Doenças sexualmente transmissíveis (DST) comuns

Seis doenças sexualmente transmissíveis em alta entre jovens brasileiros; saiba como evitá-las

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) comuns

Segundo dados do Ministério da Saúde, 56,6% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais.

A falta de prevenção no início da vida sexual vem preocupando o órgão, afirma Adele Schwartz Benzaken, diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais.

“Nos últimos anos, temos observado que a população mais jovem está reduzindo o uso do preservativo”, diz ela à BBC Brasil.

Mas é no Carnaval que as campanhas de prevenção se intensificam. Até o fim da festa, peças publicitárias do governo estarão em TVs, revistas e redes sociais propagando o slogan “No carnaval, use camisinha – e viva essa grande festa!”.

As campanhas miram, sobretudo, o alto número de pessoas no Brasil que têm HIV mas ainda não sabem – aproximadamente 112 mil brasileiros – e os cerca de 260 mil que vivem com o vírus mas ainda não se tratam, aumentando o risco de propagação da doença.

Apesar de o principal foco continuar sendo a prevenção de HIV/Aids, especialistas alertam para o risco de propagação de outras doenças, como HPV, herpes genital, gonorreia, hepatite B e C e, especialmente, sífilis.

Saiba mais sobre cada doença abaixo. Todas podem ser evitadas com o uso do preservativo.

HIV/Aids

O vírus da imunodeficiência humana é o causador da Aids, que ataca o sistema imunológico e derruba o sistema de defesa do organismo.

No Brasil, a epidemia de HIV/Aids é considerada estabilizada, mas vem avançando entre os mais jovens.

Na última década, o índice de contágio mais que dobrou entre jovens de 15 a 19 anos, passando de 2,8 casos por 100 mil habitantes para 5,8 casos.

Também aumentou na faixa etária entre 20 a 24 anos, chegando a 21,8 casos a cada 100 mil habitantes.

“Isso mostra que nossa população jovem está mais vulnerável ao HIV e precisa acessar mais conhecimento e os serviços de saúde para se testar”, afirma a infectologista Brenda Hoagland, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e AIDS do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

“Como a nova geração não assistiu à epidemia quando o HIV ainda não tinha tratamento, é possível que não tenha uma percepção sobre a gravidade do HIV, o que aumenta nossa responsabilidade de informar sobre sobre riscos e prevenção”, acrescenta ela.

Direito de imagem AFP – Governo quer distribuir 74 milhões preservativos masculinos e 3,1 milhões femininos no Carnaval

Atualmente, cerca de 827 mil pessoas vivem com o HIV no país, e aproximadamente 112 mil brasileiros têm o vírus, mas não o sabem.

O tratamento contínuo ao HIV pode controlar a doença, garantir a sobrevida dos infectados e tornar o vírus indetectável (o que equivale a prevenir a transmissão com uma segurança de 96%). Mas não pode curá-la. O teste rápido costuma detectar a infecção cerca de 15 dias após o contágio.

As campanhas costumam focar no uso da camisinha como método de prevenção, mas é essencial conhecer também a proteção disponível para casos de relação de risco desprotegidas, frisa Brenda – a chamada profilaxia pós-exposição, ou PEP, um conjunto de medicamentos contra o HIV que devem ser ingeridos por 28 dias no período imediatamente após o possível contágio.

“Se uma pessoa teve uma relação sexual desprotegida em que suspeite de risco para o HIV, ela deve procurar um serviço de saúde até no máximo 72 horas após a relação.

Ou seja, se a camisinha rompeu ou deixou de ser usada, a pessoa pode buscar o atendimento numa emergência e o serviço é gratuito”, ressalta a infectologista, acrescentando que quanto mais cedo se inicia o tratamento dentro dessas 72 horas, maiores suas chances de eficácia.

Sífilis

Transmitida pela bactéria Treponema pallidum, a infecção apresenta diferentes estágios, do primário ao terciário, e tem maior potencial de infecção nas duas primeiras fases, que costumam ocorrer até 40 dias após o contágio. É transmitida por relações sexuais ou pode ser passada da gestante para o bebê.

“A sífilis congênita, que é notificada compulsoriamente no Ministério da Saúde, é transmitida de mãe para filho e teve aumento de quase 200% ao longo dos últimos dois anos”, alerta a infectologista Brenda Hoagland, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Os sintomas são feridas na região genital (na fase primária) e manchas no corpo que sugerem uma alergia (na fase secundária). O tratamento da doença é gratuito na rede pública, feito com penicilina.

Direito de imagem – AG BRASIL – Ministério da Saúde aponta aumento de quase 200% em casos de sífilis congênita nos últimos dois anos

O problema é que os sintomas podem se curar sozinhos e passar despercebidos.

“O fato de uma pessoa não ter mais sintomas não significa que esteja curada. Esse é o grande problema e faz com que o diagnóstico esteja muito abaixo do necessário”, avisa Brenda.

A sífilis terciária pode aparecer de dois a quarenta anos após o início da infecção, podendo causar lesões neurológicas, cardiovasculares e levar à morte.

