Disartria: o que é, tipos e tratamento

Disartria: o que é, tipos e tratamento

Disartria: o que é, tipos e tratamento

Disartria é uma alteração da fala, geralmente, provocada por um distúrbio neurológico, como um AVC, paralisia cerebral, doença de Parkinson, miastenia gravis ou esclerose lateral amiotrófica, por exemplo.

Uma pessoa com disartria não consegue articular e pronunciar bem as palavras devido a uma alteração no sistema responsável pela fala, envolvendo músculos da boca, língua, laringe ou cordas vocais, o que pode proporcionar dificuldades na comunicação e isolamento social.

Para tratar a disartria, é importante a realização de exercícios de fisioterapia e acompanhamento com fonoaudiologista, como forma de exercitar a linguagem e melhorar os sons emitidos, sendo também essencial que o médico identifique e trate o que provocou esta alteração.

Como identificar

Na disartria existe uma alteração na produção das palavras, com dificuldades para movimentar a língua ou os músculos da face, gerando sinais e sintomas como fala lenta, arrastada ou pastosa. Em outros casos, a fala pode estar acelerada ou balbuciada, assim como pode estar muito baixa ou sussurrada.

Além disso, a disartria pode estar acompanhada de outras alterações neurológicas, como a disfagia, que é dificuldade em deglutir os alimentos, a dislalia, que é alteração na pronúncia das palavras, ou mesmo uma afasia, que é a alteração na expressão ou na compreensão da linguagem. Entenda o que é a dislalia e como tratar.

Tipos de disartria

Existem diferentes tipos de disartria, e suas características podem variar de acordo com o local e o tamanho da lesão neurológica ou a doença que provoca o problema. Os principais tipos incluem:

  • Disartria flácida: é uma disartria que, geralmente, produz uma voz rouca, com pouca força, anasalada e com a emissão imprecisa das consoantes. Costuma acontecer em doenças que provocam lesão no neurônio motor inferior, como miastenia gravis ou paralisia bulbar, por exemplo;
  • Disartria espástica: também costuma provocar uma voz anasalada, com consoantes imprecisas, além de vogais distorcidas, gerando uma voz tensa e “estrangulada”. Pode estar acompanhada de espasticidade e reflexos anormais dos músculos da face. Mais frequente em lesões do nervo motor superior, como acontece em um traumatismo crânio-encefálico;
  • Disartria atáxica: esta disartria pode provocar uma voz áspera, com variações na entonação dos acentos, havendo uma fala lentificada e um tremor nos lábios e língua. Pode lembrar a fala de alguém alcoolizado. Costuma surgir nas situações em que há lesões relacionadas à região do cerebelo;
  • Disartria hipocinética: há uma voz rouca, soprosa e trêmula, com imprecisão na articulação, havendo também alteração na velocidade da fala e tremor de lábio e língua. Pode ocorrer em doenças que provocam alterações na região do cérebro chamada gânglios da base, mais comum na doença de Parkinson;
  • Disartria hipercinética: ocorre uma distorção na articulação das vogais, provocando uma voz áspera e com interrupção na articulação das palavras. Pode acontecer em casos de lesão do sistema nervoso extrapiramidal, frequentes em casos de coréia ou distonia, por exemplo.
  • Disartria mista: apresenta alterações características de mais de um tipo de disartria, e pode acontecer em diversas situações, como na esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica ou traumatismo crânio-encefálico, por exemplo.

Para identificar a causa da disartria, o neurologista irá avaliar os sintomas, o exame físico, e solicitar exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroencefalograma, punção lombar e estudo neuropsicológico, por exemplo, que detectam as principais alterações relacionadas ou que provocam esta alteração na fala.

Como é feito o tratamento

O tratamento depende da causa e da gravidade da disartria, sendo que o médico poderá indicar cirurgias para corrigir alterações anatômicas ou remover um tumor, ou indicar o uso de medicamentos para aliviar os sintomas, como no caso da doença de Parkinson, por exemplo.

No entanto, a principal forma de tratamento é feito com terapias de reabilitação, com técnicas de fonoaudiologia para melhorar a emissão da voz, regular a intensidade, articular melhor as palavras, exercitar a respiração ou, até, programar formas alternativas de comunicação. Exercícios de fisioterapia também são muito importantes para melhorar a mobilidade da articulação da mandíbula e ajudar fortalecer os músculos da face.

