Dor na boca do estômago: 6 causas e o que fazer

CAUSAS DE DOR DE ESTÔMAGO (dispepsia)

Dor na boca do estômago: 6 causas e o que fazer

Dispepsia é o nome usado para descrever uma variedade de sintomas originados no estômago, que incluem queimação, dor, indigestão, indisposição gástrica, plenitude, enfartamento, estômago distendido, etc.

Estima-se que anualmente pelo menos 1/4 da população apresente sintomas relacionados ao estômago, mas menos de 10% destes pacientes procuram ajuda médica.

Neste artigo abordaremos apenas os sintomas relacionados a doenças do estômago. Para saber sobre outras causas de dor abdominal, leia: DOR NA BARRIGA | DOR ABDOMINAL | Principais causas.

O que é o estômago?

Para entender algumas das doenças e dos sintomas do estômago é necessário conhecer um pouquinho da anatomia e do funcionamento deste órgão. Serei breve nesta descrição para o texto não ficar maçante.

O estômago é um órgão muscular, oco e elástico, capaz de se dilatar para receber os alimentos, localizado no quadrante superior esquerdo do abdômen.

Quando engolimos um alimento, este desce pelo esôfago e chega ao estômago. Entre o estômago e o esôfago existe um esfincter, uma espécie de válvula que impede o retorno do alimento de volta para o esôfago, mesmo que o paciente fique de cabeça para baixo.

O estômago secreta ácido clorídrico e enzimas que digerem, especialmente, as proteínas contidas nos alimentos.

Ao contrário do que se imagina, quase não há absorção de alimentos no estômago, apenas um pouco de carboidratos simples e aminoácidos.

O papel do estômago é digerir, ou seja, quebrar moléculas grandes em moléculas pequenas, para que estas possam ser absorvidas mais à frente nos intestinos.

O estômago é um órgão musculoso, capaz de se contrair, auxiliando na digestão e na passagem dos alimentos para o resto do trato digestivo.

O que é dispepsia?

Dispepsia é um termo que compreende uma série de sintomas relacionados ao estômago. A dispepsia está geralmente associada ao que os pacientes costumam referir como indigestão ou dor de estômago.

Entre os sintomas que estão incluídos no termo dispepsia, podemos citar: queimação ou dor na região do estômago, sensação de plenitude após refeições, sensação de estômago distendido, excesso de arrotos, azia, saciação precoce (não conseguir comer um prato sem sentir-se cheio antes de terminá-lo), náuseas e sensação de má digestão.

Doenças do estômago que provocam dispepsia

A dispepsia está habitualmente associada a quadros de gastrite ou úlcera gástrica, porém, mesmo doenças fora do estômago podem causá-la, como síndrome do intestino irritável, cólica biliar e esofagite. A dispepsia também pode ser causada por medicamentos, como anti-inflamatórios e alguns antibióticos. Vamos falar um pouco das principais doenças que provocam sintomas estomacais.

Gastrite

Gastrite significa inflamação do estômago. A gastrite pode ser aguda, quando se desenvolve rapidamente, ou crônica, quando a inflamação se instala lentamente e persiste por vários meses.

A gastrite aguda é normalmente causada por álcool, anti-inflamatórios e intoxicações alimentares. A gastrite crônica costuma ter como causa a infecção pela bactéria H.pylori (leia: H.

PYLORI (Helicobacter pylori) | Sintomas e tratamento).

O sintoma mais comum da gastrite é a queimação na “boca do estômago”. A gastrite pode piorar ou melhorar após alimentação. Cada paciente reage de um jeito diferente às refeições. A queimação no estômago é o sintoma mais comum, mas qualquer um dos sintomas englobados no termo dispepsia pode surgir em um paciente com gastrite (leia: SINTOMAS DE GASTRITE).

As gastrites se não tratadas podem evoluir com erosões da mucosa do estômago, levando à formação das úlceras.

Úlcera péptica

As úlceras pépticas são aquelas causadas pela ação do ácido clorídrico na parede do duodeno, estômago ou esôfago. As duas principais causas de úlceras são abuso de anti-inflamatórios e a infecção pela bactéria H.pylori.

Os sintomas da úlcera péptica ocorrem habitualmente quando o estômago está vazio. Após uma refeição, os alimentos permanecem no estômago por duas a três horas. Porém, o estimulo à secreção do ácido persiste durante até cinco horas, ou seja, em períodos no qual o estômago já encontra-se vazio.

Este é o momento em que a úlcera começa a causar sintomas. Os sintomas da úlcera péptica também podem ocorrer durante a noite, habitualmente entre às 23h e 2h, quando ocorre uma estimulação natural da secreção de ácido pelo estômago.

É característico das úlceras a melhora dos sintomas após o paciente comer algum alimento.

