Esquistossomose: o que é, sintomas, ciclo de vida e tratamento

Esquistossomose: sintomas, tratamentos e causas

Esquistossomose: o que é, sintomas, ciclo de vida e tratamento

A esquistossomose é uma doença que leva a problemas de saúde crônica.

A infecção é adquirida quando as pessoas entram em contato com água doce que está infectada com as formas larvais de parasitas da espécie Schistosoma.

Os vermes adultos microscópicos vivem nas veias de drenagem do trato urinário e dos intestinos. A maioria de seus ovos fica presa nos tecidos e reação do corpo a eles pode causar grandes danos à saúde.

Há duas formas principais de esquistossomose – intestinais e urogenitais – causadas por cinco espécies diferentes de Schistosoma.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a esquistossomose afeta quase 240 milhões de pessoas no mundo, e mais de 700 milhões de pessoas vivem em áreas endêmicas.

A infecção é prevalente em áreas tropicais e subtropicais, em comunidades carentes sem acesso a água potável e saneamento adequado.

Vários milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de patologia grave em consequência da esquistossomose.

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Causas

A infecção ocorre quando a pele entra em contato com a água doce contaminada com o parasita do tipo Schistosoma.

Quando uma pessoa infectada urina ou defeca na água, ela contamina o líquido com os ovos de Schistosoma. Esses ovos eclodem e invadem os tecidos de caracóis que vivem naquele lago ou rio.

Os parasitas então crescem e se desenvolvem no interior dessas lesmas. Após crescerem, os parasitas deixam o caracol e penetra na água, onde podem sobreviver durante cerca de 48 horas.

O Schistosoma é capaz de penetrar na pele de pessoas que pisam descalças, nadam, tomam banho ou lavam roupas e objetos na água infectada

Dentro de algumas semanas, os vermes crescem no interior dos vasos sanguíneos do corpo e produzem ovos. Alguns desses ovos viajam para a bexiga ou intestinos e são passados para a urina ou fezes.

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Esquistossomose urogenital é causada pelo Schistosoma haematobium e esquistossomose intestinal por qualquer dos organismos S. guineensis, S. intercalatum, S. mansoni, S. japonicum e S. mekongi.

Fatores de risco

Esquistossomose é prevalente em áreas tropicais e subtropicais, especialmente em comunidades carentes sem acesso a água potável e saneamento adequado. Estima-se que pelo menos 90% das pessoas com necessidade de tratamento para a esquistossomose vive na África.

A esquistossomose afeta principalmente comunidades pobres e rurais, em especial as populações agrícolas e de pesca. Fazer tarefas domésticas em águas infestadas, como lavar roupas, também aumenta o risco. Higiene inadequada e contato com a água infectada tornam as crianças especialmente vulneráveis à infecção.

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A Organização Mundial de Saúde afirma que o aumento do ecoturismo e das viagens para áreas de risco tornou crescente o número de turistas que estão a contrair esquistossomose.

Sintomas de Esquistossomose

Dias após a infecção, a pessoa pode desenvolver uma erupção cutânea e/ou coceira no local em que o parasita penetrou na pele. A maioria das pessoas, no entanto, não têm sintomas nesta fase inicial da infecção.

Dentro de um a dois meses após a infecção, quando o parasita atinge o sangue e viaja através dele, a pessoa pode sentir:

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  • Febre
  • Calafrios
  • Tosse
  • Dores musculares.

O parasita então pode viajar para o fígado ou passar para o intestino ou bexiga.

A esquistossomose intestinal pode causar:

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  • Dor abdominal
  • Diarreia
  • Sangue nas fezes
  • Esquistossomose urigenial.

O sinal clássico da esquistossomose urogenital é hematúria (sangue na urina). Fibrose da bexiga e do ureter, e danos renais são, por vezes, o diagnóstico em casos avançados. O câncer de bexiga é outra complicação possível nas fases posteriores.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma convulsão são:

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  • Clínico geral
  • Infectologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.

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O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são os seus sintomas? Quando eles começaram?
  • Você viajou para algum lugar com condições precárias de saneamento básico?
  • Você entrou em contato com água que poderia não estar adequadamente higienizada?

Diagnóstico de Esquistossomose

A esquistossomose é diagnosticada através da detecção de ovos do parasita nas fezes ou urina do paciente, bem como a detecção do parasita no sangue. Os testes a serem realizados incluem:

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  • Teste de anticorpos para verificar sinais de infecção
  • Biópsia do tecido
  • Hemograma completo para verificação de sinais de anemia
  • Contagem de eosinófilos para medir o número de determinadas células brancas
  • Testes de função renal
  • Testes de função hepática
  • Exame de fezes para observar ovos de parasitas
  • Urina tipo I para observar ovos do parasita.

Tratamento de Esquistossomose

O tratamento da esquistossomose é feito com antiparasitários (praziquantel ou oxamniquina). Os medicamentos são capazes de matar o parasita dentro de um a dois dias em média.