“Pessoas com vida sexual ativa e que tenham relações desprotegidas devem fazer o teste para a sífilis independentemente dos sintomas, da mesma forma que devem fazer testes para o HIV e serem vacinadas contra Hepatite B”, recomenda Brenda, lembrando que a sífilis aumenta o risco de infecção por HIV.

O acompanhamento da gestante no pré-natal também é fundamental para evitar a transmissão da doença para o bebê.

A sífilis pode levar à má-formação do feto, surdez, cegueira e deficiência mental.

HPV

O Papilomavírus Humano existe com mais de 200 variações e se manifesta por meio de formações verrugosas – que podem aparecer no pênis, vulva, vagina, ânus, colo do útero, boca ou garganta.

O sexo é a principal forma de transmissão do HPV, seja pelo coito ou pelo sexo oral.

O HPV é uma preocupação grave de saúde pública pelo potencial de alguns tipos do vírus causarem câncer, principalmente no colo do útero e no ânus, mas também na boca e na garganta, que vêm aumentando entre os jovens.

O vírus pode ficar latente por períodos prolongados sem que haja sintomas, e é difícil erradicar a infecção por completo.

Por isso, especialistas recomendam que mulheres em idade reprodutiva façam exames preventivos anuais no colo do útero para monitorar o aparecimento de possíveis lesões que antecedem o câncer e que podem ser tratadas.

Direito de imagem – AFP – Apenas 56,6% dos jovens brasileiros usam camisinha com parceiros eventuais

A infectologista Brenda Hoagland, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), estende a recomendação a homens que fazem sexo anal desprotegido, e devem fazer exames preventivos na região anal e no reto.

No fim do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou que a vacina quadrivalente que protege contra quatro tipos de HPV passaria a ser oferecida também para meninos, na faixa de 12 a 13 anos. Até agora, a vacina só era disponibilizada para meninas de 9 a 13 anos.

Gonorreia

A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que infecta sobretudo a uretra.

O sintoma mais comum é a presença de corrimento na região genital, mas a infecção pode causar dor ou ardor ao urinar, dor ou sangramento na relação sexual e, nos homens, dor nos testículos. A maioria das mulheres infectadas não apresenta sintomas.

O tratamento é feito com antibiótico e deve ser estendido ao parceiro, mesmo que este não tenha sintomas.

Quando não tratada, a infecção pode atingir vários órgãos, como o testículo, nos homens, e o útero e as trompas, nas mulheres, e pode causar infertilidade e complicações graves.

Herpes genital

Transmitido pela relação sexual com uma pessoa infectada, o vírus do herpes causa pequenas bolhas e lesões dolorosas na região genital masculina e feminina.

As feridas podem acompanhar ardor, coceira, dor ao urinar e mesmo febre, e os sintomas podem reaparecer ou se prolongar quando a imunidade está baixa.

“O herpes não tem cura. A partir do momento que você tem uma infecção, você ter vários episódios ao longo da vida. A única forma de prevenção é o preservativo”, ressalta a infectologista Brenda Hoagland, da Fiocruz.

Direito de imagem – DIVULGAÇÃO – Hoje, cerca de 827 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e cerca de 112 mil brasileiros têm vírus mas não sabem

Além do incômodo causado pelas lesões, o herpes pode facilitar a entrada das outras doenças sexualmente transmissíveis.

Os portadores do vírus devem ter cuidado redobrado para não transmiti-lo, o que ocorre principalmente quando as feridas estão presentes, mas pode também ocorrer na ausência das lesões ou quando elas já estão cicatrizadas.

A doença pode ter consequências graves durante a gravidez, podendo provocar aborto e trazer sérios riscos para o bebê.

Hepatite B ou C

No Brasil, as formas virais mais comuns de hepatite ou inflamação do fígado são as causadas pelos vírus A, B ou C.

A hepatite B é transmitida sexualmente, e também por transfusão de sangue e compartilhamento de material para uso de drogas, entre outros.

As mesmas formas valem para a hepatite C, mas a transmissão sexual é mais rara, por isso, ela não é considerada propriamente uma infecção sexualmente transmissível.

De acordo com o Ministério da Saúde, milhões de brasileiros são portadores dos vírus B ou C e não sabem.

Correm, assim, o risco de desenvolver a doença crônica e ter graves danos ao fígado, como cirrose e câncer.

A vacina contra a hepatite B é gratuita e disponível na rede pública. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue e o tratamento pode combinar medicamentos e corte de bebidas alcoólicas.

Os sintomas para ambas as doenças são raros, mas podem incluir cansaço, tontura, enjoo e pele e olhos amarelados.

Como a doença é considerada “silenciosa”, é indicado realizar exames de rotina que detectam todas as suas formas.

Ainda não há vacina para a hepatite C.

Julia Carneiro – @juliadcarneiro
Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

Источник: http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/seis-doencas-sexualmente-transmissiveis-em-alta-entre-jovens-brasileiros-saiba-como-evita

As 7 principais doenças transmitidas pelo sexo (e como tratar)

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) comuns

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), que anteriormente eram conhecidas por DST's, como a gonorreia ou a AIDS, podem surgir quando se tem relações sexuais sem camisinha, seja através do contato íntimo vaginal, anal ou oral. Porém, as chances de contágio aumentam quando se tem vários parceiros no mesmo período de tempo, e estas doenças afetam igualmente homens e mulheres de todas as idades.

