Dor de cabeça em criança: causas e como tratar naturalmente

Como tratar sinusite em criança logo no início? Entenda!

Dor de cabeça em criança: causas e como tratar naturalmente

A inflamação nos seios nasais é uma condição muito comum nos primeiros anos de vida. Por essa razão, os pais devem saber como tratar a sinusite em crianças. O primeiro passo é sempre a consulta com um pediatra, o qual indicará as medidas corretas para melhorar a causa do problema. As medidas de alívio e tratamento que falaremos aqui precisam ter sido indicadas por este profissional.

Devido à imaturidade dos seus sistemas respiratório e imunológico, elas não conseguem se defender adequadamente das infecções. Por exemplo, até os seis anos de idade, é perfeitamente comum que elas tenham de 6 a 9 crises de sinusite aguda todos os anos sem que isso gere maiores preocupações nos pediatras. À medida que ficam mais velhas, porém, há uma redução nesse número.

Para isso, neste post, vamos ajudá-lo a identificar os sintomas desse quadro e os principais sinais de alerta. Depois disso, falaremos sobre as medidas de tratamentos caseiros e médicos. Quer saber mais? Não deixe de acompanhar o post até o final!

O que é sinusite?

Conceitualmente, a doença é definida como uma inflamação dos seios nasais. Essas estruturas ficam dentro do nosso crânio, logo atrás do nariz. Por essa razão, a dor e a vermelhidão na face são uma das queixas.

Para eliminar o micro-organismo invasor, secreções começam a ser produzidas com células de defesa, as quais provocam uma cor amarelada ou verde, conhecida popularmente como “catarro”.

Vários outros sinais e sintomas podem aparecer durante o quadro, como:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • mal-estar;
  • cansaço;
  • tosse durante a noite, entre outros.

Quais são as principais causas de sinusite?

Não há uma causa única para sinusite, porém, podemos classificá-la em 4 tipos principais. Vamos falar de cada uma, a seguir!

Viral

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não são as bactérias as principais causas de sinusite, mas os vírus. Apesar de não haver uma estatística sobre o assunto, os profissionais acreditam que eles sejam responsáveis pela maioria dos casos.

As épocas de inverno e de tempo seco deixam as crianças mais expostas à infecção. Como elas passam grande parte do tempo nas creches e escolas, basta uma criança doente para que haja um surto.

Felizmente, a doença tem um curso benigno de resolução espontânea. Assim, não é necessário tratá-la com antibióticos. Busca-se somente um alívio dos sintomas como a coriza, a febre e a dor no corpo. Isso pode ser feito com soro fisiológico e antitérmicos.

Bacteriana

É a causa que mais preocupa os médicos e as mães, pois o quadro clínico é mais intenso. Os pequenos perdem grande parte do apetite, ficam quietinhos na cama, apresentam febre alto e parecem nunca sarar. Nesse caso, pode ser necessária a administração de um antibiótico, porém, ele só pode ser receitado pelo médico.

Alérgica

É uma manifestação aguda de uma alergia respiratória. Ao entrar em contato com pelos, pólen, mofo, entre outros, há uma reação imediata dos seios nasais, que produzem muita secreção. Na maioria das vezes, não há sinais sistêmicos de febre, dor no corpo e queda do estado geral.

Inserção de corpo estranho

As crianças pequenas, frequentemente, tentam inserir peças de brinquedos por suas narinas, mas muitos deles não passam pelo pequeno orifício. No entanto, pode ocorrer de eles conseguirem isso sem que os pais vejam.

Esse objeto vai gerar uma reação do organismo e facilitar as infecções, sendo a principal suspeita quando há sinusites bacterianas de repetição, pois, ao contrário das virais, elas não ocorrem muitas vezes em um mesmo período. A partir de uma radiografia, o médico poderá chegar ao diagnóstico.

Quais as diferenças entre a sinusite aguda e a crônica?

Praticamente todas as doenças respiratórias se apresentam de duas formas:

  • aguda: começa de repente e se cura espontaneamente ou com o tratamento. Não dura mais do que duas semanas;
  • crônica: a criança apresenta vários quadros repetidos, os quais praticamente nunca se resolvem com o tratamento usual das formas agudas.

Esse é o caso da bronquite e da rinite, provocadas por uma reação exagerada do sistema imune a alérgenos.

