Dipirona: posologia, indicações e efeitos adversos

Dipirona

Dipirona: posologia, indicações e efeitos adversos

Solução Gotas 500 mg/mL: Frascos com 10 mL ou 20 mL.

DIPIRONA – Indicações

Este medicamento é indicado como antitérmico (para febre) e analgésico (para dor).

Contra indicações de DIPIRONA

A dipirona não deve ser administrada a pacientes: -com hipersensibilidade à dipirona ou a qualquer um dos componentes da formulação ou a outras pirazolonas ou a pirazolidinas (ex.

fenazona, propifenazona, fenilbutazona, oxifembutazona) incluindo, por exemplo, experiência prévia de agranulocitose com uma destas substâncias; -com função da medula óssea prejudicada (ex.

após tratamento citostático) ou doenças do sistema hematopoiético; -que tenham desenvolvido broncoespasmo ou outras reações anafilactóides (ex: urticária, rinite, angioedema) com analgésicos tais como salicilatos, paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno; -com porfiria hepática aguda intermitente (risco de indução de crises de porfiria); -com deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD) (risco de hemólise); -gravidez e lactação (vide “O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”). Este medicamento é contraindicado para menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg.

Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Advertências

ADVERTÊNCIAS Agranulocitose: induzida por dipirona é uma casualidade de origem imunoalérgica, durável por pelo menos 1 semana. Embora essa reação seja muito rara, pode ser grave e fatal. Não é dose-dependente e pode ocorrer em qualquer momento durante o tratamento.

Todos os pacientes devem ser advertidos a interromper o uso da medicação e consultar seu médico imediatamente se alguns dos seguintes sinais ou sintomas, possivelmente relacionados à neutropenia, ocorrerem: febre, calafrios, dor de garganta, ulceração na cavidade oral.

Em caso de ocorrência de neutropenia (menos de 1500 neutrófilos/mm3) o tratamento deve ser imediatamente descontinuado e a contagem sanguínea completa deve ser urgentemente controlada e monitorada até retornar aos níveis normais.

Pancitopenia: em caso de pancitopenia o tratamento deve ser imediatamente descontinuado e uma completa monitorização sanguínea deve ser realizada até normalização dos valores.

Todos os pacientes devem ser aconselhados a procurar atendimento médico imediato se desenvolverem sinais e sintomas sugestivos de discrasias do sangue (ex: mal estar geral, infecção, febre persistente, hematomas, sangramento, palidez) durante o uso de medicamentos contendo dipirona. Choque anafilático: essa reação ocorre principalmente em pacientes sensíveis.

Portanto, a dipirona deve ser usada com cautela em pacientes que apresentem alergia atópica ou asma (vide “Contraindicações”). Reações cutâneas graves: reações cutâneas com risco de vida, como síndrome de Stevens – Johnson (SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) têm sido relatadas com o uso de dipirona.

Se desenvolverem sinais ou sintomas de SSJ ou NET (tais como exantema progressivo muitas vezes com bolhas ou lesões da mucosa), o tratamento com a dipirona deve ser descontinuado imediatamente e não deve ser retomado. Os pacientes devem ser avisados dos sinais e sintomas e acompanhados de perto para reações de pele, particularmente nas primeiras semanas de tratamento.