Assim como nos casos de gastrite, as úlceras costumam causar um queimação ou dor na região do estômago, porém, qualquer sintoma de dispepsia é possível. Períodos de dispepsia, que duram algumas semanas, alternando com períodos livres de dor, por semanas ou meses, é uma característica das úlceras pépticas.

A intensidade da dor estomacal não é suficiente para distinguir uma gastrite de uma úlcera. A úlcera não necessariamente é mais sintomática que a gastrite.

Para saber mais sobre úlceras e gastrite, leia: GASTRITE | ÚLCERA GÁSTRICA.

Refluxo gastroesofágico

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre sempre que o esfíncter que separa o estômago do esôfago encontra-se incompetente, permitindo o refluxo de suco gástrico, extremamente ácido, em direção ao esôfago.

Os sintomas mais comuns da DRGE são azia e regurgitação. Deve-se suspeitar de refluxo em todo paciente com dispepsia que apresentar azia ou regurgitação como principais queixas.

Para saber mais sobre a doença do refluxo gastroesofágico, leia: HÉRNIA DE HIATO | Refluxo gastroesofágico.

Câncer do estômago

O câncer do estômago é uma causa incomum de dispepsia. No entanto, nos pacientes com mais de 45 anos de idade, principalmente se forem fumantes e portadores da bactéria H.pylori, esta possibilidade de diagnóstico deve ser levada em conta.

Existem alguns “sintomas de alarme” que levantam a suspeita de malignidade gástrica quando associados à dispepsia, são eles:

Medicamentos

Alguns medicamentos podem provocar dispepsia ou piorar os sintomas de uma dispepsia já existente.

Fármacos, como Aspirina (AAS) e outros anti-inflamatórios, podem causar lesão diretamente na parede do estômago, levando à dispepsia por gastrite aguda.

Várias outras drogas têm sido implicados como causa de dispepsia, como digoxina, ferro, bloqueadores dos canais de cálcio (ex: Adalat e amilodipina), teofilina, corticoides, metformina, alendronato, orlistat, suplementos de potássio, acarbose e certos antibióticos, incluindo a eritromicina e metronidazol.

Muitos medicamento à base de “ervas naturais” também podem provocar sintomas estomacais, entre os mais famosos está o Ginkgo biloba. Bebidas alcoólicas e cigarro também são causas de dispepsia.

Parasitose

Algumas parasitoses podem provocar sintomas muito parecidos com os de uma gastrite.

 O exemplo mais comum é a estrongiloidíase, causada pelo helminto Strongyloides stercolaris, que pode provocar dor abdominal na região do estômago, mal estar e enjoos.

A diarreia, sinal que costuma ajudar no diagnóstico das parasitoses, nem sempre está presente (leia: ESTRONGILOIDÍASE | Strongyloides stercoralis).

Dispepsia funcional

Dispepsia funcional é o nome dado ao quadro de dispepsia crônica sem causa identificada. É o caso dos pacientes que apresentam dor de estômago, sem que a investigação médica seja capaz de identificar qualquer problema que a justifique. O paciente tem dor de estômago mas não é possível descobrir a causa mesmo após extensa investigação.

Em geral, há 4 fatores normalmente relacionados à presença da dispepsia funcional:

  • Problemas motores nos músculos gástricos, que lentificam o esvaziamento do estômago.
  • Alterações psicológicas, principalmente depressão e ansiedade.
  • Aumento da sensibilidade do estômago. O estômago normalmente se distende quando comemos. No entanto, algumas pessoas são sensíveis a esse estiramento e sentem dor ou desconforto estomacal após as refeições.
  • Presença do H.pylori. Alguns pacientes podem apresentar dispepsia pelo H.pylori, mesmo não havendo sinais de gastrite ou úlcera gástrica.

Tratamento dos sintomas do estômago

O tratamento da dispepsia deve ser focado na sua causa. A endoscopia digestiva alta geralmente distingue as diversas doenças gástricas que provocam sintomas.

Os inibidores da bomba de prótons são fármacos que agem diminuindo a secreção de ácido pelo estômago. As mais conhecidas são o omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol. Estes medicamentoso estão indicados tanto na gastrite, quanto nas úlceras, no refluxo e até na dispepsia funcional. Antiácidos também podem ser úteis.

Nos pacientes com H.pylori, o tratamento da bactéria pode melhorar os sintomas, mesmo nos pacientes com dispepsia funcional, sem sinais de gastrite. Porém, nem sempre a bactéria é a responsável pela dispepsia e muitos paciente mantêm os sintomas mesmo após a eliminação da mesma.

Deve-se evitar uso de anti-inflamatórios ou qualquer outro medicamento que provoque sintomas no estômago. Quem fuma deve parar.

No paciente com histórico de depressão ou ansiedade, o tratamento destas doenças ajuda a melhorar a dispepsia.

Em relação à dieta, deve-se evitar alimento gordurosos, café, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Perder peso para quem está com sobrepeso ou obeso também é importante. Evite refeições muito grandes. O ideal é comer menos, porém com mais frequência (5 ou 6 vezes por dia) para evitar de deixar o estômago vazio por muitas horas. Se você tem azia, evite deitar-se logo depois de comer. Pelo menos uma hora de intervalo é desejável.

