Entenda por que comer Miojo faz mal à saúde

Miojo faz mal à saúde? Riscos do tempero e do consumo cru | MS

Entenda por que comer Miojo faz mal à saúde

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O miojo é uma comida prática e barata e por isso acaba sendo a opção de muitas pessoas. De modo geral, o consumo frequente do macarrão instantâneo prejudica a saúde por ser rico em sódio, em gordura e não conter valor nutritivo.

Por outro lado, se esse tipo de alimento for consumido raramente e com moderação, não causa nenhuma doença ou complicação.

Mesmo assim, o recomendado é evitar esse alimento, substituindo-o por opções de massas mais naturais, frescas e com pouco quantidade de sal.

Como a massa é frita por alguns segundos antes de ser embrulhada, cerca de 20% do miojo é gordura.

Essa etapa da fritura garante a consistência e o formato do macarrão.

Uma porção de 80g de miojo, por exemplo, tem cerca de 60% da porção diária de sódio que é recomendada pelo Ministério da Saúde, que é de 5g ao dia.

Quais são os ingredientes do miojo?

O miojo é feito com farinha de trigo, ovos em pó, óleo, sal e outro ingredientes utilizados para se fazer uma massa normal.

Por ser um processo industrializado, o macarrão instantâneo é feito em grande escala, sendo assado e frito antes de ser embalado.

O miojo contém grandes quantidades de sódio e gordura.

Leia mais: Conheça os perigos do sódio em excesso na dieta

Conservantes e aditivos para manter o sabor também são utilizados em seu preparo para conservar o alimento, permitindo um prazo de validade maior.

Em seu processo de produção, todas as proteínas destes produtos são perdidas e somente as calorias mantidas.

O tempero do miojo contém aromatizantes, corantes e realçadores de sabor. Possui também uma grande quantidade de sal.

Quando consumidos com frequência, todos estes ingredientes são prejudiciais à saúde.

Informações nutricionais

Um pacote de 80g de macarrão instantâneo contém cerca de 360 calorias, sendo que a maioria das dietas alimentares permite a ingestão de 2000 calorias por dia.

Essa mesma quantidade de miojo apresenta 54g de carboidratos, 8,5g de proteína e 13g de gordura.

Esses valores aumentam se o tempero em pó for colocado sobre a massa, variado conforme o sabor do condimento.

Leia mais: O que é gordura saturada?

Sim. O tempero do miojo faz mal porque leva em sua composição o Glutamato monossódico (MSG, sigla em inglês), que é um aditivo responsável por dar gosto ao tempero e ao miojo, que pode fazer mal para a saúde.

O MSG pode causar várias reações passageiras como dor de cabeça, enjoo e indisposição.

A longo prazo, essa substância pode ajudar no desenvolvimento de doenças como pressão alta e obesidade.

Posso comer miojo cru?

A massa do miojo é pré-assada e depois frita ainda na fábrica. Por isso, o macarrão instantâneo que compramos no mercado não vem totalmente cru.

Mesmo assim, o recomendado é que essa massa seja preparada (cozida ou assada) antes de se comer.

Isso porque o processo realizado na fábrica não é feito para preparar o alimento e sim para garantir a consistência e o formato do macarrão.

Na verdade, se for consumido com uma grande frequência, o miojo em si pode ser prejudicial à saúde independentemente da forma como é preparado ou consumido.

Quais os efeitos do consumo do miojo?

Uma pesquisa feita com 11 mil pessoas na Universidade de Harvard descobriu que as que comem macarrão instantâneo com frequência tinham mais chances de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares, além de aumento na pressão arterial.

Além dessas complicações, o miojo também aumenta os índices do colesterol ruim, pode causar problemas renais e interferir no ganho de peso.

Por causa das altas taxas de sódio, a osteoporose e a anemia também estão relacionadas ao consumo exagerado e frequente do macarrão instantâneo.

A gordura hidrogenada, usada para a fabricação deste tipo de massa, favorece o entupimento das veias, o que pode levar a ataques cardíacos e acidentes cardiovasculares (AVC).

O macarrão instantâneo ainda pode atuar especificamente sobre certos órgãos como estômago e intestino:

No estômago

O miojo acaba submetendo o estômago a um trabalho intenso e demorado de digestão. O sistema digestivo é forçado a trabalhar por horas para quebrar esse macarrão.

