Edema: o que é, quais os tipos, causas e quando ir ao médico

Inchaço nas pernas (edema – retenção de líquido)

Edema: o que é, quais os tipos, causas e quando ir ao médico

Edema é o nome que se dá ao inchaço localizado em alguma parte do corpo. As pernas são os locais onde mais frequentemente surgem os edemas, mas o inchaço pode ocorrer em qualquer ponto do corpo. Só como exemplo, existem os edemas de pulmão, edema cerebral, edema de glote, edema de língua, etc.

Quando o inchaço ocorre de forma generalizada pelo corpo, ele recebe o nome de anasarca.

Neste artigo vamos explicar como surgem os edemas, quais são as suas causas e como eles devem ser tratados.

Como surge o edema?

Ao contrário do que se possa imaginar, os nossos vasos sanguíneos não são impermeáveis, eles apresentam poros que permitem a saída e entrada de células, bactérias, proteínas e água. O inchaço ocorre quando há uma saída excessiva de líquidos dos vasos para os tecidos.

Quando a nossa perna incha, o que ocorre, na verdade, é um acúmulo de líquido no tecido subcutâneo. Os líquidos que deveriam estar dentro nos vasos sanguíneos ou linfáticos extravasam e se acumulam na pele.

Existem basicamente 4 situações que favorecem esse extravasamento de água dos vasos para os tecidos. É importante destacar que, na maioria dos casos os pacientes apresentam mais de um desses mecanismos ao mesmo tempo. Vamos a eles:

1) Inflamação dos vasos ou tecidos

Quando existe um processo inflamatório, seja por infecção, processo alérgico ou por trauma, os vasos sanguíneos próximos a este local tornam-se mais permeáveis para facilitar a chegada das células de defesa ao local da inflamação (leia: O que é o pus ? O que é um abscesso? O que é uma inflamação?). Com o alargamento dos poros, há um maior extravasamento de líquidos para os tecidos ao redor. Por isso, quando damos uma topada ou quando alguma região da pele fica inflamada, eles ficam inchados.

Pacientes com doenças muito graves, geralmente internados no CTI, podem estar sofrendo um processo inflamatório generalizado, por isso, podem ficar com o corpo inteiro inchado. Este fato é muito comum em casos de sepse grave, quando os vasos estão com a sua permeabilidade aumentada de forma difusa (leia: O QUE É SEPSE? e ENTENDA O QUE ACONTECE COM PACIENTES NO CTI (UTI)).

Um famoso grupo de drogas usadas no tratamento da hipertensão, chamado de inibidores dos canais de cálcio, cujo membros mais conhecidos são a nifedipina e a amlodipina, também podem causar edemas nos membros inferiores por aumentarem a permeabilidade dos vasos.

2) Aumento da pressão dentro das veias e capilares

Quando há um aumento da pressão dentro das veias, chamada pressão hidrostática, a tendência é que a água no interior dos vasos seja “empurrada” em direção aos poros, facilitando o seu extravasamento.

O aumento da pressão dentro das veias nada tem a ver com hipertensão arterial, que é a elevação da pressão nas artérias. Não custa lembrar que as artérias levam os sangue do coração aos órgãos e tecidos, enquanto as veias fazem o caminho inverso, recebem o sangue dos tecidos e o leva de volta ao coração.

O aumento da pressão venosa costuma ocorrer por dois motivos: excesso de água dentro dos vasos ou quando há uma dificuldade no escoamento do sangue de volta ao coração, conhecido como retorno venoso.

Problemas no retorno venoso

Um conhecido exemplo que ilustra bem um problema no retorno venoso é quando surge edema nas pernas formado pela presença de varizes.

As varizes são veias defeituosas que apresentam dificuldade de drenar o sangue das pernas de volta ao coração. As veias das pernas precisam agir contra a gravidade, quando elas estão doentes, como no caso das varizes, a tendência é que parte do sangue fique represado nos membros inferiores.

O sangue acumulado nas veias, aumenta a pressão dentro das mesmas e facilita o extravasamento de líquidos para o tecido subcutâneo. Este quadro é chamado de insuficiência venosa dos membros inferiores (leia: VARIZES | Causas e Tratamento). Além do inchaço é comum haver também um escurecimento da pele, que ocorre porque alguns pigmentos do sangue também extravasam para a pele.

Se a estase for prolongada, a pele também tende a ficar avermelhada e brilhosa.

Outro mecanismo semelhante ocorre na insuficiência cardíaca, pois um coração fraco não consegue bombear o sangue de modo eficaz, principalmente nas pernas, que estão na extremidade do corpo e precisam de força para vencer a gravidade (leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA). 

Tanto na insuficiência cardíaca quanto na insuficiência venosa dos membros inferiores, o edema surge e piora quando o paciente fica muito tempo em pé e tende a desaparecer após algumas horas deitado, quando a gravidade não exerce força contrária. Por isso, é tão comum o paciente acordar sem edemas, mas ao final da tarde já ter as pernas todas inchadas.

Um dos sinais típicos do edema nas pernas é o cacifo, também chamado de sinal de Godet, que é a presença de um pequeno afundamento na pele quando a pressionamos com o dedo.

