Fisioterapia com ondas de choque: para que serve e como funciona

Conheça os benefícios do tratamento por ondas de choque

Fisioterapia com ondas de choque: para que serve e como funciona

O tratamento com ondas de choque (TOC) é um modelo eficaz na área de problemas articulares, esqueléticos ou musculares.

Ao contrário do que se imagina, não são choques elétricos, mas sim uma energia mecânica que promove um fenômeno conhecido por cavitação, onde microbolhas no local lesionado são rompidas, liberando substâncias anti-inflamatórias e melhorando a circulação sanguínea no local. O TOC atua, por exemplo, no caso de uma pessoa que pratica algum esporte, e sofreu uma lesão muscular, auxiliando na recuperação.

Embora seja um modelo que ganhou fama recentemente, a terapia por ondas de choque já é usada desde 1980 na área da urologia para tratar cálculo renal.

Apenas uma década depois, cientistas da Alemanha e da Áustria descobriram os benefícios das ondas de choque na resolução de problemas musculoesqueléticos.

Mas diferente da aplicação na urologia, que pretende destruir tecidos, o uso do tratamento de ondas de choque pretende, na verdade, reparar outros tipos de tecido lesionados. Hoje, a TOC é usada também dentro da estética para melhorar a qualidade da pele.

Para que servem as ondas de choque?

Como já mencionamos no artigo, o tratamento com ondas de choque é usado em pacientes com problemas musculoesqueléticos e, por este motivo, é bastante usado na medicina esportiva para rápida recuperação dos atletas. As principais áreas do corpo onde a terapia por ondas de choque é usada são: o joelho, o ombro e o calcanhar, mas pode ser aplicada em outras partes.

Doenças como fascite plantar, epicondilite lateral ou medial, tendinite patelar, tendinite supra-espinhal, tendinopatia do tendão de Aquiles, dores crônicas, pseudoartrose e dificuldade na recuperação de fraturas ósseas também podem ser tratadas pelas ondas de choque.

De acordo com um estudo publicado por uma revista acadêmica americana que é referência no assunto, a Annals of Internal Medicine, o uso do tratamento por ondas de choque é extremamente benéfico no trato de tendinites. Além disso, os efeitos analgésicos liberados na terapia com ondas de choque permitem reduzir as dores crônicas sofridas por um paciente.

Algumas fraturas ósseas podem não obter resultados satisfatórios na recuperação, isso porque os tratamentos habituais podem não ser suficientes. Neste cenário, uma boa alternativa é a TOC, pois ela permite a criação de micro vasos e, por meio da vascularização, torna possível o restabelecimento da saúde local: isso se aliada aos outros tratamentos indicados para a recuperação.

Como o tratamento é aplicado?

A aplicação do tratamento de ondas de choque – também chamadas de ondas acústicas – é feita com um aparelho específico que realiza a emissão de ondas de choque para a região lesionada. Em suma, a aplicação das ondas de choque é feita em três etapas:

– Localizar a região que será tratada por meio de exames físicos e auxiliares;

– Aplicar gel neste local, pois ele permitirá transferir as ondas de choque de maneira mais eficiente;

– Dar início à terapia, que deve durar menos de 30 minutos e causar apenas dor suportável e momentânea.

Nós, da ActMed, temos médicos capacitados para aplicação do tratamento com ondas de choque (tanto focais, quanto radiais) e, inclusive, com certificados de capacitação nacionais e internacionais que permitem a aplicação deste modelo de tratamento. Recomendamos também o TOC como um complemento do tratamento clínico e da reabilitação de um paciente.

Existe contra indicações para as ondas de choque?

Existem certas contraindicações para o uso da TOC. Nesses casos a aplicação do tratamento pode ser repensada e discutida entre médico e paciente. De qualquer forma, não é indicado usar o tratamento se você:

  • Estiver grávida;
  • Sofrer de infecções no local que deverá ser tratado;
  • Tiver câncer;
  • Existem outras duas contraindicações que não são absolutas, então podem ser discutidas com o médico:
  • Consumir medicamentos anti-agregantes plaquetários, como é o caso da aspirina, ou de anticoagulantes;
  • Sofrer de problemas na coagulação do sangue;

Já os riscos do tratamento com ondas de choque são mínimos, pois além de ser extremamente pouco invasivo, causar dor suportável e momentânea e não precisar de sedação, ele é rápido, com duração estimada em 30 minutos.

