Dispepsia Funcional (dor estomacal sem causa)

CAUSAS DE DOR DE ESTÔMAGO (dispepsia)

Dispepsia Funcional (dor estomacal sem causa)

Dispepsia é o nome usado para descrever uma variedade de sintomas originados no estômago, que incluem queimação, dor, indigestão, indisposição gástrica, plenitude, enfartamento, estômago distendido, etc.

Estima-se que anualmente pelo menos 1/4 da população apresente sintomas relacionados ao estômago, mas menos de 10% destes pacientes procuram ajuda médica.

Neste artigo abordaremos apenas os sintomas relacionados a doenças do estômago. Para saber sobre outras causas de dor abdominal, leia: DOR NA BARRIGA | DOR ABDOMINAL | Principais causas.

O que é o estômago?

Para entender algumas das doenças e dos sintomas do estômago é necessário conhecer um pouquinho da anatomia e do funcionamento deste órgão. Serei breve nesta descrição para o texto não ficar maçante.

O estômago é um órgão muscular, oco e elástico, capaz de se dilatar para receber os alimentos, localizado no quadrante superior esquerdo do abdômen.

Quando engolimos um alimento, este desce pelo esôfago e chega ao estômago. Entre o estômago e o esôfago existe um esfincter, uma espécie de válvula que impede o retorno do alimento de volta para o esôfago, mesmo que o paciente fique de cabeça para baixo.

O estômago secreta ácido clorídrico e enzimas que digerem, especialmente, as proteínas contidas nos alimentos.

Ao contrário do que se imagina, quase não há absorção de alimentos no estômago, apenas um pouco de carboidratos simples e aminoácidos.

O papel do estômago é digerir, ou seja, quebrar moléculas grandes em moléculas pequenas, para que estas possam ser absorvidas mais à frente nos intestinos.

O estômago é um órgão musculoso, capaz de se contrair, auxiliando na digestão e na passagem dos alimentos para o resto do trato digestivo.

O que é dispepsia?

Dispepsia é um termo que compreende uma série de sintomas relacionados ao estômago. A dispepsia está geralmente associada ao que os pacientes costumam referir como indigestão ou dor de estômago.

Entre os sintomas que estão incluídos no termo dispepsia, podemos citar: queimação ou dor na região do estômago, sensação de plenitude após refeições, sensação de estômago distendido, excesso de arrotos, azia, saciação precoce (não conseguir comer um prato sem sentir-se cheio antes de terminá-lo), náuseas e sensação de má digestão.

Doenças do estômago que provocam dispepsia

A dispepsia está habitualmente associada a quadros de gastrite ou úlcera gástrica, porém, mesmo doenças fora do estômago podem causá-la, como síndrome do intestino irritável, cólica biliar e esofagite. A dispepsia também pode ser causada por medicamentos, como anti-inflamatórios e alguns antibióticos. Vamos falar um pouco das principais doenças que provocam sintomas estomacais.

Gastrite

Gastrite significa inflamação do estômago. A gastrite pode ser aguda, quando se desenvolve rapidamente, ou crônica, quando a inflamação se instala lentamente e persiste por vários meses.

A gastrite aguda é normalmente causada por álcool, anti-inflamatórios e intoxicações alimentares. A gastrite crônica costuma ter como causa a infecção pela bactéria H.pylori (leia: H.

PYLORI (Helicobacter pylori) | Sintomas e tratamento).

O sintoma mais comum da gastrite é a queimação na “boca do estômago”. A gastrite pode piorar ou melhorar após alimentação. Cada paciente reage de um jeito diferente às refeições. A queimação no estômago é o sintoma mais comum, mas qualquer um dos sintomas englobados no termo dispepsia pode surgir em um paciente com gastrite (leia: SINTOMAS DE GASTRITE).

As gastrites se não tratadas podem evoluir com erosões da mucosa do estômago, levando à formação das úlceras.

Úlcera péptica

As úlceras pépticas são aquelas causadas pela ação do ácido clorídrico na parede do duodeno, estômago ou esôfago. As duas principais causas de úlceras são abuso de anti-inflamatórios e a infecção pela bactéria H.pylori.

Os sintomas da úlcera péptica ocorrem habitualmente quando o estômago está vazio. Após uma refeição, os alimentos permanecem no estômago por duas a três horas. Porém, o estimulo à secreção do ácido persiste durante até cinco horas, ou seja, em períodos no qual o estômago já encontra-se vazio.

Este é o momento em que a úlcera começa a causar sintomas. Os sintomas da úlcera péptica também podem ocorrer durante a noite, habitualmente entre às 23h e 2h, quando ocorre uma estimulação natural da secreção de ácido pelo estômago.

