FASCITE PLANTAR: Causas e tratamento

Fascite plantar: sintomas, tratamentos e causas

FASCITE PLANTAR: Causas e tratamento

A fascite plantar é uma das causas mais comuns de dor no calcanhar. Trata-se de uma inflamação de um tecido chamado fáscia plantar, localizado na sola do pé e que conecta o calcâneo (osso que forma o calcanhar) aos dedos.

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Causas

A única causa direta da fascite plantar que é o aumento da tensão da fáscia plantar. É uma estrutura que fica na sola do pé, responsável em manter o arco plantar (aquela curvinha embaixo do pé) e de dar estabilidade ao mesmo. Porém, o aumento da tensão na fáscia plantar, que gera a fascite, é que possui diversas causas.

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Entenda de onde vêm as dores no calcanhar

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Fascite plantar tem cura?

Tratamentos não cirúrgicos quase sempre reduzem a dor. O tratamento pode durar de várias semanas a até dois anos ou, ainda, até que os sintomas desapareçam. Depende muito do caso. A maioria dos pacientes apresenta melhora em um período médio de nove meses. Algumas pessoas necessitam de cirurgia para aliviar a dor, mas esses casos são bem mais raros.

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Sintomas de Fascite plantar

As queixas mais comuns são dor, rigidez e queimação na sola do pé. A dor pode ser aguda ou crônica e ela costuma ser pior:

  • Pela manhã, ao dar os primeiros passos
  • Após ficar em pé por muito tempo
  • Ao subir escadas
  • Após atividades físicas intensas.

A dor pode se desenvolver lentamente com o passar do tempo, mas também pode ocorrer repentinamente após atividade intensa.

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Fasciste plantar é comum entre corredores. Veja como lidar

Image: Penelope Bernardi

Fatores de risco

Alguns fatores aumentam as chances de haver tensão ou uso excessivo do tecido plantar do pé. Eles incluem:

  • Idade. Fascite plantar é mais comum em pessoas na faixa dos 40 a 60 anos
  • Alguns tipos de exercício físico. Atividades que colocam estresse excessivo sobre o calcanhar e a fáscia plantar, como corrida de longa distância, ballet e outros tipos de dança, podem contribuir para a ocorrência de fascite plantar
  • Pés com anormalidades. Pé chato, pé cavo ou qualquer outro problema nos pés pode facilitar a ocorrência de fascite plantar
  • Obesidade. Uma pessoa com obesidade, por sobrecarregar os músculos e ossos das pernas e pés, apresenta maiores riscos de ter fascite plantar
  • Ocupações. Algumas profissões exigem muito dos pés dos funcionários, a exemplo de operários, professores, atendentes e outras que passam a maior parte da jornada de trabalho em pé ou caminhando. Essas ocupações podem levar a um quadro de fascite plantar
  • Tensão sobre o tendão de Aquiles (que liga os músculos da panturrilha ao tornozelo)
  • Calçados inadequados, com solas macias demais ou que não oferecem apoio suficiente à curvatura do pé.

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Na consulta médica

Procure um especialista se você sentir dor intensa ou contínua na região da sola do pé. Anote seus sintomas para não esquecer de descrevê-los ao médico detalhadamente. Tire todas as dúvidas e responda às perguntas que ele deverá lhe fazer, como:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • Os sintomas são mais comuns em algum momento específico do dia?
  • Que tipo de atividade física você pratica?
  • Sua ocupação exige que você fique em pé por muito tempo?
  • Onde a dor está mais localizada?
  • Há alguma medida que melhore ou piore seus sintomas?

Diagnóstico de Fascite plantar

Para realizar o diagnóstico, o médico começará esboçando um histórico médico do paciente, seguido de um exame físico, que poderá mostrar:

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  • Sensibilidade na sola do pé
  • Pé chato ou pé cavo
  • Inchaço leve ou vermelhidão no pé
  • Rigidez ou tensão do arco na sola do pé.

Geralmente, testes adicionais para diagnosticar fascite plantar não são necessários, mas raios-X e outros exames de imagem podem ajudar a descartar outros problemas.

Tratamento de Fascite plantar

O tratamento para fascite plantar é geralmente feito à base de medicamentos e fisioterapia, visando a diminuição da dor, controle dos processos inflamatórios, orientações e reequilíbrio muscular através do fortalecimento.

