Dieta para lúpus: alimentação para aliviar os sintomas

Qual a melhor alimentação para quem tem lúpus?

Dieta para lúpus: alimentação para aliviar os sintomas
Postado em 28 de fevereiro de 2020 | Autor: Redação Nutritotal

Veja as adaptações no dia a dia de quem tem essa doença crônica e autoimune

Uma das doenças inflamatórias autoimunes mais famosas é o lúpus. Sua causa é ainda desconhecida e pode envolver desde fatores genéticos até ambientais.

Mas as pesquisas mais recentes estão em busca de formas de amenizar os efeitos provocados pela doença, inclusive por meio dos alimentos.

Esses trabalhos têm revelado que a alimentação para quem tem lúpus pode contar com algumas adaptações em prol da saúde.

Um estudo de revisão publicado pelo Experimental and Therapeutic Medicine, por exemplo, apontou que os alimentos podem desempenhar um papel importante na vida de quem tem lúpus, não apenas pelo seus valores nutricionais, mas também por conta da capacidade de modificarem a composição das bactérias do intestino.

A seguir, listamos algumas dicas de como cuidar da alimentação para quem tem essa doença autoimune:

5 dicas de alimentação para quem tem lúpus

Esses pacientes precisam priorizar alguns nutrientes e evitar outros. Veja quais são e onde encontrá-los.

A campanha Fevereiro Roxo conscientiza a população sobre doenças crônicas, como o lúpus | Imagem: Shutterstock

Controle as calorias

Apesar de as informações sobre o impacto da dieta nas doenças autoimunes ainda serem insuficientes, um estudo divulgado pelo periódico Lupus discute que a ingestão  e restrição calórica podem impactar nossa microbiota intestinal e, consequentemente, podem alterar o funcionamento do nosso sistema imunológico.

Além disso, a obesidade em adultos que têm lúpus pode desencadear sintomas como a fadiga e aumentar o risco de doenças ligadas ao coração. Por isso, procure um nutricionista para te ajudar a montar seu plano alimentar com a quantidade de calorias ideal.

Consuma peixes regularmente

Um estudo feito na The Hebrew University of Jerusalem monitorou o impacto alimentar de uma dieta com altos níveis de ácidos graxos poli-insaturados (PUFA), como o ômega 3 encontrado em algumas espécies de peixes. Os pesquisadores descobriram que esses ácidos graxos podem ajudar a reduzir o risco de sintomas fetais em mulheres com lúpus.

Aposte nas vitaminas

De acordo com o estudo de revisão do Experimental and Therapeutic Medicine, a deficiência de vitamina D tem sido associada a um fato suscetível ao lúpus e ao seu agravamento. E uma das principais formas de absorver essa vitamina é por meio da exposição solar, mas muitos dos pacientes com a doença sofrem de fotossensibilidade.

Por isso, a suplementação dietética pode ser benéfica em alguns casos, podendo ajudar a combater a fadiga em pacientes lúpus. Outras vitaminas como A, C e E também podem ser necessárias, e lembre-se que a prescrição deve ser feita por um profissional de saúde.

É importante ressalta que a alimentação saudável pode ser rica nesses nutrientes, não sendo necessária suplementação, apenas na deficiência.

Restrinja zinco e sódio

Ainda segundo o artigo de revisão, é preciso ter cuidado com a ingestão de alguns minerais como o sódio e o zinco, já que suas restrições podem melhorar os sintomas em pacientes com lúpus e também reduzir os níveis de anticorpos. O zinco pode ser encontrado nos moluscos, mas também no leite e na soja. Já o sódio é mais comum em alimentos industrializados. Vale ressaltar que a restrição precisa ser feita e acompanhada por um profissional de saúde.

Priorize o selênio

Por fim, o artigo cita o selênio como um mineral com efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, e que pode ser adicionado à dieta dos pacientes com lúpus. Ele pode ser encontrado em nozes, cereais integrais, ovos e ricota.

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Anca R. et al. Significance and impact of dietary factors on systemic lupus erythematosus pathogenesis. Experimental and Therapeutic Medicine, 2019.

Vieira S. et al. Diet, Microbiota and Autoimmune Diseases. Lupus, 2014.

Reifen R. et al.Linseed oil suppresses the anti-beta-2-glycoprotein-I in experimental antiphospholipid syndrome. The Hebrew University of Jerusalem, 2000.

Источник: https://nutritotal.com.br/publico-geral/material/qual-a-melhor-alimentacao-para-quem-tem-lupus/

Quais cuidados uma pessoa com Lúpus deve ter com sua alimentação?

