Dor crônica: o que é, principais tipos e o que fazer

O que é dor crônica? Veja as causas e como ela afeta a qualidade de vida!

Dor crônica: o que é, principais tipos e o que fazer

Quem sofre de alguma dor física sabe como o dia a dia se torna cada vez mais difícil. Há queda na qualidade de vida, improdutividade no trabalho, desânimo e irritabilidade. Esse quadro pode ser um diagnóstico claro de dor crônica. Mas o que é dor crônica?

Trata-se de uma dor persistente que acaba trazendo não apenas sofrimento físico, mas também psicológico. As causas podem ser muitas, de fatores genéticos a até mesmo alteração na postura. 

Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe este texto e conheça a diferença entre dor crônica e dor aguda, as causas e tratamentos recomendados para dor crônica. Confira! 

Dor crônica versus dor aguda

Quando o assunto é dor crônica, é muito comum a confusão com a dor aguda. Mas uma se diferencia da outra pela causalidade, duração e causa da dor. 

A dor aguda geralmente é resultante de uma doença, inflamação ou lesão de tecidos. É o tipo da dor que surge de forma repentina, tal como um trauma causado por uma queda ou uma queimadura provocada por contato com algo muito quente. 

Outra característica é que a dor aguda dura relativamente pouco tempo. Nos casos mais raros e complicados, ela dura no máximo 3 meses. Também seu tratamento é facilmente realizável e acessível. 

Acima de três meses já considerada dor crônica. Se não for tratada a tempo, a dor crônica pode se prolongar por anos. Alguns exemplos de dor crônica são síndrome da fadiga crônica, fibromialgia, tendinite, doença inflamatória do intestino e disfunção da articulação temporomandibular.

Como a dor crônica afeta a qualidade de vida 

Além da dor localizada, a dor crônica pode muitas vezes causar graves problemas para os pacientes. É possível desenvolver tensão muscular, dificuldades de mobilidade, baixa de energia e perda de apetite.

Além desses fatores físicos, a dor crônica traz complicações psicológicas. Por exemplo, é comum que a pessoa apresente quadro de emoções fragilizadas, desenvolvendo depressão, irritação e ansiedade. 

Causas da dor crônica

As causas da dor crônica podem ser diversas. Porém, as mulheres são as que mais são acometidas para essas dores, e suas causas podem ser de origem genética e/ou hormonal. O uso de salto alto, a menopausa e a falta dos hormônios, por exemplo, podem provocar dor crônica. 

Alguma modificação na estrutura postural também pode gerar dor crônica. É o caso das mulheres que, durante a gravidez, ao apresentarem deslocamento na coluna cervical, desenvolvem dor crônica lombar. 

Ginástica holística

O movimento é um dos melhores remédios para as dores, e o resultado é ainda melhor se os exercícios promovem movimentos de forma holística. É o que oferece a ginástica holística. 

Ela permite o alívio das dores musculares e das articulações, promove a redução do estresse e da ansiedade, além de permitir o realinhamento da postura. Com alguns exercícios-chave de ginástica holística realizados frequentemente, é possível amenizar e prevenir dores crônicas.

Para tratar a dor cronica é preciso quebrar o ciclo vicioso que ela instala na vida de cada individuo.

Desmistificar que o repouso é melhor do que o movimento, respeitar limites e ter ganhos diários que aumentem sua confiança e auto estima.

O Método GH, que apresenta mais de 800 possibilidades de movimentos, faz com que o corpo se alinhe e organize através de ajustes finos e encaixes nas articulações.

Isso proporciona, a cada dia, uma elevação do bem estar e melhor condição de mobilidade. Ao longo de sua prática, os movimentos vão aumentando a capacidade de amplitude articular e fazendo com que o indivíduo ganhe destreza e leveza. O nosso primeiro objetivo é fazer com que a dor diária torne-se esporádica, e que com o tempo diminua a intensidade e regularidade.

Os Colaboradores são incentivados a trabalhar todos os dias com movimentos suaves que alinham o corpo. Levamos aproximadamente 12 semanas para quebrar definitivamente o ciclo da dor crônica, mas feito isso, os benefícios são crescentes e duradouros.