Complicações possíveis

Aumento do fígado é comum em casos avançados de esquistossomose intestinal, e é frequentemente associada com um acúmulo de líquido na cavidade peritoneal e hipertensão dos vasos sanguíneos abdominais. Em tais casos, pode também acontecer o alargamento do baço.

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Complicações da esquistossomose urogenital incluem fibrose da bexiga e do ureter e danos renais. O câncer de bexiga é outra complicação possível nas fases posteriores.

Essa manifestação da doença também pode causar lesões genitais, sangramento vaginal, dor durante a relação sexual e nódulos na vulva. Além disso, a esquistossomose urogenital pode induzir a patologias na vesícula seminal, próstata e outros órgãos.

Esta doença também pode ter outras consequências irreversíveis, incluindo a infertilidade.

Em crianças, a esquistossomose pode causar anemia, raquitismo e uma reduzida capacidade de aprender, embora os efeitos são geralmente reversíveis com tratamento.

A esquistossomose crônica pode afetar a capacidade das pessoas de realizar atividades diárias e, em alguns casos, pode resultar em morte. Na África Subsaariana, a OMS estima que mais de 200 mil mortes por ano aconteçam devido à esquistossomose.

Referências

Revisão: Dr. Alberto Chebabo, infectologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica – CRM RJ 477743

Ministério da Saúde

Organização Mundial da Saúde

Sociedade Brasileira de Infectologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/esquistossomose

Resumo sobre esquistossomose | Ligas – Sanar Medicina

Esquistossomose: o que é, sintomas, ciclo de vida e tratamento

No Brasil, a esquistossomose é conhecida popularmente como “xistose”, “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”. É uma doença parasitária muito prevalente causada pelo helminto Schistosoma Mansoni, sendo uma das causas da hipertensão portal.

A esquistossomose é a infecção mais importante por trematódeos. O Schistosoma é o único trematódeo que invade o corpo pela pele; todos os outros trematódeos o fazem somente por via digestória.

Etiologia

O verme adulto possui como habitat natural o sistema porta intra-hepático e utiliza de moluscos (caramujo do gênero Biomphalaria) como “hospedeiro intermediário” para poder completar o seu ciclo.

A magnitude de sua prevalência, associada à severidade das formas clínicas e a sua evolução, conferem a esquistossomose uma grande relevância como problema de saúde pública.

Epidemiologia da esquistossomose

No Brasil, a doença foi descrita em 18 estados e no Distrito Federal, sendo que sua ocorrência está diretamente ligada à presença dos moluscos transmissores.

Os estados das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-oeste são os mais afetados. Estima-se que cerca de 25 milhões de pessoas vivem em áreas sob o risco de contrair a doença.

Aproximadamente 207 milhões de pessoas estão infectadas no mundo.

Ciclo de Vida

Tudo se inicia com a contaminação onde há penetração da cercária na pele e na mucosa do humano.

Após a penetração as cercárias desenvolvem-se para uma forma parasitária primária denominada esquistossômulo, e esses migram pelo tecido subcutâneo (após ficar 3 a 4 dias na pele), penetrando em um vaso e assim que inicia o processo de migração, via circulação sanguínea e linfática, até atingir o coração e em seguida os pulmões.

Dos pulmões, os esquistossômulos migram em direção ao fígado através da via sanguínea (a principal) ou por via transtissular (vai atravessando tecido até chegar no parênquima hepático).

Os esquistossômulos alcançam o fígado, onde evoluem para as formas adultas, crescendo exponencialmente de tamanho. Eles demoram cerca de 25 dias (após a penetração) para se tornarem machos/fêmeas adultos.

Depois desse tempo, migram para os ramos terminais da veia mesentérica inferior, onde então nos vasos portais mesentéricos, ocorre a sobreposição da fêmea no canal ginecóforo do macho e, consequentemente, a cópula, seguida de oviposição na submucosa, o que demora uns 35 dias.

Os ovos são colocados na submucosa, e por uma série de fatores (mecânicos, inflamatórios, enzimas proteolíticas), eles atingem a luz intestinal.

Assim, eles são expulsos juntamente com as fezes. No ambiente aquático, ocorre a eclosão dos ovos e liberação da forma ativa infectante do hospedeiro intermediário, denominada miracídio.

Os miracídios possuem uma afinidade por moluscos, e quando são liberados na água, nadam em direção ao caramujo, penetrando-o. Algumas horas após a penetração dos miracídios no caramujo, tem início um complexo processo de alterações morfológicas que darão origem as cercárias.

Os primeiros ovos nas fezes são notados cerca de 42 dias após a infecção. Quando saem do caramujo, após uns 20 a 30 dias dentro dele, assumem a forma de cercárias e assim estão prontas para contaminarem mais uma vez um novo indivíduo.

Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/tremat%C3%B3deos-vermes/esquistossomose (Acesso em 19/0/2020 ás 10:14)

Patogenia da esquistossomose

Fatores que influenciam na patogenicidade: Carga parasitária/ cepa do parasito; Idade do indivíduo; Estado nutricional; Resposta imune do paciente.

