Endocardite Bacteriana (Infecção no coração)

Endocardite: sintomas, tratamentos e causas

Endocardite Bacteriana (Infecção no coração)

Endocardite é uma infecção no endocárdio (revestimento interno do coração). Normalmente a doença acontece quando uma bactéria ou germes de outra parte do corpo, como os da boca, se espalham pelo sistema sanguíneo se ligando a áreas afetadas do coração. A endocardite é incomum em pessoas com coração saudável.

Quando o sangue passa dos átrios para os ventrículos, as válvulas impedem a volta do sangue, mantendo o fluxo sempre na mesma direção. São estas válvulas que podem ser infectadas por bactérias, fungos, vírus, ou outros microrganismos. Se não for tratada, a doença pode danificar ou destruir as válvulas do coração trazendo complicações para o resto da vida.

Causas

Endocardite acontece quando germes entram na corrente sanguínea, viajam até o coração (normalmente com alguma condição de saúde pré-existente) e se ligam às suas válvulas ou tecido. Na maior parte dos casos a infecção é causada por uma bactéria, mas fungos ou outros microrganismos também podem ocasionar a doença.

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Normalmente o agente infeccioso entra na corrente sanguínea através de:

  • Atividades como escovar os dentes ou mastigar alimentos, especialmente se os dentes e gengivas não são saudáveis
  • Áreas com infecções, seja uma infecção de pele, intestino, ou até uma doença sexualmente transmissível
  • Cateteres ou agulhas
  • Procedimentos dentais, por exemplo, os que causam cortes nas gengivas.

Normalmente o sistema imunológico destrói as bactérias que conseguem acessar a corrente sanguínea. E mesmo que elas alcancem o coração, não quer dizer que causarão, necessariamente, uma infecção. Por isso que a maioria das pessoas que desenvolvem endocardite tem uma doença ou dano no coração, especialmente nas válvulas, que dão condições ideais para as bactérias se instalarem.

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Fatores de risco

Pessoas com problemas nas válvulas cardíacas, válvulas artificiais no coração, defeitos congênitos, histórico de endocardite anterior, com outros problemas cardíacos, com cáries e problemas nos dentes e gengivas, ou com histórico de uso de drogas injetáveis são mais propensas a desenvolver endocardite.

Sintomas de Endocardite

A endocardite pode se desenvolver vagarosamente ou de repente, dependendo de qual infecção está originando o problema e se a pessoa já tem algum problema cardíaco. Os sintomas podem variar, mas a maioria inclui:

  • Febre e calafrios
  • Sopro no coração
  • Fadiga
  • Dor nos músculos e articulações
  • Sudorese noturna
  • Respiração curta
  • Palidez
  • Tosse persistente
  • Perda de peso não-intencional
  • Sangue ou outras alterações na urina
  • Suor nos pés, pernas e abdômen
  • Nódulos de Osler, que são pontos vermelhos dolorosos em baixo da pele dos dedos
  • Petéquias, que são pequenas manchas roxas ou vermelhas na pele, ou manchas brancas nos olhos e/ou dentro da boca.

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Buscando ajuda médica

Se notar o desenvolvimento dos sintomas de endocardite, o paciente deve procurar um médico o quanto antes, principalmente no caso de ser do grupo de maior risco para desenvolver essa infecção.

Apesar da endocardite ter sintomas similares a outras condições de saúde menos sérias, só há como saber qual é o caso com a avaliação médica.

Na consulta médica

Ao aparecimento dos sintomas você pode ser atendido pelo médico mais familiarizado com o seu histórico, como o clínico geral, pelo médico responsável pelo atendimento de emergência ou por um cardiologista.

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas que está sentindo e há quanto tempo eles apareceram. Anote também se eles já apareceram e passaram em situações anteriores
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, leve um acompanhante à consulta. Essa pessoa deve ajudar o paciente a lembrar dos sintomas e também recordar das orientações que o médico passar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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  • Os seus sintomas surgiram gradualmente ou de forma súbita? Quando?
  • Você já teve sintomas semelhantes no passado?
  • Teve febre recentemente?
  • Teve alguma infecção recentemente?
  • Fez algum procedimento médico ou dental com uso de agulhas ou cateteres ultimamente?
  • Tem dificuldade para respirar?
  • Já usou drogas ou medicamentos intravenosos?
  • Perdeu peso recentemente?
  • Já foi diagnosticado com alguma doença cardíaca? (Principalmente sopro)
  • Tem parentes de primeiro grau (pais, irmãos, filhos) com doenças cardíacas?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes de sair do consultório. Para endocardite, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável para os meus sintomas?
  • Quais exames eu preciso fazer? É necessário algum preparo para realiza-los?
  • Em quanto tempo, depois de iniciar o tratamento, me sentirei melhor?
  • Quais os possíveis efeitos colaterais ou riscos?
  • A minha condição traz riscos para o futuro?
  • Por quanto tempo vou ter que permanecer em tratamento?

