Fecaloma: que é, sintomas e tratamento

Prisão de ventre (constipação intestinal)

Fecaloma:  que é, sintomas e tratamento

Prisão de ventre é um distúrbio caracterizado pela dificuldade persistente para evacuar. As causas mais comuns são dieta pobre em fibras, pouca ingestão de líquidos, sedentarismo e consumo excessivo de proteína animal. 

Prisão de ventre e intestino preso são os nomes populares pelos quais é conhecida a constipação (ou obstipação) intestinal, um distúrbio comum caracterizado pela dificuldade persistente para evacuar. É preciso considerar, entretanto, que não existe um padrão rígido para classificar a frequência normal de funcionamento dos intestinos, que pode variar de 3 a 12 vezes por semana.

Veja também: Incontinência fecal

Só se considera um quadro típico de constipação, quando ocorrem duas ou menos evacuações por semana e/ou o esforço para evacuar é grande demais e pouco produtivo.

Algumas pessoas se queixam de que o intestino não funciona regularmente em ambientes estranhos, ou quando quebram a rotina, como ocorre durante as viagens, por exemplo. Essa alteração, porém, costuma desaparecer tão logo a pessoa retoma suas atividades habituais.

A constipação é um transtorno mais comum nas mulheres, especialmente durante a gravidez, nas crianças e nos idosos.

Causas

As causas mais comuns da prisão de ventre costumam ser a dieta pobre em fibras, a pequena ingestão de líquidos, o sedentarismo, assim como o consumo excessivo de proteína animal e de alimentos industrializados. Não atender à urgência para evacuar, quando ela se manifesta, também pode comprometer o funcionamento regular dos intestinos.

A prisão de ventre pode, ainda, estar associada a doenças do cólon e do reto, como diverticulose, hemorroidas, fissuras anais e câncer colorretal.

Pode, igualmente, ser provocada pelo uso de certos medicamentos e por alterações neurológicas e do metabolismo.

Estresse, depressão e ansiedade são outras ocorrências capazes de interferir nos hábitos intestinais.

Veja também: Leia entrevista sobre estresse

A complicação mais comum da constipação é o fecaloma, massa compacta de fezes endurecidas, que se deposita no reto ou no cólon-sigmoide, e interrompe o trânsito intestinal. A tendência é o fecaloma aparecer mais nas pessoas com dificuldade de locomoção, como os idosos acamados e os cadeirantes.

Sintomas

Os sintomas da prisão de ventre podem variar de uma pessoa para outra ou na mesma pessoa nas diferentes crises. Os mais característicos são:

  • Número reduzido de evacuações;
  • Dificuldade para eliminar as fezes que se apresentam ressecadas, muito duras e pouco volumosas;
  • Sensação de esvaziamento incompleto dos intestinos.

No entanto, esses não são os únicos sintomas. Desconforto, distensão e inchaço abdominal, mal-estar, gases e distúrbios digestivos são manifestações  que também podem estar correlacionadas com a prisão de ventre.

Diagnóstico

O levantamento da história do paciente, seguido de um exame clínico minucioso, é o passo fundamental para o diagnóstico da constipação.

Exames de laboratório, como hemograma e sangue oculto nas fezes, e de imagem – enema opaco, colonoscopia e tempo de trânsito das fezes – são importantes para determinar as causas do distúrbio, estabelecer o diagnóstico diferencial e conduzir o tratamento.

Tratamento

Posto que a prisão de ventre é apenas um sintoma e não uma doença em si, o objetivo do tratamento é corrigir as causas do distúrbio. A maioria dos pacientes se beneficia com mudanças na dieta e no estilo de vida.

Basicamente, a primeira delas consiste na maior ingestão de fibras (legumes, verduras, frutas, cereais integrais, etc.

), de alimentos com propriedades laxativas, como o mamão e a ameixa, de farelos em pó misturados aos alimentos ou diluídos em água ou em sucos e de suplementos com fibra na forma de biscoitos ou comprimidos.

