Dieta do HCG: o que é, como funciona e possíveis riscos

CESARIANA – Vantagens e riscos da cesária

Dieta do HCG: o que é, como funciona e possíveis riscos

A cesariana, também chamada de parto cesário ou cesária, é uma forma de parto feita através de cirurgia.

A cesária ainda é a via mais comum de parto no Brasil, apesar do parto normal (parto vaginal) ser considerado pela organização mundial de saúde (OMS) e por diversas entidades médicas a melhor forma do bebê nascer.

Segundo recomendações da OMS, apenas cerca de 15% dos partos apresentam indicação para a cesariana, devendo os 85% restantes serem efetuados pela via vaginal.

O que é uma cesariana?

A cesariana é uma forma de parto realizada através de um ato cirúrgico, no qual é feita uma incisão no abdômen e outra no útero para se chegar ao bebê. Um parto cesário dura em média 45 minutos a uma hora.

O nascimento do bebê costuma ocorrer já nos primeiros 15 minutos de ato cirúrgico, mas o obstetra ainda precisa de pelo menos mais 30 minutos para realizar todas as suturas, incluindo útero, músculos e pele.

Exceto nos casos de parto cirúrgico emergencial, a incisão da cesariana é feita horizontalmente, em uma região baixa do abdômen, já na altura dos pelos pubianos, de forma a não ser visível futuramente quando a mulher estiver com a barriga à mostra, como na praia ou na academia de ginástica.

Como qualquer cirurgia, a cesária precisa ser feita sob anestesia, habitualmente peridural ou raquidiana (leia: TIPOS DE ANESTESIA). A anestesia geral na cesária só em feitas em situações especiais.

 Durante a cesária, a paciente fica acordada, mas não consegue movimentar a parte inferior do corpo, que permanece anestesiada ainda algum tempo depois do fim da cirurgia.

Não há nenhum tipo de sedação durante o parto.

Escolhendo a forma do parto

A forma de parto preferencial deve ser sempre o parto normal, pela via vaginal. Porém, a cesariana pode ser indicada por questões médicas relativas a problemas na gravidez, ou simplesmente por solicitação da gestante.

A exagerada popularização da cesária nas últimas décadas provocou na população a falsa impressão de que o parto por cesária é mais seguro e acarreta menos complicações para o bebê. Entretanto, o que ocorre é exatamente o oposto. Alguns estudos mostram que o risco de complicações na cesariana chega a ser o dobro do parto normal.

A mãe tem pleno direito de escolher a via de parto, mas cabe ao obstetra esclarecer todos as vantagens do parto normal antes de aceitar a realização de um parto cesário sem plena indicação médica.

Em geral, as mães que optam pela cesária o fazem por medo das dores do parto, por traumas psicológicos devido a problemas no parto vaginal em familiares ou amigos, ou por pressões familiares/profissionais para que a gravidez tenha uma data de término previamente estipulada.

Todos esses medos e questões podem ser facilmente contornados com a devida orientação médica e esclarecimento dos prós e contras do parto por cesariana.

Vantagens

O fato do parto cesário não ser a via de eleição na maioria dos casos não significa que ele não apresente algumas vantagens em relação ao parto normal. O que se deve deixar claro é que, nos casos sem indicação médica, essas vantagens não superam os riscos de submeter a mãe a um procedimento cirúrgico.

Entre as vantagens e comodidades que a cesária proporciona, podemos citar:

  • Possibilidade de escolher previamente a data exata do nascimento.
  • Ajuda a reduzir o estresse materno durante o parto por passar a ideia de um ambiente plenamente controlado, onde tudo ocorre de forma previamente estipulada.
  • O trabalho de parto é curto e com duração previsível.
  • Garante que o obstetra da gestante estará disponível no dia do parto.
  • Impede a ocorrência de nascimentos pós-termo (com mais de 42 semanas de gestação), o que está associado a um maior risco de problemas para o neonato.
  • Elimina o risco de complicações relacionadas ao processo de trabalho parto vaginal, como lesão do plexo braquial relacionado a distocia de ombro, traumas ósseos (fratura de clavícula , crânio e úmero) ou asfixia provocada por complicações intra parto.
  • Reduz o risco a longo prazo de prolapso uterino ou de bexiga e incontinência urinária na mãe.