Uma pesquisa feita o Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, mostrou que o estômago leva 2 horas a mais para digerir o macarrão instantâneo, em comparação com qualquer outro tipo de massa.

Neste tempo a mais, o corpo precisa produzir mais ácido e insulina para conseguir quebrar esse alimento, que no fim, não terá nenhum acréscimo nutricional.

No intestino

Pessoas com problemas no intestino também devem evitar esse produto.

O miojo, por ter muitos conservantes e corantes alimentares, pode irritar o cólon do intestino. Como resultado, pode surgir diarreia ou agravamento de doenças inflamatórias neste órgão.

Quem tem gastrite pode comer?

Os condimentos do miojo agravam ainda mais a inflamação, porque irritam a mucosa do estômago. A gordura e o corante presente neste tipo de macarrão também favorecem a irritação.

Por isso, quem é portador de gastrite deve evitar esse tipo de alimento.

Mesmo que a gastrite seja aguda (passageira) e não se agrave com a ingestão de macarrão instantâneo, o consumo de miojo pode trazer outros prejuízos à saúde.

É preciso ter cuidado pois a gastrite é uma inflamação no estômago, que se não for tratada corretamente pode causar feridas dentro deste órgão.

Miojo pode causar câncer?

O miojo não pode causar câncer diretamente. Mas o consumo frequente desse alimento pode desencadear outros problemas de saúde como obesidade, aumento do colesterol ruim (LDL), diabetes e anemia — que são fatores de risco para alguns tipos de câncer.

Embora não exista uma dieta comprovada que possa evitar o câncer, sabe-se que essa doença se inicia e desenvolve com ajuda de fatores ligados ao estilo de vida, entre eles a má alimentação abundante em gorduras e açúcares.

Assim, mesmo não havendo uma relação direta entre o macarrão instantâneo e o câncer, esse alimento deve ser evitado para se prevenir tais doenças e se ter uma vida mais saudável.

Grávidas podem comer?

As gestantes devem evitar consumir esse tipo de massa instantânea porque é um alimento que contém muito sódio, gordura, corantes e conservantes.

Durante a gravidez, o bebê precisa de nutrientes para se desenvolver saudavelmente.

Esses nutrientes são fornecidos pela mãe, que por vez, os ingere por meio de uma alimentação saudável e equilibrada.

Por isso, mulheres que estão grávidas devem tomar cuidado com o que comem, dando preferência para uma dieta rica em nutrientes e vitaminas, incluindo frutas, verduras e legumes ao dia a dia.

Miojo faz mal para bebês?

Bebês com menos de 1 ano não devem comer miojo. Também deve-se evitar dar esse tipo de macarrão para crianças mais velhas.

Essa recomendação é feita porque o macarrão instantâneo contém muitos conservantes e aditivos químicos colocados para conservação.

As crianças e principalmente os bebês são sensíveis aos efeitos tóxicos destes componentes.

Quanto antes se começa a ingerir essas substâncias, maiores são as chances de se desenvolver uma alergia à tais elementos.

A recomendação é que até o seis primeiros meses de vida, o bebê se alimente exclusivamente do leite materno, provido pela mãe.

A partir dos 6 meses de vida, o bebê pode começar a ser alimentado com papinhas de frutas e legumes batidos no liquidificador, que são mais saudáveis e oferecem os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê .

Leia mais: Vitaminas (lipossolúveis, hidrossolúveis): o que são, tipos e alimentos

Como deixar o miojo mais saudável?

Para que seja uma opção mais saudável, é recomendado que o macarrão instantâneo seja consumido com moderação e sem o tempero industrializado.

Acrescentar verduras, legumes e carnes magras também ajuda a refeição a ficar mais completa e com maiores valores nutricionais.

Os temperos e molhos, ao serem misturados com o macarrão instantâneo, devem ser  o mais natural possível.

O miojo pode ser muito prejudicial para a saúde, se for consumido frequentemente. O ideal é evitar esse alimento e substituí-lo por opções mais naturais.

Para quem é fã do macarrão rápido, recomenda-se reduzir a quantidade e preparar as refeições com outros alimentos frescos como carnes, legumes e verduras.

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Источник: https://minutosaudavel.com.br/miojo-faz-mal/

Alimentos que causam prisão de ventre

Entenda por que comer Miojo faz mal à saúde

O primeiro passo para vencer a prisão de ventre — problema que afeta cerca de 20 a 30% da população brasileira — é buscar ajuda médica. No entanto, é bom ter em mente que hábitos de vida inadequados, especialmente a alimentação, são os responsáveis pela constipação em boa parte das vezes.