Источник: https://www.tuasaude.com/o-que-e-disartria/

Disartria: sintomas, tratamentos e causas

Disartria: o que é, tipos e tratamento

Disartria é definida como a dificuldade de utilizar os músculos da fala, ou então a fraqueza destes. Embora disartria pareça ser um problema de linguagem, é realmente um problema motor. Pode ser causada por danos no tronco cerebral ou às fibras nervosas que ligam a camada externa do cérebro (córtex cerebral) ao tronco cerebral.

Pessoas que têm disartria produzem sons que se aproximam ao real som das palavras, e na ordem correta. A fala pode ser ofegante, irregular, imprecisa e com tons monótonos ou de vibração, dependendo do local em que ocorreu o dano cerebral. Pelo fato de a capacidade para compreender e usar a linguagem não ser afetada, a maioria das pessoas com disartria pode ler e escrever normalmente.

Causas

Entre as possíveis causas de disartria estão:

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Fatores de risco

Disartria pode afetar crianças e adultos. Você está em maior risco de sofrer com disartria se:

  • Está no grupo de risco para AVC
  • Tem alguma doença neurodegenerativa
  • Tem uma doença neuromuscular
  • Abusa de álcool ou drogas
  • Está com a saúde debilitada.

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Sintomas de Disartria

Os sintomas da disartria podem variar, a depender da causa subjacente e local afetado. Os sinais mais comuns são:

  • Fala arrastada
  • Ritmo lento de fala
  • Incapacidade de falar mais alto do que um sussurro
  • Discurso muito rápido e difícil de entender
  • Voz rouca
  • Voz anasalada
  • Ritmo irregular ou anormal de fala
  • Voz com volume irregular
  • Fala monótona
  • Dificuldade em mover a língua ou músculos faciais
  • Babar.

Buscando ajuda médica

Disartria pode ser sinal de uma doença grave subjacente. Marque uma consulta médica se experimentar mudanças súbitas ou inexplicáveis na sua capacidade de falar claramente.

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar disartria são:

  • Clínico geral
  • Fonoaudiólogo
  • Neurologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Os sintomas são contínuos ou ocasionais?
  • Quão graves são os sintomas?
  • O que, se alguma coisa, parece melhorar os sintomas?
  • O que, se alguma coisa, parece piorar os sintomas?

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Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para disartria, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual a causa mais provável para os sintomas?
  • Quais as outras causas possíveis para os sintomas?
  • Que tipos de testes são necessários?
  • Devo consultar um especialista?
  • Há algum material impresso que posso levar comigo? Quais sites você recomenda?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

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Diagnóstico de Disartria

Vários exames podem identificar e diagnosticar a causa da disartria.

Um fonoaudiólogo irá avaliar a gravidade da doença. Um patologista vai estudar como você fala e avaliar como você mover seus lábios, língua e músculos faciais. Aspectos de sua qualidade de voz e respiração também vai contribuir para o estudo.

Após o seu primeiro exame, o médico pode solicitar qualquer um dos seguintes testes:

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  • Ressonância magnética
  • Tomografia computadorizada
  • Eletroencefalograma
  • Eletromiograma
  • Estudo da condução nervosa para medir a força e rapidez com que os nervos enviam sinais elétricos
  • Exames de sangue e urina
  • Punção lombar
  • Biópsia do cérebro
  • Estudo da deglutição
  • Testes neuropsicológicos para avaliar suas habilidades cognitivas.

Tratamento de Disartria

O tratamento depende da causa, tipo e gravidade da disartria. Entre as opções de tratamento estão terapia para exercitar a linguagem, medicamentos para tratar condições que possam estar causando a disartria e cirurgia para retirada de um tumor ou correção de alguma alteração anatômica.

Os objetivos dos tratamentos incluem:

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  • Retardar ou acelerar a velocidade da fala
  • Melhorar a respiração para que a pessoa possa falar mais alto
  • Fortalecimento dos músculos
  • Melhorar os movimentos da língua e dos lábios
  • Melhorar a produção dos sons da fala, de modo que ela fique mais clara
  • Ensinar cuidadores, familiares e professores estratégias para melhor se comunicar com o paciente
  • Em casos graves, ensinar meios alternativos de comunicação (por exemplo gestos, placas com as letras do alfabeto ou equipamento eletrônico).

Medicamentos para Disartria

Os medicamentos mais usados para o tratamento de disartria são:

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Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

É importante que tanto a pessoa com disartria quanto aquelas com quem ela se comunica trabalhem para melhorar as interações. Aqui estão algumas dicas para ajudar nesse processo:

  • Introduza o tópico com uma única palavra ou frase curta antes de começar a falar em sentenças mais completas
  • Certifique-se de que os ouvintes estão entendendo
  • Fale devagar e em voz alta (tanto quando possível)
  • Faça pausas com frequência
  • Tente reduzir a quantidade de conversas quando se sentir cansado ou quando o seu discurso será mais difícil de entender
  • Tente usar outros métodos de comunicação se a fala é difícil ou frustrante.

