Fibrilação Atrial: sintomas, causas e tratamento

Autor: Sara Castro, Joana Cirne

Última atualização: 2016/07/03

Palavras-chave: Fibrilação auricular, Arritmia, Acidente vascular Cerebral, Fatores de risco, Prevenção

A fibrilação auricular é a alteração do ritmo cardíaco mais comum, sendo uma das maiores causas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). A sua prevalência aumenta com a idade, afetando 6% da população com mais de 65 anos. Os fatores de risco para o seu aparecimento são: idade, diabetes mellitus, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, doença das válvulas cardíacas.A fibrilação auricular carateriza-se por batimento rápido e desordenado do coração. Na maioria das vezes não dá sintomas; no entanto pode dar palpitações, tonturas, desmaios, fraqueza ou falta de ar. O diagnóstico desta arritmia é feito através da avaliação do pulso cardíaco e sua confirmação através do eletrocardiograma. A hipocoagulação oral é fundamental para a prevenção do AVC.
Contents
  1. O que é fibrilação auricular?
  2. Fatores de Risco
  3. Sinais e Sintomas
  4. Como realizar o diagnóstico de FA
  5. Prevenção
  6. Quando procurar o seu médico?
  7. Tratamento
  8. Conclusão
  9. Referências recomendadas:
  10. Fibrilação Atrial: sintomas e tratamento
  11. Características da Fibrilação Atrial
  12. Sintomas da FA
  13. Tratamento da Fibrilação Atrial
  14. Tratamento de Fibrilação Atrial no SOS Cárdio
  15. Fibrilação Atrial: sintomas, tratamentos e causas
  16. Tipos
  17. Causas
  18. Fatores de risco
  19. Sintomas de Fibrilação Atrial
  20. Buscando ajuda médica
  21. Na consulta médica
  22. Diagnóstico de Fibrilação Atrial
  23. Tratamento de Fibrilação Atrial
  24. Medicamentos para Fibrilação Atrial
  25. Convivendo/ Prognóstico
  26. Complicações possíveis
  27. Referências
  28. Arritmia cardíaca benigna e maligna. O que são? Têm cura?
  29. Quais as diferenças entre arritmia cardíaca benigna e maligna?
  30. O que pode causar essas arritmias?
  31. Quais os principais sintomas?
  32. Como é feito o diagnóstico médico dessa doença?
  33. Eletrocardiograma
  34. Ecocardiograma
  35. Teste ergométrico
  36. Holter 24 horas
  37. Monitores de eventos
  38. Estudo eletrofisiológico
  39. Tilt-teste
  40. Existe cura para a arritmia cardíaca benigna e para a maligna?
  41. É possível evitar a arritmia cardíaca benigna? E a maligna?
  42. Arritmia deixa batimentos cardíacos irregulares e pode ser fisiológica
  43. De onde vêm os batimentos cardíacos?
  44. O que caracteriza a arritmia?
  45. Conheça os tipos principais de arritmias
  46. Por que isso acontece?
  47. Possíveis causas da fibrilação atrial
  48. Saiba reconhecer os sintomas
  49. Quem deve ficar atento?
  50. Quando procurar ajuda?
  51. Como é feito o diagnóstico
  52. Como é feito o tratamento
  53. Quais são as possíveis complicações?
  54. Dá para prevenir as arritmias?

O que é fibrilação auricular?

A fibrilação auricular é uma perturbação do ritmo cardíaco. Ocorre quando o coração bate a um ritmo desordenado e rápido. É a arritmia mais frequente a nível mundial, sendo responsável por cerca de 15% dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

Fatores de Risco

A prevalência da fibrilação auricular aumenta com a idade, afetando cerca de 6% das pessoas com mais de 65 anos. Afeta 1,5 vezes mais homens do que as mulheres.

Além da idade e do sexo, outros fatores de risco para o aparecimento da fibrilação auricular são: doenças cardíacas como pressão arterial alta, diabetes mellitus, defeitos das válvulas cardíacas ou fatores relacionados com estilos de vida: como a alimentação, o stress emocional, o consumo excessivo de álcool, cafeína, tabaco e outras drogas.Em cerca de um terço das situações não se encontra uma causa direta para a arritmia.

Sinais e Sintomas

Muitas vezes as pessoas com fibrilação auricular não apresentam qualquer sintoma. A caraterística principal desta doença é a presença de uma pulsação irregular.
No entanto podem aparecer alguns sintomas que são muitas vezes debilitantes:

  • Palpitações (consciência de batimentos cardíacos rápidos)
  • Desmaios
  • Tonturas
  • Fraqueza
  • Falta de ar
  • Angina de peito (dor causada por uma redução do fornecimento de sangue ao músculo cardíaco)

É possível que doentes com fibrilação auricular apresentem períodos com batimentos cardíacos completamente normais.

Como realizar o diagnóstico de FA

O seu médico irá avaliar a frequência e o ritmo cardíaco, assim como o pulso.

O diagnóstico de fibrilação auricular pode geralmente ser confirmado através de um electrocardiograma (ECG).

Contudo, como pode ser intermitente, ou seja auto-limitada, resolvendo espontaneamente em menos de 48h o ECG pode ser normal.