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/dor-estomago/

Dor de estômago pode ser sintoma de estresse, úlceras e até câncer

Dor na boca do estômago: 6 causas e o que fazer

A sensação dolorosa na parte superior do abdome é conhecida há milênios. Nas cartas trocadas entre o filósofo Cícero e seu amigo Tito Ático, a referência a ela era constante. A ideia do filósofo romano era enfatizar sua reação aos políticos da época mas, talvez, nesses escritos, esteja a origem de um provérbio italiano que diz: Dor de estômago, nenhuma felicidade.

Uma pesquisa bem mais recente que avaliou os riscos e a prevalência desse sintoma concluiu que 20% da população de todo o mundo pode vivenciá-lo, e que a dor de estômago é mais frequente entre as mulheres, fumantes e pessoas que fazem uso contínuo de um anti-inflamatório, principalmente o do tipo não esteroide. O estudo foi publicado pelo prestigioso British Medical Journal (BMJ), em 2015.

Apesar de muitas vezes a dor de estômago não estar associada a doenças graves, uma coisa é fato: ela sempre impacta negativamente a qualidade de vida das pessoas.

Como ela se manifesta

A dor de estômago é definida como toda sensação de mal-estar localizado na parte central superior do abdome, popularmente referido como “boca do estômago”.

Algumas pessoas relatam sentir uma queimação, que pode ser até atrás do osso do peito; outras descrevem uma picada, aperto ou cólica que se irradia para outros locais. A intensidade é variável. E a indisposição pode aparecer antes ou depois de comer.

A dor pode também vir acompanhada dos seguintes sintomas:

  • Sensação de empachamento ou inchaço;
  • Náuseas;
  • Vômito;
  • Arroto (eructação);
  • Regurgitação.

Por que isso acontece?

As possibilidades são variadas.

Abusos na dieta, no álcool ou café, uso de medicamentos, principalmente o Ácido Acetil Salicílico (AAS) ou anti-inflamatórios, além da presença de uma bactéria chamada Helicobacter pylori, capaz de causar inflamação na mucosa gástrica. Todas essas condições levam a uma irritação, inflamação ou alterações na movimentação do estômago e, consequentemente, à dor.

Mas, segundo os especialistas, em 50% dos casos, a causa é indefinida, devido a uma síndrome denominada dispepsia funcional: os médicos não conseguem identificar uma razão que justifique as queixas do paciente. Apesar disso, sabe-se que os fatores abaixo listados podem estar relacionados ou desencadear o incômodo:

  • Uso de medicamentos à base de nitrato, anti-inflamatórios não esteroides;
  • Obesidade;
  • Estresse e ansiedade;
  • Hérnia de hiato;
  • Infecção por Helicobacter pylori
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Úlcera gástrica ou duodenal;
  • Câncer de estômago;
  • Aneurisma da aorta abdominal;

Quem precisa ficar atento

Além das mulheres, mais suscetíveis, indivíduos com histórico familiar e pessoas que fazem uso de medicamentos sem a devida orientação profissional.

Quando é hora de ir ao médico

Embora todos possam sentir dor de estômago de vez em quando, consultar um gastroenterologista é essencial nos casos em que ela fica mais intensa e se repete com frequência, atrapalhando a sua vida no dia a dia, ou quando seus familiares vivem tendo problemas digestivos.

Como o sintoma também pode ter relação com inflamações agudas ou crônicas, câncer e, eventualmente, a presença de uma bactéria chamada Helicobacter pylori —um tipo de infecção que pode causar úlcera —, você deve ser avaliado por um especialista.

Marque uma consulta principalmente caso você se encaixe em algum dos itens abaixo:

  • Idade superior a 40 anos;
  • Perda de muito peso sem razão aparente;
  • Dificuldade para engolir;
  • Vômito frequente;
  • Anemia ou insuficiência de ferro;
  • Nódulo que se pode apalpar na região do estômago;
  • Presença de sangue durante o vômito ou nas fezes.

Como é feito o diagnóstico

No pronto-socorro ou em uma consulta, o médico deve ouvi-lo para entender a dor e a sua história de saúde. Na sequência ele fará o exame físico, que inclui apalpação do estômago para entender onde se localiza o incômodo.

É possível que exames complementares sejam solicitados. O mais conhecido deles é a endoscopia digestiva que avalia o interior do órgão.

O que esperar do tratamento

A terapia varia de acordo com a causa, a intensidade e a gravidade do sintoma. Como a dieta pode provocar ou acentuar o desconforto, os cuidados começam com uma série de orientações dietéticas.

Entre os medicamentos mais utilizados no tratamento da dor de estômago destacam-se os inibidores da secreção ácida, que os médicos chamam de Inibidores da Bomba de Prótons (IBP), e que oferecem resultados mais seguros e eficazes.

