FOMO (fear of missing out): o que é, sintomas, causas e como evitar

FOMO: Entenda o que é a expressão “Fear of missing out”

FOMO (fear of missing out): o que é, sintomas, causas e como evitar

Já sabemos que o uso em excesso das redes sociais e demais tecnologias, incluindo o amplo e promissor mercado de games, pode causar muita ansiedade e até depressão nas crianças e adolescentes.

Mas a compulsão por checar as contas do e do Instagram, por exemplo, a cada 10 minutos e a necessidade de ficar por dentro de todos os assuntos do momento tem uma sigla: FOMO. O mundo evolui rápido e constantemente e o bombardeio de informações e novidades de produtos pode gerar angústia e tristeza.

Por isso, essa síndrome merece nossa atenção, principalmente dos pais, entenda porquê a seguir.

O que é FOMO? (Fear of missing out)

O termo em inglês fear of missing out, que dá origem a sigla FOMO, nada mais é do que a fobia de ficar de fora.

Sabe aquela sensação de ver as pessoas do seu ciclo investindo em um novo modelo celular, baixando apps do momento, comprando pacotes de viagens internacionais, participando de festivais de música e postando fotos incríveis no Instagram e você não quer ficar, de jeito nenhum, fora dessa oportunidade?

A sigla FOMO foi citada pela primeira vez no ano de 2000 pelo psicólogo Dan Herman. Anos depois Andrew Przybylski e Patrick McGinnis definiram-a como esse “medo de ficar de fora”, de perder oportunidades por não estar conectado o tempo todo, ativo e compartilhando sua vida com seu grupo de seguidores.

Vontades e frustrações todos temos, só que essa síndrome traz, de alguma forma, consequências psicologicamente negativas.

Seja pela necessidade compulsiva de querer estar a par de tudo o que acontece nas redes sociais ou querer estar sempre gerando conteúdo, antes mesmo de viver a realidade.

Como ir a eventos ou encontrar amigos já pensando nos posts e s, criando um tipo de “angústia social”.

Principais causas e sintomas:

Segundos estudos psiquiátricos, a síndrome FOMO é causada geralmente em jovens usuários, da faixa etária que varia dos 16 aos 36 anos, devido a sua relação imatura e muito nova com a tecnologia. Nesse sentido, é de extrema importância a atenção e orientação dos pais de crianças e adolescentes quanto ao perigo do uso desequilibrado de apps e redes sociais.

Os principais sintomas do excesso tecnológico com os smartphones são: mau humor, irritabilidade, falta de apetite, stress, insônia, depressão e total dependência dessa conexão e superexposição nas redes sociais, o que ironicamente pode atrapalhar a vida social e escolar. Geralmente os indivíduos com a fobia ficam muito mais distraídos nas atividades do dia a dia, seja em casa ou na sala de aula, pois essa hiper conectividade com a falta de sono vai isolando o indivíduo, cada vez mais, da realidade.

O que fazer para evitar a FOMO?

Para evitar que essa doença se instale algumas estratégias podem ser adotadas: 

  • Aprender a viver o momento presente, aplicando técnicas de respiração ou meditação, sem ficar publicando tudo o que está fazendo e comendo nas redes sociais; 
  • Buscar saber o que te deixa feliz, quais são os seus sonhos e metas sem ficar se espelhando na “grama do vizinho”;
  • Consumir menos e criar mais, fazendo coisas para mostrar primeiro para você mesmo o tamanho do seu potencial e não focar nos outros;
  • Otimizar o uso do tempo deixando de acompanhar programas de televisão ou transmitidos pela internet que só apresentam situações de ostentação, fora da realidade da maioria das pessoas;
  • Curtir o encontro com os amigos e momentos em família, priorizando sempre quem está perto e não quem está longe;
  • Realizar atividades de lazer e esportivas, de preferência ao ar livre, que estimulem a redução do uso de dispositivos com internet, como smartphones, tablets e computadores;
  • Buscar a ajuda de profissionais como psicólogos e psiquiatras para a real compreensão de que ninguém tem a vida perfeita postada diariamente na internet;
  • Fazer cursos livres, de programação ou robótica, por exemplo, para criar um escape positivo das redes sociais e ao mesmo continuar tendo prazer com atividades tecnológicas. 

