Dor no glúteo: principais causas e o que fazer

Dor ciática começa nos glúteos e irradia até a ponta do pé

Dor no glúteo: principais causas e o que fazer

Dor ou queimação profunda que começa nos glúteos e irradia até a ponta do pé, peso nas pernas e formigamento. Essas são as sensações relatadas aos médicos para descrever a dor ciática, também conhecida como ciática ou ciatalgia.

Apesar de ser incômoda e limitar os movimentos, até o pai da medicina, Hipócrates, observou que tais sintomas revelavam um bom prognóstico, sinal de que o mal-estar poderia durar por 40 dias, e até se resolver sozinho.

Mas demoraria muito até que se entendesse que essa dor não era uma dor lombar comum e, sim, algum problema no maior nervo do corpo humano —o ciático, o que ocorreu em 1934. Hoje, sabemos que ela raramente se manifesta na juventude, tem seu pico de incidência a partir dos 40 anos, não distingue homens e mulheres e pode acometer de 10% a 40% da população ao longo da vida.

A sensação dolorosa aparece de repente, portanto, é classificada como aguda, e decorre de uma compressão que gera uma ação inflamatória muito incômoda.

Como previra o médico grego, 9 entre 10 pacientes estarão recuperados no período de aproximadamente 40 dias.

Pessoas idosas, devido aos processos degenerativos naturais, poderão ter de lidar com a dor por mais tempo, mas, mesmo assim, 6 entre 10 delas terão sucesso na recuperação.

O ciático é o maior nervo do corpo humano e é formado por quatro raízes nervosas que nascem na coluna vertebral, se unem na parte posterior do glúteo e, daí, desce pelas partes posteriores das coxas, dos joelhos, até a ponta dos pés. Responsável pela sensibilidade e funcionamento das pernas e dos pés, na presença de uma inflamação local, a dor pode ser sentida ao longo de todo aquele trajeto.

Conhecer essas características permite diferenciar a dor do nervo ciático de uma simples dor lombar. Esta é localizada, enquanto a dor ciática irradia, percorrendo todo o membro inferior. A explicação é de Luciane Filla, neurologista e neurofisiologista clínica, docente da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

Saiba reconhecer os sintomas

A maioria das pessoas descreve a sensação dolorosa como um “músculo machucado” ou “pontadas” que podem ter se manifestado após uma prática física mais intensa (longa caminhada), ou mesmo após a permanência na posição sentada por longo período.

Além dessas particularidades você também poderá observar:

  • Sensação de formigamento (parestesia) na panturrilha, perna e pé (tanto no dorso quanto na planta), a depender de qual raiz do nervo está comprimida);
  • Redução de sensibilidade (adormecimento ou levemente anestesiado);
  • Dor ao flexionar o joelho para trás;
  • Dor ao dobrar a coluna;
  • Dor ao caminhar;
  • Dor ao tossir;
  • Perda de força na perna (nos casos mais graves).

Por que isso acontece?

Toda condição que modifica ou comprime a estrutura do nervo ciático pode levar à dor ciática.

Entretanto, a causa mais comum do incômodo é a hérnia de disco, ou seja, o extravasamento do núcleo gelatinoso existente entre as vértebras da sua coluna.

Imagine que cada vértebra é um daqueles chicletes que contêm uma parte líquida em seu interior. A hérnia de disco ocorre quando há o extravasamento do conteúdo gelatinoso.

Entre os idosos, o problema pode decorrer de processos degenerativos naturais como a estenose, que leva ao estreitamento do canal espinhal por onde passam os nervos.

Veja, a seguir, outras causas mais raras dessa sensação dolorosa:

  • Espondilolistese (escorregamento ou deslizamento de uma vértebra sobre a outra);
  • Síndrome do piriforme (aumento do músculo da região glútea pressiona o nervo);
  • Doenças do nervo causada por vírus como o Herpes;
  • Tumores.

Quem precisa ficar mais atento?

Todas as pessoas podem ter algum episódio de dor ciática ao longo da vida, mas elas são mais comuns entre os grupos abaixo:

  • Praticantes de atividade física (intensa ou não) que já tiveram dor ciática no passado;
  • Motoristas de caminhão;
  • Operadores de máquinas;
  • Trabalhadores submetidos a posições não ergonômicas (carregadores de cargas, por exemplo).

Quando é a hora certa de procurar ajuda?

A dor é um sinal físico de que algo não está bem. Por isso, quando ela é pontual e aparece depois de um impacto decorrente de um exercício, um analgésico comum pode resolver o problema.

Mas se ela apareceu de repente, é intensa, reduz a capacidade de se movimentar e altera a sensibilidade, evite automedicar-se e procure ajuda médica o quanto antes.

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e você for tratado, mais rapidamente a queixa se resolverá. Além disso, o uso de anti-inflamatórios e analgésicos sem prescrição médica pode causar ou agravar problemas gastrointestinais.

