Existe Cura ou Tratamento Para o Vírus HPV?

HPV: o que é, sintomas, transmissão e tratamentos

Existe Cura ou Tratamento Para o Vírus HPV?

HPV é a abreviação em inglês para papilomavírus humano. Essa infecção sexualmente transmissível muitas vezes não causa sintomas, mas pode provocar verrugas genitais em homens e mulheres.

A verdade é que existem mais de 100 tipos de HPV. Cerca de 40 afetam a região genital e, entre esses, pelo menos 13 eventualmente desencadeiam câncer de colo do útero, vagina, ânus, vulva e pênis. Em caso de sexo oral, eles aumentam também o risco de tumores na orofaringe e na boca.

Transmissão do HPV

Via de regra, o HPV é transmitido durante o sexo, seja ele vaginal, anal ou oral. Até mesmo a masturbação pode levar ao contágio.

Esse vírus fica alojado em qualquer parte da região genital, não só na vagina e no pênis. Vulva, períneo, bolsa escrotal e região pubiana também podem alojar o HPV. Daí porque o preservativo masculino ajuda a evitar a doença, mas não anula o risco de contágio. Falaremos da prevenção adequada mais pra frente.

Outra forma de transmissão mais rara é a vertical (da mãe para o bebê durante o parto).

Sintomas de HPV

Na imensa maioria das pessoas, o HPV passa despercebido — o próprio sistema imunológico dá conta de se livrar dele antes de causar qualquer sintoma.

Mas, em algumas situações, ele consegue perdurar no corpo e, tempos depois da sua instalação, provocar estragos.

Isso é mais comum em indivíduos que estão com as defesas do organismo fragilizadas (gestantes, pacientes com aids sem tratamento adequado etc).

Quando o HPV se manifesta, em geral, deflagra verrugas genitais, como dissemos no início. “Elas podem ser únicas ou múltiplas. Algumas são doloridas e coçam”, relata Mônica Levi, presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). Esses sintomas demoram de seis meses a dois anos para aparecer.

Nos recém-nascidos infectados por transmissão vertical (o que, mais uma vez, é um fenômeno raro), a manifestação mais comum é a papilomatose laríngea. São, em resumo, verrugas que nascem nas mucosas das vias aéreas do bebê

Essa chateação eventualmente dá as caras nas outras faixas etárias também. “Nesse caso, o paciente sente incômodo na região, rouquidão, alteração da voz e até dificuldade para respirar”, conta a pediatra.

A incidência

Essa é a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo. Estima-se que 25% a 50% das mulheres e 50% dos homens no mundo já tenham contraído algum tipo de HPV. Mas não custa reforçar: a maioria dessas pessoas não manifesta sintomas — sejam verrugas, seja o câncer.

Uma pesquisa realizada em 2018 pelo Hospital Moinhos de Vento, na capital do Rio Grande do Sul, em parceria com o Ministério da Saúde, mostrou dados similares no Brasil. Entre os 8 626 homens e mulheres de 16 a 25 anos de idade analisados, verificou-se a presença de HPV em 53,6%.

A prevalência na população feminina foi de 54,6% e na masculina, 51,8%. Os subtipos de alto risco para o câncer foram encontrados em 35,2% dos participantes. Não é pouca gente.

“O momento de infecção costuma ocorrer entre os 15 e 19 anos de idade, porque ela acontece rapidamente após o início da atividade sexual. Mas estudos mostram que é possível adquirir o vírus em todas as faixas etárias”, informa Mônica.

Diagnóstico de HPV

Há diferentes métodos. Lesões nas partes externas dos órgãos genitais ou na região bucal podem ser detectadas no próprio consultório. O padrão das verrugas dá ótimas pistas para o especialista.

Mas há também lesões na vagina e no colo de útero impossíveis de encontrar a olhar nu. “Essas são são detectadas apenas por Papanicolau e colposcopia”, complementa Mônica.

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A ótima notícia: a partir desses exames, que devem ser repetidos de tempos em tempos de acordo com o ginecologista, dá para identificar alterações pré-cancerosas e, a partir daí, removê-las antes que virem um câncer. Em outras palavras, esses exames previnem tumores (não só os diagnosticam em estágio inicial).

Além de tudo isso, hoje há testes que detectam a presença do HPV em si, em vez de focar apenas nas lesões. Assim como no Papanicolau, o médico coleta amostras do colo de útero para verificar a presença do material genético de diferentes tipos desse vírus. Consulte um profissional para verificar a necessidade de realizar o tal teste do HPV.

HPV tem cura? Como funciona o tratamento

Como dissemos, o próprio organismo tende a se livrar do HPV após um tempo. Caso ele persista, não existe um antiviral específico. O que se faz é tratar as eventuais lesões deixadas por ele e acompanhar o paciente para evitar o câncer (ou para detectá-lo precocemente, quando há maior chance de cura).