As diferentes formas do parasito causam diferente repercussões patológicas no paciente. A cercária provoca dermatite cercariana ou dermatite do nadador: comichão, erupção urticantes, eritema, edema pequenas pápulas e dor.

Já os esquistossômulos provocam linfadenia generalizada, febre, aumento do volume do baço e sintomas pulmonares. A forma adulta não produz lesões de monta, os mortos as lesões são maiores (espoliam os hospedeiros => alto metabolismo).

Já os ovos são elementos fundamentais (pouco viáveis) atingindo a luz intestinal => lesões mínimas com reparação tecidual (hemorragias, edemas da mucosa e fenômenos degenerativos). No fígado, causam as alterações mais importantes da doença.

A permanência de ovos na mucosa, seus produtos desencadeiam uma reação local do tipo granulomatosa. Números macrófagos seguidos de eosinófilos, linfócitos e alguns plasmócitos circundam os ovos e os macrófagos se fundem e formam gigantócitos, que envolvem o ovo e começam a digeri-lo.

Morto o embrião, diminuem os granulócitos e multiplicam-se aí os fibroblastos que assumem a deposição de fibras reticulares e colágeno. Os fibroblastos cessam sua produção de colágeno e se tornam simples fibrócitos.

O resultado é a formação de uma estrutura cicatricial fibrosa, causando hipertensão portal. A patogenia possui um perfil Th2 e com grande atuação de eosinófilos.

Quadro clínico  

A esquistossomose pode ser divididaem três fases:

Pré-postural:

Essa fase ocorre entre 10-35 dias após a infecção. Pode ser assintomática para alguns, enquanto outros podem se queixar de mal-estar, tosse, dores musculares, podendo haver até quadros de hepatite aguda.

No local da pele por onde a cercaria penetrou, há infiltrado de neutrófilos e eosinófilos, podendo haver edema, pápulas, eritema. Já no pulmão, podem produzir arterite, arteriolite e necrose, enquanto no fígado pode causar hepatite aguda com necrose de hepatócitos.

De forma geral, seus sintomas são oriundos da hipersensibilidade do hospedeiro (e isso depende muito da resposta imune do seu organismo), ou seja, o sistema imune está muito relacionado à morbidade dessa doença.

Aguda:

Dura 50 a 120 dias após a infecção. Essa fase é acompanhada de febre, sudorese, diarreia, disenteria, cólicas, tenesmo, hepatoesplenomegalia discreta, leucocitose com eosinofilia, aumento discreto das transaminases.

Ela é causada pela disseminação dos ovos, principalmente na parede do intestino. As lesões hepatoesplênicas são causadas pela hipersensibilidade do hospedeiro aos antígenos secretados pelo parasita.

Baço e fígado: aumentados de tamanho; Fígado: granulomas, focos de necrose; Sigmoide e reto: edema, eritema, hemorragias, ulcerações; Vasculite obliterante; Pulmão: pode causar arterite necrosante; Outros órgãos: granulomas depositados.

Crônica:

a sua apresentação é muito variável. Na fase crônica, a doença pode causar uma série de repercussões, atingindo diversos órgãos. Intestino: diarreia mucossanguinolenta (há passagem de muitos ovos de vez, o que causa edema e irritação na mucosa, levando ao sangramento), dor abdominal e tenesmo.

Pode haver fibrose da alça retossigmoidea (onde há a maior deposição de ovos), levando a constipação permanente.

Fígado: os sintomas aqui dependem da evolução do caso, pois quanto maior for o número de ovos depositados, maior reação imune é desencadeada, afetando o fígado.

O que acontece é que os ovos se predem nos espaços portas, formando granulomas. Assim, há proliferação do tecido conjuntivo que envolve esses vasos, formando uma bainha fibrosa e densa ao redor dos vasos (eles perdem elasticidade).

Essas bainhas, de aspecto cicatricial, provocam retração da cápsula de Glisson e o fígado acaba tendo aspecto nodular, cheio de protuberâncias.

Há, portanto, na esquistossomose, há fibrose, e não cirrose. Essa fibrose particular da esquistossomose é chamada de fibrose de Symmers ou fibrose periportal. Mesmo quando o parasita é combatido, ela permanece para sempre.

Esses granulomas acabam gerando obstrução dos ramos intra-hepáticos da veia porta, tendo como principal repercussão a hipertensão portal, que pode causar sintomas como: esplenomegalia (por hiperplasia do tecido linfoide devido ao processo imunológico) e também por congestão passiva da veia esplênica, que distende os sinusoides; Varizes: opta-se pela circulação colateral (através dos shunts), na tentativa de compensar a circulação portal obstruída.

Assim, essa circulação colateral pode provocar varizes (as varizes esofágicas, por exemplo, podem se romper gerando quadro grave de hemorragia). Ascite (barrida d’água).

Outras localizações:

Devido a essas circulações colaterais, os ovos podem alcançar a circulação venosa sistêmica, e a partir dai entrar em contato com o coração direito e alcançar o pulmão.

