Exame HIV: janela imunológica, teste rápido, ELISA

Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV): teste rápido para rastreamento e encaminhamento oportuno

Exame HIV: janela imunológica, teste rápido, ELISA

O vírus HIV é o causador da AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida). O vírus pode ser transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados.

Algumas semanas depois da infecção pelo HIV, podem ocorrer sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dor de garganta e fadiga. A doença costuma ser assintomática até evoluir para AIDS. Os sintomas da AIDS incluem perda de peso, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções recorrentes.

Definição

A AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) é uma infecção viral, causada pelo vírus HIV. Trata-se de uma doença crônica, sistêmica e dinâmica.

Transmissão do HIV

A transmissão do vírus da imunodeficiência humana (HIV) acontece por quatro vias:

  1. Sexual;
  2. Vertical;
  3. Transfusional;
  4. Parenteral.

A transmissão sexual é a principal forma de contágio.

A transmissão vertical pode acontecer durante a gravidez, o parto ou a amamentação, por isso é essencial o acompanhamento precoce de todas as gestantes, desde o pré-natal até o pós-parto.

Transfusão de sangue, acidentes envolvendo materiais perfurocortantes ou compartilhamento de seringas e agulhas também são possíveis vias de contaminação.

Indivíduos portadores do HIV, também denominados “soro positivo”, não apresentam, necessariamente, a forma ativa da doença, embora sejam capazes de transmitir o vírus.

Agente etiológico

A AIDS é causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV, do inglês human immunodeficiency virus). É um retrovírus, que pertencente à família Lentiviridae.

Período de incubação do HIV

O período de incubação compreende o tempo entre o momento da infecção pelo HIV e o surgimento das manifestações clínicas (sinais e sintomas) condizentes com o quadro agudo da denominada Síndrome Retroviral Aguda (SRA), que pode perdurar de 1 a 3 semanas.

Período de transmissibilidade do HIV

O HIV pode ser transmitido a partir do momento em que a pessoa é infectada. A alta carga viral no sangue e em secreções sexuais presentes em infecções recentes (agudas) e em quadros mais avançados levam a uma transmissibilidade aumentada.

Processos infecciosos e inflamatórios sistêmicos também são fatores capazes de aumentar a transmissibilidade do vírus.

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade ao vírus é universal e não há imunidade associada à infecção pelo vírus. Entretanto, em grupos populacionais com vida sexual ativa (adolescentes e jovens) há maior incidência da doença.

A imunidade celular apresenta importante papel no controle da viremia. Especialmente em quadros agudos, a carga viral elevada e/ou a resposta imune intensa pode vir acompanhada da brusca e transitória redução na contagem de Linfócitos TCD4+.

A detecção de anticorpos anti-HIV-1 e anti-HIV-2, bem como do antígeno p24, são os parâmetros diagnósticos diretos para positividade da patologia. Imunoglobulinas anti-HIV da classe IgM surgem inicialmente logo após a infeção.

Após algumas semanas ou meses, os anticorpos IgG tornam-se detectáveis, seguidos de enzimas virais e proteínas reguladoras.

Os anticorpos IgG passam a ser detectáveis por ensaios imunoenzimáticos em 3 a 4 semanas após a infecção e podem permanecer em títulos positivos por até 6 meses.

JANELA IMUNOLÓGICA

O tempo decorrido entre o momento da infecção e a detecção primária de marcadores é denominado janela imunológica e pode durar até cerca de 30 dias a depender da resposta do indivíduo à infecção e da metodologia analítica empregada na testagem da amostra.

Durante esse período, testes imunológicos podem revelar resultado falso negativo, o que torna necessária a repetição do teste, geralmente, após 30 dias.

A identificação do antígeno p24 é um artifício capaz de reduzir os resultados falso negativos devido ao período da janela imunológica.

Através deste marcador sorológico é possível reduzir o tempo necessário para identificação da positividade de amostras reagentes em cerca de 10 dias, figurando como marcador aliado para confirmação da infecção pelo HIV.