É característico das úlceras a melhora dos sintomas após o paciente comer algum alimento.

Assim como nos casos de gastrite, as úlceras costumam causar um queimação ou dor na região do estômago, porém, qualquer sintoma de dispepsia é possível. Períodos de dispepsia, que duram algumas semanas, alternando com períodos livres de dor, por semanas ou meses, é uma característica das úlceras pépticas.

A intensidade da dor estomacal não é suficiente para distinguir uma gastrite de uma úlcera. A úlcera não necessariamente é mais sintomática que a gastrite.

Para saber mais sobre úlceras e gastrite, leia: GASTRITE | ÚLCERA GÁSTRICA.

Refluxo gastroesofágico

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre sempre que o esfíncter que separa o estômago do esôfago encontra-se incompetente, permitindo o refluxo de suco gástrico, extremamente ácido, em direção ao esôfago.

Os sintomas mais comuns da DRGE são azia e regurgitação. Deve-se suspeitar de refluxo em todo paciente com dispepsia que apresentar azia ou regurgitação como principais queixas.

Para saber mais sobre a doença do refluxo gastroesofágico, leia: HÉRNIA DE HIATO | Refluxo gastroesofágico.

Câncer do estômago

O câncer do estômago é uma causa incomum de dispepsia. No entanto, nos pacientes com mais de 45 anos de idade, principalmente se forem fumantes e portadores da bactéria H.pylori, esta possibilidade de diagnóstico deve ser levada em conta.

Existem alguns “sintomas de alarme” que levantam a suspeita de malignidade gástrica quando associados à dispepsia, são eles:

Medicamentos

Alguns medicamentos podem provocar dispepsia ou piorar os sintomas de uma dispepsia já existente.

Fármacos, como Aspirina (AAS) e outros anti-inflamatórios, podem causar lesão diretamente na parede do estômago, levando à dispepsia por gastrite aguda.

Várias outras drogas têm sido implicados como causa de dispepsia, como digoxina, ferro, bloqueadores dos canais de cálcio (ex: Adalat e amilodipina), teofilina, corticoides, metformina, alendronato, orlistat, suplementos de potássio, acarbose e certos antibióticos, incluindo a eritromicina e metronidazol.

Muitos medicamento à base de “ervas naturais” também podem provocar sintomas estomacais, entre os mais famosos está o Ginkgo biloba. Bebidas alcoólicas e cigarro também são causas de dispepsia.

Parasitose

Algumas parasitoses podem provocar sintomas muito parecidos com os de uma gastrite.

 O exemplo mais comum é a estrongiloidíase, causada pelo helminto Strongyloides stercolaris, que pode provocar dor abdominal na região do estômago, mal estar e enjoos.

A diarreia, sinal que costuma ajudar no diagnóstico das parasitoses, nem sempre está presente (leia: ESTRONGILOIDÍASE | Strongyloides stercoralis).

Dispepsia funcional

Dispepsia funcional é o nome dado ao quadro de dispepsia crônica sem causa identificada. É o caso dos pacientes que apresentam dor de estômago, sem que a investigação médica seja capaz de identificar qualquer problema que a justifique. O paciente tem dor de estômago mas não é possível descobrir a causa mesmo após extensa investigação.

Em geral, há 4 fatores normalmente relacionados à presença da dispepsia funcional:

  • Problemas motores nos músculos gástricos, que lentificam o esvaziamento do estômago.
  • Alterações psicológicas, principalmente depressão e ansiedade.
  • Aumento da sensibilidade do estômago. O estômago normalmente se distende quando comemos. No entanto, algumas pessoas são sensíveis a esse estiramento e sentem dor ou desconforto estomacal após as refeições.
  • Presença do H.pylori. Alguns pacientes podem apresentar dispepsia pelo H.pylori, mesmo não havendo sinais de gastrite ou úlcera gástrica.

Tratamento dos sintomas do estômago

O tratamento da dispepsia deve ser focado na sua causa. A endoscopia digestiva alta geralmente distingue as diversas doenças gástricas que provocam sintomas.

Os inibidores da bomba de prótons são fármacos que agem diminuindo a secreção de ácido pelo estômago. As mais conhecidas são o omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol. Estes medicamentoso estão indicados tanto na gastrite, quanto nas úlceras, no refluxo e até na dispepsia funcional. Antiácidos também podem ser úteis.

Nos pacientes com H.pylori, o tratamento da bactéria pode melhorar os sintomas, mesmo nos pacientes com dispepsia funcional, sem sinais de gastrite. Porém, nem sempre a bactéria é a responsável pela dispepsia e muitos paciente mantêm os sintomas mesmo após a eliminação da mesma.