Na sinusite, entretanto, a cronicidade possivelmente indica outro problema, como defeitos do septo nasal, doenças congênitas, reação de corpo estranho etc.

Assim, o profissional deverá iniciar uma investigação maior, que pode envolver exames de imagem, consultas com otorrinos e tratamentos prolongados.

Como tratar a sinusite em criança logo no início?

Como a maioria das infecções são virais, o tratamento inicial pode ser mais brando e feito pelos pais, em casa. As medidas também poderão ser adotadas para outras condições respiratórias, como a rinite.

Nebulização

Esse equipamento é excelente para as formas agudas e crônicas. A umidificação das narinas ajuda a dissolver a secreção, o que facilita a sua eliminação e alivia a congestão nasal. O procedimento mais correto é utilizar somente soro fisiológico sem nenhum outro medicamento.

Bolsa de água quente

As bolsas de água quente ajudam a facilitar a drenagem das secreções pelo organismo, reduzindo a obstrução à passagem do ar. Isso proporciona um alívio sintomático.

Alimentação

O sistema imunológico será a principal defesa do corpo contra os micro-organismos. Para isso, ele deve estar funcionando adequadamente, o que só é possível com uma alimentação completa e equilibrada. Dê bastante frutas, legumes e vegetais para o doente. Se ele estiver se recusando a comer, não force, pois isso pode provocar engasgos.

O que fazer se não houver melhora?

Algumas situações devem chamar a atenção dos pais, como:

  • ausência de melhora do quadro no prazo de dez dias;
  • uma piora significativa dos sintomas, com o surgimento de inapetência, febre alta e prostração intensa;
  • em poucos dias após uma melhora importante, houver o ressurgimento das queixas.

Então, será o momento de procurar a ajuda médica novamente para que o pediatra indique um tratamento resolutivo. Em alguns casos, poderá ser necessária também a realização de cirurgias, como a remoção de corpo estranho, correção de desvio de septo, cauterização de cornetos nasais hipertrofiados etc. São procedimentos simples de poucas horas, mas essenciais para evitar a sinusite crônica.

Portanto, todos os pais e responsáveis devem saber como tratar sinusite em crianças nos casos mais leves. Afinal, provavelmente, os filhos podem apresentá-la várias vezes aos anos. Muitas medidas podem ser tomadas em casa, mas é preciso muita observação e, em caso de qualquer sinal de alarme, a criança deverá ser levada ao médico o quanto antes.

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Источник: https://conteudo.omronbrasil.com/como-tratar-sinusite-em-crianca/

Dor de cabeça na criança | CUF

Dor de cabeça em criança: causas e como tratar naturalmente

A queixa de dor de cabeça (cefaleia) numa criança provoca perturbação e ansiedade nos pais e familiares e, até mesmo na própria criança. 

Habitualmente a tendência é para pensar que a criança não tem idade para ter cefaleias, que é nova demais e que decerto alguma doença grave estará na sua origem. No entanto, cerca de 20% da população pediátrica tem cefaleias crónicas, sendo as causas mais frequentes as mesmas da idade adulta: enxaquecas e cefaleias de tensão.

Algumas crianças têm cefaleias muito antes da idade escolar e provavelmente antes até de saberem falar, numa altura em que o seu mal-estar se traduz apenas por irritabilidade, choro inexplicado, diminuição da atividade, falta de apetite ou vómitos.

Como se diagnostica

Na maioria dos casos, o questionário das características das cefaleias, a observação cuidadosa da criança e um exame neurológico completo são suficientes para o médico fazer o diagnóstico correto, não sendo útil qualquer exame complementar para o esclarecimento da situação. 

Este diagnóstico preciso é fundamental para o aconselhamento, caso a caso, da medicação necessária.

Quando a história dos sintomas ou dos dados da observação deixam dúvidas sobre a possibilidade de uma doença do cérebro, o que acontece em menos de 5% dos casos, alguns exames podem diagnosticá-la.

Enxaqueca

A enxaqueca está relacionada com fenómenos vasomotores. Ao contraírem, os vasos podem provocar perturbações visuais ou do equilíbrio. Na fase de vasodilatação, surge a dor, por vezes acompanhada de falta de apetite, náuseas e vómitos.