“Há vários tratamentos para as verrugas e lesões. Temos pomadas imunossupressoras, cauterização e cirurgia”, lista a expert. A escolha vai depender da quantidade de machucados e da localização.

Aliás, os dois últimos métodos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). E algumas pomadas também.

Possíveis complicações… e o câncer

Primeiramente, há um risco de as lesões genitais se tornarem frequentes. “As células vizinhas da área afetada podem ser contaminadas, dando origem a lesões futuras”, alerta a médica. Por isso, além de lidar com o incômodo, o paciente talvez precise refazer o tratamento várias vezes ao longo da vida.

No entanto, a principal e mais temida complicação é o câncer, principalmente o de colo do útero (ou cervical). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os tipos 16 e 18 do HPV estão por trás de 70% dos casos desse tumor.

Segundo a entidade, o câncer de colo de útero só é menos incidente nas brasileiras do que o de mama, o colorretal e o de pele. Estima-se que teremos 15,38 novos casos para cada 100 mil mulheres no nosso país em 2020.

O número é absurdo, principalmente se considerarmos que esse tumor pode ser praticamente extinto da face de terra.

Prevenção

Essa é uma das poucas ISTs cuja prevenção não gira em torno apenas do preservativo (ao contrário da sífilis, por exemplo). Como dissemos no começo, o vírus se instala em outras áreas da região genital que não são cobertas pela camisinha.

“Ainda assim, ela é muito importante. Seu uso barra de 70% a 80% das infecções por HPV”, esclarece Mônica.

Mas, sem dúvida, a principal medida preventiva é a vacinação. No SUS, está disponível a vacina quadrivalente contra o HPV, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18.

“Além de defender contra os grandes responsáveis pelo câncer de colo de útero, ela cobre os tipos que geram 90% das verrugas genitais”, avisa a pediatra. A quadrivalente é aplicada até os 14 anos nos postos de saúde de todo o país — a partir dos 11 nos garotos e dos 9 nas garotas.

“Pessoas com imunodeficiência e transplantados, portadores do HIV e pacientes oncológicos têm direito a receber a vacina dos 9 aos 26 anos gratuitamente”, completa a expert.

Na rede privada, ela pode ser tomada dos 9 aos 45 anos. Entre as versões pagas, há também a bivalente, que protege apenas contra os tipos 16 e 18, e a nonavalente. Essa evita mais versões do HPV ligadas ao câncer (16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58) e também algumas que causam verrugas genitais (6 e 11).

Independentemente da versão escolhida, o esquema vacinal consiste em duas doses com intervalo de seis a 12 meses — caso seja aplicada até os 15 anos de idade. Para os mais velhos, são três picadas: a segunda depois de dois meses e a última, seis meses após a primeira.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/hpv/

HPV (papilomavírus humano)

Existe Cura ou Tratamento Para o Vírus HPV?

O HPV pode provocar lesões genitais de alto risco, porque são precursoras de cânceres como de colo do útero e do pênis. Tire suas dúvidas sobre a doença.

O HPV (papilomavírus humano), nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, pode provocar a formação de verrugas na pele e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais etc.

), anal, genital e da uretra.

As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer de colo do útero e do pênis, e de baixo risco (não relacionadas ao câncer).

Veja também: Vacina do HPV é eficaz e segura

Transmissão do HPV

A transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), através da saliva, de auto-infecção e de infecção por perfuração ou corte com objetos contaminados pelo HPV.

Diagnóstico do HPV

As características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos permitem que as lesões sejam mais facilmente reconhecíveis.

Nas mulheres, porém, elas podem espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos só são diagnosticáveis por exames especializados, como o papanicolaou (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia e outros mais sofisticados, como hibridização in situ, PCR (reação da cadeia de polimerase) e captura híbrida.

Sintomas do HPV

A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido com o de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas.

Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas por exames específicos.

Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.

O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que esteve infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, é necessário tratamento, que pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado.

Recomendações para evitar e para quem tem HPV

  • Lembre-se que o uso do preservativo é medida indispensável de saúde e higiene não só contra a infecção pelo HPV, mas como prevenção para todas as outras infecções sexualmente transmissíveis;
  • O HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Vida sexual mais livre e multiplicidade de parceiros implicam eventuais riscos que exigem maiores cuidados preventivos;
  • Informe seu parceiro/a se o resultado de seu exame para HPV for positivo. Ambos precisam de tratamento;
  • Parto normal não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões genitais em atividade;
  • Consulte regularmente o ginecologista e faça os exames prescritos a partir do início da vida sexual. Não se descuide. Diagnóstico e tratamento precoce sempre contam pontos a favor do paciente.