Deve-se evitar uso de anti-inflamatórios ou qualquer outro medicamento que provoque sintomas no estômago. Quem fuma deve parar.

No paciente com histórico de depressão ou ansiedade, o tratamento destas doenças ajuda a melhorar a dispepsia.

Em relação à dieta, deve-se evitar alimento gordurosos, café, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Perder peso para quem está com sobrepeso ou obeso também é importante. Evite refeições muito grandes. O ideal é comer menos, porém com mais frequência (5 ou 6 vezes por dia) para evitar de deixar o estômago vazio por muitas horas. Se você tem azia, evite deitar-se logo depois de comer. Pelo menos uma hora de intervalo é desejável.

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/dor-estomago/

Gastrite nervosa: suas emoções podem afetar seu estômago

Dispepsia Funcional (dor estomacal sem causa)

8 de agosto de 2019

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

Gastrite nervosa é o nome popular que damos à dispepsia funcional, uma sensação de desconforto estomacal, que é agravada por quadros de estresse e ansiedade.

Porém, como a “gastrite nervosa” não gera inflamação no estômago, chamar o problema por esse nome é um equívoco, segundo um artigo publicado pelo Ministério da Saúde em 2018.

Por apresentar sintomas idênticos ao da gastrite convencional – queimação, inchaço abdominal e arrotos frequentes são os mais comuns – sua verdadeira causa pode demorar a ser identificada. E isso nos faz acreditar que se trata apenas de um problema de ordem física, quando na verdade suas causas são emocionais.

Dessa forma, é importante entender que o estresse e a ansiedade excessivos podem fazer muito mal também ao nosso corpo e não só à nossa mente, podendo levar um quadro de dispepsia funcional, ou até mesmo agravar os sintomas de uma gastrite aguda ou crônica que já tenha se instalado.

Por isso, precisamos levar a sério a conexão intestino-cérebro para tratar uma possível gastrite nervosa da forma correta. Estamos falando de incluir cuidados com a saúde mental através de psicoterapia. E, até mesmo, com uma consulta ao psiquiatra.

Veja a seguir quais as causas que podem levá-lo a um quadro de “gastrite nervosa”, como identificar os sintomas e quais os tratamentos para esse problema.

Emoções em desordem podem levar à gastrite nervosa 

Quem nunca teve aquela sensação típica de quem está apaixonado? Ao ver a pessoa amada, sentiu uma espécie de reviravolta, que chamamos de “borboletas no estômago”, e até dor de barriga? Essa é uma demonstração de como nosso cérebro exerce efeito sobre nosso sistema digestório. 

Da mesma forma, situações angustiantes podem nos fazer sentir náuseas. Isto demonstra como nosso trato gastrointestinal é sensível a diversas emoções como tristeza, euforia, raiva e ansiedade.

Contudo, a conexão entre nosso cérebro e sistema digestório é uma via de mão dupla. Pois tanto o cérebro pode enviar sinais ao estômago e intestino através das emoções, quanto o contrário.

Um indivíduo que apresente problemas intestinais ou gástricos pode ter seu estresse e ansiedade potencializados. Portanto, o desconforto causado pela “gastrite nervosa” tanto pode ser a causa quanto a consequência de problemas emocionais.

Todavia, o mais comum é que, quando nossa saúde mental e emocional não vai bem, seja ela a responsável pelo surgimento de disfunções dessa natureza.

Isso ocorre porque quando nos expomos a situações constantes de estresse e ansiedade (entre outros fatores emocionais, esses são os mais comuns). Essas emoções tendem a elevar a produção da secreção ácida no estômago, provocando os sintomas mais comuns da gastrite, sem que haja, de fato, uma inflamação ou doença gastrointestinal.

Sintomas: como identificar a “gastrite nervosa”?

Tanto quanto a gastrite convencional, a gastrite nervosa podem estar associada com a má alimentação, o que tende a piorar o quadro.

Afinal, tanto os fatores emocionais quanto os maus hábitos alimentares resultam no aumento da produção do ácido dentro do estômago, provocando todo o desconforto característico da gastrite.

O consumo de café em excesso, por exemplo, é uma prática comum de quem precisa driblar o cansaço. Assim como comer muitos doces para aliviar o estresse. Esses são dois fatores que podem piorar muito os sintomas da gastrite nervosa. E entre os principais sinais do problema estão:

  • dores estomacais agudas;
  • queimação, principalmente depois de comer;
  • sensação de “estufamento” e barriga inchada;
  • náuseas e vômitos;
  • gases e arrotos frequentes
  • perda de apetite;
  • digestão lenta;
  • diarreia.

Mas como saber quando todas essas sensações são causadas não por um fator unicamente físico, e sim por problemas emocionais como ansiedade e estresse? 