Neste caso, pode recorrer-se a uma técnica denominada electrocardiografia de ambulatório (Holter), em que o doente usa uma máquina de ECG portátil, geralmente durante 24 horas.

Prevenção

A fibrilação auricular pode ser prevenida através das seguintes medidas para modificar os fatores de risco:

  • Manter uma alimentação com um baixo teor de gorduras
  • Controlar o colesterol e a pressão arterial elevada
  • Reduzir o consumo de álcool
  • Não fumar
  • Controlar o peso
  • Praticar exercício físico regularmente

Quando procurar o seu médico?

Procure o seu médico se ocorrerem sintomas sugestivos de fibrilação auricular, incluindo palpitações, desmaios, tonturas, fraqueza, falta de ar ou dor no peito.

Tratamento

A abordagem terapêutica da fibrilação auricular tem tido várias mudanças ao longo do tempo.

Estas mudanças incidem, essencialmente, em um aspeto fundamental reduzir o risco de AVC, em doentes com fibrilação auricular, através da hipocoagulação.

A hipocoagulação oral é um tratamento que permite, através da ingestão de medicamentos, tornar o sangue “mais fluido”, reduzindo a possibilidade de formação de coágulos no coração e na circulação sanguínea que podem conduzir a um AVC.

Conclusão

A fibrilação auricular é uma das arritmias mais comuns na população portuguesa. Sendo uma importante causa de AVC é fundamental o seu diagnóstico precoce e o tratamento com anticoagulantes orais.

Referências recomendadas:

  • Camm AJ, Lip GY, De Caterina R, Savelieva I, Atar D, Hohnloser SH, et al. ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation – developed with the special contribution of the European Heart Rhythm Association. Eur Heart J. 2012;33:2719-47
  • Gomes E., Campos R., Morias R., Fernandes M. Estudo FATA: Prevalência de Fibrilação Auricular e Terapêutica Antitrombótica nos Cuidados de Saúde Primários de um Concelho do Norte de Portugal. Acta Med Port. 2015;Jan-Feb;28(1):35-43
  • Guia Prático da Saúde
  • Manual MSD, Edição de Saúde para a Família
  • Sociedade Portuguesa de Cardiologia
Tem alguma dúvida? Fale connosco

Источник: http://www.metis.med.up.pt/index.php/Fibrila%C3%A7%C3%A3o_auricular

Fibrilação Atrial: sintomas e tratamento

Fibrilação Atrial: sintomas, causas e tratamento

Publicado em 30 de abril de 2019

O coração de um adulto saudável costuma bater entre 60 a 100 vezes por minuto. Os batimentos são contrações musculares provocadas por pequenos choques elétricos, criados naturalmente pelo nosso organismo. Entretanto, algumas doenças mudam o ritmo de contração do músculo cardíaco e provocam as chamadas arritmias cardíacas. A Fibrilação Atrial (FA) é a mais comum delas.

Hoje, o número de pacientes com Fibrilação Atrial passa de 33 milhões em todo mundo. No Brasil, estimativas indicam que até 5 milhões pessoas possuam a doença – mesmo sem saber. Na prática, observamos que uma, a cada três pessoas internadas com arritmia cardíaca, apresenta FA.

Entre os idosos a situação é ainda mais crítica. Em média, 10% das pessoas acima dos 70 anos têm esse problema de saúde.

Características da Fibrilação Atrial

A Fibrilação Atrial é uma doença que evolui com o tempo e costuma tornar-se mais grave a medida que os pacientes envelhecem. Infelizmente, muitas pessoas não procuram o tratamento adequado na fase inicial do problema, e acabam passando da condição Paroxística (quando a arritmia termina sozinha) para os estágios mais avançados – inclusive para a condição Permanente.

“A arritmia modifica as propriedades elétricas e musculares dos átrios, favorecendo a perpetuação da Fibrilação Atrial. Sem tratamento, quanto mais FA você tem, mais você tende a ter.” (Dr. André Luiz Buchele d’Ávila, Eletrofisiologista – CRM 4797 / RQE 3689).

De maneira geral, a Fibrilação Atrial é dividida em quatro tipos, dependendo do tempo em que o paciente está em arritmia:

    1. Fibrilação Atrial Paroxística: Quando a taquicardia e os sintomas de palpitação, falta de ar, dor no peito e tontura desaparecem sozinhos, sem a necessidade de intervenção médica. Os episódios ocorrem dentro de um período de 7 dias. Eles duram de alguns minutos a horas.
    2. Fibrilação Atrial Persistente: Esses são os episódios que duram de 7 dias até12 meses. Os sintomas não param por conta própria. As crises necessitam de medicamentos e até de cardioversão elétrica para serem interrompidas.
    3. Fibrilação Persistente de Longa Duração: Igual ao tipo anterior, mas com mais de 12 meses de duração. O coração já sofreu tantas alterações elétricas que o próprio músculo cardíaco emite os sinais que desencadeiam a Fibrilação Atrial.
    4. Fibrilação Atrial Permanente: São os casos em que a ablação por cateter já não faz mais sentido por ser ineficaz.

Sintomas da FA

Os distúrbios elétricos que provocam a Fibrilação Atrial fazem o coração bater num ritmo rápido e desorganizado. Por não bater corretamente, o coração não bombeia o sangue como deveria e o fornecimento de oxigênio para todo o corpo fica comprometido. Isso pode ser percebido através de uma série de sintomas. Entre os mais comuns, estão:

  • Palpitação e falta de ar;
  • Fadiga, sensação de cansaço e tontura;
  • Desconforto no peito.