A verdade é que, apesar de não ser um problema tão conhecido assim, você provavelmente conhece alguém que sofre de FOMO.

Mas, como tudo isso é novo para pais, professores e para os profissionais da saúde precisamos ficar atentos e saber a hora de pedir ajuda.

Sabemos da importância da tecnologia nos dias de hoje e que ela pode ser muito benéfica, através do uso de apps educativos, que melhoram o raciocínio lógico, desde que usada da maneira saudável, com limites traçados conforme a idade e sempre sem excessos.

O método da I Do Code, feito por um capacitado grupo de professores, compreende a alta demanda por tecnologia vinda das crianças, adolescentes e do mundo contemporâneo, mas preza pela saúde mental dos seus alunos. Por isso, se quiser entender melhor como atuamos nos chame agora mesmo no chat, que explicamos tudinho!

Источник: https://idocode.com.br/blog/tecnologia/o-que-e-fomo/

FOBO: quando a quantidade de opções atrapalha sua capacidade de decidir

FOMO (fear of missing out): o que é, sintomas, causas e como evitar

O que você vai encontrar neste artigo sobre FOBO (Fear of a Better Option):

 O que é FOBO?

FOBO representa a expressão “Fear of a Better Option”, ou seja, “Medo de uma Opção Melhor”. O termo foi cunhado por Patrick J. Mcginnis, investidor e autor americano, também responsável pela criação do termo FOMO (Fear of Missing Out). 

Em entrevista ao The New York Times em 2018, Patrick afirmou: “FOBO, o termo irmão do FOMO, surgiu da minha experiência na Harvard Business School como estudante. (…) Nós estávamos cercados, vivendo em um mundo de “talvez”, paralisados com a perspectiva de nos comprometer por medo de escolher algo que não fosse a opção perfeita”. 

Essa situação descrita por Patrick tem se intensificado ao longo da última década. Especialmente porque o desenvolvimento tecnológico permitiu a popularização dos smartphones e das redes sociais, que mudaram a forma como tomamos decisões.

Ou seja, hoje temos fácil acesso a um número maior de opções e de informações sobre elas, o que nos deixa estagnados. A partir daí, algumas “siglas” surgiram para definir esses fenômenos comportamentais, como FOMO, JOMO (Joy of Missing Out) e FOBO, do qual já falamos acima e iremos nos aprofundar neste artigo. 

  • FOMO: “fear of missing out” – ansiedade causada pela impressão de que sempre há alguma coisa acontecendo em algum lugar e que você está de fora. Essa sensação geralmente é causada por postagens em redes sociais e pela internet em geral.
  • JOMO: “joy of missing out” – ao contrário do termo acima, prega a felicidade em não fazer parte de todos os acontecimentos e compartilhá-los nas redes sociais. 
  • FOBO: “fear of a better option” – dificuldade em tomar decisões, já que sempre parece existir uma opção melhor a ser escolhida.

O FOBO pode acontecer na sua vida profissional, quando, por exemplo, você gestor(a) precisa contratar um colaborador para o seu time, sendo necessário avaliar todos os candidatos para selecionar o melhor para o perfil da vaga. Antigamente teria 50 ou 60 currículos em mãos.

Hoje, com o Linkedin, facilmente recebe perto de 1.000 inscrições. A insegurança quanto à escolha certa pode ser tão agonizante, que te impedirá de fazer qualquer escolha.

Em sua cabeça, talvez exista alguém ainda mais qualificado para o emprego, que você não prestou atenção ou que nem mesmo se candidatou. 

Mas esse comportamento não se restringe apenas ao ambiente de trabalho. Uma ação cotidiana, como escolher uma refeição através de um aplicativo, pode levar mais tempo que o esperado e existe a possibilidade de você ficar insatisfeito, ao pensar que poderia ter escolhido outra opção mais apetitosa.

O FOBO, portanto, é fomentado pelo “se”: “se eu tivesse escolhido sushi em vez de pizza seria mais gostoso?”, “se eu tivesse escolhido o filme A em vez do filme B teria me divertido mais?” ou “contratei o fornecedor X, será que o Y teria sido mais eficiente?”. 