Dieta para lúpus: alimentação para aliviar os sintomas

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica autoimune e inflamatória que envolve vários órgãos e causa várias complicações, podendo afetar homens e mulheres.

Como trata-se de uma doença sem cura, a alimentação tem o objetivo de melhorar os sintomas dos efeitos que essa doença causa, além disso é importante fazer uma avaliação de forma muito individualizada devido à variedade no qual a doença se manifesta em cada pessoa.

As manifestações clínicas mais comuns no LES incluem fadiga, perda de apetite e peso, lesões cutâneas (principalmente erupção malar), artrite, serosite (pleurite e/ou pericardite), envolvimento renal ou do sistema nervoso central e manifestações hematológicas (citopenias) associadas a vários autoanticorpos e dislipidemia.

A terapia com medicamento corticoide, pode elevar o desenvolvimento de obesidade que é uma doença com forte propensão ao aumento dos níveis de citocinas pró-inflamatórias que agravam os sintomas do LES e aumentam o risco de diabetes melliutus, hipertensão e sintomas de doenças cardiovasculares, além de aumentar colesterol total e frações (HDL e LDL) e triglicerídeos.

É importante destacar que mais da metade dos portadores de LES apresentam 3 ou mais fatores de risco para doenças cardiovasculares, principalmente obesidade, hipertensão e dislipidemias, sendo mais susceptíveis a sofrer com a síndrome metabólica.

A proposta alimentar para pacientes com LES tem o objetivo de prevenir os fatores de risco e diminuir os sintomas da doença, é baseada na inclusão e diminuição de alguns nutrientes presentes em determinados alimentos tais como:


Inclusão

Ácidos graxos poliinsaturados (ômega-3): presentes principalmente no óleo de peixe e linhaça, agem como substâncias pró-anti-inflamatória e podem ser suplementados devido ao baixo consumo popular desses alimentos. Em casos de crise da doença onde os efeitos sejam mais significativos é possível aumentar as doses no caso da suplementação, todavia é importante avaliar os níveis de protrombina no sangue antes de fazer a suplementação.

Vitamina D: a deficiência de vitamina D contribui para morbimortalidade da doença e mais prevalente em pessoas com LES do que na população em geral. A suplementação de vitamina D pode ajudar na imunidade desses pacientes, reduz o risco cardiovascular, reduz a atividade da doença e melhora a fadiga, a suplementação pode ser realizada tanto por médico como nutricionista.

Alimentos ricos em polifenóis: atuam como agentes antiinflamatórios, anticancerígenos e imunomoduladores em diversas doenças e protegem contra os danos oxidativos presentes no LES, os alimentos ricos em polifenóis são os vegetais, frutas, cereais, legumes e bebidas como chá, café e vinho.


Diminuição

Ácidos graxos monoinsaturados (ômega-6): uma dieta rica em ômega-6 pode aumentar a produção de citocinas pró-inflamatórias e aumentar os radicais livres agravando o quadro da doença e elevando o risco de complicações.

Gordura saturada: o excesso de alimentos ricos em gordura saturada pode aumentar a proteinúria e aumentar o risco para nefrite lúpica e ser um fator de risco para dislipidemia e doença cardiovascular.

Alimentos ultraprocessados: passam por processos onde há perda de nutrientes e são ricos em conservantes, corantes, aditivos químicos e carboidrato de rápida absorção que tem relação com o aumento dos níveis de inflamação. No contexto geral da alimentação, os estudos mostram que uma redução calórica é indicada mas pode variar de acordo com o tratamento medicamentoso e individualidade.

É importante também reduzir a quantidade total de carboidrato da dieta que deve ser de baixo índice glicêmicorica em fibras e proteínas, mas sempre levar em consideração os agravos da doença porque se a pessoa além da LES tiver com doença renal, a quantidade de proteína deve ser menor.

Não existe um padrão dietético para pessoas com LES, é fundamental o consumo de alimentos saudáveis assim como para qualquer outra doença, mas cada caso deve ser avaliado de forma individualizada e deve-se buscar acompanhamento profissional constantemente para tratar as variações que a doença apresentar.


Referências

An update on diet and nutritional factors in systemic lupus erythematosus management. Nutr Res Rev. 2017.

Lupus Erythematosus and Nutrition: A Review of the Literature. Amy Christine Brown, PhD, RD*. J Ren Nutr Outubro de 2000.

