Erisipela e Celulite: sintomas, causas e tratamento

Erisipela: o que é, tratamento e sintomas

Erisipela e Celulite: sintomas, causas e tratamento

A erisipela (CID 10 – A46) é uma doença infecciosa causada pelas bactérias Estreptococo beta-hemolítico do grupo A e ocasionalmente Haemophilus influenzae tipo B, que penetram na pele por meio de ferimentos (como picada de inseto, frieira e micose).

De acordo com a dermatologista Kaliandra Cainelli, a erisipela consiste em uma celulite infecciosa superficial, acometendo principalmente os membros inferiores (pernas) de pacientes idosos, embora possa aparecer no rosto também.

Em alguns casos a doença pode envolver outros tipos de bactérias, como Estafilococos e Klebsiella.

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A erisipela é uma doença que pode ser contagiosa, justamente por sua transmissão ocorrer através do contato com bactérias.

Dessa forma, o contato não cuidadoso com paciente que carregam as bactérias e tenham feridas abertas não tratadas pode causar contágio.

Para que isso não acontece, é recomendado evitar o compartilhamento de toalhas e objetos pessoais.

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Sintomas de Erisipela

Os sintomas da erisipela variam conforme a gravidade da doença. Entre os sinais que a doença manifesta no corpo, destacam-se:

  • Vermelhidão
  • Edema (inchaço)
  • Calor
  • Dor no local acometido
  • Febre
  • Calafrios
  • Mal-estar
  • Gânglios aumentados
  • Vômitos

O quadro tem início súbito, com bordas bem demarcadas e elevadas que permitem diferenciar bem a infecção da área de pele sã.

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Em casos graves, pode ocorrer formação de bolhas e levar a uma evolução para um quadro de infecção generalizada, chamada sepse com risco de óbito.

Causas

A erisipela é causada por bactérias, como a Estreptococo beta-hemolítico do grupo A e ocasionalmente Haemophilus influenzae tipo B.

A “porta de entrada” para a infecção pode ser uma úlcera venosa crônica, pé de atleta, picada de insetos, ferimento cutâneo traumático e manipulação inadequada das unhas.

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Através dessas portas de entradas, as bactérias de erisipela penetram na pele, atingindo as camadas cutâneas inferiores e se espalhando facilmente com muita velocidade.

Homem com erisipela na perna – Foto: Shutterstock

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para a erisipela são aqueles que permitem uma porta de entrada na pele como:

  • Úlceras
  • Feridas operatórios
  • Fissuras
  • Presença de alterações vasculares como a insuficiência venosa e o linfedema

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Pacientes com a imunidade comprometida também têm risco aumentado para erisipela, como:

Diagnóstico de Erisipela

O diagnóstico da erisipela é clínico e feito com base nos sintomas. A aparência da pele, essencialmente, somada à cultura de material cutâneo também ajudam no diagnóstico.

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A cultura consegue detectar a bactéria envolvida e permite determinar para qual antibiótico ela é sensível. Exames complementares podem ser usados, como hemograma, tomografia e ressonância magnética para diagnosticar a erisipela.

Embora a erisipela seja uma celulite infecciosa superficial, ela não é cientificamente uma celulite infecciosa – por mais que os sintomas sejam parecidos.

Isso porque a celulite infecciosa é uma inflamação profunda da derme e do tecido subcutâneo, que torna difícil de diferenciar a parte infectada da parte não infectada. Ela também acomete somente as pernas normalmente.

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A erisipela, por outro lado, é uma infecção superficial, fácil diferenciar a parte infectada e a parte não infectada. Ela também acomete não só as pernas, mas o rosto.

Erisipela tem cura?

A erisipela é uma infecção bacteriana que tem cura. Para isso, é necessário o diagnostico rápido e tratamento adequado a fim de evitar complicações.

Tratamento de Erisipela

O tratamento para erisipela é feito com antibióticos. Existe também a possibilidade de técnicas de resfriamento e cirurgia para remoção do tecido lesionado.