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Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Endocardite

O médico pode suspeitar de endocardite baseado no histórico médico do paciente e nos sintomas que ele apresenta. Com um estetoscópio ele pode escutar o coração procurando por um sinal de sopro ou por alguma mudança no sintoma, caso ele já exista, para diagnosticar a doença. Outros testes para endocardite podem incluir:

  • Exames de sangue, para verificar a presença de bactérias
  • Ecocardiograma transesofágico, que é o tipo de ecocardiograma que permite ao médico chegar mais próximo às válvulas cardíacas
  • Eletrocardiograma
  • Raios-x do tórax
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética.

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Tratamento de Endocardite

O tratamento de endocardite normalmente se dá com o uso de antibióticos fortes, geralmente intravenosos, durante quatro ou seis semanas. A duração do tratamento vai depender da sua intensidade, de quão severa foi a infecção e da resposta do organismo contra a bactéria. Em alguns casos, dependendo de quanto a válvula já foi danificada, pode ser necessário realizar uma cirurgia no local.

Medicamentos para Endocardite

Quando a endocardite é causada por bactérias, os medicamentos mais usados para o tratamento da doença são:

  • Amoxilina
  • Bepeben
  • Eritromicina

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Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Complicações possíveis

A endocardite, assim como a maioria dos problemas que atingem o coração, pode gerar vários complicações. Tais como:

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Endocardite tem cura?

Após o início do tratamento as expectativas para o paciente com endocardite, apesar de variarem caso a caso, normalmente são boas. Contudo, esta é uma doença que pode voltar ou aparecer de repente em pacientes do grupo de maior risco, então ela demanda cuidados constantes. Principalmente com o coração e com a saúde bucal.

Referências

Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

Mayo Clinic

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/endocardite

Endocardite

Endocardite Bacteriana (Infecção no coração)

Endocardite é uma doença que provoca inflamação na membrana que reveste a parede interna do coração e as válvulas cardíacas.

O coração é um órgão muscular oco situado no centro do tórax entre os dois pulmões, logo acima do diafragma. Dentro dele existem quatro cavidades: duas de cada lado.

As situadas na parte superior chamam-se átrios (ou aurículas) e recebem o sangue com pouco oxigênio trazido pelas veias. As que ocupam o espaço inferior recebem o nome de ventrículos. Sua função é impulsionar o sangue rico em oxigênio pelas artérias.

Separando os átrios dos ventrículos, existem válvulas que regulam a passagem do sangue e impedem seu refluxo para a cavidade da qual vieram.

Com o formato aproximado de um cone, o coração de um adulto pesa aproximadamente 250 g/300 g. Ele funciona como uma bomba hidráulica perfeitamente ajustada ao sistema cardiovascular, pois é a contração da musculatura cardíaca que produz a força necessária para movimentar o sangue no interior de todos os vasos do corpo.

A parede cardíaca é composta por três diferentes camadas, cuja espessura varia de acordo com sua função.

O miocárdio, a camada do meio e a mais espessa, é constituído por células de um tecido muscular só encontrado no coração: o tecido muscular estriado cardíaco, de importância fundamental para a circulação do sangue.

Sua principal característica é a capacidade de contrair e relaxar independentemente de qualquer comando voluntário, graças a um sistema próprio de estímulos elétricos.

O pericárdio, uma espécie de bolsa de tecido fibroso e resistente, cheia de líquido, é a camada que envolve e protege a superfície externa do músculo cardíaco. O endocárdio, por sua vez, é uma membrana serosa, fina e lisa que reveste a superfície interna do miocárdio e as válvulas cardíacas.

Formado por tecido epitelial próprio para esse fim (nas artérias e veias, recebe o nome especial de endotélio), essa camada da parede cardíaca evita a agregação plaquetária e a formação de trombos.

A doença

Endocardite é uma doença que afeta o endocárdio, isto é, provoca inflamação na membrana que reveste a parede interna do coração e as válvulas cardíacas. Ela pode ser classificada, de acordo com a causa, em endocardite infecciosa ou não infecciosa.

A endocardite infecciosa é uma doença grave, causada por micro-organismos que invadem a corrente sanguínea e se instalam em áreas danificadas do revestimento interno do coração (endocárdio), em válvulas cardíacas defeituosas ou com próteses instaladas e nas grandes artérias.

Veja também: Gengivite e periodontite

Embora num número bem menor de casos a infecção possa ser provocada também pela entrada de fungos e vírus no organismo, a grande maioria ocorre, quando bactérias de virulência variada, presentes em outras regiões do corpo, conseguem penetrar na corrente sanguínea (episódio conhecido por bacteremia), e se fixam no coração. Daí o nome endocardite bacteriana pelo qual a doença também é classificada.