Geralmente, estas infecções causam sintomas que afetam os órgãos genitais, como dor, vermelhidão, pequenas feridas, corrimento, inchaço, dificuldade para urinar ou dor durante o contato íntimo e, para identificar a doença correta, é necessário ir no ginecologista ou urologista, para fazer exames específicos.

Para o tratamento, normalmente, o médico indica o uso de antibióticos ou antifúngicos em forma de comprimido ou pomadas, pois maior parte das IST têm cura, à exceção da AIDS e da herpes. A seguir estão indicados os sintomas e formas de tratamentos de todas as IST's, também chamadas de infecções sexualmente transmissíveis e doenças venéreas.

1. Clamídia

A clamídia pode causar sintomas como corrimento amarelado e espesso, vermelhidão nos órgãos genitais, dor na pélvis e durante o contato íntimo, porém em muitos casos a doença não causa sintomas e a infecção passa despercebida.

A doença, que é causada por uma bactéria, pode ser causada por contato íntimo desprotegido ou através do compartilhamento de brinquedos sexuais, por exemplo.

Como tratar: normalmente, o tratamento é feito com antibióticos como Azitromicina ou Doxiciclina. Saiba mais detalhes sobre a clamídia.

2. Gonorreia

A gonorreia, é uma doença causada por bactérias, também conhecida como esquentamento, que pode surgir em homens e mulheres e, é transmitida por contato íntimo desprotegido ou através do compartilhamento de brinquedos sexuais.

A bactéria, pode causar dor ao urinar, corrimento amarelado semelhante a pus, hemorragia vaginal fora da menstruação, dor abdominal, bolinhas vermelhas na boca ou dor durante o contato íntimo, por exemplo.

Como tratar: o tratamento deve ser feito com o uso de Ceftriaxona e Azitromicina e, caso não seja feito pode afetar as articulações e o sangue, podendo por em risco a vida. Veja outros tratamentos que podem fortalecer o sistema imune com chá de equinácea e ajudar a tratar a infecção.

3. HPV – Verrugas genitais

Esta infecção é causada pelo vírus do papiloma humano (HPV), que leva ao crescimento de lesões na pele dos órgãos genitais de homens ou mulheres que podem ter textura suave ou rugosa, cor que varia com o tom de pele e não causam dor mas são contagiosas.

Como tratar: as verrugas genitais não têm cura, pois o vírus do HPV permanece adormecido no corpo, porém existe tratamento com a aplicação de pomadas como Aldara ou Wartec sobre as verrugas. As crises podem surgir devido ao consumo excessivo de álcool, cansaço elevado e estresse, por exemplo.

Saiba como fazer banhos de assento para complementar o tratamento para verrugas genitais.

4. Herpes genital

O herpes genital é uma doença facilmente transmissível, causada pelo vírus do herpes labial e provoca pequenas bolinhas vermelhas na pele muito próximas umas das outras, contendo um líquido rico em vírus, de cor amarelada e com vermelhidão ao redor que causa coceira, afetando principalmente as coxas, anus e órgãos genitais. Além disso, podem causar febre e dor ao urinar e corrimento no caso da mulher. Saiba todos os sintomas que o herpes genital pode causar. 

Como tratar: o tratamento deve ser feito com remédios como Aciclovir, Valaciclovir ou Famciclovir, ajudando a diminuir o desconforto causado pelos sintomas, pois a infecção não tem cura e os sintomas podem demorar até 20 dias a desaparecer. Conheça outras estratégias naturais para complementar o tratamento para herpes genital.

5. Tricomoníase

A tricomoníase é causada por um parasita que causa sintomas como corrimento acinzentado ou verde-amarelado e espumoso com mau cheiro forte e desagradável, além de que poder causar vermelhidão, coceira intensa e inchaço dos órgãos genitais. Saiba como distinguir os sintomas de tricomoníase no homem e na mulher.

A infecção é pouco comum e também pode ser transmitida pelo compartilhamento de toalhas úmidas, banho ou uso de jacuzzi e o tratamento é feito com a toma de Metronidazol.

Como tratar: geralmente o tratamento desta infecção é feito com o uso de antibióticos, como Metronidazol ou Tioconazol, por 5 a 7 dias. Caso o tratamento não seja feito, há maiores chances de desenvolver outras infecções, ter um parto prematuro ou desenvolver prostatite.

6. Sífilis

A sífilis é uma doença que provoca feridas e manchas vermelhas nas mãos e pés que não sangram nem causam dor, além de poder provocar cegueira, paralisia e problemas cardíacos, sendo que a transmissão também se dá por transfusão de sangue contaminado e compartilhando seringas ou agulhas e, os primeiros sintomas surgem 3 e 12 semanas após o contágio. Veja mais sintomas de sífilis.

Como tratar: o tratamento é feito com remédios como Penicilina G ou eritromicina e, quando feito corretamente existem chances de cura.

7. AIDS

A AIDS provoca sintomas como febre, suores, dor de cabeça, sensibilidade à luz, dor de garganta, vômitos e diarreia e a doença não tem cura, apenas tratamento para diminuir os sintomas e aumentar o tempo e qualidade de vida.