Em alguns casos o uso da TOC pode causar pequenas contusões, mas são inofensivas. De qualquer maneira, é recomendado, após passar por uma sessão do tratamento, que o paciente não pratique atividades físicas cansativas ou esportes de alto impacto por um período de 48 horas. No entanto, pode retomar as atividades diárias e trabalhar normalmente.

Ainda tem dúvidas? Ligue para (11) 2659-5004, mande um WhatsApp (11) 98371-0595 ou se preferir, agende uma avaliação agora mesmo pelo nosso formulário clicado aqui.

Источник: http://act.med.br/area-do-paciente/36-conheca-os-beneficios-do-tratamento-por-ondas-de-choque

Tratamento por ondas de choque: como funciona

Fisioterapia com ondas de choque: para que serve e como funciona

Tempo de leitura: 3 minutos

O tratamento de ondas de choque não são aquele “choquinho” da fisioterapia, nem choque elétrico. Na verdade, as ondas de choque são ondas de ultrassom com uma potência maior do que o ultrassom usado para fazer exame. Você consegue até sentir a onda.

Um dos benefícios do tratamento por ondas de choque é a capacidade de estimular a proliferação das células do nosso corpo, seja pele, tendão, músculo, osso, etc. Disso, podemos extrair as indicações das ondas de choque para tratar fraturas agudas e aquelas fraturas que sofreram distúrbios da cicatrização.

Tratamento por ondas de choque para acelerar fraturas agudas

As fraturas agudas são aquelas que aconteceram recentemente, dentro de 2 semanas. Cerca de 90% das fraturas cicatrizam bem, sem problemas; mas tem aqueles 10% que não cicatrizam, ou demoram muito além do esperado.

Quando não cicatrizam, chamamos de não união, ou não consolidação. E quando demoram além do esperado para cicatrizar, chamamos de retardo de união, ou retardo de consolidação.

Existe também um tipo especial de não união que chamamos de pseudoartrose.

O fato é que algumas fraturas têm risco maior de não cicatrizar, como as fraturas expostas, fraturas cominutivas (que têm muitos fragmentos), fraturas em pacientes idosos ou diabéticos, entre outros.

Além disso, tem fraturas, como as do fêmur e da tíbia, que normalmente já demoram muito tempo para cicatrizarem completamente. As da tíbia necessitam, em média, 4 meses; ao passo que as do fêmur, 6 meses. Essa característica aumenta o risco da fratura não cicatrizar ou de sofrer um retardo no processo.

O tratamento de onda de choque ajudam justamente nesses casos:

  • Diminuem, em 50%, a chance da fratura não cicatrizar ou de demorar para cicatrizar;
  • Aceleram, em duas vezes, a velocidade de cicatrização de fraturas do fêmur e da tíbia.

Tratamento por onda de choque para problemas de cicatrização de fraturas

Como comentei acima, cerca de 10% das fraturas sofre retardo na cicatrização ou, simplesmente, não cicatriza.

Nessa situação, precisamos corrigir a causa da não cicatrização, ou do retardo da cicatrização, que pode ser infecção, problemas com o material utilizado na cirurgia (ex.: problemas na placa, parafusos, haste, etc,), distúrbios hormonais e metabólicos do paciente, entre outros.

Em alguns casos, não é possível corrigir esses problemas. Por exemplo, para um paciente idoso, não tem como rejuvenescer o paciente; ou então, um paciente com diabete controlada, não tem como fazer esse paciente deixar de ter diabete.

Para todos esses casos, sendo possível ou não corrigir a causa do distúrbio, o tratamento por ondas de choque auxilia, em mais de 70% dos casos, o corpo a cicatrizar a fratura do osso. Aqui cabe uma ressalva: não podemos fazer somente as ondas de choque e deixar de corrigir a causa do distúrbio da cicatrização. Se isso não for feito, você pode continuar tendo problemas.