Dietary Intervention And Health In Patients With Systemic Lupus Erythematosus: A Systematic Review Of The Evidence. Crit Rev Food Sci Nutr 2019.

Diet and nutritional aspects in systemic lupus erythematosus. Rev Bras Reumatol May-Jun 2012.

Источник: https://garce.org.br/quais-cuidados-uma-pessoa-com-lupus-deve-ter-com-sua-alimentacao/

Artrite reumatoide também se combate na alimentação

Dieta para lúpus: alimentação para aliviar os sintomas

O que a artrite reumatoide, uma doença que afeta as articulações, é causada pelo ataque do próprio sistema imune e não raro exige um tratamento à base de medicações injetáveis, tem a ver com frutas, cereais e companhia? Acredite: mais do que você imagina. O efeito de alguns alimentos contra os sintomas do distúrbio – dores, inchaços e rigidez nas juntas – foi tema de uma revisão de estudos empreendida por cientistas indianos.

Eles vasculharam nada menos que 194 pesquisas para chegar ao que seriam os grupos alimentares e ingredientes mais desejáveis ao menu de quem tem artrite reumatoide – não confunda com artrose, ou osteoartrite, a degeneração articular relacionada à idade.

Entre as principais descobertas está a de que frutos, cereais integrais e fontes de gorduras boas (como peixes e azeite de oliva) prestam serviço contra a inflamação nas articulações. Ervas e especiarias também aparecem na lista, assim como produtos que equilibram a flora intestinal.

É evidente que a alimentação sozinha não tem a pretensão de substituir o tratamento médico. “Ela deve ser encarada como coadjuvante”, afirma o reumatologista Fábio Jennings, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Até porque é o estilo de vida que faz a diferença na história – junto aos remédios receitados pelo especialista.

“Não é um nutriente ou alimento isolado que garante uma ação anti-inflamatória contra a doença, mas, sim, o contexto como um todo”, ressalta a nutricionista Beatriz Leite, que investiga o assunto na Unifesp.

É dentro de uma rotina balanceada que o cardápio vem contribuir.

A seguir, você vai conhecer alguns dos alimentos eleitos pelos estudiosos indianos – e ingredientes tipicamente brasileiros com propriedades semelhantes.

Frutas

Elas estão entre as protagonistas da revisão indiana. Embora o estudo lance holofotes sobre algumas espécies não tão presentes no dia a dia dos brasileiros, dá para chegar mais perto do nosso quintal e incluir na lista frutinhos com o mesmo talento do mirtilo: falamos da jabuticaba e do açaí.

É que essa turma de casca roxa contém antocianina, pigmento que dá o tom desses alimentos e combate o estresse oxidativo e as moléculas inflamatórias – situação que alimenta os perrengues da artrite reumatoide. Também destaque no estudo, a ameixa seca oferta os chamados polifenóis, que atenuam o processo de destruição do tecido ósseo.

Já a manga e a grapefruit ostentam ingredientes que zelam pelas cartilagens.

A biogerontóloga Ivana Cruz, professora da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, destaca outra aliada das articulações, a quercetina.

Presente na maçã e na maioria das frutas elencadas pelos indianos, a substância foi o foco de um experimento recente, que demonstrou um efeito antirrigidez, bem-vindo a quem tem artrite.

O principal conselho é garantir variedade na fruteira, aproveitando os alimentos da estação e se abastecendo de opções coloridas e vitaminadas sempre. “A recomendação é consumir 400 gramas diários, em cinco ou mais dias da semana”, orienta Ivana.

Aposte em: uva, mirtilo, ameixa seca, grapefruit (toranja), romã, manga, açaí e abacate

Azeite, peixes e castanhas

O documento indiano dá ênfase ao papel das gorduras boas no combate aos sintomas da artrite. E a gente faz questão de traduzir essa recomendação para o que você pode levar à mesa. Azeite de oliva, pescados e oleaginosas (nozes, castanhas…) fornecem, em comum, ácidos graxos da melhor qualidade. É o caso do famoso ômega-3, celebrado há tempos pela ação anti-inflamatória.

A nutricionista Lara Natacci, da clínica Dietnet, na capital paulista, tem esmiuçado seus poderes. “Tanto as frações de EPA quanto de DHA interferem na modulação dos processos inflamatórios”, conta. A dica para o preparo dos peixes é não dispensar as partes mais escuras e evitar fritá-los, já que isso faz oxidar o ômega.

E as cápsulas do nutriente? Só se o especialista julgar necessário. Outra gordura apreciada por aqui é a monoinsaturada do azeite, que ainda nos brinda com antioxidantes.