Como tratar: o tratamento é feito com medicamentos antirretrovirais, como Zidovudina ou Lamivudina, por exemplo, que são fornecidos gratuitamente pelo SUS. Estes medicamentos combatem o vírus e fortalecem o sistema imune, mas não curam a doença.

Saiba tudo sobre essa doença no vídeo:

Como saber se tenho uma IST

O diagnóstico de uma doença sexualmente transmissível pode ser feito com base nos sintomas e na observação dos órgãos genitais, sendo confirmados através de exames, como o papanicolau e o teste de Schiller, por exemplo.

Além disso, o médico pode indicar um exame de sangue para verificar a causa da doença e indicar o tratamento mais adequado.

Quando é preciso repetir os exames

Quando a mulher ou o homem pegaram uma doença sexualmente transmissível, o médico recomenda a realização de exames médicos pelo menos de 6 em 6 meses por cerca de 2 anos, até que o resultado de 3 exames seguidos seja negativo.

Durante a fase de tratamento pode ser necessário ir no médico várias vezes por mês para ajustar o tratamento e curar a doença, caso seja possível.

Formas de contágio das IST's

As IST's além de serem transmitidas por contato sexual desprotegido, podem ser transmitidas:

  • De mãe para filho através do sangue durante a gravidez, pela amamentação ou durante o parto;
  • Compartilhamento de seringas;
  • Compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas;

Em alguns casos, muito raros, o desenvolvimento da doença pode ocorrer através de transfusão de sangue.

Como não pegar uma IST?

A melhor forma de evitar ficar contaminado é usando camisinha em todas as relações, no contacto íntimo vaginal, anal e oral, pois o contacto com secreções ou com a pele pode transmitir a doença. No entanto, é fundamental colocar camisinha corretamente antes de qualquer contato. Saiba como:

  • Colocar a camisinha masculina corretamente;
  • Usar a camisinha feminina.

O que pode acontecer se o tratamento não for feito?

Quando as IST's não são tratadas corretamente, podem surgir problemas mais graves como câncer do útero, infertilidade, problemas cardíacos, meningite, aborto ou malformações do feto, por exemplo.

Confira um ótimo remédio caseiro que ajuda a complementar o tratamento aqui.

Источник: https://www.tuasaude.com/doencas-sexualmente-transmissiveis-dst/

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) comuns

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) comuns

As doenças sexualmente transmissíveis (DST), também chamadas de doenças venéreas, são um importante problema de saúde pública em todos os países. Existem diversos tipos diferentes de DST, algumas mais graves, outras mais brandas.

Algumas doenças sexualmente transmissíveis podem levar à morte, seja por comprometimento do sistema imunológico, como no caso do HIV, ou por aumentar o risco de tumores malignos, como são os casos da hepatite B e do HPV. Outras complicações comuns das doenças sexualmente transmissíveis são a infertilidade, a lesão da uretra e a doença inflamatória pélvica.

Neste artigo faremos uma rápida revisão sobre os tipos mais comuns de doenças sexualmente transmissíveis. Vamos abordar as suas formas de transmissão e os sintomas mais comuns. Se você quiser mais informação sobre doenças específicas, utilize os links que serão fornecidos ao longo deste artigo.

Quais são as DST mais comuns?

Existem várias doenças sexualmente transmissíveis, causadas por diferentes tipos de germes, incluindo bactérias, vírus, parasitas e protozoários. Entre as DST mais comuns, podemos citar:

Das DST citadas acima, as que apresentam maior incidência, em ordem decrescente, são HPV, clamídia, tricomoníase e gonorreia.

Candidíase, hepatite A e vaginose bacteriana (infecção pela bactéria Gardnerella) não são consideradas doenças sexualmente transmissíveis, apesar de eventualmente poderem ser transmitidas por esta via.

Do mesmo modo, algumas infecções intestinais, como amebíase, giardíase, shigeloses e outras, podem ser transmitidas pela via sexual se houver contato com fezes contaminadas, como nos casos de penetração anal ou anilingus (sexo oral no ânus).

Para ser considerada uma DST a doença precisa ter a via sexual como modo de transmissão principal.

Formas de transmissão

Parece um bocado óbvio perguntar como se pega uma doença sexualmente transmissível, porém, a maioria das DST podem ser transmitidas por outras vias que não a sexual.

Por exemplo, HIV e Hepatites B e C podem ser transmitidas através de agulhas contaminadas, transfusão de sangue ou de mãe para filho durante a gravidez. A sífilis pode ser transmitida através do beijo, caso existam lesões na boca. Já a pediculose pubiana (chato) pode ser transmitida através de toalhas ou roupas íntimas.

Portanto, DST é uma doença que é preferencialmente, mas não necessariamente, transmitida pela via sexual.

Das três vias sexuais (anal, vaginal e oral), a via anal é aquela que apresenta maior risco de transmissão e contaminação. Só para se ter uma ideia, um homem que é passivo em uma relação anal com parceiro contaminado apresenta 30 vezes mais chances de se contaminar com HIV do que um homem que é ativo em uma relação vaginal com uma parceira contaminada.