A endocardite não infecciosa, também chamada de endocardite trombótica não infecciosa, é uma doença de baixa incidência, provocada pela formação de vegetações únicas ou múltiplas, mas não infectadas, nas válvulas cardíacas e no endocárdio adjacente, como manifestação secundária de diferentes problemas de saúde. Por exemplo: doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico (endocardite de Libman Sacks), febre reumática, traumas físicos, câncer de pulmão, estômago e pâncreas, tuberculose, pneumonia, entre outras, são ocorrências capazes de produzir lesões nas válvulas do coração desses pacientes, lesões que favorecem a formação de trombos e podem afetar órgãos à distância.

Tanto na endocardite infecciosa como na não infecciosa, trombos podem soltar-se dessas vegetações e, carregados pela corrente sanguínea, obstruir artérias à distância.

Endocardite infecciosa/bacteriana

A doença se instala quando bactérias provenientes de diversas partes do corpo – da boca principalmente, mas também da pele, intestinos, aparelho respiratório e trato urinário – são levadas pela corrente sanguínea até uma válvula do coração ou a outra área danificada do endocárdio, onde se fixam.

No local, esses micro-organismos patogênicos se multiplicam e surgem “vegetações”, ou seja, estruturas constituídas por restos celulares, plaquetas, fibrina (proteína ligada à coagulação do sangue) e bactérias, que podem destruir a válvula e comprometer o funcionamento do coração, que passa a ter grande dificuldade para bombear o sangue, um sinal indicativo de insuficiência cardíaca.

Com a evolução do quadro e sem o tratamento específico, a destruição dos tecidos progride e coágulos infectados, chamados de êmbolos sépticos, podem soltar-se.

Arrastados pela corrente sanguínea, eles se espalham pelo organismo e alcançam órgãos, como o cérebro, os rins e os pulmões, por exemplo, aumentando o risco de avc, embolia pulmonar e insuficiência renal aguda, complicações graves e muitas vezes fatais da doença.

A endocardite bacteriana pode ser classificada em aguda de início súbito e evolução rápida, em geral, transmitida pelo Staphylococcus aureus, uma bactéria facilmente encontrada na pele; ou subaguda, de evolução mais lenta e causada por outros tipos bactérias.

A infecção é incomum em pessoas com o coração saudável. O risco de manifestar a doença é maior nas naquelas com cardiopatias congênitas ou adquiridas, portadoras de próteses valvares, stents ou marca-passos, ou que já tenham tido a doença no passado.

Causas

A endocardite bacteriana está sempre associada a uma bacteremia que o sistema imunológico não conseguiu debelar.

Em outras palavras: a presença de bactérias na corrente sanguínea, que via de regra é estéril, representa causa importante da endocardite bacteriana, infecção que atinge a membrana interna que reveste o coração e as válvulas cardíacas, especialmente se já forem portadoras de algum distúrbio.

Na maior parte das vezes, porém, os agentes infectantes conseguem penetrar na corrente sanguínea valendo-se de uma pequena lesão na boca da qual o portador pode nem se dar conta no dia a dia. Fácil explicar por quê.

É só lembrar que todos os procedimentos dentários – desde os mais simples e rotineiros, como escovar os dentes e passar o fio dental, até os mais invasivos, que pressupõem cirurgia, tratamento de canal ou extração de dentes – podem provocar pequenos ferimentos nas gengivas que, assim como a cárie, servem de porta de entrada para os diferentes tipos de bactérias que habitam naturalmente a cavidade bucal. Uma vez instaladas em áreas danificadas do endocárdio, elas se multiplicam e formam vegetações, que dão continuidade ao processo infeccioso.

Da mesma forma, cirurgias para a retirada das amídalas e das adenoides, ou que envolvem o aparelho gastrointestinal e urinário, assim como o uso de cateteres intravenosos, do broncoscópio rígido para a realização de exames nas vias respiratórias e de instrumentos para observar o interior da bexiga ou dos intestinos, podem facilitar a entrada de bactérias que contaminam o do sangue. O mesmo pode-se dizer das agulhas utilizadas nas tatuagens e colocação de piercings e no consumo de drogas injetáveis.

Sinais e sintomas

Muitos dos sintomas da endocardite bacteriana são semelhantes aos de outras doenças. A intensidade e frequência podem variar de um doente para outro.

  • Aparecimento de um sopro cardíaco novo ou alteração no som de um sopro já instalado
  • Febre alta, calafrios, suores noturnos indicativos da bacteremia;
  • Inchaço nos pés, pernas e abdômen;
  • Fadiga intensa;
  • Dor nos músculos, nas articulações e no peito;
  • Perda de peso e inapetência;
  • Aumento do baço (esplenomegalia);
  • Pequenas manchas vermelhas ou arroxeadas na pele, no branco dos olhos (petéquias);
  • Nódulos macios nas pontas dos dedos das mãos e dos pés (nódulos de Osler);
  • Áreas de sangramento não dolorosas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés (lesões de Janeway);
  • Hemorragias na retina e nos olhos (manchas de Roth).

