Dieta para Reumatismo

Adote uma dieta poderosa contra artrite

Dieta para Reumatismo

Bastante incômoda, a artrite ainda não tem cura. A dificuldade para se movimentar, que começa suave e vai se agravando até tornar um martírio o esforço para pegar um livro na estante ou se levantar de uma cadeira, é causada pela inflamação das articulações.

“Em geral, o problema surge associado a traumas, desgastes, distúrbios autoimunes ou infecções”, explica o reumatologista Geraldo Castelar, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

O acompanhamento médico e a adesão aos cuidados, no entanto, permitem ao paciente levar uma vida normal, sem dores ou limitações físicas. O cenário ideal inclui diagnóstico precoce, prática de exercícios físicos leves ou de fisioterapia em casos menos agudos e alguns ajustes na dieta.

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“O principal deles é o consumo de alimentos fontes de ômega-3, ácido graxo com ação anti-inflamatória”, afirma o médico. No Dia Mundial da Artrite (12 de outubro), veja como deixar suas refeições mais nutritivas e proteger seu organismo contra os sintomas doloridos da artrite reumatóide.

Peixes oleosos (de água fria)

Peixes como atum, sardinha e salmão são ótimas fontes de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, que impedem um processo de conversão de nutrientes no organismo responsável por originar inflamações.

“O alimento também funciona como um grande aliado no controle do colesterol, na regeneração dos tecidos, na prevenção de doenças cardiovasculares e até na amenização dos sintomas da TPM e da menopausa”, afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult.

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Recomendação de consumo: um filé de 200g duas vezes por semana.

Óleo de canola

Além do ômega-3, o óleo de canola também é fonte dos ácidos graxos ômega-6, sendo benéfico na prevenção de doenças do coração e na a manutenção da pressão.

“Também está presente em sua composição a vitamina E, antioxidante que combate radicais livres, prevenindo contra o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças degenerativas, como câncer”, afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional.

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Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia.

Óleo de soja

O óleo de soja, assim como os demais óleos vegetais, é um alimento rico em gorduras poliinsaturadas, como ômega-3 e ômega-6, e uma importante fonte da vitamina E.

“Ele atua na prevenção de doenças cardiovasculares, no bom funcionamento do sistema nervoso imune e no combate a radicais livres”, afirma Daniela Cyrulin.

Esse tipo de óleo também possui ação anti-inflamatória e ajuda a regular os níveis de colesterol no organismo.

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Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia

Azeite de oliva

Toque final na preparação de saladas ou até de uma deliciosa pizza, o azeite de oliva é um alimento importantíssimo para a saúde, graças aos ácidos graxos ômega-3, aos polifenois, a vitamina E e ao beta-caroteno nele presentes. “O óleo tem função anti-inflamatória e antioxidante, pois preserva as células, evitando a deterioração delas”, aponta Roseli Rossi.

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Recomendação de consumo: de uma a duas colheres por dia.

Rúcula

“As folhas verde-escuro da rúcula são fonte riquíssima de ômega-3 e das vitaminas A e C, potentes antioxidantes que combatem radicais livres”, pontua a nutricionista Roseli. Já outros nutrientes, como potássio e ferro, são importantes para regular o equilíbrio hídrico no organismo e para a formação de células sanguíneas (hemoglobina).

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Recomendação de consumo: um prato de sobremesa por dia.

Espinafre

O espinafre é um alimento altamente nutritivo, oferecendo em sua composição as vitaminas A, C e E, além de nutrientes como ômega-3, cálcio, ferro, potássio, bioflavonoides e carotenoides, explica a nutricionista Daniela.

Suas propriedades antioxidantes previnem alguns tipos de câncer, em especial o de pulmão e o de próstata.

Outros dois elementos bastante importantes são o ácido fólico, que combate a anemia, e a luteína, que fortalece o sistema imunológico, evitando problemas como a degeneração macular.

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Recomendação de consumo: de duas a três colheres de sopa por dia.