Algumas DST são mais contagiosas que outras. O risco de contaminação com uma única relação sexual vaginal é muito maior para doenças como hepatite B, gonorreia e clamídia do que para HIV, sífilis e HPV, por exemplo.

O sexo oral é a forma com menor taxa de transmissão, porém ela não é isenta de riscos. A pessoa que recebe o sexo oral costuma ter menos riscos, pois seu órgão genital só tem contato com a saliva. O parceiro(a) que fornece o sexo oral sofre mais riscos, pois tem contato com secreções vaginais ou penianas contaminadas.

Em geral, mulheres ou homens homossexuais têm maiores riscos de contaminação que homens heterossexuais. O risco mais baixo ocorre em mulheres homossexuais, contanto que não se compartilhe dildos ou qualquer outro objeto para penetração.

Já ter uma DST aumenta o risco de ter outras. Indivíduos com herpes genital ou gonorreia, por exemplo, se tiverem relações sexuais com pessoas portadoras do HIV aumentam muito seu risco de contaminação. A inflamação e as lesões genitais causadas por uma DST favorecem o contágio por outras DST.

Fatores de risco

O principal fator de risco para se contrair uma doença sexualmente transmissível é ter vida sexual ativa. A melhor maneira de se prevenir contra as DST é não praticar sexo. Porém, isso é uma opção viável para apenas um minoria das pessoas. Naqueles que não pretendem praticar o celibato, usar preservativos e não ter uma vida promíscua é a melhor conduta.

Quando se estuda a população que tem ou já teve alguma doença venérea, algumas dados são encontrados com certa frequência, podendo ser caracterizados como fatores de risco para contaminação. Através destes estudos é possível afirmar que as doenças sexualmente transmissíveis são mais comuns nas pessoas que apresentam as seguintes características:

  • Idade entre 15 e 24 anos.
  • Solteiro.
  • Múltiplos parceiros sexuais.
  • Início precoce da vida sexual.
  • Pratica de sexo sem preservativos.
  • Consumo frequente de álcool.
  • Usuários de drogas.
  • Relações sexuais com prostitutas.

Além dos fatores acima, indivíduos que já tiveram uma DST têm maior risco de terem outras.

Sintomas

O grupo das doenças sexualmente transmissíveis é bastante heterogêneo, por isso os sintomas são muito variados. De modo didático, podemos dividir o quadro clínico das DST em 3 grandes grupos.

Corrimento uretral (uretrite)

A inflamação da uretra, canal que drena a urina, é a principal característica de várias DST. Os sintomas mais comuns da uretrite são a ardência para urinar, chamada de disúria (leia: DOR AO URINAR | Principais causas) e o corrimento peniano ou vaginal (leia: CORRIMENTO VAGINAL | VAGINITE). Nas mulheres, além do corrimento é possível haver dor e sangramento vaginal.

Gonorreia, clamídia, tricomoníase e outras causas menos comuns, como infecções por Mycoplasma genitalium e Ureaplasma urealyticum são as principais DST que cursam com uretrite, como principal característica.

Úlceras genitais

Outra manifestação comum de doenças sexualmente transmissíveis é aparecimento de úlceras nos órgãos genitais. As DST com essa característica são a sífilis, donovanose (granuloma inguinal), linfogranuloma venéreo, herpes genital e o cancro mole.

Cada DST costuma formar úlceras com características próprias. Por exemplo: a sífilis cursa com úlcera indolor e limpa; o cancro mole com úlcera dolorosa e purulenta; o herpes costuma ter múltiplas pequenas úlceras muito dolorosas, etc.

Nas mulheres, as úlceras podem surgir dentro da vagina, não sendo facilmente visíveis. Na sífilis, que cursa com úlcera indolor, a lesão pode até passar despercebida.

Sintomas gerais

As doenças sexualmente transmissíveis também podem se apresentar com sintomas sistêmicos, por acometimento de órgãos internos.

A DIP (doença inflamatória pélvica) é uma infecção grave dos órgãos reprodutores feminino, como útero, trompas e ovários. Pode ser surgir como complicação da gonorreia ou da clamídia.

A inflamação do fígado é o quadro típico das hepatites B e C, mas podem também ocorrer na gonorreia disseminada e na sífilis secundária.

O HIV pode causar febre, faringite e o aparecimento de gânglios pelo corpo.

Em geral, cada DST tem seus sintomas específicos. É preciso ler individualmente sobre cada doença para conhecer seus sintomas.

Prevenção

Como já foi dito, a melhor maneira de se prevenir contra uma DST é não ter relações sexuais. Todavia, esta orientação é impraticável para a imensa maioria da população. Portanto, é preciso pensar em outros modos de prevenção para as doenças venéreas.

As vacinas são métodos com elevada eficiência na prevenção de doenças. O problema é que atualmente só existem vacinas para duas DST: HPV e hepatite B.

Portanto, o método preventivo mais eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis ainda é a camisinha (leia: CAMISINHA | Eficácia e instruções de uso). A camisinha não é um método 100% eficaz, mas apresenta uma taxa de sucesso bastante elevada.