Experiências com cobaias evidenciam que o óleo pisa no freio da inflamação e resguarda a cartilagem. Para fechar o time gorduroso, tem a família das castanhas.

Ricas em minerais, rendem proteção extra às juntas – só não vale pecar pelo excesso, já que são calóricas.

Aposte em: azeite de oliva, peixes (sardinha, salmão, atum…), oleaginosas

Ervas e especiarias

Açafrão e gengibre são reverenciados pelos indianos. E figuram na revisão pelas suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. “O gengibre é riquíssimo em fitoquímicos, entre os quais os gingeróis, que interferem com a ação das enzimas COX 1 e COX 2, uma dupla pró-inflamação”, ensina a nutricionista Vanderlí Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia.

A receita da expert é prática e refrescante: basta diluir uma colher de chá de gengibre em pó num copo de 200 ml de água de coco. Já o açafrão, também chamado de cúrcuma longa, contribui com a causa ofertando a prestigiada curcumina – que tal incluí-lo no seu cantinho de temperos?

Por falar em sabor, as pimentas também merecem um espaço, embora não sejam citadas diretamente na revisão. Dedo-de-moça, malagueta e companhia possuem capsaicina, substância que ajuda a enfrentar as dores.

Por fim, migrando para a hora do chá, aquele feito com a erva Camellia sinensis seria uma boa receita contra a artrite.

“O chá-verde reduz a expressão do ácido araquidônico, fator que ativa a cadeia inflamatória”, detalha Vanderlí.

Aposte em: açafrão, chá-verde, gengibre, pimentas

Grãos, cereais e sementes

De novo, a lista indiana contém opções que nem sempre são encontradas nos mercados brasileiros. A sugestão de Beatriz Leite é incrementar o dia a dia com sementes, caso da linhaça e da chia. “Além das fibras, ambas oferecem as benéficas gorduras poli-insaturadas”, justifica.

A aveia deveria bater ponto pelo menos no café da manhã. Isso porque é cheia de betaglucanas, fibras que ajudam a controlar fatores nocivos tanto às artérias como às articulações.

Em matéria de arroz, o trabalho da Índia indica o selvagem, que nem é bem arroz de verdade. Se não achar por aí, relaxe: invista no integral mesmo.

Falar de arroz remete a feijão. Nesse caso, os cientistas preferem o preto, que também conta com a festejada antocianina. Mas os nutricionistas brasileiros dizem que fica a gosto do freguês: carioca, fradinho, branco ou vermelho, todos conservam minerais e fibras. As juntas vão comemorar.

Continua após a publicidade

Aposte em: arroz integral, arroz selvagem, aveia, feijão-preto, chia e linhaça

Prebióticos

A ciência colhe cada vez mais provas do impacto da flora intestinal no bem-estar do organismo. E isso parece ser ainda mais sensível nas doenças autoimunes. Equilibrar a comunidade de bactérias do aparelho digestivo poderia aliviar os sintomas da artrite reumatoide.

É com base nesse raciocínio que os pesquisadores indianos prescrevem prebióticos e probióticos. Começamos com o primeiro: são fibras especiais que chegam quase intactas ao intestino grosso, onde são fermentadas por micro-organismos.

“Elas servem de alimento para as bactérias benéficas, melhorando a composição da microbiota”, explica a nutricionista Tânia Rodrigues, da RG Nutri Consultoria Nutricional, em São Paulo.

Essa mudança na vizinhança intestinal repercute na imunidade e na regulação da inflamação.

Aposte em: cebola, alho, alcachofra, chicória e aspargo.

Probióticos

O termo faz referência a bactérias, presentes em alguns alimentos, que colonizam nosso intestino e nos retribuem com uma série de vantagens à saúde. Já ouviu falar em lactobacilos e bifidobactérias, certo? Pois é esse famoso duo, fornecido por certas bebidas lácteas e preparos caseiros como o kefir, que recebeu as honras da revisão.

Além de prezar pela integridade intestinal, esses seres microscópicos trabalham em prol do nosso sistema imune. Não é por menos que já existem indícios do seu papel positivo na rotina de quem tem artrite reumatoide.

Eles seriam capazes de modular indiretamente a inflamação que ataca as juntas. Probióticos também estão disponíveis por outros meios: cápsulas, sachês… Mas a indicação e a escolha devem ser alinhadas com o profissional de saúde.

