Excesso de Cálcio (Hipercalcemia): causas, sintomas e tratamento

Hipercalcemia: sintomas, tratamentos e causas

Excesso de Cálcio (Hipercalcemia): causas, sintomas e tratamento

Hipercalcemia é a condição em que o nível de cálcio no sangue é maior do que o normal.

Causas

O cálcio é importante para muitas funções corporais, incluindo:

  • Formação dos ossos
  • Liberação de hormônios
  • Contração muscular
  • Função nervosa e cerebral

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Hormônio da paratireoide (PTH) e vitamina D ajudam a controlar o equilíbrio do cálcio no corpo. O PTH é produzido pelas glândulas paratireoides – quatro pequenas glândulas localizadas no pescoço atrás da glândula tireoide. A vitamina D é obtida pela exposição da pele à luz solar e de fontes de alimentos, tais como:

  • Gema de ovo
  • Peixes
  • Cereais fortificados
  • Produtos lácteos fortificados

O hiperparatireoidismo primário é a causa mais comum de hipercalcemia. Isso se deve à liberação de PTH em excesso pelas glândulas paratireoides. Esse excesso ocorre devido à dilatação de uma ou mais glândulas paratireoides ou por um crescimento (geralmente não cancerígeno) em uma das glândulas.

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Outras condições médicas também podem causar hipercalcemia:

  • Insuficiência da glândula adrenal
  • Uma condição hereditária que afeta a capacidade do corpo de regular o cálcio (hipercalcemia hipocalciúrica familiar)
  • Estar acamado (ou não ser capaz de se mover) por um longo período de tempo
  • Excesso de cálcio na dieta (chamada de síndrome de leite e alcalino, geralmente devido à ingestão de pelo menos 2.000 miligramas de cálcio por dia)
  • Hipertireoidismo
  • Insuficiência renal
  • Medicamentos, como lítio e diuréticos
  • Alguns tumores cancerosos (por exemplo, câncer de pulmão, câncer de mama)
  • Excesso de vitamina D pela dieta ou doenças inflamatórias

A hipercalcemia afeta menos de 1% da população. A capacidade de medir o cálcio no sangue desde os anos 1960 tem melhorado a detecção. Hoje, a condição é diagnosticada em um estágio precoce, portanto, a maioria dos pacientes com hipercalcemia não tem sintomas.

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Fatores de risco

Mulheres na faixa dos 50 anos são a população de maior risco de hipercalcemia.

Sintomas de Hipercalcemia

  • Constipação
  • Náusea
  • Dor
  • Falta de apetite
  • Vômitos
  • Dor no flanco
  • Sede frequente
  • Micção frequente

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  • Contrações musculares
  • Fraqueza
  • Apatia
  • Demência
  • Depressão
  • Irritabilidade
  • Perda de memória
  • Dor nos ossos
  • Arqueamento dos ombros
  • Fraturas devido a doença (fraturas patológicas)
  • Perda de altura
  • Curvatura da coluna espinhal

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar hipercalcemia são:

  • Clínico geral
  • Endocrinologia
  • Hematologia
  • Psiquiatria
  • Neurologia

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Você sente dores? Onde?
  • Em quais partes do corpo?

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Já que a hipercalcemia pode causar poucos sinais ou sintomas, uma pessoa pode não saber que tem a doença até que exames de sangue de rotina indiquem um alto nível de cálcio no plasma. Os exames de sangue também podem revelar se o seu nível de hormônio da paratireoide é alta, indicando que você tem hiperparatireoidismo.

Para determinar se seu hipercalcemia é causada por um problema subjacente, como câncer ou sarcoidose, o seu médico pode recomendar exames de imagem de seus ossos ou pulmões.

Diagnóstico de Hipercalcemia

Já que a hipercalcemia pode causar poucos sinais ou sintomas, uma pessoa pode não saber que tem a doença até que exames de sangue de rotina indiquem um alto nível de cálcio no plasma. Os exames de sangue também podem revelar se o seu nível de hormônio da paratireoide é alta, indicando que você tem hiperparatireoidismo.