Por isso, e esquistossomose também causa granulomas pulmonares, que podem gerar até falência na bomba cardíaca (por dificultar a microcirculação), causando ICC por cor pulmonale.

Há também a deposição de imunocomplexos (complexo antígeno-anticorpo) em vários locais, que acabam ativando o complemento e causando lesões. Ex.: deposição nos glomérulos renais, causando glomerulopatia esquitossomótica, SNC (arterite nos vasos cerebrais por deposição de imunocomplexos).

Diagnóstico da esquistossomose

O diagnóstico clínico deve levar emconta a fase da doença (pré-postural, aguda ou crônica).

Além disso, é defundamental importância a anamnese detalhada do caso do paciente origem,hábitos, contato com água – pescarias, banhos, trabalhos, recreação, esportesetc.).

Os métodos parasitológicos ou diretos se fundamentam no encontro dosovos do parasito nas fezes ou tecidos do paciente (Kato-Katz – quantificaçãodos ovos).

Tratamento da esquistossomose

Há o tratamento específico, voltadopara o combate do parasita, e o tratamento para as complicações da doença (emfases mais graves).

Específico: Prazinquantel eOxamniquine (os dois mais utilizados).

O Praziquantel na apresentação decomprimidos de 600mg é administrado por via oral, em dose única de 50mg/kg depeso para adultos e 60mg/kg de peso para crianças.

A distribuição dosmedicamentos esquistossomicidas é gratuita e repassada para as secretarias deestado da saúde (SES), pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério daSaúde.

Medidas auxiliares: Betabloqueador para sintomas da hipertensão portal, corticosteroides para neuroesquitossomose, ligadura de varizes para as varizes esofágicas, entre outros.

Autores, revisores e orientadores:

  • Autor(a): Larrie Rabelo Laporte – @larrielaporte
  • Revisor(a): Clara Simões Pinto Bezerra – @_clarasimoes
  • Orientador(a): Nádia Regina Caldas Ribeiro
  • Liga: Liga Acadêmica de Gastroenterologia e Hepatologia – LAGH

Источник: https://www.sanarmed.com/resumo-esquistossomose-ligas

Esquistossomose

Esquistossomose: o que é, sintomas, ciclo de vida e tratamento

Autor:

Rodrigo Antonio Brandão Neto

Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 23/02/2015

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          A esquistossomose é uma doença parasitária transmitida por planorbídeos (caramujos), também é denominada de bilharzíaze devido a Theodor Bilharz que foi o primeiro cientista a identificar o parasita.

Existem três principais espécies de esquistossomose que são o Schistosoma mansoni, que predomina na África e na América do Sul, Schistosoma japonicum (que ocorre principalmente na Oriente Próximo) e o Schistosoma Haematobium (ocorre na África e Oriente Médio), nesta revisão  discutiremos as manifestações clínicas da esquistossomose causada pelo S. mansoni.

          O hospedeiro intermediário varia conforme a espécie de schistossoma sendo no caso do S.mansoni o molusco do gênero Biomphalaria, as principais espécies deste gênero de molusco incluem a B. glabrata (mais importante) e a B.

tenagophila (presente no Vale do Ribeira, no estado de São Paulo). Algumas estimativas sugerem que cerca de 5% da população brasileira já foi portadora do S. mansoni, com estimativas do número atual de pessoas portadoras ser de aproximadamente 5.000.

000 pacientes.

          As formas graves são raras, mesmo nas zonas endêmicas. As formas graves da esquistossomose são as formas hepatoesplênicas e as formas pulmonares e renais graves. Nos pacientes com imunodeficiência grave ocorre óbito na esquistossomose aguda. O schistossoma haematobium é associado por sua vez com uma forma genito-urinária da doença.

Fisiopatologia

          O ciclo de vida do schistossoma é complexo e requer um hospedeiro intermediário e um definitivo. Inicialmente, as cercárias saem do caramujo e entram em humanos por via cutânea, podendo causar uma dermatite denominada “dermatite do nadador”.

Os parasitas na sequência atingem a circulação e vão para os pul­mões, neste local podem causar uma reação com tosse e infiltrados pulmonares, associada a eosinofilia sérica e pulmonar, fazendo parte do espectro das pneumonites eosinofíli­cas, ou seja da síndrome de Loefler.

Os parasitas apresentam amadurecimento (esquistossô­mu­los) nos pulmões, transformando-se em vermes adultos que depois vão atingir a circulação portal. Os vermes adultos vivem na veia porta, e quando acasalam migram para o plexo hemorroidário para a deposição dos ovos.

Uma parte dos ovos atravessa o endotélio vascular, submucosa e mucosa, caindo na luz intestinal, podendo ser eliminados junto com as fezes.

          Na fase aguda da doença ocorre ativação policlonal dos linfócitos B com formação de imunocomplexos, causando artralgias, febre e até lesão renal com glomerulonefrite, que ocorre principalmente nas formas mesângio-capilar e membranosa.

Nesta fase da doença, a resposta predominante é Th1, com IFN-gama e IL-2 sendo produzidos.