Portanto, os tratamentos de ondas de choque também são indicados para:

  • Fraturas que não cicatrizaram, ou seja, com pseudoartrose e não união;
  • Fraturas com retardo de cicatrização, ou seja, que extrapolaram o prazo habitual para cicatrização.

Exemplos de ondas de choque que podem ser feitas mesmo se fizer cirurgia para a fratura

É muito importante deixar claro que fazer tratamento por ondas de choque não impede que você faça também sua cirurgia, e vice-versa. As ondas de choque podem ser feitas em casos que optamos por não operar, mas também servem como um complemento ao tratamento cirúrgico da fratura.

Apesar de não ser invasivo, para fazer as ondas de choque em pacientes com fraturas, é necessário fazer anestesia para que o paciente não sinta desconforto durante o tratamento. Desse modo, quando também é necessário operar, aproveitamos a mesma anestesia para fazer os dois procedimentos: a cirurgia e depois as ondas de choque.

Tem fratura e quer saber se as ondas de choque estão indicadas para acelerar a cicatrização ou tratar um problema de cicatrização? Consulte um ortopedista especialista. Cuide-se! Previna-se!

O Dr. Carlos Vinícius é referência no tratamento por ondas de choque em São Paulo.

Formado há 10 anos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), se especializou em cirurgia do joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e finalizou seu doutorado em Ciências da Cirurgia também pela UNICAMP. Por atuar na área de pesquisa há 15 anos, o Dr.

Carlos Vinícius não precisou passar pelo processo de obtenção do título de mestre. Com esse vasto conhecimento, o Dr.

Carlos é especializado em diversas cirurgias de joelho, inclusive as mais complexas, como: transplantes de menisco e cartilagem; próteses avançadas; fraturas graveslesões graves de ligamento e etc. Por conta desta expertise, o Dr. também atua no departamento de ortopedia na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e elabora artigos para revistas renomadas, capítulos de livros, cursos e apresentações em congresso.

QUALIFICAÇÕES:

Patologias e Cirurgias do Joelho: artroscopia; reconstruções ligamentares; artroplastias; fraturas; osteotomias; transtornos femoropatelares; condroplastias; e transplante osteocondral, musculotendíneo e ligamentoso.

Ortopedia e Traumatologia: atendimento ambulatorial, pronto-atendimento, cirurgias de urgência e emergência, cirurgias eletivas e mecanoterapias.

Pesquisa: pesquisa clínica e experimental; desenvolvimento, gerenciamento e planejamento de projetos de pesquisa; orientação de alunos; elaboração, análise e tradução de textos científicos; aulas, seminários e apresentações de conteúdo científico.

Doutorado direto em Ciências da Cirurgia – Faculdade de Ciências Médicas – Universidade Estadual de Campinas (2014-2018).

Especialização em Cirurgia do Joelho – Instituto de Ortopedia e Traumatologia – Universidade de São Paulo (2013-2014).

Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia – Departamento de Ortopedia e Traumatologia – Faculdade de Ciências Médicas – Universidade Estadual de Campinas (2010-2013).

Graduação em medicina – Faculdade de Ciências Médicas – Universidade Estadual de Campinas (2004-2009).

Источник: https://www.ortopedistajoelho.com.br/blog/como-funcionam-as-ondas-de-choque-para-tratar-fraturas/

Terapia por Ondas de Choque

Fisioterapia com ondas de choque: para que serve e como funciona

Terapia por ondas de choque é uma excelente alternativa no tratamento de lesões esportivas. Grande parte das lesões ocasionadas nos esportes são geradas por micro traumas de repetição e enquadram-se na categoria denominada “lesões por overuse”.

Quando o indivíduo treina, existe sempre um certo grau de destruição tecidual que, logo em seguida, durante o período  de repouso (ou regenerativo) é compensado por produção de matriz extra celular.

Em outras palavras, durante o repouso, o organismo refaz os tecidos de maneira que se tornem mais fortes: tendões, músculos e ossos preparando-o cada vez mais para o esporte que que que o atleta pratica.

Para que este ciclo de destruição/reconstrução seja convertido em ganho de performance, deve haver equilíbrio, que é chamado em medicina esportiva de super-compensação. Porém, quando existe desequilíbrio e a destruição é maior, pode-se desenvolver lesões.