PRECAUÇÕES Reações anafiláticas/anafilactoides Em particular, os seguintes pacientes apresentam risco especial para possíveis reações anafiláticas graves relacionadas à dipirona (vide “Contraindicações”): -pacientes com asma brônquica, particularmente aqueles com rinossinusite poliposa concomitante; -pacientes com urticária crônica; -pacientes com intolerância ao álcool, por exemplo, pacientes que reagem até mesmo a pequenas quantidades de bebidas alcoólicas, apresentando sintomas como espirros, lacrimejamento e rubor pronunciado da face. A intolerância ao álcool pode ser indicativa da síndrome de asma analgésica prévia não diagnosticada; -pacientes com intolerância a corantes (ex. tartrazina) ou a conservantes (ex. benzoatos). Antes da administração de dipirona, os pacientes devem ser questionados especificamente. Em pacientes que estão sob risco potencial para reações anafiláticas, a dipirona só deve ser administrada após cuidadosa avaliação dos possíveis riscos em relação aos benefícios esperados. Se a dipirona for administrada em tais circunstâncias, é requerido que seja realizado sob supervisão médica e em locais onde recursos para tratamento de emergência estejam disponíveis. Reações hipotensivas isoladas A administração de dipirona pode causar reações hipotensivas isoladas (vide Reações Adversas). Essas reações são possivelmente dose-dependentes e ocorrem com maior probabilidade após administração parenteral. Para evitar as reações hipotensivas graves desse tipo: -reverter a hemodinâmica em pacientes com hipotensão pré-existente, em pacientes com redução dos fluidos corpóreos ou desidratação, ou com instabilidade circulatória ou insuficiência circulatória incipiente; -deve-se ter cautela em pacientes com febre alta. Nestes pacientes, a dipirona deve ser utilizada com extrema cautela e a administração de dipirona em tais circunstâncias deve ser realizada sob cuidadosa supervisão médica. Podem ser necessárias medidas preventivas (como estabilização da circulação) para reduzir o risco de reação hipotensiva. A dipirona só deve ser utilizada sob cuidadoso monitoramento hemodinâmico em pacientes nos quais a diminuição da pressão sanguínea deve ser evitada, tais como pacientes com doença cardíaca coronariana grave ou estenose dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro. Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, recomenda-se que o uso de altas doses de dipirona seja evitado, uma vez que a taxa de eliminação é reduzida nestes pacientes. A dipirona atravessa a barreira placentária. Não existem evidências de que o medicamento seja prejudicial ao feto: a dipirona não apresentou efeitos teratogênicos em ratos e coelhos, e fetotoxicidade foi observada apenas com doses muito elevadas que foram tóxicas as mães. Entretanto, não existem dados clínicos suficientes sobre o uso de dipirona durante a gravidez. Recomenda-se não utilizar dipirona durante os primeiros 3 meses da gravidez. O uso de dipirona durante o segundo trimestre da gravidez só deve ocorrer após cuidadosa avaliação do potencial risco/benefício pelo médico. A dipirona não deve ser utilizada durante os 3 últimos meses da gravidez, uma vez que, embora a dipirona seja uma fraca inibidora da síntese de prostaglandinas, a possibilidade de fechamento prematuro do ducto arterial e de complicações perinatais devido ao prejuízo da agregação plaquetária da mãe e do recém-nascido não pode ser excluída. Lactação Os metabólitos da dipirona são excretados no leite materno. A lactação deve ser evitada durante e por até 48 horas após a administração de dipirona. Populações especiais Pacientes idosos: deve-se considerar a possibilidade das funções hepática e renal estarem prejudicadas. Crianças: menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg não devem ser tratadas com dipirona. É recomendada supervisão médica quando se administra dipirona a crianças pequenas. Outros grupos de risco: vide “Contraindicações” e “Advertências”. Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Para as doses recomendadas, nenhum efeito adverso na habilidade de se concentrar e reagir é conhecido. Entretanto, pelo menos com doses elevadas, deve-se levar em consideração que as habilidades para se concentrar e reagir podem estar prejudicadas, constituindo risco em situações onde estas habilidades são de importância especial (ex:, operar carros ou máquinas), especialmente quando álcool foi consumido. Sensibilidade cruzada Pacientes que apresentam reações anafilactoides à dipirona podem apresentar um risco especial para reações semelhantes a outros analgésicos não narcóticos.

Pacientes que apresentam reações anafiláticas ou outras imunologicamente-mediadas, ou seja, reações alérgicas (ex. agranulocitose) à dipirona podem apresentar um risco especial para reações semelhantes a outras pirazolonas ou pirazolidinas.

Interações medicamentosas de DIPIRONA

Ciclosporinas: a dipirona pode causar redução dos níveis plasmáticos de ciclosporina. As concentrações da ciclosporina devem, portanto, ser monitoradas quando a dipirona é administrada concomitantemente.

Metotrexato: a administração concomitante da dipirona com metotrexato pode aumentar a hematotoxicidade do metotrexato particularmente em pacientes idosos. Portanto, esta combinação deve ser evitada.