Qual especialista devo procurar?

Todo profissional da área da saúde que seja capaz de entender sintomas e sinais da dor ciática pode fazer o diagnóstico e encaminhá-lo para um ortopedista, neurologista ou mesmo um clínico geral.

Como é feito o diagnóstico?

No consultório, o médico deve fazer o levantamento detalhado da sua história clínica.

Como o nervo não é palpável, o exame físico inclui a investigação de um sinal chamado Sinal de Lasègue. Ele é feito por meio de uma manobra com a perna que procura estirar o nervo ciático. O profissional também testará a força e o reflexo dos membros inferiores para identificar as áreas afetadas.

De acordo com os especialistas, essas práticas seriam suficientes para definir o diagnóstico, mas alguns exames de imagem poderão ser solicitados para melhor entender a origem da dor. Assim, exames de imagem como a radiografia e a ressonância magnética ajudarão a avaliar as condições da coluna, do quadril, da medula e dos discos vertebrais.

Porém, os médicos advertem: esses exames não são obrigatórios, especialmente nas primeiras 6 semanas da dor, e nem sempre são necessários.

Caso haja suspeita de lesão do nervo, a eletroneuromiografia poderá ser útil para identificá-la.

Conheça as opções de tratamento

A maioria dos casos se resolve no período de 4 a 6 semanas, mas você pode ter de esperar até 90 dias para recuperar-se completamente. Por isso, o indicado é seguir as orientações médicas, ter paciência, e colaborar com o tratamento. A depender da gravidade do seu caso, o médico tem as seguintes estratégias à disposição:

  • Orientações posturais (como levantar-se, sentar-se, melhor posição para dormir);
  • Medicamentos (analgésicos e anti-inflamatórios); Reabilitação física (fisioterapia, RPG, entre outras práticas físicas para fortalecer e alongar os músculos da região, evitando a compressão das raízes nervosas);
  • Infiltrações (injeção de corticoide no local, que tem alta eficácia contra a dor);
  • Cirurgia (a única indicação absoluta é a presença de déficit neurológico progressivo).

Dor ciática pode ser crônica?

Sim. Toda dor que perdura no tempo —no caso, mais de 3 meses— já é considerada crônica. Por isso, tão logo comece o mal-estar, procure ajuda especializada.

Entretanto, pode acontecer de, algumas pessoas, mesmo tratadas corretamente, não apresentarem a resposta esperada pelos médicos. Nesses casos, a intervenção de uma equipe multidisciplinar especializada em dor pode ser a solução.

“Via de regra, esses são quadros complicados que exigem o uso de analgésicos mais potentes, antidepressivos, anticonvulsivantes (atuam no funcionamento do nervo), práticas físicas e meditativas, psicoterapia e acupuntura”, explica Daniel Benzecry Almeida, neurocirurgião e coordenador do Grupo de Dor do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba).

Dá para prevenir a dor ciática?

Os especialistas são unânimes quanto à adoção de hábitos que contribuem para o bom condicionamento da coluna: postura adequada, prática de exercícios de musculação para fortalecimento do core (abdome, pelve e lombar), isométricos e de alongamento (como Pilates, RPG, Ioga e aquáticos —natação e hidroginástica), além de evitar o tabagismo.

Contudo, Raphael Pratali, ortopedista e cirurgião integrante do corpo clínico do Hospital do IAMSPE-SP (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), lembra que algumas pessoas podem seguir todas essas regras e, ainda assim, ter hérnia de disco, uma das principais causas da dor ciática. Isso porque são predispostas ao problema.

“Até o momento não sabemos o porquê disso. Mas esse dado leva à conclusão de que não podemos associar diretamente a dor ciática a atletas de alta performance e obesos”, observa o médico.

O que fazer para colaborar com o tratamento

Nem sempre a dor ciática passa rapidamente, o que requer paciência durante o tratamento, além de adesão aos conselhos médicos e consumo correto de medicamentos. Porém, algumas providências podem ajudar a lidar melhor com o desconforto. Veja a seguir o que você pode fazer:

  • Evite usar analgésicos sem orientação de seu médico. Se a dor não passa, converse com ele antes de automedicar-se;
  • Mantenha-se ativo. Ficar muito tempo sentado, deitado ou na mesma posição pode desencadear ou agravar o quadro;
  • Siga a sua rotina de exercícios, agora com tempo reduzido. Pode ser que seja necessária a ajuda de um fisioterapeuta. O importante é não parar com as práticas físicas;
  • Procure não fazer movimentos bruscos para girar o tronco ou levantar pesos;
  • Tome banhos quentes para relaxar a musculatura;
  • Use bolsas geladas ou quentes para reduzir a inflamação;
  • Evite dormir em colchões muito firmes ou macios demais;
  • Invista em móveis ergométricos, caso você trabalhe muito tempo sentado.