Riscos e desvantagens

Quando a gestante é submetida a uma cesariana, ela deixa de ser simplesmente uma paciente em trabalho de parto e passa ser uma paciente cirúrgica em trabalho de parto. Por isso, além dos potenciais riscos inerentes a qualquer parto, acrescentam-se, ainda, os riscos inerentes a qualquer grande cirurgia.

Entre as complicações que a gestante fica exposta podemos citar:

  • Maior risco de infecções.
  • Maior risco de trombose dos membros inferiores.
  • Maior risco de hemorragias.
  • Maior risco de reações aos anestésicos.
  • Recuperação mais prolongada após o trabalho de parto.
  • Maior incidência de dor no pós operatório.

Em relação ao bebê, o parto cesariano acarreta um maior risco de problemas respiratórios no pós-parto imediado, como a taquipneia transitória do neonato. Este risco é minimizado se a gestante já tiver pelo menos 39 semanas de gravidez e se for permitido que ela entre espontaneamente em trabalho de parto antes da cesária ser realizada.

Além dos problemas imediatos da cesária, há também as consequências a longo prazo. A cada cesariana feita, a mulher passa a ter maior risco de implantação anormal da placenta, principalmente casos de placenta prévia, nas gravidezes subsequentes. Outro problema é o maior risco de ruptura uterina na gravidez seguinte, caso o parto, desta vez, seja por via vaginal.

Quando a cesária está indicada

Apesar dos riscos inerentes ao parto cesário, há certas situações médicas que tornam o parto normal mais perigoso que a cesariana. Nestes casos, que ocorrem em média em 1 a cada 7 grávidas, o médico deverá optar pela cesária para proteger a mãe e/ou o bebê.

Dependendo do motivo, a escolha pelo parto cesário pode ser feita previamente, ou somente na hora do nascimento, caso algo imprevisível surja durante o trabalho de parto normal.

Entre as situações médicas que habitualmente indicam a programação prévia de uma cesariana, podemos citar:

  • Quando o bebê está na posição errada, de lado ou com a cabeça para cima.
  • Quando o bebê é muito grande, havendo desproporção entre o seu tamanho e a pelve da mãe, o que dificulta a sua saída pelo canal vaginal.
  • Gravidez gemelar.
  • Quando a placenta está implantada de forma anormal, como nos casos de placenta prévia (leia: PLACENTA PRÉVIA – Causas, Sintomas e Tratamento).
  • Mulheres que já tiveram mais de uma cesariana anteriormente.
  • Mulheres que tiveram parto cesariano recentemente.
  • Mães infectadas com doenças que se transmitem durante o parto, como herpes genital ou HIV.
  • Suspeita de anomalia genética do bebê.
  • Mioma volumoso que possa obstruir a passagem do bebê.
  • Cirurgia uterina prévia, como remoção de miomas.

Entre as situações médicas que indicam a mudança para cesariana durante um trabalho de parto normal já iniciado, podemos citar:

  • Trabalho de parto que não evolui como deveria, apesar das contrações já terem se iniciado há horas.
  • Sinais de sofrimento fetal imediatamente antes ou durante o parto, como redução da frequência cardíaca do bebê.
  • Hemorragia intensa por descolamento prematuro da placenta.
  • Posição inadequada do bebê, não reconhecida antes do início do trabalho de parto.
  • Protusão do cordão umbilical para fora do útero antes do bebê sair.