Fisioterapia analgésica

Essa é uma modalidade de fisioterapia que faz reduzir o quadro de dor. Um profissional especializado nessa área tem condições de aplicar técnicas como ultrassom, laser e estimulação elétrica nervosa transcutânea.

Cirurgia

Essa é uma forma de tratamento quando outras tentativas já foram realizadas, mas não se obteve o sucesso desejado. A cirurgia é recomendada para casos específicos, e são feitas intervenções cirúrgicas com técnicas convencionais ou minimamente invasivas.

Essas foram algumas informações sobre o que é dor crônica. Em todo caso, não se esqueça: é importante procurar auxílio profissional para fazer um diagnóstico e iniciar os tratamentos para o problema.

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Dor no ombro: inflamações e traumas são principais causas; veja como tratar

Dor crônica: o que é, principais tipos e o que fazer

Escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos, vestir-se, trabalhar… Você só é capaz de praticar todas essas ações cotidianas graças à articulação mais flexível do corpo humano, a dos ombros.

E quando a dor se instala nessa região, ela acaba atrapalhando o seu dia de várias maneiras e o que mais se deseja é uma solução rápida e eficaz –o que, diga-se de passagem, nem sempre isso é possível.

A dor no ombro é bastante comum e se encontra em terceiro lugar na lista das queixas mais frequentes nos consultórios médicos, perdendo apenas para as dores na lombar e nos joelhos. Estima-se que ela afete de 16% a 26% da população em geral e que, todos os anos, uma em cada dez pessoas procure ajuda médica por causa reclamação.

O incômodo é geralmente mais presente em pessoas de 45 a 65 anos. E o grupo mais afetado é o das mulheres. A razão para isso ainda gera discussões entre os cientistas, mas supõe-se que haja relação com fatores hormonais, já que a mulher possui mais estrogênio, hormônio ligado à maior sensibilidade e dor.

Tipos de dores no ombro

A dor pode aparecer de repente, quando é chamada de aguda ou pode durar um tempo, tornando-se crônica. Na maioria das vezes, a sensação dolorosa é localizada, mas algumas pessoas sentirão que o incômodo irradia para o cotovelo.

Outras relatam ter uma dor que se estende para as regiões escapular (parte de trás das costas) ou cervical (no pescoço).

Nesses casos, nem sempre o problema é do ombro. Há indivíduos que relatam limitação nos movimentos ou instabilidade, como se o ombro fosse sair do lugar.

A dor pode ser sentida não só durante as atividades físicas, mas também na hora do repouso.

Causas da dor no ombro

Segundo os médicos, as causas da dor no ombro se dividem em duas categorias principais: as traumáticas e as atraumáticas.

As primeiras estão relacionadas à juventude e dizem respeito a lesões decorrentes de quedas, choques, movimentos bruscos.

Já as segundas são mais comuns na idade madura e decorrem, geralmente, do envelhecimento do corpo como um todo, com o desgaste de articulações e tendões.

O incômodo pode também estar conectado às seguintes causas:

  • Articulares: são as relacionadas à articulação do ombro. A mais comum é a lesão do manguito rotador, que corresponde a 6 em cada 10 visitas a um especialista, especialmente entre os pacientes com mais de 50 anos. Para estes, a dor, em geral, decorre de alterações degenerativas. Quando isso acontece, a pessoa também apresentará perda de força, além de piora noturna ao dormir sobre o braço.
  • Periarticulares ou dores referidas: o mal-estar não provém do ombro, mas nele é sentido. Por exemplo: o paciente tem um problema na região cervical (pescoço), artrite e até hérnia de disco, mas a sensação dolorosa é no ombro; pode ser uma lesão temporomandibular (ATM), uma dor visceral (do coração) e mesmo metabólica, como nas deficiências hormonais.
  • Distúrbios ergonômicos ou ocupacionais: decorrem do movimento repetitivo ou má postura. É o caso de cabelereiros, pessoas que trabalham carregando cargas ou ficam muito tempo sentados.
  • Problemas mecânicos: instabilidade decorrente de movimentação articular excessiva (excessos nas academias).
  • Inflamações: processos inflamatórios na bursa (parte do ombro que facilita a ação dos tendões), ou nos próprios tendões. Esses quadros podem levar à Síndrome de impacto, consequência de uma modificação anatômica na parte superior do ombro (região do osso acrômio).