Perguntas frequentes sobre o HPV

O que significa HPV?

HPV é a sigla para Human Papillomavirus (papilomavírus humano, em português), nome que engloba mais de 100 tipos diferentes de vírus que podem provocar a infecção.

É possível ter HPV na garganta?

Sim, a garganta é um dos locais onde podem surgir as verrugas características da infecção.

Quem tem HPV pode engravidar?

Sim. O ideal é que sejam tratadas as verrugas antes de engravidar, mas vale lembrar que existe a possibilidade de o vírus ser transmitido da mãe para o feto. Nesse caso, não é indicado parto normal.

HPV tem cura?

Em alguns casos o vírus é eliminado sem que a pessoa ao menos saiba que o possuía, mas não existe medicamento que mate ou elimine o vírus. Na maioria dos casos, a pessoa permanece com o vírus por toda a vida e manifestações da infecção podem ocorrer de tempos em tempos, ocasiões em que deve ser realizado novamente o tratamento.

A vacina contra HPV é segura?

Especialistas de saúde e o ministério afirmam que a vacina é segura e utilizada em países como Estados Unidos, Austrálias e muitos outros.

Quem pode tomar a vacina fornecida pelo SUS?

  • Meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos;
  • Pessoas que vivem com HIV;
  • Pessoas transplantadas na faixa etária dos nove aos 26 anos com acompanhamento médico.

A vacina tem duas doses, com a segunda ocorrendo seis meses após a primeira. No caso das pessoas com HIV e transplantados, são três doses com esquema de 0, 2 e 6 meses.

A vacina previne contra todos os vírus que causam HPV?

Não. A vacina previne contra os quatro tipos principais do vírus, dois relacionados ao surgimento de verrugas genitais e anais e outros dois muito associados ao maior risco de provocar câncer.

Por que o governo vacina as crianças?

O governo foca no grupo que ainda não iniciou a vida sexual para que a imunização seja feita antes da contração do vírus e porque o sistema imunológico delas responde melhor à vacina. Como existe uma grande parcela de adultos que está infectada e não tem conhecimento, a vacina pode não ser tão eficaz.

Já tenho HPV, a vacinação pode me ajudar?

Mesmo que você já tenha sido infectado por um tipo de vírus, a vacina pode prevenir outros tipos com os quais você ainda teve contato ao longo da vida.

Vídeo: Dr. Drauzio explica por que a vacina é importante também para os meninos

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hpv-papilomavirus-humano/

HPV tem cura?

Existe Cura ou Tratamento Para o Vírus HPV?

A cura da infecção pelo vírus HPV pode acontecer espontaneamente, ou seja quando a pessoa possui o sistema imunológico íntegro e o vírus consegue ser eliminado naturalmente do organismo sem que cause o aparecimento de sinais ou sintomas de infecção. No entanto, quando não acontece a cura espontânea, o vírus pode permanecer inativado no organismo sem causar alterações, podendo ser reativado quando o sistema imune encontra-se mais frágil.

O tratamento com remédios tem como objetivo tratar os sintomas, mas não é capaz de promover a eliminação do vírus. Por isso, mesmo que as lesões desapareçam, o vírus ainda está presente no organismo, podendo ser transmitido para outras pessoas por meio da relação sexual desprotegida.

O HPV cura sozinho?

O HPV cura sozinho quando o sistema imunológico da pessoa está fortalecido, ou seja, quando as células responsáveis pela defesa do corpo conseguem atuar no organismo sem qualquer problema. A eliminação espontânea do vírus acontece em quase 90% dos casos, normalmente não leva ao aparecimento dos sintomas e é conhecida como remissão espontânea.

A única forma de se alcançar a cura do HPV é por meio da eliminação natural do vírus do organismo, isso porque os remédios usados no tratamento tem como objetivo tratar as lesões, ou seja, reduzir os sinais e sintomas da infecção, não possuindo ação sobre o vírus, não sendo portanto capaz de promover a eliminação do HPV.

Devido ao fato da não eliminação do vírus naturalmente, é recomendado que a pessoa realize exames médicos pelo menos 1 vez por ano para rastrear o HPV e iniciar o tratamento adequado, que deve ser seguido até o fim para realmente combater o vírus e evitar o desenvolvimento de complicações como o câncer. Além da medicação, durante o tratamento deve-se usar camisinha em todas as relações para não passar o vírus para outras pessoas, até porque mesmo que as lesões não sejam visíveis, o vírus HPV ainda está presente e pode ser transmitido para outras pessoas.

Como acontece a transmissão

A transmissão do HPV acontece através do contato direto com a pele, a mucosa ou as lesões presentes na região genital de uma pessoa infectada.

A transmissão acontece principalmente através de relações sexuais sem camisinha, que pode ser por meio do contato genital-genital ou oral, não sendo necessário que exista penetração, isso porque as lesões causadas pelo HPV encontram-se na parte externa da região genital.

