Eficácia da camisinha masculina

Preservativos | Associação para o Planeamento da Família

Eficácia da camisinha masculina

O que é?
O preservativo feminino tem a forma de um tubo, é feito à base de nitrilo (substância semelhante ao látex) e tem um anel em cada uma das extremidades.

É colocado no interior da vagina, pode ser inserido até 8h antes da relação sexual e não deve ser utilizado em simultâneo com o preservativo masculino (externo), isto porque o atrito causado pelos dois preservativos poderá fazer com que estes se rompam mais facilmente.

Depois da ejaculação, o preservativo retém o esperma, prevenindo o contacto com colo do útero, evitando a gravidez. O preservativo feminino protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST). 

Como se utiliza?

  • Segurar o preservativo com a extremidade aberta voltada para baixo;
  • Usar o polegar e o dedo médio para comprimir o anel flexível do lado fechado de forma a torná-lo um oval estreito;
  • Com a outra mão, afaste os lábios da vulva;
  • Inserir o anel e o preservativo na vagina;
  • Usar o dedo indicador para empurrar o anel o mais profundamente possível na vagina;
  • Inserir um dedo por dentro do preservativo até tocar a parte de baixo do anel, 
  • Empurrar o anel para trás do púbis;
  • Assegurar de que o anel externo e parte do preservativo estão fora da vagina e sobre a vulva; e
  • Verificar se o pénis penetra no interior do preservativo.

No final da relação sexual, torcer o anel externo e puxar delicadamente o preservativo para fora. Retirar logo após a ejaculação, para que não escorra o líquido seminal para dentro da vagina.

Qual o nível de eficácia?
Se usado corretamente, é um método seguro. Estima-se que possam ocorrer 10 gravidezes por cada ano em 100 mulheres (Fonte: DGS)

Quais as vantagens?

  • Previne contra as IST;
  • Ausência de efeitos secundários ou contraindicações graves;
  • Não necessita a supervisão médica; e
  • É um método cuja utilização depende da mulher .

Acesso
Sendo ainda de difícil aquisição em Portugal, o preservativo feminino está disponível em delegações da APF, através do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA e em organismos do sistema Nacional de Saúde (ver circular DGS).

Preservativo masculino (externo)

O que é?
Também conhecido por “camisa de Vénus” ou “camisinha”, é um método contracetivo utilizado pelo homem.

É fabricado em látex ou em poliuretano ultrafino, pré-lubrificado, vem enrolado numa embalagem e deve ser colocado no pénis ereto antes de qualquer contacto genital.

Como atua?
O preservativo atua como barreira, impedindo que os espermatozoides (células reprodutoras masculinas) entrem na vagina e atinjam o óvulo (célula reprodutora feminina), fecundando-o e dando origem a uma gravidez.

Para além dessa função, o preservativo é fundamental na prevenção das Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST) como a infeção VIH, Hepatite B, Clamídia e a Gonorreia ou Blenorragia.

Previne também as Infeções por HPV (Papiloma Vírus Humano), Sífilis e Herpes Genital, embora nestas doenças o contágio possa ocorrer também através do contacto direto com a pele infetada (virilhas, genitais externos).

Como se utiliza?
Para que o preservativo atue de uma forma eficaz, deverá ser colocado corretamente (ver figuras) desde o início da relação sexual, com o pénis em ereção e antes de qualquer contacto genital. Deverá ser retirado logo após a ejaculação, ainda com o pénis em ereção, para evitar que fique retido na vagina ou que derrame esperma e haja risco de gravidez e transmissão de agentes infeciosos.

Após a utilização do preservativo, deverá dar-se um nó na sua abertura, impedindo que o esperma saia. Em seguida, deve ser colocado no lixo.

Podemos utilizar o preservativo juntamente com outro método contracetivo?
O preservativo pode e deve ser utilizado em simultâneo com outro método contracetivo (pílula, DIU, implante, adesivo contracetivo, etc.), designando-se este método de Dupla Proteção.

Apesar de não ser uma situação comum, existem pessoas que fazem alergia ao látex e/ou ao lubrificante dos preservativos e, neste caso, o melhor será adquirir preservativos de poliuretano.    

Importante:

  • Cada preservativo só pode ser usado uma vez; e
  • Não devem ser usados lubrificantes não aquosos, pois alteram o material do preservativo, diminuindo a sua eficácia na proteção da gravidez e das IST.

Nível de eficácia
A eficácia deste método depende da sua utilização correta e sistemática. Estima-se que possam ocorrer 5 a 10 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.