A segunda, é beber bastante líquido (aproximadamente dois litros por dia, se não houver contraindicação médica, pois pessoas com insuficiência cardíaca ou renal, por exemplo, podem não tolerar esse volume de líquido).Praticar atividade física é outra medida essencial para o bom funcionamento dos intestinos.

Em alguns casos, porém, pode ser necessário prescrever o uso de supositórios e de enemas (lavagens intestinais) para facilitar a eliminação das fezes. Em virtude de possíveis efeitos adversos, o uso de laxativos deve ser criteriosamente orientado por um médico. Finalmente, só em situações muito especiais e raras, é preciso recorrer à cirurgia para retirada do fecaloma endurecido.

Recomendações

  • Vá ao banheiro sempre que tiver vontade;
  • Beba muito líquido, mas álcool com moderação, porque ele ajuda a desidratar as fezes;
  • Saiba que a ingestão de farelo em pó pode aumentar a produção de gases;
  • Coma frutas, se possível com casca, nos intervalos entre as refeições;
  • Tente administrar as situações de estresse e as crises de ansiedade. Se precisar de ajuda, não se acanhe. As emoções podem ter influência sobre o funcionamento dos intestinos. Lembre-se de que esse órgão já foi chamado de segundo cérebro;
  • Procure assistência médica se notar mudanças significativas nos hábitos intestinais. Não deixe também de ir ao médico, se as fezes estiverem muito ressecadas ou muito finas, se houver sinais de sangramento, ou se você estiver emagrecendo sem nenhuma explicação aparente.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/prisao-de-ventre-constipacao-intestinal/

Obstrução intestinal: o que é, sintomas e tratamento

Fecaloma:  que é, sintomas e tratamento

A obstrução intestinal acontece quando as fezes não conseguem passar pelo intestino devido à uma interferência no seu trajeto, como pela presença de bridas intestinais, tumores ou uma inflamação, por exemplo. Nestes casos, geralmente surgem sintomas como dificuldade para evacuar ou eliminar gases, inchaço da barriga, náuseas ou dor abdominal.

Uma vez que a obstrução impede a passagem dos alimentos digeridos pelo intestino, as fezes, os gases intestinais e as secreções digestivas acabam se acumulando, o que aumenta a pressão dentro do intestino e provoca o risco de graves complicações como perfuração intestinal, infecção generalizada e morte do tecido intestinal.

Assim, se existir suspeita de uma obstrução no intestino é aconselhado procurar imediatamente atendimento médico, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento que, normalmente, é feito com a administração de líquidos pela veia, passagem de uma sonda no trato digestivo ou cirurgia, dependendo da gravidade.

Possíveis sintomas

Os sintomas mais comuns de uma obstrução intestinal são a parada de eliminação de fezes e gases. No entanto, caso a obstrução seja parcial, é possível que ainda haja eliminação de gases. Outros sintomas comuns incluem:

  • Inchaço exagerado da barriga;
  • Dor abdominal em cólica e intensa;
  • Diminuição do apetite;
  • Náuseas e vômitos.

A intensidade dos sintomas varia de acordo com a causa e a gravidade da doença que provoca a obstrução.

Além disso, os sintomas apresentados também podem variar de acordo com o local afetado, sendo que vômitos e náuseas são mais comuns na obstrução do intestino delgado, enquanto o excesso de gases e a prisão de ventre são mais frequentes na obstrução do intestino grosso, por exemplo.

Como confirmar o diagnóstico

Normalmente, para identificar o problema, o médico começa por avaliar os sintomas e fazer palpação da barriga com as mãos, para tentar identificar alguma alteração. Pode ainda utilizar o estetoscópio para escutar se existem barulhos na barriga que indiquem se o intestino está funcionando corretamente ou não.

Quando existe suspeita da obstrução intestinal, é preciso fazer pelo menos um exame de diagnóstico, como radiografia ou tomografia computadorizada, para confirmar o diagnóstico e observar em qual local do intestino está a oclusão.

Possíveis causas da obstrução

Existem muitas causas que podem levar ao surgimento de uma obstrução no intestino, desde causas mecânicas, em que há um obstáculo físico, como também uma obstrução funcional, que é quando os movimentos do intestino ficam paralisados. 