A fisiopatologia decorrente da infecção é marcada pela atuação do vírus em células linfocitárias (especialmente Linfócitos TCD4+), alterando o código genético celular de modo a alterar a função do principal componente celular de defesa do organismo, tornando o indivíduo infectado altamente vulnerável e suscetível à infecção por micro-organismos oportunistas capazes de promover quadros clínicos que, no paciente imunodebilitado, pode levar ao óbito.

Quando no período gestacional, a infecção pode comprometer o curso da gravidez, sendo fundamental o acompanhamento da saúde da mãe e do feto por meio da realização do pré-natal.

Manifestações clínicas da infeção por HIV

De modo geral, a infecção por HIV leva ao comprometimento progressivo do sistema imunológico e as manifestações clínicas da pessoa vivendo com HIV-AIDS (PVHA) variam de acordo com a fase da infecção: infecção aguda, latência clínica, fase sintomática e AIDS.

INFECÇÃO AGUDA (RECENTE)

Também denominada de Síndrome Retroviral Aguda (SRA) – É relatada em aproximadamente 50% dos portadores do HIV e apresenta grande variação de queixas que vão desde quadro gripal leve à síndrome semelhante a quadro de mononucleose.

Dentre as sintomatologias comumente relatadas estão febre, fadiga, mialgia (dor muscular), ulcerações mucocutâneas, cefaleia (dor de cabeça), hepatoesplenomegalia, náusea e perda de peso.

Determinados pacientes podem apresentar neuropatia periférica, candidíase oral, meningoencefalite asséptica e Síndrome de Guillain-Barré.

A SRA é um quadro autolimitado no qual grande parte dos sinais e sintomas desaparecem de 3 a 4 semana. Astenia e linfadenopatia podem persistir por períodos mais extensos.

LATÊNCIA CLÍNICA

Caracterizada por exame físico normal (exceto pela linfadenopatia persistente e indolor mesmo após infecção aguda) e possíveis alterações laboratoriais, como plaquetopenia (comum), anemia (em geral, normocítica e normocrômica) e leucopenia leve, porém sem associação a outros sintomas.

Nesta fase, os exames para HIV são reagentes e a contagem de Linfócitos TCD4+ pode ser estável ou estar em declínio.

FASE SINTOMÁTICA

À medida em que a infecção progride, o paciente passa a manifestar sinais e sintomas inespecíficos em intensidade variável de acordo com suas condições em saúde e imunidade inata.

A partir da quantificação de células T-CD4+, pode-se predizer o prognóstico. Para contagens de T-CD4+ >350 céls/mm³, tem-se grande frequência de infecções bacterianas (a exemplo de tuberculose e outros quadros respiratórios).

Contagens de T-CD4+ entre 200 e 300 céls/mm³, indicam progressão da infecção, com manifestação de sintomas constitucionais, como febre baixa, sudorese noturna e fadiga, diarreia, cefaleia e diversas alterações orgânicas e neurológicas, além de maior frequência de lesões orais, como a Herpes-zoster.

A avaliação e detecção de quadro de candidíase oral é um marcador clínico precoce e altamente relevante para imunodepressão grave.

AIDS

O aparecimento de infecções oportunistas (IO) e de neoplasias são os definidores no início da AIDS.

Entre as Infecções oportunistas, estão:

  • Pneumocistose;
  • Neurotoxoplasmose;
  • Tuberculose pulmonar atípica ou disseminada;
  • Meningite criptocócica;
  • Retinite por citomegalovírus.

Entre as neoplasias mais comuns estão:

  • Sarcoma de Kaposi (SK);
  • Linfoma não Hodgkin;
  • Câncer de colo uterino, em mulheres jovens.

Além das IOs e das neoplasias, o HIV pode causar doenças por dano direto a certos órgãos ou por processos inflamatórios, como miocardiopatia, nefropatia e neuropatias, que podem estar presentes durante toda a evolução da infecção pelo HIV.

É frequente a ocorrência coinfecções, a exemplo da associação TB/HIV, altamente prevalente devido à maior suscetibilidade para infecção pelo Mycobacterium tuberculosis, agente causador da Tuberculose (TB). Esta associação reflete na maior causa de óbitos para portadores do HIV, sendo fundamental a pesquisa em todas as consultas na rede de atenção em saúde.

