Farinha de Sorgo

Farinha de Sorgo: integral, saudável e sem glúten

Farinha de Sorgo

A farinha de sorgo tem cor clara, textura macia e sabor neutro, se assemelhando à farinha de trigo, além de ser mais rica em fibras e proteínas do que a farinha de arroz, por exemplo, sendo uma ótima opção para ser utilizada em receitas de pães, bolos, massas e biscoitos.

Outra vantagem é que o sorgo é um grão sem glúten, podendo ser utilizado por pessoas que têm Doença Celíaca ou sensibilidade ao glúten, sendo um alimento muito utilizado para trazer mais nutrientes para todos os tipos de dieta. Saiba quais são os alimentos que contêm glúten.

Farinha de sorgo

Os principais benefícios desse grão são:

  1. Reduzir a produção de gases e desconforto abdominal em pessoas com sensibilidade ou intolerância ao glúten;
  2. Melhorar o trânsito intestinal, por ser rico em fibras;
  3. Ajudar a controlar o diabetes, pois as fibras ajudam a evitar que um grande aumento do açúcar no sangue;
  4. Prevenir doenças como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares, por ser rico em antocianinas, que são potentes antioxidantes;
  5. Ajudar a baixar o colesterol, por ser rico em policosanol;
  6. Ajudar a emagrecer, devido ao baixo índice glicêmico e alto teor de fibras e taninos, o que aumenta a saciedade e diminui a produção de gordura;
  7. Combater a inflamação, por ser rico em fitoquímicos.

Para obter esses benefícios, é importante consumir a farinha de sorgo integral, que pode ser encontrada em supermercados e lojas de produtos nutricionais.

Composição nutricional

A tabela a seguir traz a composição nutricional de 100 g de farinha de sorgo integral.

Farinha de Sorgo Integral
Energia313,3 kcal
Carboidrato62,7 g
Proteína10,7 g
Gordura2,3 g
Fibra11 g
Ferro1,7 g
Fósforo218 mg
Magnésio102,7 mg
Sódio0 mg

Cerca de 2 colheres e meia de farinha sorgo têm aproximadamente 30g, e pode ser utilizada na culinária substituindo a farinha de trigo ou de arroz, podendo ser incluída em receitas de pães, bolos, massas e doces.

Dicas para substituir a farinha de trigo por sorgo

Ao fazer a substituição da farinha de trigo por farinha de sorgo em receitas de pães e bolos, a massa tende a ficar com uma consistência mais seca e esfarelada, mas é possível utilizar as seguintes estratégias para manter a consistência adequada da receita:

  • Adicionar 1/2 colher de sopa de maisena para cada 140 g de farinha de sorgo em receitas de doces, bolos e bolachas;
  • Adicionar 1 colher de sopa de maisena para cada 140 g de farinha de sorgo em receitas de pão;
  • Adicionar 1/4 a mais de gordura do que a receita pede;
  • Adicionar 1/4 a mais de fermento ou bicarbonato de sódio do que a receite pede.

Essas dicas irão ajudar a manter a umidade da massa e a fazer com que ela cresça de forma adequada.

Receita de Pão Integral de Sorgo

Este pão pode ser utilizado em lanches ou no café da manhã e, por conter pouco açúcar e ser rico em fibras, também pode ser consumido por pessoas com diabetes controlada.

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1 xícara de chá de leite
  • 5 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
  • 2 xícaras de chá de farinha de sorgo integral
  • 1 xícara de chá de aveia em flocos
  • 3 colheres de sopa de farinha de linhaça
  • 1 colher de sopa de açúcar mascavo
  • 1 colher de chá de sal marinho
  • 1 colher de sopa de fermento para pão
  • 1 xícara de chá de semente de girassol e/ou abóbora

Modo de Preparo:

Em um recipiente, misturar todos os secos exceto o açúcar mascavo. No liquidificador, bater todos os líquidos com o açúcar mascavo.

 Adicionar a mistura líquida aos ingredientes secos e mexer bem até a massa ficar homogênea, acrescentando o fermento por último. Colocar a massa em uma forma de pão untada e distribuir as sementes de girassol e abóbora por cima.

Deixar descansar por cerca de 30 minutos ou até que a massa dobre de volume. Assar durante 40 minutos em forno pré-aquecido a 200ºC.

Veja mais dicas sobre como fazer uma dieta sem glúten.

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Источник: https://www.tuasaude.com/sorgo/

10 tipos de farinha que podem substituir a de trigo

Farinha de Sorgo

Em uma visita rápida ao supermercado, dá para perceber que a oferta de farinhas é imensa. Tem de aveia, de linhaça, de arroz, de amêndoa e a tradicionalíssima de trigo, entre outras à base de leguminosas e frutas.

A diversidade é tão grande que o consumidor fica sem saber qual a mais indicada para variar o sabor de pães, bolos, biscoitos e afins.