Este é um sinal de excesso de líquido no tecido subcutâneo.

Repare que na foto que ilustra o início do artigo, a paciente, além do inchaço nos pés e nas pernas, apresenta também cacifo, pele avermelhada e manchas escurecidas típicas da insuficiência venosa.

Uma outra situação comum que pode provocar edema por obstrução do retorno venoso é a trombose venosa profunda. Nesta doença, há  formação de um trombo dentro de uma grande veia dos membros inferiores, obstruindo a drenagem do sangue em direção ao coração.

  O quadro clínico da trombose venosa nas pernas é um edema assimétrico, que acomete apenas em uma das pernas. Ele costuma ser duro, quente, de início súbito e doloroso. Para saber mais sobre a trombose venosa profunda, leia: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP).

Excesso de líquidos nos vasos

Em algumas doenças, principalmente as de origem renal, pode ocorrer um acumulo de sódio (sal) no organismo. Esse excesso de sal aumenta a quantidade de água corporal, que, consequentemente, aumenta não só a pressão arterial, mas também a pressão venosa, favorecendo o aparecimento de inchaços ( leia: SAL E HIPERTENSÃO).

O paciente com insuficiência cardíaca também costuma apresentar esse mecanismo de formação de edema. O que ocorre, de forma bem resumida, é que quando o coração está fraco, menos sangue chega aos rins.

A redução do aporte de sangue é equivocadamente interpretado pelos rins como um baixo volume de sangue nos vasos. Como resposta, os rins passam a reter mais sódio e água, numa tentativa de restabelecer o volume de sangue.

Como o problema é a capacidade do coração bombear o sangue e não um baixo volume de sangue, essa reposta do rim leva a uma grande retenção de líquidos, que só agrava os edemas.

3) Redução da pressão oncótica

Um outro mecanismo para a formação dos inchaços é a diminuição da viscosidade sanguínea, chamada de pressão oncótica. Essa pressão oncótica é criada pela concentração de proteínas no sangue.

Quando o sangue tem uma concentração de proteínas menor que os tecidos, ou seja, quando a pressão oncótica encontra-se baixa, a tendência é que a água extravase do sangue para os tecidos por osmose.

Portanto, enquanto o aumento da pressão dentro das veias (pressão hidrostática) favorece o extravasamento de líquidos, a pressão oncótica faz o trabalho inverso.

Quando o paciente tem alguma doença que diminua as proteínas sanguíneas, como cirrose, desnutrição ou síndrome nefrótica, a tendência é que ele forme edemas pela baixa pressão oncótica, mesmo que a pressão hidrostática dentro das veias seja normal. Neste caso, o edema costuma ser generalizado, já que a falta de proteína ocorre por todo o corpo. Além do edema nas pernas, também é muito comum a ocorrência de ascite, nome que damos ao acúmulo de líquido dentro da cavidade abdominal.

As duas doenças que mais provocam edemas por falta de proteínas são a cirrose e a síndrome nefrótica.

Na cirrose, o fígado doente torna-se incapaz de produzir quantidades adequadas de proteínas, principalmente a albumina, que  é a principal proteína do sangue.

Na síndrome nefrótica o que ocorre é uma perda exagerada de proteínas pela urina, o que resulta em níveis baixos se proteínas no sangue.

Essas duas doenças são as principais causas, mas, na verdade, qualquer doença crônica grave e prolongada pode inibir a produção de albumina pelo fígado e causar edema.

4) Linfedema

Outro tipo edema, esse menos comum, é o de origem linfática. É chamado de linfedema e ocorre por obstrução dos vasos linfáticos.

O linfedema é comum na elefantíase, nos cânceres e na obesidade mórbida. Edema de origem linfática também é comum nos braços de pacientes que fazem mastectomia com retirada dos gânglios da axila. Na insuficiência venosa grave e não tratada, pode ocorrer também linfedema associado.

O linfedema não costumar ter cacifo, é mais deformante que o edema venoso e costuma acometer os membros de forma assimétrica.

Principais causas de edema:

Vamos resumir as principais causas de edema de acordo com o seu mecanismo.

a) Causas de inchaços por aumento da pressão hidrostática e/ou retenção de sódio:

b) Causas de inchaços por diminuição da pressão oncótica:

c) Causas de inchaços por aumento da permeabilidade vascular:

d) Causas de inchaços por linfedemas:

Tratamento do edema

Um dos maiores erros ao se tratar um edema é achar que diuréticos devem sempre ser prescritos. Os diuréticos só servem se a causa do edema for um acúmulo de líquidos. Se o paciente tem uma trombose, um edema linfático, uma infecção ou qualquer outra causa que o mecanismo principal não seja retenção de sal e líquidos, os diuréticos podem fazer mais mal do que bem.

Os diuréticos costumam ser muito importantes no tratamento do edema provocado por insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cirrose.

Nas outras situações, o seu uso pode ser indicado, mas é preciso ter cuidado para não desidratar o paciente e provocar lesão nos rins.

É muito comum vermos pacientes com insuficiência venosa por varizes serem entupidos de diuréticos. Uma dose baixa pode até ajudar, mas doses levadas com certeza são desnecessárias.