Em geral, quanto mais avançada a idade do paciente, mais comuns e perceptíveis são os sintomas. Há casos, entretanto,  em que a doença não manifesta sinal algum – o que pode ser muito perigoso e reforça a necessidade de acompanhamentos periódicos com o Cardiologista.

“A Fibrilação Atrial, por conta da possibilidade de coagulação sanguínea e formação de trombos, pode ser a raiz de muitos problemas graves e fatais, como Acidentes Vasculares Cerebrais (popularmente conhecidos como derrames – AVCs) e Embolia Pulmonar.” (Dr. André Luiz Buchele d’Ávila – CRM 4797 / RQE 3689).

Tratamento da Fibrilação Atrial

O tratamento da Fibrilação Atrial pode envolver o uso de drogas, realização de procedimentos médicos, cardioversão e implantes. A opção varia de acordo com a gravidade dos sintomas, estágio da doença e condição clínica de cada paciente. Em geral, os três objetivos principais do tratamento são:

  • Evitar a formação de coágulos de sangue;
  • Fazer o coração voltar ao ritmo normal;
  • Controlar os sintomas.

O procedimento de Ablação de Fibrilação Atrial costuma ser mais eficaz do que o tratamento medicamentoso.

Ele é realizado através das veias da virilha, sem cortes no peito, através da introdução de cateteres especiais.

Eles chegam até o coração e cauterizam, por radiofrequência, as células que estão provocando a arritmia. Mais de 100 mil pacientes realizam Ablação todos os anos no mundo, com muita segurança.

“A Ablação só não é recomendada para aqueles pacientes com comorbidades graves. Problemas pulmonares, insuficiência hepática e renal – especialmente as provocadas por idades avançadas – podem expor os pacientes a riscos.” (Dr. André Luiz Buchele d’Ávila – CRM 4797 / RQE 3689).

Quando isso acontece, o eletrofisiologista (mediante a uma avaliação), pode optar por não realizar a Ablação e recomendar a continuidade do tratamento medicamentoso.

Tratamento de Fibrilação Atrial no SOS Cárdio

O Hospital SOS Cárdio possui um centro de Arritmia e Eletrofisiologia, responsável pelo diagnóstico e tratamento das doenças relacionadas ao circuito elétrico do coração.

Coordenado pelo eletrofisiologista Dr. André Luiz Buchele d’Ávila (CRM 4797 / RQE 3689), o serviço de Arritmia do Hospital SOS Cárdio já realizou mais de 850 procedimentos para tratamento de Fibrilação Atrial, desde 2012.

No primeiro trimestre de 2019, já foram realizados mais de 50 casos. Esses números são bastante expressivos, se comparados à casuística brasileira.

Além disso, demonstram a eficácia do tratamento, que apresenta baixos índices de complicação em centros de grande volume.

Fique atento aos sintomas e faça o acompanhamento com o seu cardiologista. Fatores como histórico familiar, pressão alta e diabetes podem contribuir para a ocorrência de fibrilação atrial. Outros problemas do coração, como doença arterial coronariana, insuficiência e infarto também podem deixá-lo mais suscetível ao problema.

Источник: https://soscardio.com.br/fibrilacao-atrial/

Fibrilação Atrial: sintomas, tratamentos e causas

Fibrilação Atrial: sintomas, causas e tratamento

A fibrilação atrial é um tipo comum de arritmia cardíaca, no qual o ritmo dos batimentos cardíacos é, em geral, rápido e irregular.

Tipos

Fibrilação atrial que dura de poucos segundos a alguns dias e, então, para por si só.

É o tipo de fibrilação atrial que não para espontaneamente, mas que poderá ser interrompida se for corretamente tratada.

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Esse tipo de fibrilação atrial está presente em todos os momentos e nem sempre há necessidade médica de revertê-la.

Causas

A fibrilação atrial ocorre quando as câmaras superiores do coração, chamadas de átrios, não se contraem em um ritmo sincronizado, e tremulam ou “fibrilam”.

Isso significa que elas batem de forma mais rápida e irregular que o normal.

Assim, o sangue não é bombeado de forma eficiente para o resto do corpo, o que pode levar a sintomas de fraqueza e fadiga ou sensações cardíacas desconfortáveis como um batimento cardíaco rápido ou irregular.

As causas de fibrilação atrial nem sempre são esclarecidas. Em alguns casos, as causas da fibrilação atrial são uma anormalidade cardíaca de nascimento ou danos à estrutura do coração devido a um ataque cardíaco (infarto) ou problema em alguma válvula cardíaca. No entanto, pessoas com coração normal também podem desenvolver fibrilação atrial.

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Outras causas da fibrilação atrial podem ser a síndrome do no sinusal e mais raramente algumas infecções virais também.

Fatores de risco

Certos fatores podem aumentar o risco de desenvolver fibrilação atrial. Estes incluem:

Quanto mais velha uma pessoa é, maior o risco de ela desenvolver fibrilação atrial.