Para isso, é necessário prestar atenção em outros sinais de ordem emocional, que poderão dizer se seu problema é uma gastrite comum ou se trata da conhecida “gastrite nervosa” desencadeada por estresse crônico ou um transtorno de ansiedade.

Observe também se, além dos sinais clássicos da gastrite, você sente alguns destes sintomas:

  • tensão muscular, principalmente na região do pescoço e ombros;
  • dificuldade para dormir;
  • dor de cabeça;
  • perda da libido;
  • inquietação
  • diminuição ou aumento de peso;
  • dificuldade de concentração;
  • procrastinação;
  • maior consumo de álcool e cigarros;
  • problemas de memória;
  • mau humor frequente;
  • tensão e nervosismo constantes
  • dificuldade em relaxar.

Ao observar a presença da maior parte desses sintomas, que são muito comuns ao estresse e aos quadros de ansiedade, é importante informá-los ao médico.

Se os exames clínicos não apontarem para uma uma gastrite convencional, é bem possível que você seja diagnosticado com “gastrite nervosa”. Logo, serão necessárias medidas para tratar não só o problema físico, mas também buscar alternativas para tratar a raiz do problema: as emoções.

Tratando a gastrite nervosa 

Buscar tratamento diante do mal estar provocado pela gastrite nervosa é imprescindível. Porém, a primeira coisa a ser feita antes de ir ao médico é identificar os sintomas, como descrevemos acima.

Associar as reações físicas provocadas pela gastrite à presença dos sinais que descrevem um quadro de ansiedade ou estresse é fundamental para o diagnóstico. Dessa forma, ao consultar um gastroenterologista, todos os sintomas, físicos e emocionais, devem ser relatados.

Os exames clínicos são altamente recomendados para sanar qualquer dúvida. A endoscopia irá revelar se existe ou não inflamação no estômago. Em caso positivo, o médico deverá prescrever medicamentos para tratar a doença.

Caso não seja identificada a presença de inflamação, é hora de procurar ajuda para tratar a causa emocional do problema. Seu médico poderá receitar algum antiácido ou remédio para aliviar as dores e sintomas, mas, com toda certeza, serão necessárias algumas mudanças na alimentação, além da ajuda de um psicoterapeuta.

Mudança nos hábitos alimentares

Mesmo que seu problema não seja uma gastrite aguda convencional, é preciso dar atenção à alimentação. Reduzir o consumo de café, evitar alimentos ácidos, açúcar em excesso, bebidas alcoólicas e cigarro é fundamental para acelerar a recuperação.

De toda forma, uma dieta balanceada, natural e com “comida de verdade” sempre é a melhor opção, mesmo que você não tenha nenhum problema de saúde mais sério, e até mesmo para evitar o surgimento de doenças.

É hora da terapia! 

Se for comprovado que o que você tem é mesmo uma “gastrite nervosa”, será necessário buscar a raiz do problema. Você pode consultar um psiquiatra para buscar um diagnóstico clínico, pois talvez seja preciso tratar um problema emocional mais sério, como um transtorno de ansiedade.

De todo modo, procurar um psicólogo deve ser parte do tratamento, pois fazer terapia será fundamental. Ao tratar a causa da gastrite nervosa, buscando aliviar todos os sintomas emocionais, o efeito físico desaparecerá.

Além disso, terapias alternativas como acupuntura, por exemplo, podem trazer excelentes resultados. Da mesma forma, a meditação e a prática de exercícios como pilates e yoga podem contribuir muito.

E, claro, qualquer atividade física que seja prazerosa para você tende a contribuir para melhorar o quadro, além de refletir positivamente em outras áreas da sua vida.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

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Источник: https://www.vittude.com/blog/gastrite/

GASTRITE E DISPEPSIA – O que é e orientações

Dispepsia Funcional (dor estomacal sem causa)

Dispepsia compreende uma série de sintomas relacionados ao estômago (região epigástrica), entre o umbigo e o tórax, sendo geralmente designada por má digestão ou gastrite.

Sintomas dispépticos são muito comuns na maioria da população e, apesar de raramente se tratar de uma enfermidade maligna, são bem incomuns, o que quase sempre motiva o paciente a procurar ajuda médica, pois a dispepsia pode prejudicar significativamente a qualidade de vida.

CAUSAS

O aparecimento da dispepsia pode ter como causa diferentes doenças digestivas, em particular doenças que afetam o estômago e o duodeno (primeira porção do intestino).

A gastrite ou a úlcera péptica gástrica ou duodenal estão entre as principais causas do surgimento dos sintomas da dispepsia – ambas podem ser o resultado do uso de medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais.

Na maioria dos casos, também podem ser causadas pela bactéria Helicobacter pylori.