O mais importante antes de indicar um tratamento é tentar entender a causa e os mecanismos envolvidos na formação do inchaço.

Nos casos dos pacientes que usam amlodipina, por exemplo, basta reduzir a dose ou suspender o medicamento par ao inchaço sumir. Nos obesos, a simples perda de peso costuma ajudar.

Em muitos casos, uma dieta pobre em sal é capaz de reduzir bastante o inchaço nas pernas.

Edema sem causa aparente (edema idiopático)

Existe um tipo de edema, chamado edema idiopático, que ocorre principalmente em mulheres jovens e sadias, normalmente associado ao período menstrual. Também está associado à obesidade e à depressão. A origem desse tipo de edema ainda não foi totalmente esclarecida, mas acredita-se que seja uma junção de retenção de líquidos com aumento da permeabilidade dos vasos.

O edema idiopático costuma ser cíclico, vai e volta de acordo com o período menstrual. Muitas mulheres tratam esse edema por conta própria tomando diuréticos próximo ao período menstrual para alívio dos sintomas.

Na verdade, tomar diurético para esse tipo de edema só PIORA o quadro. Uso crônico de diurético sem indicação é uma causa de edema por mais paradoxal que isso possa parecer.

(leia: PARA QUE SERVEM OS DIURÉTICOS?).

O diurético mal indicado aumenta a retenção de sódio, principalmente nos intervalos entre as tomadas.

O doente acaba ficando dependente do remédio e não consegue estabelecer uma ligação causal da persistência do edema com o diurético.

Na verdade, o paciente acha que só o diurético alivia seu edema, pois, quando ele suspende o diurético, o inchaço piora.  O que esse paciente não sabe é que após algumas semanas sem diurético, o edema tende a regredir sozinho.

Portanto, não se usa diuréticos em pessoas saudáveis com pequenos edemas nos membros inferiores, principalmente se associados ao período menstrual. O melhor é reduzir o consumo de sal e suspender drogas que possam causar edemas como Nifedipina, amlodipina, rosiglitazona, anti-inflamatórios e minoxidil. Naqueles com excesso de peso, emagrecer é necessário.

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/inchacos-edema/

Edema ou inchaço – causas, sintomas e tratamento

Edema: o que é, quais os tipos, causas e quando ir ao médico

Edema1 é o termo médico usado para referir-se à retenção de fluidos no corpo, isto é, acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo2, tornando-os inchados.

Esse inchaço3 pode ocorrer em uma parte determinada do corpo, como resultado de uma lesão4, por exemplo, ou pode ser mais geral, como ocorre em certas condições de saúde5, tais como falência cardíaca ou insuficiência renal6.

O edema1 pode ocorrer em qualquer lugar do corpo, mas é mais comum nos pés e tornozelos, o que é conhecido como edema1 periférico. Outros tipos de edema1 são edema1 cerebral, edema pulmonar7 e edema macular8, que afeta a mácula9 dos olhos10. Fala-se de edema1 idiopático11 nos casos em que uma causa não pode ser encontrada.

Quais são as causas do edema1?

O edema1 muitas vezes é uma reação fisiológica12 e outras vezes é um sintoma13 de uma doença subjacente.

É normal que se tenha algum inchaço3 nas pernas ao final do dia, especialmente se a pessoa fica sentada ou em pé por longos períodos, durante a gravidez14, em que o crescimento do volume abdominal dificulta o retorno venoso15 das pernas e nos períodos pré-menstruais, em que as variações hormonais causam maiores retenções hídricas.

Outras condições médicas e doenças que podem causar edema1 são comer comida muito salgada, o uso da pílula contraceptiva, um coágulo16 de sangue17 que obstrua a circulação18 venosa, varizes19 graves, lesão4 ou cirurgia nas pernas, queimaduras, medicamentos, doença renal20, insuficiência cardíaca21, doença pulmonar crônica, doenças da tireoide22, doenças hepáticas23 e subnutrição.

Qual é a fisiopatologia24 do edema1?

Muitas vezes o edema1 ocorre quando os pequenos vasos sanguíneos25 do corpo extravasam líquido e o fluido acumula-se nos tecidos circundantes, conduzindo ao inchamento. Outras vezes o edema1 se deve a uma obstrução mecânica da circulação18 venosa e/ou linfática.

Quais são as principais características clínicas do edema1?

Além do inchaço3, o edema1 também pode causar descoloração da pele26, deixar temporariamente a marca de um dedo quando pressionado, deixar a área afetada dolorida, causar rigidez articular, aumento ou perda de peso, aumento da pressão arterial27 e da pulsação. Um tipo especial de inchaço3 nas pernas é o edema1 linfático28 (linfedema), causado por um bloqueio no sistema circulatório29 linfático28 ou por uma condição hereditária de anormalidade dos vasos linfáticos.

Como o médico diagnostica o edema1?

Em geral, o edema1 pode ser reconhecido pela simples observação, mas para entender o que pode estar causando esta condição o médico tem de realizar um exame físico, apurar o histórico médico do paciente e solicitar alguns exames, como radiografias, ultrassonografias, tomografia computadorizada30, ressonância magnética31 e exames de sangue17 e urina32.