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Qualquer pessoa com doença cardíaca – como problemas cardíacos de válvulas, cardiopatias congênitas, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial coronariana, ou histórico de ataque cardíaco ou cirurgia cardíaca – tem um risco aumentado de fibrilação atrial.

A pressão arterial elevada, especialmente se não for bem controlada com mudanças no estilo de vida ou medicamentos, pode aumentar o risco de fibrilação atrial.

Pessoas com certas doenças crônicas, como distúrbios na tireoide, apneia do sono, síndrome metabólica, diabetes, insuficiência renal crônica ou doença pulmonar, têm um risco aumentado de fibrilação atrial.

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Para algumas pessoas, o consumo de álcool pode desencadear um episódio de fibrilação atrial.

As pessoas com obesidade estão em maior risco de desenvolver fibrilação atrial.

Um risco aumentado de fibrilação atrial está presente em algumas famílias.

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Sintomas de Fibrilação Atrial

Um coração com fibrilação atrial não bate de forma eficiente e pode não ser capaz de bombear sangue suficiente para o corpo durante os batimentos cardíacos.

Algumas pessoas com fibrilação atrial não têm sintomas e não sabem de sua condição até que seja descoberto durante um exame físico ou realização de eletrocardiograma. Quando surgem, os sintomas mais prováveis são:

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Buscando ajuda médica

Se você tiver quaisquer destes sintomas, principalmente palpitações, marque uma consulta com o seu médico.

Ele poderá solicitar alguns exames específicos para determinar se os sintomas estão relacionados com a fibrilação atrial ou com outro distúrbio do ritmo cardíaco.

Se você tiver dor no peito, procure assistência médica de emergência imediatamente. Dor no peito pode ser um sinal de ataque cardíaco

Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar fibrilação atrial estão:

  • Clínica médica
  • Cardiologia
  • Arritmologia.

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade. Se tiver eletrocardiograma antigo, leve na consulta.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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  • Você sente dores? Onde?
  • Quando os sintomas surgiram?
  • Os sintomas são ocasionais ou frequentes?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • Você já foi diagnosticado com alguma outra doença cardíaca?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas?
  • Você toma algum tipo de medicamento? Para que condição médica?

Diagnóstico de Fibrilação Atrial

O profissional de saúde consegue perceber batimento cardíaco acelerado ao escutar o coração do paciente com um estetoscópio. Pode ser que seu pulso esteja acelerado, irregular ou ambos.

O ritmo cardíaco normal é de 60 a 100 batimentos por minuto (bpm), mas com a fibrilação atrial este ritmo pode subir para 100 até 175bpm. Em alguns casos, ele também pode apresentar frequência cardíaca demasiadamente baixa.

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A pressão sanguínea pode ser normal ou baixa nesses casos.

Um eletrocardiograma é geralmente o exame mais utilizado para indicar a atividade elétrica do coração, capaz, portanto, de notar fibrilação atrial.

Talvez seja necessário utilizar um monitor especial que marque seu ritmo cardíaco se o ritmo cardíaco anormal é intermitente, existindo o Holter (24h), o Holter de 7 dias e o Looep Recorder (que o paciente ativa para registrar o ritmo na hora do sintoma.

Exames para detectar uma doença cardíaca podem incluir:

  • Teste de esforço
  • Ecocardiograma. Exame que utiliza ondas sonoras para criar uma imagem em movimento do coração
  • Coronariografia. Teste para examinar melhor os vasos sanguíneos que fornecem sangue ao músculo cardíaco
  • Estudo eletrofisiológico. Teste para examinar o sistema elétrico cardíaco
  • Raio-X do tórax
  • Exames de sangue
  • Ecocardiograma.

Tratamento de Fibrilação Atrial

Em alguns casos, a fibrilação atrial pode necessitar de tratamento emergencial em um hospital para voltar ao ritmo cardíaco ao normal. Este tratamento pode envolver choques elétricos ou medicamentos especiais. As técnicas mais utilizadas e indicadas de tratamento incluem:

  • Medicamentos diários prescritos por médicos são usados com dois objetivos distintos: desacelerar o batimento irregular e impedir que a fibrilação atrial volte
  • Remédios anticoagulantes para impedir a formação de coágulos sanguíneos
  • Cardioversão elétrica quando um choque elétrico é dado no coração durante anestesia ou química: por meio de medicação para restabelecer um ritmo cardíaco anormal
  • Ablação por cateter para eliminar rotas elétricas anormais no tecido cardíaco (controle por mais tempo do que com as medicações)
  • Marca-passos e desfibriladores para se detectar e tratar a fibrilação atrial de forma precoce e impedir sua reincidência
  • Ablação cirúrgica minimamente invasiva ou de peito aberto (em conjunção com outra cirurgia cardíaca) para criar lesões que bloqueiem os circuitos elétricos anormais que causam a fibrilação atrial (menos utilizada, já que é uma cirurgia de maior porte).