Em alguns pacientes, os sintomas da dispepsia podem ter origem em outros órgãos, surgindo, por exemplo, em consequência de doença pancreática ou de cálculos biliares (pedra na vesícula).

Na maioria das vezes, a dispepsia é decorrente de algum distúrbio que pode surgir mesmo sem estar relacionado com outras doenças, sendo chamada de dispepsia funcional.

É bastante raro, em pessoas com idade inferior a 35 anos, que a dispepsia esteja relacionada com doenças malignas.

SINTOMAS

Os sintomas podem ser divididos em duas classes distintas:

  • Sensação de dor ou queimação na região do estômago.
  • Ocorrência de dificuldade de digestão, seja pela saciedade precoce, sentida como uma sensação de enchimento rápido do estômago após a refeição, desproporcional à quantidade de alimentos ingeridos e impedindo a continuação da refeição, e plenitude pós-prandial, sentida como uma sensação desagradável de presença prolongada dos alimentos no estômago.

Outros sintomas podem estar frequentemente associados, como náuseas, eructação (arrotar em excesso), azia e sensação de estômago distendido (pacientes com doença do refluxo gastroesofágico e síndrome do intestino irritável apresentam frequentemente dispepsia associada).

DIAGNÓSTICO

 Os sintomas apresentados por si só não permitem distinguir dispepsia funcional (condição sempre benigna) de dispepsia decorrente de doenças orgânicas (úlceras, cálculos biliares etc.)

A avaliação médica é sempre necessária e, apesar de frequentemente não ser essencial a realização de exames complementares, exames laboratoriais (sangue e parasitológico de fezes) e ultrassom abdominal podem ser úteis.

Não é rara a relação de intolerância alimentar com sintomas dispépticos (em especial à lactose, à frutose e ao glúten) – tais casos devem ser avaliados.

Por meio da endoscopia digestiva alta se observam diretamente os revestimentos internos do esôfago, do estômago e do duodeno, sendo esse o exame mais importante para esclarecer o diagnóstico.

Também é possível pesquisar a presença de Helicobacter pylori.

TRATAMENTO

Medidas comportamentais e o uso de medicamentos costumam ser suficientes para controlar e melhorar significativamente os sintomas da dispepsia em muitos pacientes.

Quando os exames realizados identificarem uma doença orgânica para explicar os sintomas, o tratamento será orientado conforme cada diagnóstico.

O QUE É GASTRITE?

Gastrite significa inflamação da mucosa gástrica (camada que reveste a parede do estômago). A inflamação pode acometer toda a mucosa do estômago ou apenas algumas regiões.

Pode surgir de forma aguda (súbita), ter curta duração e desaparecer, na maioria dos casos, sem deixar sequelas.

A gastrite crônica se manifesta lentamente, mas a mucosa do estômago pode permanecer inflamada por meses ou até anos.

Conheça as principais causas do desconforto estomacal

Dispepsia Funcional (dor estomacal sem causa)

O estômago é o órgão responsável por preparar os alimentos por meio dos ácidos gástricos para a posterior digestão no intestino delgado.

Quando há problemas no funcionamento desse processo, pode haver queixas de desconforto estomacal, que incluem sintomas como:

  • queimação;
  • dor abdominal;
  • sensação de indigestão;
  • peso no estômago. 

Algumas condições clínicas que podem estar relacionadas ao desconforto estomacal são:

  • doenças causadas por excesso de ácido, como gastrite e úlcera;
  • doenças neoplásicas, como câncer do estômago;
  • problemas de esvaziamento gástrico, como a gastroparesia diabética e a dispepsia funcional.

A seguir, explicaremos com mais detalhes as principais causas do desconforto estomacal e como solucioná-lo. Confira!

O que pode causar desconforto estomacal?

Conheça os principais fatores que podem resultar nessa queixa!

Gastrite e úlcera

As chamadas doenças pépticas – como gastrite e úlcera – são as causas mais comuns de desconforto estomacal.Seus sintomas incluem:

  • dor;
  • queimação;
  • sensação de empachamento (peso no estômago).

Apesar de não serem grave na maioria das vezes, essas doenças podem prejudicar bastante o bem-estar do paciente. A consequência é uma piora significativa na qualidade de vida do paciente. A úlcera péptica pode apresentar consequências mais graves, como sangramentos e perfuração.

Alimentação inadequada

A alimentação inadequada é outra possível causa do desconforto estomacal. Alimentos ultraprocessados, por exemplo, possuem grande quantidade de sódio e conservantes, irritando o estômago.

O mesmo acontece em relação aos refrigerantes. Por serem bebidas bastante ácidas e gasosas, seu consumo pode causar sensação de estômago cheio e eructação frequente.