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Para determinar se seu hipercalcemia é causada por um problema subjacente, como câncer ou sarcoidose, o seu médico pode recomendar exames de imagem de seus ossos ou pulmões.

Tratamento de Hipercalcemia

O tratamento é voltado para a causa da hipercalcemia. Nas pessoas com hiperparatireoidismo primário (PHPT), pode ser necessário realizar uma cirurgia para retirar a glândula paratireoide anormal e curar a hipercalcemia.

Contudo, se a hipercalcemia for moderada, o médico oferecerá a opção de monitorar a doença mais de perto ao longo do tempo.

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A hipercalcemia severa que causa sintomas e exige internação é tratada com:

  • Calcitonina
  • Diálise
  • Medicamento diurético, como furosemida
  • Medicamentos que impedem a quebra de ossos e a absorção pelo corpo
  • Líquidos por via venosa (líquidos intravenosos)
  • Glicocorticoides (esteroides)

Medicamentos para Hipercalcemia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de hipercalcemia são:

  • Androcortil
  • Betametasona
  • Celestone
  • Decadron
  • Dexametasona
  • Prednisolona
  • Predsim

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Se você desenvolver hipercalcemia, você pode seguir algumas dicas e evitar possíveis complicações da doença. Veja:

  • Beba bastante líquidos, especialmente água. Beber líquidos pode ajudar a mantê-lo longa da desidratação e ajudar a prevenir a formação de pedras nos rins.
  • Exercite-se. Uma vez que seus níveis de cálcio voltar ao normal, e se você for de outra maneira saudável, é importante manter-se ativo para ajudar a manter a densidade óssea. Tente combinar o treinamento de força com exercícios de levantamento de peso.
  • Não fume. Fumar aumenta a perda de massa óssea.

Complicações possíveis

Essas complicações da hipercalcemia no longo prazo são incomuns nos dias de hoje, graças a avanços nos métodos de tratamento:

  • Pancreatite
  • Úlcera péptica
  • Depressão
  • Dificuldade de concentração ou raciocínio
  • Cistos ósseos
  • Fraturas
  • Osteoporose

Hipercalcemia tem cura?

O sucesso do tratamento depende da causa da hipercalcemia. Pacientes com hiperparatireoidismo moderado ou hipercalcemia com uma causa tratável obtêm êxito no tratamento e geralmente não têm complicações.

Pacientes com hipercalcemia causada por doenças tais como câncer ou doença granulomatosa podem não ter sucesso, mas isso geralmente se deve à própria doença e não à hipercalcemia.

Referências

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Nefrologia

Mayo Clinic

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipercalcemia

Excesso de Cálcio (Hipercalcemia): causas, sintomas e tratamento

Excesso de Cálcio (Hipercalcemia): causas, sintomas e tratamento

A hipercalcemia corresponde ao excesso de cálcio no sangue, em que são verificadas quantidades desse mineral superiores a 10,5 mg/dL no exame de sangue, podendo ser indicativa de alterações das glândulas paratireoides, tumores, doenças endócrinas ou por efeito colateral de alguns medicamentos.

Esta alteração não costuma provocar sintomas, ou provoca apenas sintomas leves, como falta de apetite e enjoo. No entanto, quando os níveis de cálcio elevam excessivamente, ficando acima de 12 mg/dl, pode provocar sintomas como prisão de ventre, aumento da quantidade de urina, sonolência, fadiga, dor de cabeça, arritmias e, até, coma. 

O tratamento da hipercalcemia varia de acordo com a sua causa, sendo considerada uma urgência caso provoque sintomas ou atinja o valor de 13 mg/dl. Como forma de reduzir os níveis de cálcio, o médico poderá indicar uso de soro na veia e remédios como diuréticos, calcitonina ou bifosfonatos, por exemplo. 