Ácido acetilsalicílico: a dipirona pode reduzir o efeito do ácido acetilsalicílico na agregação plaquetária, quando administrados concomitantemente. Portanto, essa combinação deve ser usada com precaução em pacientes que tomam baixa dose de ácido acetilsalicílico para cardioproteção.

Bupropiona: a dipirona pode causar a redução na concentração sanguínea de bupropiona. Portanto, recomenda-se cautela quando a dipirona e a bupropiona são administradas concomitantemente. Medicamento-alimentos: não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre alimentos e dipirona.

Medicamento-exames laboratoriais: foram reportadas interferências em testes laboratoriais que utilizam reações de Trinder (por exemplo: testes para medir níveis séricos de creatinina, triglicérides, colesterol HDL e ácido úrico) em pacientes utilizando dipirona.

Reações adversas / efeitos colaterais de DIPIRONA

Источник: https://bula.medicinanet.com.br/bula/1977/dipirona.htm

Nimesulida: o que é, para que serve, como tomar e cuidados

Dipirona: posologia, indicações e efeitos adversos
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A nimesulida vem em várias formas, mas todas exigem cautela. Foto: Deborah Maxx/SAÚDE é Vital

A nimesulida é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) com ação analgésica e antitérmica. Ou seja, ela serve para controlar dores leves a moderadas, combater inflamação e baixar a febre.

Quando usar

“Ela é utilizada contra dores articulares, como tendinite e bursite, desconforto muscular e de dente, inflamação de vias aéreas, como sinusite e dor de garganta ou cólicas”, exemplifica a farmacêutica Patrícia Moriel, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Há muitas possíveis indicações.

Mas, ao contrário de outros analgésicos, a nimesulida precisa de receita médica para ser comprada. “É um medicamento de tarja vermelha. Por isso, só deve ser consumido sob prescrição”, orienta Patrícia.

Há risco de reações adversas sérias, principalmente em certos grupos da população, que falaremos mais adiante.

Quanto tempo demora para fazer efeito

São, em média, 15 minutos para aliviar a dor. “Se for usada para febre, leva cerca de uma a duas horas”, relata a farmacêutica.

Tipos de nimesulida

Ela é encontrada em diversas formas de administração: comprimido, cápsula, gotas, gel e supositório. Entre as orais, a versão em gotas é absorvida mais rapidamente por não precisar ser dissolvida no estômago e intestino.

“O supositório é utilizado quando não é possível por via oral. A absorção também é gastrointestinal”, informa a professora.

Já a versão em gel entra em cena quando o objetivo é gerar uma ação local. “Nós passamos na pele quando ocorre uma entorse, por exemplo. A absorção é um pouco menor”, explica Patrícia.

Essas diferentes opções reforçam a necessidade de uma consulta com o profissional de saúde.

Diferença entre a nimesulida e outros analgésicos, e anti-inflamatórios

Uma já falamos: ela só pode ser consumida sob prescrição médica. Mas não para por aí.

Entre os anti-inflamatórios, a nimesulida é mais potente que o ácido acetilsalicílico (AAS). Por outro lado, não tem grande vantagem em relação ao diclofenaco e o ibuprofeno.

“Sua atividade contra a febre possui a mesma eficácia que a dipirona sódica e o diclofenaco. Porém, é um pouco melhor que a do paracetamol”, complementa a Patrícia.

No fim das contas, o médico é quem vai decidir se esse AINE é o melhor para a situação, após analisar as condições de cada paciente.

Nomes comerciais de nimesulida

A nimesulida é, na verdade, um princípio ativo que pode ser encontrado em diferentes caixinhas na farmácia — inclusive entre genéricos. Dá para achá-la como:

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• Arflex• Cimelide• Nimesilam• Scaflam

• Entre outros muitos nomes

Crianças, idosos e grávidas podem usar? Quem deve evitar

A nimesulida não pode ser utilizada antes dos 12 anos. “E para adolescentes, ela não é recomendada como parte do tratamento de infecções virais”, ensina Patrícia.

Mulheres que estão amamentando ou tentando engravidar devem evitá-la. Em gestantes, esse remédio só é liberado sob orientação e acompanhamento próximo de um médico ou cirurgião-dentista.