A presença de comorbidades (coexistência de duas ou mais patologias no mesmo indivíduo) como maior risco para eventos cardiovasculares, neoplasias, SIR, lipodistrofia, alterações metabólicas, neurocognitivas, renais, hepáticas e osteoarticulares, por exemplo, acabam levando a mútua potencialização e agravamento do quadro de saúde.

Quando no período gestacional, a infecção pode comprometer o curso da gravidez, sendo fundamental o acompanhamento da saúde da mãe e do feto por meio da realização do pré-natal.

Diagnóstico do HIV

O diagnóstico clínico da infecção causada pelo HIV é feito através de anamnese completa e exame físico, buscando evidências indicativas e fatores de risco para a infecção. Todo paciente em suspeita diagnóstica deve ser avaliado considerando possível janela de soroconversão.

O diagnóstico laboratorial é fundamentado em protocolos e fluxogramas encontrados no Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças, aprovado pela Portaria SVS/MS nº 29, de 17 de dezembro de 2013, e que é constantemente atualizado de acordo com novas revisões sistemáticas.

TIPOS DE EXAMES DIAGNÓSTICOS

Podem ser empregadas técnicas de ensaios imunoenzimáticos (ELISA), reação em cadeia da polimerase (PCR) do ácido desoxirribonucleico (DNA) ou do ácido ribonucleico (RNA), imunofluorescência indireta (IFI) para pesquisa de HIV-1, Western Blot para pesquisa de HIV-1, contagem de CD4, carga viral plasmática, além de testes para avaliar outras funções orgânicas, como função renal e hepática e busca de coinfecções.

Em gestantes com suspeita ou confirmação de infeção por HIV, a realização de ultrassonografia fetal visa a detecção da presença de alterações fetais indicativas de infecção fetal. Para avaliação de soropositividade neonatal, métodos de biologia molecular (PCR) são comumente empregados.

Devem ser descartadas as possibilidades de outras doenças com sintomatologia semelhante, através da realização de testes para o diagnóstico diferencial de outras infecções sexualmente transmissíveis ou não.

Lembre-se que infecção por HIV-1 em títulos elevados pode causar resultado positivo para testagem do HIV-2, não indicando necessariamente a presença de infecção mista.

NOTIFICAÇÃO DO RESULTADO

A infecção causada pelo HIV é de notificação compulsória, de modo que uma vez confirmado o diagnóstico, deve-se notificar a secretaria de vigilância epidemiológica do município, conforme regulamentação específica (Portaria de consolidação MS/GM nº 4, de 28 de setembro de 2017).

Источник: https://clinicarx.com.br/blog/virus-da-imunodeficiencia-humana-hiv-teste-rapido-para-rastreamento-e-encaminhamento-oportuno/

Testes diagnósticos

Exame HIV: janela imunológica, teste rápido, ELISA

Os anticorpos contra o HIVaparecem no soro ou plasma de indivíduos infectados, em média, 3 a 12 semanasapós a infecção.

Em crianças com até 18 meses, o resultado dos testes são dedifícil interpretação, já que freqüentemente os anticorpos detectados contra ovírus são decorrentes da transferência passiva de anticorpos maternos.

Nessescasos, os testes imunológicos não permitem a caracterização da infecção.

Os testes para detecção dainfecção pelo HIV podem ser divididos em quatro grupos: testes de detecção deanticorpos, testes de detecção de antígenos, técnicas de cultura viral e testesde amplificação do genoma do vírus.

As técnicas usualmenteempregadas no diagnóstico da infecção pelo HIV se baseiam na detecção deanticorpos contra o vírus e são usadas para triagem inicial. Detectam aresposta do hospedeiro ao vírus, e não o vírus.

Os testes de detecção deanticorpos são:

·       o ELISA(Enzime Linked Immunosorbent Assay, ou ensaio de imunoadsorção ligado áenzima), que é o mais usado, por sua facilidade de automação, custorelativamente baixo e elevada sensibilidade e especificidade,

·       aImunofluorescência indireta, utilizada na confirmação sorológica,

·       oWestern-blot, considerado “padrão ouro” para confirmação do resultadona etapa de triagem. Tem alta especificidade e sensibilidade mas seu custo éalto.