Na verdade, a conversão de um parto normal para o parto cesariano deve ser feita sempre que houver algum problema durante o trabalho de parto que ponha em risco a saúde da mãe ou do bebê.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/parto-cesariana/

Remédio para emagrecer: quais são, como agem e riscos

Dieta do HCG: o que é, como funciona e possíveis riscos

Condenados por alguns, recomendados para outros, os remédios para perder peso geram muita polêmica. Afinal, apesar de facilitarem o emagrecimento, estão envolvidos na busca voraz pelo “corpo perfeito” e, nesse sentido, o uso irresponsável e até ilegal não é raridade.

Para a endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), na maioria das vezes o medicamento para perda de peso tende a ser uma ajuda. O problema começa quando não é utilizado da forma adequada ou é oriundo de vendas sem receituário médico, frequentemente sob a ilusão do “remédio para emagrecer rápido”.

Há ainda compostos naturais e alimentos considerados emagrecedores que ganham cada vez mais espaço, mas como utilizá-los? Eles são totalmente inofensivos? Respondemos a essas e a mais perguntas a seguir.

Remédio para emagrecer vendido somente com receita

Maria Edna de Melo explica que os tipos de remédio para emagrecer prescritos por médicos com o objetivo de perder peso são recomendados apenas para dois grupos de pessoas:

“No momento da escolha do tipo de remédio para emagrecer, devem ser levadas em consideração a indicação e necessidade do paciente e ainda avaliadas as possíveis contraindicações que o mesmo possa ter”, diz a médica.

Além disso, é preciso considerar que, provavelmente, o paciente usará o medicamento por um longo período,  pois a obesidade é uma doença crônica progressiva.

“Diante do uso tão prolongado, o remédio para emagrecer precisa se mostrar seguro, ou seja, ele não pode apresentar efeitos colaterais que prejudiquem a rotina ou que tragam algum prejuízo futuro”, comenta Maria Edna.

Nesse cenário, existem algumas opções com diferentes prós e contras:

Sibutramina

A especialista explica que a sibutramina tem ação no sistema nervoso central, elevando a atividade dos neurotransmissores noradrenalina e serotonina. Essa alteração química aumenta a saciedade e, com isso, a pessoa tende a comer menos.

O mecanismo desse remédio para emagrecer, no entanto, o torna contraindicado para pacientes com elevado risco cardiovascular ou antecedente de doença do coração já estabelecido, porque a ação sobre neurotransmissores pode aumentar a frequência cardíaca ou a pressão arterial. Assim, ela também é contraindicada para pacientes hipertensos.

Saxenda

Saxenda é o nome comercial da liraglutida, que possui ação semelhante ao hormônio intestinal GLP1.

Esse remédio para emagrecer possui efeito no sistema nervoso central, levando à redução da fome. Além disso, possui ação periférica que retarda o esvaziamento do estômago, fazendo com que a comida fique um pouco mais de tempo no órgão, levando ao aumento da saciedade.

“É uma medicação com excelente perfil de segurança, por ser a mais moderna no mercado brasileiro para obesidade. O único inconveniente é o custo elevado”, segundo a endocrinologista.

Fluoxetina

A especialista explica que a fluoxetina não tem indicação para tratamento de obesidade. Na realidade, trata-se de uma droga que age sobre o hormônio serotonina, relacionado à sensação de bem-estar, para tratar quadros de depressão e ansiedade.

Sendo assim, a fluoxetina não deve ser tomada especificamente para perder peso, sob o risco de, além de não causar o efeito desejado, gerar efeitos colaterais como diarreia, insônia, fraqueza e ansiedade.

Sertralina

Outra droga sem indicação específica para emagrecimento, a sertralina é usada para tratar depressão, ansiedade e outros transtornos de ordem psicológica por meio da modulação da serotonina.

Entre os efeitos adversos de seu uso estão: insônia, tontura, boca seca, fadiga, náuseas, entre outros.

Anfetaminas (catecolaminérgicos)

Anfetaminas são medicações catecolaminérgicas, ou seja, agem por meio de substâncias chamadas catecolaminas, aumentando a ação do neurotransmissor noradrenalina.