Aposte em: leite fermentado e iogurtes

Para proteger o coração da artrite reumatoide

O cardápio recheado de antioxidantes, comum em quem ingere hortaliças aos montes, tem um proveitoso efeito colateral: a proteção do sistema cardiovascular. Isso é desejável a qualquer cidadão, mas ganha relevância no contexto da artrite reumatoide.

“Na presença de um problema inflamatório crônico, os vasos sanguíneos também ficam mais vulneráveis, o que eleva o risco cardiovascular”, explica o reumatologista Ari Halpern, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O raciocínio é o seguinte: a inflamação desencadeada com a artrite não lesa só as articulações… pode interferir no corpo todo.

E esse é um ponto de preocupação, como sinaliza um estudo da nutricionista Beatriz Leite. Ela detectou que os pacientes extrapolavam no consumo de biscoitos, doces, carnes gordurosas e fast food, por exemplo.

Abusar de fontes de sódio, açúcar e gordura saturada não só dificulta a melhora da artrite como expõe suas artérias a um maior risco de entupimentos. “Constatamos uma baixa ingestão de fontes de antioxidantes”, lamenta a pesquisadora, que avaliou hábitos alimentares de 97 pessoas no distúrbio.

O estilo de vida e a artrite reumatoide

“O consumo rotineiro de uma dieta muito calórica, com excesso de carboidrato e gordura, pode levar a uma elevação crônica dos níveis de glicose e de ácidos graxos livres no sangue”, relata. Isso desencadeia uma cascata de eventos bioquímicos que, em uma última instância, nutrem aquela baita inflamação. Azar das articulações… e dos vasos também.

Autora de uma penca de estudos sobre artrite reumatoide, a pesquisadora Jolanta Grygielska, do Instituto Nacional de Geriatria, em Varsóvia, na Polônia, concorda que hábitos contam muito no controle da condição.

E, além de comer direito, ela reforça que praticar regularmente exercícios (orientados, cabe lembrar!) e abandonar o cigarro são atitudes que valem ouro para as juntas.

Tem mais uma recomendação que remete diretamente ao estilo de vida: manter-se num peso adequado.

“Observamos que a atividade da doença, isto é, as dores e os inchaços, também está relacionada com o acúmulo de gordura no organismo”, conta Beatriz Leite. Mais que sobrecarregar as articulações com o peso em si, os quilos extras castigam joelhos, tornozelos e pés devido à sua ligação com um estado inflamatório constante.

Uma das formas de proteger as juntas e vencer a luta com a balança é apostar num ingrediente que aparece escondido em vários alimentos apresentados pelo estudo indiano: as fibras. Encontradas em frutas, hortaliças e cereais, elas retardam o esvaziamento do estômago e prolongam a sensação de saciedade.

Para deixar o cardápio mais fibroso, troque pães e massas feitos com farinha branca pela versão integral. Aliás, grave bem essa palavrinha: tudo que for “integral” tende a reunir mais fibras.

Outra sugestão é espantar a monotonia na dieta e incrementar os pratos com grãos, sementes e leguminosas. Mastigar o bagaço das frutas e incluir talos e cascas dos vegetais, sempre que possível, também agrega conteúdo fibroso na conta.

Tudo de acordo com suas preferências, que fique claro. Ninguém precisa engolir comida de cara feia, por pura obrigação. Jolanta Grygielska ressalta que uma alimentação bacana é aquela que envolve satisfação e consciência. “Comer é ter prazer”, defende. E, com algumas escolhas, esse prazer pode vir ao lado de uma boa dose de alívio às articulações.

No que maneirar para evitar a piora da artrite

Gordura saturada: presente na carne vermelha, nos lácteos gordos e em produtos industrializados, seu excesso favorece a inflamação.

Açúcar refinado: cuidado tanto com aquele já embutido nos alimentos como com as colheradas nos sucos e cafés. O abuso prejudica o corpo inteiro.

Álcool: há suspeitas de que o exagero dificulte a recuperação, sobretudo se vier acompanhado do tabagismo – um fator de risco já consagrado.

Continua após a publicidade

Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/artrite-reumatoide-se-combate-na-alimentacao/

A melhor alimentação para fibromialgia

Dieta para lúpus: alimentação para aliviar os sintomas

Conhecer a melhor alimentação para a fibromialgia pode ser uma forma de lidar com os sintomas desse quadro.

A fibromialgia é uma doença crônica e reumatológica que causa dor generalizada pelo corpo, sendo capaz de indispor a pessoa de qualquer atividade, até mesmo do simples ato de dormir, pois as dores chegam a ser insuportáveis.