Fontes: Daniel Benzecry Almeida, médico neurocirurgião, coordenador do Grupo de Dor do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba); Raphael Pratali, ortopedista com doutorado pela FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo), cirurgião de coluna vertebral e integrante do corpo clínico do Hospital do IAMSPE-SP (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual); Luciane Filla, neurologista e neurofisiologista clínica, docente da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). Revisão técnica: Raphael Pratali.

Referências: M. A. Stafford, P. Peng, D. A. Hill. Sciatica: a review of history, epidemiology, pathogenesis, and the role of epidural steroid injection in management. BJA. 2007; David Davis; Arvind Vasudevan. Sciatica. StatPearls. NCBI (National Center for Biotechnology Information). 2019.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/01/21/dor-ciatica-comeca-nos-gluteos-e-irradia-ate-a-ponta-do-pe.htm

Tendinite Glútea: A Dor Que Não Sai da Lateral do Quadril

Dor no glúteo: principais causas e o que fazer

A tendinite glútea é uma causa comum de dor no quadril.

Ela pode gerar dor por anos se não forem realizados o diagnóstico e o tratamento corretos. Antes de entender o que é a tendinite glútea, saiba de alguns princípios básicos.

O que é tendinite?

Tendinite é o termo genericamente usado para descrever uma inflamação ou irritação de um tendão.

Os tendões são estruturas que ligam os músculos nos ossos, sendo importantes para a realização de todos os movimentos no corpo.

A tendinite costuma iniciar em pessoa que:

  1. Realizam esforço além do que o organismo aguenta, como nos movimentos repetitivos de certos trabalhos.
  2. Apresentem fraqueza muscular, como na prática de exercício físico sem o fortalecimento devido.
  3. Possuem alguma alteração de postura ou de formato dos ossos, como joelhos tortos, desvios de coluna, falta de alongamento ou diferença de tamanho das pernas.

Os sintomas genéricos de quem sofre com tendinite são:

  1. Dor e rigidez, que podem piorar com o movimento do corpo
  2. Dor que piora a noite
  3. Inchaço no local da inserção do tendão

Agora que você já sabe o que é uma tendinite, vamos aprofundar um pouco em relação a tendinite do quadril.

Tendões do quadril

O quadril apresenta três principais tendões que podem sofrer inflamações e contribuir para a ocorrência de dor na lateral do quadril. Eles fazem parte dos músculos glúteos e são divididos em máximo, médio e mínimo.

Estes músculos são importantes para o equilíbrio da bacia e coluna quando ficamos em pé, subimos escadas ou rampas. Além disso, eles realizam o movimento de abertura das pernas, chamado de abdução.

Caso ocorra a ruptura do tendão ou fraqueza, a pessoa caminha mancando com inclinação do corpo para o lado.

Este tipo de caminhar é chamado de marcha em Trendelenburg e lembra muito como os pinguins andam.

Apesar dos músculos glúteos serem importantes, muitas vezes esquecemos de fortalece-los ou os sobrecarregamos além do limite. Nem mesmo os atletas são poupados.

Quando isto ocorre, a inflamação no tendão pode ocorrer gerando a tendinite glútea.

Entenda tudo sobre a tendinite glútea

A maior causa de tendinite glútea é o desequilíbrio muscular. Neste sentido, as mulheres saem com uma grande desvantagem.

A tendinite glútea pode acometer uma entre cada 4 mulheres acima de 50 anos.

Isto se deve ao fato de que a pelve da mulher apresenta um formato único.

Os ossos da bacia de uma mulher apresentam uma abertura muito mais larga por causa da gestação e do canal do parto. Apenas com um olhar na bacia é possível diferenciar uma pelve feminina da masculina.

Observe na figura abaixo:

Isso faz com que as mulheres tenham uma grande predisposição a desenvolver inflamação nos tendões do quadril, pois eles ficam constantemente tensos e devem fazer muito mais força que o normal.

Mas isso não significa que a tendinite é uma doença exclusiva do sexo feminino.

Quando ela acomete os homens, geralmente vem como acompanhamento de outra doença, como por exemplo a artrose.

Sintomas da tendinite glútea

Quem sofre de tendinite glútea pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Aumento de sensibilidade na lateral do quadril, principalmente ao apertar
  • Dor ao deitar-se de lado, independente se é sobre o lado com tendinite ou não
  • Dificuldade para subir e descer escadas
  • Desconforto para permanecer muito tempo sentado ou em pé, podendo mancar nos primeiros passos logo após levantar-se da posição sentada

O que provoca a tendinite glútea?