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O tipo exato de antibiótico dependerá de vários fatores, como a bactéria que causou a doença.

Geralmente, os antibióticos para erisipela usados são da família das penicilinas, utilizado por 10 a 14 dias, por via oral nos casos mais simples.

Nos casos mais graves pode ser necessário o uso antibióticos intravenosos, além de haver necessidade de internação do paciente.

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O antibiótico mais usado é a penicilina procaína ou cristalina.

Para verificar o progresso do tratamento, a área afetada da pele é delineada com uma caneta especial.

Isso permite ver se os antibióticos estão tendo efeito e se a infecção e a vermelhidão estão desaparecendo.

Também é recomendável que você resfrie o inchaço e aplique envoltórios anti-sépticos úmidos.

Os analgésicos anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, podem ser usados para aliviar a dor e a febre.

Além disso, é recomendado o uso tópico de cremes antibióticos, elevação do membro afetado e repouso no leito.

A cirurgia só será indicada em casos de complicações como a ocorrência de necrose, abscessos ou gangrena, na qual há tecido desvitalizado que precisa ser retirado.

O uso de tratamentos caseiros para erisipela não é indicado.Segundo a dermatologista Kaliandra Cainelli, a doença pode se desenvolver para uma sepse (infecção generalizada) caso não haja pronto-atendimento médico – o que explica a contraindicação.

O que pode ser feito em domicílio são medidas para evitar a piora do quadro como:

  • Elevação do local afetado
  • Ingestão de bastante água
  • Controle da febre
  • Hidratação da área hidratada
  • Compressa gelada ou gelo no local para resfriamento da área afetada

Medicamentos para Erisipela

Os medicamentos mais usados para o tratamento de erisipela são:

  • Claritromicina
  • Hirudoid
  • Klaricid
  • Levofloxacino
  • Penicilina

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Buscando ajuda médica

Ao apresentar os primeiros sinais de erisipela é essencial procurar ajuda médica, para que o tratamento adequado seja iniciado o quanto antes. Consulte o médico se:

  • Está sentindo dor na área afetada
  • Houver febre
  • Você suspeita de estar sofrendo uma infecção
  • Você já tentou medidas de autocuidado e não obteve sucesso.

Aproveite a consulta e tire todas as dúvidas que você tiver. Lembre-se também de fazer uma descrição completa de seus sintomas. Isso ajudará o médico a fazer o diagnóstico da erisipela.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a erisipela são:

  • Clínico geral
  • Dermatologista

Anote previamente todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram, bem como um histórico médico, com outras condições que você tenha tido durante a vida e remédios que toma com frequência.

  • Quando você notou seus sintomas pela primeira vez? Você poderia descrevê-los para mim?
  • Quão severos são seus sintomas?
  • Você já esteve com alguém com uma infecção por Streptcoccus?
  • Você tem algum problema médico em curso, incluindo um sistema imunológico debilitado?
  • Você esteve recentemente no hospital?
  • Você sofreu algum corte na pele recentemente?

Complicações possíveis

A erisipela, em determinados pacientes, pode se repetir por várias vezes, causando alterações na circulação e predispondo ao desenvolvimento de inchaço crônico no membro afetado.

Em casos mais graves, como em pacientes debilitados, pode se tornar uma infecção generalizada e levar à morte.

Se houver complicações, apenas o tratamento rápido pode evitar maiores danos. Sinais de uma infecção mais grave incluem o seguinte:

  • Dor forte
  • Febre, suores frios, pele pálida
  • Náusea
  • Taxa de respiração mais rápida ou um coração acelerado
  • Sonolência, confusão ou outros problemas com consciência ou consciência

Se você notar algum destes sintomas, é importante ligar imediatamente para os serviços de emergência.