·       os Testesrápidos e testes simples que dispensam equipamentos para a sua realização,sendo de fácil execução e leitura visual. Aplica-se em inquéritosepidemiológicos. A sensibilidade é comparável à dos testes de ELISA.

·       Testes dedetecção do vírus ou suas partículas, são mais complexos e caros e por issorestritos a ensaios clínicos e pesquisas. Alguns são empregados na rotina detratamento e acompanhamento do doente e não para diagnóstico. Dentre estes osprincipais são:

·       Testes deamplificação do genoma do vírus (carga viral): é a análise quantitativa dacarga viral por técnicas baseadas na amplificação de ácidos nucléicos,amplificação de DNA em cadeia ramificada e amplificação seqüencial de ácidosnucleicos. Têm alta sensibilidade, permitindo o acompanhamento da resposta àterapêutica anti-retroviral.

·       contagem deTCD4+ em sangue periférico: a contagem de células TCD4+ em sangue periféricomede a imunocompetência celular; é útil no acompanhamento de soropositivos.

Habitualmente, o teste ELISA éo primeiro exame de sangue feito para verificar se a pessoa está infectada comHIV. Se este teste der positivo, outro teste mais específico, normalmente testeWESTERN BLOT, é feito para confirmar os resultados.

Testes diagnósticos: quando eonde fazer

Qualquer pessoa que passou poruma situação de risco pode submeter-se ao teste, que é sigiloso e gratuito, eestá disponível nos Centro de Saúde.

Éimportante lembrar que o teste detecta a presença de anticorpos contra o HIV enão o HIV, por isso é necessário que decorra algum tempo entre o contato derisco e a formação de anticorpos.

Só haverá anticorpos circulantes no sanguedepois de decorrido este período, chamado janela biológica, varia de três a dozesemanas (1½ mês a 3 meses, com média de aproximada de 2,1 meses) após aexposição de risco e aquisição do vírus.

Se quiser pode também solicitarno Centro de Saúde um aconselhamento sobre fazer ou não o teste e comoenfrentar um resultado positivo. Procure um serviço público ou se informe noDisque-AIDS.

Lembre-se este exame só podeser feito com o consentimento da pessoa.

Estes testes, são obrigatóriosapenas em  doadores de sangue ou deórgãos  e gestantes, de preferência noinício do acompanhamento pré-natal.

Diagnóstico Sorológico daInfecção pelo HIV

Resultado positivo significaque a pessoa é portadora do vírus, é um soropositivo e pode ou não estar comAIDS. A procura de tratamento médico é necessária pois a infecção é controlável.

Portadores assintomáticos podemtransmitir o vírus para outras pessoas, razão pela qual é importante comunicaro resultado aos parceiros que devem também realizar o teste anti-HIV.

É necessária a adoção depráticas seguras para a redução de riscos de re-infecção pelo HIV e outras DST.

Resultados falso-positivos decorrem de problemas técnicos oualterações biológicas no indivíduo que determinam reatividade, independente dacondição investigada.

Os de origem técnica são: contaminação de ponteiras ou dareação por soros vizinhos fortemente positivos, troca de amostras, ciclosrepetidos de congelamento e descongelamento, pipetagens de baixa acerácea,inativação da amostra a 56°C e transporte ou armazenamento inadequado dasamostras ou kits.

Como causas biológicas deresultados falso-positivos são, entre outras, semelhanças antigênicas entremicrorganismos, doenças auto-imunes, infecções por outros vírus, uso de drogasendovenosas, aquisição passiva de anticorpos anti-HIV. Nem todas as reaçõesfalso-positivas têm causa definida ou podem ser evitadas.

Resultado negativo:

O resultado negativo significaque a pessoa não está infectada ou que foi infectada tão recentemente que aindanão produziu anticorpos necessários para detecção pelo teste utilizado e é, nestecaso um falso-negativo.