Linhaça

“Rica em ácidos graxos essenciais, vitamina E e fibras, a linhaça é um alimento que proporciona maior fluidez sanguínea, reduz o colesterol ruim, evita a formação de placas de gorduras das artérias e promove efeitos anti-inflamatórios no organismo”, afirma Roseli. A semente também melhora o funcionamento do sistema digestivo e ameniza os sintomas da TPM e da menopausa.

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Recomendação de consumo: de uma a três colheres de sopa por dia.

Chia

“Semente da vez, originária do sul do México, a chia é uma ótima fonte de ômega-3, ferro, magnésio e cálcio”, explica Daniela Cyrulin. Seja em óleo, farinha ou grão, o alimento promove a sensação de saciedade, previne contra doenças cardiovasculares, ajuda na manutenção da massa muscular, reforça o sistema imunológico e ainda tem efeito antiinflamatório no organismo.

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Recomendação de consumo: de duas a três colheres de sopa por dia.

Источник: https://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/14164-adote-uma-dieta-poderosa-contra-artrite

Dieta para Reumatismo – Alimentos e Dicas

Dieta para Reumatismo

O reumatismo é uma expressão utilizada popularmente para se referir a um grupo de doenças que atingem os músculos, ossos e articulações e às doenças reumáticas que afetam o coração, os rins e o sangue. Veja a seguir se existe uma dieta para reumatismo e confira quais são os alimentos que se encaixam nela para o tratamento desse tipo de condição.

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Esse grupo de doenças inclui condições como: artrite, artrose, bursite, febre reumática, osteoartrite, dor nas costas, lúpus, fibromialgia, gota e tendinite, por exemplo. O reumatismo não atinge somente as pessoas idosas, embora as chances de sofrer com uma das doenças que fazem parte do grupo aumenta conforme o paciente fica mais velho.

Aproveite para conhecer também algumas opções de remédio para reumatismo e entenda em detalhes se o reumatismo tem cura ou não.

O termo reumatismo pode se referir a tantas condições. Por conta da necessidade de se obter um diagnóstico específico para chegar a um tratamento apropriado, não é mais tão utilizado na área médica.

Como o reumatismo pode ser utilizado para designar uma série de doenças, ele também pode surgir em decorrência de diversas causas. Por exemplo, a osteoartrite pode estar associada ao peso de uma pessoa ou ao seu histórico de lesões relacionadas ao esporte.

Porsua vez, a artrite reumatoide é uma doença autoimune na qual o sistemaimunológico do corpo se volta contra ele e ataca os tecidos saudáveis doorganismo.

Assimcomo ocorre com as causas, os sintomas do reumatismo também podem variar deacordo com a doença específica apresentada pelo paciente. Entretanto, essessinais podem incluir: dor nas articulações, dor no membro, dificuldade narealização de movimentos e falta de força muscular.

Essessintomas atribuídos ao reumatismo podem ser experimentados a qualquer hora dodia, no entanto, são mais comuns ao acordar e costumam melhorar com o calor.

Qual deve ser a dieta para reumatismo?

O tratamento para o reumatismo vai depender de qual doença do grupo o paciente apresenta, porém, costuma incluir a utilização de medicamentos para controlar a dor e a inflamação e a fisioterapia para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Alémde seguir as recomendações em relação ao uso de remédios e às sessões defisioterapia passadas pelo médico e pelo fisioterapeuta, é importante que opaciente diagnosticado com uma das condições do grupo do reumatismo pergunte aomédico qual a melhor dieta para reumatismo.

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Com isso, ele vai saber quais alimentos pode consumir para auxiliar o tratamento da sua condição e quais deve deixar de lado para não prejudicar a melhora do seu quadro.

Obviamente, a dieta para reumatismo de cada paciente pode apresentar variações de acordo com a doença específica que ele apresentar, entretanto, quando há o reumatismo, costuma ser recomendada a diminuição do consumo de carnes em geral.

Isso se deve pelo fato das carnes em geral levarem ao acúmulo de acido úrico no sangue, o que pode aumentar as dores nas articulações.

Os hambúrgueres, frango ou carnes que foram grelhados ou fritos em temperaturas elevadas podem estar associados à inflamação.