Essa espiral de decisões pode ter um efeito paralisante. Se você rever todas as suas escolhas nessa perspectiva de que há sempre algo melhor lá fora, vai acabar se arrependendo. E, pior: prejudicar as próximas decisões.

Na História não existe “se” – “se Hitler não tivesse criado campos de concentração…”, “se os europeus não tivessem assolado as civilizações ameríndias…”. Cada ação tem suas consequências e não pode ser desfeita.

O “se”, portanto, não deve fazer parte da sua história pessoal e profissional.

Sintomas do FOBO

Arrependimentos e paralisia para tomar decisões são indícios de que você está sofrendo de FOBO. Porém, há outros sintomas que indicam que você pode estar sendo afetado por esse fenômeno:

  • Recusar as opções à sua frente;
  • Se colocar em primeiro lugar, sem levar outras pessoas em consideração;
  • Ficar aguardando até que tenha tantas opções quanto possível antes de seguir em frente;
  • Viver no “talvez” e operando a vida na certeza de que “em algum momento eu vou voltar para isso”;
  • Desaparecer quando é hora de finalizar planos,
  • Cancelar no último minuto, por preferir uma outra opção melhor.

Se você se identificou com esses comportamentos, já deve ter observado que ele pode afetar a confiança que as pessoas têm na sua capacidade de fazer escolhas. E isso é ainda pior quando você possui uma posição de liderança e precisa pensar em estratégias, inspirar a equipe e ter uma boa visão do futuro.

Inovação: os problemas da estagnação X medo de inovar

Ter visão de futuro é uma qualidade de um bom gestor e incluir a inovação no seu radar é fundamental para se manter atualizado e acompanhando as mudanças que ocorrem à sua volta.

Um estudo da Mckinsey estima que até 2030, 375 milhões de trabalhadores globais e mais de 30% da força total de trabalho dos Estados Unidos precisarão mudar de trabalho ou melhorar suas habilidades de maneira significante, por conta das inovações e automações do mercado de trabalho.

Dessa forma, ser capaz de inovar será fundamental para o futuro do seu trabalho. A pergunta que não quer calar: como conseguir escolher o melhor caminho para inovar quando se tem FOBO na hora de tomar uma decisão?

Essa situação pode gerar dois cenários prejudiciais para a empresa: a estagnação – já que você não consegue escolher um caminho – ou o medo de inovar, que resulta em esforço zero para mudar os resultados.

Dicas para mudar

Insira em seu planejamento de longo prazo a meta de incluir inovação na sua gestão de processos. Para começar, você precisa revisar o seu fluxo, entender quais são os processos que o compõem, quais são os gargalos e, assim, rever o que pode ser automatizado. A partir daí, mapear seus problemas e entender melhor suas necessidades.

Agora que você já sabe qual é a sua dor, chegou a hora de buscar uma solução viável. Para evitar que você fique perdido em um mar de possibilidades (FOBO), consulte pessoas com expertise no assunto e determine um prazo para tomar essa decisão.

>> Leitura recomendada: Que tipo de inovação você quer (ou pode ter) em sua empresa?

O jeito de trabalhar mudou: entenda o novo mindset

Uma coisa é certa: para inovar no seu modo de trabalhar e de gerenciar uma equipe, você precisa entender o novo mindset, os caminhos possíveis e a solução que melhor se encaixa nas suas necessidades. Para se aprofundar no tema, assista ao webinar abaixo:

Como tomar as melhores decisões no trabalho

Nós preparamos 5 dicas que podem te ajudar nos momentos de tomada de decisão, para que você faça isso de forma mais assertiva, especialmente se você tem um cargo responsável por fazer muitas escolhas. Não podemos te garantir que você vai acertar sempre, porém podemos te ajudar a ficar mais confortável com suas decisões.

1. Desconstrua a ideia de que existe uma escolha perfeita

Sim, estamos querendo dizer exatamente o que você está lendo: não existe opção perfeita e aceitar isso é o primeiro passo para fazer uma boa escolha. Quando estabelecemos um padrão muito alto, ou criamos muita expectativa, as chances de se decepcionar são grandes.