Quais as vantagens?

  • Não necessita de acompanhamento médico;
  • Previne as IST;
  • Pode contribuir para minorar situações de ejaculação precoce; e
  • Ausência de efeitos secundários graves ou contra-indicações.

E as desvantagens?

  • Podem surgir reações alérgicas ao látex natural (mas existem preservativos de látex sintético e de poliuretano).

Produtos

Источник: http://www.apf.pt/metodos-contracetivos/preservativos

Camisinha estourou: e agora, o que fazer? Tire suas dúvidas

Eficácia da camisinha masculina

Camisinha estourou! Esse é um susto que ninguém gostaria de passar, ainda mais se tratando de um momento íntimo. Por isso, é fundamental entender que isso pode, sim, acontecer, mas também é possível prevenir.

 

A camisinha é o método mais eficaz para evitar uma gravidez não planejada e não dar margem ao risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis (IST), como: gonorreia, sífilis, Aids e alguns tipos de hepatites.

 

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2018, nos últimos 10 anos foram notificados 247.795 casos de pessoas infectadas com o vírus HIV. De 1980 a 2018, foram 926.742 casos de Aids registrados, com 327.655 óbitos.

 

Usar camisinha nas relações sexuais é fundamental para que você proteja a sua saúde, mas, também, é preciso conhecer os potenciais riscos de uma camisinha não desempenhar o papel desejado. 

 

Se a camisinha estourar, o que você deve fazer? Como evitar que isso aconteça?

 

É para esclarecer esse assunto que trazemos o conteúdo do artigo de hoje. Nele, você vai aprender: 

 

  • Camisinha estourou: e agora?
  • O que fazer logo após descobrir que a camisinha estourou
  • Como evitar que a camisinha estoure
  • Outros métodos contraceptivos
  • Métodos para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis

 

Boa leitura!

Camisinha estourou: e agora?

Se a camisinha estourou, busque orientação médica para proteger sua saúde

 

Segundo o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde, o uso de preservativo não deve ser uma opção somente para quem não se infectou com o HIV, mas também para quem já vive com HIV/Aids. 

 

O preservativo evita outras infecções sexualmente transmissíveis, que podem prejudicar o sistema imunológico do paciente com HIV/Aids. Além disso, previne contra novas infecções do vírus, que podem prejudicar mais as condições de saúde da pessoa. Sem contar, que previne contra todas as outras infecções sexualmente transmissíveis que citamos no início deste artigo.

 

Para evitar a possibilidade de ter contato com o vírus HIV durante as relações sexuais, é preciso precaver-se usando camisinha e também estar atento a diversos fatores que podem fazer com que ela estoure, colocando em risco sua finalidade.

– Por que a camisinha pode estourar?

Algumas circunstâncias podem fazer com que a camisinha estoure, impedindo que ela cumpra sua finalidade de proteção, tanto para uma possível gestação quanto para as infecções sexualmente transmissíveis.

 

Confira, abaixo, os motivos que podem levar a uma camisinha estourar:

 

  • Armazenamento inadequado (bolso de calças, porta-luvas do carro, amassada em bolsas ou carteiras)
  • Prazo de validade esgotado
  • Embalagem danificada
  • Lubrificação vaginal insuficiente
  • Sexo anal sem lubrificação adequada
  • Uso de lubrificantes oleosos (vaselina e óleos alimentares)
  • Presença de ar e/ou ausência de espaço para recolher o esperma na extremidade do preservativo
  • Tamanho inadequado do preservativo em relação ao pênis
  • Perda de ereção durante o ato sexual
  • Contração da musculatura vaginal durante a retirada do pênis
  • Retirada do pênis sem segurar firmemente a base do preservativo
  • Uso de dois preservativos simultaneamente
  • Uso de um mesmo preservativo durante coito prolongado

– Como saber se a camisinha estourou

Geralmente, quando uma camisinha estoura, fica bastante claro para ambos: ela se parte, rasga mesmo, podendo até se dividir em dois pedaços. Além disso, a ejaculação vai escapar.

 

É muito improvável que uma camisinha apresente um furinho pequeno por onde o esperma escape. Mas, ainda assim, você pode confirmar se a camisinha está funcional após o sexo. Feche a ponta da camisinha com um nó e aperte para verificar se existe algum vazamento. Depois, descarte-a no lixo, enrolada em papel higiênico. 