Quando se fala em avaliação médica pré-participativa para o esporte, o consenso mundial é de que o atleta deve realizar uma avaliação funcional e fisiológica seguida de um preparo físico direcionado ao esporte que deseja praticar e, durante sua prática esportiva, o aumento da frequência e do volume devem ser sempre graduais.

+ 5 lesões que você poderia ter evitado!

Uma vez originada uma lesão por overuse, sabe-se alguns tecidos do aparelho locomotor possuem certa dificuldade de cicatrização gerando lesões muitas vezes avasculares (com pouca circulação) e portanto com pouca resposta ao uso de anti-inflamatórios e recursos da fisioterapia como a aplicação local de laser, ultrassom e correntes elétricas (TENS). Os exemplos clássicos são a tendinite patelar, epicondilites do cotovelo e a fascite.

Historicamente, existiu sempre um esforço muito grande da ciência em cicatrizar estas lesões para acelerar o retorno do individuo ao esporte, levando procedimentos invasivos como a tradicional infiltração com corticóides, e a procedimentos cirúrgicos, alguns com excelentes resultados e outros discutidos pela literatura.

A partir da década de 90, o avanço tecnológico representado pelo tratamento por ondas de choque como a “quebra”de calculos renais chegou à ortopedia. A ideia é estimular o processo de cura biológica em tendões, tecidos circunvizinhos e ossos.

Teorias da terapia por ondas de choque

Apesar dos resultados extremamente favoráveis para a cura das lesões, até o momento, existe controvérsia quanto ao mecanismo exato de seu funcionamento .

Há duas teorias básicas que explicam seu efeito benéfico no sistema musculoesquelético. Uma baseia-se em micro lesões que as ondas provocam no tecido-alvo (tendões, periósteo, osso esponjoso), sem danificar os tecidos adjacentes.

Estas micro lesões serão estímulo inicial para o processo de reparação.

Uma segunda teoria baseia-se na produção de óxido nítrico na área atingida pelas ondas de choque. Este óxido nítrico produzido desencadeia uma reação enzimática que estimula o crescimento vascular na área atingida.

Na ultima década, sua utilização em medicina esportiva se popularizou por beneficiar os atletas que não querem ou possuem contra- indicação a procedimentos invasivos e que não melhoraram pela reabilitação tradicional.

No Brasil, a terapia por ondas de choque possui registro na ANVISA e tem indicação para:

  • Fasceíte Plantar com ou sem Esporão;
  • Pseudoartrose (Fraturas Não Consolidadas) ou retardo da consolidação;
  • Calcificações periarticulares dos ombros (Tendinite Calcárea);
  • Epicondilite lateral e epicondilite medial umeral (Cotovelo de Tenista e Golfista).

Veja os tipos de aplicação da terapia por ondas de choque

Aplicação no ombro.

Aplicação para tendão de aquiles.

Aplicação no cotovelo.

Aplicação para esporão de calcâneo.

As contra-indicações incluem:

  • Anormalidades na coagulação sanguínea (coagulopatias);
  • Gravidez;
  • Infecção aguda de tecido mole ou osso;
  • Arritmias cardíacas ou uso de marca-passo;
  • Epiliepsia.

Os estudos publicados na ultima década apontam um índice de eficácia de 70 a 85% dos casos, incluindo alguns atletas que tiveram indicação prévia de tratamento cirúrgico.

Como é realizada a terapia por ondas de choque?

Em média, são necessárias de 3 a 5 três sessões com intervalo de uma semana entre elas de duração media de 15 a 20 minutos. O aparelho é direcionado ao foco da lesão e os disparos são aplicados. Em alguns casos, pode-se sentir um certo desconforto, sendo este apenas momentâneo.

A terapia por ondas de choque, alem de auxiliar na cura destas lesões por overuse cronicas trouxe à comunidade cientifica melhor conhecimento dos mecanismos biológicos do reparo tecidual e, sem duvida sera sempre alvo de pesquisas, junto a outras terapias como as células-tronco e o transplante de tecidos como cartilagem e tendões.