Pode ser difícil diagnosticar porque muitos de seus sintomas são semelhantes aos de outras condições. Também pode ser difícil de tratar. A alimentação pode ajudar, mas é importante consultar procurar orientação médica especializada em tratamento da fibromialgia.

Tenha uma dieta equilibrada

Manter uma dieta equilibrada é uma boa ideia para qualquer pessoa, independentemente da fibromialgia.

Essa dieta deve incluir frutas e vegetais frescos, grãos integrais, gorduras saudáveis como abacate e azeite.

Evite alimentos não saudáveis, incluindo qualquer coisa processada ou frita, e quantidades excessivas de gorduras saturadas. Além disso, limite a quantidade de sal e açúcar em sua dieta.

  • O que é gordura saturada? Faz mal?

Prefira alimentos que dão energia

A fibromialgia pode causar a sensação de cansaço e desgaste. Mas alguns alimentos podem melhorar a disposição. Evite doces, pois darão um rápido aumento de açúcar, seguido por uma queda brusca. Em vez disso, combine proteínas ou gorduras com carboidratos para diminuir sua absorção. Escolha alimentos frescos e integrais, ricos em fibras e com baixo teor de açúcar, como:

  • Amêndoas e outras nozes e sementes
  • Brócolis
  • Feijões (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha)
  • Tofu
  • Aveia
  • Folhas verdes escuras
  • Abacate
  • Açafrão
  • Quinoa
  • Azeite
  • Canela

Seja vegetariano e evite laticínios

Alguns estudos analisaram como certas dietas afetam a fibromialgia. Há evidências de que seguir uma dieta vegetariana ou vegana, rica em antioxidantes vegetais, pode oferecer algum alívio dos sintomas. Um estudo em Medicina Alternativa e Complementar descobriu que as pessoas que seguiam uma dieta vegetariana principalmente crua tinham menos dor.

Limitar o consumo de laticínios pode ajudar a aliviar os sintomas de fibromialgia. Isso ocorre porque muitos produtos lácteos contêm gordura saturada. As pessoas devem tentar optar por versões com pouca gordura ou alternativas de laticínios, como leite de soja.

  • Nove alimentos ricos em cálcio que não são lácteos

Evite alimentos que desencadeiam a fibromiagia

Embora não exista uma “ alimentação para a fibromialgia” única, estudos revelam que certos ingredientes ou tipos de alimentos podem ser problemáticos para quadros de fibromialgia. Esses incluem:

  • FODMAPs
  • Alimentos que contenham glúten
  • Aditivos alimentares ou produtos químicos alimentares
  • Excitotoxinas

Algumas pessoas confirmam que se sentem melhor quando comem – ou evitam – certos tipos de alimentos. Pode ser necessário manter um diário alimentar para descobrir quais alimentos parecem desencadear ou melhorar seus sintomas. Leia para aprender sobre os alimentos que podem afetar negativamente seus sintomas.

Consuma alimentos anti-inflamatórios

Há evidências que sugerem que a adoção de uma alimentação anti-inflamatória pode ajudar as pessoas com dor crônica. Uma dieta anti-inflamatória não é um plano alimentar específico, mas suas diretrizes podem ajudar as pessoas a fazer escolhas adequadas. Veja uma lista com 16 alimentos anti-inflamatórios.

FODMAPs

Oligossacarídeos fermentáveis, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis (FODMAPs) são certos carboidratos fermentados por bactérias intestinais no trato digestivo e podem promover sintomas de fibromialgia em algumas pessoas. Um estudo descobriu que pessoas com fibromialgia apresentaram melhor nos sintomas e na qualidade de vida e perderam peso ao seguir uma dieta baixa em FODMAP.

Sensibilidade ao glúten

Um estudo mostrou que a sensibilidade não celíaca ao glúten pode ser uma causa subjacente da fibromialgia. Pacientes com fibromialgia testaram negativos para a doença celíaca ainda tiveram melhorias significativas nos indicadores de dor e / ou qualidade de vida ao seguir uma dieta sem glúten.

Excitotoxinas e outros aditivos alimentares

De acordo com a Arthritis Foundation, aditivos alimentares chamados excitotoxinas podem piorar alguns dos sintomas da fibromialgia. Exemplos destes incluem glutamato monossódico, que é um intensificador de sabor, e aspartame, que é um adoçante artificial.