Embora a enxaqueca tenha causas genéticas e, em muitas das crianças seja possível encontrar antecedentes familiares do mesmo problema, existem fatores que funcionam como desencadeantes dos episódios de dor (crises). Entre eles, estão o stress, o exercício físico excecional, a irregularidade do ritmo de sono e das refeições, os ciclos menstruais, raramente algum tipo específico de alimentos. 

Ao contrário dos adultos, na enxaqueca da criança é menos frequente ou mais difícil de pôr em destaque a típica localização, atingindo uma metade da cabeça ou o caráter pulsátil. Muitas vezes a dor é bilateral, na região anterior da cabeça ou atrás dos olhos.

É acompanhada de náuseas, vómitos, visão turva, sensibilidade à luz e aos ruídos e alterações de humor. Algumas crianças, como os adultos, podem sentir uma “aura” precedendo a dor, muitas vezes constituída por sintomas visuais, entre quais perceção de luminosidade, cores, linhas quebradas, manchas negras.

O primeiro passo do tratamento é evitar os fatores que desencadeiam a crise. O uso de analgésicos comuns é muitas vezes eficaz nas crianças e, na maioria dos casos, constitui mesmo o único tratamento necessário. No entanto, a terapêutica global da enxaqueca deve ser orientada pelo neurologista.

Cefaleia de tensão

A maioria das crianças com dores de cabeça crónicas que surgem quase diariamente têm cefaleias de tensão.

Na sua origem, nem sempre existe um fator emocional reconhecido, como a separação ou a doença de um familiar, conflitos em casa ou na escola ou dificuldades de aprendizagem.

Muitas vezes, aspetos mais subtis como as preocupações com a imagem corporal, uma personalidade prefecionista, a exigência excessiva imposta pelo próprio ou pelos pais, a falta ou – pelo contrário – o exagero de atividades extra-curriculares, podem ser mais importantes.

Um dos aspetos mais difíceis de evitar é o stress. As crianças preocupam-se com os resultados escolares e com a imagem que os outros (pais, colegas e professores) têm deles. É compreensível a ansiedade provocada pela expetativa do teste de matemática, do jogo de futebol importante para o campeonato, da participação na festa escolar do Natal.

A intensidade da dor é variável, muitas vezes descrita como aperto, peso ou moínha, podendo durar apenas alguns minutos ou serem constantes. Por vezes associam-se outros sintomas como insónias, dores noutras localizações ou tristeza declarada.

Os medicamentos analgésicos podem ser úteis mas nem sempre são muito eficazes. O mais importante é a prevenção, aliviando a pressão e procurando uma atividade lúdica regular.

Seja qual for a situação, com base num diagnóstico correto com um plano terapêutico dirigido, qualquer criança ou adolescente deve poder obter o bem-estar e uma vida com qualidade.

Outras causas de cefaleias

Uma história de dor de cabeça pode ser a manifestação inicial de uma doença neurológica, devendo por isso, merecer observação médica.

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Alimentos que causam dor de cabeça

Dor de cabeça em criança: causas e como tratar naturalmente

A cena é clássica: o indivíduo começa a se comportar de maneira diferente, a luz e o barulho parecem estar nas alturas e o incômodo é tão forte que a única solução é escapar para um lugar escuro, deitar e esperar a dor passar. Os ataques de enxaqueca, tão tristemente famosos quanto misteriosos, são causados por uma lista longa de fatores, das mudanças bruscas de temperatura ao esforço físico.

“O cérebro de quem sofre com a doença é mais sensível a estímulos e desequilíbrios que normalmente não afetam outras pessoas”, resume Fernando Kowacs, neurologista que coordena o Departamento de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia.

Com a sensibilidade aguçada, para essa turma até um simples lanchinho pode dar origem ao suplício.

“Estudos mostram que entre 12 e 60% dos enxaquecosos relatam ter episódios após consumir determinado alimento”, comenta Laís Bhering, nutricionista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para entender melhor como uma coisa está ligada a outra, pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, revisaram mais de 180 estudos sobre o impacto do menu na dor de cabeça.

Eles concluíram que a associação é forte a ponto de justificar uma mudança na abordagem do tratamento.

“Atualmente, o foco está nas medicações, mas deveria incluir mais as dietas preventivas e os hábitos alimentares de cada um”, aponta Vincent Martin, médico da instituição americana e um dos autores do trabalho.