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Источник: https://adrianoleonardi.com.br/artigos/terapia-ondas-choque/

Tudo sobre o Tratamento e Aparelho de Terapia por Ondas de Choque

Fisioterapia com ondas de choque: para que serve e como funciona

A terapia de ondas de choque veio para revolucionar o tratamento das lesões crônicas ortopédicas, de forma não invasiva.

Neste artigo vamos discutir:

  1. O que é a terapia de ondas de choque
  2. Como a terapia de ondas de choque funciona
  3. Terapia de ondas de choque Vs infiltração com corticóide
  4. Quais as diferenças entre os equipamentos de ondas de choque
  5. Quais são as indicações do tratamento por ondas de choque
  6. Quais são as contra-indicações das ondas de choque
  7. Como é feito o tratamento
  8. Quanto custa o tratamento por ondas de choque e porque

O que é a Terapia por Ondas de Choque?

A Terapia de Ondas de Choque (TOC) é um tratamento não invasivo voltado para o tratamento de dores musculoesqueléticas. Ele realizado com um aparelho que emite ondas acústicas de alta intensidade. Estas ondas promovem a regeneração dos tecidos moles, absorção de calcificações, consolidação de fraturas e tratamento de dor crônica.

Essas ondas acústicas, por suas vezes, podem ser de baixa, média ou alta potência. Elas atuam somente no local onde a dor ocorre e têm um índice baixíssimo de efeitos colaterais, quando executada com equipamento adequado e médico qualificado.

Pois bem, este método não invasivo pode evitar com que o paciente se submeta a eventuais cirurgias, tratando casos de tedinites crônicas, epicondilites, fascíte plantar, entre outros, como veremos adiante.

Ademais, os pacientes que já foram operados podem fazer uso desta terapia para se recuperarem mais rapidamente como nos casos de pseudoartrose ou eventualmente indicando as ondas de choque para tratar fraturas por estresse.

Muitas pessoas se confundem com o TENS (aquele choquinho na fisioterapia), mas são tratamentos completamente diferentes, o TENS trata-se de uma corrente elétrica, enquanto a TOC, uma onda acústica (sonora) de alta energia. Os efeitos do TENS são utilizados com o propósito exclusivo de analgesia de curta duração, enquanto a TOC promove analgesia de longa duração, pela reparação do tecido lesado.

Como funciona a Terapia de Ondas de Choque?

Como comentado anteriormente, a onda de choque é uma onda acústica (sonora) de alta intensidade e curta duração. Ela promove a formação de cavitações (semelhantes a bolhas nos tecidos que promovem microlesões que estimulam a nova cicatrização ou regeneração do tecido com lesão crônica com parada no processo de reparação tecidual.

Gosto de comparar ao efeito da musculação, onde ao exercitarmos os músculos contra resistência, promovemos microlesões nas fibras, que com o passar do tempo, ficar mais fortes através do processo de sobrecompensação.

Quais os tipos de equipamentos

Oa equipamentos de ondas de choque podem ser focais (onde a onda é concentrada em único ponto, geralmente mais profundo) ou radiais (ondas pouca mais dispersas, são mais superficiais e abrangem uma área maior).

Os equipamentos focais permitem tratar lesões mais profundas em estruturas ósseas, como no caso da pseudoartrose de fratura do fêmur e osteonecrose da cabeça do fêmur. Possuem um risco maior de lesão, quando não bem indicadas, em estruturas mais profundas como pulmão, cérebro e outras vísceras.

Os equipamentos que produzem ondas radiais conseguem tratar a grande maioria das lesões ortopédicas, exceto em casos específicos como os citados acima. Permitem tratar com eficiência tendinites crônicas, síndromes miofasciais, pseudoartroses e fraturas mais superficiais, epicondilite medial e lateral, fascíte plantar, entre outros que veremos mais adiante.

Mas qual seu efeito nos tecidos?

O Tratamento por Ondas de Choque têm a finalidade de:

Estimular a reparação de determinados tecidos na região afetada permitindo a reorganização das fibras de colágeno do ligamento ou tendão e formação de novos vasos sanguíneos locais.

Modular a liberação no tecido de substâncias analgésicas, aumentando sua produção, e diminuindo os neurotransmissores da dor.