Para que a transmissão seja possível, é necessário que a pessoa apresente uma lesão na região genital, seja lesão verrucosa ou lesão plana não visível a olho nu, isso porque nesses casos há expressão viral, sendo possível haver transmissão.

No entanto, o fato de ter tido contato com o vírus não necessariamente significa que a pessoa vai desenvolver a infecção, isso porque em alguns casos o sistema imune consegue combater o vírus de forma eficaz, promovendo a sua eliminação em alguns meses.

Além disso, as mulheres grávidas portadoras do vírus HPV podem transmitir esse vírus para o bebê no momento do parto, no entanto essa forma de transmissão é mais rara.

Prevenção do HPV

A principal forma de prevenção do HPV é o uso de preservativo em todas as relações sexuais, pois assim é possível evitar a transmissão não só do HPV mas também de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

No entanto, o uso da camisinha só previne a transmissão no caso de lesões que estão presentes na região que é coberta pelo preservativo, não impedindo o contágio quando as lesões estão presentes na bolsa escrotal, vulva e região pubiana, por exemplo. Nesse caso, o mais indicado é o uso de camisinha feminina, pois protege a vulva e impede a transmissão de forma mais eficaz. Veja como usar a camisinha feminina corretamente.

Além do uso de camisinha, é também recomendado evitar ter vários parceiros sexuais, pois assim é possível diminuir o risco de ISTs, e realizar a higiene íntima corretamente, principalmente após a relação sexual.

A melhor forma de prevenir a infecção pelo HPV é por meio da vacina contra o HPV, que é oferecida pelo SUS.

A vacina é disponibilizada para meninas com idade entre 9 e 14 anos, meninos de 11 a 14 anos, pessoas portadoras de AIDS, e também aquelas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos.

A vacina para o HPV tem finalidade apenas preventiva, de forma que não funciona como forma de tratamento. Saiba mais sobre a vacina para o HPV.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a infecção pelo HPV tem como objetivo tratar as lesões e evitar a progressão da doença, podendo ser feito em casa, com pomadas, ou nas clínicas, com técnicas como cauterização, que eliminam as verrugas do HPV. Os remédios mais utilizados são as pomadas, como Podofilox ou Imiquimode, além de remédios para fortalecer o sistema imune, como o Interferon. Confira mais detalhes do tratamento para HPV.

Quanto mais cedo o tratamento iniciar, mais fácil será a cura do HPV, por isso veja no vídeo a seguir como identificar os primeiros sintomas desta doença ainda no início e o que fazer para tratar.:

Источник: https://www.tuasaude.com/hpv-tem-cura/

ICESP

Existe Cura ou Tratamento Para o Vírus HPV?

No Dia Internacional de Conscientização do HPV, a fim de propagar informações sobre o vírus, o Icesp lançou uma campanha de mobilização virtual, a fim de chamar a atenção de internautas para o tema. 

A campanha digital #TragoVerdadesDoHPV apostou em linguagem informal e didática para reforçar a conscientização da população sobre prevenção e  diagnóstico precoce, o uso de preservativo em qualquer tipo de relação sexual, a ligação do vírus com diversos tipos de câncer e a vacinação para crianças na rede pública.

O Instituto entrou em contato com várias outras instituições parceiras e de grande alcance público, além de influenciadores digitais, para que o máximo de pessoas abraçassem a causa e repercutissem em suas redes a mensagem da campanha.   

Perguntas frequentes sobre o HPV:

1. O que é HPV? 

HPV é o “papilomavirus humano”. O vírus infecta pele e mucosas de homens e mulheres em qualquer idade. Existem cerca de 200 tipos de HPV. Alguns tipos de HPV podem causar verrugas e cânceres no colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus, boca e garganta. 

2. Como pego HPV? 

O HPV é transmitido através do contato direto com pele e mucosas. Os tipos de HPV que infectam a região genital e anal, boca e garganta são transmitidos principalmente através do contato sexual. Atualmente, a infecção por HPV é a infecção de transmissão sexual (IST) mais frequente no mundo. 

3. Como eu sei que tenho a infecção por HPV

Na maioria das vezes, você não percebe que está infectado com o HPV. O vírus pode permanecer e ser eliminado espontaneamente sem causar sintomas. Entretanto, algumas pessoas que foram expostas ao HPV desenvolvem verrugas genitais e anais. Estas e outras alterações podem causar coceira e ardor. Pessoas com doenças mais avançadas, como câncer, podem notar sangramento, dor e outros sintomas. 