As principais causas incluem:

  • Bridas intestinais, que são aderências de tecido nas paredes do intestino, mais comuns em pessoas que já passaram por cirurgia abdominal. Entenda como se formam e como tratar as bridas abdominais;
  • Hérnias;
  • Tumor intestinal, principalmente no intestino grosso. Veja uma lista dos sintomas de câncer no intestino;
  • Diverticulite;
  • Doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn;
  • Torção do intestino;
  • Paralisia dos movimentos intestinais, chamada de íleo paralítico, devido a alterações metabólicas, como falta de potássio no sangue;
  • Isquemia do intestino;
  • Endometriose intestinal;
  • Acúmulo de vermes;
  • Enterite pós-radiação no tratamento de câncer;
  • Intoxicação por chumbo.

Algumas destas causas podem causar uma obstrução completa e abrupta do intestino, gerando sintomas mais graves, ou apenas uma obstrução parcial ou que acontece aos poucos, quando os sintomas são mais leves e existem menos riscos para a saúde. No entanto, todos os casos precisam de tratamento adequado, da forma mais breve possível.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a obstrução intestinal varia de acordo com a localização e a gravidade dos sintomas e deve ser sempre feito no hospital, para evitar o surgimento de complicações, que podem ser agravados caso se tente utilizar laxantes em casa, por exemplo.

No caso de uma obstrução parcial, com sintomas mais leves, normalmente pode ser apenas necessário fazer a administração de líquidos na veia, para melhorar a hidratação e facilitar a passagem das fezes e líquidos.

Além disso, também se deve fazer repouso intestinal e, por isso, é preciso ficar de jejum até que o problema esteja resolvido.

Muitas vezes, também é colocada uma sonda desde o nariz até ao estômago para retirar o excesso de gases e líquidos, aliviando a pressão no intestino.

Nos casos mais graves, como acontece na obstrução completa, além dos cuidados anteriores também é preciso fazer cirurgia para tratar a causa e desobstruir o intestino, permitindo que as fezes consigam passar novamente.

Quais os possíveis riscos e complicações

O tratamento da obstrução intestinal deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar possíveis complicações como:

  • Desidratação;
  • Perfuração do intestino;
  • Infecção generalizada;
  • Morte de uma parte do intestino.

Todas estas complicações podem colocar a vida em risco, pois contribuem para a inflamação, infecção generalizada e falha de vários órgãos. Assim, sempre que existir suspeita de que o intestino não está funcionando corretamente deve-se procurar atendimento médico para identificar se existe algum problema que precise ser tratado.

Источник: https://www.tuasaude.com/obstrucao-intestinal/

Fecaloma: o que é isso?

Fecaloma:  que é, sintomas e tratamento

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segunda-feira, 29 de junho de 2015 – Atualizado em 08/09/2017

Fecaloma ou fecalito é uma grande massa de fezes empedradas e endurecidas, de tamanhos variáveis, localizada no reto1 e, em certos casos, no sigmoide2, que pode aparecer quando há obstrução do trânsito intestinal ou ser a causa dela, podendo igualmente ocasionar megacólon3 ou ser consequência dessa dilatação intestinal. O fecaloma não é uma doença, mas uma condição patológica que pode ocorrer em muitas doenças diferentes.

Quais são as causas do fecaloma?

Algumas doenças como a doença de Chagas4 ou a doença de Hirschsprung (aumento do cólon5 causado pela destruição do sistema nervoso autônomo6 dessa área intestinal) podem causar fecalomas extremamente grandes.

Outras causas de fecaloma são os hábitos intestinais deficientes, falta de atividades físicas, desidratação7, dieta inadequada, uso de fármacos que induzem a constipação8 ou uma limpeza intestinal insuficiente após realização de enema9 baritado ou ingestão de bário para realização de exames radiográficos.

Certos hábitos alimentares e situações fisiológicas10 favorecem o endurecimento de fezes e, assim, o fecaloma. Alimentos que não contêm fibras, os carboidratos, os ovos, as carnes e os produtos lácteos endurecem as fezes e causam dificuldades para evacuar.