Reduzir ou eliminar a dor em pacientes com dores musculoesqueléticas, pelos fatores citados acima.

Reduzir o tempo de recuperação de lesões musculoesqueléticas (pelos mecanismos acima).

Terapia de ondas de choque Vs infiltração com corticóide

Uma dúvida frequente entre pacientes e profissionais da saúde que não estão familiarizados com a técnica é comparação da infiltração com corticoide com a TOC. No caso, hoje em dia sabe-se, através de muitos estudos e metanálises, que os efeitos locais dos corticóides é de promover a degeneração dos tecidos como cartilagem e tendões, podendo agravar a longo prazo a lesão.

De fato, os efeitos a curto prazo são mais evidentes quando é utilizado o corticoide, pois seu efeito antiinflamatório e analgésico é imediato, entretanto, em um prazo de poucos meses a piora da dor é maior nos pacientes infiltrados, quando comparados aos tratados com a terapia de ondas de choque.

Assim, muitos médicos contra-indicam a infiltração com o corticoide para tendinopatias, pois além da dor retornar, ela é mais difícil de tratar com qualquer método, inclusive as ondas de choque. Vemos na prática clínica que pacientes submetidos ao uso de corticoides necessitam de mais sessões para se recuperar.

Para quem a Terapia por Ondas de Choque é indicada?

A Terapia com Ondas de Choque é indicada para pacientes que já passaram por fisioterapia e realizaram tratamento medicamentoso e não obtiveram os resultados desejados.

Em geral, podemos indicar o tratamento por ondas de choque para atletas profissionais, esportistas amadores, pessoas com doenças ocupacionais, pessoas sedentárias, para acidentados com dores e problemas musculoesqueléticos.

Aqui vai uma lista de enfermidades que podem ser tratadas com a Terapia Ondas de Choque:

  • Dor no cotovelo (epicondilite medial e lateral)
  • Dor no quadril (bursite trocantérica e tendinite glútea)
  • Dor na planta dos pés (fascite plantar)
  • Dor no ombro (tendinite do manguito rotador e cabo longo do bíceps)
  • Dor no calcanhar (fascíte plantar)
  • Dor no joelho (tendinite patelar e da pata de ganso)
  • Tendinite no tendão de Aquiles
  • Tendinites crônicas
  • Lesões ortopédicas crônicas (contraturas musculares, liberação de pontos-gatilho e síndromes miofasciais), comuns em lombalgias e dorsalgias
  • Calcificações no ombro e em outras regiões (como tendinite calcária)
  • Retardo de consolidação de fraturas e pseudoartroses

A Terapia Ondas de Choque pode aumentar a irrigação sanguínea na região da aplicação. Além do mais, ela também pode quebrar calcificações. Com isso, é possível reduzir ou até mesmo eliminar a dor no local.

Terapia por ondas de choque contra indicações

Contudo, é preciso observar que esse tipo de terapia não deve ser aplicada em regiões do corpo humano como:

  • Pulmões
  • Coração
  • Cérebro
  • Olhos
  • Abdômen de grávidas

Além disso, outras contra-indicações a serem levadas em consideração:

  • os pacientes com tumores malignos em qualquer região do corpo
  • pacientes com tumores benignos no local da terapia
  • distúrbios e doenças da coagulação
  • lesões agudas (principalmente tendinites)

Vale lembrar, por fim, que o Tratamento por Ondas de Choque tem sido considerado como uma das últimas esperanças para os pacientes com tendinites crônicas antes de uma cirurgia.

Terapia de ondas de choque funciona?