Além disso, o ômega-6 encontrado em óleos de milho, girassol, cártamo e soja e em frituras também pode aumentar a inflamação. Consumir mais ômega-6 do que ômega-3 aumenta os riscos de desenvolvimento de dor na articulação e obesidade. Confira outros alimentos ricos em ômega-6.

Outros alimentos que devem ser evitados na dieta para reumatismo por aumentarem os níveis de ácido úrico no sangue são: molhos, caldos de carne, canja, extratos de carne, vísceras, frango e outras carnes de animais jovens como cabrito, leitão e vitela, mariscos, anchovas, sardinhas e outros peixes gordos, espargos, feijão, lentilhas, couve flor, cogumelos e bebidas alcoólicas.

Os alimentos dessa lista que são nutritivos não devem ser excluídos da dieta, mas sim evitados, pois também são fontes importantes de vitaminas e minerais como o ferro, que quando é consumido de forma insuficiente pode causar anemia.

Por isso, é aconselhado o consumo de carnes cerca de duas ou três vezes por semana e investir no consumo de alimentos ricos em ferro de origem vegetal como melaço, uva-passa e folhas de beterraba.

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Mas então, o que comer?

Nos casos de reumatismo, o conselho consiste em seguir uma alimentação saudável, completa, equilibrada e variada, dando prioridade ao consumo de legumes e frutas, que fornecem nutrientes importantes para uma boa manutenção da saúde.

Para quem não costuma comer bem e descobriu que tem uma doença que faz parte do grupo das doenças reumáticas, vale a pena procurar o auxílio de um nutricionista para montar cardápios que beneficiem e não atrapalhem a progressão do tratamento para a condição em questão.

A dieta para reumatismo deve dar preferência aos alimentos com ômega-3 como nozes, sementes de linhaça e sementes de chia, que são dotadas de propriedades anti-inflamatórias, e às comidas com vitaminas e minerais como selênio e que fortalecem o sistema imunológico como cenoura, óleo de fígado de bacalhau e castanha-do-pará.

Não podemos deixar de ressaltar que é muito importante aumentar o consumo de água para cerca de 3 litros por dia e fazer exercícios físicos regulares – dessa forma, é possível conseguir evitar a progressão da doença e diminuir o risco de lesões.

O uso de suplementos

A deficiência de nutrientes em pessoas que sofrem com doenças reumáticas pode tornar necessária a utilização de suplementos para complementar a alimentação.

Entretanto,o paciente jamais deve começar a tomar um suplemento por conta própria – o usodo produto deve acontecer sob a supervisão do médico, que diagnosticará quenutriente está faltando e indicará o suplemento adequado em uma dosagemapropriada.

Ao tomar um suplemento sem a orientação médica, o paciente corre o risco de ingerir nutrientes em doses erradas, ficando com uma quantidade excessiva de um e com uma quantidade baixa de outro.

Atenção

Como o reumatismo é uma maneira popular de se referir a um grupo composto por uma dezena de doenças, é fundamental que antes de aderir a qualquer dieta para reumatismo, você consulte o seu médico e nutricionista para saber o que é melhor para o tratamento da doença específica que você apresenta e para o seu quadro, em particular.

Cheque com os profissionais se as recomendações reproduzidas aqui realmente se encaixem nas necessidades da condição que você apresenta. Lembre-se sempre de que este artigo serve unicamente para informar, porém, jamais pode substituir a opinião do médico e do nutricionista.

Você já foi diagnosticado com alguma doença reumática? Foi recomendado pelo médico uma dieta para reumatismo específica? Comente abaixo!

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Источник: https://www.mundoboaforma.com.br/dieta-para-reumatismo-alimentos-e-dicas/

Artrite reumatoide também se combate na alimentação

Dieta para Reumatismo

O que a artrite reumatoide, uma doença que afeta as articulações, é causada pelo ataque do próprio sistema imune e não raro exige um tratamento à base de medicações injetáveis, tem a ver com frutas, cereais e companhia? Acredite: mais do que você imagina. O efeito de alguns alimentos contra os sintomas do distúrbio – dores, inchaços e rigidez nas juntas – foi tema de uma revisão de estudos empreendida por cientistas indianos.