Veja abaixo os principais componentes da dieta que estão por trás de um intestino preso. Para conhecer também os alimentos que ajudam a enfrentar esse problema, clique aqui.

Arroz branco

Se ele ocupar grande parte do prato, talvez o intestino se ressinta. “O arroz branco é pobre em fibras.

Assim, ao ser consumido sozinho, é aproveitado praticamente em sua totalidade”, explica Ana Luísa Faller, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

E, se não gerar resíduos, o alimento não colabora para a formação do bolo fecal. De acordo com a especialista, isso é essencial para estimular o intestino. Melhor, então, optar pela versão integral.

“Mas as fibras podem vir de outros alimentos presentes na mesma refeição”, pondera Maria Tereza Beling, nutricionista que atende em consultório em Belo Horizonte e no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Daí a importância de recrutar leguminosas (como feijão), verduras e legumes no prato. Até sementes caem bem misturadas ao arroz.

Itens ricos em farinha refinada

Sabe o pãozinho branco do café da manhã, o macarrão do almoço e os biscoitos do lanche? Eles ajudam a trazer bastante farinha refinada para a rotina. O gastro e cirurgião Rodrigo Surjan, do Hospital 9 de Julho, na capital paulista, afirma que o ingrediente prejudica os movimentos intestinais e o fluxo da comida pelo órgão.

“Escolher alimentos desse tipo ainda leva à diminuição do consumo de opções mais saudáveis e ricas em fibras”, completa. Para driblar possíveis atravancos, o primeiro passo é preferir receitas com farinha integral e, claro, distribuir fontes fibrosas ao longo do dia.

Carne vermelha

Já notou como muita gente reclama de morosidade intestinal após um churrasco? “A carne vermelha tem uma digestão mais lenta quando comparada às demais”, explica Fabiana Aparecida Rasteiro, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Fora isso, sua colega Andrea Esquivel, do Centro de Diagnóstico em Gastroenterologia, também na capital paulista, informa que, por ser pobre em fibras, o alimento é quase todo absorvido. “Assim, não gera volume fecal”, raciocina.

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Além de evitar abusos, o recado é associar o bife a uma porção caprichada de salada. Não despreze o vinagrete.

Batata-inglesa sem casca

Se ela estiver cozida ou em formato de purê, atenção — ainda mais se for colocá-la ao lado do arroz branco e da carne vermelha. Aí é balde de água fria no pobre intestino. É que, de novo, não tem matéria-prima suficiente para fabricar as fezes — culpa do miserê de fibras. E, se o cocô não se forma direito, o órgão não tem nadica para empurrar adiante.

Andrea recomenda priorizar a batata rústica, feita com casca e no forno. Outra sugestão é botar couve, brócolis e outros vegetais na refeição. Só não precisa ser radical. “Em uma dieta equilibrada, não há nenhuma indicação de retirar a batata do dia a dia”, frisa Maria Tereza.

Refris e refrescos

Hidratação é palavra de ordem para quem quer ter fezes bem formadas e que saiam do corpo sem esforço descomunal. Só que não adianta se entupir de refrigerantes e bebidas artificiais como néctares de frutas e refrescos. Eles são isentos de fibras e, para piorar, carregam elementos críticos à saúde, a exemplo de açúcar.

“Os refrigerantes ainda dão gases e distendem o estômago e o intestino”, ressalta o gastroenterologista Ricardo Barbuti, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Eles não servem para nada. Só engordam”, afirma.

Aliás, o médico aproveita para desfazer um mito: o de que bebidas à base de cola são bacanas durante uma crise de diarreia. “Na verdade, pode até piorar o quadro”, comenta. Para a médica Elaine Moreira, da Federação Brasileira de Gastroenterologia (G), compensa muito mais apostar na água de coco, que devolve ao organismo os minerais eliminados com as fezes.

Quando a constipação é sintoma

Na maioria das vezes, a prisão de ventre é de causa primária — isto é, está ligada ao estilo de vida. Mas vale confirmar com o médico. “Já recebi paciente com queixa de constipação e, ao investigar, encontrei um câncer”, conta a médica Elaine, da G.

Hipotireoidismo e distúrbios neurológicos são exemplos de outras doenças capazes de se manifestar por meio do intestino preguiçoso. “Alguns remédios, como antidepressivos e anti-hipertensivos, também podem levar à constipação”, nota o gastroenterologista Sergio Alexandre Liblik, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/alimentos-causam-prisao-de-ventre/

Não é só miojo! Lámen pode ser opção saudável; aprenda a escolher

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Apesar de ser um prato oriental do final do século 19, o lámen está se tornando cada vez mais popular aqui na América Latina. Tanto que foi apontado como tendência de alimentação para o ano de 2020 em uma pesquisa do Uber Eats, que levou em conta os pedidos feitos nos últimos 6 meses de 2019.

Mas você sabe o que é o lámen exatamente? É um macarrão servido com um caldo à base de carne, peixe ou vegetais e uma “cobertura” sólida, como vegetais, ovo e outras proteínas animais.

O problema é que muitos confundem esse prato com o miojo, que é um tipo sim de lámen, mas muito diferente do prato tradicional e que tem se popularizado. De fato, ambos são macarrões servidos com um caldo, por isso o nome em comum. Mas as semelhanças param por aí. Entenda melhor o prato e como fazer escolhas saudáveis na hora de fazer seu pedido no restaurante ou cozinhar em casa.

Afinal, o lámen é um prato saudável?

Muitos acham que a resposta dessa pergunta é não e essa fama normalmente é devida ao macarrão, que costuma ser confundido com a massa instantânea que vem nos miojos, e é rica em gorduras por ser pré-frita. No entanto, esse prato pode ser feito com qualquer massa, e normalmente as orientais são feitas a partir da mistura de algum tipo de farinha e água.

O problema nutricional, na verdade, está muito mais no caldo, que costuma ser extremamente gorduroso (quando feito com base em ossos de animais, como porco e frango) ou cheio de sódio (nas versões com base em peixe). As opções feitas com vegetais costumam ter uma composição melhor.

Por isso, o equilíbrio na hora de montar o prato é fundamental. Caso você opte por um lámen com caldo mais gorduroso, prefira coberturas com menos lipídios, como as verduras e legumes, que trarão mais nutrientes ao prato.

O macarrão também pede cuidado. Mesmo não usando o tipo instantâneo, as massas orientais são ricas em carboidratos, por serem feitas com a farinha e água como base —as massas ocidentais costumam levar também ovos, o que equilibra mais sua composição. No entanto, como nenhum outro elemento do prato possui esse macronutriente, não há tanto problema.

No entanto, contando com todos esses elementos que podem não ser preparador da melhor forma, consumir lámen em restaurantes deve fazer parte do dia a dia com moderação. Caso você seja muito fã do prato, mas queira consumi-lo dentro de uma alimentação saudável, o ideal é preparar sua versão em casa.

Como fazer um lámen saudável em casa

Para fazer o lámen em casa, você terá de cozinhar três itens básicos: caldo, macarrão e os ingredientes para a cobertura.

“Você pode preparar um caldo caseiro com legumes, como cenoura, salsão, alho-poró, cebola e abusar dos temperos naturais”, sugere Luana Romão, nutricionista e mestre em Nutrição em Saúde Pública pela USP (Universidade de São Paulo).

Ela alerta, no entanto, para usar o shoyu e o missô (que são ricos em sódio) com moderação, assim como o sal.

Em outra panela, ferva água e cozinhe o macarrão à sua escolha. Que pode ser uma massa tradicional, macarrão konjac (massa oriental feita com um tubérculo) ou bifum (massa de farinha de arroz).

Para a cobertura, você pode utilizar diversos ingredientes, mas se possível dê preferência a verduras e carnes magras, com cortes sem gordura aparente.

“A primeira sugestão é utilizar como cobertura espinafre cozido, ovo, shimeji e peito de frango cozido e desfiado. Mas também dá para combinar lombo de porco, algas, brotos de feijão (moyashi) e vegetais variados.

Finalize com bastante cebolinha e sirva em seguida”, indica Romão. Os ovos são também boas opções de coberturas, por serem ricos em vitaminas do complexo B.

E afinal, qual o problema com o miojo?

Um dos primeiros problemas do miojo está na massa usada para prepará-lo (aquela que cozinha em 3 minutinhos!).

Enquanto o macarrão comum é feito com farinha de trigo, ovos e alguns corantes naturais, o miojo traz “uma lista extensa de componentes que incluem gordura vegetal, que é uma gordura extremamente inflamatória, diversos estabilizantes além de corantes artificiais”, como enumera a nutricionista Vivian Mansur, da Bodytech Granja Viana, especialista em Fisiologia do Esporte pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A gordura vegetal aparece na composição por que a massa é pré-frita, o que acelera seu preparo, mas adiciona uma quantidade de gordura saturada alta à preparação.

Ou seja, o consumo excessivo pode levar ao aumento de peso e alterações nos níveis de triglicérides, colesterol e glicemia, como lembra a nutricionista Giovanna Oliveira, membro do IBNF (Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional).

Depois que o macarrão instantâneo é cozido, adicionamos ainda o tempero que é totalmente artificial, cheio de sódio, conservantes e corantes e sem nenhum nutriente importante para a saúde. Mas se você gosta de miojos, veja dicas para fazer uma escolha mais saudável.

Fontes: Catarina Stocco, nutricionista; Dafne Oliveira, nutricionista especialista em Fisiologia do Exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria (Unicsul); Giovanna Oliveira, da Clínica Dra.

Maria Fernanda Barca (SP), pós-graduada em Nutrição Esportiva Funcional e membro do IBNF (Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional); Luana Romão, nutricionista formada pelo Mackenzie e mestre em Nutrição em Saúde Pública pela USP (Universidade de São Paulo); Vivian Mansur, da Bodytech Granja Viana, especialista em Fisiologia do Esporte pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/02/13/nao-e-so-miojo-lamen-pode-ser-opcao-saudavel-aprenda-a-escolher.htm

Largue o miojo! Ultraprocessados têm sido os alimentos mais vendidos na pandemia

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Não há dúvidas de que a pandemia mudou o comportamento do brasileiro no supermercado. Pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) revela que os alimentos mais vendidos na quarentena foram os processados e ultraprocessados.

Os hambúrgueres ficaram em primeiro lugar ( aumento de 283%), logo depois petiscos e empanados (173%), conservas e enlatados (166%) e patês e antepastos (141%). O macarrão instantâneo, o popular miojo, e os salgadinhos também ficaram entre os alimentos mais vendidos, com alta de 68% e 58% respectivamente.

A maior procura por produtos com alto teor de sódio, açúcar e gordura trans preocupa, já que a recomendação de nutricionistas é sempre dar preferência para alimentos in natura.

“O guia alimentar para a alimentação brasileira classifica os alimentos em cinco categorias: in natura, minimamente processados, temperos e condimentos, processados e ultraprocessados.

Ele fala para que a base da alimentação seja in natura ou de minimamente processados. E que devemos evitar sempre o ultraprocessado”, avalia a nutricionista Flávia Auler. 

LEIA TAMBÉM – Retirar totalmente doces e gorduras da dieta pode não ser saudável; Entenda!

Avaliando a pesquisa da ABComm, é possível notar o brasileiro caminhando na contramão da recomendação de especialistas nesta pandemia, pois o miojão e o hambúrguer de caixinha têm sido escolhas frequentes no supermercado.

“Esses alimentos ganharam espaço na pandemia e não foi só na mesa do brasileiro. Estudos mostram isso também fora do país. Acontece por dois motivos: preço e praticidade.

E a indústria se aproveitou disso”, comenta a especialista. 

Mesmo entre as pessoas que moram sozinhas, como também em famílias grandes, os industrializados como salgadinhos prontos e refrescos em pó ficaram mais presentes. A escolha, no entanto, pode ter péssimas consequências a longo prazo.

“No produto industrializado, perdem-se nutrientes e adicionam-se produtos químicos. É acrescentado açúcar simples, gordura trans e sódio.

A gente faz um paralelo com as doenças do grupo de risco da covid-19: diabéticos, hipertensos e obesos.

Não temos um estudo específico sobre isso, mas se a população inteira começou a consumir mais, os grupos de risco podem ter consumido mais também, o que é preocupante” analisa a nutricionista. 

Cesta básica mais cara

O paranaense está assustado com a alta de produtos básicos de alimentação e não é à toa. O Paraná foi o segundo estado brasileiro com maior alta no preço do arroz nos supermercados no mês de agosto, com aumento de 55% em comparação com janeiro e fevereiro desse ano. Outros itens também básicos estão pesando mais no bolso, como o feijão preto, o óleo e a carne.