De fato, é uma dúvida frequente entre os pacientes, inclusive criei um post à parte só sobre isso, mas seguem alguns fatores fundamentais para se consiga o melhor resultado possível com o tratamento por ondas de choque:

  1. equipamento adequado: hoje algumas empresas nacionais tentam copiar equipamentos importados, mas nenhum possui as especificações para que se consiga produzir uma onda de choque adequada para estimular os tecidos. “São mais como um equipamento de massagem refinado…”
  2. médico capacitado e certificado: muitos médicos e fisioterapeutas sem formação na área se aventuram na terapia de ondas de choque, nesse sentido é importante ressaltar que o tratamento por ondas de choque é um procedimento médico. Para essa regulamentação procurem um médico membro da SMBTOC (Sociedade Médica Brasileira de Terapia de Ondas de Choque).
  3. indicação adequada:  ainda dentro do problema anterior, pessoas sem formação na terapia aumentam o risco de complicações e maus resultados, ao desconhecer os riscos e limitações do método.
  4. realização adequada de protocolos: seguindo o mesmo raciocínio, pessoas sem formação adequada, não seguem os princípios ou seguem “formulas de bolo”, onde muitas vezes o tratamento deve ser individualizado para a gravidade do problema e sintomas do paciente.
  5. terapias auxiliares da TOC: a correção dos problemas biomecânicos que geraram aquela doença são fundamentais para o bom resultado, a terapia não é milagrosa, se a causa de base persiste, a terapia tem grandes chances de não funcionar.
  6. resultados estatísticos da terapia: como qualquer tratamento na medicina, existe um número de bons e maus resultados. É importante lembrar que os casos onde realiza-se a onda de choque, são casos que não obtiveram sucesso com outros tratamentos, desta forma são casos mais complexos e crônicos.

Retardo de consolidação

Tratamento com terapia de ondas de choque

Como é o tratamento de ondas de choque

A Terapia por Ondas de Choque realizada em nossas clínicas tem as seguintes características:

As sessões são realizadas por mim (Dr. Oliver Ulson), membro da SMBTOC.

Realizo o tratamento nos bairros de Alphaville, Higienópolis e Itaim Bibi / Jardins.

Uso de aparelho de ondas de choque importado (BTL empresa européia) de ultima geração que emprega ondas de baixa, média ou alta potência. Aparelho aprovado pelas normas da Anvisa.

Sessões que podem durar entre 10 e 30 minutos (dependendo do tipo da lesão) e são realizadas na média 3-6 sessões com intervalos de uma a duas semanas entre si.

Esse tratamento não requer uso de medicamentos (anti-inflamatórios e corticóides são contra-indicados durante o tratamento, por inibirem o estímulo do aparelho). Ademais, seu tempo de recuperação é diminuído. Tão logo a terapia termina, o(a) paciente já pode se movimentar da forma como vinha fazendo.

Terapia por ondas de choque – preço por sessão

As sessões realizadas na clínica custam R$400,00, que podem ser pagas através de dinheiro ou cartão de crédito, com direito a recibos de reembolso para aqueles pacientes que possuem convênios médicos, recebendo ressarcimento parcial ou total do valor do tratamento.

Como vimos, os custos agregados ao procedimento requerem equipamentos importados e formação médica capacitada, assim, valores abaixo do mercado sempre alerto aos meus pacientes para que fiquem desconfiados..

Conclusão

Como vimos a terapia é eficaz no tratamento das lesões ortopédicas crônicas e atualmente vem crescendo em indicações para outras áreas, como a urologia e a dermatologia.

No que diz respeito à ortopedia é muito indicada para lesões de partes moles, como tendões e músculos, bem como lesões ósseas como atrasos de consolidação.

Existe uma série de variáveis que interferem no bom resultado do tratamento e o alinhamento com um médico capacitado é fundamental.

Se você gostou do artigo, ficou com alguma dúvida ou gostaria de sugerir algum tema, escreva nos comentários abaixo, e se você teve algum tipo de problema ortopédico e gostaria de agendar uma consulta entre em contato com a clínica e agende uma consulta com Dr Oliver Ulson, ficarei feliz em poder ajudar.

Na clínica Oliver Ulson  é realizada a Terapia Ondas de Choque em Alphaville, em sua unidade localizada na Alameda Grajaú, 614, o mais famoso bairro da cidade de Barueri e Santana de Parnaíba. Da mesma forma, o Dr. Oliver realiza o tratamento de terapia de ondas de choque em São Paulo, nas unidades de Higienópolis e do Itaim Bibi.

Referência (em inglês):

Benefícios da terapia de ondas de choque na medicina esportiva

Vídeo sobre terapia de ondas de choque

Источник: https://ortopedistaemsaopaulo.com.br/terapia-ondas-choque/

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