Quando procurar ajuda médica?

Quando a dor no ombro persiste por mais de dez dias, mesmo após o uso de analgésicos comuns, procure um profissional. Um ortopedista, um reumatologista, um fisiatra (médico focado em reabilitação) ou um especialista em dor podem avaliá-lo.Os médicos advertem que, nesses casos, é melhor não esperar muito tempo para obter a opinião de um profissional.

Isso porque o sintoma pode se agravar, tornando-se crônico. O tempo para que isso se concretize é de três meses.

A demora para procurar intervenção médica, para metade dos pacientes tratados, faz com que a dor comece a melhor depois de 6 meses. Estes são os dados da Associação Internacional para o Estudo da dor.

Portanto, quanto mais cedo você procurar ajuda, mais chances tem de se livrar da dor rapidamente.

Os especialistas são unânimes em afirmar que o exame clínico detalhado é a chave para descobrir a causa da sua dor. Assim, o médico deve usar todos os meios disponíveis para identificar o que está acontecendo com o seu ombro. Esteja pronto para responder perguntas sobre como a dor aparece, quando ela piora ou melhora, e quais são as suas características.

Depois dessa conversa, ele deve examiná-lo fisicamente para observar as condições da região. E não só. Como a dor nos ombros pode ter causas variadas, o especialista também deverá avaliar seu estado geral de saúde. Para completar o exame clínico, podem ser solicitados exames de imagens específicos, como radiografia e a ultrassonagrafia, que mostrará as condições dos seus tendões.

Caso esses testes não sejam suficientes, a ressonância magnética trará uma visão mais ampla e detalhada de tendões, cartilagens e ossos. Já a tomografia computadorizada revelará eventuais lesões ósseas. Especialistas em dor poderão valer-se até da termografia digital, um exame que identifica o local exato da dor a partir da emissão de calor.

Com todas essas informações em mãos, o médico pode definir seu diagnóstico com precisão.

Tratamento da dor no ombro

Quando a dor é consequência de traumas, como uma ação feita de forma mais brusca durante a prática esportiva ou no trabalho, a solução é mais rápida. Ficar mais atento aos movimentos, usar bolsas de gelo, bem como analgésicos e anti-inflamatórios comuns são os procedimentos mais comuns. Em casos mais graves, pode ser usado o corticoide, um anti-inflamatório mais potente.

A duração da terapia será de médio a longo prazo nos casos de dor crônica. A melhor abordagem, nessas situações, é a multidisciplinar. A reabilitação geralmente engloba acupuntura ou fisioterapia, que engloba: terapia por ondas de choque, fotobiomodulação (laser), bem como o uso de novas tecnologias, como radiofrequência direcionada, campo eletromagnético, entre outras.

A maioria dessas práticas são acessíveis para grande parte das pessoas, seja por meio de convênios médicos ou pelo SUS (Sistema Único de Saúde).A depender da intensidade da dor e de uma eventual resposta negativa a essas práticas, o uso de analgésicos mais potentes será necessário. E os remédios serão administrados por meio de infiltrações.

De modo geral, essas são as possibilidades terapêuticas disponíveis, o que não exclui uma intervenção cirúrgica.

Aliás, este tratamento poderá até ser a primeira opção em determinadas situações, como no caso da lesão traumática de manguito rotador, que não pode ser adiada sob pena de agravamento do quadro.

A melhor forma de prevenir-se de cirurgias desnecessárias é procurando profissionais capacitados para a sua avaliação. E muitas vezes ouvindo mais de uma opinião.