Alimentos gordurosos ou a ingestão de grandes volumes de comida também podem causar desconforto, trazendo a sensação de peso no estômago. Isso acontece porque o esvaziamento é retardado para auxiliar na digestão.

Refluxo

O refluxo é outra causa possível do desconforto estomacal. Caracterizado pela regurgitação, isto é, pela volta do alimento ingerido, ele pode provocar:

  • dor no estômago;
  • azia;
  • queimação.

Alguns hábitos podem contribuir para a ocorrência de refluxo, tais como:

  • ingestão de bebidas alcoólicas, refrigerantes e café;
  • comer rapidamente;
  • jantar próximo ao horário de dormir.

Como solucionar o desconforto estomacal?

Sentir um desconforto estomacal que desaparece em poucos dias é comum e todo mundo pode passar por isso. Contudo, quando o problema persiste, é fundamental procurar um médico para descobrir a causa.

Isso é importante porque doenças benignas (como a gastrite) e malignas (como o câncer) podem apresentar os mesmos sintomas. Além disso, alguns casos podem precisar de tratamentos específicos, como o refluxo. Então, é indispensável obter um diagnóstico preciso.

Para pacientes diabéticos, a consulta médica também é essencial, pois muitos remédios podem ocasionar desconforto estomacal. O diabetes também pode causar gastroparesia, que é um retardo do esvaziamento gástrico. Por isso, o acompanhamento médico é necessário.

Além disso, existem alguns hábitos saudáveis que podem ajudar a resolver o quadro. Alguns deles são:

  • evitar alimentos industrializados;
  • evitar refrigerantes;
  • identificar quais alimentos causam desconforto, pois isso varia de pessoa para pessoa;
  • praticar atividade física para reduzir peso e amenizar a ansiedade, principalmente em casos de dispepsia funcional.

Por fim, é importante destacar que a automedicação deve ser evitada, pois ela pode mascarar a causa do desconforto estomacal, acarretando complicações futuras.

E, caso os sintomas não melhorem com as mudanças no estilo de vida, é importante procurar um médico especialista para que ele possa analisar o quadro, realizar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.Para mais informações, confira nossos artigos na Central Educativa!

Источник: https://guilhermenamur.com.br/principais-causas-do-desconforto-estomacal/

Dispepsia: o que é, sintomas, causas e como tratar

Dispepsia Funcional (dor estomacal sem causa)

A dispepsia é uma situação em que a pessoa apresenta sinais e sintomas relacionadas com má digestão, como dor na parte superior do abdômen, arrotos, náuseas e sensação de mal estar geral, o que pode interferir diretamente na qualidade de vida da pessoa.

Na maioria das vezes, essa situação está essa situação está relacionada com a presença da bactéria Helicobacter pylori no estômago, porém pode também acontecer devido a maus hábitos alimentares, infecções intestinais ou alterações emocionais, como estresse e ansiedade, por exemplo.

É importante que a causa da dispepsia seja identificada pelo clínico geral ou gastroenterologista para que possa ser indicado o tratamento mais adequado, que pode incluir alterações na alimentação do dia-a-dia ou uso de remédios para aliviar os sintomas, além de também poder ser recomendada melhora nos hábitos de vida, como parar de fumar, evitar bebidas alcoólicas e o consumo de alimentos gordurosos e muito temperados, por exemplo.

Sintomas de dispepsia

Os sintomas de dispepsia podem ser bastante desconfortáveis e interferir diretamente na qualidade de vida da pessoa. De forma geral, os sintomas relacionados com a dispepsia são:

  • Dor ou desconforto na parte superior do abdômen;
  • Sensação de queimação no estômago;
  • Náuseas;
  • Arrotos constantes;
  • Sensação de saciedade precoce;
  • Inchaço abdominal.

Caso os sintomas de dispepsia sejam frequentes, é importante que a pessoa consulte o gastroenterologista para que seja feita uma avaliação dos sintomas apresentados e que seja indicada a realização de exames que permitam identificar a causa, como a endoscopia digestiva alta, por exemplo. Dessa forma, ao identificar a causa da dispepsia é possível que seja indicado o tratamento mais adequado.

Principais causas

A dispepsia acontece quando há alterações na sensibilidade da mucosa do estômago, o que acontece na maioria das vezes devido à presença da bactéria Helicobacter pylori (H. pylori), que também favorece o desenvolvimento de úlceras no estômago e provoca o aparecimento dos sinais e sintomas de dispepsia.

Além da infecção por H. pylori, outras situações que estão relacionadas com a dispepsia são as úlceras no estômago formadas devido ao uso frequente e/ou inadequado de medicamentos, infecções intestinais, intolerâncias alimentares, refluxo, alterações emocionais como estresse e ansiedade, maus hábitos alimentares e câncer gástrico, no entanto essa causa não é muito frequente.