O que fazer logo após descobrir que a camisinha estourou

Se a camisinha estourou, procure um médico. Você ainda pode se proteger contra uma gravidez indesejada e IST

 

Se a camisinha estourar, existem outras formas de se proteger – desde que as medidas sejam tomadas imediatamente após o sexo desprotegido. 

 

Procure um médico para receber as orientações adequadas, de acordo com a análise da sua situação de risco. Abordaremos abaixo duas das formas mais utilizadas para evitar uma gravidez indesejada e as infecções sexualmente transmissíveis.

 

Conheça: 

– Pílula do dia seguinte: evitando uma gravidez indesejada no caso da camisinha estourar

Você já ouviu falar na pílula do dia seguinte? É uma contracepção de emergência, que pode ser tomada até 72 horas após a relação sexual. No entanto, o ideal é que a pílula seja administrada até 12 horas após o ato. 

 

Disponível nos postos de saúde, vêm em dois formatos: uma cartela com duas pílulas, que devem ser tomadas com 12 horas de diferença entre elas, ou uma dose única. Quanto antes tomar a pílula, menor o risco de não fazer efeito. 

 

Como explica o Dr. Mariano Tamura, ginecologista do Hospital Albert Einstein, a pílula do dia seguinte bloqueia a ovulação e prejudica o trânsito do esperma no corpo feminino. O hormônio presente na pílula não tem efeito abortivo.

Ou seja, se o óvulo já foi fecundado, a gestação continuará normalmente. Mas, ainda assim, como diz o Dr. Mariano Tamura, o medicamento é bastante eficiente.

Ele é capaz de evitar até 90% da concepção, quando usado imediatamente após a relação, e 50% quando utilizado depois de 72 horas.

 

Ainda que seja funcional, não é adequado como método contraceptivo, já que não deve ser utilizado com frequência. Conforme o uso, a pílula do dia seguinte vai perdendo sua eficácia. 

 

Assim, a pílula do dia seguinte só deve ser utilizada em casos emergenciais. Se a camisinha estourou e você quer evitar uma gravidez não planejada, use a contracepção de emergência. Mas, lembre-se: não pode virar rotina. Na consulta de rotina com seu médico ginecologista, você poderá esclarecer outras dúvidas sobre o uso desse método contraceptivo de emergência.

 

Também é importante lembrar que a administração da pílula do dia seguinte deve ser um desejo da mulher: nem o homem, nem qualquer outra pessoa pode obrigá-la a tomar a medicação.

– PEP (profilaxia pós-exposição de risco): é possível evitar IST se a camisinha estourou?

Além da pílula do dia seguinte, existe outra medicação que pode ser tomada como precaução contra infecções sexualmente transmissíveis, após sexo inseguro. 

 

Chamado PEP, do inglês Post-Exposure Prophylaxis – ou profilaxia pós-exposição -, é um tratamento disponível no SUS, contra o vírus HIV, sífilis, gonorreia, hepatite B, tricomoníase ou clamídia. 

 

É um tratamento curto, que deve ser utilizado por pessoas em situação de risco, como casos de sexo sem camisinha (ou se a camisinha estourou), compartilhamento de agulhas, entre outros.

 

Importante reforçar: caso você esteja exposto ao risco de uma infecção ou gravidez indesejada, procure um médico. Ele irá solicitar os exames adequados, solicitar vacinas preventivas e administrar o protocolo de emergência. 

Como evitar que a camisinha estoure

Alguns cuidados na hora de colocar a camisinha podem evitar que ela acabe estourando durante a relação sexual 

 

As camisinhas são testadas de forma bastante agressiva, para garantir seu funcionamento como preservação contra infecções sexualmente transmissíveis ou uma gestação indesejada.Por isso, você pode confiar em sua eficácia, inclusive nos preservativos oferecidos gratuitamente pelos postos de saúde. O cuidado deve estar, portanto, no prazo de validade, manipulação e armazenamento. 

 

Geralmente os problemas com preservativos acontecem por erros na hora de utilizá-los. Portanto, tome algumas precauções, como: 

 

  • Não abra a camisinha com os dentes
  • Ao colocar, lembre-se de segurar a ponta do preservativo com os dedos, para evitar que fique ar dentro
  • Coloque o preservativo com a parte enrolada para fora, e vá desenrolando até o final. É importante que, para isso, o pênis esteja ereto
  • Cuidado na hora de desenrolar a camisinha. Não use as unhas e preste atenção para que nada se prenda ao preservativo, como anéis e  pulseiras, danificando-o 
  • Utilize lubrificante íntimo, pois a falta de lubrificação pode fazer a camisinha estourar
  • Retire a camisinha logo após a relação sexual 

Outros métodos contraceptivos

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência, mas não deve ser utilizada com frequência. A camisinha, no entanto, é um dos métodos mais eficazes. Mas existem, ainda, outros métodos para proteger a mulher de uma gestação indesejada.