Em uma segunda fase ocorre a ação predominante Th2 com formação de granulomas e reação de hipersensibilidade, com aumento da produção de IL-4 (aumento da produção de IgE) e IL-5 (eosinofilia).

         Os ovos de esquistossoma se alojam em criptas intestinais, em vasos logo abaixo da submucosa. Podem ser observados vermes dentro desses vasos na submucosa. No fígado ocorre formação de granulo­mas no espaço portal, contendo ovos no seu interior.

A reação provocada pelo schistossoma leva a formação de fibrose intensa, que progride provocando aumento da pressão portal e desvio do fluxo para a circulação pelo sistema cava. Nas formas pulmonares, há granulomas dentro dos alvéolos, gerando hipertensão pulmonar.

As principais lesões causadas no homem são secundárias, portanto aos ovos do parasita.

Manifestações Clínicas

          Na fase aguda, as manifestações incluem uma dermatite cercariana no local da penetração do verme, que cursa com edema, eritema e prurido.

Esta reação é secundária a uma reação de hipersensi­bilidade imediata mediada por IgE causada por exposições repetidas aos parasitas.

Tipicamente, a dermatite ocorre em membros inferiores, mas na maioria dos casos estas manifestações não são percebidas ou relatadas pelos pacientes.

          Apesar das manifestações pulmonares da esquistossomose ocorrerem tipicamente em pacientes com forma hepatoesplênica, uma outra manifestação aguda é a pneumonite intersticial eosinofílica, que se apresenta com tosse e broncoespasmo. Ocorre na passagem do parasita pelos pulmões.

          Uma outra manifestação aguda clássica é a chamada “ febre de Katayama”, também denominada de esquistossomose aguda com manifestações similares nos diferentes tipos de schistossoma. O quadro ocorre 30-40 dias após o contato com água contaminada pelos caramujos infectados.

O paciente apresenta febre de aparecimento súbito, diarreia, urticária, dor abdominal, angioedema, mialgias  e tosse seca. Podem ocorrer alterações do SNC e hepatoesplenomegalia, que regridem após a resolução da fase aguda.

Os pacientes podem apresentar apenas alguns destes sintomas, mas a febre é a característica mais marcante nesta fase da doença. As manifestações clínicas decorrem da reação imune contra os ovos.

A fase aguda raramente é fatal, é autolimitada e muitas vezes é oligossintomática e cursa com eosinofilia marcante (maior 1000 cels/mm3) em quase todos os casos.

           Existem diferentes formas crônicas da doença, uma delas é a forma intestinal, que é comum a todas as espécies de schistossoma.

As manifestações clínicas neste caso se restringem a sintomas intestinais que incluem dor abdominal intermitente, anorexia e diarreia.

Em casos mais graves podem ocorrer ulcerações colônicas significativas com anemia por deficiência de ferro. A forma intestinal ocorre em 85% dos casos.

           Na forma hepato-intestinal, os ovos atingem a circulação hepática e impactam no espaço pré-sinusoidal, levando à formação de granulomas e fibrose que dificultam o fluxo portal. Há hepatomegalia com predomínio do lobo esquerdo. A arquitetura dos hepatócitos se mantém  preservada.

A principal forma crônica da doença é na forma hepato-esplênica, que pode cursar com ou sem hipertensão portal.

Na forma hepatoesplênica sem hipertensão portar, a esplenomegalia tende a regredir com o tratamento, pois o estímulo antigênico desaparece; na forma hepatoesplênica com hipertensão portal surge circulação colateral originando varizes de esôfago, fundo gástrico e intestinais.

A ascite é um evento tardio nestes pacientes, pois o envolvimento é pré-sinusoidal, porém após sangramento por varizes os pacientes podem desenvolver quadro hepático isquêmico com aparecimento de ascite, que é de difícil controle. A esplenomegalia é muito importante nestes pacientes.

Com o tratamento pode haver redução da hepatoes­ple­­no­me­galia. Em crianças e adolescentes são descritos déficits de crescimento pondero-estatural e desenvolvimento dos caracte­res sexuais, que podem se normalizar após a realização de esplenectomia.

          A função hepática no paciente esquistossomótico é inicialmente preservada. Com o sangramento ocorre deterioração desta função, pois no fígado 70% do suprimento normal sanguíneo dos hepatócitos é feito pela veia porta e 30% pela artéria hepática.

No esquistossomótico, o fluxo inverte-se, com proliferação da artéria hepática para cobrir a deficiência da veia porta (ar­te­ria­lização do fígado). Na ocorrência de sangramento, as necessidades não são supridas e ocorre necrose hepática.

Alguns fatores podem influenciar o aparecimento de disfunção hepática nestes pacientes incluindo o uso de álcool, que pode levar a dano hepatocelular precoce, hepatite B, que devida a alterações imunes associadas a esquistossomose tem difícil clareamento do HBV, com surgimento de hepatite crônica.