Medicamentos para Fibrilação Atrial

Os medicamentos mais usados para o tratamento de fibrilação atrial são:

  • Ancoron
  • Cardcor
  • Digoxina
  • Marevan

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Um paciente diagnosticado com fibrilação atrial pode precisar fazer mudanças no estilo de vida que melhoram a saúde geral do seu coração, especialmente para prevenir ou tratar doenças como a pressão arterial alta e doenças cardíacas. O médico pode sugerir várias mudanças de estilo de vida, incluindo:

  • Seguir uma dieta saudável para o coração, pobre em sal e gorduras e rica em frutas, vegetais e grãos integrais
  • Exercitar-se regularmente, de preferência todos os dias
  • Parar de fumar
  • Manter um peso saudável
  • Manter a pressão arterial e os níveis de colesterol sob controle. Fazer mudanças de estilo de vida e tomar medicamentos prescritos para corrigir a pressão arterial elevada (hipertensão) ou colesterol alto
  • Beber álcool com moderação ou evitar
  • Manter cuidados de acompanhamento. Tomar o medicamento receitado pelo médico e fazer visitas regulares ao consultório médico é essencial para o tratamento da fibrilação atrial.

Complicações possíveis

A fibrilação atrial, se não tratada, pode levar a complicações graves de saúde, resultando inclusive na morte do indivíduo. Veja:

  • Desmaio (síncope), em caso de a fibrilação atrial mantiver o pulso muito rápido ou muito lento
  • Insuficiência cardíaca
  • Derrame (AVC), em caso de os coágulos sanguíneos se soltarem e viajarem para o cérebro.

Referências

Revisado por: Dr. Nilton Carneiro, cardiologista – CRM: 107737

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro – SOCERJ

Incor – Instituto do Coração

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibrilacao-atrial

Arritmia cardíaca benigna e maligna. O que são? Têm cura?

Fibrilação Atrial: sintomas, causas e tratamento

Arritmia é uma alteração nos batimentos cardíacos. Um coração sadio bate entre 60 e 100 vezes por minuto. O aumento desse número é chamado de taquicardia; sua diminuição, bradicardia.

A arritmia cardíaca benigna é quando essa alteração no ritmo das batidas não oferece risco de morte. Já a maligna coloca a pessoa em uma situação contrária, que requer atenção e atendimento médico rápidos.

Mas será que esse quadro tem cura? É possível evitar? Veja, neste post, as principais diferenças entre cada uma delas, incluindo sintomas, causas, diagnóstico e tratamento.

Quais as diferenças entre arritmia cardíaca benigna e maligna?

Vários são os motivos que podem fazer com que o seu coração bata acelerado ou mais lento, indo desde fatores emocionais até doenças cardíacas.

A maior diferença entre a arritmia cardíaca benigna e a maligna, é que a benigna acontece na parte superior do coração (átrios), não costuma trazer consequências mais graves para a saúde ou mesmo risco de morte. No geral, essa condição causa apenas desconforto temporário e é facilmente revertida.

Já a arritmia maligna ocorre, geralmente, na parte inferior do coração (ventrículos) e pode até causar morte súbita (infarto fulminante). 

É interessante esclarecer também que há um terceiro tipo de arritmia cardíaca, a fibrilação atrial. Essa pode ocasionar um AVC (acidente vascular cerebral), pois tanto a frequência dos batimentos quanto a regularidade do seu ritmo são comprometidos.

O que pode causar essas arritmias?

Quando falamos sobre arritmia cardíaca benigna, podemos considerar diversas causas não relacionadas diretamente a problemas no coração, tais como:

  • anemia;
  • diabetes;
  • tabagismo;
  • alcoolismo;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • uso de drogas ilícitas;
  • problemas na tireoide;
  • consumo excessivo de cafeína;
  • crises de ansiedade e estresse;
  • efeito colateral de alguns medicamentos;
  • exercícios ou esforço físico que elevem os batimentos.

No entanto, é importante salientar que algumas dessas condições colocam a pessoa no chamado grupo de risco, ou seja, no grupo de indivíduos mais propensos a desenvolverem alguma doença cardiovascular.

Somado a isso, há outros fatores que podem desencadear uma arritmia maligna:

  • hipertensão;
  • apneia do sono;
  • choques elétricos;
  • doença de Chagas;
  • problemas estruturais do coração (genético);
  • histórico familiar ou diagnóstico de doença cardíaca, como: infarto, doença coronariana, doenças do músculo cardíaco, valvulopatias etc.

Quais os principais sintomas?

É bastante comum a pessoa não sentir nenhum sintoma, sendo a arritmia diagnosticada somente durante a realização de exames clínicos. Mas de modo geral, os sintomas da arritmia cardíaca benigna e da maligna são semelhantes, sendo o primeiro caso normalmente mais brando e sem consequências.

Dessa forma, indivíduos com esse quadro podem sentir:

  • sensação de nó na garganta;
  • sensação de “batedeira” no peito;
  • confusão mental;
  • dor no peito;
  • falta de ar;
  • vertigem;
  • náuseas;
  • tontura;
  • cansaço;
  • desmaio;
  • sudorese;
  • palidez;
  • mal-estar.

Como é feito o diagnóstico médico dessa doença?

Ainda que considere a sua arritmia benigna, é interessante passar por uma consulta médica, visto que muitas doenças cardíacas podem ser silenciosas. 

Além disso, quando a arritmia é maligna, o quadro gera graves consequências à vítima, inclusive podendo levar à morte súbita, como dito anteriormente.

Para diagnosticar a arritmia, o médico pode solicitar os seguintes exames:

Eletrocardiograma

Através de eletrodos posicionados em determinados pontos do tórax, braços e pernas, é possível verificar o ritmo cardíaco e o número de batimentos por minuto. O exame não exige preparo e é comumente solicitado quando o paciente apresenta os sintomas de arritmia.