 

Os homens só contam com duas maneiras de prevenir uma gravidez: camisinha e vasectomia. A vasectomia, porém, é irreversível. A boa notícia é que a pílula contraceptiva masculina já está em testes.

 

Já as mulheres contam com muitas alternativas para contracepção, que abordaremos a seguir. No entanto, é fundamental compreender que apenas os preservativos (masculinos ou femininos) protegem contra infecções  sexualmente transmissíveis. 

 

Por isso, ainda que a mulher utilize outro método contraceptivo, o uso da camisinha não deve ser descartado. 

Conheça alguns métodos contraceptivos

 

  • Camisinha feminina: a camisinha feminina é como uma bolsa, que protege o colo do útero, a vulva e as paredes vaginais. Não deve ser utilizada com a camisinha masculina, pois o atrito dos materiais pode acabar rasgando ambos os preservativos 
  • Anticoncepcional em pílula ou injetável: o método mais comum, as pílulas inibem a ovulação, impedindo a gravidez. Os hormônios também podem ser injetáveis, para mulheres que preferem não ter o compromisso da medicação diária. Pode ser contraindicado para algumas mulheres. Por isso, sempre consulte seu ginecologista antes de iniciar o uso. Somente ele poderá indicar o tipo de pílula mais adequada ou sugerir outro método
  • Anel vaginal: é um anel de silicone que tem seus hormônios absorvidos pela mucosa vaginal, durante as três semanas que permanece introduzido na vagina 
  • Implante subcutâneo ou adesivo: os implantes são tubos de 3 cm com hormônio que ficam inseridos na pele, na região do braço. Pode permanecer no corpo por até três anos. Já o adesivo também tem os hormônios absorvidos pela pele, mas precisam ser trocados com mais frequência
  • DIU: o dispositivo intrauterino tem formato da letra T. Colocado pelo ginecologista no interior do útero, libera hormônios que dificultam a chegada dos espermatozoides para fecundação
  • Diafragma: é uma espécie de anel que deve ser colocado antes da relação sexual e retirado até seis horas após. Dentre todos os métodos, é o que apresenta menor eficácia 

 

Além destes métodos, existem, também, as formas de esterilização permanentes, como é o caso da laqueadura tubária. Converse com seu ginecologista sobre a melhor opção para você. 

Métodos para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

Como já mencionamos, existem somente duas formas de prevenir as infecções sexualmente transmissíveis durante o ato sexual: a camisinha masculina e a camisinha feminina. Elas não devem, porém, ser utilizadas ao mesmo tempo.

 

Existem, ainda, vacinas destinadas a algumas doenças específicas, como a hepatite B e o HPV. Manter a vacinação em dia é fundamental, inclusive para gestantes, pois protegem também contra a contaminação do bebê. 

 

O acompanhamento, com a realização de de exames, é outra forma de você prevenir e diagnosticar rapidamente em caso de infecção. Cada IST tem uma periodicidade recomendada para os exames. A orientação pode mudar dependendo da sua frequência sexual e variedade de parceiros. Quanto maior o risco, menor a periodicidade entre os exames. Conheça: 

 

  • Sífilis, clamídia e gonorreia: exame anual tanto para homens quanto para mulheres
  • Sífilis e hepatite B: exame para gestantes
  • SIDA: exame anual ou com mais frequência, dependendo do número de parceiros sexuais ou no caso de dependência de drogas ilícitas

 

Todos os adultos sexualmente ativos devem fazer o teste para SIDA pelo menos uma vez na vida.

 

Outra forma de você prevenir infecções é, claro, limitando seus parceiros sexuais. Ao reduzir os parceiros e criar um vínculo transparente com ele, você reduz as chances de contrair o vírus HIV. Converse com seu parceiro, façam os exames e falem sobre seus resultados. Mantenham uma rotina de acompanhamento para garantir a segurança e a saúde de ambos.

Conclusão

 

Se a camisinha estourar, procure um médico imediatamente

 

Como vimos, a camisinha, apesar de ser um método eficaz para prevenção de infecções e de uma gravidez indesejada, pode não cumprir sua função caso sofra algum rompimento. 