A extensa investigação sugere dois caminhos para que as refeições passem de vilãs a coadjuvantes no combate à doença. Primeiro, evitar os ingredientes-gatilho (conheça os principais abaixo), tática que já é utilizada nos consultórios. O passo seguinte é priorizar uma alimentação que espante novas ocorrências.

O problema nessa história é que não dá apenas para dizer que aquela taça de vinho ou o sanduíche do final de semana sejam com certeza os causadores do incômodo.

“O fato de um grande número de pessoas ter enxaqueca depois de comer determinado alimento não quer dizer que isso ocorrerá com todo mundo.

Os fatores que disparam o problema são muito individuais”, destaca Norma Fleming, neurologista e membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor Crônica. Portanto, melhor é descobrir o que faz mal antes de adotar um cardápio específico.

Mesmo porque até itens saudáveis, como castanhas, frutas cítricas e banana-nanica, podem desencadear crises em sujeitos sensíveis.

Ainda não se sabe muito bem por que isso ocorre, mas a teoria mais aceita diz que algumas substâncias desses e de outros quitutes estimulariam além da conta o sistema trigeminal, conjunto de nervos que recobre parte dos vasos sanguíneos da cabeça.

“Com a sensibilização excessiva, a própria dilatação promovida pelo sangue circulando incomodaria, daí a dor pulsante”, desvenda José Geraldo Speciali, da USP de Ribeirão Preto.

Como não há suspeitos únicos para todos os casos, restrições agressivas estão fora de cogitação antes de uma confirmação sobre os motivos por trás do distúrbio. O trabalho americano analisou, por exemplo, a retirada do glúten das garfadas e viu que a proibição só evitava cefaleia em portadores de doença celíaca, que não toleram a proteína de jeito nenhum.

Já os regimes que proíbem carboidratos geram polêmica. Embora o cérebro dependa da glicose obtida dessas moléculas para trabalhar direito, há indícios de que sua limitação seja benéfica para os enxaquecosos.

“Para compensar a falta, o organismo usa gordura para produzir corpos cetônicos, uma espécie de substituto, que teria efeito preventivo”, aponta Martin. “Mas esse tipo de regime é perigoso.

Só deve ser adotado por recomendação médica e demanda monitoramento constante”, avisa.

Se por um lado o cardápio não deve ser alterado bruscamente, por outro há nutrientes que trazem, sim, alívio nesse cenário angustiante.

O ômega-3, gordura do bem presente no azeite e nos peixes, é precioso aqui em razão do seu efeito anti-inflamatório — suspeita-se que a enxaqueca seja financiada pela abundância de moléculas inflamatórias em circulação.

Na mesma linha de pensamento, perder peso e fazer atividades físicas ajudam porque o excesso de gordura financia a inflamação — e o exercício aumenta a tolerância às fontes do estorvo. Encher o prato de vegetais, ricos em antioxidantes, também tem efeito protetor nesse sentido.

Para encontrar o vilão, só mesmo ficando bem atento ao que não cai bem. “Se o incômodo ocorre três em cada quatro vezes que você ingere aquilo, é bem provável que esse seja um gatilho importante”, explica Martin. E isso não quer dizer que é comeu, doeu.

“O mal-estar se manifesta até 48 horas depois da refeição”, complementa Laís.

Uma das táticas recomendadas pelos experts é manter um diário da dor, no qual cada episódio é anotado junto com os hábitos alimentares, de sono e ansiedade — que são outros fatores intimamente ligados à cefaleia.

Aliás, é importante vigiar os demais cúmplices dessa encrenca (confira alguns abaixo), que é considerada pela Organização Mundial da Saúde a sexta doença mais incapacitante no planeta. O limite do organismo ultrassensível não é preestabelecido.

“O sistema límbico, que controla nossas emoções, está envolvido no surgimento da dor. Logo, se estivermos mais ansiosos ou cansados, há um risco maior de o alimento fazer mal”, esclarece Norma Fleming.

Seja como for, o ideal é procurar um especialista para descartar outras doenças e apurar por que enxaquecas mal resolvidas podem virar crônicas. Daí, o buraco é mais embaixo — e merece outra reportagem.

Café

Ele e o cérebro vivem uma relação quase sempre de amor. Tanto é que, na maioria das vezes, é a falta de cafeína que causa panes — aliás, ela até está presente em vários analgésicos justamente por potencializar a ação de alguns princípios ativos. “Quem toma a bebida diariamente pode sentir desconforto depois de mais de 24 horas sem nenhuma dose”, explica Vincent Martin.