Esse remédio para emagrecer age reduzindo a fome, mas também atinge receptores na periferia do corpo, então é possível que haja aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. “Por isso, é para pacientes com perfis de segurança extremamente avaliado, ou seja, sem risco cardiovascular”, explica a médica.

O nome anfetamina acabou tornando-se pejorativo com os anos, principalmente pelo seu uso como droga psicoestimulante. É por isso que muitos especialistas, como Maria Edna, atualmente preferem chamá-la de catecolaminérgico.

Xenical (Orlistate)

Também conhecido como Orlistate, é um remédio para emagrecer com perfil de segurança excelente, já que praticamente não é absorvido pelo organismo, segundo a endocrinologista.

Ele age diretamente no intestino, reduzindo em cerca de um terço a absorção da gordura – que possui quantidade calórica elevada – ingerida na alimentação. “Essa medida será eliminada nas fezes, então o efeito colateral mais associado ao uso do orlistate é a diarreia ou a perda espontânea de fezes, de acordo com a quantidade de gordura ingerida”, explica a médica.

É importante ressaltar que essa medicação não se trata de um “remédio para perder barriga”, visto que a gordura eliminada será somente aquela ingerida na alimentação.

O nutrólogo Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, explica que há contraindicação para pessoas com quadros de inflamação no intestino (colites), diarreias crônicas e pancreatites.

Além disso, afirma que o uso prolongado sem orientação médica pode levar a má absorção de vitaminas lipossolúveis (que são absorvidas pelo intestino, pegando “carona” com a gordura dos alimentos), como vitamina A, vitamina E, vitamina K e vitamina D.

Bupropiona

Bupropiona é um antidepressivo que age na regulação da serotonina, sendo comumente usado por quem quer parar de fumar. Apesar de seu uso como remédio para emagrecer ter se popularizado, não tem indicação específica para tratar obesidade.

A endocrinologista explica que há perda de peso se a medicação for usada juntamente com naltrexone, no entanto essa associação ainda não está disponível no Brasil.

Locarserina

A locarserina é uma medicação com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que ainda não é comercializada pela indústria.

“Ela age somente via serotonina, mas em um receptor específico localizado no hipotálamo, região em que ocorre a regulação da fome e da saciedade”, diz a especialista. Com isso, há aumento da saciedade e, consequentemente, menor ingestão alimentar e perda de peso.

Para a médica, trata-se de um remédio para emagrecer com perfil de segurança bom, ou seja, a relação entre riscos e benefícios é satisfatória.

Remédio para emagrecer vendido sem receita

White bear studio/hHutterstock

Além dos tipo de remédio para emagrecer que só podem ser comprados com prescrição médica, há drogas que ajudam no processo e podem ser livremente adquiridas.

No entanto, isso não significa que devem ser tomadas sem critérios. A melhor opção é sempre consumir essas substâncias com orientação de profissionais da área da saúde – médicos e nutricionistas.

Cromo

O nutrólogo Roberto Navarro explica que esse remédio para emagrecer ajuda a insulina a “jogar” a glicose (açúcar) para dentro da célula para que seja usada como fonte de energia.

“Trocando em miúdos, a sobra da glicose geralmente vira “gordura” no corpo, mas o cromo atua facilitando sua entrada na célula e estimulando sua “queima” como combustível, o que ajuda no controle do peso”, diz.

Existem raras contraindicações para este remédio para emagrecer, uma delas é o caso de diabéticos em uso de insulina, pois pode haver tendência à hipoglicemia. Também não existem estudos com suplementação de cromo em gestantes, por isso é melhor evitar o uso nesta situação.

“A prescrição do cromo deve ser sempre orientada por médicos e nutricionistas, pois doses excessivas podem levar a alterações renais, além de desencadear náuseas, vômitos, dores de cabeça e diarreia”, comenta Roberto.