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Os medicamentos recomendados pelos médicos são analgésicos para reduzir a dor e anti-inflamatórios para diminuir a inflamação. Exercícios de alongamento, repouso e o uso de sapatos mais adequados são outras recomendações médicas que costumam ser frequentes.

Um fisioterapeuta pode, ainda, indicar exercícios específicos para ajudar na recuperação, fortalecendo os músculos danificados e, também, mostrando como praticar atividade física sem colocar pressão excessiva sobre a sola do pé.

Há casos ainda em que cirurgia pode ser necessária, embora seja raro. Procedimentos cirúrgicos são indicados quando nenhum outro meio terapêutico mostrou resultado.

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Medicamentos para Fascite plantar

Os medicamentos mais utilizados para o tratamento de fascite plantar são:

  • Betatrinta
  • Diprospan
  • Duoflam

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Convivendo/ Prognóstico

Algumas medidas caseiras podem ajudar na recuperação e na eficácia do tratamento. Confira:

  • Aplique gelo à região dolorida. Repita o procedimento pelo menos duas vezes ao dia durante 10 a 15 minutos, com mais frequência nos primeiros dois dias
  • Tente usar uma proteção no tornozelo, almofadinhas de feltro na área do tornozelo ou palmilhas ortopédicas
  • Use talas noturnas para alongar a fáscia plantar lesionada.

Complicações possíveis

Ignorar a fascite plantar pode resultar em dor crônica no calcanhar, que poderá causar ainda mais dificuldades à rotina e a atividades regulares do dia a dia. Se você tentar evitar a dor causada pela fascite plantar mudando a maneira de caminhar, por exemplo, você poderá causar problemas não só ao pé, mas também aos joelhos, quadril e até mesmo na coluna.

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Referências

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

Science Direct – site que reúne milhares de artigos e conteúdos científicos provenientes de diversas publicações internacionais.

Clínica Mayo

Marcel Tomonori Sera, fisioterapeuta e acupunturista – CREFITO 121849/SP

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/fascite-plantar

Fascite Plantar. O que é e como identificar

FASCITE PLANTAR: Causas e tratamento

Fascite plantar é um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia plantar, um tecido fibroso, pouco elástico, que recobre a musculatura da sola do pé em toda sua extensão, desde o osso calcâneo até os dedos dos pés.

 É esse tecido que serve de amortecedor e dá sustentação ao arco plantar, a famosa “curva” na sola do pé que, ao pisar, não toca o chão e, ao mesmo tempo sustenta o peso do corpo na pisada.

Como identificar a Fascite Plantar

Geralmente, quem sofre com esse problema, sente fortes dores na planta dos pése na parte mais interna do calcanhar logo pela manhã, ao dar os primeiros passos. Também pode ocorrer inchaço no local. Como a fáscia plantar está presente em toda a extensão do pé pode ocorrer desconforto em toda planta do pé.

Um exame mais detalhado, através de imagem (ultrassom ou ressonância magnética) solicitado por um médico pode confirmar, ou descartar outros possíveis diagnósticos semelhantes como: fratura por stress, esporão do calcâneo ou até problemas com o tipo de biomecânica do pé (tipo de pisada).

Por isso fique atento aos sinais a seguir, eles são os principais sintomas da fascite plantar:

  • Sensação de dor muito grande quando apoiamos o pé no chão ao levantar
  • Dor em pontadas, geralmente no calcanhar, onde todos os músculos e a fáscia são conectados
  • Dor intermitente ao longo do dia
  • Sensibilidade ao tato e tensão na região do arco plantar
  • Sensibilidade à pressão na almofada do calcanhar
  • Sensibilidade do osso do calcanhar, incapacidade de apoiar o calcanhar no chão devido ao impacto
  • Inchaço e vermelhidão 

Causas

Muitas são as causas da fascite plantar e, é de extrema importância que você fique atento a elas, pois o processo inflamatório gera diferentes limitações como dificuldades para o caminhar, para a prática de atividades físicas e para o lazer em geral, impactando negativamente na qualidade de vida.