4. Como posso evitar o HPV? 

a. Fazendo sexo seguro. O uso de preservativos em todas as relações sexuais pode reduzir (mas não eliminar) o risco de contrair o HPV; 

b. Reduzindo o número de parceiros sexuais; 

c. Vacinando-se para prevenir a infecção por HPV, que é gratuita na rede pública para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, conforme calendário anual. Disponível em clínicas particulares para qualquer idade, sob recomendação médica. 

5. Como posso evitar passar HPV para o meu parceiro? 

Se você sabe que tem HPV porque tem verrugas genitais ou porque é positivo para HPV, é importante sempre usar preservativos em todas as relações sexuais e durante toda relação. Embora isso não ofereça proteção total, diminui o risco. Além disso, se possível, também tome a vacina de HPV. 

Caso perceba o menor sinal de lesões ou verrugas na região genital, anal, ou oral, procure sempre um profissional de saúde.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza a vacinação gratuitamente para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e para pacientes com HIV/ Aids, oncológicos e transplantados de 9 a 26 anos. 

6. Se eu tiver HPV eu vou ter câncer? 

Na maioria das vezes não. Porém, quem tem infecção persistente por certos tipos de HPV, tem maior risco de desenvolver as lesões precursoras do câncer e o próprio câncer. 

7. Eu tomei a vacina contra o HPV, ainda preciso fazer o exame de Papanicolau para o rastreamento do câncer do colo do útero? 

Embora a vacina reduza significativamente o risco de câncer relacionado ao HPV, as mulheres que tomaram a vacina contra o HPV ainda precisam fazer exames de rastreamento do câncer do colo do útero, como o Papanicolau, conforme as diretrizes vigentes. 

8. Se eu tiver contato com alguém com verrugas, eu pego HPV? 

As verrugas contêm uma grande quantidade de HPV, então há uma boa chance de que você pegue o vírus após se relacionar com alguém com esse tipo de lesão. Entretanto, seu organismo poderá controlar a infecção, principalmente se você já tiver sido vacinado. 

9. Sou um adolescente, devo me preocupar com o HPV? 

Sim. Homens de qualquer idade podem pegar HPV, que é transmitido através do contato direto com pele e mucosas (como ocorre em qualquer contato sexual). Nos homens, o HPV pode causar verrugas genitais e câncer de ânus, pênis e boca e garganta. Tanto adolescentes como homens adultos também podem passar HPV para parceiras(os) sexuais, por isso, a prevenção é necessária. Tome a vacina.

10. Tenho mais de 26 anos de idade, devo me vacinar? 

Pessoas com idade superior a 26 anos podem se beneficiar com a vacina HPV. É recomendado que se converse diretamente com seu médico. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza a vacinação gratuitamente para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e pacientes de ambos os sexos com HIV/Aids, oncológicos e transplantados de 9 a 26 anos. 

11. Nunca fiz sexo, devo fazer os exames de prevenção do câncer do colo do útero? 

Sim. Sendo o HPV transmitido pelo contato direto pele com pele e mucosas, há chance da transmissão ocorrer através do contato com as mãos, roupas e objetos íntimos.

Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, toda mulher deve fazer o exame de Papanicolau, a partir dos 25 anos.

Descobrir e tratar o mais cedo possível qualquer lesão precursora do câncer do colo do útero salva vidas.

12. Eu fiz teste molecular de HPV e não tenho o vírus. Isso significa que eu não tenho risco de câncer relacionado ao HPV? 

Isso significa que seu risco de desenvolver câncer no futuro próximo é muito baixo. No entanto, você ainda precisa seguir as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero e fazer o exame de Papanicolau, se tiver 25 anos ou mais. 

13. O uso de preservativos impede o HPV? 

Os preservativos reduzem parte das infecções porque protegem apenas parcialmente a pele da região genital. O uso de preservativo em todas as relações, durante todo o tempo, reduz o risco de transmissão de HPV em cerca de 70%. Porém, não usar preservativos aumenta em muito o risco de infecções de transmissão sexual, incluindo o HPV, e outras como HIV/Aids, sífilis, gonorreia, clamídia, etc. 

14. A vacina contra o HPV é segura para meu filho e filha? 

Sim. As vacinas contra o HPV foram amplamente avaliadas. Todas as evidências científicas mostram que as vacinas contra o HPV são seguras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e praticamente todos os países do mundo recomendam a vacinação.

Com mais de 200 milhões de doses distribuídas, nenhum efeito colateral significativo causado pela vacina foi identificado, além da reação temporária no local da injeção. 

15. Como o HPV leva ao câncer? 

Uma vez infectado, o corpo pode ou não eliminar a infecção pelo HPV. A persistência do HPV em longo prazo pode resultar em alterações precursoras do câncer. Se não forem tratadas, algumas dessas alterações, ao longo do tempo, evoluem para o câncer. Rastreio e tratamento de lesões reduzem o risco de progressão, podendo até impedir a evolução do câncer. 