Além disso, algumas pessoas podem relatar sintomas de dispepsia após a realização de exames invasivos, no entanto os sintomas costumam desaparecer depois de um tempo, não sendo considerado grave.

Como é feito o tratamento

O tratamento para dispepsia deve ser indicado pelo gastroenterologista ou clínico geral e tem como objetivo aliviar os sintomas e promover a qualidade de vida da pessoa. Assim, o tratamento recomendado pode variar de acordo com a causa da dispepsia, podendo ser indicado pelo médico:

1. Remédios para dispepsia

Para aliviar os sintomas de dispepsia o médico pode recomendar o uso de analgésicos, para aliviar a dor no estômago, assim como medicamentos inibidores da produção de ácido, usados para tratar a úlcera péptica, como Omeprazol ou Esomeprazol, por exemplo.

2. Tratamento natural 

O tratamento natural para dispepsia tem como objetivo evitar fatores que podem desencadear os sintomas relacionados com a dispepsia, como cigarro, café, temperos, leite e alimentos que causam gases, como feijão, couve, brócolis, couve-flor ou cebola, por exemplo.

Uma outra forma de aliviar os sintomas é usar uma bolsa de água morna e aplicá-la sobre a barriga durante as crises mais dolorosas. Confira algumas opções de remédios caseiros para má digestão.

3. Dieta para dispepsia

O tratamento nutricional para dispepsia, envolve eliminar os alimentos que se manifestam intolerantes ao paciente e, para saber quais são os alimentos, deve-se registrar as suas sensações depois da ingestão controlada de alimentos de forma a identificar que alimentos podem ser menos tolerados pela mucosa, originando os sintomas de dor, barriga inchada ou diarreia.

Só desta forma, o nutricionista poderá elaborar um plano alimentar balanceado, incorporando alimentos alternativos aos que o paciente não consegue ingerir e com valor nutricional equivalente.

O tratamento nutricional para dispepsia deve ser adaptado e alterado com o tempo e, por isso, não se faz geralmente com apenas uma consulta. Além disso, exames de intolerância alimentar podem ser uma ferramenta útil para ajudar tanto o paciente como o profissional a elaborar um plano alimentar adequado às suas necessidades nutricionais e preferências alimentares.

Источник: https://www.tuasaude.com/dispepsia/

Como saber que é uma Dispepsia Funcional? – Sanar Medicina

Dispepsia Funcional (dor estomacal sem causa)

A Dispepsia Funcional é uma desordem gástrica caracterizada pela presença de um ou mais sintomas (dor epigástrica, plenitude pós-prandial, saciedade precoce, queimação estomacal) durante os últimos 3 meses e que se iniciaram, no mínimo, 6 meses antes.

O aparecimento da dispepsia ou sintomas dispépticos pode estar associado a vários distúrbios do trato gastrointestinal superior, como doença ulcerosa péptica, doença do refluxo gastroesofágico, gastrites, neoplasias do trato gastrointestinal superior, doença do trato biliar e a dispepsia funcional.

No caso da dispepsia funcional, o diagnóstico se dá a partir de uma avaliação completa em um paciente que apresenta dispepsia e não se consegue identificar uma causa orgânica para os seus sintomas.

Ao exame endoscópico, não há evidências de lesões estruturais e os sintomas de refluxo gastroesofágico (pirose e regurgitação) não são os mais proeminentes.

Estudos recentes apontaram que, aproximadamente, de 20 a 40% da população geral apresenta alguma queixa dispéptica.

A dispepsia representa a causa de 3 a 5% dos atendimentos ambulatoriais de clínica geral e de 30%, em média, das visitas ao gastroenterologista. Os sintomas dispépticos podem surgir em qualquer faixa etária e possuem uma maior prevalência em mulheres.

Após a adoção dos critérios de Roma IV, a incidência da dispepsia funcional caiu significativamente, devido a melhor distinção entre os sintomas dispépticos e os sintomas da DRGE.

Fisiopatologia

A fisiopatologia da dispepsia funcional ainda é pouco conhecida.

Alterações das funções motoras e/ou sensoriais gastroduodenais podem estar presentes, além de fatores psicossociais como estresse (está associado a maior secreção de conteúdo gástrico), depressão e ansiedade e infecção por H. pilory (pode desencadear a dispepsia mesmo sem sinais de gastrite ou úlcera).

As principais alterações motoras/sensoriais envolvidas no processo da dispepsia funcional são: esvaziamento gástrico lento (devido à gastroparesia primária idiopática – causa de aproximadamente 30% das DF), distúrbios na acomodação gástrica e hipersensibilidade visceral (principalmente à distensão e a lipídeos/ácidos).