Alguns medicamentos também podem causar fezes endurecidas, assim como a gravidez11, devido às alterações hormonais próprias desse período, à necessidade de mais água no corpo e à constipação8 frequente no terceiro trimestre da gestação. As pessoas idosas, nas quais o peristaltismo12 intestinal normalmente já é mais deficiente, estão mais sujeitas ao fecaloma.

Qual é a fisiopatologia13 do fecaloma?

Em condições normais, os restos da digestão14 se acumulam no reto1 e no sigmoide2 e quando atingem certo volume despertam um reflexo que gera o desejo de evacuar. O peristaltismo12 intestinal, sob ação do sistema nervoso autônomo6, conjugado com o relaxamento do esfíncter anal15, impulsiona o bolo fecal para o exterior.

Quando esse mecanismo falha, seja porque as fezes encontram obstáculos à sua progressão, seja porque a força que as impele é fraca ou não existe, as fezes podem se acumular no reto1 e atingir volumes muito maiores que o normal.

Ao mesmo tempo, as fezes sofrem uma desidratação7 e com isso endurecem e empedram, tornando a evacuação muito difícil ou mesmo impossível.

Quais são os principais sinais16 e sintomas17 do fecaloma?

Os sintomas17 mais comuns do fecaloma são: dificuldade ou impossibilidade de expulsar as fezes, abdômen distendido, cólicas18 abdominais, sangue19 nas fezes e fezes eliminadas em forma de pequenas bolas ou pedras.

Como o médico diagnostica o fecaloma?

O diagnóstico20 do fecaloma pode ser feito a partir das queixas relatadas pelos pacientes e pelo exame físico local. Adicionalmente, pode-se observar que as fezes do fecaloma habitualmente são mais densas que normalmente e imergem na água, enquanto as fezes normais normalmente flutuam. Além de reconhecer o fecaloma, é importante diagnosticar as suas causas.

Como o médico trata o fecaloma?

O tratamento do fecaloma consiste na remoção da massa de fezes ressecadas. Quase sempre essa remoção pode ser através de lavagens e do uso de laxantes21 ou supositórios laxativos22. Em alguns casos, pode ser feita a remoção manual.

A introdução de um dedo devidamente enluvado no ânus23 costuma ser suficiente para liberar as fezes. Se necessário, pode-se usar tubos colônicos, que carregam um fluido de desimpactação. Raramente será necessária uma remoção cirúrgica.

Ao mesmo tempo deve ser tratada a causa subjacente.

Como prevenir o fecaloma?

Para prevenir o fecaloma é importante prevenir ou eliminar suas causas potenciais.

Quais são as complicações possíveis do fecaloma?

O fecaloma e os esforços para evacuar podem gerar hemorroidas24, prolapso25 retal ou fissuras26 anais.

ABCMED, 2015. Fecaloma: o que é isso?. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2021.

Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

1 Reto: Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.

2 Sigmóide: Segmento do COLO entre o RETO e o colo descendente.

3 Megacólon: Dilatação anormal do intestino grosso, produzida por defeitos congênitos (megacólon congênito ou doença de Hischprung) ou adquiridos (megacólon tóxico, hipotireoidismo, doença de Chagas, etc.) Associa-se à constipação persistente e episódios de obstrução intestinal.

4 Doença de Chagas: Doença parasitária transmitida ao homem através da picada do Triatoma infestans (barbeiro). É endêmica em alguns países da América do Sul e associa-se a condições precárias de habitação. Produz em sua forma crônica um distúrbio cardíaco que termina por causar insuficiência cardíaca e distúrbios do ritmo cardíaco.

6 Sistema nervoso autônomo: Parte do sistema nervoso que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão.

7 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.

8 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.

9 Enema: Introdução de substâncias líquidas ou semilíquidas através do esfíncter anal, com o objetivo de induzir a defecação ou administrar medicamentos.

10 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.

11 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.