Possíveis sintomas

Embora o cálcio seja um mineral muito importante para a saúde dos ossos e para os processos vitais do corpo, quando está em excesso pode afetar negativamente o funcionamento do organismo, provocando sinais como:

  • Dor de cabeça e cansaço excessivo;
  • Sensação de sede constante;
  • Vontade frequente de urinar;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diminuição do apetite;
  • Alterações do funcionamento dos rins e risco de formação de cálculos;
  • Cãibras frequentes ou espasmos musculares;
  • Arritmias cardíacas.

Além disso, pessoas com hipercalcemia também podem apresentar sintomas relacionados a alterações neurológicas como perda de memória, depressão, irritabilidade fácil ou confusão, por exemplo.

Principais causas da hipercalcemia

A principal causa de excesso de cálcio no organismo é o hiperparatireoidismo, no qual as pequenas glândulas paratireoides, que se localizam por trás da tireoide, produzem em excesso um hormônio que regula a quantidade de cálcio no sangue. No entanto, a hipercalcemia também pode acontecer como consequência de outras situações, como por exemplo:

  • Insuficiência renal crônica;
  • Excesso de vitamina D, principalmente por doenças como sarcoidose, tuberculose, coccidioidomicose ou pelo consumo em excesso;
  • Efeito colateral ao uso de certos medicamentos como lítio, por exemplo;
  • Tumor nos ossos, rins ou intestino em fase avançada;
  • Tumor em ilhotas pancreáticas;
  • Mieloma múltiplo;
  • Síndrome milk-alkali, causada pela ingestão exagerada de cálcio e uso de antiácidos;
  • Doença de Paget;
  • Hipertireoidismo;
  • Mieloma múltiplo;
  • Doenças endocrinológicas como tireotoxicose, feocromocitoma e doença de Addison.

A hipercalcemia maligna surge devido à produção de um hormônio semelhante ao hormônio das paratireoides pelas células de um tumor, o que causa uma hipercalcemia grave e de difícil tratamento. Outra forma de hipercalcemia em casos de câncer acontece devido à lesões nos ossos provocados por metástases ósseas.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de hipercalcemia pode ser confirmado através do exame de sangue, que detecta os valores de cálcio total acima de 10,5mg/dl ou do cálcio iônico acima de 5,3mg/dl, a depender do laboratório realizado. 

Após a confirmação desta alteração, o médico deverá solicitar exames para identificar a sua causa, que inclui a dosagem do hormônio PTH produzido pelas paratireoides, exames de imagem como tomografia ou ressonância para investigar a existência de câncer, além de avaliação de níveis de vitamina D, função dos rins ou presença de outras doenças endocrinológicas. 

Como é feito o tratamento

O tratamento da hipercalcemia costuma ser indicado pelo endocrinologista, feito principalmente de acordo com a sua causa, o que inclui o uso de remédios para controlar os níveis hormonais, troca dos remédios por outros que não tenham a hipercalcemia como efeito colateral ou cirurgia para retirada de tumores que podem estar a provocar o excesso de cálcio, se esta for a causa.

O tratamento não é feito com urgência, exceto em casos em que são provocados sintomas ou em que os níveis de cálcio no sangue atingem 13,5 mg/dl, o que representa um grande risco para a saúde.

Assim, o médico poderá receitar hidratação na veia, diuréticos de alça, como a Furosemida, calcitonina ou bifosfonatos, para tentar reduzir os níveis de cálcio e evitar alterações no ritmo cardíaco ou lesões no sistema nervoso. 

A cirurgia para tratar a hipercalcemia é utilizada apenas quando causa do problema é o mau funcionamento de uma das glândulas paratiroides, sendo recomendado retirá-la..

Источник: https://www.tuasaude.com/hipercalcemia-excesso-de-calcio-no-sangue/

Diabetes insipidus – Causas, sinais e tratamento

Excesso de Cálcio (Hipercalcemia): causas, sintomas e tratamento

O diabetes insipidus é um distúrbio no qual há uma produção de grandes volumes de urina, devido a uma diminuição da reabsorção da água nos túbulos renais.