Posso usar antiácido sem problemas?

O medicamento é seguro e eficaz, mas deve ser prescrito pelo seu médico. Só ele é capaz de avaliar qual é a melhor opção no seu caso.

Como todo fármaco, o antiácido pode desencadear efeitos colaterais. Os mais comuns são constipações intestinais (se o remédio for à base de alumínio), ou diarreias (caso possua hidróxido de magnésio em sua composição).

Evite a automedicação. O risco que você corre é mascarar o diagnóstico ou mesmo usar um medicamento errado.

A importância da dieta

O que você come e os seus hábitos à mesa contam como parte do tratamento e recuperação da mucosa gástrica. Confira as principais orientações dos médicos e nutricionistas para prevenir ou aliviar o sintoma:

  • Fracione a alimentação: o jejum prolongado pode agravar as dores;
  • Coma em ambiente tranquilo, e mastigue com calma;
  • Evite tomar líquidos durante as refeições;
  • Reduza ou fuja dos refrigerantes, bebidas alcoólicas e café;
  • Prefira alimentos e temperos frescos ou naturais: molhos prontos, enlatados, ketchup, alimentos ultraprocessados e fast-food desencadeiam a queimação;
  • Observe qual é o efeito da pimenta e das frutas cítricas no seu estômago. Ele varia entre as pessoas, mas, em geral, também provoca a dor;
  • Diminua o consumo de leite de vaca e derivados;
  • Evite frituras;
  • Priorize o consumo de frutas, verduras e legumes de acordo com sua tolerância;
  • Utilize gorduras que beneficiam a saúde: azeite, castanhas, abacate;
  • Consuma proteínas animais ou vegetais em quantidades moderadas;
  • Aposte em alimentos com funções anti-inflamatórias: hortelã, gengibre, cúrcuma, mel, alho e orégano;
  • Adote uma dieta leve à base de legumes cozidos e sem ingredientes que estimulam a produção do suco gástrico nos dias de crise;
  • Mantenha-se bem hidratado.

Alimentos que ajudam a aliviar a dor de estômago

As nutricionistas sugerem o uso dos itens abaixo, cujas propriedades são aliadas no tratamento e na prevenção da dor de estômago.

– Couve manteiga: inclua suco verde com couve na sua alimentação. O vegetal diminui a irritação e promove a regeneração da mucosa gástrica.

– Chá de ervas: alecrim possui ação anti-inflamatória e digestiva; hortelã aumenta a secreção ácida no estômago; espinheira-santa possui substâncias que ajudam a proteger a mucosa estomacal.

Pode ser sinal de infarto?

Muitas pessoas vão para o pronto-socorro ao sentir dor de estômago. Pessoas idosas, com histórico pessoal ou familiar de problemas no coração devem ficar atentas porque também pode ser um dos sintomas do infarto.

Como diferenciar uma coisa da outra? Quando a queimação vem acompanhada de suor excessivo, sensação dolorosa que irradia para o braço, desmaio ou náusea, as chances de ser um infarto são altas. Procure atendimento médico imediatamente.

Táticas de apoio para prevenir crises de dor de estômago

Alguns acertos na rotina e nos hábitos de vida aumentam as chances de sucesso do tratamento e ainda previnem crises. Veja o que pode ser feito:

  • Evite usar aspirina (especialmente se você tiver idade inferior a 16 anos) ou anti-inflamatórios, caso tenha tido ou tenha diagnóstico de úlcera;
  • Faça o tratamento da forma indicada pelo seu médico. Nunca pare o tratamento por conta própria;
  • Mantenha o peso ideal para a sua idade e altura;
  • Pare de fumar;
  • Comece um diário alimentar para descobrir quais são os itens que melhoram ou pioram a queimação;
  • Evite ou reduza o consumo de álcool;
  • Organize a rotina para comer mais cedo e menos na hora do jantar;
  • Experimente técnicas de relaxamento como meditação, ioga e mindfulness;
  • Converse com seu médico sobre a possibilidade de trocar algum medicamento de uso contínuo que possa estar causando o seu desconforto;
  • Considere submeter-se à terapia cognitivo-comportamental ou à hipnoterapia, caso o sintoma persista sem que exista uma causa aparente.

Fontes: Décio Chinzon, gastroenterologista, médico assistente e doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Secretário Geral da G (Federação Brasileira de Gastroenterologia) e responsável pelo serviço de gastroentrologia do Laboratório DASA; Edvânia Soares, nutricionista especialista em nutrição clínica esportiva e vigilância sanitária, integrante do corpo clínico da Estima Nutrição (SP); Erika Almeida Mesquita, nutricionista funcional do corpo clínico da Vitale Nutri (SP). Revisão técnica: Décio Chinzon.