  • Pessoas com pelve larga ou lateral do quadril mais proeminente, o que explica a incidência maior em pacientes do sexo feminino
  • Alteração de comprimento entre as pernas, com desequilíbrio muscular por sobrecarga maior na lateral de um quadril
  • Esforço repetitivo, principalmente com atividades de esportivas
  • Sobrecarga de peso e obesidade
  • Envelhecimento do tendão
  • Fraqueza muscular
  • Pessoas que fazem atividade física em planos inclinados, como correr em subida

O diagnóstico da tendinite glútea

Qualquer tipo de dor em musculatura ou articulação deve passar por avaliação de médico especialista.

A dor é uma resposta do organismo para se proteger de algo que está interferindo no seu funcionamento normal. Sem ela não teríamos um sinal para nos protegermos de possíveis agentes agressores.

Através da dor conseguimos realizar o diagnóstico correto e só então propor o melhor tratamento para cada caso.

Além dos sinais de tendinite glútea descritos acima, outro dado de muita relevância é o exame físico do paciente.

Quem apresenta tendinite do quadril geralmente apresenta dor na lateral do quadril que é palpável no exame.

Dificuldade de movimentação do quadril, dor profunda ou na virilha não fazem parte da tendinite e devem ser investigadas.

É indicado a realização de radiografia para observar o formato da bacia, alteração de cartilagem como desgaste e descartar a possibilidade de tumor.

Também se recomenda a confirmação da lesão no tendão através de ultrassonografia ou ressonância. Estes exames também servem para descartar a possibilidade de outras lesões como tumores ou ruptura completa do tendão.

Dicas de ouro

  1. Evite iniciar qualquer tipo de exercício físico sem uma prévia avaliação da estrutura corporal, pois pode existir alguma disfunção que desequilibra a musculatura e gera inflamação.
  2. Insira exercícios de impacto de forma gradativa.

    Ao iniciar uma atividade física, comece devagar para que o corpo consiga compensar o esforço com fortalecimento da musculatura.

  3. Cuide com o volume do treinamento. Muito volume associado a algum tipo de disfunção é o casamento perfeição para gerar lesão no tendão do músculo glúteo.
  4. Evite passar muito tempo sentado.

    Caso esteja trabalhando, se levante de hora em hora, ande um pouco e movimente o quadril.

  5. Faça alongamentos para manter um bom comprimento muscular e evitar contratura do músculo.
  6. Corrija possíveis diferenças entre as pernas que podem gerar alteração das forças musculares no quadril.

  7. Realize exercícios de equilíbrio ou funcionais, como cama elástica, meia bola, ficar apoiado em uma perna.

Dica de platina

Entender como o músculo reage para tentar cicatrizar o tendão.

Se a dor no quadril permanecer por muito tempo, o músculo glúteo ficará mais tenso na tentativa de ajudar.

Mas, esta reação gera mais tensão no tendão que piora a tendinite.

Isso gera dor, que contrai o músculo, que tensiona o tendão e novamente gera dor, num ciclo interminável de lesão.

Muitas mulheres sofrem de dor na lateral do quadril por nunca entenderem este processo. A dor só desaparecerá quando os músculos do quadril estiverem equilibrados, alongados e fortalecidos.

Para isso, no início do tratamento é necessário controlar a dor para alongar a musculatura. Isto pode ser realizado pelo uso de medicação e com algumas técnicas de fisioterapia.

Quando a dor não cede com o tratamento, pode ser necessário a aplicação direta de medicação no local da inflamação através de infiltração.

A infiltração não cura a lesão, apenas permite um controle maior da dor por 30 a 40 dias. Neste período, o paciente deve intensificar o alongamento e a reabilitação.

Apenas numa minoria de casos está indicado o tratamento cirúrgico.

Como a tendinite glútea está ligada a um desequilíbrio muscular e disfunção de musculatura, a reabilitação é a principal forma de tratar corretamente esse problema.

Источник: https://vogliaortopedia.com.br/blog/tendinite-glutea/

O que pode ser a dor no glúteo e o que fazer

Dor no glúteo: principais causas e o que fazer

A dor no glúteo pode ser preocupante quando é constante e dificulta a realização de atividades básicas como andar, calçar ou amarrar os sapatos.

O diagnóstico da causa da dor no glúteo é feito a partir dos sintomas descritos pela pessoa e de exames que podem ser solicitados pelo médico, como por exemplo raio-X, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

O tratamento é feito com o objetivo de tratar a causa, sendo normalmente recomendado ficar em repouso e colocar gelo. Em casos mais graves, como por exemplo a dor no nervo ciático, o médico pode indicar o uso de anti-inflamatórios ou analgésicos para aliviar as dores. Saiba como é feito o tratamento para a dor no nervo ciático.

O que pode ser a dor no glúteo

A dor no glúteo pode ser constante, passageira, latejante ou maçante dependendo da causa da dor. As principais causas de dor no glúteo são:

1. Síndrome do piriforme

A síndrome do piriforme é uma condição rara caracterizada pela compressão e inflamação do nervo ciático, causando dor nos glúteos e na perna. A pessoa com essa síndrome não consegue andar direito, tem a sensação de dormência na nádega ou na perna e a dor piora ao se sentar ou cruzar as pernas.