Nesse contexto, se experimenta literalmente uma crise de abstinência. “Se for o caso, uma xícara no começo do episódio até alivia um pouco”, ensina José Geraldo Speciali, neurologista da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Por outro lado, o exagero faz mal especialmente aos pouco habituados, mas não só a eles.

“Beber quantidades maiores do que 400 miligramas por dia aumenta o risco de a ansiedade aparecer mesmo se a pessoa estiver acostumada, o que piora a enxaqueca”, completa o médico.

Os especialistas recomendam que o consumo fique em no máximo três xícaras por dia. Vale lembrar que há cafeína também nos refrigerantes, suplementos de academia e em outras bebidas.

Realçadores de sabor

O aditivo alimentar mais associado ao transtorno é o glutamato monossódico. A substância tem vocação natural para atuar na massa encefálica. “O que se acredita é que a presença dele excita o sistema nervoso, ocasionando a dor”, detalha Laís, da UFMG.

No entanto, o ácido glutâmico, a base desse ingrediente, está presente naturalmente em alimentos como carnes, queijos e alguns legumes. Por isso, é difícil dizer se é ele mesmo o culpado.

Parece que a encrenca se dá com a versão feita em laboratório e encontrada em congelados, no molho de soja e em outros industrializados. Ah, o estudo da Universidade de Cincinnati mostrou que há uma variante mais perigosa desse item.

“Sua absorção aumenta quando ele está diluído em preparos líquidos”, destaca Vincent Martin.

Salaminhos e companhia

Aqui o culpado é outro composto químico: o nitrito, usado para preservar a cor rosada e dar sabor curado e defumado ao bacon, à salsicha e a embutidos em geral. Em excesso, ele favorece a vasodilatação, o que não é ruim — a menos que você esteja entre os 15% dos brasileiros que têm enxaqueca.

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Nesse grupo, o relaxamento dos vasos quando o sangue passa causa dor porque as terminações nervosas que recobrem esses caminhos estão hipersensíveis. Aí qualquer onda é percebida como um tsunami.

“Mas vale esclarecer que a vasodilatação é precedida por outros fenômenos e não é a causa em si do problema”, diferencia Kowacs.

“Agora, a influência do nitrito sobre outras substâncias pode ocasionar uma crise até seis horas depois de ele ser ingerido”, completa.

Álcool

Não é preciso nenhum estudo para perceber que a bebedeira bagunça a cabeça. Por isso, vale aqui uma diferenciação.

Há a dor da ressaca, causada pela desidratação e por outros efeitos do abuso de álcool no organismo, e há a enxaqueca disparada por drinques específicos, quando basta uma dose para estragar a happy hour.

Nesse quesito, o campeão é o vinho tinto, cheio de moléculas benéficas para as artérias, mas disparadoras de dor para alguns azarados. E, diferentemente do que muita gente pensa, não é a qualidade ou a origem da bebida que fazem estrago.

“Um estudo já comparou as queixas depois de goles de rótulos nacionais e importados e viu que mais gente reclamava após tomar o vinho francês”, conta Kowacs. Também, entram no rol inglório de perturbadoras da paz cerebral a vodca, a cerveja e outras bebidas fermentadas.

“Parece haver uma ação das aminas presentes no líquido em alguns neurotransmissores envolvidos no desenvolvimento da crise”, aponta Laís. Nesse caso, não tem muita solução a não ser cortar as taças da rotina até que o problema esteja sob controle.

Já para evitar a dor de cabeça comum, a dica é tomar água entre as doses e não brindar de barriga vazia — além de beber com moderação, sempre.

Chocolate

Eis um clássico na lista. É que o cacau contém teobromina, substância com efeito estimulante e vasodilatador também encontrada no vinho tinto — e algumas pessoas são sensíveis a ela. O chocolate branco até tem essa molécula, mas em menores quantidades.

E há ainda uma associação curiosa nessa história: o desejo incontrolável pelo doce.

“Muitos dizem que o chocolate foi o estopim, mas na verdade a própria fissura já é um sinal do comportamento alterado que precede a crise de enxaqueca em 60% dos casos”, decifra Kowacs.