Convivendo/ Prognóstico

Pacientes com quadros de repetição da erisipela, muitas vezes tem que conviver com a doença e por isso precisam seguir algumas regras, como:

  • Utilizar antibioticoterapia profilático a cada 21 dias com penicilina benzatina
  • Usar meias de compressão diariamente hidratar a pele
  • Fazer exercícios físicos
  • Elevar o membro ao dormir
  • Adotar uma dieta saudável e sem álcool para manter o peso controlado

Referências

Greice Rampon, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS (SBD-RS) – CRM 30343 RS

Kaliandra Cainelli, médica dermatologista – CRM 801534 RJ

National Center for Biotechnology Information

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Manual MSD – Versão para profissionais de Saúde

University of Iowa Stead Family Children's Hospital

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/erisipela

Celulite e erisipela

Erisipela e Celulite: sintomas, causas e tratamento

Especialidades: Medicina de Emergência / Infectologia / Dermatologia

Introdução

As celulites e erisipelas são infecções cutâneas que normalmente se desenvolvem quando alguma bactéria consegue ultrapassar a barreira da pele por alguma porta de entrada. Nos EUA, estima-se uma incidência de 200 casos por 100.000 pacientes-ano.

Do ponto de vista da população atingida, idosos são acometidos tanto por erisipelas quanto por celulites. Fora deste grupo de idade mais avançada, a maior diferença é que as erisipelas ocorrem mais em crianças, enquanto as celulites tendem a acometer mais adultos.

Microbiologia

A maior parte das erisipelas é causada por estreptococos beta-hemolíticos. Já as celulites são causadas por um grupo maior de agentes, incluindo estreptococos beta-hemolíticos, estafilococos e até mesmo bacilos gram-negativos em uma menor parte dos casos.

Estudos mostram uma identificação de estreptococos beta-hemolíticos em até 73% de casos hospitalizados. Esse diagnóstico tem origem variável, vindo por hemoculturas, por positividade de antiestreptolisina-O e até mesmo por positividade de anticorpos anti-DNase-B. A resposta clínica a betalactâmicos chega a 96% dos casos mesmo em casos sem identificação do patógeno.

Existem, obviamente, agentes bem mais raros como causadores dessas infecções cutâneas, como pneumococos, meningococos, H. influenzae (causa de celulite bucal) e clostrídios e anaeróbios não formadores de esporos (causadores de celulite crepitante).

Outros exemplos de flora diferenciada incluem as mordidas de cachorros e gatos que podem gerar infecções por Pasteurella multocida e Capnocytophaga canimorsus.

Pacientes imunocomprometidos podem ter quadro clínico gerado por Pseudomonas aeruginosa ou até mesmo Cryptococcus neoformans.

Quadro clínico

A manifestação tanto da celulite quanto da erisipela é composta por um conjunto de eritema em pele associado a edema e aumento local de temperatura. Do ponto de vista anatômico, a erisipela acomete a derme superficial e os linfáticos superficiais, enquanto a celulite envolve a derme mais profunda e o tecido gorduroso subcutâneo.

Clinicamente, a erisipela tende a ter áreas de acometimento mais elevadas e bem delimitadas. O paciente tende a ter um início mais agudo do quadro associado a sintomas sistêmicos como febre e calafrios. Já no caso da celulite, o curso tende a ser um pouco mais arrastado e indolente.

Outro achado clínico da celulite é a possibilidade de drenagem de secreção purulenta na região da lesão.

A presença de purulência é citada em diretrizes da Infectious Disease Society of America, pois sugere mais a presença de estafilococos como causa da celulite, o que altera a escolha do antibiótico para tratamento.

Normalmente existem fatores que predispõem à ocorrência dessas infecções cutâneas. A quebra de barreira é um ponto fundamental e pode ocorrer de diversas formas, incluindo picadas de insetos, lesões abrasivas, lesões perfurantes, cortantes ou lacerantes de pele, eczemas e outras infecções cutâneas, como a varicela.

Lesões cutâneas mais simples como as causadas por fungos, sobretudo em região intertrigo dos pés (Tinea pedis), normalmente explicam uma grande parte das erisipelas e celulites, chegando a estar presente em mais de 80% dos casos segundo alguns estudos.

Outro fator predisponente é a presença de edema, seja por insuficiência venosa, seja por obstrução linfática pós-procedimento cirúrgico.

Em termos de partes do corpo acometidas, os membros inferiores são os locais mais comuns para ambos os quadros clínicos, o que não é difícil de explicar, pois é onde há mais facilidade de ocorrerem fatores predisponentes (lesões intertrigo, insuficiência venosa periférica, pequenas lesões de pele).

Entretanto, qualquer local pode ser acometido, como região periorbitária, perianal, em membros superiores, parede torácica ou abdominal etc. Especificamente a região periorbitária, quando acometida, sempre suscita preocupação médica.

Isso ocorre pelo risco de trombose séptica de seio cavernoso, o que é explicado pelo fato de as veias da região do terço medial da face serem desprovidas de válvulas, permitindo uma disseminação hematogênica.

Outras manifestações clínicas são a presença de linfangite relacionada à área acometida, aumento de linfonodos da drenagem local, o aspecto de “pele-de-laranja” por conta da textura que a pele pode assumir, presença de vesículas, bolhas e equimoses. A presença de crepitação é extremamente característica de infecção por anaeróbio.

Diagnóstico

Tanto o diagnóstico da celulite quanto da erisipela são eminentemente clínicos, não sendo necessários culturas, punções ou aspirados. A positividade de hemoculturas não chega a 5% dos casos.

As culturas por aspirado chegam a positivar de forma variada conforme os resultados de diferentes estudos, com positividade que vai de < 5% até 40%.

Cultura por biópsia de pele (“punch”) pode ter positividade em 20 a 30% dos casos.

Pacientes sépticos tendem a ter mais hemoculturas positivas.

Nos casos em que o diagnóstico etiológico pode ter mais importância – pacientes com câncer, neutropenia, imunodeficiência ou em casos refratários –, a hemocultura ou a cultura de material aspirado de bolhas ou cultura da secreção purulenta que eventualmente possa existir podem ter alguma utilidade para guiar o tratamento, apesar das chances de contaminação na coleta destes últimos.

Exames de imagem têm maior papel em quadros clínicos que apresentam suspeita de diagnóstico diferencial.

No caso de abscesso cutâneo, por exemplo, o diferencial pode ser feito com ultrassonografia no local suspeito, o que inclusive indica um diferencial na conduta terapêutica, que é a drenagem do abscesso.

Em casos graves com suspeita de fasceíte necrotizante ou gangrena gasosa, é mais indicado realizar tomografia computadorizada ou ressonância magnética, entretanto, os exames não podem atrasar a abordagem cirúrgica, que é absolutamente necessária nestes casos.

Medidas gerais

Tanto na celulite quanto na erisipela, os cuidados envolvem elevação da área afetada (quando possível), estabilização de quadros crônicos de base (p. ex.

, ajuste dos hipoglicemiantes ou da insulina em pacientes diabéticos), hidratação da pele e tratamento do edema quando possível.

Quanto ao edema, pode-se usar diuréticos ou meias compressivas, obviamente dentro de condições clínicas em que isso seja viável.

Antibióticos

      Erisipelas: pacientes com sepse grave ou alguma outra condição clínica que implique maior gravidade devem ser internados e receber tratamento parenteral.

Ceftriaxona (1 ou 2 g IV a cada 24 horas) ou cefazolina (1 a 2 g IV a cada 8 horas) são excelentes opções. Considerando que a maior parte dos casos é causada por estreptococos beta-hemolíticos, essa cobertura está adequada.

A cefazolina teria a vantagem de cobrir também estafilococos de comunidade. Pacientes com quadro sem necessidade de internação ou com condição de alta podem receber tratamento oral com amoxicilina 500 mg VO a cada 8 horas ou eritromicina 250 mg VO a cada 6 horas.

Em casos de alergia, as opções são cefalexina, clindamicina ou linezolida. O tempo de tratamento normalmente é de 5 a 10 dias, com base na resposta clínica.

      Celulite: secreção ou exsudato de característica purulenta, mesmo na ausência de um abscesso drenável, sugere infecção por estafilococos. Estudos mostram que, nesses casos, a presença de estreptococos beta-hemolíticos ocorre em menos de 3% dos casos.

Sendo assim, para pacientes com necessidade de hospitalização, uma boa opção seria a oxacilina (2 g IV a cada 4 horas).

Em casos não purulentos, as opções de antibiótico são as mesmas, com uma maior tendência de se sugerir cefazolina (2 g IV a cada 8 horas) em virtude da cobertura também do estreptococo como tratamento parenteral, ou a combinação de oxacilina com ceftriaxona, ou mesmo com a possibilidade de usar apenas oxacilina e observar a evolução do quadro. Para pacientes com condição de tratamento domiciliar, cefalexina e clindamicina são boas opções. O tempo de tratamento é de 5 a 10 dias, com base na resposta clínica.

Normalmente, sinais de resposta clínica ocorrem em um prazo de 72 horas de antibioticoterapia.

Piora do quadro, aparecimento de sintomas sistêmicos ou má evolução sugerem a necessidade da troca da cobertura de tratamento, eventualmente sendo necessário introduzir vancomicina associada a outro antibiótico de largo espectro como piperacilina-tazobactam ou cefepima ou carbapenêmico, conforme o julgamento clínico da situação em questão.

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Источник: http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5433/celulite_e_erisipela.htm

Celulite infecciosa: o que é, sintomas, fotos e causas

Erisipela e Celulite: sintomas, causas e tratamento

A celulite infecciosa, também conhecida como celulite bacteriana, acontece quando bactérias conseguem entrar na pele, infectando as camadas mais profundas e causando sintomas como vermelhidão intensa na pele, dor e inchaço, acontecendo principalmente nos membros inferiores.

Ao contrário da popular celulite, que na realidade se chama fibro edema gelóide, a celulite infecciosa pode causar graves complicações como septicemia, que é a infecção geral do organismo, ou até mesmo morte, caso não seja devidamente tratada.

Dessa forma, sempre que existe suspeita de uma infecção na pele é muito importante ir ao pronto-socorro para fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que normalmente é feito com o uso de antibióticos. Veja como é feito o tratamento.

Alguns dos sintomas que ajudam a identificar um caso de celulite infecciosa incluem:

  • Dor no local afetado;
  • Regiões extensas vermelhas pelo corpo;
  • Região extensa e vermelha na parte do corpo afetada;
  • Febre acima de 38ºC;
  • Inchaço na pele, podendo ocorrer produção de pus;
  • Ínguas perto do local afetado.

Em casos mais graves, os sintomas podem também incluir tremores, arrepios, fadiga, tonturas, transpiração excessiva e dores musculares. Já sintomas como sonolência, aparecimento de bolhas ou raios vermelhos na pele podem ser sinais de que a celulite infecciosa está agravando.

Todos estes sintomas podem ainda ser sinal de outros tipos de infecção na pele, especialmente erisipela, que é uma doença que afeta as camadas mais superficiais da pele. Assim, deve-se consultar um clínico geral ou dermatologista para saber qual a causa correta, de forma a iniciar o tratamento mais adequado.

Como confirmar o diagnóstico

Na maioria dos casos, a celulite infecciosa é identificada pelo dermatologista apenas através da observação dos sinais e sintomas, no entanto, como os sintomas podem ser muito semelhantes a outros tipos de infecção na pele, especialmente erisipela, o médico também pode pedir um exame de sangue ou até um exame para avaliar, em laboratório, uma amostra da pele afetada, para confirmar o tipo de bactéria que está causando a infecção.

Como diferenciar celulite de erisipela

A principal diferença entre celulite infecciosa e erisipela é que, enquanto a celulite infecciosa atinge camadas mais profundas da pele, no caso da erisipela, a infecção acontece mais à superfície. Ainda assim, algumas diferenças que podem ajudar a identificar as duas situações são:

ErisipelaCelulite Infecciosa                        
Infecção superficialInfecção da derme profunda e tecido subcutâneo
É fácil identificar o tecido infectado do não infectado, devido a manchas grandesÉ difícil identificar o tecido infectado do não infectado, com pequenas manchas
Mais frequente nos membros inferiores e na faceMais frequente nos membros inferiores

Porém, os sinais e os sintomas destas doenças são muito parecidos, e por isso o clínico geral ou dermatologista deve examinar a área afetada e pode pedir vários exames para identificar a causa correta, identificar sinais de gravidade e iniciar o tratamento mais eficaz. Entenda melhor o que é e como tratar a erisipela.

O que pode causar celulite

A celulite infecciosa surge quando as bactérias do tipo Staphylococcus ou Streptococcus conseguem penetrar na pele. Por isso, este tipo de infecção é mais comum em pessoas com feridas cirúrgicas ou cortes e picadas que não foram corretamente tratados.

Além disso, pessoas com problemas de pele que possam causar descontinuidade da pele, como acontece no eczema, na dermatite ou na micose, também têm maior risco de desenvolver um caso de celulite infecciosa, assim como pessoas com sistema imune enfraquecido, por exemplo.

A celulite infecciosa é contagiosa?

Em pessoas saudáveis, a celulite infecciosa não é contagiosa, pois não pega facilmente de uma pessoa para outra. Porém, se alguém tiver uma ferida ou doença de pele, como dermatite, por exemplo, e entrar em contato direto com o local afetado pela celulite, existe um risco mais elevado de a bactéria penetrar a pele e causar celulite infecciosa.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a celulite infecciosa geralmente é iniciado com o uso de antibióticos orais, como Clindamicina ou Cefalexina, por 10 a 21 dias.

Nesse período é aconselhado tomar todos os comprimidos no horário indicado pelo médico, assim como observar a evolução da vermelhidão na pele.

Se a vermelhidão aumentar, ou outro sintoma piorar, é muito importante voltar ao médico, já que o antibiótico receitado pode não estar tendo o efeito esperado, precisando ser trocado.

Além disso, o médico pode ainda receitar analgésicos, como o Paracetamol ou Dipirona, para aliviar os sintomas durante o tratamento. Também é importante examinar a pele regularmente, fazer o curativo da ferida no posto de saúde, ou mesmo passar um creme adequando contendo antibiótico, que pode ser recomendado pelo médico para garantir o sucesso do tratamento.

Normalmente, os sintomas melhoram em 10 dias após o início dos antibióticos, mas, se os sintomas piorarem pode ser necessário mudar de antibiótico ou até ficar internado no hospital, para fazer o tratamento diretamente na veia e evitar que a infecção se espalhe pelo corpo.

Entenda melhor como é feito o tratamento e quais os sinais de melhora.

Источник: https://www.tuasaude.com/celulite-infecciosa/

Erisipela

Erisipela e Celulite: sintomas, causas e tratamento

Erisipela é uma infecção cutânea causada por bactérias que penetram por ferimentos na pele, como picadas de insetos e micoses. Pernas são a região mais atingida. Conheça os sintomas e tratamentos.

Erisipela é uma infecção cutânea causada geralmente pela bactéria Streptococcus pyogenes do grupo A, mas pode também ser causada por Haemophilus influenzae tipo B, que penetram através de um pequeno ferimento (picada de inseto, frieiras, micoses de unha etc.) na pele ou na mucosa, disseminam-se pelos vasos linfáticos e podem atingir o tecido subcutâneo e o gorduroso.

A maior parte das bactérias que causam a erisipela são comuns e existem até na nossa pele, mas geralmente elas precisam dessas “portas de entrada” para penetrar o organismo. Algumas condições também facilitam a infecção.

Pessoas com excesso de peso, portadoras de diabetes não compensado, de insuficiência venosa nos membros inferiores, cardiopatas e nefropatas com problemas de circulação nas pernas, pessoas com baixa imunidade ou com doenças crônicas debilitantes são mais vulneráveis.

Na maioria dos casos, a lesão tem limites bem definidos e aparece mais nos membros inferiores. Embora menos frequente, ela pode localizar-se também na face e está associada à dermatite seborreica.

Veja também: Leia uma entrevista sobre erisipela

Sintomas da erisipela

Os primeiros sintomas pode se instalar precocemente:

  • Febre alta;
  • Tremores;
  • Mal-estar;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

A lesão na pele é brilhante e vem acompanhada de dor, rubor (vermelhidão), edema (inchaço). Em alguns casos, formam-se bolhas ou feridas, sinal de necrose dos tecidos.

Diagnóstico de erisipela

O diagnóstico é essencialmente clínico. Às vezes, pode-se recorrer à biópsia e ao exame de cultura, mas esse não é o procedimento de rotina.

Tratamento da erisipela

Ilustração digital de uma bactéria Streptococcus pyogenes, principal causadora da erisipela | Public Health Image Library (PHIL)

Na fase inicial da doença, antibióticos orais, repouso e elevação do membro afetado por pelo menos duas semanas costumam ser suficientes para a regressão do processo infeccioso em cerca de 4 dias, se a pessoa estiver em condições físicas favoráveis. A resposta é mais rápida quando é ministrada penicilina por via intramuscular (benzetacil).

Em muitos casos, o uso dos antibióticos deve ser repetido periodicamente, por tempo a ser determinado pelo médico, para evitar as erisipelas de repetição (mais frequente em pessoas com fatores de risco como diabetes descompensado e obesidade).

Recomendações para prevenir erisipela

  • Siga rigorosamente o tratamento prescrito para evitar as crises de repetição. Mal controlada, a erisipela pode ter consequências graves;
  • Enxugue bem os vãos entre os dedos dos pés para evitar a proliferação de fungos.

    Eles podem provocar lesões por onde penetrará a bactéria causadora da erisipela;

  • Varie o calçado que você usa no dia a dia para não facilitar  o desenvolvimento de micoses e outras condições que podem lesionar a pele e abrir caminho para as bactérias;
  • Lembre-se que o portador de diabetes, esteja a doença compensada ou não, pode perder parte da sensibilidade nos pés, o que os torna mais suscetíveis a ferimentos e infecções pelo estreptococo. Se não conseguir examiná-los sozinho, pelo menos uma vez por semana, peça ajuda para verificar se não há sinal de micose entre os dedos, bolhas, pequenos cortes ou calosidades que possam transformar-se em porta de entrada para bactérias. A escolha dos calçados deve ser criteriosa;
  • Use meias elásticas para reduzir o edema das pernas;
  • Não se automedique; ao perceber os sintomas iniciais da erisipela, procure assistência médica para diagnóstico e tratamento;
  • Tente manter o peso nos limites recomendados.

Perguntas frequentes sobre erisipela

Erisipela pode matar?

Sim. Sem tratamento e, principalmente, em pacientes imunodeprimidos, a doença pode evoluir para a forma de erisipela bolhosa, que acomete camadas mais profundas da pele e começa a destruir gordura e músculos. A progressão pode levar a amputações ou a quadros de sepse, que oferecem risco de morte.

Por que se recomenda manter as pernas elevadas ao repousar?

Porque, dessa forma, o fluxo do sangue dos membros inferiores para o coração fica facilitado, o que favorece a boa circulação.

Por que as pernas são mais atingidas?

Porque feridas que servem como porta de entrada são mais frequentes nessa região, como frieiras e micoses.

Como diferenciar a erisipela de outras infecções de pele?

Geralmente, a erisipela atinge um membro inferior (perna ou pé). Além disso, a lesão inicial vai aumentando de tamanho, em vez de surgirem diversos focos em regiões diferentes.

Quem tem varizes tem mais risco de pegar a doença?

Sim. As varizes podem levar a úlceras na pele, que servem como porta de entrada. Pessoas com varizes não tratadas podem até sofrer de erisipela de repetição.

Por que obesidade favorece a infecção por erisipela?

Porque a obesidade é um fator de risco importante para insuficiência venosa. A má circulação nos pequenos vasos favorece a proliferação de bactérias.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/erisipela/

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