Outro fator que pode contribuir para o aparecimento de ascite nestes pacientes é o desenvolvimento de lesões glomerulares que se associam a proteinúria facilitando o aparecimento de ascite. A ultrassonografia abdominal caracteristicamente mostra uma fibrose periportal.

          Na forma pulmonar da doença, os ovos chegam aos pulmões pela artéria pulmonar, através das colaterais pela sequência v. porta – veias esofágicas, v. ázigos – veia cava superior – coração direito – a. pulmonar.

A forma pulmonar da esquistossomose é mais frequente quando já está instalada a hipertensão portal e as colaterais estão abertas e os ovos se instalam em arteríolas pulmonares levando a um processo de endarterite. Formam-se granulomas no pulmão ao redor dos ovos, o que causa hipertensão pulmonar.

Dispneia é a principal manifestação ocorrendo em mais de 80% dos casos, outras manifestações incluem estase jugular e cor pulmonale. Há sobrecarga das câmaras direitas e o raio-X de tórax revela abaulamento do tronco da artéria pulmonar, além de micronódulos miliares em alguns casos.

No início do tratamento antiparasitário da esquistossomose pode ocorrer também manifestações pulmonares por embolizaçãoo de parasitas mortos para circulação pulmonar, mas as manifestações costumam ser autolimitadas, ao contrário da evolução normal da forma pulmonar crônica da esquistossomose em que ocorre hipertensão pulmonar, que é um evento terminal da doença.

          Na forma glomerular da doença ocorre a produção e o depósito de imunocomplexos, o que origina glomerulonefrite mesangio-proliferativa, membrano-proliferativa, glomerulonefrite membranosa ou glomeruloesclerose focal. As manifestações variam desde albuminúria em níveis menores até síndrome nefrótica franca. As formas glomerulares da esquistossomose estão frequentemente associadas às formas hepatoesplênicas.

          Os pacientes podem apresentar ainda complicações neurológicas, entre as quais a principal é a mielopatia ou mielite transversa.

A esquistossomose chega a ser responsável por até 4% das mielopatias na África sub-sahariana, os pacientes apresentam dor em membros inferiores, paresia de membros e disfunção vesical e intestinal.

Além do envolvimento de medula, pode ocorrer envolvimento cerebral, que pode cursar com convulsões e alterações motores e cerebelares.

          Outras doenças associadas à esquistossomose incluem a chamada enterobacteriose septicêmica prolongada e aumento da possibilidade de desenvolver linfoma (mais comum em mulheres com mais de 40 anos).

Diagnóstico e exames complementares

          Na fase aguda, o hemograma revela leucocito­se com eosinofilia importante com 70 a 80% de eosinófilos em sangue periférico. O exame de fezes pode ser negativo (os ovos ainda estão atravessando a parede intestinal). O diagnóstico da esquistossomose aguda é feito pelo encontro de ovos nas fezes e/ou pela sorologia associada aos dados clínicos e epidemiológicos do paciente.

          Na fase crônica, os pacientes podem apresentar pancitopenia devida ao hiperesplenismo e alterações inespecíficas como aumento de enzimas hepatocelulares e outras alterações associadas com hepatopatias. Os métodos diagnósticos principais incluem sorologia, exame parasitológico de fezes e biópsia de válvula retal.

          A sorologia pode ser feita com diferentes métodos incluindo ELISA, radioimunoensaio e hemaglutinação indireta. A sensibilidade é variável conforme a metodologia utilizada, mas usualmente é maior que 90%.

O exame de fezes pelo método Kato-Katz apresenta sensibilidade maior que 90% quando utilizado pelo menos quatro espécimes e a sensibilidade de seis exames de fezes é similar à biópsia de válvula retal, que é considerado o padrão-ouro para o diagnóstico.

Tratamento

         O tratamento antiparasitário inclui duas opções que são o oxamniquine ou praziquan­tel, em dose única, sendo este último eficaz em zonas endêmicas em mais de 85% dos casos. O controle de cura é feito com exames protoparasitológicos seriados após 40 dias do tratamento.

Em pacientes com mielopatia ou manifestações cerebrais da esquistossomose pode ser usado glicocorticoides como prednisona 1 mg/Kg por tempo limitado.

A prevenção da doença é importante e inclui o tratamento apropriado dos infectados, medidas de saneamento básico e combate ao hospedeiro intermediário além da educação sanitária da população.

Referências

1- Gryseels B, Polman K, Clerinx J, Kestens L. Human schistosomiasis. Lancet 2006; 368:1106.

Источник: http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/6110/esquistossomose.htm

Esquistossomose: o que é, sintomas, ciclo de vida e tratamento

Esquistossomose: o que é, sintomas, ciclo de vida e tratamento

A esquistossomose, popularmente conhecida como xistose, barriga d´água ou mal do caramujo, é uma doença infecciosa causada pelo parasita Schistosoma mansoni, que pode ser encontrado em água de rios e lagos e que pode penetrar na pele, causando vermelhidão e coceira na pele, fraqueza e dores musculares, por exemplo.