Pesquisas realizadas em 2012 descobriram que pessoas com fibromialgia e síndrome do intestino irritável (SII) que deixaram de usar glutamato mossódico e aspartame tiveram uma redução de 30% nos sintomas. No entanto, os sintomas retornaram quando começaram a consumir esses aditivos novamente.

Em 2016, a revista Pain Management relatou que a eliminação em um mês de aspartame, glutamato monossódico (MSG) e proteínas alteradas – como as encontradas em isolados de proteínas e proteínas hidrolisadas – resultou em melhorias da dor da fibromialgia. Quando os pacientes adicionaram essas substâncias de volta às dietas, seus sintomas retornaram ou pioraram.

Mantenha o peso saudável

Outro benefício de comer uma dieta saudável é que ela pode ajudar a manter seu peso sob controle.

Um estudo da revista Clinical Rheumatologydes mostrou que pessoas com fibromialgia que também são obesas desfrutavam de uma melhor qualidade de vida quando perdiam peso.

Elas tinham menos dor e depressão, menos pontos sensíveis e dormiam melhor depois de perder alguns quilos. Este estudo sugere que a perda de peso pode ser uma parte importante do tratamento da fibromialgia.

Magnésio para a fibromialgia

É possível que haja uma conexão entre a deficiência de magnésio e a fibromialgia. Tente consumir alimentos ricos em magnésio para melhorar seus níveis de magnésio.

Fontes: Stephanie Watson – Healthline e Medical News Today

Veja também:

Cadastre-se e receba nosso conteúdo em seu email. Comunicar erro

Источник: https://www.ecycle.com.br/8033-fibromialgia-alimentacao.html

Dieta para Lúpus: Alimentação Adequada

Dieta para lúpus: alimentação para aliviar os sintomas

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória crônica de causa desconhecida e natureza autoimune, caracterizada pela presença de vários auto anticorpos.

Além dos aspectos específicos relacionados ao seu tratamento médico, algumas medidas de apoio, como instruções sobre a doença e atividade física, e a dieta para lúpus, são essenciais para que o paciente viva melhor. 

A dieta para lúpus pode ajudar a controlar os achados inflamatórios da doença, e as complicações derivadas da terapia.

Não deixe de ler e compartilhar!

Dieta para Lúpus 

Considerando que o risco cardiovascular parece aumentar em pacientes com lúpus devido ao aumento da frequência de doenças associadas à aterosclerose, como dislipidemia, diabetes mellitus, síndrome metabólica e obesidade, a orientação alimentar é importante para minimizar essas complicações.

Vale ressaltar que mais da metade dos pacientes apresentam três ou mais fatores de risco para doença cardiovascular, principalmente obesidade.

Uma avaliação brasileira do estado nutricional de 170 pacientes com LES relatou uma prevalência de 1,2% de magreza grau I e 64,2% de excesso de peso (35,9% de sobrepeso; 21,8% de obesidade grau I; 4,1% de grau II obesidade, 2,4% de obesidade grau III).

Assim, é de extrema importância estabelecer estratégias, como programas de incentivo à prática de atividade física e redução do peso corporal, além do aconselhamento nutricional, para reduzir os riscos da síndrome metabólica.

Certos alimentos podem ser melhores que outros para gerenciar os sintomas. Por isso, alterar alguns hábitos alimentares é uma excelente maneira de conviver com o Lúpus.  

Para indivíduos com lúpus o recomendado é o consumo de alimentos ricos em fibras solúveis.

A ingestão diária recomendada é de 38g para homens e 25g para mulheres. O aumento do consumo de fibras é importante para ajudar a prevenir o mau colesterol alto, normalizar os níveis de açúcar no sangue e controlar a dislipidemia(1).

Os pacientes com lúpus também devem estar atentos ao consumo excessivo de açúcar. Isso é crítico, pois vários estudos sugerem que indivíduos com lúpus têm um risco muito maior de desenvolver intolerância à glicose e diabetes tipo II.

Como o Diabetes Tipo II está associado ao aumento da inflamação, seu desenvolvimento em indivíduos com lúpus pode exacerbar ainda mais os surtos de imunidade.

1-Proteína

Proteínas de origem animal são chamadas proteínas completas porque contêm todos os aminoácidos essenciais, enquanto proteínas de frutas, vegetais, grãos e sementes podem não ter um aminoácido essencial (1).

Outras fontes de proteína incluem:

  • Lentilha
  • Amêndoas
  • Frango
  • Ovos
  • Kefir

Para indivíduos com lúpus, é importante considerar o tipo de proteína consumida.