Como o médico trata o edema1?

Muitas vezes os edemas33 fisiológicos desaparecem por si sós.

No entanto, algumas medidas ajudam a reduzir a retenção de líquidos, tais como perda de peso, fazer exercícios regularmente, levantar as pernas de três a quatro vezes por dia para melhorar a circulação18 venosa, evitar estar de pé por longos períodos de tempo, etc. No entanto, se houver uma condição mórbida subjacente que esteja causando o desequilíbrio de fluidos, o edema1 só desaparecerá depois que ela for diagnosticada e tratada.

Sintomaticamente, os edemas33 podem ser tratados com medicamentos diuréticos34. Se o edema1 tiver como causa o uso de medicamentos, o paciente e o médico devem considerar a possibilidade de ajustar suas doses, substituí-los ou suspendê-los.

Como evolui o edema1?

Ao contrário do edema1, que pode ser transitório, o linfedema é uma condição duradoura que causa desconforto, dor e perda de mobilidade.

O linfedema não pode ser curado, mas pode ser controlado utilizando uma série de tratamentos, incluindo meias de compressão, cuidados da pele26, drenagem35 linfática e elevação.

O edema1 consequente a uma doença tende a ter uma evolução paralela a ela.

Quais são as complicações possíveis do edema1?

Se não for adequadamente tratado, o edema1 pode causar um inchaço3 cada vez mais doloroso, rigidez muscular ou articular, estiramento da pele26, que pode tornar-se pruriginosa e desconfortável, aumento do risco de infecção36 na área inchada, diminuição da circulação18 sanguínea e da elasticidade37 das artérias38, veias39, músculos40 e articulações41 e aumento do risco de úlceras42 de pele26.

Источник: https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1266008/edema+ou+inchaco+causas+sintomas+e+tratamento.htm

O que fazer com joelho inchado?

Edema: o que é, quais os tipos, causas e quando ir ao médico
O joelho inchaod pode ter muitos sintomas associados.

Outra característica que diferencia possíveis causas do inchaço no joelho é a presença de outros sintomas associados. Por exemplo, quando a região inchada apresenta-se arroxeada (presença de hematoma) , provavelmente é fruto de uma pancada ou contusão.

Quedas ou traumas por impactos são bastante comuns durante a prática de esportes, principalmente em atividades que promovem contato direto com outras pessoas, como o futebol.Esses sinais também podem ser indicativos de uma entorse e nessa situação pode ter havido uma lesão de ligamento, cartilagem ou meniscos.

Os meniscos têm função primordial no corpo, pois são cartilagens fibrosas que, dentre outras coisas ajudam a dissipar as cargas que passam sobre o fêmur e a tíbia.

Por outro lado, se o joelho apresenta coloração avermelhada, é sugestivo de um processo infeccioso ou inflamatório. Nesse caso, é comum também perceber muita dor e certo calor na articulação acometida.

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Causas do inchaço

Como já foi possível perceber, os motivos que levam ao inchaço do joelho são diversos. Na verdade, porém, há várias outras causas que podem levar a essa condição. Como uma série de doenças.

Para que você conheça algumas delas, listamos as causas mais comuns do problema.A primeira causa de inchaço recorrente tem relação com traumas diretos ou entorses. Imagine, por exemplo, um indivíduo que pratica uma atividade física como o futsal.

Durante uma partida, ele com certeza entra em divididas pela bola, dá “encontrões” em outros jogadores, e cai pela quadra. Todos esses impactos podem comprometer tendões, bursas, meniscos, cartilagens ou ligamentos dos joelhos.

Normalmente, o inchaço nesse caso acontece em até duas horas após o impacto, o que torna a percepção desse motivo quase certa.

Em segundo lugar no “ranking” de causas, aparece a artrite reumatoide. A artrite é uma doença autoimune, em que o corpo começa a produzir anticorpos que atacam o tecido sinovial (membrana que recobre as articulações) de uma articulação. O tecido sinovial faz contato direto com o líquido sinovial, que por sua vez tem a função de lubrificar e permitir o movimento indolor nas juntas.

Como se trata de um processo inflamatório, a artrite tem entre seus sinais e sintomas fatores como dor, vermelhidão no joelho, rigidez, calor e sensibilidade na região.

Se a artrite é provocada por bactérias ou outro micro organismos, que penetram o tecido sinovial, ela é chamada de artrite séptica ou pioartrite. Nessa situação, o joelho se enche de pus e sofre com dor intensa. Além disso, uma característica bem importante é que o indivíduo ainda costuma apresentar febre.

Mais artrites e doenças

Lesões e artrites podem levar a joelho inchado.

A osteoartrite, por sua vez, atinge principalmente pessoas idosas, com mais de 65 anos de idade.

Também chamada de artrose, ela acontece quando a cartilagem localizada entre os ossos do joelho está desgastada, o que provoca uma superprodução do líquido sinovial. Como consequência  pode haver o contato direto entre os tecidos ósseos.Esse desgaste é característico do uso contínuo das articulações.

O joelho então incha e sofre com intensa dor. A doença é crônica mas o paciente pode sofrer com períodos de agudização ao longo da vida.Para todos os tipos de artrite, existem fatores de risco. Como a obesidade, que aumenta a pressão sobre o joelho.

O histórico familiar da doença também predispõe o sujeito ao desenvolvimento da condição, assim como o envelhecimento. Além disso, mulheres estão mais sujeitas ao problema.Há ainda a bursite.

Esta é uma condição que resulta da inflamação nas bursas, pequenas bolsas que abrigam o líquido sinovial que, como já citado, lubrifica as articulações. Essas bolsas, então, evitam o atrito entre tendões, pele e músculos. Se por algum motivo o líquido é produzido em excesso, essas bolsas aumentam de tamanho e causam o inchaço da região.

A bursite geralmente é desencadeada por traumas diretos ou por movimentos repetitivos. Por isso, a prática de esportes de forma inadequada é considerada um fator de risco para a condição.

Gota e cisto de Baker

A gota é o resultado do acúmulo de cristais de ácido úrico microscópico na articulação do joelho. A enfermidade é caracterizada por uma dor aguda e súbita, vermelhidão e calor intenso nas articulações.

Uma crise de gota costuma ser bastante desconfortável, e é mais comum em homens que ingerem álcool, carne vermelha e frutos do mar.

A pseudo-gota possui essas mesmas características, mas é provocada pelo acúmulo de cristais de pirofosfato de cálcio em uma articulação.

Finalmente, há a possibilidade de desenvolvimento de um cisto de Baker. O cisto é uma bolsa de líquido sinovial que surge na parte posterior do joelho. Ela aparece como consequência de uma artrite, ruptura do menisco ou outros problemas no joelho. Com isso surge o inchaço na região, bem como uma sensação de aperto na parte posterior da perna.

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O que fazer com o joelho inchado?

Compressas de gelo são excelentes para aliviar o joelho inchado.

A primeira ação a se tomar ao perceber o inchaço do joelho é optar pelo repouso.

O indivíduo pode ficar tanto deitado, quanto sentado: o importante é que a perna seja colocada em uma superfície mais alta que o corpo, como um banco ou algumas almofadas, de preferência com o joelho reto (em extensão) e não dobrado.

Se essa suspensão não for possível, é interessante pelo menos evitar ficar em pé ou praticar atividades que provoquem dor e mais sobrecarga na articulação.Outra medida que ajuda a aliviar o inchaço é fazer a chamada crioterapia, aplicação de compressas de gelo no local do edema.

A aplicação de pacotes de gelo provoca o a anaestesia da região e sobretudo, evita que o inchaço progrida ou se forme.A aplicação deve durar de 20 a 30 minutos e ao mesmo tempo, é eficaz fazer a compressão do gelo sobre o  joelho com uma faixa elástica ou um pedaço de tecido.

Remédios analgésicos e antiinflamatórios também podem ser tomados, de acordo com a indicação do médico e apenas nos períodos indicados pelo mesmo.

Procure o médico!

Se o edema não diminuir em até sete dias, é fundamental procurar o aconselhamento médico. Assim como em situações em que o paciente apresentar quadros de dor muito aguda, grande dificuldade de locomoção ou então febre superior a 38ºC. Esses sinais são indicativos que o problema é bem maior do que algo resultante de uma contusão simples.

Dessa forma, a inflamação deverá ser definida de acordo com sua causa e tratada conforme necessário. É por isso, aliás, que o uso de analgésicos sem a indicação de um especialista é sugerido por no máximo 48 horas.Afinal, o medicamento vai diminuir os sintomas, e deve melhorar a situação do indivíduo.

Caso os sinais permaneçam e haja a continuidade de consumo dos remédios, as drogas poderão mascarar a situação mais grave, e assim adiar a ida ao médico.Após a consulta com o especialista, ele poderá indicar o medicamento mais adequado e potente ao tratamento da doença especificada no diagnóstico.

Poderá também fazer a retirada do líquido acumulado, se for essa a situação, indicar a necessidade de cirurgia e ainda receitar a realização de sessões de fisioterapia.Com o fisioterapeuta, o paciente trabalha na melhora da sua locomoção, das dores e também da eliminação de muitos dos fatores que podem ter relação causal com o edema.

Como no caso de uma artrose: o trabalho fisioterapêutico envolve orientação ao indivíduo e prescrição de exercícios localizados de modo que suas articulações não sejam mais sobrecarregadas, evitando, assim, episódios de inchaço.

No Instituto Trata, o paciente é avaliado segundo sua condição física e histórico familiar e de saúde. Em seguida, os métodos de tratamento mais adequados ao seu corpo são iniciados e acompanhados por especialistas. A tecnologia também auxilia nessas avaliações, de modo que o diagnóstico e tratamento sejam os mais específicos e individualizados possíveis.

Prevenção dos problemas

É difícil prevenir joelho inchado.

Como são diversas as causas de inchaço no joelho, fica difícil definir um só método de prevenção completamente eficaz para todas as situações. Isso não significa, no entanto, que não é possível manter o cuidado com as pernas e evitar a ocorrência de muitos os casos.