Portanto, a partir do momento que você precisa tomar uma decisão que vai influenciar na gestão dos seus colaboradores, ou da sua empresa como um todo, escolha o que se encaixa melhor no contexto, entenda suas limitações e as variáveis que você não pode controlar.

2. Não escolher não é uma opção

Como falamos acima, o FOBO pode te paralisar a ponto de você abrir mão de fazer uma escolha por acreditar que não conseguirá encontrar a opção perfeita em um mar de opções. O ponto-chave é: um líder não pode fazer isso no trabalho. Se você não tomar suas próprias decisões, alguém o fará por você e o resultado pode ser uma grande dor de cabeça.

3. Determine uma data limite para a decisão final

Essa é a dica mais prática. Determine quanto tempo ( pode ser 2 horas, 3 dias, 2 semanas ou 1 mês) para que você faça uma escolha. O importante é que esse período seja compatível com suas demandas no trabalho e que você realmente respeite os prazos que acordados com si mesmo.

4. Considere os pontos de vista dos membros da sua equipe

Ninguém acha que tomar sozinho uma decisão importante é uma coisa fácil. Portanto, confie na sua equipe: exponha o cenário, os objetivos, as preocupações e deixe que o time participe do processo de tomada de decisão.

Muitas vezes, os que são capazes de se distanciar do problema e enxergar as coisas por outra perspectiva podem oferecer insights interessantes, clareando um pouco a sua mente e, até mesmo, reduzindo algumas opções.

>> Leitura recomendada: Projeto Aristóteles: o Google revelou o segredo do trabalho em equipe

5. Saiba lidar com as consequências das suas escolhas

No primeiro tópico, falamos que existem variáveis que não podem ser controladas. O que não significa que você não possa estar preparado para as possíveis consequências de suas escolhas. Use a sua experiência em gestão a seu favor nesses momentos, e esteja preparado para fazer ajustes ou, até mesmo, um possível gerenciamento de crise.

>> Leitura recomendada: 7 CEOs traçam estratégias de crescimento para gestão de empresas

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O FOBO é um fenômeno que pode afetar severamente a sua capacidade de tomar decisões no trabalho. Porém, existem algumas atitudes que você pode tomar para evitar que isso aconteça e que ainda contribuem para te incluir em um cenário de inovação. Adotar o Runrun.

it em suas rotinas é uma delas. Em uma mesma plataforma, você vai conseguir ter uma visão completa de tudo que acontece na empresa, das métricas e relatórios gerenciais que são fundamentais para que você faça escolhas conscientes e baseadas em dados.

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Fomo (Fear Of Missing Out): entenda o que é essa síndrome e veja como ela afeta seus investimentos

FOMO (fear of missing out): o que é, sintomas, causas e como evitar

Entre os problemas que afetam o sucesso das pessoas, o FoMO (Fear Of Missing Out) vem ganhando cada vez mais visibilidade, inclusive no mercado financeiro.

Também chamada de ansiedade social, a síndrome é responsável pela falta de foco e pela procrastinação. Esses problemas levam ao mau desempenho e atrasam o caminho das pessoas rumo aos seus objetivos.

A partir de agora, você vai entender o que é FoMO, quais são seus principais sintomas e como combatê-lo no seu dia a dia.

Você também vai entender como essa síndrome impede que você faça os melhores investimentos. Inclusive, esse foi um dos temas que abordamos no canal da Magnetis no . Você confere o vídeo a seguir:

O que é FoMO?

FoMO é uma sigla em inglês que significa Fear of Missing Out. Em português, significa medo de perder algo.

Esse termo foi criado em 2004 por Patrick J. McGinnis, investidor do mercado de venture capital, durante seus estudos na Harvard Business School. Hoje, ele apresenta o podcast FOMO Sapiens, que trata de temas relacionados no contexto do empreendedorismo.

A expressão reflete a ansiedade das pessoas que ficam sempre online, conectadas às redes sociais, por medo de estarem perdendo alguma informação ou acontecimento. Mas o FoMo pode ser aplicado a outras coisas.