O que fazer: Ao se notar os sintomas dessa síndrome, é importante consultar um ortopedista para que seja feito o diagnóstico e possa ser iniciado o tratamento. A fisioterapia é uma ótima opção para diminuir a dor e o desconforto, sendo normalmente recomendado pelo médico. Veja como identificar e tratar a síndrome do piriforme.

2. Síndrome da bunda morta

A síndrome da bunda morta, também conhecida como amnésia glútea, é causada pelo fato de se estar muito tempo sentado, o que limita o fluxo de sangue para essa região, ou devido à falta de exercícios de fortalecimento do glúteo, o que leva ao desequilíbrio das forças musculares e à inflamação no tendão do glúteo, o que resulta em dor intensa em forma de pontada que surge ao ficar em pé por muito tempo, subir escadas ou sentar, por exemplo.

O que fazer: A melhor forma de tratar essa síndrome é por meio de exercícios de fortalecimento do glúteo, que devem ser feitos por indicação de um profissional capacitado.

É importante também ir ao ortopedista para que seja feito o diagnóstico e, dependendo da intensidade dos sintomas, recomendar o uso de anti-inflamatórios, como por exemplo o Ibuprofeno ou o Naproxeno.

Conheça os melhores exercícios para a síndrome da bunda morta.

3. Dor muscular

A dor no glúteo também pode surgir após um treino exaustivo de membros inferiores, seja corrida ou um treino com muita carga, por exemplo, mas também pode acontecer devido à lesão dos tendões ou músculos posteriores da coxa.

O que fazer: Para aliviar as dores musculares, é indicado ficar em repouso e colocar gelo na reunião para aliviar as dores. Caso a dor seja constante, é importante consultar um médico para que seja feito o diagnóstico e possa ser iniciado o melhor tratamento.

4. Hérnia de disco

A hérnia de disco lombar é caracterizada pelo abaulamento do disco intervertebral, resultando na dificuldade em se movimentar, abaixar ou andar, por exemplo, além de sensação de dor e sensação de dormência nos glúteos. Saiba tudo sobre a hérnia de disco.

O que fazer: É importante consultar um ortopedista para que seja feito o diagnóstico e o tratamento possa ser iniciado. Normalmente é recomendado o uso de anti-inflamatórios e analgésicos, que devem ser usados de acordo com a orientação médica, além de sessões de fisioterapia e, nos casos mais graves, pode ser necessária cirurgia.

Quando ir ao médico

É indicado ir ao médico quando a dor no glúteo se torna constante, há dor mesmo em repouso e a pessoa não consegue realizar atividades básicas, como andar ou colocar uma meia, por exemplo.

Além disso, é importante consultar o médico quando:

  • É notado inchaço no glúteo;
  • O glúteo fica dormente ou muito sensível ao toque;
  • Há sensação de queimação no glúteo;
  • A dor se espalha para as pernas, virilha, costas ou abdômen;
  • Há dificuldade para abaixar, calçar sapato e andar;
  • A dor permanece por mais de duas semanas;
  • A dor é percebida depois de ter tido uma lesão.

A partir da análise dos sintomas descritos pela pessoa e de exames de imagem, o médico consegue concluir o diagnóstico e indicar a melhor forma de tratamento.

Источник: https://www.tuasaude.com/dor-no-gluteo/

SÍNDROME DO PIRIFORME

Dor no glúteo: principais causas e o que fazer

O músculo piriforme é um dos músculos pequenos e estreitos localizado na região profunda do glúteo, e permite a rotação externa da perna. Estende-se desde a base da coluna, no sacro, conectando-se com o fêmur aproximadamente onde fica a dobra da nádega. O nervo ciático, que sai da coluna, passa dentro deste músculo ou abaixo dele.

Síndrome do piriforme

É uma condição neuromuscular pouco comum em que o nervo ciático – o maior nervo do corpo – fica comprimido, incarcerado ou irritado. É uma neurite (inflamação do nervo) na parte proximal do nervo ciático. A compressão ou encarceramento deste nervo pelo músculo piriforme, devido a espasmo e/ou contratura, causa dor, que costuma ser descrita como formigamento, queimação ou parestesia.

A dor pode ocorrer na cóccix, quadril, glúteo, virilha, coxa ou parte distal da perna (irradia ao longo da perna). Como podem ver, não há um local preciso. Há piora da dor quando a pessoa fica sentado por muito tempo, sobe escadas, caminha, ou corre.

O primeiro a descrever a síndrome do piriforme foi Yeoman, em 1928, que chamou a condição de periartrite da articulação sacroilíaca anterior. A história desta síndrome origina em uma das muitas causas de dor lombar e dor na perna. Foi descoberto que muitos pacientes que haviam passado por cirurgias mal sucedidas na região lombossacral tinham na verdade a síndrome do piriforme.