Diagnóstico

O diagnóstico da endocardite bacteriana baseia-se no exame físico, no levantamento da história clínica e na avaliação dos sintomas que o doente apresenta.

A hemocultura é um exame de sangue que tem se mostrado indispensável para identificar o tipo de bactéria responsável pela infecção e orientar o tratamento. Outro exame importante é o ecocardiograma.

Por meio de ondas sonoras, ele permite construir imagens do coração, reproduzindo as condições em que se encontram as válvulas cardíacas e reconhecendo a presença de coágulos, se houver.

Tomografia computadorizada e ressonância magnética são outros exames de imagem que, em determinadas circunstâncias, podem ser úteis para reconhecimento das vegetações características da endocardite bacteriana.

É preciso redobrar os cuidados diante da possibilidade de diagnóstico de endocardite bacteriana subaguda, uma vez que no início os sintomas são imprecisos e podem ser confundidos com os de outras doenças.

Tratamento

A recomendação é que o tratamento da endocardite bacteriana comece tão logo surja a suspeita da infecção. Ele deve ser realizado em ambiente hospitalar, uma vez que exige a indicação de doses altas de antibióticos por via endovenosa durante várias semanas.

O objetivo maior é evitar lesões nas válvulas cardíacas e complicações da doença que podem ter consequências irreparáveis.

Por isso, enquanto os testes de hemocultura não forem conclusivos, serão prescritos antibióticos de amplo espectro, aqueles capazes de cobrir o maior número de bactérias suspeitas. Quando não for possível controlar a infecção a tempo de evitar danos às válvulas, a cirurgia pode ser um recurso para corrigir o defeito e melhorar a função cardíaca.

Prevenção

Durante bastante tempo, todos ou pacientes na linha de risco para desenvolver a endocardite bacteriana recebiam a indicação de tomar antibióticos como medida preventiva antes de qualquer procedimento dentário, gastrointestinal ou urológico.

A Associação Americana do Coração (American Heart Association), no entanto, decidiu rever a propriedade dessa orientação, avaliando a resposta das pessoas submetidas a esse tipo de profilaxia preventiva no que se refere à redução dos riscos de evitar a doença. A conclusão do grupo foi a seguinte:

“A endocardite é mais provavelmente resultado da exposição diária às bactérias, em vez da exposição durante um procedimento dentário, do trato intestinal ou geniturinário”. Em resumo, eles levantam a possibilidade de que “os riscos de antibioticoterapia preventiva podem ser maiores do que os benefícios que as medidas preventivas podem proporcionar”.

Atualmente, a indicação de antibióticos preventivos fica reservada para pacientes portadores de fatores de risco para endocardite bacteriana apenas antes de determinados procedimentos.

Recomendações

Tendo em vista as declarações emitidas pela American Heart Association, se você está interessado em proteger seu coração, comece cuidando da saúde bucal.

  • Escove os dentes várias vezes por dia: pela manhã, à noite e depois das refeições. Antes da escovação, não se esqueça de passar o fio dental para retirar restos de alimentos que possam ter ficado retidos e cuja permanência favorece a formação da placa bacteriana;
  • Visite o dentista regularmente, pelo menos duas vezes por ano;
  • Reduza ao máximo a ingestão de açúcares;
  • Abandone o cigarro, se você fuma;
  • Esteja alerta. Sangramentos quando escova os dentes, mau hálito, gengivas avermelhadas são alguns dos muitos  sinais de que algo não vai bem na sua boca, um órgão ao mesmo tempo interno e externo do corpo. Procure ajuda. São inúmeros os casos de micro-organismos que, assim como os da endocardite, se valeram da cavidade oral para penetrar no organismo das pessoas.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/endocardite/

Endocardite bacteriana: 6 sintomas para você ficar de olho

Endocardite Bacteriana (Infecção no coração)

Uma boa higiene bucal é fundamental para um sorriso bonito, pois bons hábitos deixam os dentes livres das cáries, do mau hálito e dos problemas nas gengivas.

Mas se engana quem pensa que a falta de cuidados com a boca só ocasiona esses problemas.

Na realidade, há outras doenças graves que estão diretamente relacionadas à falta de uma boa higiene bucal — uma delas é a endocardite bacteriana.

A endocardite bacteriana é uma doença infecciosa que afeta o endocárdio — revestimento interno do coração. O problema é causado por microrganismos que chegam ao coração por meio da corrente sanguínea.

Neste post, vamos citar os sintomas da doença, como ela se desenvolve, como identificar o problema e prevenir o desenvolvimento da endocardite. Confira!

Quais são os tipos de endocardite bacteriana?

Há dois tipos de endocardite: aguda e a subaguda. A seguir, vamos explicar a diferença entre eles.

Endocardite aguda

A endocardite aguda costuma começar subitamente e evoluir de forma muito rápida. Ela pode afetar o cérebro, os pulmões, o fígado e os rins. Caso a doença não seja diagnosticada a tempo, o paciente pode vir a óbito.