A esquistossomose é mais frequente em ambientes tropicais onde não existe saneamento básico e onde existe uma grande quantidade de caramujos, já que esses animais são considerados hospedeiros do parasita Schistosoma, ou seja, o parasita precisa passar um tempo no caramujo para se desenvolver e chegar no estágio em que consegue infectar as pessoas.

Veja mais sobre a esquistossomose e outras doenças causadas por parasitas:

Principais sinais e sintomas

Na maioria dos casos, a esquistossomose é assintomática, no entanto a pessoa infectada pelo parasita pode desenvolver sinais e sintomas iniciais que caracterizam a primeira fase da doença, também chamada de fase aguda:

  • Vermelhidão e coceira no local que o parasita penetrou;
  • Febre;
  • Fraqueza;
  • Tosse;
  • Dores musculares;
  • Falta de apetite;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Enjoos e vômitos;
  • Calafrios.

À medida que o parasita se desenvolve no corpo e se desloca para a circulação do fígado, podem surgir outros sinais e sintomas mais graves, caracterizando a segunda fase da doença, também chamada de fase crônica:

  • Presença de sangue nas fezes;
  • Cãibras;
  • Dor abdominal;
  • Tonturas,
  • Emagrecimento;
  • Inchaço da barriga, também chamado de barrida d´água;
  • Palpitações;
  • Endurecimento e aumento do fígado;
  • Aumento do baço.

Para evitar o aparecimento dos sintomas mais graves da esquistossomose, é importante que o diagnóstico seja feito, de preferência, ainda na fase aguda da doença.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico é feito através do exame de fezes de 3 dias, em que são pesquisados ovos de Schistosoma mansoni.

Além disso, pode ser solicitada a realização de hemograma e dosagem das enzimas hepáticas, como ALT e AST, que normalmente estão alterados, além de exames de imagem, como o ultrassom abdominal, por exemplo, com o objetivo de verificar o aumento e funcionamento do fígado e do baço.

Ciclo de vida da esquistossomose

A infecção pelo Schistosoma mansoni acontece a partir do contato com água contaminada, especialmente em locais em que há grande quantidade de caramujos. Dessa forma, agricultores, pescadores, mulheres e crianças são mais vulneráveis a ter esta doença após pescar, lavar roupa ou tomar banho em águas poluídas.

O ciclo de vida da esquistossomose é complexo e ocorre da seguinte forma:

  1. Os ovos de Schistosoma mansoni são liberados nas fezes das pessoas contaminadas;
  2. Os ovos, ao alcançarem a água, eclodem, devido à temperatura elevada, luz intensa e quantidade de oxigênio da água, e liberam o miracídio, que é uma das primeiras formas do Schistosoma mansoni;
  3. Os miracídios presentes na água são atraídos até os caramujos devido a substâncias liberadas por esses animais;
  4. Ao chegarem aos caramujos, os miracídios perdem algumas de suas estruturas e desenvolvem-se até o estágio de cercária, sendo novamente liberadas na água;
  5. As cercárias que são liberadas na água conseguem penetram na pele das pessoas;
  6. No momento da penetração, as cercárias perdem a cauda e transformam-se em esquistossômulos, que atingem a circulação sanguínea;
  7. Os esquistossômulos migram até a circulação portal do fígado, onde sofrem maturação até a fase adulta;
  8. Os vermes adultos, machos e fêmeas, migram até o intestino, onde é feita a colocação dos ovos pelas fêmeas;
  9. Os ovos demoram cerca de 1 semana para estarem maduros;
  10. O ovo maduro é, então, liberado nas fezes e, quando em contato com a água, eclode, dando origem a um novo ciclo.

Por isso, nos locais onde não há saneamento básico é comum que várias pessoas da mesma comunidade estejam contaminadas com a esquistossomose, principalmente se na região tiver grande quantidade de caramujos, já que esse animal possui papel fundamental no ciclo de vida do parasita. Para quebrar este ciclo e impedir que outras pessoas fiquem contaminadas deve-se evitar o contato com águas poluídas e eliminar o excesso de caramujos.

Como é feito o tratamento

O tratamento geralmente é feito com remédios antiparasitários como Praziquantel ou Oxamniquina durante 1 ou 2 dias, que matam e eliminam o parasita.

Além disso, o médico pode recomendar o uso de pomadas corticoides para aliviar a coceira na pele, sendo indicado também ficar de repouso, manter boa hidratação, ingerindo água.

Além disso, remédios analgésicos, para baixar a febre e para as cólicas, também podem ser indicados.

Nas pessoas que desenvolvem a fase crônica da esquistossomose podem ainda ser usados betabloqueadores e remédios para controlar a diarreia, além de ser recomendada a escleroterapia das varizes do esôfago.

Esquistossomose tem cura?

A esquistossomose tem cura quando o diagnóstico é feito logo na fase inicial da doença e o tratamento é iniciado o mais cedo possível, pois assim é possível eliminar o parasita e evitar o surgimento de complicações, como aumento do fígado e do baço, anemia e atraso no desenvolvimento da criança, por exemplo. Por isso em caso de suspeita de que a pessoa está com vermes deve-se iniciar a toma dos remédios o mais rápido possível.