Eles vasculharam nada menos que 194 pesquisas para chegar ao que seriam os grupos alimentares e ingredientes mais desejáveis ao menu de quem tem artrite reumatoide – não confunda com artrose, ou osteoartrite, a degeneração articular relacionada à idade.

Entre as principais descobertas está a de que frutos, cereais integrais e fontes de gorduras boas (como peixes e azeite de oliva) prestam serviço contra a inflamação nas articulações. Ervas e especiarias também aparecem na lista, assim como produtos que equilibram a flora intestinal.

É evidente que a alimentação sozinha não tem a pretensão de substituir o tratamento médico. “Ela deve ser encarada como coadjuvante”, afirma o reumatologista Fábio Jennings, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Até porque é o estilo de vida que faz a diferença na história – junto aos remédios receitados pelo especialista.

“Não é um nutriente ou alimento isolado que garante uma ação anti-inflamatória contra a doença, mas, sim, o contexto como um todo”, ressalta a nutricionista Beatriz Leite, que investiga o assunto na Unifesp.

É dentro de uma rotina balanceada que o cardápio vem contribuir.

A seguir, você vai conhecer alguns dos alimentos eleitos pelos estudiosos indianos – e ingredientes tipicamente brasileiros com propriedades semelhantes.

Frutas

Elas estão entre as protagonistas da revisão indiana. Embora o estudo lance holofotes sobre algumas espécies não tão presentes no dia a dia dos brasileiros, dá para chegar mais perto do nosso quintal e incluir na lista frutinhos com o mesmo talento do mirtilo: falamos da jabuticaba e do açaí.

É que essa turma de casca roxa contém antocianina, pigmento que dá o tom desses alimentos e combate o estresse oxidativo e as moléculas inflamatórias – situação que alimenta os perrengues da artrite reumatoide. Também destaque no estudo, a ameixa seca oferta os chamados polifenóis, que atenuam o processo de destruição do tecido ósseo.

Já a manga e a grapefruit ostentam ingredientes que zelam pelas cartilagens.

A biogerontóloga Ivana Cruz, professora da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, destaca outra aliada das articulações, a quercetina.

Presente na maçã e na maioria das frutas elencadas pelos indianos, a substância foi o foco de um experimento recente, que demonstrou um efeito antirrigidez, bem-vindo a quem tem artrite.

O principal conselho é garantir variedade na fruteira, aproveitando os alimentos da estação e se abastecendo de opções coloridas e vitaminadas sempre. “A recomendação é consumir 400 gramas diários, em cinco ou mais dias da semana”, orienta Ivana.

Aposte em: uva, mirtilo, ameixa seca, grapefruit (toranja), romã, manga, açaí e abacate

Azeite, peixes e castanhas

O documento indiano dá ênfase ao papel das gorduras boas no combate aos sintomas da artrite. E a gente faz questão de traduzir essa recomendação para o que você pode levar à mesa. Azeite de oliva, pescados e oleaginosas (nozes, castanhas…) fornecem, em comum, ácidos graxos da melhor qualidade. É o caso do famoso ômega-3, celebrado há tempos pela ação anti-inflamatória.

A nutricionista Lara Natacci, da clínica Dietnet, na capital paulista, tem esmiuçado seus poderes. “Tanto as frações de EPA quanto de DHA interferem na modulação dos processos inflamatórios”, conta. A dica para o preparo dos peixes é não dispensar as partes mais escuras e evitar fritá-los, já que isso faz oxidar o ômega.

E as cápsulas do nutriente? Só se o especialista julgar necessário. Outra gordura apreciada por aqui é a monoinsaturada do azeite, que ainda nos brinda com antioxidantes.

Experiências com cobaias evidenciam que o óleo pisa no freio da inflamação e resguarda a cartilagem. Para fechar o time gorduroso, tem a família das castanhas.

Ricas em minerais, rendem proteção extra às juntas – só não vale pecar pelo excesso, já que são calóricas.