Tanto parece com a ciática que às vezes é chamado de pseudociática (“falsa ciática”).

Causas

Forma primária – pode resultar de anomalias musculares com hipertrofia, de fibrose ou de alterações anatômicas (parciais ou totais) do nervo, dor miosfascial e miosite, entre várias outras causas.

Forma secundária – pode resultar, por exemplo, de hiperlordose, de traumatismos na região sacro-ilíaca e glútea (ex. prótese total do quadril), de pseudo-aneurismas da artéria glútea inferior, hematomas ou de esforço físico exagerado. Quando se apresenta em ambos os lados, pode estar relacionado com a imobilização prolongada, com flexão da coxa, no período pós-cirúrgico.

Sintomas

Seus sintomas são muito parecidos com ou praticamente indistinguíveis da dor ciática. O paciente pode sentir dor na coluna e na perna. Pode ter aumento da dor quando a coxa é movimentada para fora.

Diagnóstico

Como os sintomas são muito parecidos com os da dor lombar ou da dor ciática, para chegar a um diagnóstico, é fundamental levar em conta a história do paciente e o exame físico.

Existe pouca informação na literatura (médica) sobre a síndrome do piriforme, em comparação com o que se sabe da hérnia de disco ou ciática, por exemplo, mas, há consenso sobre os achados clínicos que caracterizam a síndrome.

Exames com imagens como raio-X, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética da coluna podem excluir a possibilidade de patologia vertebral/radiculopatia. O raio-X sozinho não consegue mostrar se o nervo está irritado na região do músculo piriforme.

Exame diagnóstico com ultrassonografia é capaz de mostrar a morfologia do músculo piriforme, e assim ajudar em detectar anormalidades, enquanto a termografia infravermelha pode indicar focos de inflamação.

Tratamento

O tratamento pode ser fisioterápico, com repouso, gelo, alongamento e massagem. Seu médico pode também receitar um antiinflamatório ou um relaxante muscular. É aconselhável interromper as atividades de correr ou caminhar e modificar as atividades. No caso de atletas, o retorno precoce às atividades pode agravar a lesão.

Procedimentos intervencionistas

Quando a dor é refratária, ou seja, continua mesmo após o tratamento conservador, a próxima indicação na escada analgésica é a técnica intervencionista de infiltração com anestésico local. Caso a dor retorne, pode ser utilizada a toxina botulínica no músculo piriforme.

Em último caso, pode requerer cirurgia minimamente invasiva, que consiste na ressecção do músculo piriforme ou do tendão para liberação do nervo.

Qual é o prognóstico?

Geralmente é bom. Uma vez que os sintomas da condição são tratados, a pessoa pode retomar suas atividades. Em alguns casos, seu programa de exercícios pode precisar de modificações para reduzir a possibilidade de recorrência ou piora.

Prevenção – pode se prevenir contra esta condição praticando esportes ou exercitando-se sem demandas excessivas sobre os glúteos.

Veja alguns exercícios que podem ajudar no alívio da dor.

Bom feriado para todos!!

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Revisado em 28/06/2015

Источник: https://mundosemdor.com.br/sindrome-do-piriforme/

Síndrome do Piriforme: Tratamento, Tem Cura? Fisioterapia

Dor no glúteo: principais causas e o que fazer

Qualquer pessoa está suscetível ao aparecimento de dores no quadril, mas claro que indivíduos acima de 50 anos de idade e as que praticam esportes possuem maiores chances de desenvolvê-las.

São diversas as possíveis causas deste quadro, dentre elas tendinites/tendinopatias, contusão no quadril, fraturas, bursite trocantérica, síndrome do piriforme, dor glútea profunda, artrite reumatoide, sobrecarga, anquilose do quadril, pubalgia, epifisiólise, osteoartrose, etc.

Para que a dor desapareça ou reduza significativamente, é crucial uma avaliação precisa, com objetivo de identificar a real CAUSA do problema e traçar condutas resolutivas.

Agendar sua Avaliação

Algumas características dos sintomas podem dar importantes quanto a causa das dores. Principalmente quando trazem indícios de ser um quadro mais grave, é o caso de:

  • Dores causadas por traumas;
  • Perda mobilidade do quadril;
  • Dificuldades para suportar pesos sobre a própria perna;
  • Hematomas;
  • Edema ou inchaço;
  • Manifestação de dores com febre;
  • Reação dolorosa que não alivia mesmo com analgésicos e repouso.

A síndrome do piriforme está associada a uma compressão do nervo isquiático (ciático) pelo músculo Piriforme e costuma ser uma alteração bastante dolorosa e incômoda. Mas o grande problema está na ausência de um diagnóstico preciso, pois a síndrome é, muitas vezes, confundida com a Dor Ciática, o que dificulta o tratamento correto.