Consumo de ultraprocessados cresceu muito na pandemia. Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo / Arquivo

Com arroz e feijão mais caros e ultraprocessados com o preço atrativo, fica mais tentador escolher produtos mais acessíveis ao bolso. “Com o aumento do desemprego e diminuição de renda das famílias, muita gente acabou adotando produtos como o macarrão instantâneo na alimentação”, conta a especialista.

Riquíssimo em sódio e gordura trans, o miojo é considerado um alimento pobre em nutrientes, principalmente para crianças, que são alvos frágeis desse tipo de consumo. 

LEIA TAMBÉM – Rango caro: Paraná tem o segundo maior reajuste no preço do arroz no Brasil

A orientação sempre é optar pelo in natura e minimamente processados. Em caso de dúvidas se o produto é saudável ou não, a dica é dar uma olhada no rótulo. “Quanto mais ingredientes tem um produto, mais processado ele é.

Um iogurte natural minimamente processado, por exemplo, vai ter em torno de três ingredientes. Mas há tipos de iogurte que tem vários acidulantes, açúcares, extratos de soja. A mesma coisa acontece com leite infantil, que não é saudável se tiver muitos ingredientes.

Por isso é importante muita atenção”, orienta a profissional. 

A importância de saber cozinhar

A escolha pelos ultraprocessados reflete também o problema de muitos jovens: o de não saber cozinhar. Enquanto muitos melhoraram as habilidades culinárias na pandemia já que passam mais tempo em casa, há quem parou de comer fora de casa e acabou refém dos semi-prontos.

“Acontece uma pressão da própria indústria, que facilita a alimentação para quem tem não tem tempo. Há também o próprio preconceito de ir para a cozinha. É mais fácil pedir delivery, mais rápido. Mas é necessário prever uma organização de tempo, cozinhar”, comenta a nutricionista. 

VIU ESSA? – Polvilho doce ou azedo? Veja a diferença pra não errar no pão de queijo e outras receitas

A importância de saber fazer a própria refeição, na avaliação de Flávia Auler, é questão de saúde pública. “Em Portugal existe a disciplina de culinária nas escolas, em que os jovens aprendem a cozinhar.

Estar em contato com alimentos faz com que a pessoa fique mais calma, menos ansiosa. O que está acontecendo é que essa geração mais nova não tem habilidade nenhuma e nenhum interesse em cozinhar. Quem cozinha tem mais independência.

O ideal seria que todo mundo soubesse cozinhar, pelo menos o básico”, defende.

Fazer a própria comida pode ser algo prazeroso com o tempo. “A nutrição tem batido muito nessa tecla. Se eu não tenho tempo, posso programar meu almoço, fazer marmitinhas saudáveis, procurar receitas novas, saborosas para o paladar. Vale a pena aprender a cozinhar e comer comida de verdade”, finaliza. O momento é de se alimentar bem, de forma saudável e com prazer.

Esse conteúdo foi produzido da forma como a Tribuna sempre pensou, colocando as pessoas em primeiro lugar.

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Источник: https://tribunapr.uol.com.br/viva/campeoes-de-vendas-na-pandemia-miojo-e-outros-ultraprocessados-sao-risco-pra-saude/

5 alimentos que a ciência comprovou que fazem mal

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Salgadinho de pacote, bolacha recheada, refrigerante, embutidos, macarrão instantâneo. Por que insistimos em comer alimentos que sabemos que fazem mal?

De baixo custo e fácil acesso, os produtos ultraprocessados são consumidos por muitos brasileiros mesmo a ciência já tendo provado as consequências negativas para a saúde, como o favorecimento de doenças do coração, vários tipos de câncer, obesidade e outras doenças crônicas.

O Relatório da Organização Mundial da Saúde “Alimentos e bebidas ultraprocessados na América Latina: tendências, efeito na obesidade e implicações para políticas públicas” destaca que os ultraprocessados são a provável principal causa alimentar para o aumento de peso e de doenças crônicas em diferentes regiões do mundo. E isso é cada vez mais reconhecido por pesquisadores em nutrição e saúde pública.

Os males provocados pelos ultraprocessados também são conhecidos dos especialistas em tecnologia de alimentos e executivos da indústria – embora a publicidade insista em veicular informações incorretas ou incompletas sobre esses produtos, atingindo sobretudo crianças e jovens. Com baixa qualidade nutricional, mas equivocadamente vistos como sendo saudáveis, são normalmente muito saborosos, por isso podem ser consumidos em excesso e causar dependência.

