Dieta na crise de vesícula: o que comer e o que evitar

Por que quem tem pedra na vesícula não pode comer banana?

Dieta na crise de vesícula: o que comer e o que evitar
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Estima-se que 10% da população mundial tenha pedra na vesícula, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Embora este quadro de saúde não apresente muitos sintomas na maioria das vezes, o cálculo biliar, quando causa uma crise, traz como uma de suas característica a dor intensa na região do abdômen. E esta cólica pode ser piorada pela ingestão de certos alimentos.

Pedra na vesícula: por que a banana é contraindicada?

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De acordo com o gastroenterologista do Instituto Endovitta André Augusto, a banana é composta por substâncias colocinéticas, responsáveis pela contração da vesícula.

Assim, pessoas que têm o problema costumam sentir muita dor quando o órgão se contrai na presença dos cálculos. “As pessoas acham que a banana faz a pedra aparecer. Mas, na verdade, a banana faz você ter a crise de dor, ter cólicas biliares”, explica Augusto.

Quem não apresenta pedras na vesícula não corre o risco de sentir dor pela contração do órgão após a ingestão de bananas.

Alimentos evitados por quem tem pedra na vesícula

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Além da banana, outro alimento que possui substâncias colocinéticas em sua composição é o ovo. Ele não deve ser consumido por pacientes que desejam evitar cólicas biliares.

Já alimentos gordurosos, como carnes ricas em gordura, embutidos e gorduras animas, devem ser evitadas na dieta para que novas pedras não se formem e para que o atual quadro de saúde não sofra complicações.

Como se formam as pedras na vesícula?

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A vesícula biliar é um órgão localizado abaixo do fígado e responsável pelo armazenamento da bile, um fluido que digere, excreta, capta nutrientes e regula o mecanismo intestinal do corpo.

“O fígado filtra e joga fora o que não presta através da bile, como resíduo de remédios, gordura, comida que a gente não aproveita mais. A vesícula só guarda, é um reservatório, não produz nada”, explica o gastrocirurgião da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo Alexandre Sakano.

É a partir do acúmulo desses resíduos, principalmente da cristalização de partículas de colesterol, que as pedras na vesícula se formam dentro do órgão. “A pedra se forma porque a bile fica muito espessa e produz detritos, que formam os cálculos”, conta o gastroenterologista André Augusto.

Sintomas de crise na vesícula

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Quadros de pedra na vesícula costumam ser assintomáticos e seu diagnóstico é feito após o exame de ultrassonografia.

Já as crises na vesícula costumam vir acompanhadas de dores no abdômen, especificamente do lado direito, dificuldade de digestão, náuseas e vômitos.

A recomendação dos especialistas é que um médico seja procurado para avaliar o quadro de saúde do indivíduo e indicar o tratamento adequado para ele.

Como evitar a formação de pedra na vesícula

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Alguns fatores podem desencadear a formação das pedras, como predisposição genética, sedentarismo, dietas ricas em gordura, obesidade e idade.

“O cálculo biliar é mais predominante acima dos 40 anos e no sexo feminino.

Isso provavelmente ocorre pelas alterações hormonais inerentes a essa faixa etária, que propiciam a criação do cálculo”, avisa o gastroenterologista do Hospital Samaritano de São Paulo Dario Jose Del Carlo Romani.

Por isso, para evitar que pedras se formem dentro da vesícula, uma alternativa é levar uma vida menos sedentária, combater o sobrepeso, manter uma alimentação pobre em gordura e rica em fibras. “Essas medidas podem reduzir as chances. Mas não significa que ela não vai ter. Cada caso é um caso”, alerta Sakano.

Riscos

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A falta de cuidados de tratamento adequado para as pedras na vesículas podem causar a inflamação do órgão. Outra situação de risco é a migração do cálculo da vesícula para o pâncreas, provocando uma pancreatite no organismo, ou para o fígado, causando uma icterícia. “Por isso que qualquer sintoma deve ser investigado”, diz Augusto.

Como tratar?

Baylor University Medical Center

A solução para a pedra na vesícula oferece dois tipos de tratamento: cirurgias ou administração de antibióticos.