Os peixes proporcionam o benefício adicional de uma boa fonte de ácidos graxos ômega-3.

Os peixes são ricos em ômega-3, por isso, tente comer mais:

  • salmão
  • atum
  • cavalinha
  • sardinhas

Os ômega-3 são ácidos graxos que ajudam a proteger contra doenças cardíacas e derrames. Eles também podem reduzir a inflamação no corpo (3,4).

2- Alimentos ricos em cálcio

Os medicamentos esteroides que você pode tomar para controlar o lúpus podem afinar os ossos. Este efeito colateral torna você mais vulnerável a fraturas.

Para combater fraturas, coma alimentos ricos em cálcio e vitamina D. Esses nutrientes fortalecem os ossos.

Alimentos ricos em cálcio incluem:

  • Kefir e os derivados
  • Salsa
  • Manjericão
  • Rúcula
  • vegetais de folhas verdes escuras como espinafre e brócolis

Pergunte ao seu médico sobre tomar um suplemento se você não está recebendo cálcio e vitamina D suficientes apenas com a comida.

A vitamina D mantém a função imune adequada e diminui a produção de citocinas.

3-Gorduras

Outros alimentos que precisam fazer parte da dieta para Lúpus, são aqueles que possuem as gorduras saudáveis.

Esteroides podem aumentar o apetite e fazer com que você ganhe peso, por isso é importante observar o que você come.

Tente se concentrar em alimentos que aumentam a saciedade.

Prefira peixe, azeite, nozes, abacate e outros tipos de gorduras saudáveis. 

4-Evite alfafa e alho

Alfafa e alho são dois alimentos que provavelmente não deveriam estar no seu prato se você tiver lúpus. Brotos de alfafa contém um aminoácido chamado L-canavanine.

O alho contém alicina, ajoene e tiosulfinatos, que podem fazer com que o sistema imunológico aumenta demais os sintomas do lúpus.

As pessoas que comeram alfafa reagiram com dores musculares e fadiga, e seus médicos notaram mudanças nos resultados dos exames de sangue.

5-Vegetais

Embora não haja evidências científicas para provar isso, algumas pessoas com lúpus acham que são sensíveis a vegetais. Alguns deles são:

  • Tomate
  • Pimentas doces e quentes
  • Berinjela

Mantenha um diário alimentar para registrar o que você come. Elimine todos os alimentos, incluindo legumes, que causam os sintomas de cada vez que você comê-los.

6-Álcool

O copo ocasional de vinho tinto ou cerveja não é restrito. No entanto, o álcool pode interagir com alguns dos medicamentos que você toma para controlar sua condição.

Beber enquanto estiver tomando medicamentos anti-inflamatórios, por exemplo, pode aumentar o risco de hemorragia no estômago ou úlceras.

O álcool também pode reduzir a eficácia da varfarina e pode aumentar os potenciais efeitos colaterais do metotrexato no fígado .

7-Sem sal

Comer muito sal pode elevar sua pressão arterial e aumentar o risco de doenças cardíacas, enquanto o potássio pode ajudar a combater a pressão alta.

Lúpus já coloca você em maior risco de desenvolver doenças cardíacas. Substitua outras especiarias para melhorar o sabor dos alimentos, tais como

  • limão
  • ervas
  • Pimenta
  • caril em pó
  • açafrão

O lúpus afeta cada pessoa de forma diferente. Uma mudança de dieta que funciona para uma pessoa pode não funcionar para você.

Manter um diário alimentar e ter um diálogo aberto com o seu médico e nutricionista irá ajudá-lo a determinar como os diferentes alimentos ajudam ou prejudicam os seus sintomas.

E para ajudar você que se preocupa com a dieta para Lúpus, ou para prevenir outras doenças e viver melhor, eu convido a adquirir o e-book da minha esposa, Carol Pimentel.

O livro digital contém mais de 70 receitas deliciosas e low carb, desenvolvido para quem deseja ter uma alimentação extremamente saudável focada em eliminar o sobrepeso, evitar problemas de saúde e reverter os danos causados pela má alimentação passada.

Neste livro você vai aprender as melhores receitas de doces e salgados, sem medo de engordar.

Receitas simples e fáceis de preparar, e o melhor de tudo: Super acessíveis!

Clique na imagem abaixo e adquira agora o seu livro digital.

GOSTOSURAS LOW CARB

Abraços e fique com Deus!

Dr. Juliano Pimentel.

Источник: https://drjulianopimentel.com.br/artigos/dieta-para-lupus-alimentacao/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: