ENURESE NOTURNA (fazer xixi na cama)

Autor: Isabel Ferreira Amorim

Última atualização: 2017/06/06

Palavras-chave: Problemas infantis, Incontinência urinária, Enurese noturna, Criança

O que é a enurese?

A enurese é a incapacidade persistente de controlar a micção desadequada à idade de desenvolvimento da criança. Pode acontecer só durante a noite (enurese noturna), durante o dia (diurna) ou a qualquer hora (mista).

Há crianças que nunca deixaram de fazer xixi na cama (enurese primária – a maior parte) ou que tiveram o controlo dos esfíncteres durante 6 meses ou mais, mas depois voltaram a não ter (enurese secundária). Em cerca de 80% das crianças, não aparece mais nenhum sintoma (enurese monossintomática).

Por vezes podem surgir outros sintomas acompanhantes como incontinência fecal, vontade imperiosa em urinar ou aumento da frequência das micções (enurese polissintomática). A enurese noturna monossintomática primária tem tendência a resolver espontaneamente ao longo do desenvolvimento da criança.

Este problema afeta 2 vezes mais os rapazes do que as meninas. Ocorre em 15% das crianças aos 5 anos de idade e diminui com o desenvolvimento até 1-2% aos 15 anos.

O que leva à enurese?

São múltiplas as causas que contribuem para a enurese:

  • Aumento da quantidade de xixi produzido durante a noite (por libertação anormal da hormona anti-diurética vasopressina);
  • Excesso de atividade do músculo responsável pela contração da bexiga;
  • Diminuição da capacidade da bexiga para armazenamento da urina produzida durante a noite;
  • Problemas psicológicos ou comportamentais.
  • Problemas de sono.
  • Antecedentes familiares: a frequência da enurese é maior quando há outros casos na família.

Quando recorrer ao médico

Antes dos 5 anos, pode ser normal a criança fazer xixi na cama. A ajuda médica é necessária se:

  1. Idade da criança igual ou superior a 5 anos;
  2. Perda repetida e involuntária de xixi na cama ou roupa;
  3. Frequência de, pelo menos, 2 vezes por semana durante, pelo menos, 3 meses consecutivos e/ou com impacto negativo a nível social, escolar/ocupacional ou em outras áreas importantes para a criança.
  4. Suspeita de que possa ser provocado por efeito de medicamentos (como, por exemplo, diuréticos) ou de problemas de saúde com aumento da quantidade de urina produzida ou com perda de consciência.

O médico assistente poderá ter de fazer alguns testes complementares, sobretudo para excluir outras causas para os sintomas, tais como, malformações do aparelho urinário ou doenças neurológicas.

Como tratar

A idade para se iniciar o tratamento da enurese varia de criança para criança, dependendo do impacto do problema no dia-a-dia e da motivação da criança e dos pais ou educadores.

Terapia motivacional e medidas educacionais e comportamentais

  • Desmistificar o problema e perceber a sua tendência para desaparecer ao longo do desenvolvimento da criança.
  • Promover o reforço positivo e o aumento da motivação com valorização das noites secas com gráficos de estrelas/ desenhos.
  • Evitar castigos, a culpabilização ou humilhação da criança.
  • Incentivar a criança a não beber líquidos à noite, sobretudo bebidas ricas em açúcar
  • Incentivar a criança a urinar várias vezes durante o dia, imediatamente antes de deitar e, sempre que acorde durante a noite.
  • Se, após 3 a 6 meses, as medidas anteriores não forem eficazes, pode ser necessário associar o alarme sonoro ou medicação.

Alarme sonoro

  • O alarme sonoro é ativado quando o sensor colocado na cama deteta humidade, levando a criança a acordar para fazer xixi.
  • Demora cerca de 3-4 meses a ter efeito, mas é o que tem maior taxa de sucesso a longo prazo com efeitos adversos mínimos.

Medicamentos

  • A maioria das crianças não precisa de tratamento medicamentoso, reservando-se para as crianças com mais de 7 anos e que não apresentem resposta satisfatória ao tratamento educacional e motivacional.
  • A desmopressina é um análogo de uma hormona antidiurética e é um dos medicamentos mais usados, permitindo obter resultados satisfatórios e muito rápidos. Mas tem maiores taxas de recidiva do que o alarme sonoro.
  • Outros tratamentos, como os antidepressivos tricíclicos e os anticolinérgicos, estão disponíveis nos casos de enurese refratária (melhoria dos sintomas inferior a 50%), se existirem problemas emocionais ou de comportamento associados, ou quando há outras doenças médicas subjacentes.

Conclusão

Fazer xixi na cama pode ser normal até aos 5 anos. A partir dessa idade, deve-se procurar ajuda médica. A maioria dos casos resolve espontaneamente ao longo do desenvolvimento da criança.

Referências Recomendadas

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Источник: http://www.metis.med.up.pt/index.php/Fa%C3%A7o_xixi_na_cama!_E_agora%3F

Enurese noturna – O que é – Doenças Urológicas

ENURESE NOTURNA (fazer xixi na cama)

Enurese noturna é a perda involuntária de urina durante o sono. Ocorre entre o período do desfralde (momento em que se retira as fraldas das crianças) até o perfeito controle da urina (esfincteriano) que se completa com o crescimento. Existem relatos de enurese datados de mais de 3.500 anos. Portanto, não se trata de algo novo para a medicina.

Controle da micção

No primeiro ano de vida, a micção ocorre espontaneamente como um reflexo, ou seja, a bexiga enche e esvazia automaticamente. A partir de um ano de idade, o cérebro começa a perceber que a bexiga está cheia, mas ainda não há maturidade para controlar a micção. 

A completa maturidade com controle voluntário da micção ocorre posteriormente, em idades variáveis.  Aos 5 anos de idade, 85% das crianças têm controle completo e o restante torna-se continente num ritmo de 15% ao ano. Raros casos de enurese ainda podem ocorrem durante a puberdade e na vida adulta.

Conclusão: quanto mais cedo o desfralde, menor será o controle da criança sobre a vontade de urinar. Ou seja, maior será o número de casos de enurese.

Diagnóstico

Se a criança urina normalmente durante o dia, ou seja, tem controle da micção quando está acordada, e urina com bom fluxo, sem gotejamento ou interrupções, até um episódio de enurese por mês é aceitável.

Quando a enurese ocorre mais de uma vez ao mês ou quando é acompanhada de outros sintomas urinários como perdas de urina, vontade urgente de urinar, jato intermitente ou infecções, deve-se recorrer a uma avaliação especializada.

  • Exame de urina: realizado para verificar a presença de infecções e diabetes
  • Raio-X: feito para avaliar a estrutura do trato urinário

Fatores importantes na avalição

A avaliação incial, feita pelo urologista, tem como objetivo descartar doenças que podem estar por trás desse sintoma. A importância do diagnóstico está no fato de que outras doenças necessitam de tratamento específico, enquanto que a enurese desaparece naturalmente com o crescimento da criança, na imensa maioria dos casos.

Havendo necessidade, o médico pode solicitar alguns exames para esclarecer o diagnóstico.

São dados importantes para a avaliação da enurese:

  • história familiar
  • quantidade e horário de ingestão de líquidos
  • hábitos e intervalos de micção
  • hábito intestinal
  • padrão do sono
  • histórico de doenças do trato urinário, entre outros.

Tratamento

Uma vez descartadas outras doenças, o primeiro passo é entender que se trata de uma condição que, na imensa maioria das vezes, cura-se sozinha, com o crescimento da criança. O segundo passo é entender que a criança não é culpada, pois se trata, pela própria definição, de uma perda involuntária.

Dados esses primeiros passos, existem mudanças comportamentais que, devidamente orientadas por profissional especializado, visam adequar a ingestão de líquidos, regularizar o hábito intestinal e estabelecer padrões miccionais.

Passando ao próximo passo, existem os alarmes, que são dispositivos que acordam a criança assim que ela começa a urinar na cama, fazendo com que ela se levante e vá ao banheiro.

Finalmente existem medicamentos que inibem a produção de urina à noite, mas que somente devem ser usados sob orientação médica.

Devemos sempre lembrar que, com o crescimento, a grande maioria dos casos de enurese se cura sozinha e portanto, uma certa prudência é necessária para que o tratamento não cause mais transtornos que o problema.

Perguntas frequentes

A enurese é mais comum em meninos ou meninas?

A enurese é 2 a 3 vezes mais comum em meninos.

A enurese noturna pode ser hereditária?

Segundo alguns especialistas, a hereditariedade é um fator de risco. Quando um dos pais apresentou enurese, 44% dos filhos terão a possibilidade de ser enuréticos, enquanto quando os dois pais foram enuréticos, a problemática poderá recorrer em 77% dos filhos.

Que tipo de problema fisiológico pode estar ligado a essa condição?

Redução da capacidade funcional da bexiga, anormalidades na produção de hormônio antidiurético no período noturno, alterações do despertar do sono e problemas urológicos tais como refluxo vesico-ureteral.

Até que idade é “normal” fazer xixi na cama? O que fazer quando o problema continua depois dessa idade?

A maioria dos especialistas considera que aos 5 anos a criança já é capaz de controlar a micção. Depois dessa idade, os pais podem considerar a ajuda de um pediatra ou nefrologista pediátrico.

Como tratar o assunto com a criança?

A criança deve ser responsável pelo próprio aprendizado, mas sempre com estímulo e apoio emocional dos pais. Os pais devem demonstrar um reconhecimento positivo quando o episódio não acontece e jamais repreender ou castigar quando ele ocorre. O uso de fraldas deve ser desestimulado.

Recompensa pelas noites secas como forma de motivação funciona?

O apoio e reconhecimento positivo dos pais deve, sim, ser estimulado.

O tratamento psicológico é importante também quando a causa é fisiológica ou pode ser descartado?

A indicação para tratamento psicológico deve ser individualizada.

A enurese noturna pode acarretar distúrbios emocionais, como redução da autoestima e ansiedade, sendo muitas vezes subnotificada pela família, principalmente em períodos iniciais.

Mas ela também pode estar associada a situações de estresse, como separação dos pais, morte de familiar, nascimento de irmãos. Nestes casos é importante um acompanhamento psicológico.

É importante fazer xixi antes de dormir para diminuir as chances do xixi na cama?

Sim, é fundamental.

Conteúdo revisado pelo urologista Renato Falci Júnior

Источник: https://www.ladoaladopelavida.org.br/enurese-noturna-o-que-e-doencas-urologicas

Enurese noturna: quando se perde urina durante o sono

ENURESE NOTURNA (fazer xixi na cama)

É vulgarmente conhecida como ‘xixi na cama’, mas o termo mais correto para descrever a perda involuntária de urina durante o sono é enurese noturna.

“Os pacientes perdem o controlo dos esfíncteres, os músculos que controlam a saída de urina, e têm perdas durante o sono”, explica o urologista Ricardo Pereira e Silva.

Até aos 5 anos, explica o especialista, considera-se que perder urina durante o sono é fisiológico. Só depois dessa idade se considera que há enurese noturna.

Embora seja mais comum na infância, o problema também afeta adultos, dividindo-se entre enurese primária – a pessoa nunca teve controlo dos esfíncteres – e secundária – a pessoa tinha adquirido o controlo dos esfíncteres, mas perdeu-o.

De acordo com a organização norte-americana National Association for Continence, a enurese noturna atinge 2% das pessoas com mais de 18 anos. “Na adolescência e na vida adulta, a enurese noturna tem um impacto devastador no quotidiano. Cria problemas de autoestima, impede que o sono seja reparador e perturba a relação com o parceiro.

Em muitos casos, os pacientes sentem necessidade de recorrer a apoio psicológico”, explica o urologista.

Identificar a origem

Na maioria dos casos, a perda de urina durante o sono é multifatorial.

“Por exemplo, um doente cardíaco pode produzir mais urina durante a noite e tem maior probabilidade de acordar para urinar (noctúria) ou de apresentar perdas de urina durante o sono (enurese)”, explica Ricardo Pereira e Silva.

Na sua origem podem estar fatores tão variados como a dificuldade em despertar do sono, disfunção urinária ou doenças neurológicas. Dependendo dos casos, pode tratar-se de uma situação transitória ou que se prolonga no tempo. Os fatores de risco mais comuns são:

  • Sofrer de bexiga hiperativa, já que, associada a um sono mais pesado, aumenta muito a probabilidade de ocorrência de perdas de urina durante o sono;
  • Produzir urina em quantidade excessiva durante a noite (poliúria noturna);
  • Doenças neurológicas em que há perda de controlo dos esfíncteres;
  • Ser filho ou neto de alguém com enurese noturna, já que a doença tem uma componente genética elevada.

Perante a ocorrência e persistência do problema, o primeiro passo é avaliar as possíveis causas.

Em adultos, está indicada na generalidade dos casos a realização de análises à urina e outros exames complementares de diagnóstico específicos (nomeadamente ecografia do aparelho urinário e estudo urodinâmico).

“Poderá também ser importante excluir patologia neurológica, através de uma avaliação deste âmbito”, acrescenta o especialista.

Como tratar a enurese noturna

Quer o doente nunca tenha controlado a perda de urina durante a vida (enurese primária) ou já tinha adquirido o controlo dos esfíncteres, mas o tenha perdido (enurese secundária), a enurese noturna pode ser controlada. “A eficácia do tratamento depende da análise individualizada de cada doente. É preciso perceber exatamente a origem do problema e conhecer detalhadamente a situação clínica do paciente”, considera o urologista.

Só depois é possível estabelecer uma terapêutica o mais eficaz possível. Por norma, o tratamento tem uma componente farmacológica e outra comportamental. Isto é, pode incidir sobre os sintomas – por exemplo, através da toma de medicamentos que ajudem a controlar a produção de urina –, mas passa sempre pela adoção de estilos de vida e hábitos mais adequados.

Adapte os seus hábitos

Para por termo à enurese ou minimizar as suas consequências, siga os conselhos do urologista:

“É fundamental beber água (pelo menos 1,5 l por dia), mas se sofre de enurese noturna faça-o sobretudo na primeira metade do dia”, aconselha Ricardo Pereira e Silva. Desta maneira, terá a bexiga mais vazia durante a noite, o que diminui a probabilidade de sentir vontade de ir à casa de banho.

Café, chá e bebidas alcoólicas ou gaseificadas contribuem para aumentar a atividade da bexiga e contribuem para perdas involuntárias de urina. O mesmo pode suceder com a ingestão de alimentos ácidos ou muito condimentados. O tabaco é também um importante fator de risco, sendo fortemente desaconselhado neste contexto.

Mesmo que tenha urinado há menos de meia hora, certifique-se de que tem a bexiga completamente vazia imediatamente antes de adormecer. Este é um hábito simples que pode evitar uma noite desagradável.

Em situações mais graves, a utilização de um despertador pode prevenir episódios de perda de urina. Fale com o seu médico sobre o tema, para perceber qual a periodicidade com que deve acordar – se uma, duas ou mais vezes por noite.

Dica

Saiba mais sobre o funcionamento da bexiga.

Источник: https://www.nabexigamandoeu.pt/blog/saude/enurese-noturna/

Enurese noturna: o que é, principais causas e o que fazer para ajudar

ENURESE NOTURNA (fazer xixi na cama)

A enurese noturna corresponde a uma situação em que a criança perde involuntariamente urina durante o sono, pelo menos duas vezes por semana, sem que seja identificado qualquer problema relacionado ao sistema urinário.

Fazer xixi na cama é comum entre crianças até os 3 anos, já que não consegue identificar a vontade de ir ao banheiro para urinar ou não consegue segurar. No entanto, quando a criança faz xixi na cama com muita frequência, principalmente quando já tem mais que 3 anos, é importante levá-la ao pediatra para que sejam feitos exames que possam identificar a causa da enurese noturna.

Principais causas da enurese

A enurese noturna pode ser classificada em:

  • Enurese primária, quando a criança sempre precisou de fraldas para não fazer xixi na cama, já que nunca conseguiu segurar o xixi durante a noite;
  • Enurese secundária, quando surge como consequência de algum fator desencadeante, em que a criança volta a fazer xixi na cama após período de controle.

Independentemente do tipo de enurese, é importante que a causa seja investigada para que o tratamento mais adequado possa ser iniciado. As principais causas de enurese noturna são:

  • Atraso no crescimento: crianças que começam a andar depois dos 18 meses, que não controlam as fezes ou têm dificuldade para falar, têm maior chance de não controlar a urina antes dos 5 anos;
  • Problemas mentais: crianças com doenças psiquiátricas como esquizofrenia ou problemas como hiperatividade ou défice de atenção, tem menos capacidade de controlar a urina a noite;
  • Estresse: situações como separação dos pais, brigas, nascimento de irmão podem dificultar o controlo da urina durante a noite;
  • Diabetes: a dificuldade de controlar a urina pode estar associada a muita sede e fome, perda de peso e alteração da visão, que são alguns dos sintomas da diabetes.

É possível desconfiar de enurese noturna quando a criança já completou 4 anos e ainda faz xixi na cama ou quando ele volta a fazer xixi na cama, após passar mais de 6 meses de controle da urina.

Mas para o diagnostico de enurese é preciso que a criança seja avaliada pelo pediatra e sejam realizados alguns exames, como exame de urina, ultrassonografia da bexiga e exame urodinâmico, que é feito para estudar o armazenamento, transporte e esvaziamento da urina.

6 passos para ajudar a criança a não fazer xixi na cama

O tratamento da enurese noturna é muito importante e deve ser iniciado assim que possível, principalmente entre os 6 e 8 anos de idade, para evitar problemas como isolamento social, conflitos com os pais, situações de bullying e diminuição da autoestima, por exemplo. Assim, algumas técnicas que podem ajudar a curar a enurese incluem:

1. Manter o reforço positivo

A criança deve ser premiada nas noites secas, que são aquelas em que é capaz de não fazer xixi na cama, recebendo abraços, beijos ou estrelinhas, por exemplo.

2. Treinar o controle da urina

Esse treino deve ser feito 1 vez por semana, para treinar a capacidade de identificar a sensação de bexiga cheia.

Para isso a criança deve tomar, pelo menos, 3 copos de água e controlar a vontade de urinar durante pelo menos 3 minutos.

Se ela aguentar, na próxima semana deve aguentar 6 minutos e na semana seguinte, 9 minutos. O objetivo é que ela seja capaz de ficar sem fazer xixi durante 45 minutos.

3. Acordar a noite para fazer xixi

Acordar a criança pelo menos 2 vezes por noite para fazer xixi é uma boa estratégia para que ela aprenda a segurar bem o xixi. Pode ser útil fazer xixi antes de ir para cama e colocar um alarme para despertar 3 horas depois de deitar. Ao acordar, deve-se ir imediatamente fazer xixi. Se a criança dormir mais de 6 horas, programe o despertador para cada 3 horas.

4. Tomar remédios indicados pelo pediatra

O pediatra pode recomendar o uso de medicamentos, como Desmopressina, para reduzir a produção de urina durante a noite ou a toma de antidepressivos como Imipramina, principalmente em caso de hiperatividade ou défice de atenção ou anticolinérgicos, como Oxibutinina, se houver necessidade.

5. Usar sensor no pijama

Pode-se aplicar alarme no pijama, que emite um som quando a criança faz xixi no pijama, o que faz a criança acordar porque o sensor detecta a presença de xixi no pijama.

6. Realizar terapia motivacional

A terapia motivacional deve ser indicada pelo psicólogo e uma das técnicas é pedir à criança para trocar e lavar o pijama e roupas de cama sempre que fizer xixi na cama, para aumentar sua responsabilidade.

Normalmente, o tratamento dura entre 1 a 3 meses e exige o uso de várias técnicas ao mesmo tempo, sendo muito importante a colaboração dos pais para que a criança aprender a não fazer xixi na cama.

Источник: https://www.tuasaude.com/enurese-xixi-na-cama/

Enurese noturna – Xixi na cama – Hospital Sabará

ENURESE NOTURNA (fazer xixi na cama)

A enurese primária (ou seja, incontinência urinária sem causa) é definida por episódios discretos de incontinência urinária durante o sono em crianças maiores de 5 anos de idade que nunca tenham alcançado um período satisfatório de secura noturna, não tenham sintomas do trato urinário nem histórico de disfunção da bexiga.

A enurese primária tem uma alta taxa de resolução espontânea (cerca de 15% ao ano). É mais comuns em meninos e parece haver tendência familiar. O tratamento da enurese noturna primária pode envolver uma ou uma combinação de intervenções, abordando:

  • Educação e terapias motivacionais, geralmente usadas inicialmente, e intervenção mais ativa quando a criança fica mais velha – quando aumentam as pressões sociais, e a autoestima da criança é afetada.
  • Aconselhamento sobre incontinência urinária, que deve ser fornecido a todas as crianças e famílias que tenham crianças com enurese. É importante ressaltar que a enurese não é culpa da criança. Devem ser oferecidas sugestões práticas para reduzir o impacto da incontinência urinária, como: incentivar a micção regular durante o dia e pouco antes de ir para a cama; e fornecer orientações sobre o momento e o tipo de ingestão de líquidos.

Terapias motivacionais
O famoso calendário no qual se colam ou desenham estrelas é geralmente a primeira intervenção para as crianças mais jovens (entre 5 e 7 anos) que não molham a cama todas as noites e são maduros o suficiente para aceitar alguma responsabilidade para o tratamento. Se a terapia motivacional não conduzir à melhora após três a seis meses, intervenções ativas podem ser garantidas.

Treinamento da bexiga
Também conhecido como treinamento de controle de retenção, envolve pedir à criança para segurar sua urina por intervalos sucessivamente mais longos, para aumentar a capacidade da bexiga. Treinamento da bexiga é um componente comum de programas de terapia multimodal. Nós não recomendamos a formação da bexiga no tratamento inicial da enurese noturna.

Tratamentos ativos

  1. A desmopressina é uma intervenção eficaz para enurese noturna em crianças e famílias que desejam tratamento medicamentoso.
  2. Alarmes de enurese são a terapia mais eficaz a longo prazo e tem poucos efeitos adversos, mas não são muitos comuns no Brasil.
  3. Outros tratamentos medicamentosos podem ser usados a critérios médico.

A desmopressina funciona melhor para crianças com poliúria noturna e capacidade vesical funcional normal. Pode ser mais eficaz do que um alarme de enurese no curto prazo, mas tem uma maior taxa de recaída e é mais caro. Sugerimos desmopressina como terapia inicial ativa para crianças e famílias que buscam, a curto prazo, a melhoria da enurese.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Up To Date

Xixi na cama – Molhando a cama

A enurese noturna, ou o famoso “xixi na cama”, é uma das chateações mais comuns da infância e acaba perturbando toda a família.

As crianças costumam controlar os esfíncteres ao redor dos 2 anos, mas algumas crianças o farão mais tarde, e se considera normal que até os 4 anos a criança tenha alguma perda urinária enquanto dorme.
A enurese noturna é muito mais comum nos meninos e acontece mais em algumas famílias.

Sua causa geralmente se dá por uma bexiga menor ou por uma demora maior na maturação dos músculos dos esfíncteres da bexiga, e, mais raramente, pode estar associada a causas emocionais.

O importante para os pais é saber que isso se resolve com o tempo e, na maioria das vezes, sem nenhum tipo de intervenção.

As estatísticas nos mostram que há uma diminuição de casos de 15% ao ano após os 5 anos de idade.

As condutas mais comuns são as terapias motivacionais, em que se oferece um prêmio por um intervalo de dias sem molhar a cama. Para funcionar, as regras devem ser bem estabelecidas antes de se iniciar o processo.

As terapias medicamentosas devem ser dadas pelo pediatra após a avaliação e discussão com os pais. O uso de alarmes não é comum no Brasil, mas muito usado, e com sucesso, nos EUA.

O importante é a família ter consciência de que a criança não faz isso porque quer, mas por um problema, e deve-se evitar puni-la ou ficar bravo, pois isso só irá prejudicar ainda mais o sentimento de culpa e piorar a autoestima da criança. Seja paciente e tente compreender seu filho e explicar para os familiares. Todos agindo em conjunto obterão um melhor resultado.

Em caso de dúvida, converse com seu pediatra.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Up to date

Xixi na cama – quando molhar a cama vira um problema

Fazer xixi na cama antes dos 5 anos é comum. Afinal, o sistema urinário dos pequenos ainda não está totalmente amadurecido. Após esse período, porém, os pais devem ficar atentos, pois pode se tratar de uma doença, conhecida como enurese noturna. A perda involuntária de urina envolve causas distintas. Uma delas é física, ou seja, quando a bexiga se contrai involuntariamente.

Há também o que chamamos de poliúria noturna, quando ocorre aumento da quantidade de urina durante a noite pela falta de um determinado hormônio. E ainda consideramos como motivo a dificuldade no despertar ou de reconhecer a sensação de bexiga cheia.

Outro fator curioso envolve hereditariedade: se um dos pais ou ambos passaram pelo problema na infância, o risco de seus herdeiros molharem a cama é alto.

O alívio é saber que todos os casos têm solução e raramente estão associados a algo grave. A atitude dos adultos de aceitação e tolerância, no entanto, é fundamental para o sucesso do tratamento. Os adultos precisam entender que a criança não faz de propósito, não tem culpa.

Intervenções comportamentais simples, como evitar a ingestão de líquidos antes de dormir, e/ou levar a criança ao banheiro durante a noite costumam ser indicadas com sucesso. Em outros casos, pode-se recorrer ao uso de medicamentos que reduzem a produção de urina ou que controlam as contrações vesiculares.

O ideal é procurar um profissional para avaliar o caso.

Molhar a cama também pode esconder outros males, como o diabetes, doença renal crônica e outras condições psicológicas, como estresse, depressão e/ou ansiedade. “Mas quando começar o tratamento?”, perguntam os pais. Vai depender da maturidade da criança e do nível de tolerância da família. Nada que doses de paciência, compreensão e interesse pelo assunto não resolvam.

As causas:

  1. Física: a bexiga se contrai involuntariamente.
  2. Poliúria noturna: quando ocorre aumento da quantidade de urina durante a noite pela falta de um determinado hormônio.
  3. Dificuldade no despertar ou de reconhecer a sensação de bexiga cheia.
  4. Hereditariedade: se um dos pais ou ambos tiveram o problema na infância, o risco de seus herdeiros molharem a cama é alto.

O tratamento:

  1. A atitude dos adultos de aceitação e tolerância são fundamentais para o sucesso do tratamento.
  2. Os adultos precisam entender que a criança não faz de propósito, não tem culpa.

Intervenções comportamentais simples:

  • Evitar a ingestão de líquidos antes de dormir.
  • Levar a criança ao banheiro durante a noite.
  • Programa de estímulos (calendário com estrelas).

Em outros casos, pode-se recorrer ao uso de medicamentos que reduzem a produção de urina ou que controlam as contrações vesiculares.

Источник: https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/sintomas-doencas-tratamentos/enurese-noturna-xixi-na-cama/

O fim do xixi na cama

ENURESE NOTURNA (fazer xixi na cama)

É na calada da noite, sem tempo de reagir, que as águas rolam no colchão.

Mas o que começa sorrateiro desata uma autêntica maratona depois que o xixi foi derramado: tem que trocar o lençol, secar a cama, mudar o pijama… Essa é a rotina estressante de quem convive com a enurese — estima-se que entre 15 e 20% das crianças de até 12 anos enfrentem o problema, a maioria meninos. O diagnóstico só é feito após os 5 anos, idade em que o sistema nervoso já amadureceu o suficiente para controlar a micção. Quando isso não acontece e os escapes à noite são frequentes, é melhor pedir ajuda ao médico.

Existem dois tipos de perda involuntária de urina durante o sono. A mais comum, a enurese primária, é flagrada quando a criança nunca conseguiu segurar o xixi na cama.

“Sua origem é multifatorial e passa por alterações na secreção do hormônio antidiurético à noite, contrações involuntárias na bexiga e até distúrbios do sono”, lista a médica Lucila Bizari Fernandes do Prado, presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A genética também influencia. Quase metade dos pequenos que urinam no leito teve um dos pais passando pela mesma situação. “Se pai e mãe apresentaram enurese, o risco de o filho ter sobe para 77%”, conta José Murillo Bastos Netto, coordenador-geral do Departamento de Uropediatria da Sociedade Brasileira de Urologia.

A outra versão do problema, a secundária, ocorre quando a criança já adquiriu controle sobre o xixi, mas passa a sofrer com os episódios na madrugada.

Eles podem ser consequência de doenças como diabete ou conflitos emocionais — a dificuldade para lidar com a chegada de um irmãozinho, por exemplo. Independentemente da causa, o fato é que o xixi na cama tem implicações psicológicas.

Embora não leve a perrengues como infecções, algo que acontece na incontinência urinária, marcada por escapes inclusive ao longo do dia, a enurese noturna desperta culpa, vergonha, medo de ser ridicularizado e bagunça a autoestima.

“Já tive caso em que a criança foi viajar com a escola e passou a noite toda em claro para não ensopar a cama”, ilustra a psicóloga Deisy Emerich, professora das Faculdades Metropolitanas Unidas.

O impacto na família também não deve ser ignorado, até porque às vezes a reação dos pais bota mais lenha na fogueira emocional. Agressões verbais ou físicas, identificadas com frequência nos estudos, só tendem a desgovernar a situação. E mesmo algumas táticas caseiras, empregadas na melhor das intenções, podem piorar as coisas.

Em pesquisa, a psicóloga Deisy notou que muitos pais apelam para fraldas e protetores de colchão, por exemplo. “Só que colocar fralda constrange e infantiliza a criança. É um retrocesso em vez de ajudá-la a amadurecer”, esclarece.

O diagnóstico da enurese passa por um exame clínico detalhado e, em alguns casos, requer até testes neurológicos. Confirmado o problema, o especialista buscará a melhor saída.

Entre as soluções mais comuns estão a prescrição de remédios específicos e o uso do alarme sonoro, que tem um sensor de umidade instalado na roupa íntima — assim que escoa a primeira gota de urina, ele dispara e faz a criança acordar e procurar o banheiro.

A repetição desse expediente ajuda o cérebro a se entender melhor com a bexiga.

A escolha da estratégia terapêutica deve ser avaliada por especialista, paciente e família, até porque cada via comporta vantagens e desvantagens. “A medicação traz resultados rápidos, mas, quando deixa de ser usada, mais da metade das crianças volta a urinar na cama”, explica o urologista pediátrico Ubirajara Barroso Jr., professor da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.

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O alarme sonoro traz resultados lentos, porém mais definitivos, com taxas de cura que chegam a 50%. “Porém, não indico a pais que se estressam muito com a enurese do filho ou que tenham insônia, pois o barulho pode incomodar e prejudicar os avanços”, pondera.

Por isso, um reforço e tanto no combate à chateação é o que Barroso Jr.

chama de “escola do xixi”, uma espécie de cursinho que ajuda a criança a tomar consciência do problema e do seu corpo e a assumir uma postura mais ativa para controlar as escapadas noturnas — sempre com incentivo e participação da família. Como uma parcela considerável dos casos é acompanhada de danos psicológicos, é desejável pedir socorro a um psicoterapeuta.

“Quanto antes houver esse acompanhamento, menor será o impacto negativo na vida da criança”, afirma Deisy. Um bom suporte nessas horas é o que faz diferença para a autoestima não ir pelo ralo e a cama tornar-se um lugar tranquilo e sequinho.

Como minimizar os escapes

Devagar com os copos: instrua a criança a maneirar no consumo de água, sucos e refris após o jantar.

Controle na carga de sal: o excesso do ingrediente na comida faz o corpo reter líquido e dá aquela sede. Não abuse.

Pit stop antes de dormir: incentive o pequeno a esvaziar a bexiga momentos antes de se deitar. Faz diferença.

Reforço positivo: monte, junto com a criança, um calendário de noites secas e molhadas. O objetivo é premiar as noites livres de xixi.

Sem broncas: a criança não tem culpa pelos escapes. Brigas e castigos não ajudam em nada na resolução do problema.

O arsenal disponível contra a enurese

TratamentoO que é?Principais indicaçõesEficácia
RemédiosHá dois tipos de medicação: umadrena o líquido dos rins e a outrarelaxa a parede da bexiga.Atuam no controle rápido doquadro. Os efeitos aparecemnas primeiras semanas.Como não tratam a causa, os escapes tendem a voltar coma suspensão dos medicamentos.
Alarme sonoroUm dispositivo com sensor de umidadeé colocado dentro da roupa íntima ouno colchão. Ele dispara quando é molhado e faz a criança ir ao banheiro.Entra em cena quando se buscaum resultado mais duradouro.O método ajuda a criança a condicionar o controle do xixi.É considerado uma boa opção pelos experts, justamentepor melhorar a comunicação entre bexiga e cérebro.
EletroestimulaçãoO fisioterapeuta usa eletrodos naregião parassacral. Eles emitem estímulos elétricos para aprimorara conexão entre bexiga e cérebro.Funciona melhor para criançascom incontinência urinária. Para quem tem escapes só à noite,deve ser aliada a outras técnicas.Embora vá muito bem na incontinência, novos estudos precisam medir seu impactona enurese noturna.
PsicoterapiaAcompanhamento psicológicocom um profissional queentenda do assunto.Recomendada a criançascom prejuízos emocionais esociais decorrentes da enurese.Evita repercussões mentais graves e, junto a outras técnicas, ajuda a superar o problema.

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  • Criança
  • Incontinência urinária
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Источник: https://saude.abril.com.br/familia/o-fim-do-xixi-na-cama/

Enurese noturna (xixi na cama)

ENURESE NOTURNA (fazer xixi na cama)

Enurese noturna é uma condição que afeta 15% das crianças por volta dos cinco anos; 7%, aos dez anos e 3%, aos 12 anos. A incidência é maior nos meninos do que nas meninas.