12 Peristaltismo: Conjunto das contrações musculares dos órgãos ocos, provocando o avanço de seu conteúdo; movimento peristáltico, peristalse.

13 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.

14 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.

15 Esfíncter anal: Esfíncter é uma estrutura, geralmente um músculo de fibras circulares concêntricas dispostas em forma de anel, que controla o grau de amplitude de um determinado orifício. Esfíncter anal é o esfíncter do ânus. O canal anal tem um esfíncter interno e outro externo.

16 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.

17 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença.

Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal.

A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

18 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.

19 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo.

Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares).

Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.

20 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.

21 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.

22 Laxativos: Mesmo que laxantes. Que laxa, afrouxa, dilata. Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.

23 Ânus: Segmento terminal do INTESTINO GROSSO, começando na ampola do RETO e terminando no ânus.

24 Hemorróidas: Dilatações anormais das veias superficiais que se encontram na última porção do intestino grosso, reto e região perianal. Pode produzir sangramento junto com a defecação e dor.

25 Prolapso: Deslocamento de um órgão ou parte dele de sua localização ou aspecto normal. P.ex. prolapso da válvula mitral, prolapso uterino, etc.

26 Fissuras: 1. Pequena abertura longitudinal em; fenda, rachadura, sulco. 2. Em geologia, é qualquer fratura ou fenda pouco alargada em terreno, rocha ou mesmo mineral. 3. Na medicina, é qualquer ulceração alongada e superficial.

Também pode significar uma fenda profunda, sulco ou abertura nos ossos; cesura, cissura. 4. Rachadura na pele calosa das mãos ou dos pés, geralmente de pessoas que executam trabalhos rudes. 5. Na odontologia, é uma falha no esmalte de um dente. 6.

No uso informal, significa apego extremo; forte inclinação; loucura, paixão, fissuração.

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Источник: https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/793912/fecaloma+o+que+e+isso.htm

Obstipação: sintomas, causas, como prevenir e tratar

Fecaloma:  que é, sintomas e tratamento

Prisão de ventre, intestino preso ou obstipação são sinónimos que denominam a dificuldade persistente em evacuar. De acordo com a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), a obstipação caracteriza-se por uma dificuldade persistente na evacuação, que requer um grande esforço e ocorre menos do que três vezes por semana.

Este é um problema comum, afetando pessoas de todas as idades, embora seja mais frequente a partir dos 65 anos. Ainda assim, as mulheres têm maior probabilidade de sofrerem de obstipação do que os homens, sobretudo durante a gravidez, refere o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK).

A acumulação de fezes no intestino favorece o aumento de pressão na bexiga, o que pode contribuir para os sintomas associados à síndrome de bexiga hiperativa, explica o Departamento de Urologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Sinais e sintomas de obstipação

Às dejeções difíceis e pouco frequentes – menos de três por semana – podem associar-se as seguintes queixas:

  • Fezes duras e secas;
  • Dor, inchaço abdominal e flatulência;
  • Náuseas e vómitos;
  • Sensação de que a evacuação não é feita completamente.

A lentidão no funcionamento intestinal torna as fezes mais duras e menos volumosas, dificultando a sua expulsão, o que pode provocar mal-estar, desconforto abdominal e/ou dor com a defecação.

Tipos de obstipação

A maioria dos casos de obstipação é temporária e sem gravidade, mas também há casos de pessoas afetadas durante longos períodos de tempo. Desta forma, pode-se distinguir duas formas de prisão de ventre:

Ocorre repentinamente, muitas vezes como reação a uma alteração na alimentação, estilo de vida, stresse ou alteração hormonal, como o início do período menstrual. Na maioria das vezes, é uma situação transitória, resolvendo-se após alguns dias.

Quando é persistente, a obstipação requer acompanhamento médico, pois causa dor significativa, mal-estar e implicações importantes na qualidade de vida.

Pode ser responsável pelo surgimento de hemorroidas ou complicações do trato urinário. Também pode provocar obstrução do intestino grosso por uma massa de fezes duras (fecaloma) que não se consegue expelir.

Nestes casos, é necessário tratamento urgente.