Ecocardiograma

O ecocardiograma, ou ecodopplercardiograma, é um ultrassom que verifica a estrutura e o funcionamento do coração. Com ele, é possível verificar e avaliar o fluxo de sangue que o órgão está recebendo e enviando.

Teste ergométrico

Popularmente conhecido como teste da esteira, o teste ergométrico ajuda a detectar arritmias e outros problemas cardíacos que surgem durante situações de esforço físico. 

Para isso, o paciente é colocado para andar/correr em uma esteira ergométrica, enquanto eletrodos posicionados em seu tórax fazem a leitura dos batimentos cardíacos e da pressão arterial.

Holter 24 horas

Esse teste para verificar arritmia cardíaca benigna e maligna consiste em um aparelho que fica conectado à pessoa, por meio de eletrodos, por 24 horas seguidas. O objetivo é fazer a leitura de seus batimentos durante um dia normal de atividades. Por isso, é importante que o paciente não altere sua rotina, a fim de não influenciar no resultado.

Monitores de eventos

Semelhante ao Holter 24 horas, o que difere esse teste para diagnosticar arritmia cardíaca benigna e maligna é que ele fica conectado ao paciente de 7 a 15 dias, sendo acionado por ele sempre que surge uma crise.

Estudo eletrofisiológico

Para esse exame são utilizados cateteres (tubos flexíveis) que avaliam o sistema elétrico cardíaco. O teste também permite induzir arritmias em pessoas com predisposição, para avaliação.

Tilt-teste

Com o paciente deitado em uma mesa própria, ele é inclinado enquanto seus batimentos cardíacos e pressão arterial são monitorados. Solicitados principalmente para quem tem quadros de tontura, desmaio, sudorese ou vista turva, o objetivo é verificar a frequência cardíaca durante a mudança de posição corporal.

Existe cura para a arritmia cardíaca benigna e para a maligna?

Após receber o diagnóstico, muitas pessoas questionam se arritmia cardíaca benigna ou a maligna têm cura. Por isso, é importante explicar que essas condições podem ser totalmente curadas ou controladas, de acordo com cada caso.

Para isso, é preciso focar no tratamento da causa, que pode ser feito através de medicamentos, cirurgias para correções genéticas, ou mesmo implantação de um marca-passo, além de procedimentos de emergência, como o uso do desfibrilador ou cardioversor para caso de arritmias malignas repentinas e súbitas.

É possível evitar a arritmia cardíaca benigna? E a maligna?

Exceto os fatores congênitos, é possível evitar tanto a arritmia cardíaca benigna quanto a maligna. Uma das maneiras de conseguir isso é não entrando no grupo de risco das doenças cardíacas, através da prática de atividades físicas regularmente e de uma alimentação saudável.

Para as pessoas que já têm diagnóstico de problemas cardiovasculares, ou de outras doenças que podem levar a esse quadro, é imprescindível fazer o acompanhamento adequado e seguir o tratamento indicado pelo médico.

Manter-se informado sobre o assunto também ajuda a ter uma ideia mais clara da doença, dos seus sintomas e do que fazer perante uma crise. Por isso, baixe o nosso guia “Arritmia Cardíaca: quando o uso do desfibrilador é indicado?” e saiba como agir nessas situações.

Источник: https://cmosdrake.com.br/blog/arritmia-cardiaca-benigna/

Arritmia deixa batimentos cardíacos irregulares e pode ser fisiológica

Fibrilação Atrial: sintomas, causas e tratamento

O coração funciona como uma bomba automática que trabalha dia e noite de forma sincronizada para atender às necessidades do seu organismo. Quando ocorre alguma mudança na sequência de seu ritmo, os batimentos cardíacos se tornam desordenados, mais rápidos ou mais lentos. A esse tipo de alterações se dá o nome de arritmia.

Consideradas fisiológicas em algumas situações, essas diferentes cadências podem ser notadas durante a prática de atividade física, o sono e em momentos de estresse. Mas algumas formas de arritmia são consideradas patológicas (doenças), e acometem de 1,5% a 5% da população em geral.

Essas enfermidades podem se manifestar em homens e mulheres de todas as idades, inclusive crianças. O tipo mais comum delas é a fibrilação atrial (FA), que afeta 1% da população em todo o mundo. Estima-se que, em 2050, o número de pessoas com FA dobrará ou triplicará.

Embora nem sempre seja possível prevenir esse problema, a adoção de hábitos de vida saudáveis e maior atenção aos seus fatores desencadeantes, além de visitas regulares ao cardiologista podem conter o seu aparecimento.

O objetivo do tratamento é sempre reduzir ou eliminar riscos e sintomas e, para algumas pessoas, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes. Nos quadros mais graves, porém, as medidas terapêuticas incluem medicamentos, procedimentos e até dispositivos capazes de controlar a arritmia e, até, curá-la.

De onde vêm os batimentos cardíacos?

O coração é um órgão muscular que é considerado o mais importante do organismo. A sua função é manter a circulação e a nutrição de todos os demais sistemas do corpo humano.