Anatomia

Síndrome do Piriforme

Anatomicamente, o piriforme é um músculo que está localizado próximo ao nervo ciático, ele se encontra na região posterior e profunda do quadril e é coberto pelos músculos glúteos. Sua origem está na superfície anterior do sacro e se insere no trocânter maior (lateralmente ao quadril).

Agendar sua Avaliação

O nervo isquiático é o responsável pela inervação do piriforme e em virtude da proximidade destas duas estruturas, este músculo pode comprimir o nervo isquiático gerando uma dor glútea que irradia até a coxa.

A inflamação do nervo ciático

Pode ocorrer a inflamação do nervo ciático

O nervo ciático é considerado o mais longo do nosso corpo, sendo também bastante volumoso.

  Ele se estende desde a face posterior do quadril, descendo por trás da coxa e dos joelhos até alcançar o dedo maior do pé, ou seja, vai desde a coluna lombar até os pés.

Este nervo pode ser acometido por danos dentro do canal espinhal, no local da sua origem (raiz nervosa) ou em algum outro ponto de sua extensão.

Quando esse nervo é afetado de alguma maneira, esta lesão costuma trazer bastante dor na região lombo-sacra que se estende até o pé (glúteo, coxa e lateral da perna são atingidos).

Geralmente, a dor na região posterior de quadril é descrita como sendo extremamente profunda (como se fosse no osso do quadril).

Nos casos que envolvem lesões mais severas do nervo, o paciente também pode apresentar quadros de fraqueza muscular em uma das pernas ou até mesmo nas duas, o que pode mudar o padrão da caminhada e incapacidade de controlar a urina.

A compressão pode acontecer por lesões degenerativas da coluna vertebral como hérnia de disco, estenose vertebral, espondilolistese, contraturas musculares, etc.

É importante ressaltar que, normalmente, todas os sintomas da compressão do nervo ciático (que além das descritas incluem: formigamento/parestesia, sensação de queimação, perda da sensibilidade ou redução dos reflexos da região atingida, dentre outros), são sentidas com maior frequência de um só lado do corpo e tendem a piorar durante a noite.

Causas

Uma alteração anatômica é responsável pelo aparecimento dos sintomas. Isso acontece quando nervo ciático passa por dentro do piriforme e é comprimido por este músculo, levando a um quadro doloroso, com irradiação para região lateral da coxa.

Entretanto, esta variação anatômica não é muito comum, e geralmente, estes sintomas também são desencadeados por uma contratura do piriforme, confundindo inclusive com dor glútea profunda. Dentre os hábitos que aumentam o risco de incidência da síndrome do piriforme, ficar sentado por tempo prolongado e praticar exercícios para os glúteos de forma exacerbada são os mais comuns.

Sintomas da Síndrome do Piriforme

A presença da síndrome do piriforme pode ser caracterizada, especialmente, por alguns sinais:

  • Dor intensa (em forma de “pontada” ou “facada”) na região lateral e posterior da coxa, além da região glútea.
  • Dor que piora ao permanecer sentado ou ao cruzar as pernas.
  • Aumento do quadro álgico quando o indivíduo realiza exercícios que geram sobrecarga a este músculo
  • Durante o período de dor mais aguda, o paciente pode mancar durante a marcha
  • Sensação de dormência na nádega ou na perna.
  • Fraqueza da perna e sensação de formigamento.

Diagnóstico e Exames

O exame clínico é realizado com objetivo de identificar a síndrome do piriforme através dos sintomas relatados e testes específicos, diferenciar de dor glútea profunda ou disfunções lombares com irradiação para membros inferiores (lombociatalgia).

Exames de imagens como raio-X, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância nuclear magnética (RNM) da coluna podem ser feitos para excluir a possibilidade os sintomas apresentarem origem vertebral/radiculopatia ou de alterações importantes de tecido mole e ósseo

Tratamento da Síndrome do Piriforme

Fisioterapia para o tratamento da Síndrome do Piriforme

O manejo da síndrome do piriforme apresenta bons resultados no tratamento conservador, o alívio da dor e irradiação se dá através da diminuição da compressão através de técnicas utilizadas na fisioterapia visando o relaxamento muscular e liberação miofascial do piriforme.

A terapia manual e um protocolo de fortalecimento muscular efetivo, focando na correção da biomecânica e aumentando a capacidade para estes músculos suportarem a demanda imposta sobre eles serão fundamentais para proporcionar maior duração aos efeitos terapêuticos. A cirurgia só é necessária em casos graves e raros, quando a dor é incapacitante e não reduz com o tratamento fisioterapêutico de médio a longo prazo.

Se você apresenta tais sintomas e se identifica com as características desta patologia, não descarte a possibilidade de um acometimento neural e procura urgente por um fisioterapeuta para buscar o diagnóstico exato e iniciar o tratamento de imediato.