Estudos mostram que os preservativos feitos à base de látex e poliuretano são impenetráveis ​​às partículas virais de HIV. O material é altamente seguro. As falhas surgem geralmente pelo mal uso do preservativo, permitindo que o mesmo saia do pênis ou que se rompa durante a relação sexual. Em geral, o uso da camisinha reduz em até 90% o risco de transmissão do HIV.

A camisinha também é muito efetiva na prevenção das outras DST, principalmente da gonorreia em homens.

Por motivos ainda não bem entendidos, a DST que apresenta a menor taxa de prevenção com a camisinha é a tricomoníase. Mesmo assim, o uso regular do preservativo reduz em mais de 30% a chance de contaminação.

O preservativo pode não ser um método perfeito, mas ele ainda é muito melhor do que ter relações desprotegidas.

A camisinha é ineficaz contra a pediculose pubiana, conhecida popularmente como chato. Esta doença é causada por um tipo de piolho que se aloja nos pelos pubianos, área não coberta pela camisinha.

Portanto, durante o ato sexual, o contato íntimo entre as áreas de pelos púbicos não é evitado pelo uso do preservativo, tornando este método ineficaz contra a transmissão do Phthirus pubis, agente causador da pediculose pubiana.

Nos homens, a circuncisão é um modo eficaz para reduzir o risco de contaminação por DST (leia: CIRCUNCISÃO | Riscos e benefícios).

Estudos mostram que homens circuncidados apresentam até 50% menos chances de se contaminarem com o HIV através de relações com mulheres quando comparados com homens que não se submeteram a circuncisão. Este benefício só está comprovado em relações heterossexuais.

A circuncisão protege apenas o homem. A taxa de transmissão do HIV para as mulheres é a mesma, independente do homem ser ou não circuncidado.

A circuncisão também parece diminuir a taxa de contaminação do homem contra sífilis, herpes e HPV, mas não contra gonorreia, tricômonas e clamídia.

Tratamento

O tratamento das DST depende, obviamente, da sua causa. Algumas DST têm cura, outras não.

Infecções como sífilis, gonorreia, clamídia, linfogranuloma e tricômonas podem ser curadas com uso de antibióticos apropriados.

As infecções por hepatite B e C têm tratamento, mas a taxa de cura não é alta. Muitos pacientes vivem cronicamente com estas infecções.

O HIV tem tratamento, mas ainda não tem cura. O mesmo ocorre com a herpes genital.

O HPV não tem tratamento, mas em muitos casos o corpo consegue se livrar do vírus espontaneamente. O problema é o risco aumentado de câncer de colo do útero que as mulheres contaminadas apresentam.

Para saber mais detalhes sobre doenças sexualmente transmissíveis, acesse os links fornecidos neste texto para  ler sobre cada uma das DST descritas aqui.

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/dst/doencas-sexualmente-transmissiveis/

As 8 DST mais comuns

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) comuns

Possivelmente já ouvimos diversas vezes falar das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), mas não sabemos exactamente o que são, quais os sintomas, nem mesmo os tipos que existem. Na realidade, há muitas jovens e adultas que desconhecem que são portadoras dessas doenças, e outras que não têm os cuidados necessários para as prevenir e controlar.

É por isso que hoje vamos clarificar tudo o que deves saber sobre as DSTs, e quais as mais comuns, para que estejas informada e saibas como evitá-las.

O que são as DSTs?

São infecções causadas por bactéricas, vírus, parasitas ou fungos, que se transmitem de uma pessoa para a outra através do acto sexual.

A maior parte das DSTs afecta tanto homens como mulheres, mas em muitos casos estas doenças podem causar mais problemas na saúde das mulheres.

Os sintomas destas doenças nem sempre são claros. Algumas delas são assintomáticas, enquanto outras são facilmente detectadas. Porém, são todas contagiosas e antes de qualquer relação, deve-se usar sempre protecção, para evitar um possível contágio.

Perante qualquer dúvida, e para descartar ou diagnosticar alguma destas doenças, é importante efectuar uma citologia vaginal (exame papanicolau), análises ao sangue e à urina.

Quais são as DSTs mais comuns?

Vamos então falar-vos das 8 mais comuns e os seus sintomas, para que estejam informadas e se possam precaver e reagir o quanto antes, perante estas doenças:

Clamídia

  • É considerada a doença bacteriológica mais comum.
  • Transmite-se através do sexo vaginal, anal ou oral, e inclusivamente de mãe para filho durante a gravidez.
  • É chamada a “infecção silenciosa” já que normalmente não apresenta sintomas.
  • Pode infectar as células do colo do útero, a uretra e o reto.
  • Os principais sintomas são: fluxo abundante, sangramento anormal e dores ao ter relações sexuais ou a urinar.

Gonorréia

  • É uma infecção bacteriológica que pode infectar principalmente a uretra, o colo do útero, o reto e o anos.
  • Os sintomas normalmente surgem entre 1 e 14 dias após a relação sexual.
  • E sintomas podem ser ardor ao urinar, fluxo vaginal amarelado e irritação do anos.

VIH / SIDA

  • Este vírus tão conhecido, ataca as células do sistema imunitário e destrói-as, tornando o corpo incapaz de se defender de outras infecções. Até ao momento não foi descoberta cura para esta doença.
  • Se transmite através do sangue, de fluídos vaginais, do sémen e do leite materno.
  • Os sintomas não surgem de imediato e a sua presença apenas é diagnosticada através de um exame ao sangue.