A fase que antecede o sofrimento é chamada de pródromo e começa até dois dias antes da dor em si.

Além da vontade intensa, durante esse tempo é normal sentir alterações de humor, como irritabilidade, euforia e picos de energia, sem contar perrengues como enjoo.

O quadro ainda está sendo investigado pela ciência, mas já se sabe que provoca alterações no hipotálamo — importante região do cérebro que comanda a resposta emocional ao metabolismo — e diminui o nível de alguns neurotransmissores.

Queijos

Embora os gordurosos levem a fama, qualquer variedade é capaz de ofender o sistema nervoso dos mais suscetíveis.

“Como são derivados lácteos, todos os queijos possuem componentes que servem de gatilho à dor, a exemplo de proteínas grandes demais para serem digeridas e potencialmente alergênicas”, diz Laís.

Nos organismos mais sensíveis, essas proteínas são confundidas com agentes agressores e atacadas pelas defesas do corpo, numa reação em cadeia que leva ao desconforto.

Mas a balança pesa mesmo para os tipos mais calóricos, caso do gorgonzola e do parmesão, e os curados e envelhecidos.

“Ainda não temos muitos estudos sobre os mecanismos desse processo, mas parece que a própria gordura, presente em maiores quantidades, favoreceria o ataque”, completa a nutricionista.

Sem contar que o queijo tem tiramina, componente encontrado em outros itens desta lista negra como o… vinho!

Outros fatores que abalam a cuca

Jejum

A fome e a sede dão dor de cabeça mesmo em quem não sofre com a enxaqueca. E pelo motivo mais óbvio: a falta de combustível para o cérebro.

Sono

As poucas horas de descanso refletem no dia seguinte, mas até o excesso de tempo na cama pode bagunçar o coreto. O ideal é manter a rotina.

Ambiente

Cheiros fortes ou mesmo bem específicos, como certo perfume, claridade, luzes coloridas e muito barulho também entram na lista.

Estresse

É batata: se a tensão está em alta, não há dieta que dê conta de aliviar a dor. Não é à toa que ele é considerado o principal desencadeante das crises.

Doenças

O médico precisa ser consultado sempre para descartar outros males que têm a cefaleia como sintoma, a exemplo de derrames, meningite e até tumores.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/alimentos-que-provocam-dor-de-cabeca/

Conheça as terapias alternativas usadas no combate à dor de cabeça

Dor de cabeça em criança: causas e como tratar naturalmente

A advogada Maria Elizabete Araújo, 64, convive com a enxaqueca há mais de duas décadas, mas nunca procurou um especialista para saber qual a gravidade de suas dores de cabeça. “É só tomar um chá de camomila que passa. Também faço ioga”, diz.

A paulistana está entre os 2,1 milhões de brasileiros que buscam terapias alternativas no SUS (Sistema Único de Saúde) para tratar alguma doença, mas seu caso mostra que nem todo o mundo o faz da maneira correta.

Entende-se por terapias alternativas todo o tipo de tratamento não convencional.

Isso engloba o uso de remédios fitoterápicos (derivados de plantas) e naturais (substâncias extraídas da natureza em sua forma bruta e usadas como medicamento), além de práticas baseadas no corpo e na mente.

O SUS oferece hoje, gratuitamente, 29 PICs (Práticas Integrativas e Complementares). Entre elas estão aromaterapia, homeopatia e plantas medicinais, todas associadas ao tratamento da enxaqueca.

O assunto não é um tabu dentro da comunidade médica como muitos pensam. Os neurologistas ouvidos pelo VivaBem não veem problemas em indicar as PICs a seus pacientes —sobretudo quando eles as preferem—, mas fazem a ressalva: não há, na literatura médica, nenhuma comprovação de que chás ou ioga aliviem as dores.

“O efeito placebo acontece em diversas formas de tratamento. Só de acreditar a pessoa pode melhorar. Mas sem um tratamento de alta eficácia, esse efeito não costuma se sustentar. Por isso o tratamento farmacológico faz a diferença”, afirma Marcio Nattan, neurologista do Hospital das Clínicas da USP (SP).

Isso não significa que ele e outros neurologistas não considerem sérias as práticas naturais no tratamento da dor de cabeça.