Como prevenir ou colaborar com o tratamento da dor no ombro

  • Procure ajuda médica o mais rápido possível. A medida evita que a dor se torne crônica;
  • Adote uma dieta equilibrada. Excessos ao comer ou beber mantêm o corpo em constante processo inflamatório;
  • Atente-se à postura no trabalho e ao usar o celular;
  • Evite ficar sentado por horas seguidas, sem pausas;
  • Faça exercícios regulares e sob orientação técnica, independentemente da sua idade;
  • Informe seu treinador sobre os seus limites físicos. Ele deve indicar treinos de alongamento e reforço da musculatura interna do ombro;
  • Fuja de práticas físicas extenuantes; prefira os que permitem movimentos mais lentos.

Fontes:Sandro da Silva Reginaldo, ortopedista, chefe do Serviço de Ombro e Cotovelo do Hospital das Clínicas da UFG (Universidade Federal de Goiás), membro da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), da SBCOC (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo) e da AAOS (Academia Americana de Ortopedia); João Paulo B. Leite, ortopedista, especialista em cirurgia do ombro e cotovelo e termografia digital médica, diretor médico e coordenador no Curso de Pós-graduação em Ultrassonagrafia intervencionista e Regeneração Tecidual, membro do Comitê de dor da SBED (Sociedade Brasileira do Estudo da Dor); Eduardo Murilo Novak, ortopedista e professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e da UFPR (Universidade Federal do Paraná), presidente regional da SSBOT-Paraná. Revisão Técnica: Sandro da Silva Reginaldo.

Referências:

  • Caroline Mitchell, Ade Adebajo et alli. Shoulder pain: diagnosis and management in primary care. BMJ. 2005 Nov 12; 331(7525): 1124-1128. doi: 10.1136/bmj.331.7525.1124.
  • International Association for the Study of Pain. Global Year Against Musculoskeletal Pains (October 2009 – October 2010). Shoulder pain.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/05/21/dor-no-ombro-inflamacoes-e-traumas-sao-principais-causas-veja-como-tratar.htm

Dor crónica e dor aguda

Dor crônica: o que é, principais tipos e o que fazer

Além do impacto na qualidade de vida dos doentes, a dor crónica é também um fardo financeiro substancial para a sociedade, uma vez que constitui uma das formas de sofrimento de mais elevado custo nos países industrializados.

Em toda a Europa, a dor crónica representa aproximadamente 500 milhões de dias de trabalho perdidos em cada ano, custando à economia europeia cerca de 34 mil milhões de euros.

Um em cada 5 doentes com dor crónica perdeu um emprego em consequência da sua dor.

Dor Nociceptiva

A dor provocada por uma lesão ou dano tecidular é classificada como dor nociceptiva. Os receptores conhecidos como nociceptores são activados neste processo. Os nociceptores são “sensores da dor” que detectam estímulos da dor e transmitem-nos ao sistema nervoso central.

Sensação de dor que emana da pele, músculos, articulações, ossos ou tecido conjuntivo é classificada como dor somática. É de natureza cortante e, habitualmente, fácil de localizar. Se a dor tem origem nos órgãos internos, como no caso de ataque biliar ou apendicite, é conhecida como dor visceral. A dor visceral é frequentemente vaga, contínua e bastante difícil de localizar.

Dor neuropática

Em contraste com a dor nociceptiva, a dor neuropática não é provocada por dano tecidular, mas por lesão ou perturbação funcional no próprio nervo. A dor é descrita como queimadura, cortante e tipo choque eléctrico. Os factores que provocam a dor neuropática incluem perturbações metabólicas como a diabetes ou doenças infecciosas como a zona.

Dor psicossomática

Esta forma de dor não é baseada em causas orgânicas. A dor psicossomática é provocada por problemas psicológicos. Mas isto pode ser difícil de detectar.

Dor idiopática

Utiliza-se o termo “dor idiopática” para indicar que se desconhece a causa; o médico não encontra provas que sugiram uma doença nem uma causa psicológica.

Dor aguda

É uma dor que surge após uma lesão, é auto limitada e desaparece com a lesão. Uma dor aguda pode ser considerada como benéfica por constituir um alerta.

Associa-se a uma resposta ao stress, com elevação da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, midríase e frequentemente a uma contracção muscular local.