Por exemplo: imagine um fim de semana em que há várias festas na sua agenda e você precisa escolher uma delas. O FoMO pode bater na hora de tomar essa decisão. Daí, duas coisas podem acontecer:

  • você pode sofrer com a paralisia por análise: quando há muitas opções, algumas pessoas simplesmente não conseguem escolher, pois analisam demais os prós e os contras;
  • você pode tentar ir a todas as festas, mas vai acabar se desgatando bem mais por causa da falta de foco. Além disso, aumentam as chances de aborrecimento: você pode ter algum imprevisto no meio do caminho, por exemplo.

Esses dois comportamentos são originados pelo FoMO. Com medo de perder os acontecimentos, as pessoas não exercem o que diz um velho ditado: cada escolha, uma renúncia.

Esse problema afeta não só a vida pessoal, mas também projetos no seu trabalho. Ele está presente, por exemplo, quando você não consegue concluir as tarefas do dia a dia por causa de distrações.

O FoMO tem várias formas de comprometer o comportamento de uma pessoa. Mas é mais frequentemente relacionado à internet e às redes sociais por causa de um dispositivo que facilita a falta de concentração: o celular.

Qual é a relação entre o FoMO e a dependência do celular?

Quantas vezes você costuma checar o smartphone por dia? Quando você faz isso, consegue cumprir o seu objetivo rapidamente? Ou você se dispersa com tantas notificações e mensagens para responder?

Pois saiba que o segundo caso já chegou a níveis tão preocupantes, que redes sociais como o Instagram já exibem o controle de minutos que as pessoas gastam por dia no aplicativo. Recentemente, também deixou de exibir o número de curtidas das fotos postadas.

Veja a seguir alguns exemplos de comportamentos causados pelo FoMO. Perceba como eles atrapalham a sua vida e a sua produtividade no trabalho:

  • checar o smartphone o tempo todo;
  • interromper o trabalho para ver notificações e mensagens no celular;
  • checar as redes sociais de forma compulsiva, mesmo na companhia de outras pessoas;
  • sentir angústia ou tristeza ao ver pessoas passeando ou viajando;
  • aceitar convites de forma indiscriminada;
  • comprar compulsivamente por medo de ficar fora de moda;
  • iniciar ou terminar um relacionamento por acreditar que pessoas nessa situação estão melhores do que você.

É claro, é normal ter um ou outro comportamento da lista acima em alguns momentos. Porém, se eles estiverem acontecendo de forma recorrente, vale a pena procurar ajuda médica.

O que FoMO tem a ver com seus investimentos?

Em Economia, existe um conceito chamado trade-off. Em poucas palavras, ele significa custo de oportunidade.

A essência desse conceito é que simplesmente não dá para conciliar todas as coisas. Logo, o que você precisa é mediro custo de dizer não para algumas das suas escolhas.

Pense na seguinte situação: você está pesquisando sobre os melhores investimentos e já viu vídeos, conversou com pessoas, decidiu abrir conta em uma corretora, mas parou justamente na etapa de aplicar o dinheiro.

Nessa hora é que o FoMO pode ser uma armadilha. O medo de não investir na aplicação que oferece o melhor rendimento pode paralisar você.

Assim, você cai na inércia: diante de tantos tipos de investimento que existem no mercado, seu dinheiro continua parado na conta corrente ou naquele CDB de banco grande. Logo, você está deixando dinheiro na mesa enquanto poderia ter um rendimento melhor.

Digamos que você, por exemplo, já tenha decidido investir sua reserva de emergência no Tesouro Direto e aplicar o restante em uma Carteira Magnetis.

Depois que você tomou a sua decisão, chega aquele colega, amigo ou familiar e diz: “na verdade, investimento bom é X, Y e Z”.

Daí, o FoMO pode levar você a tomar uma decisão completamente diferente da que seria boa para seus investimentos. Ou o contrário: devido à paralisia, você simplesmente não toma nenhuma atitude.

É normal ter FoMO, mas se lembre: o que é bom para outras pessoas sem sempre é bom para você.