Crianças podem precisar de ajuda adicional para se lembrar de usar essas estratégias.

  • Tente reduzir as distrações e ruídos de fundo
  • Preste atenção no interlocutor
  • Observe os gestos ou movimentos labiais da pessoa enquanto ela fala
  • Deixe o orador saber caso você esteja com dificuldade em entender
  • Repita apenas a parte da mensagem que você entendeu de modo que o orador não precise repetir a sentença completa
  • Se você ainda não entendeu a mensagem, faça perguntas cujas respostas sejam sim ou não, para que o paciente não precise falar muito.

Complicações possíveis

Disartria pode causar algumas complicações, incluindo:

  • Dificuldades na comunicação
  • Problemas com interações sociais
  • Depressão, devido a frustração causada pelos sintomas.

Disartria tem cura?

Trabalhar com um profissional da fonoaudiologia pode ajudar a melhorar as habilidades na fala e entendimento por parte das outras pessoas. Segundo a Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição, cerca de dois terços dos adultos com doença do sistema nervoso central aumentam suas habilidades de fala após a intervenção fonoaudiológica.

Referências

Ministério da Saúde

Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição

Manual Merck

Mayo Clinic

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/disartria

Você sabe o que é disartria?

Disartria: o que é, tipos e tratamento

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sexta-feira, 29 de abril de 2016 – Atualizado em 03/05/2016

A disartria1 é um distúrbio neurológico caracterizado pela dificuldade de articular os músculos2 da fala, o que implica numa dificuldade na produção de fonemas. De uma maneira leiga, a disartria1 costuma ser referida como “fala enrolada,” à semelhança com a fala de uma pessoa alcoolizada.

Quais são as causas da disartria1?

A disartria1 pode ser causada por danos no tronco cerebral3 e/ou nas fibras nervosas que ligam a camada externa do cérebro4 ao tronco cerebral3, devido a uma lesão5 cortical ou periférica (paralisia6 dos órgãos de fonação).

Dentre as principais condições clínicas que podem causar disartria1, destacam-se os acidentes vasculares7 cerebrais, os traumatismos crânio8 encefálicos, algumas doenças neurológicas como a doença de Parkinson9 ou a doença de Huntington e algumas doenças neuromusculares progressivas como a miastenia10 gravis ou a esclerose11 lateral amiotrófica.

Quais são as principais características clínicas da disartria1?

Embora pareça ser um problema de linguagem, a disartria1 é, na verdade, um problema motor. A extensão e a localização da lesão5 podem condicionar o tipo e a gravidade da disartria1.

A fala disártrica produz sons que se aproximam do som normal das palavras, mas a fala pode tornar-se ofegante, irregular, imprecisa e com tons monótonos ou de muita vibração.

A maioria das pessoas com disartria1 consegue ler e escrever normalmente, uma vez que a capacidade para compreender e usar a linguagem não são afetadas, afinal, trata-se de um problema motor e não cognitivo12. Os sintomas13 da disartria1 podem variar dependendo da causa subjacente e do local afetado.

Os sinais14 mais comuns da disartria1 são fala lenta, monótona, arrastada, “pastosa”, anasalada e com flutuações incontroladas do volume, discurso muito rápido e dificuldade em mover a língua15 ou os músculos faciais16. Um paciente com disartria1 também pode exagerar o movimento dos músculos2, dos lábios e do maxilar ao falar. Uma dificuldade de deglutição17 faz com que essas pessoas geralmente babem.

Como o médico diagnostica a disartria1?

Deve ser diagnosticada não só a existência ou não da disartria1, mas também a causa dela. Vários exames e especialistas devem ser envolvidos para identificar a causa desta condição: um fonoaudiólogo irá avaliar a gravidade da doença; um neurologista18 vai estudar como o paciente move seus lábios, língua15 e músculos faciais16.

Aspectos da qualidade da voz e da respiração do paciente também contribuirão para o estudo.

Dependendo do caso, o médico poderá solicitar exames como ressonância magnética19, tomografia computadorizada20, eletroencefalograma21, estudo da condução nervosa, exames de sangue22 e urina23, punção lombar, biópsia24 do cérebro4, estudo da deglutição17 e testes neuropsicológicos para avaliar as habilidades cognitivas do paciente.

Como o médico trata a disartria1?

O tratamento da disartria1 depende da sua causa, tipo e gravidade.