Tricomoníase

  • É uma DST muito comum, que causa infecção nas células da vagina e da uretra.
  • Os síntomas são, corrimento branco ou com mau odor, comichão ou ardor vaginal e desconforto abdominal.
  • É importante realçar que quase metade das mulheres infectadas, não apresenta nenhum destes sintomas.

Vírus do Papiloma Humano (HPV)

  • Condilomas ou verrugas genitais, são muito comuns e contagiosas.
  • Condilomas, são causadas pelo Vírus do Papiloma Humano (VPH).
  • Se transmite através de relações sexuais ou do contacto de pele com pele.
  • Pode chegar a causar cancro do colo do útero.
  • E os seus principais sintomas são o aparecimento de verrugas e mal estar genital.

Candidíase

  • Considerada também uma infecção vaginal, é causada pelo fungo cândida que vive na nossa pele, mas que em determinadas ocasiões se reproduz, causando esta doença.
  • São muitos os factores que favorecem o seu aparecimento, desde o uso de roupa justa, a doenças que afectam o sistema imunitário.
  • Este fungo é transmitido através de relações sexuais.
  • E causa sintomas como inflamação vaginal e excesso de corrimento esbranquiçado.

Na sua maioria, as DSTs podem ser tratadas e eliminadas a tempo – em alguns casos apenas com a toma de antibióticos.

Então, nem penses duas vezes… ao menor sintoma que se pareça com o que descrevemos acima, procurar um médico é sempre a melhor solução.

Источник: https://www.ividoa.pt/dst-mais-comuns/

Infeções Sexualmente Transmissíveis | Associação para o Planeamento da Família

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) comuns

As Infecções sexualmente transmissíveis, ou IST`s como são vulgarmente designadas, são infeções que passam de umas pessoas para as outras durante as relações sexuais.

São provocadas por bactérias, vírus e parasitas que estão no sangue, sémen e outros líquidos corporais ou à superfície, na pele e mucosas da zona genital.

Como se Transmitem?

São transmitidas durante as relações sexuais, quando fazes sexo vaginal, anal ou oral. Algumas, como o herpes genital e o HPV, também se transmitem por contacto pele com pele (sem penetração ou “sexo completo”).

A transmissão é facilitada se não usares preservativo e se tiveres vários parceiros sexuais ao longo do tempo, mesmo que sejas fiel e tenhas apenas um/a parceiro/a de cada vez. Também é mais fácil contraíres uma IST, por exemplo VIH, se já tiveres outra, por exemplo sífilis.

Quem pode ser infetado/a por uma IST?

Qualquer pessoa sexualmente activa, seja homem ou mulher, pode ser infetada por uma ou mais IST`s. A transmissão dá-se do homem para a mulher e da mulher para o homem.

Podes ficar infetado/a com uma IST se tiveres relações sexuais com alguém que esteja infetado.

Quem tem um único parceiro sexual, ao longo de toda a vida, poderá ficar com uma IST se esse parceiro tiver relações sexuais com outra(s) pessoa(s) e se infetar.

As IST`s são frequentes?

Sim, as infecções sexualmente transmissíveis são frequentes e constituem um problema de saúde pública, pelas doenças que provocam e pelas complicações que podem ocasionar.

A organização mundial de saúde (OMS) calcula que no mundo, em cada ano, mais de 250 milhões de pessoas adquirem uma nova IST. Nos Estados Unidos são infetadas anualmente cerca de 20 milhões de pessoas e destas cerca de metade têm entre 15 e 24 anos.

Os/as jovens têm risco elevado de contrair infeções sexualmente transmissíveis por várias razões:

  • Devido à imaturidade do seu corpo, têm maior suscetibilidade para adquirir IST`s, sobretudo as mulheres jovens.
  • Muitos têm dificuldade em aceder aos serviços de saúde, em expor as suas queixas ou dúvidas aos/às técnicos/as de saúde, ou mesmo no pagamento das taxas moderadoras para a realização das análises recomendados.
  • Alguns têm vários parceiros/as sexuais e muitos/as não usam o preservativo

Como se manifestam as IST na mulher e no homem?

Habitualmente as infeções sexualmente transmissíveis não dão queixas durante meses ou mesmo anos, e as pessoas ignoram que estão infetadas e sentem-se saudáveis. Mas podem transmitir as infeções aos/às seus/suas parceiros/as sexuais.

Quando há sintomas, estes podem aparecer logo após o contacto sexual, ou levar semanas a meses a surgir. Por vezes os sintomas desaparecem mesmo sem qualquer tratamento, mas a infeção permanece no organismo (não há cura).

Alguns sinais e sintomas de IST`s:

  •  Corrimento anormal da vagina, pénis ou ânus;
  • Ardor ou dor ao urinar;
  • Feridas, bolhas ou outras lesões na área genital e/ou anal;
  • Comichão ou irritação na área genital e/ou;
  • Dor na parte inferior do abdómen ou durante a relação sexual.

O que podem causar?