Remédio para emagrecer natural

Remédio natural para emagrecer não é necessariamente inofensivo para o corpo. “Os princípios ativos encontrados em plantas e alimentos que são potencialmente benéficos para o organismo podem ter potenciais riscos caso sejam usados de forma indiscriminada ou em doses inadequadas”, explica Roberto Navarro.

A fitoterapia também segue princípios iguais aos dos medicamentos sintéticos convencionais, ou seja, deve ter indicação e dose adequadas.

Max burn

Max burn é um remédio para emagrecer natural que écomposto de psylium, uma fibra que aumenta a saciedade, faseolamina, substância que diminui a absorção do carboidrato, quitosana, que reduz a absorção da gordura, açaí e chá verde, termogênico que acelera o metabolismo.

O composto é considerado um remédio natural para emagrecer rápido, no entanto, só faz efeito se for utilizado em conjunto com uma dieta adequada. “Utilizado de forma isolada e sem mudanças no padrão alimentar, de nada adiantará”, diz o médico.

O uso pode ser contraindicado nos casos de colites, diarreias, insônia, hipertireoidismo e hipertensão arterial.

Quitosana

Embora bem menos que o orlistate, a quitosana é uma fibra que diminui a absorção da gordura dos alimentos no intestino.

Suas contraindicações são: inflamações no intestino, diarreias crônicas e pancreatites.

Goji Berry

Goji berry é uma fruta que, por ser fonte de fibras, pode prolongar a saciedade, afastando a fome por mais tempo.

No entanto, o nutrólogo afirma que suas ações sobre o emagrecimento param por aí: “Não há estudos que correlacionem o uso de Goji Berry com perda de peso”.

Konjac

“O Konjac é uma generosa fonte de fibra hidrossolúvel. Isso significa que, depois de ingerido e hidratado com água, seu volume aumenta consideravelmente no estômago, funcionando como uma esponja”, explica o especialista. “Isto leva à uma sensação de saciedade prolongada e pode controlar a fome excessiva”.

Quem troca a massa de macarrão tradicional com valor calórico alto pelo Konjac pode se beneficiar duplamente.

Água com limão

Ao contrário do que muito se diz, não há estudos que comprovem que água com limão tem poder de “limpar” o organismo e nem levar ao emagrecimento.

Apesar disso, essa fruta cítrica é excelente para a imunidade, formação de colágeno e saúde dos vasos sanguíneos.

Vale ressaltar que o limão em excesso é capaz de gerar irritação gástrica em pessoas sensíveis ou com doenças no estômago.

Água com gengibre

O gengibre tem ação anti-inflamatória e termogênica, portanto pode ser coadjuvante na perda de peso, desde que acompanhado de uma dieta adequada.

Porém, seu excesso pode desencadear gastrite e elevação da pressão arterial, por isso recomenda-se no máximo 1 colher de café por dia.

Chá de hibisco

O chá de hibisco emagrece pois tem um discreto efeito diurético, que reduz a retenção líquida, além de ser excelente fonte de antocianinas, que são potentes antioxidantes. Até duas xícaras de chá ao longo do dia tem limite de segurança razoável.

Mas atenção: se utilizado por gestantes, o excesso pode levar a cólicas abdominais e contrações uterinas excessivas, com potencial efeito abortivo.

Fontes

Endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).  CRM 106455/SP

Nutrólogo Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia. CRM 78392/SP

Источник: https://www.ativosaude.com/emagrecimento/remedio-para-emagrecer/

Hormônio do emagrecimento: como o HCG age no meu corpo? Blog OficialFarma

Dieta do HCG: o que é, como funciona e possíveis riscos

Os hormônios influenciam em todos os aspectos da composição do organismo. Dentre suas funções está alertar quando você está com fome e determinar quanta gordura deve ser armazenada e onde. Assim, quando os níveis hormonais estão desregulados, todo o funcionamento do corpo fica comprometido.

Por isso, neste artigo, vamos falar sobre o HCG, que tem sido chamado de hormônio do emagrecimento. Vamos explicar o que é, de que forma ele interfere no emagrecimento, como tem sido utilizado e quais são seus benefícios. Acompanhe!