Aposte em: azeite de oliva, peixes (sardinha, salmão, atum…), oleaginosas

Ervas e especiarias

Açafrão e gengibre são reverenciados pelos indianos. E figuram na revisão pelas suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. “O gengibre é riquíssimo em fitoquímicos, entre os quais os gingeróis, que interferem com a ação das enzimas COX 1 e COX 2, uma dupla pró-inflamação”, ensina a nutricionista Vanderlí Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia.

A receita da expert é prática e refrescante: basta diluir uma colher de chá de gengibre em pó num copo de 200 ml de água de coco. Já o açafrão, também chamado de cúrcuma longa, contribui com a causa ofertando a prestigiada curcumina – que tal incluí-lo no seu cantinho de temperos?

Por falar em sabor, as pimentas também merecem um espaço, embora não sejam citadas diretamente na revisão. Dedo-de-moça, malagueta e companhia possuem capsaicina, substância que ajuda a enfrentar as dores.

Por fim, migrando para a hora do chá, aquele feito com a erva Camellia sinensis seria uma boa receita contra a artrite.

“O chá-verde reduz a expressão do ácido araquidônico, fator que ativa a cadeia inflamatória”, detalha Vanderlí.

Aposte em: açafrão, chá-verde, gengibre, pimentas

Grãos, cereais e sementes

De novo, a lista indiana contém opções que nem sempre são encontradas nos mercados brasileiros. A sugestão de Beatriz Leite é incrementar o dia a dia com sementes, caso da linhaça e da chia. “Além das fibras, ambas oferecem as benéficas gorduras poli-insaturadas”, justifica.

A aveia deveria bater ponto pelo menos no café da manhã. Isso porque é cheia de betaglucanas, fibras que ajudam a controlar fatores nocivos tanto às artérias como às articulações.

Em matéria de arroz, o trabalho da Índia indica o selvagem, que nem é bem arroz de verdade. Se não achar por aí, relaxe: invista no integral mesmo.

Falar de arroz remete a feijão. Nesse caso, os cientistas preferem o preto, que também conta com a festejada antocianina. Mas os nutricionistas brasileiros dizem que fica a gosto do freguês: carioca, fradinho, branco ou vermelho, todos conservam minerais e fibras. As juntas vão comemorar.

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Aposte em: arroz integral, arroz selvagem, aveia, feijão-preto, chia e linhaça

Prebióticos

A ciência colhe cada vez mais provas do impacto da flora intestinal no bem-estar do organismo. E isso parece ser ainda mais sensível nas doenças autoimunes. Equilibrar a comunidade de bactérias do aparelho digestivo poderia aliviar os sintomas da artrite reumatoide.

É com base nesse raciocínio que os pesquisadores indianos prescrevem prebióticos e probióticos. Começamos com o primeiro: são fibras especiais que chegam quase intactas ao intestino grosso, onde são fermentadas por micro-organismos.

“Elas servem de alimento para as bactérias benéficas, melhorando a composição da microbiota”, explica a nutricionista Tânia Rodrigues, da RG Nutri Consultoria Nutricional, em São Paulo.

Essa mudança na vizinhança intestinal repercute na imunidade e na regulação da inflamação.

Aposte em: cebola, alho, alcachofra, chicória e aspargo.

Probióticos

O termo faz referência a bactérias, presentes em alguns alimentos, que colonizam nosso intestino e nos retribuem com uma série de vantagens à saúde. Já ouviu falar em lactobacilos e bifidobactérias, certo? Pois é esse famoso duo, fornecido por certas bebidas lácteas e preparos caseiros como o kefir, que recebeu as honras da revisão.

Além de prezar pela integridade intestinal, esses seres microscópicos trabalham em prol do nosso sistema imune. Não é por menos que já existem indícios do seu papel positivo na rotina de quem tem artrite reumatoide.

Eles seriam capazes de modular indiretamente a inflamação que ataca as juntas. Probióticos também estão disponíveis por outros meios: cápsulas, sachês… Mas a indicação e a escolha devem ser alinhadas com o profissional de saúde.