Referências:

– Ford AC, Marwaha A, Sood R et al. Global prevalence of, and risk factors for, uninvestigated dyspepsia: a meta-analysis. Gut 2015;64:1049-1057.
– Paul M. Moayyedi, Brian E. Lacy, et al. Management of Dyspepsia. Am J Gastroenterol advance online publication 20 June 2017; doi: 10.1038/ajg.2017.154.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/03/12/dor-de-estomago-pode-ser-sintoma-de-estresse-ulceras-e-ate-cancer.htm

O que pode ser a queimação no estômago? Entenda aqui!

Dor na boca do estômago: 6 causas e o que fazer

Você sabe o que pode ser queimação no estômago? Esse é um sintoma bastante comum que, quando manifestado, requer alguns cuidados importantes. Vários problemas podem estar relacionados a isso, o que torna fundamental entender quais são as doenças associadas a esse tipo desconforto.

Essa sensação pode ser o primeiro sinal de outras complicações ou outros problemas mais sérios. Portanto, se você sente ardência no estômago constantemente, continue a leitura e saiba quais são as possíveis causas desse problema.

Como identificar a queimação no estômago?

É fácil identificar a queimação no estômago. Ela aparece como uma sensação forte de ardência e algumas dores estomacais. Ela também pode causar dores no peito, acompanhada da liberação excessiva de gases e uma sensação de estufamento.

Enquanto está com esse mal-estar, a pessoa não se alimenta normalmente ao longo do dia, sente-se cheia por conta dos gases e, para aliviar o incômodo, acaba se automedicando e fazendo uso dos populares antiácidos.

Existem causas diversas para essa sensação ruim no estômago. Pessoas que já possuem problemas estomacais, como gastrite e refluxo, podem sofrer frequentemente com a queimação.

Alimentos gordurosos, ácidos e apimentados acabam irritando as paredes do estômago e provocando a sensação de ardência. No geral, a alimentação errada é a causa mais comum da queimação e da sensação de estufamento.

Podemos citar, também, o uso excessivo de álcool e de cigarro como causas da terrível sensação de queimação. Obesos e gestantes no final da gravidez também tendem a sofrer com o problema.

O estresse, apesar de não ser uma causa em si, é um gatilho que estimula as crises.

O que pode ser queimação no estômago?

Veja a seguir, de forma mais detalhada, quais são as possíveis causas para a queimação de estômago, esse mal-estar que incomoda tantas pessoas.

H. Pylori

A H.Pylori é uma bactéria e uma das principais responsáveis pelo surgimento da gastrite. Quando ocorre a contaminação com essa bactéria, a barreira que ajuda a proteger o estômago é prejudicada, surgindo a inflamação.

Essa inflamação da parede do estômago é o que chamamos de gastrite, e a sensação de queimação é o principal sintoma da doença. Outros sinais que servem de alerta são as náuseas e os vômitos, as dores na região, o empachamento ou a sensação de estômago cheio e a distensão abdominal.

Apesar disso, é possível que alguém sofra com gastrite, mas não apresente sintoma algum ou apresente os sintomas, mas sem ter relação com essa doença. Para o diagnóstico correto, é necessário que o paciente seja submetido a uma endoscopia e consulte um médico especialista.

Estresse

O emocional afeta diretamente nosso corpo e nossa saúde física. Com isso, a digestão também sofre um impacto negativo quando você está ansioso e estressado por causa dos compromissos e das responsabilidades cotidianas.

Esse problema ocorre porque o sistema digestivo conta com inúmeras células nervosas. Caso não haja uma alimentação adequada e o nível de estresse estiver elevado, a acidez no estômago aumenta e várias doenças — como úlcera e gastrite — podem surgir.

Mudança de hábitos alimentares e estilo de vida são opções que o paciente precisa colocar em prática para minimizar esses problemas. Vale lembrar-se de que não é o estresse que provoca a queimação. Ele apenas facilita o surgimento desse evento.

Refluxo

A sensação de queimação também pode estar relacionada ao refluxo. Nessa doença, o ácido dentro do estômago não segue o fluxo normal para a digestão, mas retorna pelo esôfago, o que causa o desconforto.

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O refluxo ocorre, na maioria das vezes, quando a pessoa ingere alimentos gordurosos, toma líquidos durante as refeições, come grandes porções de alimentos, come muito rápido ou passa longos períodos sem se alimentar.

Quando o refluxo se torna constante, há uma grande chance de surgirem feridas no estômago, provocando outros sintomas, como anemia e fortes dores estomacais. O câncer de esôfago é uma possível consequência dessas lesões.

Além da análise dos sintomas apresentados, o refluxo é identificado por meio de dados e histórico do paciente, com a realização de alguns exames, se o médico achar necessário. A endoscopia é o mais indicado para detectar a doença.

Além do cuidado com a alimentação, quem sofre com refluxo precisa evitar deitar-se logo após as principais refeições porque essa posição estimula o retorno do suco gástrico.