 

Existem inúmeros motivos que podem fazer a camisinha estourar, mas quase sempre eles estão relacionados a problemas no manuseio, como colocação errada ou mesmo a falta de atenção à data de validade. 

 

As camisinhas são testadas pelo INMETRO, inclusive aquelas distribuídas pela rede de saúde pública. Tomar alguns cuidados na hora de sua utilização pode evitar que ela fure ou rasgue. 

 

Mas, se a camisinha estourar, existem alguns métodos emergenciais para evitar tanto uma gestação quanto uma infecção por algum vírus sexualmente transmissível. Converse com o seu médico ou procure um hospital logo após ter se envolvido em uma relação sexual sem proteção. 

 

Quanto mais cedo você procurar ajuda, maiores as chances de eficácia dos medicamentos profiláticos contra as IST.

 

Para conhecer mais sobre métodos contraceptivos e de prevenção de IST, confira os artigos sugeridos, abaixo: 

   

Em caso de dúvidas, deixe-nos um comentário!

Fonte: Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais – Ministério da Saúde

Источник: https://www.unimed.coop.br/web/mercosul/viver-bem/saude-em-pauta/por-que-a-camisinha-estoura-

Qual a eficácia real da pílula, da camisinha e de outros anticoncepcionais?

Eficácia da camisinha masculina

“Engravidei mesmo tomando pílula”. Você deve conhecer um casal que teve filho mesmo usando anticoncepcionais, não é mesmo? Na teoria, métodos como a camisinha, o DIU e a pílula garantem de 95% a 99,9% de proteção contra uma gestação indesejada. Porém, esses números são indicados pelos fabricantes quando o uso do produto é perfeito. Na prática, eles mudam um pouco.

A seguir, mostramos a taxa de eficiência “na vida real” de alguns dos principais anticoncepcionais, conforme estudo publicado no periódico científico Contraception. Para determinar isso, os pesquisadores da Universidade Princeton (EUA) acompanharam 100 mulheres que usaram durante um ano cada método e verificaram quantas engravidaram.

Eficiência do uso na vida real: 99,9%

É um “chip” que a mulher implanta na nádega ou no braço e libera hormônio. Ele deve ser trocado a cada três anos. É considerado o método mais eficientes no mercado, tanto que a taxa de proteção na vida real e no uso perfeito foram mesma –e nenhuma mulher engravidou durante o estudo. 

“O implante realmente é muito seguro, mas pode provocar efeitos adversos nos seis primeiros meses, provocando uma oscilação da menstruação”, diz Luiz Fernando Guimarães Santos Filho, ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Para inserir o “chip”, a mulher deve procurar um ginecologista. O custo equivale ao valor do uso da pílula no mesmo período.

DIU Mirena

Eficiência do uso na vida real: 99,8%

Segundo o estudo da Universidade de Princeton, o dispositivo garante praticamente a mesma proteção (99,8%) no uso perfeito e na vida real. O DIU Mirena libera um hormônio (parecido com a progesterona), que gera alterações no endométrio e nas trompas uterinas, impedindo a gravidez –que não houve no estudo.

O aumento da chance de falha na vida real é muito pequeno, pois depois de colocado o dispositivo não requer muitos cuidados. As mulheres devem fazer exames periódicos para saber se o DIU está no lugar certo e trocá-lo na data adequada –geralmente dura de três a seis anos. 

DIU de cobre

Eficiência do uso na vida real: 99,2% 

Imagem: iStock

Este modelo de DIU libera cobre, provocando uma inflamação no útero e alterando a função do espermatozoide. Esses mecanismos desfavorecem a gravidez e prometem 99,4% de proteção no uso perfeito. Exige praticamente os mesmo cuidados do DIU Mirena e por isso a variação da eficácia é mínima

Injeção

Eficiência do uso na vida real: 94%

Imagem: iStock É aplicada no músculo do bumbum e vai liberando hormônio lentamente no organismo. Existem injeções mensais e trimestrais e a taxa de proteção delas no uso perfeito ultrapassa os 99%. Porém, seis das cem mulheres do estudo engravidaram. 

Geralmente, a falha acontece porque o momento correto de tomar a injeção não é respeitado. Na mensal, ainda é possível receber o medicamento três dias antes ou depois da “data oficial”. Já na trimestral, o dia de aplicação deve sempre ser o exato. 

Pílula

Eficiência do uso na vida real: 91% 

Imagem: iStock Já ouviu falar que a pílula anticoncepcional garante 99,7% de proteção? Em tese, sim. Mas nove das cem mulheres do estudo tiveram um bebê mesmo usando o medicamento.