A lentificação do esvaziamento gástrico e os distúrbios na acomodação gástrica estão relacionados principalmente com a saciedade precoce e plenitude pós-prandial. Já a hipersensibilidade visceral é a principal causa de dor epigástrica

Manifestações Clínicas

Segundo o critério de Roma IV, a dispepsia funcional engloba duas síndromes clínicas diferentes: a síndrome da dor epigástrica e a síndrome do desconforto pós-prandial.

Os sintomas da dispepsia normalmente variam de acordo com a síndrome, no entanto, pode haver sobreposição das síndromes com manifestações de ambas.

Síndrome da dor epigástrica

Caracterizada comumente por dor em região epigástrica, intermitente, com ausência de irradiação ou generalização, pelo menos uma vez na semana e que não melhora após a defecação ou eliminação de flatos.

Síndrome do desconforto pós-prandial

Decorrente de alteração na motilidade e/ou na acomodação gástrica; caracterizada por saciedade precoce, sensação de plenitude pós-prandial e aumento da eructação.

Diagnóstico

O diagnóstico da DF é um diagnóstico de exclusão, ou seja, só pode ser estabelecido após as etiologias mais comuns de dispepsia terem sido descartadas.

  • Clínico: Presença de pelo menos um dos sintomas definido pelo critério de Roma IV (dor epigástrica, plenitude pós-prandial, saciedade precoce, queimação estomacal) nos últimos 3 meses, com início há 6 meses, no mínimo.
  • Exames complementares
  • Endoscopia digestiva alta: ausência de lesões no estômago ou duodeno que possam ser responsáveis pelos sintomas.
  • Descartar outras causas que justifiquem os sintomas, como problemas no pâncreas ou na vesícula biliar.

Não medicamentoso

  • Dieta: apesar de não haver referências que correlacionem diretamente a dispepsia funcional com algumas dietas, é recomendado que o paciente limite ou evite alguns alimentos, como leite, álcool, cafeína, refrigerantes, alimentos gordurosos, entre outros.

    Além disso, outras recomendações são importantes: Fracionamento das refeições, não se deitar nas primeiras 2 horas após a refeição, perda de peso, parar de fumar, entre outros.

  • Apoio psicológico/psicoterapia: apoio de profissionais como psicólogo ou psiquiatra podem ajudar o paciente a lidar com questões emocionais e a se sentir melhor, tanto física como mentalmente.

Medicamentoso

Visa principalmente aliviar o sintoma predominante. A estratégia terapêutica vai depender da natureza e intensidade dos sintomas, do grau de comprometimento funcional e dos fatores psicossociais envolvidos.

  • Inibidores da bomba de prótons: controlam a acidez estomacal.

Posologia: Omeprazol 10 a 20mg, 1x/dia, via oral; Pantoprazol 20 a 40mg, 1x/dia, via oral.

  • Bloqueadores H2: inibem a secreção ácida.

Posologia: Ranitidina 150 a 300mg, 1x/dia, via oral;

  • Procinéticos: melhoram a motilidade gastroduodenal ao aumentar o tônus gástrico, a motilidade antral e a coordenação antroduodenal; alguns também podem promover o relaxamento do fundo gástrico.

Posologia: Domperidona 10mg, 3x/dia, via oral, 15-30min antes das refeições; Metoclopramida 10mg, 3x/dia, via oral, 10min antes das refeições;

Posologia: Amoxicilina 1g, 2x/dia (ao acordar e antes da refeição da noite), via oral + Claritromicina 500mg, 2x/dia, via oral + IBP na dose padrão; realizar o esquema durante 7 a 14 dias.

  • Antidepressivos: indicados para casos em que o paciente não responde a nenhuma das outras medidas terapêuticas.

Posologia: Amitriplina 12,5 a 50mg/dia, via oral; fluoxetina 10 a 20mg/dia, via oral; Sertralina 25 a 50mg/dia, via oral.

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Referências bibliográficas

  1. Stanghellini V, Chan FKL, Hasler WL, Malagelada JR, Suzuki H. Gastroduodenal disorders. Gastroenterology, 2016.
  2. Schmulson MJ, Drossman DA. What is new in Rome IV. J Neurogastroenterol Motil, 2017.
  3. Passos MCF. Como diagnosticar e tratar dispepsia funcional. Moreira Jr, 2012. Disponível em: . Acesso em: 04 de junho de 2018.
  4. Barbuti RC. Como diagnosticar e tratar dispepsia funcional. Moreira Jr. Disponível em:

Источник: https://www.sanarmed.com/como-saber-que-e-uma-dispepsia-funcional

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