Aposte em: leite fermentado e iogurtes

Para proteger o coração da artrite reumatoide

O cardápio recheado de antioxidantes, comum em quem ingere hortaliças aos montes, tem um proveitoso efeito colateral: a proteção do sistema cardiovascular. Isso é desejável a qualquer cidadão, mas ganha relevância no contexto da artrite reumatoide.

“Na presença de um problema inflamatório crônico, os vasos sanguíneos também ficam mais vulneráveis, o que eleva o risco cardiovascular”, explica o reumatologista Ari Halpern, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O raciocínio é o seguinte: a inflamação desencadeada com a artrite não lesa só as articulações… pode interferir no corpo todo.

E esse é um ponto de preocupação, como sinaliza um estudo da nutricionista Beatriz Leite. Ela detectou que os pacientes extrapolavam no consumo de biscoitos, doces, carnes gordurosas e fast food, por exemplo.

Abusar de fontes de sódio, açúcar e gordura saturada não só dificulta a melhora da artrite como expõe suas artérias a um maior risco de entupimentos. “Constatamos uma baixa ingestão de fontes de antioxidantes”, lamenta a pesquisadora, que avaliou hábitos alimentares de 97 pessoas no distúrbio.

O estilo de vida e a artrite reumatoide

“O consumo rotineiro de uma dieta muito calórica, com excesso de carboidrato e gordura, pode levar a uma elevação crônica dos níveis de glicose e de ácidos graxos livres no sangue”, relata. Isso desencadeia uma cascata de eventos bioquímicos que, em uma última instância, nutrem aquela baita inflamação. Azar das articulações… e dos vasos também.

Autora de uma penca de estudos sobre artrite reumatoide, a pesquisadora Jolanta Grygielska, do Instituto Nacional de Geriatria, em Varsóvia, na Polônia, concorda que hábitos contam muito no controle da condição.

E, além de comer direito, ela reforça que praticar regularmente exercícios (orientados, cabe lembrar!) e abandonar o cigarro são atitudes que valem ouro para as juntas.

Tem mais uma recomendação que remete diretamente ao estilo de vida: manter-se num peso adequado.

“Observamos que a atividade da doença, isto é, as dores e os inchaços, também está relacionada com o acúmulo de gordura no organismo”, conta Beatriz Leite. Mais que sobrecarregar as articulações com o peso em si, os quilos extras castigam joelhos, tornozelos e pés devido à sua ligação com um estado inflamatório constante.

Uma das formas de proteger as juntas e vencer a luta com a balança é apostar num ingrediente que aparece escondido em vários alimentos apresentados pelo estudo indiano: as fibras. Encontradas em frutas, hortaliças e cereais, elas retardam o esvaziamento do estômago e prolongam a sensação de saciedade.

Para deixar o cardápio mais fibroso, troque pães e massas feitos com farinha branca pela versão integral. Aliás, grave bem essa palavrinha: tudo que for “integral” tende a reunir mais fibras.

Outra sugestão é espantar a monotonia na dieta e incrementar os pratos com grãos, sementes e leguminosas. Mastigar o bagaço das frutas e incluir talos e cascas dos vegetais, sempre que possível, também agrega conteúdo fibroso na conta.

Tudo de acordo com suas preferências, que fique claro. Ninguém precisa engolir comida de cara feia, por pura obrigação. Jolanta Grygielska ressalta que uma alimentação bacana é aquela que envolve satisfação e consciência. “Comer é ter prazer”, defende. E, com algumas escolhas, esse prazer pode vir ao lado de uma boa dose de alívio às articulações.

No que maneirar para evitar a piora da artrite

Gordura saturada: presente na carne vermelha, nos lácteos gordos e em produtos industrializados, seu excesso favorece a inflamação.

Açúcar refinado: cuidado tanto com aquele já embutido nos alimentos como com as colheradas nos sucos e cafés. O abuso prejudica o corpo inteiro.