A endocardite aguda é mais comum em pessoas que usam drogas injetáveis. Nesse caso, as bactérias contidas em agulhas e seringas contaminadas penetram a corrente sanguínea.

Endocardite subaguda

Os sintomas da endocardite subaguda começam de forma gradual e podem persistir por mais de um ano. Esse tipo da doença se manifesta principalmente em pessoas que usam piercing na língua ou têm tumores no sistema digestivo, particularmente o câncer colorretal.

Quais são as principais causas da endocardite bacteriana?

A doença é causada pela presença de bactérias na circulação sanguínea e de lesões no endocárdio, ou seja, a patologia só se desenvolve em indivíduos com um histórico de problemas cardíacos. Os microrganismos presentes no sangue chegam até o coração por meio da circulação e se alojam nessas lesões, causando o problema.

O agente infeccioso entra na corrente sanguínea por meio de bactérias comuns nas cáries dos dentes ou nas gengivas inflamadas, seja por gengivite, seja por periodontite. Além disso, cortes no tecido gengival causados por tratamentos dentários também podem contribuir com o desenvolvimento da endocardite bacteriana.

Usuários de drogas injetáveis como cocaína e heroína entram no grupo de risco para contrair a doença, pois as seringas e agulhas utilizadas para injetar a substância não são higienizadas corretamente e, muitas vezes, são compartilhadas.

Quais são os sintomas da doença?

A endocardite bacteriana pode se desenvolver de forma gradual ou súbita. Esse fator depende de qual infecção está originando a doença e se o paciente já tem um histórico de problemas cardíacos. A seguir, vamos citar alguns sintomas da doença.

1. Febre e calafrios

Um dos sintomas da doença são a febre e os calafrios, reações capazes de produzir um elevado incômodo e inviabilizar a rotina comum do paciente.

2. Cansaço excessivo

Pessoas que desenvolvem a doença podem sofrer com um cansaço excessivo, que não permite que elas façam muito esforço. Dessa forma, uma tarefa simples feita no dia a dia gera um grande desconforto.

3. Dor nos músculos e nas articulações

A dor nos músculos e nas articulações é um dos sintomas mais comuns da endocardite bacteriana. 

4. Sudorese noturna

Calor excessivo, que gera um suor exagerado durante o sono, também é um sinal de que a pessoa pode ter contraído a doença. Então, se esse sintoma ocorre por várias noites seguidas, é necessário procurar um médico.

5. Tosse persistente

Pacientes com endocardite bacteriana podem sofrer com uma tosse que começa sem um motivo aparente e não passa com facilidade. 

6. Manchas e mucosas no corpo

A presença de manchas vermelhas ou roxas na pele ou manchas brancas nos olhos ou dentro da boca também começa a surgir.

Como é feito o diagnóstico da endocardite?

Para fazer o diagnóstico da doença, é preciso procurar um médico cardiologista. O primeiro passo para identificar a endocardite é ouvir os batimentos do coração por meio de equipamento específico, em busca de algum sinal de alteração.

Caso o especialista identifique algo estranho, é realizado um exame chamado ecocardiograma, capaz de identificar a presença de vegetações em válvulas do coração. Além disso, o médico pode solicitar exames de sangue para verificar se há a presença de bactérias, raio-x, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Quais problemas a endocardite bacteriana causa na saúde geral do organismo?

A endocardite bacteriana causa sérias consequências na saúde do paciente. A pessoa com quadro da doença pode sofrer com outros problemas, como infarto, insuficiência cardíaca, infecção nos rins, no cérebro, fígado ou baço. A patologia ainda atinge outros órgãos e os tecidos.

Se não for tratada a tempo, a doença causa a destruição da válvula cardíaca, o que leva o paciente à morte. No entanto, outros problemas de saúde podem surgir, como embolia pulmonar, isquemia de membros, AVC, infarto renal e glomerulonefrite.

Quais são as formas de tratamento?

O tratamento mais adequado para a endocardite bacteriana é feito com antibióticos, que são administrados por via venosa. As doses do medicamento devem ser empregadas por pelo menos 4 semanas.

O tipo de medicamento depende da classe de bactéria que se instalou na válvula do coração. Em casos mais graves, os quais a válvula do coração é destruída pela infecção, é necessário a implantação de uma válvula artificial.

Como prevenir o problema?

A endocardite é uma doença grave, mas que pode ser evitada. Por isso, é importante manter a saúde bucal em dia, visitar o dentista regularmente e fazer um check-up odontológico. Isso porque o surgimento da doença está diretamente ligado a problemas de saúde bucal.

Além disso, quem gosta de fazer tatuagens ou usa piercings precisa ficar atento ao processo de cicatrização para que não haja risco de infecções que possam trazer problemas.