Aos pacientes idosos, o ideal é indicar outra droga. “O uso de anti-inflamatórios na terceira idade é complicado, porque há risco de hemorragia e perfuração gastrointestinal, além de maior possibilidade de comprometer rins, coração e fígado”, alerta a especialista.

Se não tiver jeito, a utilização precisa ser por curto período e monitorada de perto.

Há outros grupos com contraindicação: portadores de distúrbios gastrointestinais e de coagulação, alérgicos as componentes do medicamento ou a outros analgésicos e pacientes com problemas hepáticos, renais, cardíacos e respiratórios.

Por fim, a nimesulida não é recomendada em caso de suspeita de dengue por favorecer hemorragias. Leia a bula e converse sobre a droga com o profissional que a prescreveu.

Efeitos colaterais da nimesulida

Os efeitos adversos mais comuns são diarreias, náusea e vômito. Coceira, erupção cutânea e sudorese também ocorrem, mas em menor frequência. Entre as reações mais graves (e bem menos comuns), temos hemorragia e retenção urinária.

Se você perceber qualquer sintoma suspeito, suspenda a medicação e procure o médico.

O que acontece se houver superdosagem

“Em casos de superdosagem, usualmente os pacientes sofrem com letargia, sonolência, náusea, vômito, dores, tontura, sangramento gastrointestinal, aumento da pressão arterial, insuficiência renal e até coma”, avisa Patrícia.

Caso isso ocorra, procure o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciat) mais próximo.

É importante pontuar que não existe antídoto para a nimesulida. O que se faz em casos de intoxicação é lavagem gástrica, seguida de monitoramento das funções renais e hepáticas.

Precauções e advertências

O ideal é ingerir após as refeições para diminuir a probabilidade de desconforto gástrico. “Se possível, tome com um copo de água, mas não tem problema em beber leite. Não há interação com alimentos”, afirma a expert.

É necessário interromper o consumo de álcool no período de administração. E não deixe de informar seu médico sobre remédios de uso contínuo para avaliar se a nimesulida é a melhor escolha. Sim, existe risco de interação medicamentosa, principalmente com anticoagulantes e anti-hipertensivos.

Diante de tantos detalhes, fica clara a necessidade de uma consulta antes de recorrer ao medicamento em questão.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/nimesulida/

Novalgina (dipirona)

Dipirona: posologia, indicações e efeitos adversos

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

A 4Medic não vende nenhum tipo de medicamento

Apresentação de Novalgina (dipirona)

Comprimidos 500 mg: embalagem com 30, 100 ou 240.

Comprimidos 1 g: embalagem com 10, 100.

Novalgina (dipirona) – Indicações

Este medicamento é indicado como analgésico e antitérmico.

Contra-indicações de Novalgina (dipirona)

NOVALGINA não deve ser administrada a pacientes: -com hipersensibilidade à dipirona ou a qualquer um dos componentes da formulação ou a outras pirazolonas ou a pirazolidinas (ex.

fenazona, propifenazona, fenilbutazona, oxifembutazona) incluindo, por exemplo, experiência prévia de agranulocitose com uma destas substâncias; -com função da medula óssea prejudicada (ex.

após tratamento citostático) ou doenças do sistema hematopoiético; -que tenham desenvolvido broncoespasmo ou outras reações anafilactoides (ex: urticária, rinite, angioedema) com analgésicos tais como salicilatos, paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno.

-com porfiria hepática aguda intermitente (risco de indução de crises de porfiria); -com deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD) (risco de hemólise);

-gravidez e lactação (vide ?O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO??).

Este medicamento é contraindicado para menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg. Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Interações medicamentosas de Novalgina (dipirona)

Ciclosporinas: a dipirona pode causar redução dos níveis plasmáticos de ciclosporina.

As concentrações da ciclosporina devem, portanto, ser monitoradas quando a dipirona é administrada concomitantemente.

Metotrexato: a administração concomitante da dipirona com metotrexato pode aumentar a hematotoxicidade do metotrexato particularmente em pacientes idosos. Portanto, esta combinação deve ser evitada.

Ácido acetilsalicílico: a dipirona pode reduzir o efeito do ácido acetilsalicílico na agregação plaquetária, quando administrados concomitantemente. Portanto, essa combinação deve ser usada com precaução em pacientes que tomam baixa dose de ácido acetilsalicílico para cardioproteção.