Concentre-se na sua jornada como investidor ou investidora. Assim, você terá resultados muito mais efetivos.

Outro perigo do FoMO é levar a pessoa a cair em golpes ou furadas. Isso acontece principalmente quando há promessas de ganho fácil (aqueles 2% ao mês da propaganda, sabe?).

Como combater o FoMO nos seus investimentos?

Como eu falei no início deste post, cada escolha é uma renúncia. E não é diferente quando se trata de investimentos.

Um investimento sem risco nenhum e que tenha um rendimento exorbitante não existe. Desconfie, busque no site da CVM para saber se a instituição é confiável e procure alternativas mais adequadas para o seu perfil e seus objetivos.

Resumindo, é normal ter o FoMO, mas não deixe esse medo paralisar você ou levar a escolhas ruins.

O importante é você respeitar seu perfil e objetivo, principalmente na hora de investir o seu dinheiro. Por isso, confie em você!

Agora que você entende melhor o que é o FoMO, o chamado Fear Of Missing Out, que tal entender como combatê-lo com ajuda profissional? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre Consultoria de Investimentos e conheça um serviço que pode te ajudar de forma simples e prática!

Источник: https://blog.magnetis.com.br/fomo-fear-of-missing-out/

‘Você não tá vivendo a sua vida’: Como o FoMO se tornou uma tradução da nossa geração

FOMO (fear of missing out): o que é, sintomas, causas e como evitar

Depois de vazar um protótipo do Instagram em que as curtidas eram escondidas dos usuários, a rede social começou a testar o novo layout no Canadá. A novidade, segundo a empresa, foi pensada para “que seus seguidores se concentrem nas fotos e nos vídeos que você compartilha, e não em quantos s eles têm”.

É um passo, ainda que tímido, rumo à sanidade mental dos usuários da rede.

De acordo com uma pesquisa recente divulgada pela Royal Society for Public Health, o Instagram é ferramenta que mais contribui negativamente para a saúde mental de adolescentes e jovens adultos.

Realizado no Reino Unido, o estudo ouviu cerca de 1.500 pessoas entre 14 e 24 anos. Em contrapartida, o foi visto como a rede mais positiva para os usuários.

Outra pesquisa aponta que o número de redes sociais que um jovem adulto usa é proporcional à sua propensão a desenvolver depressão e ansiedade. Após analisar dados fornecidos por mais de 1.

700 pessoas entre 19 e 32 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que acessavam 7 ou mais plataformas tinham um risco três vezes maior de apresentar sintomas de depressão e ansiedade quando comparados com aquelas pessoas que usavam até 2 redes.

Foto: Priscilla Du Preez

Uma das causas para isso, segundo os autores, pode ser a dificuldade de navegar entre diferentes normas e redes de amigos em cada ambiente virtual, embora assumam que possa existir uma tendência de que pessoas com a saúde mental frágil sejam mais atraídas a usar múltiplas plataformas de social media.

“Pode ser que alguém comece a ficar infeliz com a vida, então começa a diversificar e usar outras plataformas e conhecer outras pessoas.

Mas a multitarefa se torna difícil, e fica mais complicado formar relacionamentos e entender as regras [de cada rede], e isso leva a mais depressão”, destaca Brian A.

Primack, diretor do Centro para Pesquisas em Mídia, Tecnologia e Saúde da Universidade de Pittsburgh e um dos autores do estudo.

Entretanto, a tecnologia não é apenas vilã: ela foi usada como ferramenta para conversarmos com diversas pessoas que vivem em menor ou maior intensidade os efeitos do FoMO (“Fear of Missing Out”, na sigla em inglês), uma sensação de que, ao se desconectar, você está perdendo algo. Todas as entrevistadas destacam os muitos benefícios da conexão, mas demonstram dificuldades de lidar com a pressão que ela exerce em nossas vidas.

Foto: Courtney Clayton

‘Você não tá vivendo a sua vida’

Para a taróloga Michele DS Branco, de 32 anos, as redes sociais são uma ferramenta de trabalho, mas também agravam a sensação de ansiedade. Embora não considere que sua relação com a tecnologia seja extrema, ela sente que o seu uso causa “uma necessidade de estar sempre esperando por uma resposta, por alguma novidade, por alguma coisa que na verdade não vai acontecer”.