Quando procurar o médico

Deverá consultar o seu médico se os sintomas de obstipação persistirem por mais de três semanas. A SPG aconselha também a procurar ajuda médica se:

  • Tiver perdas de sangue pelo intestino ou anemia;
  • Se perder peso;
  • Ou se a obstipação se agravou sem causa aparente.

Causas da obstipação

Nem sempre é fácil identificar a causa exata da obstipação. No entanto, seja este um problema frequente ou algo que só acontece esporadicamente, há vários fatores que podem contribuir para a sua ocorrência, segundo o NIDDK:

A ingestão insuficiente de alimentos ricos em fibras favorece a desregulação do trânsito intestinal. As fibras aumentam o volume das fezes e amaciam-nas, o que facilita a sua progressão pelo intestino.

O consumo insuficiente de água favorece a prisão de ventre: os líquidos contribuem para hidratar as fezes e auxiliar a sua expulsão.

A prática regular de exercício físico ajuda a promover a contração normal dos músculos da parede intestinal (peristaltismo). Logo, um estilo de vida sedentário aumenta o risco de obstipação.

Adiar repetidamente a vontade de ir à casa de banho faz diminuir o reflexo muscular que promove a eliminação das fezes.

Alguns fármacos, como, analgésicos, antidepressivos, tranquilizantes, antiácidos ou anti-hipertensores, podem causar ou agravar o problema.

A utilização prolongada e regular de laxantes pode provocar habituação e fazer com que o intestino se torne dependente destes medicamentos.

A obstipação pode ser provocada por stresse ou por mudanças repentinas no estilo de vida, como uma alteração dietética ou uma viagem. Menos frequentemente, podem existir problemas específicos na origem, nomeadamente:

  • Doenças que afetam o aparelho digestivo | Síndrome do cólon irritável, doença de Crohn, cancro colorretal
  • Doenças metabólicas | Hipotiroidismo, diabetes, insuficiência renal
  • Doenças neurológicas | Doença de Parkinson, esclerose múltipla, lesões da espinhal medula.

Soluções para a obstipação

De uma forma geral, a obstipação tem tratamento, embora possam ser necessários vários meses até se restabelecer um padrão intestinal regular. Na maioria dos casos, tal é possível com base em alterações de dieta e estilo de vida, nomeadamente:

  • Aumente o consumo de alimentos ricos em fibra: legumes, fruta, cereais integrais;
  • Beba, no mínimo, 1,5 L de água. Os sumos de fruta e as sopas também ajudam a hidratar o organismo;
  • Adote um estilo de vida ativo. Pratique exercício físico diariamente, começando com caminhadas diárias de 30 minutos. Correr, nadar, andar de bicicleta também são boas opções;
  • Evite consumir alimentos processados, fast food, refrigerantes, fritos e doces;
  • Crie um horário regular para ir à casa de banho, de preferência de manhã, após o pequeno-almoço;
  • Não ignore ou reprima a necessidade de evacuar.

Se estas medidas não forem suficientes, o médico poderá recomendar tratamentos específicos. Pode ser necessário recorrer a laxantes, mas estes só devem ser utilizados em situações pontuais e sempre sob recomendação médica.

De acordo com a International Foundation for Gastrointestinal Disorders (IFFGD), em algumas situações pode ser recomendado o tratamento com biofeedback, que permite treinar e reeducar os músculos pélvicos e esfíncteres anais. Em casos mais raros pode também ser necessária, ainda, a realização de cirurgia.

Tome nota

Elevar os pés com a ajuda de um banco quando se senta na sanita ajuda o músculo puborretal a relaxar e facilita a evacuação.

Источник: https://www.nabexigamandoeu.pt/blog/saude/obstipacao-sintomas-causas-prevenir-tratar/

Constipação em idoso e Fecaloma

Fecaloma:  que é, sintomas e tratamento

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 01/03/2016

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Paciente masculino de 65 anos, acamado há cinco anos por demência, é trazido ao pronto-socorro por dor abdominal e distensão. Família refere que paciente não vem evacuando nos últimos dias. O paciente apresenta fáscies de dor à palpação abdominal. São solicitados exames e uma tomografia de abdômen e pelve que podemos ver na imagem 1.