16. Será que minha filha deve fazer o rastreamento para câncer do colo do útero? 

Os países têm diretrizes sobre como rastrear mulheres para câncer do colo do útero e essas diretrizes devem ser seguidas.

As adolescentes e jovens vacinadas ainda precisam de alguma forma de rastreamento para se proteger contra os tipos de HPV mais raros, que podem causar câncer e não estão presentes na vacina.

No entanto, a maioria das lesões precursoras do câncer do colo do útero podem ser evitadas com a vacinação. 

Para mais detalhes no Brasil acesse: 

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colo_utero/deteccao_precoce

17. Se eu tiver HPV enquanto eu estiver grávida, isto afetará meu bebê? 

Em raras ocasiões, os bebês podem, sim, contrair o vírus, ao passar pelo canal de parto quando mães têm verrugas genitais por HPV. Vacinar as adolescentes e mulheres jovens contra o HPV reduz muito o risco das mães passarem o vírus para os bebês. 

18. Meu parceiro/minha parceira me disse que tem HPV, isso significa que eu também tenho? 

Não necessariamente, mas a infecção por HPV geralmente afeta a ambos os parceiros dentro de alguns meses. Se houver sinais de HPV, isto é, verrugas genitais ou outras lesões em diferentes partes do corpo, vocês devem procurar assistência de um profissional de saúde. 

Como você, o parceiro ou parceira pode ter HPV sem saber. Não há testes para rastreamento em homens. No entanto, as mulheres devem fazer o exame de Papanicolau regularmente. Em alguns casos, o rastreio de rotina inclui também testes para HPV no colo do útero. 

Ainda não existe um tratamento específico para eliminar a infecção por HPV, mas é importante procurar e tratar quaisquer lesões detectadas. 

19. Meu parceiro / minha parceira disse que tem HPV, mas eu não tenho. Isso significa que ele / ela foi infiel? 

Este vírus pode permanecer latente/ indetectável por um longo período de tempo. É muito difícil descobrir com certeza quando ocorreu o contato com o HPV. 

20. Eu acho que meu parceiro / minha parceira pode ter me passado HPV. Isso é algo que ele / ela poderia ter evitado? 

Na maioria das vezes, as pessoas não têm sinais e sintomas e, portanto, não sabiam que poderiam passar o HPV. Se mais pessoas forem vacinadas, isso diminuirá o risco de transmissão do vírus. Se você acha que pode estar com HPV, procure um profissional de saúde. 

21. Há exames preventivos para câncer do ânus, pênis, boca e garganta? 

Não há programas regulares de rastreio para identificar lesões precursoras do câncer nessas partes do corpo. Entretanto, ao menor sinal de alteração, homens e mulheres devem procurar um profissional de saúde. 

22. Eu tenho HIV, posso tomar a vacina contra o HPV? 

Sim. A vacinação de indivíduos HIV positivos e outros indivíduos imunossuprimidos é recomendada e gratuita na rede pública até a idade de 26 anos por causa do risco aumentado de câncer devido ao HPV. Alguns indivíduos HIV positivos podem beneficiar-se da vacinação após os 26 anos. Busque orientação médica em qualquer caso.

++ Profissionais de saúde e das ciências biológicas em geral que tenham interesse no tema, podem acessar um curso online na plataforma: http://prevencao-cancer-colo-utero.e-oncologia.org/

Источник: http://www.icesp.org.br/campanhas/tragoverdadesdohpv

HPV causa vários tipos de câncer e verrugas genitais; veja como se prevenir

Existe Cura ou Tratamento Para o Vírus HPV?

Há meio século, os cientistas de todo o mundo queriam descobrir quais seriam as possíveis causas do câncer de colo uterino.

Ao analisar os perfis das mulheres acometidas pela doença, observaram duas características: início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros.

Como o câncer não é contagioso, levantou-se a hipótese de que, talvez, uma infecção sexualmente transmissível (IST) estivesse relacionada.

Décadas depois, comprovou-se que os Papilomavírus humano (HPV) de alto risco oncogênico (podem causar câncer) estavam presentes em 98% dos casos de câncer uterino. Tal achado rendeu um prêmio Nobel ao virologista alemão Harald Zur Hausen, em 2008.

O câncer cervical, como também é chamado o câncer de colo de útero, é o segundo tipo de tumor mais comum entre as mulheres que vivem em regiões menos desenvolvidas do mundo. No Brasil, são cerca de 16.000 novos casos a cada ano. O dado é do Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Enquanto, entre nós, contabilizam-se esses números, na Austrália, já se estima que, em 20 anos, tal modalidade da doença estará completamente eliminada, graças à vacina contra o HPV e um eficiente programa de imunização para meninos e meninas. Este será o momento histórico no qual uma vacina terá, enfim, erradicado o câncer.