A micção frequente e em grande quantidade chama-se poliúria e ocorre quando há diminuição da ação do hormônio antidiurético (ADH), que é o hormônio que controla a quantidade de água que os rins eliminam. Sem o estímulo do ADH, os rins não reabsorvem a água filtrada e o paciente acaba por urinar com grande frequência.

Dependendo do grau de deficiência do ADH, a produção de urina pode variar de 3 litros a mais de 10 litros por dia.

Neste artigo, vamos explicar o que é o diabetes insipidus. Se você está à procura de informação sobre diabetes mellitus, um outro tipo de diabetes, que nada tem a ver com este, acesse o seguinte link: O QUE É DIABETES MELLITUS?

O que é o hormônio antidiurético (ADH)?

Para entender o que é o diabetes insipidus, é necessário antes perceber como o rim controla a quantidade de água que é excretada na urina.

O hipotálamo e a hipófise, duas glândulas do nosso sistema nervoso central, participam da produção de um hormônio chamado vasopressina ou hormônio anti-diurético (ADH, sigla em inglês). Este hormônio é liberado na corrente sanguínea e age principalmente nos túbulos renais, impedindo que os rins percam água através da urina.

O mecanismo funciona da seguinte maneira: imaginemos um indivíduo em um dia quente de verão trabalhando ao sol. Essa pessoa sua muito e como tem pouco acesso a água, começa a se desidratar. O nosso organismo é muito sensível a qualquer sinal de desidratação, e pequenas perdas de água ativam logo a liberação do ADH para o sangue.

O ADH age de duas maneiras. Uma estimulando a sede e fazendo com que a pessoa comece a procurar por água antes que a desidratação fique mais grave. A segunda é nos rins, diminuindo a quantidade de água que sairá pela urina, retardando o processo de desidratação.

Quando há muito ADH circulante, a urina fica bem concentrada, com coloração e odor forte devido a pouca quantidade de água para diluir as substâncias presentes (leia: URINA COM CHEIRO FORTE).

Por isso, a cor da urina é sempre um bom indicador do estado de hidratação de um indivíduo.

Agora imaginemos uma pessoa bem hidratada que se encontra em uma festa, em um ambiente com ar-condicionado e várias bebidas e comidas disponíveis.

Essa pessoa começa a ingerir líquidos, e o seu organismo nota que há mais água no corpo do que o necessário.

Neste momento, a hipófise suspende a liberação de ADH, e o rim, sem a presença deste hormônio, começa a excretar o excesso de água pela urina. A urina agora é bem clara, quase transparente.

Através do ADH, o organismo tem um controle muito fino da quantidade de água corporal. Pequenas alterações para mais ou para menos são suficientes para estimular ou inibir a liberação de ADH, concentrando ou diluindo a urina.

Se quiser ler sobre todas as causas de urina em excesso, acesse: URINA EM EXCESSO. O QUE PODE SIGNIFICAR?

O que é o diabetes insipidus?

A palavra diabetes vem do grego antigo e significa sifão, um sistema mecânico que permite a passagem de água de um lado para outro.

O primeiro relato de diabetes data do ano 70 D.C e descrevia doentes que apresentavam grandes volumes de urina associados a muita sede. Porém, foi somente no século XVII que se descobriu que existiam 2 tipos diferentes de diabetes. Um associado ao excesso de glicose no sangue e outro não. Estabeleceu-se, então, duas doenças distintas: o diabetes mellitus e o diabetes insipidus.

O diabetes insipidus ocorre basicamente por dois motivos:

1- uma alteração no eixo hipotálamo/hipófise que impede a produção e a liberação do ADH, mesmo em estados de desidratação;

2- um problema nos rins, que deixam de responder à presença do ADH.

Em ambos os casos, o resultado final é uma perda excessiva de água pela urina, chamada de poliúria.

Quando existe ADH, mas o rim não responde ao mesmo, damos o nome de diabetes insipidus nefrogênico. Quando há falta de produção do ADH pelo sistema nervoso central, chamamos de diabetes insipidus central.