Não há dados específicos sobre o número de pessoas que sofrem com o problema mas, há cada vez mais pacientes buscando tratamento. Saiba as principais causas:

  • Sedentarismo;
  • Prática de atividade física sem orientação;
  • Trauma adquirido no início de uma atividade física;
  • Trauma adquirido por intensificação de atividade de alto impacto (sobrecarga);
  • Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna, que pode ocorrer devido ao uso de sapatos sem o suporte adequado para amortecer o choque do osso calcâneo;
  • Esforço excessivo da sola do pé;
  • Processo degenerativo pelo desgaste;
  • Biomecânica da pisada (pisada errada);
  • Alterações na formação do arco dos pés, principalmente a acentuação do arco, conhecido como pé cavo (arco plantar mais alto é = a menor área de apoio da sola do pé com o solo ––––> Aumento da pressão na fáscia plantar devido à má distribuição do peso do corpo
  • Uso de sapatos inadequados;
  • ObesidadeAqui cabe uma observação importante: A obesidade ou o sobrepeso já predispõe uma fascite plantar, porque as nossas estruturas anatômicas e musculares estão dimensionadas para o nosso corpo. Carregar uma carga além do que nossa estrutura está preparada favorece essa inflamação.

Como prevenir a Fascite Plantar

  • Manter o peso adequado;
  • Evitar ganho de peso rápido;
  • Alongar os músculos da parte inferior do corpo antes e depois de praticar qualquer atividade física;
  • Fortalecer a musculatura dos membros inferiores e dos pés
  • Praticar atividade física com orientação de profissional de sua confiança
  • Aumentar lentamente o volume e intensidade de treino, e nunca de maneira muito abrupta
  • Usar calçado adequado. No dia a dia, prefira sapatos com saltos mais baixos, que não estejam largos nem apertados demais, nem que tenham a sola muito fina ou muito gasta.
  • O uso de palmilhas feitas sob medida pode ser a maneira mais eficaz de ajustar e/ou corrigir as alterações biomecânicas

Saiba mais sobre os benefícios das Palmilhas Feitas Sob Medida

Quando você compra um calçado ele já vem com uma palmilha e, muitas vezes, elas não possuem nenhum tipo de padronização e servem apenas como acabamento do produto.

Isso acontece porque seria impossível produzir palmilhas para atender todas as necessidades do público em geral.

E aí está o erro! Pensar que compramos um produto novo e ele vai funcionar perfeitamente para as nossas necessidades.

E olha que as necessidades são muitas: para dores e formação de calosidades, para correção postural, para pés diabéticos, para melhorar o desempenho esportivo, para hálux valgo (joanetes), esporão do calcâneo, pé cavo, pé chato, tendionopatia do calcâneo e, no caso desta matéria fascite plantar entre outras.

As palmilhas sob medida indicadas para o tratamento de fascite plantar oferecem suporte ao arco plantar, possuem a capacidade de reconhecer a posição e orientação do corpo, assim como a força exercida por ele, e fazem com que a distribuição de carga seja dividida de forma correta por toda a planta do pé, melhorando e normalizando os estímulos do Sistema Nervoso Central que controlam a dor, equilíbrio e postura.

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Источник: https://www.bauerfeind.com.br/blogs/news/fascite-plantar-o-que-e-e-como-identificar

Fascite plantar

FASCITE PLANTAR: Causas e tratamento

Fascite plantar é um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia plantar, uma membrana de tecido conjuntivo que recobre a musculatura da sola do pé.

Fascite plantar é um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia plantar (também chamada de aponeurose plantar), uma membrana de tecido conjuntivo fibroso e pouco elástico, que recobre a musculatura da sola do pé, desde o osso calcâneo, que garante o formato do calcanhar, até a base dos dedos dos pés.

É importante não confundir a fascite plantar com o esporão do calcâneo.

São duas patologias diferentes, embora possam ser desencadeadas por lesões muito semelhantes: microtraumatismos e inflamação crônica na região do calcanhar, nas proximidades da inserção do tendão de Aquiles. No caso específico do esporão, surgem depósitos de cálcio abaixo ou atrás desse osso.

Eles formam saliências parecidas com ganchos que lembram as esporas dos pés dos galos. Esporões do calcâneo podem provocar uma dor aguda, em pontada, que piora com o movimento e melhora com o repouso.

Geralmente, a fascite plantar é um transtorno de bom prognóstico, mas a recuperação costuma ser bastante lenta.