Influem nos resultadosfalso-negativos, a sensibilidade do teste, em função das diferentes capacidadesde detecção dos kits, da ocorrência do período de janela imunológica ou davariabilidade na constituição antigênica dos conjuntos de diagnóstico.

Entre osfatores de ordem técnica que levam a resultados falso-negativos, estão: trocada amostra, uso de reagentes fora do prazo de validade, equipamentosdesajustados, pipetagem incorreta e transporte ou armazenamento inadequado dasamostras ou dos kits.

É importante destacar que umresultado negativo não significa imunidade.

Resultado indeterminado

Um resultado indeterminado podesignificar um falso-positivo devido a razões biológicas ou um verdadeiropositivo de infecção recente que ainda não desenvolveu anticorpos.

Janela imunológica:

É o tempo compreendido entre aaquisição da infecção e a soroconversão (também chamada de janela biológica).Varia de seis a doze semanas (um mês e meio a três meses) após a aquisição dovírus, com o período médio de aproximadamente 2,1 meses. Os testes utilizadosapresentam geralmente níveis de até 95% de soroconversão nos primeiros 5,8meses após a transmissão.

Soroconversão:

É a positivação da sorologiapara o HIV, que ocorre entre 6 a 12 semanas após o contágio (período conhecidocomo janela imunológica). Como os testes diagnósticos detectam a presença deanticorpos para o HIV, só devem ser realizados após este período.

Источник: https://www3.faac.unesp.br/nos/olho_vivo/aids/tes_dia.htm

Teste de HIV: o que é e como entender o resultado

Exame HIV: janela imunológica, teste rápido, ELISA

O exame para o HIV é feito com o objetivo de detectar a presença do vírus HIV no organismo e deve ser feito pelo menos 30 dias após a exposição a situações de risco, como relações sexuais desprotegidas ou contato com sangue ou secreções de pessoas portadoras do vírus HIV.

O teste de HIV é simples e é feito principalmente por meio da análise de uma amostra de sangue, mas também pode ser utilizada a saliva para verificar a presença do vírus no organismo. Todos os testes de HIV pesquisam os dois tipos de vírus existentes, o HIV 1 e o HIV 2.

O teste para o HIV deve ser realizado no mínimo 1 mês após o comportamento de risco, pois a janela imunológica, que corresponde ao tempo entre o contato com o vírus e a possibilidade de detecção do marcador da infecção, é de 30 dias, podendo haver a liberação de um resultado falso negativo caso o exame seja realizado antes dos 30 dias.

Para entender o resultado do teste do HIV, é importante verificar se é reagente, não reagente ou indeterminado além dos valores indicados, pois normalmente quanto maior o valor, mais avançada é a infecção.

Exame de sangue do HIV

O exame de sangue para o HIV é feito com o objetivo de identificar a presença do vírus e a sua concentração no sangue, dando informações sobre o estágio da infecção. O teste de HIV pode ser feito por meio de vários métodos laboratoriais de diagnóstico, sendo o mais utilizado o método de ELISA. Os possíveis resultados são:

  • Reagente: Significa que a pessoa esteve e contato e se contaminou com o vírus da AIDS;
  • Não reagente: Significa que a pessoa não está contaminada com o vírus da AIDS;
  • Indeterminado: É preciso repetir o teste porque a amostra não foi clara o suficiente. Algumas situações que levam a este tipo de resultado são a gravidez e vacinação recente.

Em caso de resultado positivo para HIV o próprio laboratório utiliza outros métodos para confirmar a presença do vírus no organismo, como o Western Blot, Immunoblotting, Imunofluorescência indireta para o HIV-1. Assim, o resultado positivo é mesmo confiável.

Em alguns laboratórios, é liberado também um valor, além da indicação se é reagente, não reagente ou indeterminado.

No entanto, esse valor não tanta importância clínica quanto a determinação da positividade ou negatividade do exame, sendo apenas interessante para acompanhamento médico.

Caso o médico interprete como sendo um valor importante do ponto de vista clínico, pode ser solicitada a realização de exames mais específicos, como o exame de carga viral, em que é verificada a quantidade de cópias do vírus circulantes no sangue.