Segundo Beatriz Tenuta Martins, professora de nutrição e gastronomia do Senac, em São Paulo, algumas opções, como a de grão-de-bico, oferecem benefício duplo. “Além de nutritiva, tem boa funcionalidade.

Ou seja, interage com os ingredientes nas receitas, com ótimos resultados”, diz.

As novas versões atendem tanto quem é intolerante ao glúten — proteína existente em alguns cereais — quanto aos que desejam apenas enriquecer o cardápio. Para ajudá-lo a fazer a melhor escolha, elaboramos um guia com dez produtos disponíveis no Brasil. Cada um oferece vantagens e limitações. Agora é só experimentar pra ver…

Farinha de amêndoa

Sua marca registrada é a presença de vitamina E, um antioxidante de respeito que evita danos às células do organismo.

“Como as demais oleaginosas, a amêndoa é rica em gordura poli-insaturada, importante na produção dos hormônios sexuais, no transporte de vitaminas e no controle do colesterol”, afirma a nutricionista Elaine Pádua, pós-graduada em nutrição e doenças crônicas e degenerativas pelo Instituto de Pesquisa e Ensino do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Essa farinha pode ser usada em biscoitos, muffins, bolos, cupcakes e até para empanar alimentos, em substituição à farinha de rosca. Uma dica importante, dada pela nutricionista Anita Sachs, da Universidade Federal de São Paulo, é armazená-la com cuidado. Se o recipiente não estiver bem fechado, a farinha vai oxidar e adquirir um sabor rançoso.

Preço médio: R$ 27,80 (150 gramas).*

Farinha de arroz

Quem não pode consumir glúten a elege como a substituta ideal pelo preço acessível e por ser encontrada com facilidade. É vendida nas versões branca ou integral.

“Fonte de energia e fibras, essa farinha auxilia o funcionamento do intestino e contribui para a saúde do coração”, afirma Beatriz Botequio, nutricionista da Equilibrium Consultoria, de São Paulo. Ela possui ainda baixo índice glicêmico, minerais (magnésio, manganês e fósforo) e vitaminas do complexo B.

Como usá-la? Ora, experimente-a no preparo de pães, quiches, bolos, mingaus, pudins e vitaminas.

Só tem um porém. Uma pesquisa recente, conduzida pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, sugere que o arroz concentra metais tóxicos, como arsênio e mercúrio (usados nos fertilizantes). Pelo sim, pelo não, convém não exagerar.

Preço médio: R$ 4,90 (200 gramas).*

Farinha de aveia

É das mais versáteis e saudáveis do mercado. Possui um tipo de fibra solúvel, a betaglucana, que retém água e forma um gel no aparelho digestivo, aumentando a saciedade. Aliás, são essas mesmas moléculas que ajudam a capturar o colesterol no sangue.

Biscoitos, panquecas, mingaus, bolos e massas de tortas salgadas estão entre os preparos que podem incluir a farinha de aveia.

Anita Sachs só alerta para o cuidado que devemos ter com outros ingredientes adicionados às receitas.

“Como nem todas as versões de farinhas são panificáveis, muitas vezes é preciso dar equilíbrio adicionando gordura. É importante considerar esses percentuais para não exagerar”, diz.

No Brasil, já existe uma marca que comercializa a versão sem glúten do produto. Sim, embora a aveia não contenha essa proteína dentro de si, ela é comumente processada, armazenada e transportada junto com o trigo. Assim, resquícios de glúten podem ir para dentro do pacote.

Preço médio: R$ 11,80 (200 gramas).*

Farinha de sorgo

Embora seja mais conhecido na Europa do que por aqui, esse grão tem composição nutricional semelhante à do milho — com mais proteínas e fibras e menos gordura. Ele ainda fornece minerais como ferro, cobre, fósforo e potássio.

Agora, a farinha tem sabor mais forte e deixa as receitas um pouco mais secas, o que pode ser compensado pela adição de líquidos. Prepare bolos, pães, biscoitos e panquecas com ela.

Preço médio: R$ 12 (250 gramas).*

Farinha de chia

As pequenas sementes que compõem essa farinha são velhas conhecidas de vegetarianos e veganos por suas qualidades nutricionais e por substituírem o ovo em diversas receitas — mesmo papel da linhaça. “Ela auxilia no funcionamento intestinal, na saúde do coração e no controle de peso”, afirma Beatriz Botequio.

Esses benefícios são resultado de nutrientes antioxidantes, fósforo, magnésio, potássio e vitaminas. É ideal para preparar pães, bolos, tortas e servir sobre saladas e em vitaminas.

Preço médio: R$ 9,90 (200 gramas).*

Farinha de linhaça

Até por ofertar fibras e gorduras saudáveis, seu consumo frequente ajuda a reduzir peso. Pois é: essas substâncias estimulam a saciedade.