Álcool: há suspeitas de que o exagero dificulte a recuperação, sobretudo se vier acompanhado do tabagismo – um fator de risco já consagrado.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/artrite-reumatoide-se-combate-na-alimentacao/

Sofre com os sintomas de artrite? Veja alimentos que reduzem as inflamações

Dieta para Reumatismo

A artrite é uma doença que causa inflamações nas articulações (ou juntas) —estruturas responsáveis pela conexão entre os ossos com as cartilagens. A prevalência da doença é cerca de 1% da população, por isso, estima-se que no Brasil há aproximadamente dois milhões de pessoas com artrite.

Há diversos tipos de artrite e esse problema de saúde causa dores e rigidez nas articulações. Pode também limitar os movimentos, proporcionar inchaços e vermelhidão na pele.

A mais comum é a reumatoide, que é autoimune e atinge as articulações das mãos e pés, tornozelo e joelhos.

Há também a osteoartrose que provoca a degeneração da cartilagem articular, hipertrofia óssea e dor ao se movimentar.

Por ser uma doença inflamatória, muitos alimentos que são incluídos na dieta podem tanto aumentar os sintomas da artrite quanto amenizá-los. Isso se deve à ação de seus nutrientes, principalmente alguns tipos de gorduras e vitaminas, que desencadeiam processos inflamatórios no organismo —ou quebram este processo.

Portanto, adotar uma dieta rica em alimentos anti-inflamatórios pode ajudar as pessoas que já apresentam a doença ou têm propensão a desenvolvê-la. É importante ter uma alimentação balanceada com a finalidade de reduzir a inflamação.

É necessário também controlar a obesidade, pois o peso em excesso sobrecarrega a articulação, aumentando a inflamação.

E, além da dieta, em muitos casos, as pessoas com artrite necessitam de um tratamento medicamento para evitar os danos nas articulações.

A seguir, destacamos alguns alimentos importantes para evitar ou diminuir a inflamação nas articulações.

A lista foi elaborada por Levi Jales Neto, reumatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo; Brigitte Olichon, nutricionista e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase); Ricardo Teixeira Di Rienzo, endocrinologista do Hospital Santa Catarina; Tarcila Campos, nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; e Mariana Tiemi Golgatti, nutricionista da Estima Nutrição.

Coloque no prato

Imagem: iStock

Peixes de águas profundas
Consumir peixes de águas profundas com frequência ajuda a diminuir a inflamação causada pela artrite. Isso ocorre devido à presença do ômega 3, que interfere nas células imunológicas e enzimas responsáveis pela resposta inflamatória do organismo.

Pesquisas comprovaram que pessoas que comem regularmente peixes ricos em ômega 3 têm menor probabilidade de desenvolver artrite reumatoide. E quem possui a doença e consome peixes regularmente tem os sintomas reduzidos, como menos inchaço e dores nas articulações.

Além disso, os peixes possuem vitamina D e há estudos que relacionam a falta desse tipo de vitamina com o surgimento de artrite reumatoide. Invista em peixes como salmão, sardinha e truta.

Imagem: iStock

Alho
O alho é muito mais do que um tempero! O alimento que faz parte de diversas receitas possui propriedades anti-inflamatórias que ajudam a diminuir as crises de artrite.

Sabe-se que o alho possui fitoquímicos que diminuem a resposta inflamatória do organismo.

Além disso, o alho também tem ação antioxidante, ou seja, retira do corpo os chamados radicais livres, que estão associados a diversos mecanismos inflamatórios.

Imagem: iStock

Gengibre
O gengibre é considerado um poderoso alimento anti-inflamatório por conter gingerol. Por isso, ajuda na redução de diversos tipos de dores, como as que surgem com a artrite. O alimento possui componentes que ajudam a bloquear substâncias que promovem a inflamação no corpo.

Um estudo divulgado na publicação científica Arthritis & Rheumatology, mostrou que o extrato de gengibre foi eficaz em diminuir a dor de 261 pacientes que sofriam de osteoartrite no joelho.

Já na artrite reumatoide, que é uma doença autoimune, o gingerol também atua diminuindo ou inibindo a ação de células do sistema imunológico que desencadeiam o processo inflamatório.