Trata-se da sigla para Papilomavírus Humano. Até hoje são conhecidos mais de 150 tipos de HPV. Cerca de 40 deles podem infectar o trato anogenital (a área que compreende o ânus e a genitália).

Quais são as formas de transmissão?

O vírus pode ser contraído durante o sexo vaginal, anal, oral e até ao masturbar o parceiro. Não é necessário que haja penetração. Caso as lesões acometam a base do pênis ou da vulva, por exemplo, a camisinha poderá não impedir a sua transmissão.

Apesar disso, o uso do preservativo continua sendo um método importante de proteção e não deve ser dispensado, pois ele reduz o risco de exposição não só ao HPV, como a outros agentes infecciosos como o HIV, a gonorreia, a clamídia e o herpes.

Raramente ocorre a transmissão vertical —de mãe para filho — na hora do parto, e a presença do HPV não é motivo que impeça a evolução para o parto vaginal.

Como reconhecer os sintomas?

A maioria das pessoas sexualmente ativas entrará em contato com o HPV em algum momento da vida e poderá desenvolver algum tipo de lesão. Cerca de 90% dos infectados apresentarão uma infecção transitória pelo HPV, ou seja, eles eliminarão o vírus sem nem saber que se infectaram e sem apresentar sintoma algum.

Em aproximadamente 10% das mulheres a infecção persistirá, aumentando o risco de desenvolver o câncer cervical.

Uma minoria dos indivíduos infectados pelo HPV (1%) apresentará as verrugas genitais, também conhecidas como condiloma acuminado ou infecção clínica pelo HPV. Tais verrugas não estão associadas ao desenvolvimento do câncer do trato genital.

Os riscos para a sua saúde

O contato com o HPV pode acontecer já na sua primeira relação sexual. Em geral, isso não causará nenhum problema, já que, na maioria das vezes, ele será eliminado pelo sistema imunológico.

Entre as mulheres, as verrugas podem ser visíveis na vagina, na vulva ou no colo do útero. Nos homens, elas se manifestam no pênis, nos testículos ou virilha. Em ambos os sexos, as lesões poderão acometer o ânus e até a coxa.

Por outro lado, alguns tipos de HPV são oncogênicos, isto é, podem causar câncer, como o de colo de útero, ânus e boca, embora outros fatores de risco também estejam relacionados (tabagismo e histórico familiar, por exemplo).

“Praticamente todos os casos de câncer de colo uterino são causados pelo HPV, mas contrair o vírus não significa que a pessoa terá câncer.

A maioria das pessoas se livrará do micro-organismo por atuação de seu sistema imunológico”, esclarece Fábio Russomano, ginecologista a Área de Atenção Clínico-cirúrgica à Mulher e diretor do IFF/Fiocruz (Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz).

Como é feito o diagnóstico?

“Aproximadamente 4% dos indivíduos infectados só serão diagnosticados se realizarem exames como a coleta de prevenção do câncer de colo uterino (Papanicolau), ou se realizarem um exame que utiliza um microscópio para examinar o tecido de revestimento do colo uterino (colposcopia)”, explica Silvana Maria Quintana, professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo).

A evolução de técnicas laboratoriais permite identificar 10% das pessoas que estão infectadas pelo HPV e não têm verrugas nem alteração nos exames laboratoriais, ou seja, possuem o vírus no trato genital, mas não se observa nenhum sinal da infecção.

Exames moleculares também têm sido utilizados para esse fim, cuja técnica de pesquisa genética permite individuar exatamente o tipo viral e não só o grupo de alto risco.

HPV tem tratamento?

Não existe um tratamento específico para eliminar o vírus, mas é possível tratar os problemas por ele causados: lesões clínicas (verrugas) e subclínicas (não visíveis a olho nu).

“A prática deve ser individualizada, porque a estratégia terapêutica depende da extensão, localização e quantidade das lesões”, explica Luiz Felipe Dziedricki, ginecologista e professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

A depender desses fatores, os médicos podem utilizar laser, ácido tricloroacético, creme imunomodulador e eletrocauterização para as lesões (verrugas), além de medicamentos para melhora da imunidade. Nas lesões pré-câncer, as opções vão desde cauterização até cirurgia (conização).

Como prevenir o HPV

Apesar de o uso do preservativo ser essencial para se proteger do HPV e de outras IST, a melhor e mais eficaz forma de prevenção dos vírus é a vacinação, especialmente antes do início da atividade sexual. Por isso, ela geralmente é indicada pelo pediatra, mas o ginecologista também poderá fazê-lo.

A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), não requer autorização prévia dos pais ou responsáveis e é composta por duas doses com intervalo de seis meses entre a primeira e a segunda aplicação.