No entanto, pessoas com quadro de endocardite bacteriana conseguem ter uma boa qualidade de vida, mesmo tendo que conviver com a doença. Para isso, o paciente precisa ter cuidados intensos com sua saúde bucal e a do coração, pois, assim, ele evita o surgimento de outros problemas.

Gostou do post e quer ler mais conteúdos interessantes sobre saúde bucal e procedimentos odontológicos? Confira nosso post sobre os tratamentos odontológicos que foram revolucionados pela tecnologia.

Источник: https://blog.odontocompany.com/endocardite-bacteriana-6-sintomas-para-voce-ficar-de-olho/

Endocardite: Sintomas, Causas e Tratamento

Endocardite Bacteriana (Infecção no coração)

A endocardite é a inflamação do tecido que reveste o interior do coração, especialmente as válvulas cardíacas. Geralmente, é provocada por uma infecção em outro local do corpo que se espalha pelo sangue até atingir o coração e, por isso, também pode ser conhecida como endocardite infecciosa.

Por ser muitas vezes causada por bactérias, a endocardite geralmente é tratada com o uso de antibióticos administrados diretamente na veia. No entanto, caso tenha outra causa, a endocardite também pode ser tratada com antifúngicos ou apenas remédios anti-inflamatórios para aliviar o desconforto. Dependendo da intensidade dos sintomas, pode ainda ser recomendado ficar internado no hospital.

Veja como é feito o tratamento da endocardite bacteriana.

Principais sintomas

Os sintomas da endocardite podem ir surgindo lentamente ao longo do tempo e, por isso, muitas vezes não são fáceis de identificar. Os mais comuns incluem:

  • Febre persistente e calafrios;
  • Suor em excesso e mal-estar geral;
  • Pele pálida;
  • Dor nos músculos e articulações;
  • Náuseas e diminuição do apetite;
  • Pés e pernas inchados;
  • Tosse persistente e falta de ar.

Em situações mais raras, podem ainda surgir outros sintomas como perda de peso, presença de sangue na urina e aumento da sensibilidade no lado esquerdo do abdômen, sobre a região do baço.

No entanto, este sintomas podem variar bastante especialmente de acordo com a causa da endocardite. Assim, sempre que existe suspeita de um problema no coração é muito importante consultar rapidamente um cardiologista ou ir ao hospital para fazer exames de diagnóstico como o eletrocardiograma e confirmar se existe algum problema que precise de tratamento.

Veja outros 12 sintomas que podem indicar um problema no coração.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de endocardite pode ser feito por um cardiologista. Geralmente, a avaliação é iniciada com avaliação dos sintomas e auscultação do funcionamento do coração, mas também é necessários fazer alguns exames de diagnóstico como ecocardiograma, eletrocardiograma, raio X do tórax e exames de sangue.

Possíveis causas da endocardite

A principal causa da endocardite é a infecção por bactérias, que podem estar presentes no organismo devido a uma infecção em outro local do corpo, como dente ou uma ferida na pele, por exemplo. Quando o sistema imune não está conseguindo combater estas bactérias, elas podem acabar se espalhando pelo sangue e chegar no coração, causando inflamação.

Assim, como as bactérias, os fungos e os vírus também podem afetar o coração, resultando numa endocardite, no entanto, o tratamento é feito de forma diferente. Algumas das formas mais comuns de desenvolver uma endocardite incluem:

  • Ter feridas na boca ou uma infecção no dente;
  • Pegar uma doença sexualmente transmissível;
  • Ter uma ferida infectada na pele;
  • Utilizar uma agulha contaminada;
  • Utilizar uma sonda urinária por um longo período.

Nem toda a gente desenvolve endocardite, pois o sistema imune é capaz de combater a maior parte destes microrganismos, no entanto, idosos, crianças ou pessoas com doenças autoimunes têm maior risco.

Principais tipos de endocardite

Os tipos de endocardite estão relacionados com a causa que a originou e classificam-se em:

  • Endocardite infecciosa: quando é provocada pela entrada de bactérias no coração ou fungos no organismo, causando infecções;
  • Endocardite não-infecciosa ou endocardite marântica: quando surge em consequência de vários problemas, como câncer, febre reumática ou doenças autoimunes.

Em relação à endocardite infecciosa, que é a mais comum, quando ela é causada por bactérias, tem o nome de endocardite bacteriana, quando é causada por fungos é chamada de endocardite fúngica.

Quando é causada pela febre reumática tem o nome de endocardite reumática e quando é causada pelo lúpus é chamada de endocardite de Libman Sacks.

Como é feito o tratamento

O tratamento para endocardite é feito através de antibióticos ou antifúngicos, em doses elevadas, por via venosa, por no mínimo 4 a 6 semanas. Para aliviar os sintomas, são prescritos anti-inflamatórios, remédios para febre e, em alguns casos, corticoides.