Para ter praticamente risco zero de gestação, é preciso seguir exatamente todas instruções que estão na bula. Por exemplo, tomar o anticoncepcional todos os dias por volta do mesmo horário.

“Se esquecer de fazer isso recorrentemente, a proteção fica comprometida e a chance de falha aumenta em cerca de 7%”, explica Alessandro Scapinelli, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein e membro do Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. 

Outros fatores contribuem para elevar a ineficiência da pílula. Por ser uma droga via oral, se a paciente sofrer diarreia, por exemplo, a absorção do medicamento ficará comprometida. Antibióticos e remédios para epilepsia também podem diminuir sua eficácia.

Anel vaginal

Eficiência do uso na vida real: 91%

Imagem: Nuvaring Divulgação

Ele promete 99,7% de proteção no uso perfeito, ou seja, se for colocado corretamente e trocado no momento indicado. No estudo americano, nove das cem mulheres acompanhadas engravidaram usando o método. 

Durante três semanas, o anel libera hormônios que são absorvidos pela vagina. Após esse período, a mulher deve retirar o contraceptivo e aguardar sete dias para colocar um novo. No intervalo, recomenda-se usar preservativo nas relações sexuais, pois pode haver ovulação.

Adesivo

Eficiência no do na vida real: 91%

Imagem: Nuvaring Divulgação Ele libera o estradiol (hormônio feminino) e deve ser trocado semanalmente. Se a mulher esquecer de fazer isso ou não substituí-lo corretamente, o método pode falhar. Sua taxa de proteção no uso perfeito é de 99,97%. No estudo (vida real), nove das cem mulheres engravidaram.

Quem pesa mais de 90 kg deve evitar o contraceptivo. Isso porque a gordura pode “sequestrar” o hormônio e sua eficácia ser prejudicada. Um alerta é para quem tem risco de trombose. De todos os métodos, o adesivo é o que mais tem hormônio em sua composição. Por isso, a chance de sofrer o problema aumenta.

Camisinha

Eficiência do uso na vida real: 82%

Imagem: iStock O preservativo é o método anticoncepcional que apresenta maior variação entre a taxa de proteção no uso perfeito (98%) e na vida real (82%). Isso é um indício de que boa parte das pessoas não utiliza a camisinha de maneira certa –incluindo aí os 18 casais dos 100 acompanhados no estudo que tiveram um filho.   

Um dos erros mais cometidos é usar o preservativo somente no fim da transa, quando o homem vai ejacular. Segundo especialistas, isso é arriscado, pois mesmo antes do orgasmo o pênis libera secreção que pode conter esperma.

Outras falhas comuns, que aumentam o risco de estouro (e de gravidez), são não saber colocar o preservativo e armazená-lo de forma inapropriada –deixar muito tempo na carteira, no porta-luvas do carro (exposto ao calor) ou na bolsa, perto de objetos pontiagudo (pentes, chaves, grampos de cabelo etc.).

Vale lembrar que a camisinha é o único e mais seguro método para evitar Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST). 

“Tabelinha”

Eficiência do uso na vida real: 76%

Imagem: istock Basear no ciclo menstrual da mulher é um método bem arriscado para evitar a gravidez. Ele sequer tem uma taxa no uso perfeito, já que isso é algo complicado de estabelecer.

No estudo, 24 dos cem casais que usaram a tática –e deixaram de transar ou usaram camisinha para ter relações nos dias férteis — tiveram um bebê no período de um ano. 

Pílula do dia seguinte não é método contraceptivo. Cuidado!

Imagem: iStock

Ela consegue evitar uma gravidez indesejada, porém, não dever ser utilizada de forma indiscriminada. O uso excessivo pode aumentar o ciclo menstrual e perder a eficácia em longo prazo.

“O recomendado é investir no método somente de duas a três vezes por ano, sempre em emergências”, afirma Luiz Fernando Guimarães Santos Filho. De acordo com o especialista, 5% a 8% das mulheres usam a pílula do dia seguinte –número considerado alto, já que ela deveria ser usada somente em casos emergenciais.

Após ter relação sexual sem método contraceptivo, a mulher tem até três dias (72 horas) para tomar a pílula. Nas primeiras 24 horas, por exemplo, sua eficácia é de 88%.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/06/15/anticoncepcional-qual-a-eficacia-de-cada-metodo-para-prevenir-a-gravidez.htm

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