A farinha de linhaça dourada, aliás, também é cheia de ômega-3. “Ela carrega ácido alfa linolênico, que controla os níveis de colesterol e diminui os processos inflamatórios”, acrescenta Elaine.

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Teste a farinha de linhaça para preparar bolos, sobretudo nas receitas veganas. Ou a acrescente em receita de tortas ou nas saladas.

Preço médio: R$ 9,20 (200 gramas).*

Farinha de quinua

O alto teor de proteínas da quinua a torna uma alternativa para alimentos de origem animal. “É um grão completo, com fibras, vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais, como o triptofano”, ensina Beatriz Botequio.

O tal triptofano é responsável pela diminuição da vontade de atacar comidas calóricas, além de melhorar o humor, controlar o peso e reduzir o risco de desenvolver doenças crônicas. Fica excelente em massas de tortas salgadas.

Preço médio: R$ 12,80 (150 gramas).*

Farinha de maca peruana

Mais conhecida no universo fitness, essa farinha está ganhando espaço entre nutricionistas por suas doses fartas de fibras, vitaminas, zinco, cálcio e ferro.

“Como ajuda a modular os hormônios, tem fama de afrodisíaca”, diz Elaine. A farinha, feita com uma planta que lembra o rabanete, carrega carboidratos, garantindo o pique e a energia de quem se exercita regularmente. É deliciosa em vitaminas.

Preço médio: R$ 34 (150 gramas).*

Farinha de grão-de-bico

“Trata-se de uma ótima opção para incluir proteínas na alimentação”, afirma Beatriz Botequio. Como ainda concentra fibras e vitaminas aos montes, é considerada uma das mais nutritivas.

Segundo Beatriz Tenuta Martins, essa versão é a que melhor se adapta aos preparos que tradicionalmente usam farinha de trigo. “Nem toda farinha pode substituir a de trigo sem adaptações na receita”, ensina. “A que oferece os resultados mais próximos aos obtidos com o glúten é realmente a de grão-de-bico, principalmente em pães”, reforça.

Preço médio: R$ 7,90 (200 gramas).*

Farinha de berinjela

Rica em pectina — uma fibra solúvel presente na parede celular das plantas —, ela promove a sensação de saciedade. Como se fosse pouco, a farinha contribui no controle da glicemia do colesterol ruim.

Esse produto cai bem em tortas salgadas. Contudo, há quem se aventure a fazer vitaminas com ela.

Preço médio: R$ 19,40 (150 gramas).*

E a farinha de trigo?

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo) mostram que o brasileiro ingeriu, em média, 40 quilos dessa farinha em 2015. O consumo inclui desde receitas feitas em casa a produtos industrializados.

A branca ainda é a preferida no nosso país. Um reduto de carboidratos simples, ela passa por um processo de refino que retira parte de suas fibras, nutrientes e vitaminas (contidos na casca do grão).

Por isso, na dúvida, prefira a opção integral — que preserva essas substâncias benéficas. Ambas têm a mesma quantidade de calorias.

Beatriz Tenuta Martins defende a necessidade de montar um cardápio que privilegie alimentos naturais. “A tendência atual da nutrição é buscar uma dieta equilibrada, com mais fibras e menos gordura, açúcar, sal e processados. Esses cuidados evitam uma série de doenças crônicas e obesidade”, arremata.

Tem até versão à base de frutas!

Embora a definição correta para farinha seja “o produto obtido com a moagem de grãos de cereais”, como explica Beatriz Tenuta, hoje a variedade de itens enquadrados nessa categoria é tão grande que inclui os feitos com casca, miolo ou resíduos de frutas. As farinhas mais badaladas do momento são a de coco, de maracujá, de uva e de banana-verde.

As versões de coco e maracujá, por exemplo, são riquíssimas em fibras (e também vêm sem glúten). Já a de uva tem resveratrol, potente antioxidante.

Todas podem ser usadas para compor granola caseira, bolos, vitaminas e tortas. Mas a queridinha da nutricionista Elaine Pádua é a de banana-verde. “Ela possui amido resistente, que dá saciedade e ajuda a manter vivas as bactérias intestinais benéficas”, afirma. “E sabemos que o intestino é o segundo cérebro.”

É farelo ou farinha?

A nutricionista Beatriz Botequio explica a diferença: “O farelo é obtido da parte externa do grão, a casca. Já as farinhas vêm da parte interna (quando refinada) ou, no caso das integrais, das partes interna e externa”.

O que isso quer dizer? O farelo e a farinha integral são mais nutritivos por usarem partes do grão ricas em fibras.

* Preços pesquisados em fevereiro de 2017 em lojas de produtos industrializados.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/tipos-de-farinha-que-podem-substituir-a-de-trigo/

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