Para entender sua estrutura, pense em um carro. O coração é o motor que funciona como uma bomba —o músculo que se contrai. Ele é nutrido com oxigênio por meio das artérias coronárias —o sistema de valvas. O órgão é também dotado de uma “bateria” —o sistema elétrico— encarregado de manter a estimulação do coração.

Esse estímulo é promovido pelo “computador de bordo”, o cérebro. O coração está conectado a ele por meio de “dois fios” ligados ao Sistema Nervoso Autônomo —o sistema nervoso parassimpático (breque) e o simpático (acelerador).

Juntos, eles regulam e promovem —de forma automática— a frequência cardíaca.

Esta também é estimulada por hormônios comandados pelo sistema simpático: a adrenalina e a noradrenalina [outro hormônio liberado pela tireoide ainda está envolvido].

O que caracteriza a arritmia?

A frequência cardíaca pode variar em determinadas circunstâncias. Em repouso, em adultos, considera-se normal de 50 a 100 batimentos por minuto. Tais frequências podem ser alteradas durante a prática de esportes ou em resposta a situações de estresse negativo ou positivo.

Consideram-se anormais (ou anômalos) batimentos cardíacos cujas frequências são muito rápidas ou muito lentas. Em todos os casos, há uma perda do ritmo cadenciado do coração, e é exatamente essa irregularidade que caracteriza a arritmia.

Conheça os tipos principais de arritmias

O coração é dividido em duas câmaras, que aqui chamaremos de “andares”. O andar superior é formado pelos átrios direito e esquerdo; o de baixo, pelos ventrículos direito e esquerdo. Os principais tipos de arritmias acometerão diferentes partes desses espaços.

As principais arritmias são as seguintes:

  • Fibrilação atrial – é o tipo mais comum de arritmia. Ela acomete 30% da população idosa e também [e 1% da população em geral] é a mais preocupante. Isso porque ela promove a perda de 25% a 35% de rendimento do coração. Além disso, o órgão não bate, “treme”. E tal condição faz que haja um acúmulo de sangue na cavidade atrial, o que leva à formação de coágulos. O problema, aqui, é que eles poderão entrar na corrente sanguínea e chegar até o cérebro. A consequência disso é o AVC (Acidente Vascular Cerebral), conhecido como derrame;
  • Taquicardias supraventriculares – consideradas benignas, elas decorrem do estresse e da tensão. Entre elas destacam-se as extrassístoles, batimentos a mais do coração;
  • Bradicardia – são batimentos mais lentos que o normal;
  • Arritmias ventriculares – como o coração tem a função básica de bombear, 75% a 80% dessa função é atribuída ao ventrículo esquerdo. Aqui, os batimentos cardíacos se tornam rápidos e desordenados.

Por que isso acontece?

As arritmias têm causa multifatorial, mas, de modo geral, decorrem de cardiopatias, ou seja, doenças cardíacas. Veja as possíveis origens do problema ou seus desencadeadores:

Possíveis causas da fibrilação atrial

A sua origem também é multifatorial e se relaciona com doenças que levam ao aumento dos átrios, além do avanço da idade. Sabe-se também que ela é mais frequente em indivíduos que apresentem as seguintes condições:

  • Hipertensão (pressão alta)
  • Obesidade
  • Insuficiência cardíaca
  • Aterosclerose
  • Doenças das valvas (principalmente a mitral)
  • Doença congênita do coração
  • Cardiomiopatia
  • Pericardite

Além desses quadros, a FA também está associada às seguintes situações:

Saiba reconhecer os sintomas

A manifestação mais comum das arritmias é a percepção de batimentos cardíacos anormais, embora essa identificação possa variar de pessoa a pessoa. Além disso, você pode sentir tontura, ter dificuldade para respirar e até desmaiar.

Já na FA, em especial, podem ser observadas as seguintes manifestações:

  • Taquicardia (também conhecida como palpitação ou batimento acelerado: mais que 100 batimentos por minuto)
  • Cansaço
  • Dificuldade para se exercitar
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Dor no peito
  • Síncope (perda transitória da consciência com recuperação espontânea)

Apesar dessas descrições, a FA pode ser assintomática.

Quem deve ficar atento?

As arritmias acometem homens e mulheres em qualquer idade, e até mesmo na infância e juventude. No entanto, a FA é mais prevalente entre os idosos e homens, embora também afete ambos os sexos, em todas as idades.

Outros fatores de risco para a FA é ser hipertenso, ter arterosclerose ou valvopatias (doenças das valvas).

Quando procurar ajuda?

Toda vez que observar em si uma arritmia (palpitação) que persiste, ela deve ser investigada, especialmente se, em sua família, há histórico de morte súbita.

“Costumamos dizer que, ao perceber qualquer desconforto desde a região do umbigo até o queixo, é preciso procurar um médico. Isso porque esses sintomas podem ser o prenúncio de um ataque cardíaco”, afirma Francisco Maia, professor de cardiologia da Escola de Medicina da PUC-PR e chefe do Serviço de Cardiologia da Santa Casa de Curitiba.

“Apesar disso, o sinal de alerta continua sendo a dor no peito, sintoma fundamental e clássico de isquemia de doença coronariana”, acrescenta Maia.