Quando uma dor aguda não é tratada conduz a uma resposta hormonal com alterações metabólicas e circulatórias, manifestando-se taquipneia, taquicardia, alargamento da pressão de pulso e aumento da actividade do sistema nervoso simpático (SNS), conduzindo ainda à libertação de corticosteróides e à alteração da resposta imunológica. Esta dor é frequentemente agravada pela ansiedade que gera e por espasmos musculares reflexos secundários. Há recomendações para que as dores agudas sejam tratadas energicamente.

A dor aguda é a resposta fisiológica normal e previsível a um estímulo prejudicial (nocivo). Pode ser claramente localizada e a sua intensidade correlaciona-se com o estímulo.

Em contraste com a dor crónica, é de duração limitada e diminui com o fim da lesão ou com a cura. A dor aguda tem uma função protectora e de alerta.

Indica que existem lesões e previne lesões adicionais, pois desencadeia reacções de evitação.

Tratamento da dor

A Organização Mundial de Saúde (OMS) salienta que na terapêutica da dor deve ser considerada a situação clínica para a selecção do tratamento a utilizar com ajuste em função das necessidades do doente.

Assim, a terapêutica da dor crónica deve ser efectuada “pelo relógio”, isto é, com intervalos de tempo regulares, administrando-se uma dose adicional quando surge a dor eruptiva, isto é, quando surge um agravamento ocasional da dor.

O objectivo da terapêutica da dor crónica tem de ser a supressão da dor ou, se tal for impossível, iniciar o tratamento suficientemente cedo para prevenir o desenvolvimento da denominada “memória da dor”. A designação “memória da dor” descreve o fenómeno da persistência da dor apesar de a lesão já estar curada.

Devido à sua complexidade, a dor crónica requer abordagens diferenciadas e complementares, como tratamento físico e psicológico e terapêutica farmacológica. Isto inclui uma gama alargada de medicamentos para alívio da dor (analgésicos).

Dependendo da gravidade da dor, estão disponíveis tipos diferentes de analgésicos. São utilizados medicamentos não-opióides para o tratamento da dor ligeira. Estes são também denominados “analgésicos de acção periférica”, pois apresentam predominantemente efeitos periféricos.

Para os casos de dor mais grave, podem ser utilizados medicamentos opióides, também são denominados “analgésicos de acção central” (CAA), uma vez que apresentam principalmente efeito central (no cérebro ou medula espinal).

Além disso, são utilizados analgésicos adjuvantes, quando tal for adequado.

Os analgésicos adjuvantes são medicamentos cuja indicação principal não é o alívio da dor, contudo demonstram alguns efeitos analgésicos (por exemplo, antidepressores).

Já os casos de dor aguda pós-operatória podem ser tratados com opióides sendo a redução da dose efectuada posteriormente. Os Anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs) estão indicados na dor ligeira a moderada.

Idealmente, o alívio da dor aguda consiste na remoção o agente causal, no entanto são muitas as situações em que a abordagem analgésica deve ser instituída imediatamente antes do diagnóstico etiológico e de ser possível a remoção do agente causal.

Adicionalmente, o controlo da dor pode ser apoiado por abordagens não farmacológicas como estimulação nervosa eléctrica transcutânea (TENS), acupunctura ou hipnose.

“O alívio da dor é um direito dos doentes”

As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.

Источник: https://www.atlasdasaude.pt/publico/content/dor-cronica-e-dor-aguda

O que é fibromialgia? Saiba identificar os sintomas da doença

Dor crônica: o que é, principais tipos e o que fazer

A fibromialgia é uma doença silenciosa e não detectável em exames laboratoriais, e muitas vezes é encarada como um transtorno apenas psicológico1, mesmo quando as dores constantes gerem até depressão no doente.2 O quadro é ainda pior quando o doente sofre com a descrença e desconfiança de quem está ao seu redor, ou que duvidam da legitimidade da condição.

Pois é: há quem não acredite que os sintomas sejam verdadeiros3, mas isso não invalida a experiência de quem sofre com fibromialgia.