Síndrome do piriforme na gestação

Pilates pode evitar a Síndrome do piriforme na gestação.

Uma compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme comumente afeta as mulheres durante a gestação, especialmente, em virtude do posicionamento das pernas, da sobrecarga gerada pelo bebê  e pela alteração hormonal sistêmica que leva a alterações em tecidos moles, como ligamentos e músculos. Quando presente, a gestante usualmente sente bastante dor e o quadro tende a piorar a medida que a gestação avança.

Uma excelente dica para as gestantes é investir no alongamento diário do músculo piriforme.

Veja: Em pé, a grávida deve posicionar uma perna flexionada em cima de uma mesa ou bancada que esteja na altura de seu quadril. A seguir, ela vai inclinar o seu tronco sobre esta perna, permanecendo na posição por um período de 15-30 segundos, como mostra a figura a seguir. Os mesmos movimentos devem ser realizados com a outra perna.

Atividades que podem aumentar os riscos para a síndrome do piriforme

Geralmente, a realização de determinadas atividades aumentam as chances de o paciente sofrer com a síndrome do piriforme, como por exemplo treinos com frequência em longos declives, subidas e terrenos irregulares acabam exigindo mais da musculatura do complexo posterolateral do quadril (rotadores externos) e, por isso, podem favorecer o surgimento do problema.

Exercícios realizados com o objetivo de hipertrofia excessiva dos glúteos também podem favorecer a lesão. Ciclistas, triatletas e alunos de academias que fazem muitos exercícios na posição sentada e por longo período também podem estar suscetíveis ao problema.

Algumas recomendações para viver sem dor

  • Procure realizar atividades físicas ajustando a carga imposta ao piriforme para que não ocorra aumento dos sintomas;
  • Fortaleça a musculatura do quadril;
  • Mantenha o seu peso corporal adequado, adotando uma alimentação saudável e equilibrada;
  • Durante episódios de dores mais intensas, evite realizar atividades que exijam agachamento até o chão;
  • Ao primeiro sinal de dor ou desconforto procure um especialista, pois pequenas mudanças nas atividades podem significar uma ótima prevenção.

Benefícios do Pilates

Pilates é uma ótima alternativa para o manejo da síndrome do piriforme.

Uma alternativa muito segura para evitar a síndrome do piriforme consiste na manutenção da força e alongamento da musculatura que participa dos movimentos de adução e abdução, e o Pilates exerce um papel muito importante para esta finalidade.

O método oferece uma grande diversidade de exercícios, que podem ser perfeitamente adaptados às necessidades e limitações de cada pessoa.

Com isso, o paciente será acompanhado por um especialista que, após avaliar minuciosamente o seu quadro, montará um programa individual de exercícios, focados, principalmente, no trabalho de fortalecimento e flexibilidade dos membros inferiores como um todo, focando em glúteos e rotadores externos do quadril e manutenção ou ganho de mobilização de quadril.

No caso de atletas, o profissional montará uma série de exercícios funcionais que simulam a corrida, o caminhar, mudanças de direções e saltos, etc, tudo de acordo com a especificidade da modalidade.

O objetivo é preparar o indivíduo para o retorno progressivo ao esporte, bem como às atividades diárias de uma forma mais segura. Dessa forma, o método Pilates pode auxiliar efetivamente tanto na prevenção quanto no período de tratamento da síndrome do piriforme.

Vídeo do Dr. Thiago Fukuda sobre Síndrome do Piriforme

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Atualmente é diretor-clínico do Instituto TRATA – Joelho e Quadril.

Graduado em Fisioterapia no ano de 2001 e Especialista (pós-graduação) em Fisioterapia neuro-musculo-esquelética pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP (2003)

Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade de Mogi das Cruzes – UMC (2006)

Doutor em Ciências pelo programa de Cirurgia e Experimentação da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (2011)

Pós-doutorado (post doc) em Biomecânica pela University of Southern California – USC (2013)

Docente da graduação do Centro Universitário São Camilo – CUSC e Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino

Foi Professor Adjunto da pós-graduação em Fisioterapia musculo-esquelética – ISCMSP e Supervisor do Grupo de Joelho, Quadril, Traumatologia Esportiva e Ortopedia Pediátrica – ISCMSP

Vencedor dos prêmios EXCELLENCE IN RESEARCH AWARD pelo melhor artigo publicado no ano de 2010 e EXCELLENCE IN CLINICAL INQUIRY no ano de 2011 no Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT).

Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE). Tem mais de 60 publicações nacionais e internacionais com ênfase em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia, Joelho e Quadril, Traumatologia esportiva e Eletrotermofototerapia.

Источник: https://www.institutotrata.com.br/sindrome-do-piriforme-tratamento/

Sobre a Medicina
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