Causas da fascite plantar

A fáscia plantar ajuda a manter a curvatura do pé firme, graças à sua capacidade de amortecer e distribuir o impacto. Ainda não se conhece a causa exata da fascite plantar, mas na maioria dos casos, a dor forte característica do transtorno é provocada pelo estiramento excessivo da fáscia plantar ou pela repetição de microtraumatismos nessa estrutura.

Segundo o Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), estudos recentes têm demonstrado que a dor pode estar associada “a uma alteração estrutural mais condizente com processos degenerativos” causados pela prática exagerada de exercícios físicos, sobrepeso ou idade.

Sintomas da fascite plantar

O sintoma característico da fascite plantar é uma dor forte, em facada, debaixo do pé, perto do calcanhar. Em geral, essa dor é mais intensa pela manhã, mas alivia durante o dia com o caminhar. No entanto, nada impede que ela surja em qualquer ponto da fáscia, depois de longos períodos em pé, depois de subir escadas ou mesmo depois de ter repousado um pouco.

Inchaço (edema) e vermelhidão (eritema) são outros sinais que podem estar presentes. Portadores dessa condição  podem apresentar também dificuldade para trazer a ponta do pé na direção da canela (movimento chamado de dorsiflexão).

Sem tratamento, a dor pode se tornar crônica e provocar alterações na marcha, que revertem em lesões no joelho, quadris e coluna.

Veja também: Distensão muscular

Fatores de risco da fascite plantar

A doença se manifesta principalmente entre os 40 e os 60 anos e pode afetar tanto homens como mulheres.

Pessoas com sobrepeso, atletas — especialmente os corredores — bailarinos, ginastas, têm maior risco. Mulheres que usam sapatos com saltos muito altos com frequência estão mais sujeitas a desenvolver essa condição.

Além da obesidade e do ganho rápido de peso, são considerados fatores de risco para a fascite plantar:

  • Pés planos ou chatos (arco plantar mais baixo, maior área de apoio da sola do pé com o solo) ou pés cavos (arco plantar mais alto, menor área de apoio da sola do pé com o solo) podem afetar a forma como o peso do corpo é distribuído e aumentar a pressão sobre a fáscia plantar;
  • Encurtamento do tendão de Aquiles, localizado na parte de trás da perna e que liga os músculos da panturrilha aos ossos do calcanhar. Em geral, isso pode acontecer em decorrência do enrijecimento do músculo da panturrilha ou do uso frequente de sapatos com saltos muito altos ou sem o suporte adequado para amortecer os choques contra o osso calcâneo.

Diagnóstico de fascite plantar

Num primeiro momento, o diagnóstico de fascite plantar é clínico e leva em conta as particularidades dos sintomas e os fatores de risco. Exames de raio X e ultrassom podem ser úteis para estabelecer o diagnóstico diferencial com esporão do calcâneo, metatarsalgia (dor nos ossos que articulam as falanges dos dedos), tendinite tibial posterior e microfraturas ósseas.

Tratamento da fascite plantar

O objetivo do tratamento da fascite plantar é reduzir a inflamação, aliviar a dor e habilitar o paciente para assumir suas atividades rotineiras.

Grande parte dos portadores de fascite plantar se beneficia com o tratamento conservador, que inclui repouso, aplicação de gelo no local e sessões de fisioterapia para promover o alongamento de estruturas, como a própria fáscia plantar, o tendão de Aquiles e os músculos da panturrilha.

O uso de palmilhas ortopédicas visando à melhor distribuição do peso corpóreo sobre os pés e de órteses noturnas para evitar o encurtamento do arco e manter a fáscia plantar alongada durante a noite são recursos não farmacológicos que podem ser benéficos.

A terapia por ondas de choque (ESWT ou TOC), constituída por ondas sonoras aplicadas no local da lesão, tem-se mostrado útil para reduzir a dor, aumentar a irrigação de sangue na área afetada e promover a cicatrização e regeneração dos tecidos moles.

Segundo a Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque (SMBTOC), esse método terapêutico deve ser prescrito por um médico ortopedista. Inicialmente desenvolvido para o tratamento de cálculos renais, no site www.sbtoc.org.br/ estão elencadas as condições clínicas em que a aplicação de ondas de choque não é recomendada.