Michele comenta que o uso constante de redes como o Whatsaap gera uma sensação de imediatismo, como se todas as mensagens recebidas precisassem ser respondidas na hora.

“Acontecem muitos atritos, porque de repente você não responde uma pessoa porque você não pode, e ela acha que é porque você não quer falar mais, que é porque você não quer mais amizade“, explica.

O mesmo ocorre quando envia uma mensagem para alguém e fica esperando a resposta. “Eu poderia muito bem mandar mensagem para a pessoa e ir fazer minhas coisas“, diz. 

Aos finais de semana, quando costuma visitar seus familiares, ela opta por deixar o celular em casa como uma forma de evitar que o aparelho atrapalhe a convivência. Isso permite que curta o momento com outras pessoas, mas não evita que a ansiedade apareça – e, junto com ela, a vontade de ir logo para casa se conectar.

Graças a isso, já pensou diversas vezes em excluir todas as redes sociais – principalmente o Whatsapp, ferramenta usada para possibilitar nossa conversa, visto que a taróloga vive em Embu das Artes, no interior de São Paulo. Ela reconhece, porém, que teria dificuldade em cortar estes acessos e precisaria fazer isso aos poucos. 

Você não quer postar sua vida, você não quer expor sua vida, mas você quer ficar olhando no Instagram a vida das pessoas; o que as pessoas estão fazendo, o que as pessoas estão comendo, então que graça tem? Você tá vendo, você tá se comparando e não tá vivendo a sua vida. 

O projeto de excluir as redes não foi adiante, mas ela deixou de expor sua vida online e hoje costuma utilizar a tecnologia somente para trabalhar, visto que realiza os atendimentos online, via mensagens.

Foto: Charisse Kenion

24 horas desconectada

“Acho que foi em 2011 que coloquei dentro das metas do ano ficar um dia no mês sem internet. No primeiro ano, ok. No segundo, também. Mas depois que passei a ter telefone com wi-fi, nunca mais consegui cumprir“, conta a jornalista e estudante de museologia Suzana Pohia, de Porto Alegre. Isso foi em 2013.

Desde então, há meses em que consegue, noutros falha em seguir o objetivo de se desconectar. Suzana arrisca dizer que em 2019 não tenha passado nenhum dia completamente offline, embora em alguns dias o uso da internet não chegue a 30 minutos. Pelas dúvidas, ela já riscou o item de ficar 24 horas por mês sem internet de suas metas anuais, mas cogita inclui-lo novamente no próximo ano.

“Às vezes saio sem telefone para desopilar e provar que consigo ainda ficar tempos sem comunicação. Rola dias em que é maravilhoso, mas outros sinto uma falta..“, conta. O que faz falta varia: pode ser a lembrança repentina de um amigo e pensar que poderia chamar a pessoa ou simplesmente a sensação de ter algo para passar o tempo.

Sinto às vezes uma ansiedade pela internet, acordar e já saber as mazelas do mundo. Então, nos dias que estou mais tranquila, tento levantar, ir pra sala, tomar café e ler, deixar o celular no quarto. O ruim também é que muita coisa tá concentrada no pc/celular: ver as horas, escutar música, saber a programação de cinema, falar com alguma amiga, ver filme em casa…

Apesar de relutar muito em aderir ao Whatsapp, foi tragada pelo aplicativo em 2015 e já se sente dependente da tecnologia.

 Recentemente, o app parou de funcionar em seu celular e Suzana foi tomada por uma sensação de pânico, que logo passou.

Mesmo assim, a ideia de que pode estar perdendo uma mensagem importante permanece – o problema com o aplicativo ainda não havia sido resolvido quando conversamos.

Suzana Pohia. Foto: Arquivo pessoal

Ruim com elas, pior sem elas

A consultora de estilo Ju Miranda, de 38 anos, vê as redes sociais como uma ferramenta profissional. Entretanto, o fato de estar sempre conectada por vezes se transforma em um problema.