Bupropiona: a dipirona pode causar a redução na concentração sanguínea de bupropiona. Portanto, recomenda- se cautela quando a dipirona e a bupropiona são administradas concomitantemente.

Medicamento-alimentos: não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre alimentos e dipirona.

Medicamento-exames laboratoriais: foram reportadas interferências em testes laboratoriais que utilizam reações de Trinder (por exemplo: testes para medir níveis séricos de creatinina, triglicérides, colesterol HDL e ácido úrico) em pacientes utilizando dipirona.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Novalgina (dipirona)

Источник: https://noticias.4medic.com.br/bula/novalgina-dipirona/

Dipirona: Para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Dipirona: posologia, indicações e efeitos adversos

A dipirona é um medicamento analgésico, antipirético e espasmolítico, muito utilizado no tratamento de dores e febre, normalmente provocadas por gripes e resfriados, por exemplo.

A dipirona pode ser comprada nas farmácias convencionais com o nome comercial de Novalgina, Anador, Baralgin, Magnopyrol ou Nofebrin, sob a forma de gotas, comprimidos, supositório ou como solução injetável, por um preço que pode variar entre 2 a 20 reais, dependendo da dosagem e da forma de apresentação.

A Dipirona está indicada para o tratamento da dor e da febre. Os efeitos analgésico e antipirético podem ser esperados em 30 a 60 minutos após a administração e geralmente duram cerca de 4 horas. 

Como tomar

A posologia depende da forma farmacêutica que é utilizada:

1. Comprimido simples 

A dose recomendada para adultos e adolescentes acima de 15 anos é de 1 a 2 comprimidos de 500 mg ou 1 comprimido de 1000 mg até 4 vezes ao dia.  Este medicamento não deve ser mastigado.

2. Comprimido efervescente

O comprimido deve ser dissolvido em meio copo de água e deve-se beber imediatamente após o término da dissolução. A dose recomendada é de 1 comprimido até 4 vezes ao dia.

3. Solução oral 500 mg/mL

A dose recomendada para adultos e adolescentes acima de 15 anos é de 20 a 40 gotas em dose única ou até o máximo de 40 gotas, 4 vezes ao dia. Para crianças, a dose deve-se adaptar ao peso e idade, segundo a tabela a seguir:

Peso (média de idade) DoseGotas 
5 a 8 kg (3 a 11 meses) 

Dose única 

Dose máxima

2 a 5 gotas

20 (4 tomas x 5 gotas) 

9 a 15 kg (1 a 3 anos)

Dose única 

Dose máxima

3 a 10 gotas 

40 (4 tomas x 10 gotas) 

16 a 23 kg (4 a 6 anos) 

Dose única 

Dose máxima

5 a 15 gotas 

60 (4 tomas x 15 gotas) 

24 a 30 kg (7 a 9 anos)

Dose única 

Dose máxima

8 a 20 gotas

80 (4 tomas x 20 gotas) 

31 a 45 kg (10 a 12 anos) 

Dose única 

Dose máxima

10 a 30 gotas 

120 (4 tomas x 30 gotas) 

46 a 53 kg (13 a 14 anos) 

Dose única 

Dose máxima

15 a 35 gotas 

140 (4 tomadas x 35 gotas) 

Crianças menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg não devem ser tratadas com Dipirona.

4. Solução oral 50 mg/mL

A dose recomendada para adultos e adolescentes acima de 15 anos é de 10 a 20 mL, em dose única ou até o máximo de 20 mL, 4 vezes ao dia. Para crianças, a dose deve ser administrada conforme peso e idade, conforme a tabela abaixo: 

Peso (média de idade) DoseSolução oral (em mL)

5 a 8 kg (3 a 11 meses)

Dose única

Dose máxima

1,25 a 2,5

10 (4 tomas x 2,5 mL)

9 a15 kg (1 a 3 anos)

Dose única

Dose máxima

2,5 a 5 

20 (4 tomas x 5 mL) 

16 a 23 kg (4 a 6 anos) 

Dose única

Dose máxima

3,75 a 7,5 

30 (4 tomas x 7,5 mL) 

24 a 30 kg (7 a 9 anos) 

Dose única

Dose máxima

5 a 10 

40 (4 tomadas x 10 mL) 

31 a 45 kg (10 a 12 anos)

Dose única

Dose máxima

7,5 a 15 

60 (4 tomadas x 15 mL) 

46 a 53 kg (13 a 14 anos) 

Dose única

Dose máxima

8,75 a 17,5 

70 (4 tomadas x 17,5 mL)

Crianças menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg não devem ser tratadas com Dipirona. 