Imagem 1- Tomografia de pelve

Discussão

Este paciente tem um grande fecaloma na região do reto, demonstrando um sintoma grave dentro do contexto da constipação.

De acordo com os critérios de Roma III, constipação funcional é definida por qualquer um  dos seguintes itens: esforço, fezes duras irregulares, sensação de evacuação incompleta, uso de manobras digitais, sensação de obstrução anorretal ou bloqueio com 25% dos movimentos intestinais e diminuição na frequência de evacuações (menos de três evacuações por semana). Esses sinais e sintomas devem ser referidos nos últimos três meses, com início dos sintomas seis meses antes do diagnóstico, fezes moles raramente deve estar presente sem o uso de laxantes, e deve haver critérios suficientes para o diagnóstico de síndrome do intestino irritável.

A prevalência de constipação em idosos não foi bem definida, variando de 24 a 50%. A etiologia da constipação nesses pacientes muitas vezes é multifatorial. Condições associados à constipação incluem doenças endócrinas ou metabólicas, distúrbios neurológicos, distúrbios miogênicos e medicamentos.

O fecaloma em si, ou impactação fecal, é decorrente em geral de constipação associada à incontinência em adultos idosos e geralmente institucionalizada. Geralmente, o fecaloma é resultado da incapacidade da pessoa para detectar e responder à presença de fezes no reto. A diminuição da mobilidade e percepção sensorial reduzidas são também associadas.

O diagnóstico de fecaloma é confirmado através da realização de um exame retal. A chave para o diagnóstico está em encontrar uma copiosa quantidade de fezes no reto.

É importante notar que fecalomas podem ocorrer na extremidade proximal do reto ou do cólon sigmoide, e o toque retal será negativo para o diagnóstico.

Se a suspeita clínica de um fecaloma é alta, uma radiografia abdominal deve ser obtida.

Na ausência de uma perfuração suspeita ou sangramento maciço, a conduta nos casos de fecaloma envolve desimpactação das fezes, seguido pela implementação de um regime de manutenção para prevenir a recorrência. Sugere-se inicialmente desimpactação digital para fragmentar um grande bolo fecal para facilitar sua passagem através do canal anal.

Subsequentemente um enema de água quente com óleo mineral (ou ainda glicerina) pode ser administrado para amaciar a impacção e auxiliar o esvaziamento de fezes do reto e do cólon distal.

Uma vez que o cólon distal tenha sido parcialmente esvaziado com desimpactação e enemas, uma possibilidade é administrar polietileno glicol (PEG) por via oral ou por uma sonda nasogástrica.

Caso essas medidas não sejam suficientes, pode-se tentar anestesia local para relaxar o canal anal e músculos do assoalho pélvico, em conjunto com a massagem abdominal para ajudar na saída das fezes.

Em casos raros, pode ser necessário utilizar um colonoscópio para fragmentar as fezes no cólon distal. Em tais casos, um enema de óleo mineral antes da colonoscopia pode ajudar a amaciar o bolus fecal.

Se tais medidas não forem suficientes ou se há dor abdominal significativa sugerindo perfuração iminente ou isquemia, a conduta é cirúrgica.

Referências

Talley NJ, Fleming KC, Evans JM, et al. Constipation in an elderly community: a study of prevalence and potential risk factors. Am J Gastroenterol 1996; 91:19.

Stewart WF, Liberman JN, Sandler RS, et al. Epidemiology of constipation (EPOC) study in the United States: relation of clinical subtypes to sociodemographic features. Am J Gastroenterol 1999; 94:3530.

Rao SS, Welcher KD, Leistikow JS. Obstructive defecation: a failure of rectoanal coordination. Am J Gastroenterol 1998; 93:1042.

Talley NJ. Definitions, epidemiology, and impact of chronic constipation. Rev Gastroenterol Disord 2004; 4 Suppl 2:S3.

Источник: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/casos/6623/constipacao_em_idoso_e_fecaloma.htm

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