Entre as opções disponíveis para o tratamento estão terapia para exercitar a linguagem, tratamento das condições subjacentes e, eventualmente, cirurgia para retirada de um tumor25 ou correção de alguma alteração anatômica.

Os objetivos dos tratamentos incluem melhorar a produção dos sons da fala, fortalecer os músculos2 da fala, melhorar os movimentos da língua15 e dos lábios e, em casos graves, ensinar meios alternativos de comunicação.

Como evolui a disartria1?

Muitos adultos com doença do sistema nervoso central26 aumentam suas habilidades de fala após a intervenção fonoaudiológica. Embora nem sempre, a disartria1 pode ser sinal27 de uma doença subjacente grave.

Como prevenir a disartria1?

Nem sempre a disartria1 pode ser evitada, mas é possível reduzir os fatores de risco para algumas causas de disartria1.

Deve-se controlar a pressão arterial28 e o colesterol29; parar de fumar, se for o caso; controlar o diabetes30, se existir; praticar exercícios regulares, manter o peso dentro da normalidade, manter uma dieta saudável, tratar uma eventual apneia obstrutiva do sono31 e limitar o consumo de álcool.

Quais são as complicações possíveis da disartria1?

A disartria1 pode causar algumas complicações, como dificuldades na comunicação, problemas com interações sociais ou depressão.

ABCMED, 2016. Você sabe o que é disartria?. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2021.

Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

1 Disartria: Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta (dificuldade na produção de fonemas). Entre as suas principais causas estão as lesões nos nervos centrais e as doenças neuromusculares.

2 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.

3 Tronco Cerebral: Parte do encéfalo que conecta os hemisférios cerebrais à medula espinhal. É formado por MESENCÉFALO, PONTE e MEDULA OBLONGA.

4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.

5 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo.

Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais.

Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.

6 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.

7 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.

8 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana

9 Doença de Parkinson: Doença degenerativa que afeta uma região específica do cérebro (gânglios da base), e caracteriza-se por tremores em repouso, rigidez ao realizar movimentos, falta de expressão facial e, em casos avançados, demência. Os sintomas podem ser aliviados por medicamentos adequados, mas ainda não se conhece, até o momento, uma cura definitiva.

10 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).

11 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc.

, devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3.

Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.

12 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3.

Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4.

Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.

13 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença.

Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal.

A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

14 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.

16 Músculos Faciais: Músculos da expressão facial ou músculos miméticos; os numerosos músculos supridos pelo nervo facial fixados à pele da face e que a movimentam. A NA também inclui alguns músculos mastigadores nesse grupo. (Stedman, 25ª ed) Sinônimos: Músculos Miméticos

17 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.

18 Neurologista: Médico especializado em problemas do sistema nervoso.

19 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.

21 Eletroencefalograma: Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.

22 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo.

Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares).

Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.

23 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.

25 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.

26 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.

27 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.

28 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.

29 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona).

O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol.

VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).

30 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.

31 Apnéia obstrutiva do sono: Pausas na respiração durante o sono.

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Источник: https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/828344/voce+sabe+o+que+e+disartria.htm

Disartria: causas, sintomas, tipos e tratamento

Disartria: o que é, tipos e tratamento

Os distúrbios da comunicação incluem alterações como dislalia, gagueira e distúrbio fonológico, mais conhecido como disartria . O sinal básico que leva ao diagnóstico de disartria é a presença de uma dificuldade acentuada na articulação adequada dos fonemas devido a problemas musculares.

Neste artigo, descreveremos as causas e sintomas dos principais tipos de disartria . Além disso, explicaremos sinteticamente em que consistem os tratamentos mais comuns para esse distúrbio.

O que é disartria?

A disartria é um distúrbio que afeta os músculos da fala : lábios, língua, cordas vocais e / ou diafragma.

A dificuldade em controlar esses músculos ou sua fraqueza significa que as pessoas com disartria não conseguem articular os fonemas corretamente, por isso têm problemas de pronúncia ou falam mais lentamente do que o normal. Ao contrário da afasia motora , é uma alteração da pronúncia e não da linguagem.

O termo “disartria” vem do grego e pode ser traduzido literalmente como “mau funcionamento articulatório”. É um distúrbio da fala e não um distúrbio da linguagem; Isso significa que o problema não ocorre no nível cognitivo, mas nas fases posteriores da produção sonora. Quando a pessoa é completamente incapaz de articular sons, falamos sobre anartria.