Os doentes com diabetes insípidos apresentam grande diurese, desidratam-se facilmente e apresentam muita sede. Enquanto o doente tiver acesso fácil a líquidos, não ocorrem grandes complicações, além do inconveniente de precisar urinar a toda hora.

Se o paciente urina em excesso e não bebe água suficiente para repor as perdas, inicia-se um processo de desidratação, que, em casos mais graves de DI, pode ser severa e potencialmente fatal.

1. Diabetes insipidus central

O DI central ocorre habitualmente por agressões ao eixo hipotálamo-hipófise.

As principais causas de DI central são:

  • Cirurgia do sistema nervoso central com lesão acidental do hipotálamo ou hipófise.
  • Traumas.
  • Tumores do sistema nervoso central.
  • Auto-imune com produção de auto anticorpos contra as células produtoras de ADH (leia: DOENÇA AUTOIMUNE).
  • Genética. Algumas famílias apresentam falhas na produção de ADH por mutações genéticas.
  • Anorexia nervosa.
  • Encefalopatia hipóxica. Lesão cerebral por hipoxemia (falta de oxigênio).

2. Diabetes insipidus nefrogênico

O DI nefrogênico ocorre por uma incapacidade do ADH em agir no rim, normalmente por defeitos nos receptores dos túbulos renais. O hipotálamo produz o ADH, porém este não consegue atuar sobre os rins.

As principais causas de DI nefrogênico são:

  • Alterações genéticas nos receptores dos túbulos renais.
  • Uso crônico de lítio.
  • Hipercalcemia (cálcio sanguíneo elevado).
  • Hipocalemia (potássio sanguíneo baixo).
  • Amiloidose.
  • Síndrome de Sjögren.

Existe uma terceira forma de diabetes insípidos que ocorre durante a gravidez. A placenta de algumas mulheres produz uma enzima que inativa o ADH circulante, levando a um DI transiente, que desaparece após o parto.

Sintomas

Tanto no DI nefrogênico quanto no DI central, os principais sinais e sintomas são a sede intensa e a produção excessiva de urina, com consequente vontade de urinar a todo momento, inclusive à noite, durante o sono.

Enquanto um adulto saudável urina entre 1,5 e 3 litros por dia, os pacientes com DI produzem facilmente 10 ou mais litros de urina por dia.

Se não houver acesso fácil à água, o paciente pode ficar desidratado, desenvolvendo sintomas como boca seca, fraqueza, hipotensão, dor de cabeça e taquicardia (batimentos cardíacos acelerados).

Tratamento

Como no diabetes insipidus central há falta de produção do ADH, o tratamento baseia-se na reposição de ADH sintético por via oral ou intra-nasal. O principal medicamento usado para este fim é a desmopressina.

No caso do diabetes insipidus nefrogênico, o problema não é a falta de ADH, mas sim a resistência à sua ação. Por este motivo, não adianta usar desmopressina.

O tratamento nestes casos é feito com a redução da osmolaridade urinária. Quanto menos solutos houver na urina, menos água os rins perdem. Por isso, no DI nefrogênico, o paciente deve fazer uma dieta pobre em sal e em proteínas.

Diuréticos da família do tiazídicos também ajudam, apesar deste tratamento parecer um contrassenso. O mecanismo pelo qual o diurético parece funcionar é porque a eliminação de sódio induzida pelos tiazídicos estimula a reabsorção de água em áreas do túbulo renal que não são comandadas pelo ADH.

Se o DI estiver sendo causado por algum medicamento, o tratamento consiste na suspensão deste fármaco, o que, em geral, é suficiente para resolver o problema.

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/diabetes-insipidus/

Hiperparatireoidismo Primário: PTH alto e cálcio alto

Excesso de Cálcio (Hipercalcemia): causas, sintomas e tratamento

O hiperparatireoidismo é caracterizado pelo aumento da produção do PTH por uma ou mais paratireoides. Pode ser secundário, p. ex na deficiência de vitamina D, ou de forma autônoma por uma ou mais glândulas, caracterizando o hiperparatireoidismo primário (HHP), tema desse texto.

