ficar com mais gases e irritado.

É importante salientar que todo bebê tem seus dias melhores e piores, sem que necessariamente haja uma explicação clara para isso. Muitas mães procuram logo algum culpado na dieta que justifique essas alterações de comportamento do bebê.

Habitualmente, a dieta da mãe não é a culpada, mas se você suspeitar que algum alimento possa estar fazendo seu bebê ficar mais inquieto que o habitual não custa nada suspendê-lo por alguns dias e ver se há alguma resposta. Atenção, mesmo que o bebê melhore o humor, isso não prova que a culpada era a comida. Como já dissemos, o humor do bebê pode variar muito de um dia para o outro nos primeiros meses de vida.

Em casos raros, o bebê pode ser alérgico a alguma coisa que você comeu. Nestes casos, é possível notar reações na pele, respiração ruidosa, congestionamento nasal e alterações nas características habituais das fezes. Se você suspeitar de alergia, entre em contato com o pediatra.

Источник: https://www.mdsaude.com/nutricao/alimentacao-amamentacao/

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