No caso de resultado indeterminado, é recomendado que o exame seja repetido após 30 a 60 dias para que seja verificada a presença ou ausência do vírus.

Nesses casos, o exame deve ser repetido mesmo que não existam sintomas, como perda rápido de peso, febre e tosse persistentes, dor de cabeça e aparecimento de manchas vermelhas ou pequenas feridas na pele, por exemplo. Conheça os principais sintomas do HIV.

Teste rápido do HIV

Os testes rápidos indicam a presença ou ausência do vírus e é feito por meio de uma pequena amostra de saliva ou pequena gota de sangue para identificar o vírus. O resultado do teste rápido é liberado entre 15 e 30 minutos e também são de confiança, sendo os possíveis resultados:

  • Positivo: Indica que a pessoa tem o vírus HIV mas deve realizar o exame de sangue ELISA para confirmar o resultado;
  • Negativo: Indica que a pessoa não está contaminada com o vírus HIV.

Os testes rápidos são utilizados na rua, em campanhas do governo nos centros de testagem e aconselhamento (CTA) e em gestantes que iniciam o trabalho de parto sem ter realizado o pré-natal, mas estes testes também podem ser comprados pela Internet. 

Normalmente nas campanhas do governo são utilizados os testes OraSure, que testam a saliva e o teste que pode ser comprado pela internet em farmácias online do exterior é o Home Access Express HIV-1, que é aprovado pelo FDA e utiliza uma gota de sangue.

O exame de carga viral é um exame que tem como objetivo monitorar a evolução da doença e verificar se o tratamento está sendo eficaz por meio da verificação da quantidade de cópias do vírus presentes no sangue no momento da coleta.

Esse exame é caro, já que é feito por meio de técnicas moleculares que necessitam de equipamentos e reagentes especiais, e, por isso, não é solicitado para fins diagnósticos.

Assim, o exame de carga viral só é realizado quando há diagnóstico da infecção pelo HIV com o objetivo de monitorar e acompanhar o paciente, sendo solicitado pelo médico 2 a 8 semanas após o diagnóstico ou início do tratamento e repetição a cada 3 meses.

A partir do resultado do exame, o médico pode avaliar o número de cópias do vírus no sangue e comparar com os resultados anteriores, verificando, assim, a eficácia do tratamento.

Quando é percebido o aumento da carga viral, significa que houve piora da infecção e, possivelmente, resistência ao tratamento, devendo o médico mudar a estratégia terapêutica.

Quando o contrário acontece, ou seja, quando há diminuição da carga viral ao longo do tempo, significa que o tratamento está sendo eficaz, havendo inibição da replicação do vírus.

O resultado de carga viral indeterminado não significa que não há mais infecção, mas sim que o vírus encontra-se em baixas concentrações no sangue, indicando que o tratamento está sendo eficaz.

É consenso na comunidade científica que quando o exame de carga viral é indetectável, há baixo risco de transmissão do vírus por via sexual, no entanto é importante mesmo assim fazer uso do preservativo na relação sexual.

Quando pode dar resultado falso negativo

O resultado falso negativo pode acontecer quando a pessoa fez o exame em até 30 dias após o comportamento de risco que pode ter sido relação sexual sem camisinha, compartilhamento de seringas e agulhas descartáveis ou perfuração com objeto de corte contaminado como facas ou tesouras, por exemplo. Isso acontece porque o organismo não consegue produzir quantidades suficientes de anticorpos para que a presença do vírus seja indicada no exame.

No entanto, mesmo que o teste tenha sido realizado 1 mês após o comportamento de risco, o organismo pode demorar até 3 meses para produzir anticorpos suficientes contra o vírus HIV e o resultado ser positivo. Assim, é importante que o exame seja repetido 90 e 180 dias após o comportamento de risco para que se tenha confirmação da presença ou ausência do vírus HIV no organismo.

Basicamente sempre que um resultado for positivo não há dúvidas que a pessoa possui HIV, enquanto que em caso de resultado negativo, pode ser preciso repetir o exame devido ao falso negativo. No entanto, um infectologista poderá indicar o que fazer em cada caso.

Источник: https://www.tuasaude.com/teste-do-hiv/

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