Medicamentos, consumo de álcool e cigarro

O uso excessivo de medicamentos também pode prejudicar o estômago e causar a sensação de queimação, além do surgimento de úlceras. Por isso, tome cuidado com composições que contenham ácido acetilsalicílico na fórmula e anti-inflamatórios.

O álcool também afeta o sistema digestivo, além de ocasionar azia e queimações. Já o cigarro reduz a barreira natural de proteção do estômago, deixando-o mais suscetível às lesões.

Câncer gástrico

O câncer gástrico tem sintomas parecidos aos de uma gastrite comum: sensação de queimação, estômago cheio, dores abdominais e outros desconfortos. Podemos listar, também, a falta de apetite e a fadiga. Em alguns casos, também pode ocorrer vômitos com presença de sangue.

Como os sintomas dessa doença não são específicos, é importante procurar orientação médica logo que surgirem os desconfortos.

Alimentos que devem ser evitados

Existem alguns alimentos que precisam ser evitados ou consumidos com bastante moderação por quem sofre com a queimação estomacal e deseja evitar novas crises.

Frituras, cebola, chocolates, alimentos picantes e condimentados, frutas ácidas, molhos prontos e outros demais industrializados demoram a ser digeridos, favorecendo a queimação.

Exagerar no café também não é bom, pois a bebida provoca distensão estomacal, facilitando o desconforto. Bebidas que possuem gás, como refrigerantes e águas gaseificadas, causam o mesmo efeito.

Além dos alimentos em si, a forma de se alimentar deve ser observada. Não é recomendado passar muitas horas sem comer ou ingerir um volume muito grande de comida, o que faz com que o estômago fique cheio por mais tempo.

Outro hábito comum, mas que deve ser avaliado, é a ingestão de bebidas durante o almoço ou jantar. Essa prática não é tão inofensiva quanto parece. Tomar muito líquido após a ingestão de alimentos mais pesados provoca má digestão, distensão abdominal, azia e a terrível queimação.

Agora você já sabe o que pode ser queimação no estômago e o que é possível fazer para combater cada uma das causas. Essa irritação estomacal é mais comum do que se pensa, principalmente porque é um sintoma presente em vários tipos de doenças.

É importante observar e avaliar os sintomas logo que eles surgem. Se a mudança simples dos hábitos alimentares não surtir efeito, é hora de buscar ajuda especializada para obter um diagnóstico preciso e começar o tratamento o quanto antes.

Se você gostou do conteúdo abordado neste artigo e quer saber mais sobre cuidados com a sua saúde, continue navegando pelo nosso blog.

Источник: https://blog.cirurgiacve.com.br/o-que-pode-ser-a-queimacao-no-estomago/

Dor no estômago: 7 principais causas e o que fazer

Dor na boca do estômago: 6 causas e o que fazer

A dor no estômago é um sintoma muito comum e acontece principalmente devido à gastrite, sendo muitas vezes acompanhada por outros sintomas como vômitos, náuseas, sensação de queimação no estômago e gases. Além da gastrite, outras situações podem causar dor no estômago, como refluxo, presença de úlceras estomacais ou gastroenterite, por exemplo.

Quando a dor de estômago é persistente e forte ou a pessoa apresenta vômito com sangue ou fezes pretas e com cheiro intenso, é importante consultar o gastroenterologista para que sejam feitos exames que confirmem a causa da dor e, assim, possa ser indicado o tratamento mais adequado para a situação.

As principais causas de dor de estômago são:

1. Gastrite

A gastrite é uma das causas mais frequentes de dor no estômago, sendo também acompanhada na maioria das vezes por gases, em forma de arrotos ou flatulências, mal estar geral, sensação de queimação no estômago e desconforto abdominal, por exemplo. Saiba como identificar os sintomas de gastrite.

A dor de estômago causada pela gastrite está normalmente relacionada com a presença da bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) no estômago, isso porque esse microrganismo pode dificultar a digestão, o que pode fazer com que o alimento permaneça mais tempo no estômago e leve ao aparecimento dos sintomas.

O que fazer: No caso da presença de sinais e sintomas indicativos de gastrite é indicado consultar o gastroenterologista ou clínico geral para que sejam feitos exames que confirmem a gastrite e, assim, possa ser indicado o uso de alguns remédios que promovem a diminuição da produção de ácido, aliviando os sintomas, como o Omeprazol e o Esomeprazol, por exemplo. Veja mais remédios para gastrite.

2. Refluxo

O refluxo é também uma situação comum que causa dor de estômago, além de também haver sensação de queimação e peso no estômago, arrotos e tosse seca após se alimentar. Os sintomas de refluxo normalmente surgem poucos minutos depois da refeição e acontecem devido ao retorno do conteúdo do estômago para o esôfago em direção à boca, o que também pode resultar no sabor mais amargo na boca.