Nos casos onde ocorre destruição da válvula cardíaca pela infecção, pode ser necessária a realização de uma cirurgia para trocar a válvula danificada por uma prótese que pode ser biológica ou metálica.

A endocardite quando não tratada pode originar complicações como insuficiência cardíaca, infarto, AVC, embolia pulmonar ou problemas nos rins que podem evoluir para insuficiência renal aguda.

Источник: https://www.tuasaude.com/endocardite/

Endocardite Bacteriana (Infecção no coração)

Endocardite Bacteriana (Infecção no coração)

Endocardite é o nome que damos à inflamação das estruturas internas do coração, principalmente das válvulas cardíacas. Se for causada por um agente infeccioso, chamamos de endocardite infecciosa; se o agente infeccioso for uma bactéria, o nome mais correto é endocardite bacteriana.

A endocardite surge habitualmente quando uma bactéria que está circulando na corrente sanguínea se aloja em uma das válvulas cardíacas, multiplicando-se e formando o que chamamos de vegetação valvar.

A vegetação das válvulas é um emaranhado de bactérias, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, fibrinas e restos celulares, que é capaz de destruir a própria válvula e impedir o normal funcionamento do coração.

Neste texto vamos abordar as causas, os sintomas e o tratamento da endocardite infecciosa.

Gravidade da endocardite bacteriana

Se não for reconhecida e tratada a tempo, a endocardite infecciosa costuma destruir a válvula cardíaca acometida, levando o paciente a um quadro de insuficiência cardíaca aguda e grave (leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA – CAUSAS E SINTOMAS). O coração não consegue funcionar adequadamente se uma das suas válvulas encontra-se destruída.

Porém, além da insuficiência cardíaca, que por si só pode levar o paciente ao óbito, a endocardite também pode causar outras graves complicações, tais como:

AVC, embolia pulmonar ou isquemia dos membros: coágulos de sangue misturados com vegetações podem se desprender da válvula e viajar até os pulmões, cérebro ou qualquer outra região do corpo, causando trombose à distância (leia: EMBOLIA PULMONAR e ENTENDA O AVC – ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL). Esses pedaços de vegetação que se soltam são chamados de êmbolo séptico.

Glomerulonefrite ou infarto renal: nos rins, além do infarto renal pela embolização da vegetação, a endocardite infecciosa também pode provocar um quadro de glomerulonefrite (leia: O QUE É UMA GLOMERULONEFRITE?), que pode evoluir com insuficiência renal aguda e necessidade de hemodiálise (leia: ENTENDA A INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA).

Portanto, já deu para perceber a potencial gravidade da endocardite, não sendo de se estranhar que essa infecção tenha uma mortalidade próxima de 30% (quase um em cada três pacientes com infecção das válvulas cardíacas evoluem para o óbito).

As endocardites infecciosas causadas pela bactéria Staphylococcus aureus são mais graves e mais agudas, enquanto as endocardites causadas pela família das bactérias Streptococcus e Enterococos são mais subagudas (quadro mais arrastado) e têm taxa de mortalidade menor.

Como surge

Nosso sangue é habitualmente estéril, ou seja, não contém germes circulantes. Quando bactérias alcançam a corrente sanguínea, dizemos que o paciente tem uma bacteremia.

A bacteremia é um evento essencial para o surgimento da endocardite. Este é um dos motivos pelo qual não se deve atrasar o tratamento de infecções, sejam elas dentárias, na pele ou em qualquer outro ponto do corpo.

Quanto mais tempo uma infecção existir, maior será o risco destes germes alcançarem a circulação sanguínea.

Uma vez no sangue, as bactérias podem se deslocar para qualquer ponto do organismo, incluindo as válvulas cardíacas.

A bacteremia é um fator necessário para que ocorra a endocardite. Porém, nem toda bactéria que circula no sangue se aloja no coração. Outros fatores colaboram para o risco de adesão dos agentes infecciosos às válvulas cardíacas. São eles:

Administração de drogas intravenosas

Nos hospitais toda administração de substâncias por via intravenosa (IV) é feita seguindo rígidos padrões de higiene, exatamente para evitar que bactérias sejam lançadas diretamente na circulação sanguínea.

Esse cuidado raramente ocorre em usuários de drogas intravenosas, como cocaína e heroína. Além da pouca higiene na hora da administração, essas substâncias não são estéreis. O resultado final é a administração de quantidades elevadas de bactérias diretamente na circulação sanguínea. Quanto maior for o número de bactérias circulantes, maior é o risco de endocardite.

Normalmente, a endocardite em usuários de drogas IV é causada pela bactéria Staphylococcus aureus.

Doença valvar prévia

Pacientes com lesões das válvulas cardíacas, sejam adquiridas ou congênitas (de nascença), também são um grupo de alto risco.

Em geral, pacientes com lesões das válvulas cardíacas provocadas por quadro anterior de febre reumática são aqueles com maior risco (leia: FEBRE REUMÁTICA | Sintomas e tratamento).