Quem deve tomar a vacina contra HPV

  • Meninas de 9 a 14 anos
  • Meninos de 11 a 14 anos (após os 15 anos, são 3 doses)
  • Pessoas HIV positivo
  • Transplantados entre 9 a 26 anos (recebem 3 doses da vacina).

Na rede privada, as mulheres que já têm a infecção ou já tiveram alguma lesão podem ser orientadas a receber a imunização, mas ainda não há um consenso entre os especialistas sobre os benefício nessas situações.

Do que é feita e como funciona a vacina contra o HPV

As vacinas contêm a cápsula do vírus, mas não o seu DNA. Assim, quando é aplicada, o sistema imunológico reconhece a cápsula como um corpo estranho e desenvolve anticorpos que se espalham por todo o corpo.

Como não tem DNA, a vacina não é capaz de produzir a doença. Caso a pessoa imunizada tenha contato com o vírus, seus anticorpos o neutralizam e a infecção não se estabelecerá.

A vacina protege contra todos os tipos de HPV?

Não. As vacinas disponíveis no Brasil são as seguintes:

Bivalente Cobertura para os tipos HPV 16 e 18, responsáveis por 70% dos cânceres do colo de útero, mais de 90% dos casos de câncer de ânus, cerca de 70% de câncer de boca e 90% de câncer de pênis (o tipo 16).

– Quadrivalente Cobertura para os tipos HPV 6, 11 (causadores de 90% das verrugas genitais) e 16 e 18 (responsáveis por 70% dos cânceres do colo de útero, mais de 90% dos casos de câncer de ânus, cerca de 70% de câncer de boca e 90% de câncer de pênis —o tipo 16)

A vacina do HPV é segura

Sim. Os especialistas explicam que a vacina é segura e já contabiliza dados de 16 anos de seu uso.

“Nunca vimos uma vacina que superasse tanto as expectativas que tínhamos, e não só em relação à segurança e eficácia, como também quanto à sua efetividade. Afinal, ela se mostrou capaz de reduzir o impacto e a ocorrência de doenças causadas pelo HPV”, conclui Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm.

Os eventuais efeitos colaterais podem acontecer, mas se resumem em dor, inchaço e vermelhidão locais, ou dor de cabeça. A contraindicação se dá nos seguintes casos: alergia aos seus componentes e gestação.

Se eu tomar a vacina, não preciso mais fazer Papanicolau?

A recomendação é que mesmo as mulheres vacinadas realizem o rastreamento de lesões pré-neoplásicas ou neoplásicas do colo uterino, ou seja, o exame de Papanicolau, conforme a orientação de seus médicos e já a partir dos 25 anos —veja de quanto em quanto tempo fazer o Papanicolau e outros exames ginecológicos.

Quanto tempo dura a proteção da vacina?

Os estudos que têm acompanhado os indivíduos vacinados revelam longa duração dos anticorpos, indicando que a dose de reforço pode ser dispensada.

O país com maior experiência na vacina contra HPV é a Austrália, onde a imunização foi feita nas escolas e se obteve uma cobertura vacinal de quase 80% entre as meninas até 20 anos. Nesse país, observou-se a redução da incidência de verrugas genitais nas meninas vacinadas e também em seus parceiros sexuais.

A esse fenômeno se dá o nome de proteção de rebanho ou proteção coletiva: ao vacinar as meninas, os meninos também ficaram protegidos. Tais providências reduziram sensivelmente as verrugas genitais, as lesões pré-tumorais e o câncer de colo uterino. Os números de câncer de boca, pênis, vagina, vulva, entre outros, também estão em queda.

Fontes:Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações); Fábio Russomano, ginecologista da Área de Atenção Clínico-cirúrgica à Mulher e diretor do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); Silvana Maria Quintana, professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo); Luiz Felipe Dziedricki, ginecologista e obstetra, professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). Revisão técnica: Silvana Maria Quintana.

Referências: Ministério da Saúde; INCA (Instituo Nacional do Câncer); OMS/IARC (Organização Mundial da Saúde/Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer); Projeto POP – Estudo epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV (Ministério da Saúde/Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre); Cancer Research UK; Human Papillomavirus (HPV) Surveillance plan – Australian Government – Department of Health (2013); Drolet M, Bénard É, Pérez N, Brisson M.HPV Vaccination Impact Study Group. Population-level impact and herd effects following the introduction of human papillomavirus vaccination programmes: updated systematic review and meta-analysis. Lancet. 2019; Kate T Simms, Jie-Bin Lew, Megan A Smith, Julia ML Brotherton, Marion Saville, MBChB et al. The projected timeframe until cervical cancer elimination in Australia: a modelling study. Lancet. 2019.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/10/22/hpv-o-que-e-sintomas-tratamentos-e-doencas-provocadas-pelo-virus.htm

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