Quando necessário, o tratamento farmacológico inclui a prescrição de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides, a aplicação de toxina botulínica e a infiltração com anestésico ou com corticosteroides diretamente na região de maior dor na sola do pé.

A cirurgia para liberação da fáscia plantar só é indicada quando os outros recursos terapêuticos não produzem mais resultados.

Prevenção da fascite plantar

As seguintes medidas ajudam a prevenir a manifestação da fascite plantar:

  • Evite ganho do peso rápido: a obesidade representa uma sobrecarga extra sobre as estruturas do pé, especialmente sobre o arco plantar;
  • Procure alongar músculos e ligamentos antes e depois de praticar qualquer atividade física;
  • Não ande descalço em superfícies muito rígidas, nem caminhe nas pontas dos pés;
  • Certifique-se de que os calçados possuem o amortecimento necessário para absorção do impacto e garantem o apoio adequado para o arco do pé de acordo com a atividade praticada;
  • Reserve os calçados com saltos muito altos para ocasiões especiais e use por pouco tempo. No dia a dia, prefira sapatos com saltos mais baixos, que não estejam largos nem apertados demais, nem que tenham a sola muito fina ou muito gasta.

Recomendações para auxiliar na prevenção e tratamento da fascite plantar

Para reduzir a inflamação e aliviar a dor:

  • Congele água dentro de uma garrafa pet e role-a sob o arco plantar para frente e para trás durante 10 minutos;
  • Massageie a sola dos pés com uma bolinha do tamanho aproximado das bolas de tênis, movimentando-a em todas as direções.

Para alongar e fortalecer a fáscia plantar:

  • Sente-se no chão com as costas retas, estique as pernas e puxe a pontas dos pés com uma toalha;
  • Sentado numa cadeira, recolha do chão bolinhas de gude ou rolhas de garrafa utilizando apenas os dedos dos pés.

Para alongar e fortalecer os músculos da panturrilha:

  • Pise na borda de um degrau com as pontas dos pés alinhadas e vá baixando apenas a parte dos calcanhares para fora do degrau, o máximo que conseguir, sem forçar muito. Permaneça nessa posição por alguns segundos. Depois volte à posição inicial e relaxe a musculatura;
  • Sente-se numa cadeira com a planta dos pés apoiadas no chão e os joelhos flexionados em 90º. Nessa posição, erga o calcanhar o mais alto que puder e pressione com toda a força possível as pontas dos pés contra o chão. Mantenha a posição por alguns segundos e vá abaixando os calcanhares devagar.

Perguntas frequentes sobre fascite plantar

Quem tem fascite plantar pode praticar atividade física?

Na verdade, exercícios podem ajudar a evitar e combater a fascite plantar, mas varia de caso a caso. Em geral, quando o problema torna-se muito recorrente e parece ligado à atividade que a pessoa pratica, indica-se a mudança para exercícios que não comprometam a sola do pé, como natação. Converse com seu médico.

Quais calçados devem ser evitados?

Os pés são exigidos de forma diferente em uma corrida, em um jogo de tênis e no vôlei; portanto, utilize calçados próprios para cada prática. Evite sapatos com salto alto e sapatênis, pois quando utilizados por longos períodos podem provocar a inflamação.

Inchaço nos tornozelos pode ser decorrente da fascite plantar?

É mais comum o inchaço atinge a sola e o calcanhar, mas em alguns casos o tornozelo também pode ser afetado.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/fascite-plantar/

Fascite plantar – causas

Embora as causas de fascite plantar não sejam completamente conhecidas, sabe-se que existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença, a saber:

  • Obesidade (excesso de peso) – índice de massa corporal (IMC) maior que 30;
  • Atividade desportiva em carga (correr, saltar, ballet e dançar), ou quando as pessoas permanecem por largos períodos de tempo de pé;
  • Idade;
  • Pé cavo/ pé plano/padrões anómalos de marcha;
  • Diminuição da dorsiflexão do tornozelo (menor que 0º);
  • Retração dos músculos gastrocnémio-solear e isquiotibiais;
  • Secundária a doenças inflamatórias sistémicas.

É controverso que a presença de esporão do calcâneo contribua para a sintomatologia. De salientar que entre 11 a 46%dos doentes com esporão do calcâneo são assintomáticos, e em 32% dos doentes com fasceíte plantar não se encontra a presença do esporão do calcâneo.