O que é o HCG e como ele funciona?

O HCG — gonadotrofina coriônica — é um hormônio produzido em altas concentrações pelo corpo da mulher assim que um óvulo é fecundado. Além disso, ele avisa a parte do cérebro responsável pelo metabolismo (hipotálamo) sobre a forma de utilizar as reservas de gordura.

Durante a gravidez, esse hormônio é responsável por “frear” o ciclo menstrual da mulher, fazendo com que o endométrio permaneça íntegro por toda a gestação. Seu pico acontece por volta das nove semanas e, ao término da gestação, em aproximadamente um mês, seus níveis voltam para os parâmetros “normais”.

No emagrecimento, o HCG tem o papel de aumentar a metabolização do tecido adiposo como uma fonte de energia para garantir o crescimento do feto. Assim, quando a mulher não está grávida, o resultado são mudanças nas medidas corporais. Outra justificativa é o seu possível efeito na saciedade.

Vale a pena mencionar que seu uso controlado inicialmente é indicado para tratamentos de infertilidade na mulher. Seja qual for a finalidade, o uso do hormônio deve ser sempre acompanhado por médico endocrinologista ou outro profissional da área da saúde devidamente qualificado.

Por fim, é importante lembrar que o uso do HCG de maneira indevida pode aumentar o risco de inúmeras doenças graves, como trombose e embolia pulmonar. Portanto, muita atenção.

Por que o HCG passou a ser chamado de hormônio do emagrecimento?

Por volta dos anos 50, um médico chamado Albert Simeons conduziu um estudo utilizando o HCG em jovens obesos. Os participantes relataram a diminuição do apetite e a perda da circunferência abdominal. Além disso, o pesquisador afirmou que, ao mesmo tempo em que perdiam bastante gordura, os jovens perdiam pouca massa muscular.

Ademais, o pesquisador assegurou que a gonadotrofina foi a responsável por mobilizar a gordura dos quadris. Então, ele aliou uma dieta altamente restritiva ao uso do hormônio com o objetivo de forçar o corpo a utilizar suas próprias reservas de gordura como combustível para as células, gerando resultados significativos.

Como utilizar o HCG para emagrecer?

Embora o estudo inicial tenha feito uso do hormônio na forma injetável, há outras formas de usá-lo sem que se comprometa sua eficácia. A utilização do HCG sublingual é uma dessas maneiras seguras. Aliás, ela é muito mais fácil e menos incômoda do que injeções intramusculares.

Há duas dietas aliadas ao uso do hormônio do emagrecimento:

Para perder até 7 kg

Recomenda-se o uso diário de HCG por 23 dias. A partir do terceiro dia de ingestão do hormônio, dá-se o início da dieta restritiva de apenas 500 calorias diárias. Essa dieta deve ter duração de 26 dias.

Para perder mais que 7 kg

Para os que desejam perder mais que 7 kg, o uso do hormônio deve ser feito por 40 dias. Como no caso anterior, a dieta restritiva de 500 calorias é iniciada no terceiro dia. Porém, deverá durar um período de 43 dias. Se a pessoa perder 15 kg antes do final da dieta, aconselha-se parar o tratamento.

Ao final da dieta (seja ela para até 7 ou mais que 7 kg), aumenta-se gradualmente o consumo calórico pelas 3 semanas seguintes.

Quais são os benefícios da dieta HCG?

Além da perda rápida de peso sem diminuição considerável de massa magra, há outros benefícios que as pessoas que já fizeram a dieta relatam. Há a redução da intensidade ou até alívio total de todo e qualquer tipo de dor.

Após a dieta, a pressão dos pacientes se estabilizou em níveis normais e seguros, mesmo para os que apresentavam hipertensão. Também foi observado que, em diabéticos do tipo 2, a dieta aliada ao hormônio normalizou os níveis de glicemia em jejum.

Quais são os riscos da utilização do HCG para perder peso?