Dessa forma, você pode, por exemplo, prezar pela realização de atividades físicas rotineiras. Os exercícios físicos localizados são um modo do indivíduo fortalecer seu corpo, inclusive os joelhos, e assim garantir uma boa sustentação do peso sem grandes sobrecargas.

Como os músculos são o carro chefe na proteção e sustentação das articulações, o ganho de força da musculatura, sobretudo a das pernas auxilia na prevenção de problemas, sobretudo aqueles gerados por esforço repetitivo ou sobrecarga mecânica.

É um modo também interessante realizar a manutenção do peso adequado da silhueta, de modo que a obesidade ou o sobrepeso não surjam e cobrem caro das articulações.Afinal, quanto maior a carga que temos que suportar, mais as articulações e outras estruturas de sustentação do corpo sofrem e se desgastam.

Nesse caso, é essencial ainda manter uma alimentação balanceada no cotidiano, de forma que não haja aumento de peso corporal.O cuidado no momento de realização do esporte também é fundamental. Fazer aquecimento antes da prática esportiva são importantes para o cuidado com o corpo, tornando-o mais preparado para a demanda durante a atividade, o que, muitas vezes pode prevenir a ocorrência de lesões.

Além disso, é igualmente essencial prezar pela sustentação e proteção das articulações: se você vai jogar futebol, tenha o cuidado de utilizar calçado adequado, caneleiras e joelheiras; o mesmo para a musculação e atividades de grande impacto. Os acessórios diminuem os efeitos dos movimentos sobre o ossos, evitando seu desgaste e consequentes edemas.

Orientação e cuidado diário

Os exercícios no caso de joleho inchado devem ser assistidos por profissionais.

Para a realização de exercícios físicos, é interessante ainda contar com a orientação de profissionais da área da saúde, como um médico, fisioterapeuta e  um educador físico.

Médicos e fisioterapeutas poderão verificar as condições de seu joelho e indicar o esporte mais adequado, sem comprometer a saúde dessa região.

Se essa avaliação não é feita previamente, muitas vezes uma pequena lesão ou desequilíbrio já existente pode se manter desconhecido e ao praticar uma atividade, você pode prejudicar o joelho ou intensificar o trauma.

Já o educador físico é preparado para indicar as melhores formas e realização dos exercícios, e poderá ajudar a preparar e proteger o corpo durante os esforços mais intensos.Finalmente, deve-se sempre utilizar calçados confortáveis. Seja para a prática esportiva, seja para o dia a dia.

Como as chuteiras para o futebol, e os tênis esportivos para a musculação ou corrida. Os sapatos confortáveis e leves são adequados para manter a saúde do joelho, pois evitam o acréscimo de mais problemas para essa região.Até mesmo as mulheres que utilizam salto devem possuir esse cuidado. No mercado, existem peças anatômicas, que podem substituir as peças mais desconfortáveis que você tem no armário.

Lembre-se que, mesmo que não haja inchaços hoje, seu corpo sofre desgastes diários. Os maus hábitos e uso de calçados prejudiciais podem agravar e acelerar esses desgastes, provocando futuramente o temido joelho inchado e dolorido. E prevenir é sempre mais adequado e até mesmo mais barato que tratar.

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Atualmente é diretor-clínico do Instituto TRATA – Joelho e Quadril.

Graduado em Fisioterapia no ano de 2001 e Especialista (pós-graduação) em Fisioterapia neuro-musculo-esquelética pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP (2003)

Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade de Mogi das Cruzes – UMC (2006)

Doutor em Ciências pelo programa de Cirurgia e Experimentação da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (2011)

Pós-doutorado (post doc) em Biomecânica pela University of Southern California – USC (2013)

Docente da graduação do Centro Universitário São Camilo – CUSC e Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino

Foi Professor Adjunto da pós-graduação em Fisioterapia musculo-esquelética – ISCMSP e Supervisor do Grupo de Joelho, Quadril, Traumatologia Esportiva e Ortopedia Pediátrica – ISCMSP

Vencedor dos prêmios EXCELLENCE IN RESEARCH AWARD pelo melhor artigo publicado no ano de 2010 e EXCELLENCE IN CLINICAL INQUIRY no ano de 2011 no Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT).

Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE). Tem mais de 60 publicações nacionais e internacionais com ênfase em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia, Joelho e Quadril, Traumatologia esportiva e Eletrotermofototerapia.

Источник: https://www.institutotrata.com.br/joelho-inchado-2/

Edema: o que é, tratamentos e causas

Edema: o que é, quais os tipos, causas e quando ir ao médico

Edema (CID 10 – R60) é o inchaço causado pelo excesso de líquidos nos tecidos do corpo. Apesar do edema poder afetar qualquer parte do corpo, ele é mais comumente notado nas mãos, braços, pés, tornozelos e pernas.

O edema pode surgir devido a problemas circulatórios, celulite, alergias ou problemas sistêmicos, como uso de medicações, dietas ricas em sal, falta de atividade física, muito tempo na mesma posição, gravidez e doenças como insuficiência cardíaca, doença renal ou cirrose do fígado.