Porém, outros alterações valvulares, tais como estenose aórtica ou mitral, defeitos congênitos, como tetralogia de Fallot, coarctação de aorta ou defeitos no septo ventricular também são importantes fatores de risco.

Até o prolapso da válvula mitral, se acompanhado de insuficiência mitral, pode ser um fator de risco para endocardite (leia: PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL).

Válvulas cardíacas artificiais

Todo paciente com uma válvula cardíaca artificial está sob maior risco de desenvolver endocardite. As bactérias têm maior facilidade em aderir a produtos artificiais do que às válvulas nativas. O risco é consideravelmente maior no primeiro ano após a troca das válvulas.

Endocardite de Libman-Sacks

A endocardite de Libman-Sacks é uma tipo raro de endocardite, de origem não infecciosa, isto é, que não causada por nenhum germe, que surge nos pacientes com uma doença chamada lúpus eritematoso sistêmico (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO | Sintomas e tratamento).

Sintomas

O quadro clínico da endocardite bacteriana é muito variável, podendo o paciente apresentar desde sepse grave e insuficiência cardíaca aguda, até quadros mais arrastados de febre de origem obscura, como nos casos das endocardites subagudas.

Os sintomas mais comuns da endocardite são febre e calafrios. Na endocardite subaguda, outros sintomas inespecíficos são comuns, como falta de ar, cansaço, perda do apetite, dores pelo corpo, suores noturnos, etc.

Nos quadros graves de endocardite aguda, a febre e os calafrios são intensos e o paciente rapidamente evoluiu com sinais de insuficiência cardíaca, com intensa falta de ar, incapacidade de ficar deitado e edemas nas pernas.

A história clínica, que nos ajuda a identificar os fatores de risco, associado a um quadro de febre sem causa aparente, calafrios, queda do estado geral, surgimento de sopro cardíaco (leia: SOPRO NO CORAÇÃO | Causas, sintomas e tratamento) e sinais de embolização periférica, costumam sugerir o diagnóstico de endocardite.

Diagnóstico

O diagnóstico é geralmente confirmado através do ecocardiograma, que é um exame capaz de identificar a presença de vegetações em uma das válvulas do coração.

O ecocardiograma habitual, chamado de transtorácico, pode ser usado inicialmente, mas ele não é melhor método para o diagnóstico da endocardite.

Algumas vegetações menores podem passar despercebidas nesta forma. O exame mais indicado é ecocardiograma transesofágico, que é feito por via endoscópica.

Esta é a modalidade de ecocardiograma que apresenta as melhores imagens das válvulas do coração.

O tipo de bactéria que está provocando a endocardite é diagnosticado através da hemocultura, que é um exame de sangue que identifica a presença de bactérias circulando na corrente sanguínea.

Tratamento

O tratamento da endocardite é feito obrigatoriamente com antibiótico por via venosa, que devem ser administrados por, no mínimo, quatro semanas. A escolha do antibiótico adequado depende do tipo de bactéria que está alojada nas válvulas.

Nos casos mais graves, quando há destruição da válvula cardíaca pela infecção, uma cirurgia de troca valvar é necessária, com implantação de uma válvula artificial.

Prevenção

Nos indivíduos sob alto risco de desenvolver endocardite, como explicado mais acima, é indicado o uso profilático de antibióticos antes de procedimentos que possam predispor a bacteremias.

Em geral, indica-se um dose única de 2 gramas de amoxicilina ou 500 mg de azitromicina 1 hora antes de procedimentos dentários ou respiratórios.

Segundo o mais recente guideline da American Heart Association, atualizado em 2007, apenas os seguintes pacientes devem fazer profilaxia:

  • Portadores de válvulas artificiais.
  • Pacientes com história prévia de endocardite.
  • Doença valvar em transplantados cardíacos.
  • Pacientes com doenças cardíacas congênitas.

Nem todos os fatores de risco são graves o suficiente para se indicar profilaxia. Prolapso de válvula mitral, mesmo com sinais de regurgitação, e lesões simples das válvulas, como estenoses e regurgitações, por exemplo, não são indicações para uso de antibiótico profilático.

Quais são os procedimentos de risco?

  • Procedimentos dentários com manipulação de gengiva, mucosa oral ou região periapical dos dentes.
  • Procedimentos respiratórios que envolvam incisão ou biópsia, como broncoscopia com biópsia, remoção de amígdalas ou adenoides.
  • Procedimentos gástricos e urinários, como endoscopia, colonoscopia, colocação de cateteres duplo J, biópsia ou cirurgia de próstata não são procedimentos de risco para endocardite.

Sexo anal é fator de risco para endocardite?

Não, sexo anal não provoca endocardite. Isso é apenas um dos muitos mitos espalhados pela Internet. Não há nenhum estudo científico que tenha comprovado qualquer relação direta entre qualquer tipo de sexo e a endocardite.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/cardiologia/endocardite/

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