O que fazer: Nesses casos, é importante procurar a orientação de um gastroenterologista, que irá realizar a avaliação dos sintomas apresentados e indicar o medicamento mais adequado para aliviar os sintomas, sendo normalmente indicado o uso de medicamento de bloqueiam a acidez do estômago, como Omeprazol e Ranitidina.

Além disso, são também indicadas alterações na alimentação, que deve ser pobre em gorduras, bebidas alcoólicas e alimentos industrializados, além de ser também recomendado comer pelo menos 3 horas antes de deitar, pois assim é possível evitar o retorno do conteúdo do estômago para a boca. Veja mais detalhes do tratamento pra refluxo.

3. Úlcera no estômago

A úlcera no estômago pode ser formada devido à presença da bactéria H. pylori nesse órgão ou ser consequência da alimentação rica em gordura, produtos industrializados e alimentos ácidos. Assim, como consequência da formação dessa úlcera é comum que surjam alguns sintomas como dor no estômago, náuseas, vômitos e desconforto abdominal.

O que fazer: Caso seja identificada a presença de úlcera no estômago, é recomendado usar os remédios antiácidos de acordo com a recomendação do médico, pois assim é possível evitar que a acidez do estômago machuque ainda mais a mucosa no estômago, além de também poder ser indicado em alguns casos o uso de medicamentos analgésicos para controlar a dor. Saiba como é feito o tratamento para úlcera no estômago.

4. Gastroenterite

A gastroenterite corresponde à inflamação do intestino e do estômago que pode ser causada principalmente por microrganismos e que pode resultar em dor de estômago, diarreia, mal estar gera e dor de cabeça, por exemplo.

O que fazer: Nesses casos, é importante beber bastante líquido, como água chá e soro caseiro, pois assim é possível manter a hidratação do organismo e evitar a desidratação, que é uma das complicações mais frequentes da gastroenterite. No entanto, nos casos em que há também febre, calafrios ou vômitos frequentes, é recomendado ir ao pronto-socorro mais próximo para que possa ser iniciado o tratamento mais adequado para prevenir complicações.

Veja no vídeo a seguir como fazer o soro caseiro:

5. Remédios anti-inflamatórios

O uso prolongado ou frequente de alguns remédios anti-inflamatórios, como o Ibuprofeno, podem ter como efeito colateral a dor de estômago, isso porque esse tipo de medicamento pode comprometer a proteção do estômago, deixando suas paredes mais expostas à ação do ácido gástrico.

O que fazer: Para evitar a dor de estômago pode-se tomar um inibidor da produção de ácido, como o Omeprazol ou um antiácido como o Pepsamar, de forma a diminuir a dor e o desconforto.

Estes remédios devem ser tomados em jejum para que tenham melhor efeito.

Além disso, é importante não tomar o anti-inflamatório de estômago vazio, sendo mais indicado tomá-lo após as refeições ou comer uma fruta ou iogurte, por exemplo.

6. Após endoscopia

É comum que após a endoscopia a pessoa sinta dor no estômago, isso porque durante o exame, o médico coloca no tubo digestivo uma sonda que pode incomodar um pouco na garganta e no estômago, podendo causar desconforto durante algumas horas. Porém, se a dor de estômago durar mais de 48 horas, a pessoa deve ser avaliada por um gastroenterologista, para se iniciar o tratamento adequado. Veja como é feita a endoscopia.

O que fazer: Para aliviar os sintomas, pode-se tomar remédios antiácidos ou protetores gástricos, por exemplo, no entanto, em caso de vômito e sangramentos é recomendado procurar o pronto-socorro rapidamente.

7. Câncer de estômago

O câncer de estômago é uma situação que surge na maioria das vezes como consequência de uma úlcera estomacal, resultando no aparecimento de sintomas como dor de estômago persistente, perda de peso sem causa aparente, vômito e fezes com sangue e perda do apetite.

O que fazer: Na presença desses sintomas é importante consultar o gastroenterologista o mais rápido possível para confirmar o diagnóstico, identificar a gravidade e iniciar o tratamento mais adequado, que envolve, em alguns casos, cirurgia para retirar parte do estômago, e sessões de quimio e/ou radioterapia. Saiba mais sobre o câncer no estômago.

O que fazer para aliviar a dor de estômago

O que se pode fazer para aliviar a dor de estômago é:

  • Afrouxar as roupas e repousar sentando ou recostado num ambiente tranquilo;
  • Tomar um chá de espinheira santa, que é uma ótima planta medicinal para tratar problemas estomacais;
  • Comer uma pera ou uma maçã cozida;
  • Comer um pedacinho de batata crua porque este é um antiácido natural, sem contraindicações;
  • Colocar uma bolsa de água morna na região do estômago para aliviar a dor;
  • Beber pequenos goles de água fria, para hidratar e facilitar a digestão.

O tratamento para dor no estômago deve ainda incluir uma dieta leve, à base de saladas, frutas e sucos de frutas, como melancia, melão ou mamão, evitando comer alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas.