A cirurgia para retirada da vesícula é feita por laparoscopia, em que pequenos cortes são realizados no abdômen do paciente. “É uma cirurgia simples. É o procedimento mais realizado em mulheres, depois de cesáreas e do parto normal”, conta Augusto.

Já a administração de antibióticos é feita em pessoas que apresentam algum tipo de contraindicação que as impossibilite de realizar a cirurgia de remoção da vesícula. O medicamento, receitado pelo médico, ajudará o paciente na dissolução da pedra.

Restrições alimentares em outras doenças

Источник: https://www.vix.com/pt/saude/560794/por-que-quem-tem-pedra-na-vesicula-nao-pode-comer-banana

Dieta para Vesícula Biliar Inflamada – Alimentos e Dicas

Dieta na crise de vesícula: o que comer e o que evitar

A vesícula biliar é um órgão que fica localizado abaixo do fígado e do lado direito do abdômen. Sua função principal é a de armazenar e concentrar a bile, uma enzima digestiva que é produzida pelo fígado.

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O órgão serve como uma espécie de reservatório para a bile quando ela não está sendo utilizada na digestão. A função da enzima no processo digestivo é a de decompor gorduras. A bile também drena produtos residuais do fígado para o duodeno, que é uma parte do intestino delgado.

A inflamação da vesícula biliar

A inflamação da vesícula biliar também é conhecida pelo nome de colecistite e é desenvolvida quando a conexão entre a vesícula biliar e o fígado é bloqueada. Isso faz com que a bile recue, o que resulta em uma vesícula biliar inflamada.

Uma vez que o órgão encontra-se inflamado, ele aumenta de tamanho, fica avermelhado e o acúmulo de fluido que ocorre nele pode provocar uma infecção secundária. Acredita-se que aproximadamente 90% das inflamações na vesícula biliar aconteçam por conta de cálculos biliares.

As chances de ter inflamação na vesícula biliar aumentam com a idade e pessoas com mais de 60 anos apresentam maiores chances de desenvolver a doença.

Outros fatores de risco associados à condição são: o fato de ser mulher, gravidez ou o fato de ter tido diversas gestações, fazer terapia de reposição com estrogênio, o uso de pílulas anticoncepcionais, obesidade, uma perda de peso rápida, uma dieta rica em gorduras e o histórico de cálculo biliar.

Entre os sintomas de uma vesícula biliar inflamada, encontram-se: dor na parte superior direita do abdômen que irradia para o ombro direito, náusea, vômito, ausência de apetite, febre e mal-estar. Com o passar do tempo, a dor da colecistite se intensifica.

Entretanto, para crianças e idosos, os sintomas da doença podem ser vagos e eles podem não apresentar dor ou febre, apenas reclamar de mal-estar, falta de apetite e fraqueza. Somente cerca de 15% dos pacientes com inflamação na vesícula biliar experimentam a icterícia (amarelamento na pele, mucosas e/ou olhos).

Uma vez que esses sintomas forem experimentados, é fundamental buscar rapidamente a ajuda médica para receber o diagnóstico e saber como deve ser o tratamento e a dieta para vesícula biliar inflamada.

O tratamento da vesícula biliar inflamada

O tratamento da colecistite geralmente envolve uma permanência hospitalar para controlar a inflamação na vesícula biliar.

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O médico ainda pode indicar o uso de medicamentos para dor ou antibióticos, a injeção de fluidos por meio da veia para evitar a desidratação e até mesmo um procedimento cirúrgico.

A dieta para vesícula biliar inflamada

O médico pode indicar inicialmente que o paciente permaneça em jejum, sem beber ou comer alimentos, para tirar o estresse da vesícula biliar que se encontra inflamada.

A Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos recomenda que uma dieta para vesícula biliar inflamada seja pobre em gorduras saturadas, já que a vesícula biliar é importante justamente para a digestão de gorduras.

É aconselhado escolher produtos laticínios pobres em gorduras, cortes magros de carne e encontrar alternativas para substituir produtos como manteiga e maionese, por exemplo. Alguns exemplos de carnes magras são aves e peixes.