Fascite plantar – sintomas

Na fascite plantar, o principal sintoma é a dor no calcanhar, muitas vezes descrito como “pontada”. A dor tipicamente possui um início insidioso e sem irradiação, muitas vezes ao sair da cama de manhã e tende a aliviar após dar os primeiros passos. A dor tende a agravar ao subir escadas ou se o doente permanecer de pé durante algum tempo.

A dor tende a aliviar com a deambulação (andar, caminhar) e agrava com o repouso prolongado. Habitualmente, as dores agravam ao fim do dia com o ortostatismo prolongado.

Em alguns casos pode ocorrer algum edema (“inchaço”) do calcanhar e do tornozelo.

Fascite plantar – diagnóstico

O diagnóstico de fascite plantar é feito pelo médico ortopedista com base na história clínica e recorrendo, em alguns casos, a alguns exames ou meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica (MCDT), a saber:

Radiografia (RX) do pé. – Pode ser útil para confirmar o diagnóstico, se realizado em carga permite excluir outras patologias (degenerativas);

Ressonância magnética (RMN) – É raramente usada no diagnóstico, no entanto, este exame pode ser importante para excluir outras patologias (fratura de stress do calcâneo). A RMN é um exame que, em caso de necessidade, pode ser usada para realizar o planeamento cirúrgico.

Cintigrafia óssea – É um exame que permite ajudar a quantificar a inflamação. Pode ser realizada para excluir outras patologias (ex. fratura de stress do calcâneo);

Estudo analítico – Embora não seja usado por rotina, pode ser útil para excluir outras patologias (artrite inflamatória, infeção, etc.).

Eletromiografia – A electromiografia pode se usada para excluir compressões nervosas.

No diagnóstico diferencial devem ser levadas em consideração as seguintes patologias:

  • Atrofia da gordura calcaneana;
  • Síndrome do túnel társico;
  • Fratura de stress calcâneo;
  • Neuropatia de Baxter (compressão do primeiro ramo nervo plantar lateral);
  • Disfunção tendão tibial posterior;
  • Etc.

Fascite plantar tem cura?

A fascite plantar é uma doença que evolui favoravelmente na maioria dos casos. Cerca de 90% dos doentes melhoram significativamente nos primeiros dois meses de tratamento.

No entanto, pode demorar algum tempo até aos sintomas desaparecerem de forma definitiva, em alguns casos até um ano.

Infelizmente em alguns casos a dor pode tornar-se crónica, principalmente se não forem adoptadas as medidas adequadas de tratamento.

Saiba, de seguida, como tratar a fascite plantar.

Fascite plantar – tratamento

O tratamento para a fascite plantar deve ser instituído pelo médico ortopedista após diagnóstico.

Como veremos de seguida, existem diversas opções no tratamento que deverá ser adaptado individualmente ao doente em causa.

É de realçar que é muito importante não desistir dos tratamentos para evitar complicações futuras, nomeadamente, dor no calcanhar sempre que fizer carga ao caminhar.

O tratamento de primeira linha passa por alterações no estilo de vida. Em caso de obesidade o doente deve perder peso de modo a reduzir a pressão exercida sobre a articulação. Se o doente praticar alguma atividade física deve ser efetuada restrição do exercício físico.

Deve ser realizado repouso e limitação de atividade física de contacto com o solo. Caso não exista dor, pode retomar-se o retorno gradual à atividade física após 4 a 6 semanas de repouso. Na fase aguda não deve forçar o caminhar.

No entanto, após a fase aguda a caminhada é benéfica.

O uso de uma palmilha ortopédica (“calcanheira“ ou “almofada para o calcanhar” em silicone ou outro material) permite distribuir a carga durante a marcha e desta forma aliviar as queixas. Estas palmilhas ortopédicas podem ser facilmente adquiridas em farmácias e nas lojas da especialidade (material ortopédico).

A utilização de uma “bota walker” desenvolvida de forma a permitir uma melhor distribuição das cargas durante a marcha, pode ser uma boa opção a utilizar nas fases mais agudas, permitindo um alívio das queixas. O uso de uma tala ou ortótese noturna contribui também para o alívio da dor.