Enurese noturna é um distúrbio que se caracteriza pela perda involuntária de urina durante o sono, pelo menos duas vezes por semana, em crianças a partir dos cinco anos idade, que não apresentam nenhum problema orgânico no sistema urinário.  Essa condição, conhecida popularmente como “xixi na cama”, acomete cerca de 15% das crianças por volta dos cinco anos; 7%, aos dez e 3% aos 12 anos. A incidência é maior nos meninos do que nas meninas.

Sob determinadas circunstâncias, numa minoria de casos, episódios de perda de urina podem ocorrer na adolescência e na vida adulta enquanto a pessoa dorme.

Classificação

A enurese noturna nas crianças pode ser classificada em:

  • Enurese noturna primária – quando a criança com cinco anos ou mais nunca  apresentou um período prolongado de controle da urina durante o sono;
  • Enurese noturna secundária – quando, sem causa aparente, a criança volta a fazer xixi na cama depois de ter passado seis meses, no mínimo, sem molhar a cama. Neste caso, parece estar associada a acontecimentos sociais e familiares estressantes.

Causas

Vários fatores podem influenciar a perda de urina durante o sono depois dos cinco anos de idade. Entre eles, podemos destacar:

  • Retardo na maturação neurológica, responsável pelo controle dos esfíncteres;
  • Baixa concentração do hormônio antidiurético vasopressina durante a noite, o que faz o volume de urina ser maior do que a capacidade de armazená-la na bexiga;
  • Sono tão pesado que impede a criança de responder ao sinal de bexiga cheia;
  • Hereditariedade: o risco de a criança desenvolver o distúrbio aumenta em 40% se um dos pais apresentou enurese na infância. Se ambos apresentaram, a probabilidade sobe para 80%.

Diagnóstico

Quando o xixi na cama é o único sintoma (enurese monossintomática primária e secundária), o diagnóstico da enurese noturna leva em conta o histórico do paciente, o exame clinico e os antecedentes familiares.

Havendo sintomas que possam sugerir comprometimento neurológico, do sistema urinário e do funcionamento dos intestinos ou, ainda, doenças, como diabetes, e apneia obstrutiva do sono, por exemplo, (enurese não monossintomática), exames laboratoriais e de imagem são úteis para estabelecer o diagnóstico diferencial e orientar o tratamento.

Tratamento

As opções de tratamento variam de acordo com as características e necessidades de cada paciente. Como a criança pode adquirir espontaneamente o controle da micção, alguns pais preferem dar tempo para que isso aconteça, desde que seja não exista uma causa orgânica para o problema.

A vantagem do tratamento é que ele acelera o processo de cura, uma vez que o fato de fazer xixi na cama depois dos 5 anos pode representar um golpe duro na autoestima da criança. Em muitos casos, ela se torna arredia, não aceita convites dos amigos para dormir fora de casa, não viaja com os colegas da escola.  A enurese noturna pode até interferir negativamente em seu desempenho escolar.

O primeiro recurso para o tratamento da enurese é instituir mudanças nos hábitos de vida, como evitar ingerir líquidos antes de dormir, assim como evitar alimentos ácidos que possam irritar a bexiga ou aqueles que retardam o funcionamento dos intestinos.

Adultos que interagem com a criança devem ter sempre em mente que ninguém faz xixi na cama porque quer. Portanto, críticas e castigos só agravam a situação. Em vez disso, essas crianças precisam de estímulo, reconhecimento e reforço positivo, quando a roupa de cama amanhece seca.

Outro recurso terapêutico é o uso de alarmes. Eles funcionam da seguinte maneira: à noite,  colocam-se um sensor próximo aos genitais e um alarme sonoro preso na roupa na altura do ombro.

Ao primeiro sinal de perda de urina, o alarme dispara, a criança acorda e vai ao banheiro fazer xixi.

Além dos bons resultados que oferece, a vantagem desse aparelho é que está isento de contraindicações e de efeitos colaterais.

Alguns medicamentos promovem bons resultados no controle a enurese noturna, porque ajudam a reduzir a produção de urina. No entanto, só devem ser prescritos pelo médico que acompanha o paciente por causa dos efeitos adversos que podem promover.

Recomendações

  • Faça seu filho beber bastante água durante o dia para que seu cérebro comece a reconhecer a sensação de bexiga cheia, mas evite que ingira líquidos à noite, nem mesmo aquele copinho de leite;
  • Insista para que fazer xixi seja o último compromisso da criança antes de ir para cama e o primeiro ao levantar-se;
  • Fique atento: merece cuidados especiais a criança que volta a fazer xixi na cama, depois de superada essa fase. Ela pode estar emocionalmente insegurança por causa do nascimento de um irmão, problemas na escola ou conflitos na família.

Observação importante: Existem centros de apoio gratuitos para o tratamento da enurese espalhados pelo Brasil. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (HCFMUSP) oferece tratamento gratuito para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos com enurese através do Projeto Enurese  http://www.projetoenurese.com.br/index.php

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/enurese-noturna-xixi-na-cama/

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