“A ideia que a publicidade passa de serem produtos mais práticos e saudáveis influencia bastante na escolha do público.

 Sem as informações corretas, muitas pessoas acreditam que estão comendo produtos de qualidade, que podem fazer bem”, afirma a nutricionista Lívia Bacharini Lima.

“Devemos conscientizar a população sobre os riscos de uma alimentação não saudável, o que inclui diminuir e evitar os ultraprocessados”, salienta.

5 alimentos que fazem mal à saúde

Para ajudá-lo a assimilar de vez os malefícios dos ultraprocessados, o Saúde Brasil reuniu cinco alimentos que trazem em sua formulação aditivos como conservantes, estabilizantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes, além do excesso de ingredientes como gordura vegetal hidrogenada, açúcar e sódio. Conheça os males e consequências negativas para a saúde associados ao consumo excessivo de:

Salgadinhos de pacote

Salgadinhos de pacote geralmente são ricos em gorduras do tipo vegetal hidrogenada (gordura trans).

Embora seja feita a partir de óleos vegetais, a gordura trans é tão ou mais prejudicial à saúde que as gorduras saturadas. Também contém muito sódio, o que os torna mais palatáveis e atrativos.

Entretanto, seu consumo habitual e contínuo traz riscos para a saúde, favorecendo a incidência de doenças do coração e obesidade.

Bolacha recheada

Bolachas doces ou recheadas são ricas em açúcar simples.

O açúcar é utilizado para adoçar e preservar alimentos e bebidas industrializados (processados e ultraprocessados), mas não é necessário ao organismo humano, pois a energia que fornece pode ser facilmente adquirida pelos grupos de alimentos fonte de carboidratos complexos (amidos).

Mas o ser humano, desde que nasce, tem preferência por alimentos com sabor doce, o que explica o grande consumo e predileção por eles. Biscoitos recheados também são ricos em gorduras, em geral do tipo trans, o que agrega ainda mais risco ao consumo exagerado e contínuo.

Embutidos

Produtos derivados de carne, como nuggets, hambúrguer, salsicha, salame, linguiça, presunto, mortadela e peito de peru, possuem quantidades elevadas de gordura saturada e sódio, devendo ser evitados.

Geralmente de baixo custo e longa duração, são práticos e tendem a ser preferidos quando não há a informação adequada sobre o risco de sua ingestão habitual.

O consumo elevado de embutidos é considerado fator de risco para várias doenças, além de prejudicar a saúde global, uma vez que são alimentos de baixa qualidade nutricional.

Refrigerante

São bebidas industrializadas adoçadas que possuem quantidades elevadas de açúcar e baixo teor de nutrientes importantes para a manutenção da saúde. O consumo excessivo de refrigerante aumenta o risco de doenças como obesidade, hipertensão arterial, diabetes e doenças do coração. Em substituição a esses produtos, é aconselhável o consumo de frutas in natura.

Macarrão instantâneo

Conferindo o rótulo de um Miojo de 85g, encontramos mais de 30 ingredientes, a maioria deles aditivos químicos. “Costumo dizer que se um produto tem muitos nomes estranhos que não reconhecemos quando lemos, não pode ser considerado um alimento.

Então é preciso evitar o consumo excessivo desse tipo de produto e valorizar a comida de verdade, em que reconhecemos os alimentos e ingredientes. Vamos descascar mais e desempacotar menos”, instrui a nutricionista Lívia Bacharini.

Como trocar ultraprocessados por alimentos in natura?

A regra de ouro para uma alimentação adequada e saudável, de acordo com o Guia alimentar para a população brasileira, é clara: “prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados”.  Ou seja:

  • Opte por água, leite e frutas no lugar de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados.
  • Prefira a comida feita na hora (caldos, sopas, saladas, molhos, arroz e feijão, macarronada, refogados de legumes e verduras, farofas, tortas).
  • Evite produtos que dispensam preparação culinária (macarrão instantâneo, sopas e salgadinhos de pacote, pratos congelados prontos para aquecer, sanduíches, frios e embutidos, molhos industrializados).
  • Fique com as sobremesas caseiras, dispensando as industrializadas.

Источник: http://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-alimentar-melhor/5-alimentos-que-a-ciencia-ja-comprovou-que-fazem-mal

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