Para saber se realmente a pessoa ficou curada o médico pode solicitar que seja feito um novo exame de fezes na 6ª e na 12ª semana depois de ter iniciado o tratamento. Em alguns casos, para não haver dúvidas o médico solicita uma biópsia retal 6 meses depois do início do tratamento.

No entanto, mesmo que seja verificada a cura da esquistossomose, a pessoa não adquire imunidade, podendo ser infectada novamente pelo parasita caso entre em contato com águas contaminadas.

Como evitar ser contaminado

A prevenção da esquistossomose pode ser feita através de medidas básicas de higiene como:

  • Evitar o contato com a água das chuvas e enchentes;
  • Não andar descalço na rua, na terra ou em riachos de água doce;
  • Beber somente água potável, filtrada ou fervida.

Estes cuidados devem ser feitos principalmente nos lugares onde não há saneamento adequado e o esgoto corre a céu aberto.

Источник: https://www.tuasaude.com/esquistossomose/

Saiba o que é esquistossomose

Esquistossomose: o que é, sintomas, ciclo de vida e tratamento
Promoção da Saúde

Conhecida como doença do caramujo, barriga d'água e xistose, a doença pode evoluir para formas graves e levar à morte

Conhecida como uma doença prevalente em áreas tropicais e subtropicais, a esquistossomose afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Popularmente conhecida como barriga d'água, xistose ou doença do caramujo, a esquistossomose atinge principalmente comunidades carentes, sem acesso a água potável e sem o saneamento adequado.

Se não for tratada adequadamente, a esquistossomose pode evoluir e provocar complicações graves, levando à morte.

De acordo com a coordenadora-geral substituta de Doenças em eliminação do Ministério da Saúde, Jeann Marie Marcelino, a esquistossomose está relacionada diretamente com certos hábitos de vida. “É uma doença relacionada com a falta de saneamento básico e uso da água doce para lazer ou para trabalho, como pescadores e mulheres que lavam louças na beira do rio”, esclarece.

A principal forma de ser infectado pelos vermes causadores da esquistossomose é entrando em contato com água doce com caramujos infectados. Quando uma pessoa entra em contato com essa água contaminada, as larvas penetram na pele e ela adquire a infecção.

No Brasil, a doença parasitária é causada pelo verme Trematódeo Schistosoma Mansoni. Ele tem a espécie humana como hospedeiro definitivo e os caramujos de água doce, do gênero Biomphalaria, como hospedeiros intermediários.

Pessoas contaminadas podem liberar ovos do parasita em suas fezes. Quando estas são depositadas em rios, córregos e outros ambientes de água doce ou quando chegam até estes locais pelas enxurradas, pode acontecer a contaminação através da pele. O verme é capaz de penetrar na pele de pessoas que pisam descalças, nadam, tomam banho ou simplesmente lavam roupas e objetos na água infectada.

Marcelino explica que, no Brasil, a principal região com áreas de transmissão é o Nordeste. Mas outros estados, como Minas Gerais e o Espírito Santo, também possuem casos da doença. “Destacamos que os estados que possuem maior número de casos são Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.

Além deles, podemos destacar o Rio Grande do Norte, Paraíba, e Maranhão. Também existem pequenas áreas de transmissão no Ceará e no Pará.

A indicação é que quando uma pessoa visite esses estados tenha muita atenção para o banho em águas doces com correnteza leve, pequenos rios e riachos”, alerta.

Sintomas da esquistossomose

Na fase aguda, o paciente infectado por esquistossomose pode apresentar diversos sintomas, como febre, dor de cabeça, calafrios, suores, fraqueza, falta de apetite, dor muscular, tosse e diarreia. Em alguns casos, o fígado e o baço podem inflamar e aumentar de tamanho.

Porém, a coordenadora explica que, na maioria dos casos, as pessoas infectadas não sentem sintomas da doença. “A maioria dos portadores do parasita não apresentam sinais da doença, são assintomáticos. É uma doença bastante silenciosa, o que a torna perigosa”, disse.

Quando os sintomas surgem, o tempo de aparecimento dos primeiros sinais é de duas a seis semanas, a partir da infecção. Além disso, a doença pode se tornar crônica. “Se a pessoa contraiu a doença e não teve tratamento durante muito tempo ou se ela vive em uma área endêmica e está sempre se reinfectando, ela pode desenvolver uma forma crônica da doença”, explica Marcelino.

Na forma crônica da doença, a diarreia se torna mais constante, alternando-se com prisão de ventre, e pode aparecer sangue nas fezes. Além disso, a pessoa pode ter outros sintomas, como tonturas, dor na cabeça, sensação de plenitude gástrica, coceira anal, palpitações, impotência, emagrecimento, endurecimento e aumento do fígado.

Nos casos mais graves, o estado geral do paciente piora bastante, com emagrecimento, fraqueza acentuada e aumento do volume do abdômen, conhecido popularmente como barriga d’água.

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