Algumas destas infeções, se não forem tratadas a tempo, podem provocar doenças ou complicações graves: cancro do colo do útero, do pénis ou do ânus, doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade, orquite (doença dos testículos), epididimite (doença do epidídimo).

Nas mulheres grávidas, algumas IST`s podem passar para o feto e provocar malformações graves, aborto, parto prematuro ou doença no recém-nascido.

O diagnóstico e tratamento no início da infeção são fundamentais, para a cura sem complicações.

Como se tratam as IST?

As infecções sexualmente transmissíveis não se curam sem tratamento, por isso, deves procurar a ajuda do/a teu/tua médico/a de família, uma consulta de IST ou de um centro de rastreio se pensas que estás infetado/a. As análises para o diagnóstico ou rastreio das IST`s são fáceis, seguras e confidenciais.

À excepção do herpes genital, das verrugas genitais (ou condilomas) e da infeção pelo VIH (vírus da SIDA), a maioria das IST`s é facilmente curada com injeções ou comprimidos, O herpes deve ser tratado para reduzir a frequência e duração dos surtos, mas não tem cura.

As verrugas podem ser removidas, embora o vírus responsável pela doença possa permanecer na pele ou nas mucosas muito tempo.

O VIH tem tratamento que controla a infeção, impede a evolução para formas graves da doença (SIDA) e diminui a transmissão aos/às parceiros/as, mas não tem cura.

Que devo fazer se tiver uma IST?

Procura o/a médico/a, faz as análises que ele/a recomendar e completa os tratamentos indicados, pois a infeção pode permanecer, mesmo que os sintomas desapareçam, se não completares o tratamento.

Evita as relações sexuais enquanto estiveres a fazer o tratamento, para não transmitires a infeção e não te infetares de novo.

Informa a(s) pessoa(s) com as quais tiveste sexo de que podem estar infetadas e que devem ir ao médico e fazer análises, mesmo que se sintam saudáveis e não tenham sintomas.

O que posso fazer para tornar o sexo mais seguro?

A forma mais segura de te protegeres é não ter sexo, seja vaginal, anal ou oral (abstinência).

Só deves ter sexo quando decidires e deves dizer “não” se não queres fazê-lo. Deves conversar com o/a teu/tua parceiro/a sobre o que podem ou não fazer durante as práticas sexuais, de forma a sentirem-se ambos confortáveis e seguros.

Se tiveram parceiros sexuais anteriores devem fazer as análises de rastreio das IST`s antes de iniciar qualquer contacto sexual (sexo vaginal, anal ou oral).

Devem obter previamente preservativos e aprenderem a colocá-los e retirá-los corretamente.

O preservativo (masculino ou feminino) ou o dental dam (barra de latex), devem ser usados sempre que tiverem sexo (vaginal, anal ou oral), do princípio ao fim do contacto e devem colocar um preservativo novo se tiverem novo contacto.

Os casais heterossexuais devem ter cuidados adicionais para prevenir uma eventual gravidez, escolhendo e utilizando de forma correta e consistente um método contraceptivo, associado ao uso de preservativo.

Ambos/as os/as parceiros/as devem manter-se monogâmicos, sem contactos sexuais com outras pessoas que podem ser fonte de contágio de uma infeção sexualmente transmissível.

Devem evitar o consumo de álcool e outras drogas que podem induzir comportamentos de risco (não recurso ao preservativo, sexo com outros/as parceiros/as).

Certifica-te de que fizeste as vacinas disponíveis, que te protegem de algumas IST`s – a vacina contra o HPV e as vacinas das Hepatites.

O que deves saber sobre o preservativo externo (masculino)?

  • Utiliza o preservativo sempre que tiveres relações sexuais, logo no início, antes de qualquer contacto.
  • Para o sexo oral usa os preservativos mais finos.
  • Para o sexo anal usa sempre os mais fortes.
  • Em cada novo contacto sexual usa um novo preservativo.
  • Coloca o preservativo com o pénis em erecção, certifica-te de que não ficou ar na parte terminal e, no final, retira-o com cuidado, dá um nó e deite-a no lixo.
  • Abre a embalagem com cuidado, não utilizes as unhas, os dentes ou objectos cortantes.
  • Utiliza lubrificantes de base aquosa (à venda nas farmácias). A vaselina e os produtos oleosos podem danificar o látex dos preservativos, retirando-lhes eficácia.
  • Guarda os preservativos num locai seco e fresco, não exposto ao sol.
  • Tem atenção ao prazo de validade, inscrito na embalagem.  

Revisão cientifica dos conteudos:  Dra Irene Santo

Data da revisão: Fevereiro de 2020

Alguns sites que podes consultar:

https://www.positivo.org.pt/infeccoes-sexualmente-transmissiveis-ist

https://www.positivo.org.pt/wp-content/uploads/guia-de-infeccoes-sexualm…

http://www.pnvihsida.dgs.pt/

https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/sexually-transmitted…(stis)

https://www.cdc.gov/std/life-stages-populations/stdfact-teens.htm

https://www.cdc.gov/std/pregnancy/STD-Pregnancy-April-2016.pdf

https://www.cdc.gov/std/life-stages-populations/stdfact-msm.htm

Источник: http://www.apf.pt/infecoes-sexualmente-transmissiveis

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