O paciente deve tornar a leitura das tabelas nutricionais de alimentos processados um hábito (o que ajudará a identificar o teor de gorduras presente nos produtos) e trocar comidas ricas em gorduras por opções mais saudáveis.

Por outro lado, existem ainda alguns alimentos que podem agravar a colecistite que o paciente também deve ter ciência para evitar em sua dieta para vesícula biliar inflamada.

A lista inclui carboidratos refinados, bebidas alcoólicas, produtos laticínios ricos em gorduras, carnes gordurosas, frituras e comidas oleosas, por exemplo. Muitas fibras nas refeições também pode piorar os sintomas da colecistite, caso elas provoquem gases.

Quem sofre com a condição pode conseguir tolerar somente quantidades pequenas de alimentos como repolho, feijões, couve-flor, brócolis e produtos à base de grãos integrais, que são ricos em fibras.

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Vale alertar ainda que quem sofre com a doença necessita evitar o consumo excessivo de farinha branca, açúcar e alimentos altamente processados. O paciente também pode ser intolerante aos alimentos picantes.

Fazer refeições menores mais vezes ao dia

Uma orientação para a dieta para vesícula biliar inflamada é a de fazer entre cinco e seis refeições menores por dia para permitir que a bile seja normalizada no trato digestivo.

Uma refeição grande pode derrubar o organismo e provocar um espasmo na vesícula biliar e nos canais biliares.

Importante

Lembramos que ao receber o diagnóstico de que tem a doença, você deve seguir todas as orientações do médico (incluindo as recomendações sobre a alimentação) em relação ao tratamento, tendo em vista as particularidades do seu quadro.

Os dados passados aqui servem para termos uma noção de como as coisas podem funcionar, entretanto, jamais substituem o diagnóstico e a prescrição de um médico.

Você já precisou seguir uma dieta para vesícula biliar inflamada após receber o diagnóstico de um médico? Quais foram as partes mais difíceis de seguir? Comente abaixo!

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Источник: https://www.mundoboaforma.com.br/dieta-para-vesicula-biliar-inflamada-alimentos-e-dicas/

Tratamento para pedra na vesícula: o que comer, remédios e cirurgia

Dieta na crise de vesícula: o que comer e o que evitar

​O tratamento para pedra na vesícula pode ser feito com dieta adequada, uso de remédios, ondas de choque ou cirurgia, e vai depender dos sintomas apresentados, do tamanho das pedras e de outros fatores como idade, peso e outras doenças existentes, como diabetes e colesterol alto.

A dieta e os remédios são mais indicados quando as pedras ainda são pequenas e não causam sintomas, como dor intensa no lado direito do abdômen.

Porém, quando a pessoa apresenta sintomas ou quando a pedra é grande ou vai para os canais biliares causando obstrução, o tratamento geralmente é feito com cirurgia para retirada da vesícula.

Nos casos em que o paciente não pode fazer a cirurgia, o médico pode indicar as ondas de choque, que podem quebrar as pedras em pedaços pequenos, facilitando sua eliminação através do intestino.

Assim, o tratamento para pedra na vesícula pode ser feito com:

1. Remédios

Os remédios indicados no tratamento da pedra na vesícula são de colesterol, pois os medicamentos como Ursodiol agem dissolvendo essas pedras.

No entanto, a pessoa pode precisar tomar esse tipo de remédio por muito tempo, pois normalmente as pedras levam anos para se dissolverem e, por isso, esse tratamento só é indicado para pessoas que não tem dor constante ou desconforto devido à presença da pedra.

2. Alimentação pobre em gorduras

A alimentação para pedra na vesícula deve ser feita para evitar o aumento do colesterol, já que é uma das principais causas da formação de pedras na vesícula. Assim, a dieta deve ser pobre em massas e gorduras saturadas e trans, e rica em fibras.

  • O que comer: frutas, legumes, salada crua, produtos integrais como pão, arroz, macarrão e bolachas, grãos integrais como aveia, chia e linhaça, bolachas de água e sal ou maria.
  • O que não comer: frituras em geral, salsichas, linguiças, carnes vermelhas, margarina, leite integral, queijos amarelos como cheddar e mussarela, creme de leite, pizza, produtos industrializados como bolacha recheada, salgadinhos de pacote e comida congelada.