5. Supositório

Os supositórios devem ser aplicados por via retal, da seguinte forma:

  1. Manter sempre a embalagem do supositório em local fresco;
  2. Caso os supositórios se apresentem amolecidos pelo calor, deve-se mergulhar a embalagem de alumínio por alguns segundos em água gelada para que voltem à consistência original;
  3. Seguindo o picote na embalagem de alumínio deve-se destacar apenas o supositório a ser utilizado;
  4. Antes de aplicar o supositório, deve-se lavar bem as mãos e, se possível, desinfetá-las com álcool;
  5. Com o dedo polegar e o indicador, deve-se afastar as nádegas e introduzir o supositório no orifício anal e de seguida, comprimir suavemente uma nádega contra a outra, durante alguns segundos, para evitar que o supositório volte.

A dose recomendada é de 1 supositório, até 4 vezes ao dia. Se o efeito de uma única dose for insuficiente ou após o efeito analgésico ter diminuído, a dose pode ser repetida respeitando-se a posologia e a dose máxima diária.

6. Solução injetável

A dipirona injetável pode ser administrada por via intravenosa ou intramuscular, com a pessoa deitada e sob supervisão médica. Além disto, a administração intravenosa deve ser muito lenta, a uma velocidade de infusão que não exceda 500 mg de dipirona por minuto, para prevenir reações hipotensivas.

A dose recomendada em adultos e adolescentes acima de 15 anos é de 2 a 5 mL em dose única, até uma dose máxima diária de 10 mL. Em crianças e lactentes, a dose recomendada depende do peso, como representado na seguinte tabela:

PesoDose (em mL)
Lactentes de 5 a 8 kg 0,1 – 0,2 mL 
Crianças de 9 a 15 kg0,2 – 0,5 mL
Crianças de 16 a 23 kg 0,3 – 0,8 mL 
Crianças de 24 a 30 kg 0,4 – 1,0 mL 
Crianças de 31 a 45 kg 0,5 – 1,5 mL
Crianças de 46 a 53 kg 0,8 – 1,8 mL 

Caso a administração parenteral de dipirona seja considerada em lactentes de 5 a 8 kg, deve-se utilizar apenas a via intramuscular.

Como funciona

A dipirona é uma substância com efeitos analgésico, antipirético e espasmolítico. A dipirona é uma pró-droga, o que significa que só se torna ativa depois de ser ingerida e metabolizada.

Alguns estudos sugerem que os metabolitos ativos da dipirona agem através da inibição das enzimas ciclo-oxigenase (COX-1, COX-2 e COX-3), da inibição da síntese de prostaglandinas, preferencialmente no sistema nervoso central e da dessensibilização dos receptores da dor periféricos, envolvendo atividade via óxido nítrico-GMPc no receptor da dor.

Possíveis efeitos Colaterais 

Os efeitos colaterais da Dipirona incluem urticária, pressão baixa, distúrbios renais e urinários, distúrbios vasculares e reação alérgica grave.

Quem não deve usar

A Dipirona está contraindicada na gravidez, amamentação e em pessoas com alergia à dipirona sódica ou a qualquer um dos componentes da fórmula, asma, porfiria aguda do fígado intermitente e deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase.

Pacientes que tenham desenvolvido broncoespasmo ou outras reações anafiláticas com analgésicos, tais como salicilatos, paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina e naproxeno, também não devem ingerir dipirona sódica.

Em casos de febre, a partir de que temperatura se deve tomar dipirona?

A febre é um sintoma que só precisa de ser controlada se causar desconforto ou se comprometer o estado geral da pessoa. Assim, a dipirona só deve ser usada nessas situações ou caso seja indicado pelo médico.

Источник: https://www.tuasaude.com/dipirona/

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