O DSM-IV coleta disartria sob o rótulo “Desordem fonológica” , enquanto no DSM-5 é chamado “Desordem dos sons da fala”. O critério básico para o diagnóstico de acordo com essas classificações é que a pessoa é incapaz de emitir fonemas que se espera que aprendam a se articular em uma certa idade.

Causas deste distúrbio

A disartria pode ter muitas causas diferentes. Entre os mais comuns estão os distúrbios do sistema nervoso, como lesões e tumores no cérebro ou embolias que paralisam a face ou a língua. Quando ocorre desde o nascimento, geralmente é uma consequência da paralisia cerebral ou distrofia muscular.

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Certas alterações favorecem o aparecimento de sintomas de disartria na idade adulta, como esclerose lateral amiotrófica ou doenças de Parkinson , Huntington e Wilson. Alguns medicamentos também podem causar disartria, especialmente sedativos e narcóticos potentes ; Nestes casos, a interrupção do consumo alivia o distúrbio.

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Sintomas e sinais

Os sintomas e sinais desse distúrbio podem variar dependendo da causa e do tipo de disartria. Entre os mais comuns estão os seguintes:

  • Dificuldade em mover os músculos do rosto, lábios e língua.
  • Pronúncia ruim .
  • Prosódia Monótona
  • Sino alterado
  • Fale muito devagar ou rápido.
  • Voz nasal ou rouca .
  • Volume excessivamente alto ou baixo.
  • Ritmo irregular (por exemplo, fala interrompida).
  • Dificuldades respiratórias associadas

Em relação às dificuldades de pronúncia, geralmente são detectados quatro tipos principais de erros: substituição, omissão, inserção e distorção . A substituição, que consiste em substituir o fonema correto por um errado, é a mais frequente, principalmente quando se pronuncia “d” ou “g” em vez de “r”.

Enquanto a articulação das consoantes é afetada em todos os casos de disartria, a pronúncia inadequada das vogais é considerada um indicador de gravidade .

1. Espástico

A disartria espástica é devida a lesões nos tratos piramidais , relacionadas ao controle motor fino dos músculos da face e pescoço.

Nesse tipo de disfasia, ocorre hipernasalidade e aumentos repentinos no volume da fala. A vocalização tende a ser tensa e forçada.

2. Ataxic

As lesões no cerebelo causam disartria atáxica, cujos sinais mais característicos são a presença de uma prosódia plana e monótona e uma vocalização lenta e descoordenada, semelhante à que ocorre no estado de intoxicação. O discurso típico desse tipo de disartria às vezes tem sido descrito como “explosivo”.

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3. Flácido

Nesse tipo de disartria, o nervo vago é afetado , o que permite o movimento da laringe e, portanto, das cordas vocais. Disfunções também ocorrem em outros músculos faciais.

Nos casos de disartria flácida, os músculos podem se atrofiar ou paralisar parcialmente, causando espasmos, babando e tensão muscular.

4. Hipercinéticos

A disartria hipercinética é normalmente causada por lesões nos gânglios da base , estruturas subcorticais envolvidas em movimentos involuntários.

Os sintomas desse tipo de disartria são semelhantes aos da espástica: a voz tende a ter uma qualidade grosseira e a hipernasalidade também ocorre .

5. Hipocinético

Em geral, a disartria hipocinética aparece como uma conseqüência da doença de Parkinson , embora também seja comum que a causa seja o uso continuado de medicamentos antipsicóticos .

Nesse caso, o volume é geralmente muito baixo, o timbre plano e a prosódia monótona. A redução na velocidade de movimento causada por danos na região conhecida como substância negra explica esses sintomas.

6. Misto

Essa categoria é usada quando as características clínicas são uma combinação de mais de um dos tipos de disartria que descrevemos. A disartria mista é devida a efeitos em diferentes sistemas motores .

Tratamento e intervenção

O tratamento da disartria depende muito das alterações causadas pelo distúrbio, pois, quando possível, a correção da causa final elimina os sintomas . No entanto, existem intervenções para melhorar a fala nos casos em que o problema subjacente não pode ser modificado.

Os principais objetivos da terapia fonoaudiológica nos casos de disartria são fortalecer os músculos envolvidos na fala, melhorar a respiração, obter pronúncia adequada e facilitar a comunicação entre a pessoa afetada e seus seres próximos.

Nos casos em que o comprometimento da fala é grave, os suportes externos, como sintetizadores de voz e quadros alfabéticos, são muito úteis. O aprendizado de gestos e até de linguagem gestual também pode servir, em certa medida, para suprir os déficits comunicativos da disartria.

Источник: https://maestrovirtuale.com/disartria-causas-sintomas-tipos-e-tratamento/

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