Fibromialgia é doença, não frescura

No Brasil, as causas da fibromialgia ainda não estão claras, mas por definição, é um distúrbio de dor e sensibilidades crônicas e generalizadas. Ela é tipicamente presente em mulheres jovens ou de meia-idade (cerca de 80% dos casos)4, mas pode afetar qualquer pessoa5.Os principais sintomas5 são:

  • Dor persistente e sensibilidade que se espalham pelo corpo todo, principalmente pelo crânio, tórax e coluna vertebral;
  • Rigidez corporal;
  • Fadiga (Sono fragmentado e sono não-restaurador);
  • Dificuldades cognitivas;
  • Ansiedade e/ou depressão;
  • Comprometimento das atividades diárias

O desafio do diagnóstico

Não é possível diagnosticar fibromialgia com uma radiografia ou exame de sangue. O médico identifica a doença pelos sintomas relatados e por um exame físico, que identifica os pontos dolorosos no corpo.[1] Muitas vezes, a doença é confundida com tendinite, quando as dores acontecem nos ombros, coluna cervical e joelhos.4

O diagnóstico da fibromialgia é realizado por exclusão e recomenda-se avaliar outras doenças que poderiam ser a causa dos sintomas antes de fazê-lo, como por exemplo: hipotireoidismo, artrite reumatóide, doenças autoimunes.5

Fibromialgia tem cura?

Infelizmente não, mas algumas adaptações no estilo de vida e medicamentos podem fazer o controle prolongado dos sintomas. Os exercícios, por exemplo, são grandes aliados do paciente, tanto que se exercitar é a principal recomendação médica para o tratamento da condição.1 Boa notícia, não é mesmo?

Não há uma recomendação específica sobre o tipo de atividade física. A opção varia de acordo com os sintomas e preferências de cada um. O ideal é testar várias modalidades até encontrar uma que realmente ajude, e que te dê prazer, claro. Além de diminuir a dor, o exercício melhora a depressão, a ansiedade, o sono e a fadiga.1

É possível que seu médico receite algum medicamento, mas o tratamento deve ser multidisciplinar, combinando remédios e exercícios físicos com práticas como acupuntura e outros tipos de autocuidado.1

Vamos falar sobre fibromialgia?

Como a fibromialgia ainda é uma doença estigmatizada, quem sofre com os sintomas pode escondê-los ou evitar falar sobre eles para evitar qualquer tipo de preconceito. Por isso, muitos consideram viver em silêncio com a doença3, o que é bastante incômodo e pode ter efeitos graves na qualidade de vida e tarefas do dia a dia.

Uma das melhores formas de combater um estigma é falar abertamente sobre ele. Se você conhece alguém que apresenta os sintomas da fibromialgia, procure conversar com essa pessoa sem julgá-la. Ofereça ajuda e a encoraja a procurar um profissional. O mesmo vale para aqueles que sofrem com os sintomas: sua doença é real e você merece tratamento.

Referências

1. Ministério da Saúde [homepage na internet]. Fibromialgia: os desafios de uma doença invisível [acesso em 08 Out 2018]. Disponível em:http://www.blog.saude.gov.br/index.php/materias-especiais/52386-fibromialgia-os-desafios-de-uma-doenca-invisivel

2. Rodrigues GF, Brisky IA, Soczek KDL. A relação entre fibromialgia e depressão. Trabalho de Conclusão de Curso – Bacharelado em Psicologia. Faculdade Sant’Anna. 2016. Disponível em:https://www.iessa.edu.br/revista/index.php/tcc/article/view/84/31

3. Gonzales BID. Aspectos Psicológicos da Fibromialgia: Personalidade e História de Vida. Faculdade de Psicologia – Universidade de Lisboa. Dissertação de doutorado em psicologia clínica. 2013. Disponível em:http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/11052/1/ulsd066203_td_Barbara_Gonzalez.pdf

4. Ministério da Saúde [homepage na internet]. Fibromialgia: conhece essa dor? [acesso em 08 Out 2018]. Disponível em:http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/33004-fibromialgia-conhece-essa-dor

5. Boomershine CS. Fibromyalgia. Medscape. 10 Set 2018. Disponível em:https://emedicine.medscape.com/article/329838-overview

SABRAGE.MDY.19.03.0115

Источник: https://www.medley.com.br/podecontar/preciso-ajuda/fibromialgia-nao-e-frescura

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