Источник: https://www.tuasaude.com/dor-de-estomago/

Azia ou má digestão? Entenda a diferença e os cuidados

Dor na boca do estômago: 6 causas e o que fazer

Quem nunca reclamou de desconforto abdominal após as refeições? Problemas como azia e má digestão são comuns e afetam a qualidade de vida dos brasileiros. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, cerca de 70% da população já sofreu algum episódio de indigestão.

Embora muita gente ache que azia e má digestão são a mesma coisa, há diferença entre elas. Portanto, também é preciso tomar medidas preventivas e adotar tratamentos de acordo com cada caso. O Sempre Bem te explica mais!

O que é azia?

A azia é a sensação de queimação no estômago e pode causar dores no peito, irradiando desconforto para pescoço e garganta. Ela ocorre quando o suco gástrico rompe o esfíncter, anel muscular que separa o esôfago do estômago. A produção de ácido gástrico é feita pelo próprio organismo e é ele que auxilia o processo de digestão dos alimentos. 

Causas

De acordo com a gastroenterologista Patrícia Rattacaso, a azia é uma condição que normalmente “está associada à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), quando o conteúdo gástrico sobe para o esôfago, causando a sensação de queimação e regurgitação”. Estima-se que o problema afete cerca de 12% dos brasileiros. 

Já o refluxo geralmente é causado pelo mau funcionamento do esfíncter. Em condições normais, ele atua como uma espécie de válvula que se abre para o alimento passar do esôfago para o estômago e, em seguida, se fecha para reter os sucos gástricos e o alimento ingerido.

Quando há qualquer comprometimento nesse processo, o conteúdo gástrico do estômago passa para o esôfago e, como ele não possui uma camada de proteção contra substâncias ácidas, isso pode provocar esofagite (inflamação do esôfago). 

Além disso, a azia também pode ser consequência de gastrite. Por isso, é importante atentar para a frequência com que os episódios aparecem e se repetem, pois a azia pode ser sintoma de problemas mais sérios. 

Veja também o vídeo (Fica a Dica – Dicas para amenizar a azia)

Sintomas da azia

Os sintomas da azia afetam o bem-estar e diminuem a qualidade de vida. Conheça:

Má digestão e sensação de estômago cheio;Refluxo dos alimentos;Arroto constante e involuntário;Estômago inchado;Gosto ácido ou amargo na boca;Dor e sensação de queimação na garganta.

Cuidados

Para cuidar dos sintomas da azia, é preciso adotar uma mudança de hábitos alimentares, que inclui alterar a forma de consumir os alimentos. Com atitudes simples, como mastigar bem antes de engolir, é possível facilitar a digestão e isso faz muita diferença na hora de tratar a doença. 

Mas isso não basta! Também deve-se evitar a ingestão de alimentos gordurosos, parar de fumar e diminuir as situações de estresse para barrar a azia. Afinal, o tratamento pode até incluir o uso de medicamentos, mas só isso não funciona. 

Confira alguns alimentos e bebidas capazes de provocar azia e repense sua dieta:

Bebidas alcoólicas, refrigerante, café e suco de laranjaPimentas, cebola e vinagreAlimentos gordurosos, frituras e chocolateMolho de tomate, mostarda e ketchup

Tratamento

Para alguns casos, o tratamento da azia requer o uso de medicamentos. Nesse sentido, os antiácidos, inibidores de bomba de prótons e relaxadores do fundo gástrico, entre outros, são os mais recomendados e utilizados. 

Claro que o uso de remédios deve ser feito somente com prescrição médica, afinal, esses  tratamentos possuem indicações e dosagens específicas, e podem ter efeitos colaterais como diarreia, vômitos, aumento no risco de infecção gastrointestinal etc.

O que é má digestão?

Também chamada de indigestão, ou dispepsia, a má digestão é o desconforto no abdômen superior que ocorre logo após as refeições. Ela causa dor abdominal, inchaço, náusea, vômito, empachamento, entre outros incômodos. 

Para serem absorvidos pelo intestino delgado, os alimentos precisam ser digeridos, ou seja, necessitam passar pela ação dos sucos gástricos para transformar a comida em partículas bem pequenas. Quando o estômago está cheio demais ou consumimos alimentos de difícil digestão, é comum que se apresentem os sintomas da indigestão.

Sintomas

As pessoas costumam confundir os sintomas de dispepsia com os de gastrite e azia, mas a indigestão nem sempre é sinal de um problema mais sério. Veja os principais sinais:

Desconforto no abdômen superior;Sensação de estômago cheio;Eructações (arrotos);Sensação de refluxo;Enjoo;Vômito;Dor abdominal;Sonolência após a refeição.

Quando está relacionada a outras doenças, a má digestão pode apresentar vários sintomas, como dor, náusea, sensação de peso, empachamento, queimação e saciedade precoce.

Leia também o artigo (Intolerância à lactose x APLV: saiba a diferença)

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