As paratireoides são quatro glândulas anatomicamente ligadas à glândula tireoide, mas sua função é bastante diferente. O hormônio produzido por essas glândulas é o hormônio paratireoidiano, paratormônio ou PTH, que mantêm os níveis de cálcio, fósforo e vitamina D em equilíbrio através da sua ação nos ossos, intestino e rins.

É uma doença rara, presente em aproximadamente 1% dapopulação adulta. Aumenta para 2% ou mais após os 55 anos e é de duas a trêsvezes mais comuns em mulheres que homens.

A grande maioria, cerca de 80 – 85% dos casos, decorre de uma neoplasia benigna (adenoma) de uma das quatro glândulas. O adenoma não responde à regulação dos níveis de cálcio circulantes e mantêm sua produção de forma autônoma.

Em 10% dos casos é decorrente de hiperplasia de todas asglândulas em decorrência de síndromes genéticas; em 4% adenomas duplos e em 1% doscasos decorre de carcinoma.

Existem outras causas de aumento do cálcio e também do PTH: uso de lítio e algumas medicações como diuréticos tiazídicos.

Quadro clínico do hiperparatireoidismo primário

O quadro clínico decorre dos efeitos diretos e indiretos do PTH no esqueleto, rim e intestino, a saber:

  1. Reabsorção de cálcio e fósforo no osso
  2. Aumento da absorção de cálcio
  3. Aumento da reabsorção de cálcio no rim
  4. Aumento da excreção de cálcio na urina

Efeitos do aumento do PTH nos diversos órgãos-alvo

Alguns pacientes com HHP podem ter níveis normais de cálcio sérico, a grande maioria dos pacientes têm hipercalcemia (aumento de cálcio no sangue). É a causa mais comum de hipercalcemia em pacientes não hospitalizados e geralmente é descoberto em exames de rotina.

Na presença de baixo cálcio urinário, é imperativo descartar a hipercalcemia hipocalciúrica familiar. Essa é uma doença genética que não deve ser tratado de forma cirúrgica.

No hiperparatireoidismo secundário à deficiência de vitamina D, os níveis de cálcio estão normais ou baixos, estímulo para a secreção do PTH. Essa informação é muito relevante, pois não é raro atendermos pacientes apenas com a dosagem aumento de PTH sem a devida complementação com os níveis de cálcio e vitamina D.

Complicações do hiperparatireodismo primário

A maioria dos pacientes é assintomática. Quando apresentam sintomas, estão relacionados às ações do PTH nos diversos tecidos, sendo os principais:

Osso – hiperparatireoidismo primário é associado com baixa densidade mineral óssea (osteoporose), particularmente nos sítios compostos mais por osso cortical como a parte distal dos ossos do antebraço (1/3 distal do rádio).

Rim – tem um papel na excreção de cálcio. Pelo aumento do cálcio no sangue, paralelamente há excreção aumentada de cálcio na urina predispondo a formação de cálculos renais e nefrocalcinose com diminuição da função do rim.

Nefrocalcinose é o termo usado para descrever a mineralização e depósitos de cálcio no tecido renal. É tipicamente visto em formas mais avançadas de hiperparatireoidismo.

Nefrocalcinose. Cortesia do Dr Ian Bickle, Radiopaedia.org, rID: 45927

Aproximadamente, 15 a 20% dos pacientes com hiperparatireoidismo primário têm cálculos renais e 3% dos pacientes com calculose renal têm hiperparatireoidismo primário.

A descrição clássica dos sintomas psicológicos e neurocognitivos do hiperparatireodismo incluem depressão, ansiedade, dificuldade de concentração e memória, pouca energia e alterações de personalidade. Entretanto, a maioria dos pacientes com hiperparatireoidismo tem a forma leve, e a evidência de melhora com cirurgia é inconsistente.

Fraqueza muscular também é descrita. Em casos graves, a hipercalcemia pode levar a letrgia e coma.