O gengibre também potencializa os efeitos dos medicamentos anti-inflamatórios.

Imagem: iStock

Brócolis
Comer brócolis também é recomendado para quem sofre com a artrite.

O vegetal ajuda a reduzir as inflamações do organismo e possui sulforafano, que é uma substância que diminui a presença de algumas enzimas que são benéficas para a cartilagem.

O alimento também é rico em uma substância chamada quercetina, que tem ação antioxidante e também elimina do organismo os radicais livres que promovem a resposta inflamatória.

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Nozes
Esse tipo de oleoginosa possui ômega 3, o que contribui para diminuir a dor de pessoas com artrite. Consumir nozes reduz uma proteína ligada ao aumento de inflamações. Uma pesquisa divulgada na publicação científica Arthritis & Rheumatology comprovou que a suplementação com ômega 3 diminuiu a dor e reduziu o uso de medicamentos para artrite reumatoide.

Imagem: iStock

Espinafre
Da mesma forma que o brócolis, o espinafre tem ação antioxidante e é rico em vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo. Vale destacar a presença da vitamina A, E e selênio, que melhoram o sistema de defesa e reduzem a atividade inflamatória do corpo.

Imagem: iStock

Uvas
As uvas roxas são ricas em uma substância chamada resveratrol, potente antioxidante. Essa substância atua na inibição da cascata de reações inflamatórias e, também diminui a resposta imune na artrite reumatoide. Ela também previne o espessamento das articulações associadas à artrite.

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Azeite
O azeite de oliva é uma excelente fonte de gordura ômega 9, que tem ação benéfica em componentes do sistema imunológico, agindo na diminuição dos efeitos inflamatórios. O alimento é rico em gorduras monoinsaturadas e contém compostos ativos que estão associados à redução dos danos articulares causados pela artrite reumatoide.

Melhor evitar

Imagem: iStock

Açúcar
O açúcar, além de aumentar o peso e enfraquecer o sistema imunológico, mantém o estado inflamatório prolongado do corpo, principalmente em doenças autoimunes como a artrite reumatoide.

Além disso, sabe-se que as pessoas com artrite reumatoide que usam medicamentos corticoides aumentam a predisposição a desenvolver diabetes, o que pode ser evitado ao ser adotar uma dieta com controle do açúcar.

Imagem: iStock

Sal
Em excesso, o sal pode piorar a artrite, por isso uma das estratégias para auxiliar no tratamento é limitar o consumo. O sal potencializa a produção de um tipo de células, que em excesso pode entrar em conflito com o organismo e desencadear doenças autoimunes.

Vale lembrar que os alimentos ricos em sódio incluem enlatados, sopas prontas, temperos e caldos industrializados, embutidos, margarina, conservas e salgadinhos prontos. Outra questão importante é que alguns medicamentos podem levar à retenção de líquidos e o consumo de sal agrava o quadro.

Imagem: iStock

Carboidratos refinados
Assim como ocorre com o açúcar, os carboidratos refinados, como doces e massas, podem aumentar o peso e agravar o processo inflamatório do organismo. Por isso, quem tem artrite precisa consumir esse tipo de alimento com bastante moderação.

VivaBem no Verão – 2ª edição

O VivaBem está no litoral norte paulista com o VivaBem no Verão. São dois espaços na Riviera de São Lourenço com diversas opções da atividades físicas, lazer, cultura e comidas para você curtir o calor com a família ou os amigos. Saiba mais sobre o evento aqui e venha nos visitar!

Data: de 26 de dezembro de 2019 até o dia 09 de fevereiro de 2020, de quinta a domingo
Horário de funcionamento: das 9h até as 13h (praia) e das 17h até a 1h (arena)
Endereço arena: Av. Riviera, s/n, próximo ao shopping – Bertioga (SP)
Local do espaço na praia: canto direito da praia de Riviera de São Lourenço
Entrada: Gratuita

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/12/27/sofre-com-os-sintomas-de-artrite-veja-alimentos-que-reduzem-as-inflamacoes.htm

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