A repetição desses casos é tão frequente que os generalistas (clínicos gerais) são treinados para o atendimento desses pacientes. Diante de uma maior complexidade, eles devem ser encaminhados ao cardiologista, dado o risco de eventos cardiovasculares, como a embolia arterial (coágulo na artéria), o que poderia ter como consequência o AVC.

Como é feito o diagnóstico

Na hora da consulta, o médico levantará detalhes da sua queixa, seu histórico de saúde e familiar. E ainda fará o exame físico que inclui a medição da pressão, exame de pulso e a auscultação do coração. De acordo com os especialistas, os dados coletados por essas práticas representam de 75% a 80% do diagnóstico.

Mesmo assim, o profissional solicitará um exame fundamental que é capaz de identificar arritmias: trata-se do eletrocardiograma, que é capaz de mostrar se o problema é ventricular ou atrial, e ainda indica a frequência dos batimentos cardíacos, e até a precocidade da arritmia.

Outro teste complementar é o ecocardiograma. Aqui, busca-se a avaliação qualitativa e quantitativa do coração. Ele revelará todas as dimensões e estruturas do coração, a espessura do músculo, sua força de contração, além de seu regular funcionamento, ou não.

Nos casos de arritmias que vão e vem, chamadas de taquicardias paroxísticas, o especialista poderá solicitar o chamado holter de 24 horas, que monitora durante um dia os batimentos cardíacos.

O teste de esforço também é imprescindível, e especialmente na avaliação cardiológica anterior ao início de alguma prática de atividade física. A razão para isso é que algumas arritmias decorrem de práticas físicas extenuantes.

Como é feito o tratamento

Ricardo Alkmim Teixeira, presidente da Sobrac e professor da Faculdade de Medicina da Univás, diz que “o objetivo central do tratamento é reduzir ou eliminar riscos de sintomas, complicações e sequelas, além de morte. E para eliminar esses riscos é preciso identificar a causa da arritmia”. De acordo com Teixeira o tratamento pode incluir:

  • Mudanças no estilo de vida
  • Medicamentos para controle ou prevenção da arritmia (antiarrítmicos)
  • Medicamentos para tratar ou controlar doenças associadas (hipertensão, insuficiência cardíaca, por exemplo)

Procedimentos cirúrgicos

  • Ablação (pode curar diversos tipos de arritmia. Por meio de um tubo fino (cateter) com radiofrequência, ele alcança o coração para cauterizar os focos da arritmia)
  • Marca-passo (implantado, ele controla os batimentos lentos)
  • CDI (o cardioversor-desfibrilador implantável é um aparelho que pode funcionar como um marca-passo, controlando os batimentos, mas que também pode reverter as arritmias malignas por meio de um “choque”, evitando a parada cardíaca)

Quais são as possíveis complicações?

Quando não diagnosticadas e não tratadas, as arritmias podem levar a alterações estruturais no coração (modificando seu tamanho e força), parada cardíaca e até morte súbita. A explicação é de Sariane Brescovit, cardiologista com formação em arritmia e clínica médica do Hospital Universitário Cajuru (PR).

A médica lembra que, todos os anos, 300 mil pessoas são vítimas da morte súbita, cuja causa são problemas do coração. Na maioria dos quadros, a origem era algum tipo de arritmia cardíaca.

No caso da FA, o não tratamento eleva o risco para o AVC, a insuficiência cardíaca, fadiga crônica, outros tipos de arritmia, além de suprimento sanguíneo insuficiente. Os dados são da Sociedade Americana de Cardiologia.

Dá para prevenir as arritmias?

Nem sempre é possível preveni-las, mas adotar um estilo de vida saudável pode reduzir o risco do seu aparecimento. Se você já está em tratamento, siga as instruções de seu médico e jamais descontinue a terapia sem antes falar com ele.

Outra sugestão é evitar situações que podem desencadear o problema, como o abuso do álcool e do tabaco, além de energéticos.

Além disso, habitue-se a fazer visitas regulares ao cardiologista para uma avaliação.

Fontes: Ricardo Alkmim Teixeira, presidente da Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas), professor da Faculdade de Medicina da Univás (Universidade do Vale do Sapucaí), pesquisador do Incor-SP (Instituto do Coração de São Paulo); Francisco Maia, mestre e doutor em cardiologia pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), professor adjunto de cardiologia da Escola de Medicina da PUC-PR, preceptor da residência de cardiologia da Santa Casa de Curitiba, chefe do Serviço de Cardiologia da Santa Casa de Curitiba, presidente da Citec (Comissão Nacional de Julgamento de Título de Especialista em Cardiologia da SBC), além de membro da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), fellow ACC (American College of Cardiology) e da ESC (European Society of Cardiology); e Sariane Brescovit, médica cardiologista com formação em arritmia e clínica médica, presta assistência ao HCU (Hospital Universitário Cajuru), em Curitiba. Revisão técnica: Francisco Maia.

Referências: Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas); AHA (American Heart Association); Desai DS, Hajouli S. Arrhythmias. [Updated 2020 Jun 25]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2020 Jan-.

Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK558923/; Nesheiwat Z, Goyal A, Jagtap M. Atrial Fibrillation. [Updated 2020 Nov 18]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2020 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.

gov/books/NBK526072/.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/doencas-de-a-z/arritmia-deixa-batimentos-cardiacos-desordenados-e-podem-ser-fisiologicas.htm

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