Além disso, é importante beber bastante líquidos durante o dia, como água, chás ou sucos naturais, de preferência sem açúcar, pois assim é possível favorecer a eliminação das pedras e evitar a formação de outras. Saiba como deve ser a alimentação para pedra na vesícula.

Veja no vídeo a seguir mais detalhes da dieta para pedra na vesícula:

3. Ondas de choque

As pedras na vesícula podem ser tratadas através do procedimento de litotripsia extracorpórea, que são ondas de choque que quebram as pedras em pedaços menores, mais fáceis de atravessar os ductos biliares até o intestino, onde serão eliminadas pelas fezes. No entanto, essa técnica se restringe a pessoas que tem sintomas e que tem pedra única, de 0,5 a 2 cm de diâmetro, e são poucas pessoas que cumprem esses critérios.

A desvantagem dos tratamentos não cirúrgicos para pedra na vesícula é a elevada chance de as pedras voltarem a surgir e inflamarem a vesícula.

4. Cirurgia para retirar a vesícula

O tratamento cirúrgico de pedras na vesícula é feito quando a pessoa apresenta dores abdominais ou quando as pedras são muito grandes.

A cirurgia pode ser feita através de um corte no abdômen ou por laparoscopia, que é uma cirurgia feita através de um pequeno corte na barriga, por onde o cirurgião coloca uma câmera dentro do abdômen e consegue retirar a vesícula sem precisar fazer um corte maior. Esse método é o que mais vem sendo utilizado.

A cirurgia costuma ser o tratamento escolhido porque traz uma solução definitiva para o problema e o paciente geralmente só necessita ficar internado 1 dia, podendo retornar às suas atividades normais após cerca de 2 semanas. Depois da cirurgia, o fígado continuará produzindo a bile, que agora vai diretamente para o intestino no momento da digestão, pois já não há vesícula para o seu armazenamento.

Veja mais sobre a cirurgia de vesícula e como é a recuperação.

5. Tratamento caseiro

Um tratamento caseiro que pode ser usado para pedra na vesícula é o chá de bardana e boldo, que ajuda a reduzir a inflamação da vesícula e eliminar as pedras. Porém, a pessoa deve avisar ao médico sobre o tratamento caseiro, e este só deve ser feito quando não há sintomas presentes, como a dor abdominal.

Para fazer este chá, basta colocar sachê de chá de boldo, 1 colher de chá de raiz de bardana e 500 ml de água. Deve-se colocar a água para ferver, desligar o fogo e adicionar o boldo e a bardana. Após 10 min, deve-se coar a mistura e beber 2 xícaras do chá por dia, 1 hora após o almoço e o jantar.

Confira outras opções de remédios caseiros para pedra na vesícula.

Possíveis complicações

Quando as pedras são pequenas e não causam dor, a pessoa pode passar a vida inteira sem sentir nada. No entanto, as pedras podem crescer e bloquear os canais biliares, causando complicações como:

  • Colecistite, que é a inflamação da vesícula com aumento do risco de infecção, sendo percebida por meio de alguns sintomas como dores abdominais constantes, mesmo quando a pessoa não se alimenta, febre e vômitos;
  • Coledocolitíase, que é quando o calculo sai da vesícula e obstrui o colédoco, provocando dor e icterícia, que é uma situação em que a pele e olhos apresentam coloração amarelada;
  • Colangite, que é uma infecção grave causada por bactérias, podendo levar à morte, e que pode provocar alguns sintomas como dor abdominal, febre, calafrios e icterícia;
  • Pancreatite aguda, que é quando a pedra entope um ducto do pâncreas, levando a sintomas como dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e icterícia.

Assim, na presença de sinais e sintomas que possam ser indicativos de complicações da presença de pedras na vesícula, é importante que a pessoa consulte o clínico geral ou gastroenterologista para que sejam feitos exames e, assim, seja possível iniciar o tratamento para a complicação, promovendo a qualidade de vida da pessoa.

Источник: https://www.tuasaude.com/tratamento-para-pedra-na-vesicula/

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