Causas

O edema ocorre quando os finos vasos sanguíneos do corpo vazam fluídos. Esses fluídos ficam acumulados nos tecidos ao redor desta área, levando ao inchaço.

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Drenagem linfática: massagem na barriga elimina inchaço

Casos de edema leve podem ser resultados de:

  • Comer alimentos muito salgados
  • Ficar muito tempo na mesma posição, seja em pé ou sentado
  • Falta de atividade física
  • Gravidez
  • Sintoma de tensão pré-menstrual (TPM).

O edema também pode ser causado por medicamentos como:

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  • Drogas para pressão
  • Anti-inflamatórios
  • Medicamentos esteroides
  • Estrogênios
  • Medicamentos para diabetes como tiazolidinedionas.

Dentre as causas do edema ainda estão algumas condições médicas como:

  • Insuficiência cardíaca
  • Cirrose
  • Doenças do rim
  • Enfraquecimento ou danos nas veias das pernas
  • Linfedema, que é o edema que aparece no braço depois de uma mastectomia, como resultado da remoção dos gânglios linfáticos
  • Sistema linfático insuficiente
  • Insuficiência venosa crônica, varizes dos membros inferiores
  • Trombose venosa profunda
  • gota, doença reumatológica que se manifesta com edema da articulação (das juntas)
  • Desnutrição: pacientes com desnutrição grave, portadores de câncer ou pessoas com queda nos níveis de albumina.

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Fatores de risco

Dentre as condições que deixam a pessoa mais suscetível ao edema, ou inchaço, estão:

  • Ser gestante, pois o corpo da futura mãe precisa de mais líquido para manter o feto e a placenta, então o seu corpo retém mais água e sódio do que o usual e a progesterona (hormônio feminino) circulante durante a gestação, causa um enfraquecimento da parede dos vasos, levando a uma maior retenção de liquidos
  • Tomar medicações para hipertensão, principalmente vasodilatadores
  • Fazer uso de drogas anti-inflamatórias, esteroides, estrogênios e certos medicamentos para diabetes como tiazolidinedionas
  • Ter doenças como hipertensão, insuficiência cardíaca e problemas nos rins
  • Ter feito cirurgias, pois elas, as vezes, obstruem um gânglio linfático, o que leva ao inchaço
  • Sedentarismo, pois a panturrilha é o coração das pernas, isso quer dizer que é responsável por garantir o retorno venoso. Sendo assim, uma panturrilha fraca implica em uma menor drenagem de sangue e acúmulo de líquidos.

Buscando ajuda médica

É hora de marcar a consulta médica se há inchaço, pele esticada ou brilhante, ou se após ser pressionada a pele mantém uma “covinha”.

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Procure um pronto socorro se, em conjunto com o edema, apresentar:

  • Falta de fôlego
  • Dificuldade para respirar
  • Dor no peito.

Isso porque estes sintomas podem caracterizar edema pulmonar, que requer um tratamento próprio e imediato.

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Caso esteja passando muito tempo sentado ou em pé e as dores e inchaço nos pés e pernas não passam, contate o seu médico. Dores persistentes e inchaço também podem ser sintomas de problemas de circulação sanguínea, como trombose.

Na consulta médica

Se estiver tratando alguma condição médica, diferente do edema, com um profissional relate a ele esse sintoma. Se não está realizando nenhum tratamento no momento, procure um clínico geral para avaliar o que pode estar ocasionando o sintoma.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que tome com regularidade.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • O inchaço vai e volta ou é constante?
  • Você já teve edema antes?
  • O inchaço diminui depois de uma noite de sono?
  • Que tipos de comida você ingere normalmente? Qual a quantidade de sal nas suas refeições?
  • Você bebe álcool ou fuma?
  • Está urinando normalmente?
  • O inchaço está em vários lugares do corpo ou concentrado em apenas uma área?

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Medicamentos para Edema

Um edema pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Os medicamentos mais comuns no tratamento de edemas são:

  • Diuréticos
  • Venotônicos
  • Medicamentos específicos para a causa do edema (insuficiência cardíaca, insuficiência renal, reumatismo, linfedema e anti-hipertensivos).

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Complicações possíveis

Se não tratado, o edema pode causar:

  • Dificuldade para caminhar
  • Dores e inchaços crescentes
  • Pele esticada, que pode se tornar desgastada e desconfortável
  • Rigidez
  • Risco crescente de infecções na área afetada, como celulite e erisipela
  • Cicatrizes.

Referências

Mayo Clinic

Healthline

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/edema

Edema ósseo em corredores: o que é, causas, sintomas e tratamento

Edema: o que é, quais os tipos, causas e quando ir ao médico

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O edema ósseo é uma lesão interna do osso, mais especificamente em seu tecido medular — Foto: iStock Getty Images

O edema ósseo é uma lesão interna do osso, mais especificamente em seu tecido medular — Foto: iStock Getty Images

Em medicina do esporte, dividimos o edema ósseo em dois grupos:

  1. Decorrente de volume de treino suprafisiológico e/ou associado a um recovery (recuperção) ineficiente em indivíduos sadios. Isso gera a conhecida fratura por estresse;
  2. Decorrente de um treino moderado em indivíduos com baixa qualidade da massa óssea, como, por exemplo a osteopenia. Isso gera a conhecida fratura por insuficiência.