A fisioterapia, através de exercícios específicos de alongamento da fáscia plantar e do tendão de aquiles são uma boa opção no tratamento. O tratamento fisioterapêutico deve preferencialmente ser realizado com exercícios que permitam o estiramento (ou alongamento) da fáscia plantar e do gastrocnémio e solear.

Nas situações de dor crónica no calcanhar (> 6 meses) refratária aos restantes métodos de tratamento conservador pode-se associar terapia por ondas de choque.

A prescrição de medicamentos (ou remédio) anti-inflamatórios não esteróides (AINE’s), como por exemplo o ibuprofeno ou naproxeno, por norma em comprimidos ou pomada anti-inflamatória permitem aliviar a dor e reduzir a inflamação da fáscia plantar.

O doente deve tomar sempre esta medicação como indicado na prescrição médica. O tratamento medicamentoso pode também, nos casos mais graves, incluir a infiltração no pé de corticóides (dexametasona ou metilprednisolona ou beclometasona + lidocaína).

Como tratamento caseiro ou natural poderá fazer exercícios de alongamento. Dois simples exercícios, para aliviar a dor, poderão ser realizados utilizando uma simples bola de ténis e uma toalha.

Para tal, rolar o pé sobre a bola e forçar a dorsiflexão (puxar o pé para cima) com a ajuda da toalha. No alivio da inflamação pode ser útil passar o pé sobre uma garrafa de água congelada durante 10 a 15 minutos.

Veja imagens.

Na fase aguda, a aplicação de gelo (frio) duas a três vezes por dia diretamente no calcanhar durante 5 a 10 minutos ajuda também a aliviar as queixas. Note, no entanto, que a aplicação de gelo nas fases não agudas não traz alivio, devendo neste caso aplicar calor (água quente, por exemplo) que ajuda no relaxamento dos músculos e da fáscia.

Deve usar calçado com sola que permita amortecer os choques, por norma, solas maleáveis que possibilitem uma melhor absorção dos impactos com o solo. Isto é, deve evitar o uso de sapatos ou ténis que possuam uma sola rígida. Deve evitar andar descalço, principalmente durante a manhã.

O doente nunca deve em caso algum automedicar-se sob pena de poder agravar o quadro clínico, devendo seguir todas as recomendações do médico ortopedista.

Em caso das medidas atrás enunciadas falharem o que é raro, deverá ser considerado tratamento cirúrgico, como veremos de seguida.

Fascite plantar – cirurgia

A cirurgia (ou operação) na fascite plantar deve ser apenas considerada em caso de falência do tratamento conservador, que ocorre em cerca de 5% dos doentes.

A cirurgia, designada por fasciotomia plantar, consiste na libertação de 30 a 50%das fibras da fáscia. A taxa de sucesso estimada situa-se entre 70 a 80%, sendo superior nas situações em que se associa libertação do gastrocnémio.

Esta técnica está indicada em situações de dor crónica (> 9 meses) refratária a tratamento conservador. Pode ser realizada cirurgia aberta (se síndrome do túnel társico associado) ou artroscópica com igual eficácia, permitindo esta última uma recuperação mais rápida.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ortopedia/fascite-plantar/

FASCITE PLANTAR: Causas e tratamento

FASCITE PLANTAR: Causas e tratamento

A fascite plantar (fasceíte plantar em Portugal) é uma das causas mais comuns de dor no calcanhar ou na sola dos pés, sendo provocada pela inflamação da fáscia plantar, uma espécie de ligamento que fica localizado na sola do pé.

O que a fáscia plantar?

A fáscia plantar, também chamada de aponeurose plantar, é um ligamento que corre ao longo da parte inferior do pé, conhecida como sola ou planta do pé.

A fáscia plantar é uma faixa de tecido espesso, intimamente ligada à pele e com propriedades elásticas, capaz de se esticar ligeiramente conforme a movimentação dos pés. Esse tecido recobre toda base do pé, estendendo-se desde o osso do calcanhar, chamado osso calcâneo, até a ponta do pés, local onde se divide em cinco ramos, um para cada dedo.

A fáscia plantar age como um elástico. Ela cria uma tensão de modo a manter o pé sempre levemente arqueado. Quando andamos, no momento em que levantamos o calcanhar do chão e ficamos apenas com a ponta dos pés encostada ao solo, a fáscia plantar age como uma espécie de guincho, diminuído pressão que os dedos sofrem ao receber grande parte do peso do corpo.