Quando seus pacientes rejeitam a alopatia, mesmo com a advertência de que os fármacos são mais eficientes, o neurologista Fernando Kowacs, coordenador do departamento científico de cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, recomenda, para o tratamento preventivo da enxaqueca, atividades físicas aeróbicas e remédios nutracêuticos (formulações com vitaminas específicas).

Entre os exercícios aeróbicos sugeridos estão corrida e natação. A Revista Internacional de Medicina Esportiva publicou, em 2011, um estudo que afirma que a prática destas atividades três vezes por semana ajuda a reduzir a quantidade e a intensidade dos ataques de enxaqueca.

A meditação também é bem vista entre os especialistas porque reduz o estresse e melhora a qualidade do sono, dois causadores de crises. Há credibilidade entre os profissionais que defendem a musicoterapia como meio de tratar a dor de cabeça.

Eliseth Ribeiro Leão, enfermeira e pesquisadora do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (SP), criou, em parceria com um fabricante de medicamentos, o projeto Dorflex Music Experiment, autointitulado um “analgésico musical”.

A cantora Ana Carolina deu voz às reconfortantes canções compostas com o objetivo de relaxar o corpo e, assim, combater a doença.

Diferença entre enxaqueca e cefaleia tipo tensão

Quando alguém tem diabetes, não hesita em ir ao médico para procurar o tratamento adequado. Porém, quando está com dor de cabeça, geralmente ignora os sinais do corpo acreditando se tratar de um problema menor.

A enxaqueca é a segunda doença mais incapacitante do mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Estima-se que mais de 30 milhões de brasileiros sofram dessa enfermidade. A dor pode ser moderada ou grave.

Geralmente é latejante e piora quando a pessoa se movimenta.

Em indivíduos portadores da doença, as crises podem ser desencadeadas por estresse, privação ou excesso de sono, alimentação irregular, mudanças bruscas de temperatura ou da pressão atmosférica, atividades intensas ou variações dos níveis hormonais (como na menstruação).

A enxaqueca é chamada de crônica quando existe dor de cabeça em pelo menos 15 dias por mês durante um trimestre. Neste caso, é preciso controlar o uso de analgésicos para que o quadro não piore. Também por isso, há muita gente que tem receio de usar fármacos.

A cefaleia do tipo tensão é menos intensa e não latejante. Não há, em casos do tipo, o incômodo com sons ou com a luminosidade.

O que dizem os naturólogos

O assentimento Práticas Integrativas e Complementares como complemento da alopatia mostra que está longe de haver uma guerra fria entre médicos e naturólogos, mas os pontos discordantes entre as duas comunidades existem. O segundo grupo acredita fortemente que é possível aliviar a dor de cabeça sem usar medicamentos alopáticos.

“O naturólogo preza pela prática multiprofissional e, desta forma, desenvolve diversas de suas atividades junto à comunidade médica. É importante observar que não somos contra o uso de fármacos, quando necessários.

O termo atual utilizado para as terapias alternativas é Práticas Integrativas e Complementares. Não se trata de excluir o uso de outras terapias, mas de complementar o tratamento.

Em alguns casos, a utilização de remédios naturais dentro de uma visão ampliada de saúde (que objetiva tratar a pessoa em sua integralidade, compreendendo a causa da dor), junto a orientações de mudanças de hábitos e a utilização de outras PICs como a meditação, por exemplo, é o suficiente para aliviar as dores. Em outros casos, de enxaqueca mais grave, pode ser necessária a associação de fármacos prescritos por um neurologista”, explica o naturólogo Diego Paz.

“Compreendido isto, evidências científicas e a prática clínica demonstram que recursos naturais como óleo essencial de lavanda e o óleo essencial de hortelã-pimenta, utilizados na aromaterapia, e o extrato de gengibre, utilizado como fitoterápico, são efetivos para o alívio dos sintomas da enxaqueca.”

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 3.000 municípios brasileiros oferecem Práticas Integrativas e Complementares (dados de 2017). O país tem hoje três cursos de graduação em naturologia.

“A disseminação de informação por meios digitais dá a possibilidade de as pessoas conhecerem alternativas de tratamento sem o uso de fármacos para diversas questões de saúde. Antigamente, o acesso a este tipo de informação não era possível. As pessoas tinham pouco ou nenhum acesso à informação”, declarou Paz.

Ele aponta, no entanto, problemas que surgem neste contexto: a utilização das PICs de modo indiscriminado e sem orientação e a disseminação de todo tipo de informação em meios digitais, inclusive as incorretas.