Como mencionamos brevemente, o HCG pode aumentar o risco ou até mesmo causar inúmeros problemas de saúde de gravidade moderada a alta.

Dois dos principais riscos envolvem o desenvolvimento de trombose e embolia pulmonar, duas condições clínicas que podem levar a óbito em algumas situações. Outros problemas incluem infertilidade, modificação no eixo hormonal (causando mudanças no ciclo menstrual), depressão, unhas quebradiças e queda de cabelo.

Além dessa lista de possíveis problemas, existe uma correlação entre o uso indevido do HCG e cistos nos ovários, sangramento vaginal, aumento das glândulas mamárias (o que pode provocar dor no local) e o aumento do risco de câncer de mama.

Nos homens, a infertilidade também pode acontecer, principalmente por causa da diminuição da produção dos espermatozoides durante e após o uso do hormônio.

Como você pode observar, os riscos são significativos e por isso é sempre importante estar acompanhado de um endocrinologista antes de decidir utilizar o HCG como um “facilitador” para a queima de gordura.

Sempre leve em consideração os prazos estipulados e jamais deixe de acatar todas as orientações médicas. No caso de algum histórico de doença crônica, o ideal é não utilizar esse hormônio em nenhuma hipótese — a não ser outro problema de saúde que exija sua utilização.

De maneira geral, a utilização de qualquer hormônio é complicada e exige acompanhamento. Seu uso também deve ser bem prescrito, com prazos adequados e dosagem correta para cada circunstância.

Nesse contexto, vale ressaltar que aumentar sensivelmente a quantidade de HCG não fará você emagrecer mais, assim como a extensão do seu uso após o período da dieta. O metabolismo é capaz de se ajustar a essas circunstâncias, assim como todo o eixo hormonal, causando modificações nos processos de queima de gordura.

Portanto, faça uma pesquisa consciente antes de realmente submeter-se a essa alternativa. Não podemos deixar de mencionar que a redução drástica de calorias também é bem difícil de ser feita e não são todas as pessoas que conseguem êxito nessa alternativa.

Por isso, verifique outras alternativas de médio a longo prazo antes de buscar os resultados milagrosos. É bem provável que existam outras opções mais funcionais e mais fáceis. Em todo caso, o HCG é um hormônio poderoso que pode auxiliar nos seus resultados, desde que o protocolo seja seguro e acompanhado de bons profissionais.

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Источник: https://blog.oficialfarma.com.br/hormonio-hcj-emagrece/

Dieta do HCG

Dieta do HCG: o que é, como funciona e possíveis riscos

Emagrecimento rápido é o que promete a dieta do HCG. Porém, o risco para a saúde pode não compensar tamanho esforço. A ideia principal da dieta do HCG é combinar uma ingestão baixíssima de calorias com a aplicação do hormônio via oral ou injeção.

Imagem: Arte/UOL O HCG, que é a gonadotrofina coriônica humana, é produzido pela placenta para manter a gestação. O hormônio não deixa que a camada do endométrio não se desfaça e mantenha a gravidez.

Há quem diga que o uso deste hormônio reduz a fome e acelera a queima de gordura.

Porém, não existem estudos que garantam esse resultado e, por esta razão, a dieta do HCG não é endossada por nenhuma entidade médica.

“É uma enganação que desde a década de 70 já foi desmentida. Qualquer dieta de 500 calorias leva a perda de peso rápida e significativa.

O HCG entra apenas para aumentar os custos e os riscos de um tromboembolismo”, considera a endocrinologista Maria Edna de Melo, jurada do Ranking das Dietas do VivaBem e diretora do Departamento de Obesidade da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

Por conta disso, ela foi considerada a pior dieta no Ranking 2020. Veja a seguir mais sobre ela:

O que é a dieta do HCG

Imagem: iStock “Essa dieta é baseada em um cardápio de 500 calorias, além de uso diário complementar do HCG, a gonadotrofina coriônica humana, que a placenta produz durante a gestação”, explica Fadlo Fraige Filho, presidente da ANAD (Associação Nacional de Atenção ao Diabetes) e endocrinologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O especialista destaca que a baixa ingestão de calorias, por si só, já seria o suficiente para garantir o emagrecimento. “Qualquer pessoa que consumir apenas 500 kcal por dia vai perder peso, tomando o hormônio ou não. Porém, a saúde com certeza também seria comprometida”, alerta o especialista.