A fascite plantar é uma inflamação da fáscia plantar. Habitualmente, o local onde há maior inflamação da fáscia é próximo à sua ligação com o osso calcâneo.

Causas

A fascite plantar surge após repetitivos estresses na região da planta dos pés, causados normalmente por tensão e esgarçamento da fáscia plantar, que levam a micro traumas neste tecido e, consequentemente, inflamação da área lesionada.

A fascite plantar ocorre habitualmente em pessoas entre 40 e 60 anos, que ao longo de sua vida tiveram atividades ou problemas que provocaram repetido estresse sobre a fáscia plantar, como por exemplo:

  • Obesidade.
  • Pé chato.
  • Pé cavo.
  • Trabalhar muito tempo em pé, como seguranças, professores, cirurgiões, trabalhadores de fábrica, etc.
  • Uso excessivo de salto alto.
  • Uso de calçados pouco apropriados para os pés, como sapatos apertados, largos ou velhos.
  • Alterações da marcha, como pisar com o pé torto, principalmente com a parte de dentro dos pés.

A fascite plantar também é muito comum em pessoas que praticam determinadas atividades, como corridas, balé, levantamento de peso e dança. Caminhada sem tênis adequado também pode causar estresse sobre a sola dos pés e levar à lesão da fáscia plantar. Estas atividades podem provocar o aparecimento precoce da fascite plantar, antes dos 40 anos.

Relação entre esporão do calcâneo e fascite plantar

O esporão do calcâneo é uma protuberância que surge no osso calcâneo devido a múltiplos microtraumatismos nesta região. Portanto, as mesmas lesões que provocam o surgimento da fascite plantar, também causam o aparecimento do esporão.

Antigamente achava-se que o esporão era uma das causas da fascite plantar, mas hoje sabe-se que só 5% dos paciente com esporão apresentam quadro de dor e inflamação na sola do pé.

Para saber mais sobre o esporão de calcâneo, leia: ESPORÃO DE CALCÂNEO – Dor no calcanhar.

Sintomas

O sintoma mais comum da fascite plantar é a dor, tipo pontada, na planta do pé, especialmente na região logo abaixo do calcanhar.

A dor é tipicamente pior durante os primeiros passos, como ao sair da cama de manhã ou levantar-se depois de estar sentado por algum tempo.

A dor da fascite plantar costuma acometer apenas um dos pés, apesar de não ser impossível ter a lesão em ambos os pés ao mesmo tempo.

A dor pode ser agravada por andar descalço em superfícies duras ou subir escadas. Em atletas, ela pode ser particularmente agravada pela corrida. Profissionais que permanecem em pé por muito tempo costumam se queixar de piora do quadro ao final do dia.

Um elemento importante na história clínica é o período que antecede o início da fascite plantar. Os pacientes podem relatar que antes do aparecimento da dor haviam aumentado a quantidade das atividades físicas, mudado o tipo de calçado habitual ou sofrido algum trauma no pé.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito através da história clínica do paciente e do exame físico dos pés. O médico irá procurar por sinais de lesão nos pés, pontos dolorosos e alterações anatômicas, como pé chato.

Em caso de dúvida, a ultrassonografia e a ressonância magnética podem ajudar no diagnóstico. A radiografia do pé é geralmente solicitada quando queremos descartar outras causar para a dor.

Tratamento

O tratamento é inicialmente feito de forma conservadora, com repouso e gelo local. Outros tratamentos para fascite plantar  incluem:

  • Fisioterapia, com execícios e alongamentos específicos para os pés e panturrilhas.
  • Calçados com palmilhas especiais. São importantes para quem trabalha muito tempo em pé.
  • Em alguns casos, o uso por poucos dias de um anti-inflamatório pode ser necessário para controlar a dor.
  • O uso de talas noturnas também é uma opção.
  • Pessoas com excesso de peso devem emagrecer.

Injeções de corticoides no calcanhar podem ser utilizadas nos casos em que não há resposta satisfatória ao tratamento conservador.

Alguns estudos tem mostrado benefícios com injeção de botox, com resposta semelhante ao uso de corticoides.

Em geral, mais de 80% dos pacientes respondem a esses tratamentos. A cirurgia é última opção, sendo  raramente necessária.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ortopedia/fascite-plantar/

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