Embora se tratem de práticas que visam promover a saúde e a qualidade de vida, elas também devem ser utilizadas com a orientação adequada de um profissional capacitado para evitar efeitos prejudiciais como, por exemplo, interações entre o uso de fitoterápicos e medicamentos que possam ser clinicamente relevantes.

Terapias que podem ser usadas no tratamento complementar da dor de cabeça

Estimula pontos espalhados por todo o corpo por meio da inserção de finas agulhas. Pode ajudar consideravelmente no tratamento da enxaqueca porque modula os nervos periféricos do crânio.

Prática que visa utilizar a propriedade de óleos essenciais para recuperar o equilíbrio do organismo. Os naturólogos dizem que os óleos essenciais de lavanda e de hortelã-pimenta aliviam a dor de cabeça.

O SUS não lista entre seus 29 procedimentos integrativos e complementares atividades como a caminhada e a natação, mas os médicos recomendam vivamente esse tipo de exercício para prevenir dores de cabeça. Além disso, exercitar-se ajuda a pessoa a ficar em forma. O controle da obesidade é essencial no combate à enxaqueca.

Recomenda-se a fisioterapia quando a dor de cabeça está associada à má postura. Além disso, alguns exercícios podem ajudar a diminuir a rigidez que a cefaleia causa nos músculos do pescoço.

Tratamento com remédios feitos à base de plantas medicinais. Podem ser administrados por qualquer via ou forma. Naturólogos afirmam que o extrato de gengibre alivia a dor de cabeça.

Os de maracujá e de erva-cidreira ajudam a diminuir a tensão nervosa. O extrato de valeriana melhora a qualidade do sono. Os fitoterápicos devem ser utilizados de maneira racional.

Muita gente ignora a concreta possibilidade de efeitos adversos e contraindicações.

É uma abordagem terapêutica de caráter holístico que utiliza substâncias altamente diluídas a fim de desencadear o sistema de cura natural do corpo. Os medicamentos da farmacopeia homeopática brasileira estão incluídos na Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais).

Ao corrigir a postura, relaxa os músculos, regula o sistema circulatório e tende, de acordo com seus praticantes, a reduzir e prevenir crises.

A paz interna é um excelente remédio para evitar a dor de cabeça. A meditação reduz a ansiedade, melhora a qualidade do sono, relaxa a musculatura, reduz o estresse e ativa a circulação.

Quem afirma que a música pode ajudar no tratamento da dor de cabeça é a pesquisadora Eliseth Ribeiro Leão. Segundo ela, esta terapia ajuda o cérebro a liberar endorfina e relaxar o corpo. O aplicativo de músicas Spotify tem uma playlist chamada Tratamento da Cefaleia.

O uso de essências florais tem como finalidade modificar padrões de consciência do indivíduo e, assim, auxiliar em seu equilíbrio. A escolha das essências florais, dizem os naturólogos, varia de pessoa para pessoa, de acordo com as necessidades emocionais e mentais de cada um no momento.

Natação para gestantes

Grávidas que sofrem com dores de cabeça podem tratá-las com exercícios aeróbicos, principalmente a natação. Caminhada e corrida também são indicados, todos até o último trimestre de gestação.

Aparelhos de estimulação elétrica são eficazes para prevenir crises em mulheres que estão prestes a dar à luz. Alguns médicos costumam receitar citrato de magnésio.

O naturólogo Diego Paz aconselha a utilização do óleo essencial de lavanda a partir do quarto mês de gestação. No entanto, é necessário o acompanhamento de um profissional capacitado para orientar a mulher.

Em caso de dor de cabeça tensional, diz Paz, podem ser utilizados outras Práticas Integrativas e Complementares: massoterapia em regiões específicas da cabeça, exercícios respiratórios, meditação e essências florais.

Fontes: Fernando Kowacs, coordenador do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia; Marcio Nattan, neurologista do Hospital das Clínicas da USP (SP); Diego Paz, naturólogo, consultor em fitoterapia, farmacêutico homeopata e docente das disciplinas de fitoterapia, farmácia clínica e homeopatia na Universidade Anhanguera (SP). Revisão técnica: Fernando Kowacs.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/02/14/conheca-as-terapias-alternativas-usadas-no-combate-a-dor-de-cabeca.htm

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