Além disso, temos alguns possíveis fatores de risco:

  • Problemas hormonais;
  • Falta de sono;
  • Baixa ingestão calórica;
  • Treinamento inadequado.

Assim sendo, as principais características desse tipo de contusão envolvem:

  • Inchaço e bastante dor em toda a área afetada;
  • Dificuldade de movimentação do joelho e da perna;
  • Rigidez, formigamento e perda da força muscular no local;
  • Surgimento de hematomas na pele, devido ao escorrimento de sangue.

Muitas pessoas acreditam que quando sofrem com esse problema estão tendo uma fratura. Mas a verdade é que se trata de uma lesão interna do osso, mais especificamente em seu tecido medular. Existem diferentes tipos de edemas e cada um é causado por condições específicas.

Tipos de edema ósseo em corredores

Há basicamente três tipos diferentes dessa condição, sendo que cada um deles é causado por uma condição específica. São eles:

  1. Edema subperiosteal – quando o impacto ou o desgaste do esporte lesiona os vasos sanguíneos ao redor da membrana do osso;
  2. Edema interósseo – causado pela constante compressão do joelho, que faz com que a região da medula óssea sangre;
  3. Edema subcondral – quando o desgaste ou o impacto recebido pela região acaba fazendo a cartilagem se separar do osso. A partir daí, podemos ter a doença da cartilagem, conhecida no meio médico como condropatia ou condromalácia.

Mesmo que atletas de esporte de contato estejam mais propensos a esse tipo de lesão, para os corredores a situação também é bastante comum. Esse problema pode aparecer na medida em que a prática do esporte é feita sem os devidos cuidados ou mesmo pela ação natural do tempo.

Tratamentos e alternativas

Identificar a causa subjacente é a pedra angular no tratamento e prevenção. Problemas hormonais, falta de sono, baixa ingestão calórica, treinamento inadequado podem estar por traz da lesão. Portanto, fatores intrínsecos e extrínsecos devem ser triados.

Na medida em que você sofre com esse tipo de edema, a primeira coisa a ser feita é procurar um médico do esporte . Ele poderá avaliar o quadro em que a lesão se encontra e a partir de então elaborar um tratamento eficiente.

Seja como for, existem algumas alternativas para ajudar no processo de cura, como por exemplo:

  • Aplicação de bolsas de gelo no local afetado, com repouso do joelho;
  • Uso de medicamentos específicos e anti-inflamatórios para melhora do paciente;
  • Em casos mais graves, cirurgia e uso de cintas, órteses e bengalas;
  • Fisioterapia para restabelecer a movimentação do local.

É claro que tudo irá depender da gravidade de cada caso e do parecer médico de forma geral. Mas o importante é estar atento às medidas de recuperação, inclusive para você poder voltar para sua prática esportiva o quanto antes.

Seis dicas de prevenção para corredores

Além de corredores, essa lesão também pode ocorrer no dia a dia de pessoas que não praticam atividades físicas, seja por desgaste ou contusões. Assim sendo, é muito importante ater-se a algumas dicas e recomendações para evitar problemas dessa natureza. Para corredores, portanto:

  1. Avaliação pré-participativa (antes da ingressão no esporte);
  2. Durante o treino, aquecimento e o alongamento devem fazer parte da rotina;
  3. Fortalecimento constante e melhoria dos padrões de movimento;
  4. Manutenção de um peso saudável;
  5. Fortalecimento dos músculos que incidem sobre o joelho, sobre o core e o quadril.
  6. Acompanhamento com ortopedista, em caso de qualquer sinal de alteração.

Esses são alguns cuidados simples, mas que farão toda a diferença. Atletas que sofrem com o edema ósseo em corredores devem criar uma consciência de cuidado e preservação. Assim, será possível evitar esse tipo de problema, além de ter uma longevidade maior em seu esporte.

Por fim, não esqueça de proteger as suas articulações em geral. Elas têm um papel muito importante para sua rotina, tanto esportiva quanto pessoal. Isso é fundamental para prevenir acidentes e lesões.

Adriano Leonardi – Ortopedista e médico do esporte.

  1. Devas MB. Stress fractures of the tibia in athletes or shin soreness. J Bone Joint Surg Br. 1958;40(2):227-39.
  2. Schneiders AG, Sullivan SJ, Hendrick PA, Hones BDGM, Mcmaster AR, Sugden BA, et al.

    The ability of clinical tests to diagnose stress fractures: a systematic review and meta-analysis. J Orthop Sports Phys Ther. 2012;42(9):760-71.

  3. Fayad LM, Kamel IR, Kawamoto S, Bluemke DA, Frassica FJ, Fishman EK.

    Distinguishing stress fractures from pathologic fractures: a multimodality approach. Skelet Radiol. 2005;34(5):245-59.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Ge / EuAtleta.com.

Источник: https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/post/2021/02/07/edema-osseo-em-corredores-o-que-e-causas-sintomas-e-tratamento.ghtml

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