Diagnóstico do hiperparatireidismo primário

O diagnóstico e avaliação para o tratamento incluem exames de sangue, urina e imagem:

  • Bioquímica (cálcio, fósforo, fosfatase alcalina,ureia e creatinina), 25(OH)D
  • PTH por imunoensaio de segunda ou terceirageração
  • Densitometria óssea (coluna lombar, quadril e1/3 distal do rádio)
  • RX de coluna vertebral
  • Urina de 24h para avaliação de cálcio, depuraçãode creatinina 24 horas (avalia a função do rim)
  • Avaliação do risco de cálculos renais
  • Imagem abdominal – radiografia, ultrassonografiaou tomografia

Os exames de imagem, tais como ultrassonografia, cintilografia e tomografia, para evidenciar o aumento de uma ou mais glândulas não acrescentam ao diagnóstico, mas devem ser usados para planejar a cirurgia e identificação de glândulas fora do local habitual (ectópicas).

Tratamento cirúrgico

A remoção cirúrgica do tumor da paratireoide ou de parte de todos das glândulas afetadas pode resultar em normalização do PTH e dos níveis de cálcio. O tratamento é curativo e tem boa relação custo-benefício. É recomendada em todos os casos sintomáticos e nos assintomáticos na presença de um dos quatro critérios:

  1. Calcio sérico acima do limite superior da normalidade em 1,0 mg/dL (ex- método até 10,5 mg/dL – considerar cirurgia se 11,5 mg/dL.
  2. Ósseo
    1. Densitometria óssea: índice T menor que -2,5 em qualquer sítio
    2. Fratura vertebral em exame de imagem
  3. Renal
    1. Depuração de creatinina menor que 60 mL/min              
    2. Cálcio na urina em 24h maior que 400 mg/dL
    3. Presença de nefrolitíase ou nefrocalcinose em exame de imagem
  4. Idade abaixo de 50 anos

Tratamento clínico

Nos casos em que a cirurgia não é indicada ou desejada,algumas medidas podem ser úteis para minimizar os efeitos do hiperparatireodismo

  • Manter paciente bem hidratado
  • Evitar medicações que aumentem os níveis de cálcio, como diuréticos tiazídicos
  • Repor vitamina 25(0H)D na forma de colecalciferol quando os níveis não estiverem apropriados –  níveis séricos recomendados > 30ng/mL
  • Reposição hormonal com estrógenos em mulheres pós-menopausa – pode ser considerada naquelas mulheres que não tenham contraindicação à essa terapia.
  • Uso de drogas antirreabsortivas do osso (bifosfonatos) – utilizadas para o tratamento da osteoporose. Apesar de não diminuem os níveis de PTH, podem também reduzir os níveis de cálcio no sangue e na urina além de sua ação protetora no tecido ósseo.
  • Calcimiméticos (cinacalcete) – ligam-se num sítio diferente do cálcio e aumentando a sensibilidade do receptor de cálcio extracelular e reduzindo a secreção de PTH. Essa medicação está disponível no Brasil, mas tem um elevado custo. Indicada também nos casos de carcinoma de paratireoide.

O hiperparatireoidismo primário devido a outras causas são tópicos à parte. Com o envelhecimento da população, o hiperparatireoidismo primário devido ao adenoma, que é a causa mais comum, é o tema de maior relevância dentro desse extenso assunto.

Abaixo, algumas referências para complementar a leitura.

Referências

Primary Hyperparathyroidism – capítulo de livro em inglês

STEPHEN, A. E.; MANNSTADT, M.; HODIN, R. A. Indications for Surgical Management of Hyperparathyroidism: A Review. JAMA Surg, v. 152, n. 9, p. 878-882, Sep 2017. ISSN 2168-6262. doi: 10.1001/jamasurg.2017.1721

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Um forte abraço,

Suzana

Источник: https://drasuzanavieira.med.br/2019/02/17/hiperparatireoidismo-primario-pth-alto-calcio-alto/

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