Diferente do que se espalhou, o HCG não faz o bloqueio da fome e nem ajudam a queimar calorias como era preconizado. “O hormônio é obtido através da urina de mulheres grávidas e passa por um processo que passa a ser injetável, preconizando queimar calorias ou tirar a fome. O que não é verdade”, explica a endocrinologista Maria Fernanda Barca.

Essa dieta é segura?

Por ser uma dieta altamente restritiva, a dieta do HCG pode comprometer seriamente a saúde de quem resolver adotá-la. “É uma dieta extremamente restritiva, que eu desaconselho fortemente, assim como o consumo ou injeção de hormônios, que também preveem quadros muito perigosos”, alerta Fraige Filho.

Além de não emagrecer, o hormônio também pode causar efeitos colaterais. “Devido ao aumento da produção de estrógenos e outros hormônios sexuais, que podem causar trombose, embolia pulmonar, AVC, infartos, náuseas, vômitos cefaleias”, enumera o especialista.
Conheça as fases da dieta do HCG

Nas primeiras 48 horas já se inicia o uso do hormônio. Durante esse período, a dieta do HCG libera a ingestão de todo e qualquer tipo de alimento, inclusive frituras, gordura e massas em geral, como pizza, pães e bolos. “Em tese, a ideia é mostrar ao corpo que ele tem energia de sobra para se manter”, considera Barca.

Já na fase do emagrecimento, o hormônio HCG segue sendo administrado, mas a dieta sofre uma redução calórica drástica e fica bastante restritiva. “A dieta prioriza carnes, ovos, vegetais e dois litros de líquidos, somando até 500 kcal. Essa fase deve durar, no máximo, 40 dias”, explica.

A terceira fase é chamada de estabilização do peso, onde a pessoa deve parar de tomar o HCG e mantém uma dieta restritiva. “Tenta se fazer com que o organismo volte ao metabolismo normal”, aponta.

Na quarta fase, conhecida como manutenção do peso, a ideia é voltar a incluir outros alimentos na dieta, para que o emagrecimento seja mantido. “Porém, não é raro que o paciente recupere o peso perdido e até mais do que isso”, alerta a médica.

Dieta do HCG realmente emagrece?

Imagem: iStock Como toda dieta restritiva, a pessoa perde peso rapidamente, mas pode sofrer as consequências da escolha radical na mesma medida. “A dieta leva ao efeito sanfona, que é o emagrecer rapidamente e recuperar o peso na mesma velocidade. É como uma comporta que você abre e, muitas vezes, recupera até o dobro do peso emagrecido”, alerta a endocrinologista.

Segundo Maria de Lurdes Teixeira, nutróloga da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, uma dieta com ingestão de 500 kcal comprovadamente emagrece. “Independente do uso de HCG. Mas dietas muito restritas tem riscos, causam transtornos metabólicos e deficiências nutricionais”, alerta.

Vale ou não fazer?

Para o endocrinologista Fraige Filho, a aplicação de um hormônio e associação de uma dieta tão baixa em calorias é algo quase impossível de obter sucesso.

Quaisquer tipos de dietas devem ser acompanhados do consumo de no mínimo 1000 kcal e o acompanhamento de um profissional da saúde. “O emagrecimento pode ser associado ao uso de determinados medicamentos, entretanto, esse uso deve ser estudado caso a caso, acompanhando o organismo de cada pessoa”, finaliza.

Reportagem: Ana Sniesko

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/alimentacao/dieta/dieta-do-hcg.htm

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