Como trabalha em casa na maior parte do tempo, ela se sente mais suscetível a distrações. “Eu pego o computador para escrever um texto, eu fico horas nas redes sociais.

Horas só rolando o feed“, comenta. Muitas vezes, o gatilho é uma notícia, como o caso do modelo que morreu durante a São Paulo Fashion Week.

Quando isso acontece, Ju não para até ter lido tudo que saiu na mídia sobre o assunto.

E aí eu volto para o feed, fico no feed eterno. Só rolando a tela, quando tem alguma coisa interessante eu abro o link ou respondo alguma coisa de algum amigo. Às vezes assim eu mudo: tô vendo o , vejo alguma coisa que é legal – sei lá, uma marca de roupa que é legal – e vou procurar no Instagram; e eu fico no feed do Instagram também só dando curtir e rolando a tela.

Depois de passar algum tempo nas redes, é comum se sentir cansada mental e emocionalmente. “Tem épocas que eu fico exausta de ver, mas é como uma compulsão mesmo“, define. Quando se sente assim, troca as redes sociais pela televisão ou então decide passar algum tempo em jogos de quebra-cabeça no celular.

Uma das estratégias já adotadas pela consultora de estilo foi a de deixar o smartphone na sala ao dormir. “Como eu não tenho horário para trabalhar, ficava até tipo quatro horas da manhã rolando a tela. Eu deixava na sala e me dava muita ansiedade de ficar rolando na cama sem o celular do lado“, lembra.

Por algum tempo, chegou a combinar com o marido para ele esconder o aparelho e, assim, conseguir ser mais produtiva, mas se sentia agoniada com a sensação de que alguém poderia estar entrando em contato com ela.

“Tanto ficar sem as redes sociais me deixa ansiosa, como ficar nas redes sociais também me deixa“, comenta.

Apesar disso, ela destaca os pontos positivos da internet. Um deles é que, por trabalhar em home office e sair pouco de casa, o contato online é uma forma de manter sua vida social em dia. Outra questão importante lembrada pela consultora de estilo é o fato de que a tecnologia permite aprender muitas coisas e já a auxiliou a obter ajuda ao encarar novos desafios profissionais.

Férias do Instagram

A publicitária Isabela Crepaldi, de 33 anos, encontrou uma maneira criativa de se ver livre do Instagram: pediu para as amigas mudarem a senha de sua conta na rede e apagou o aplicativo do celular.

Depois de uma semana sem acesso ao próprio perfil, ela passa bem, mas brinca que “respira com a ajuda de aparelhos“. Ao burlar seu impulso de entrar na rede, a paulistana percebeu que este era um hábito quase automático.

O objetivo agora é completar 30 dias sem acessar o app de fotos.

Isabela Crepaldi. Foto: Arquivo Pessoal

Com a mudança, uma reflexão: será que as fotos que ela tirava antes eram só para postar ou para guardar a recordação?

Descobri que tinha muito mais relação com ‘exibir’ o meu momento pros outros (e ver quem interagiu, se interagiu, como interagiu) do que guardar aquele momento pra mim.

Uma vez uma amiga me disse que o Instagram dela era como se fosse um álbum de fotos que ela gostaria de ver depois de alguns anos. Lembranças de momentos, situações, celebrações que fizeram parte da história dela. Sendo as fotos legais/bonitas ou não.

E me dei conta de que raramente tinha pensado assim quando postava alguma foto no meu Instagram.

Outro impacto foi o fato de passar muito tempo analisando a vida dos outros. “A vida ficava mais em torno do que outras pessoas estavam fazendo do que na minha.

Muitas vezes, horas depois eu ainda estava lá, no perfil de uma 10ª pessoa totalmente randômica, que eu nunca tinha visto na vida, fazendo conclusões sobre dinâmicas e relacionamentos entre pessoas.

Percebi que isso não fazia o menor sentido. E quis fazer um detox“, conta.

Desde então, ela confessa ter acessado mais o , que andava quase esquecido, mas a dinâmica é diferente. Além de não postar nada na rede, ela acessa sua conta, vê algumas coisas interessantes e logo sai.

“Juro que não é facil, mas me sinto liberta e orgulhosa de não ser mais a primeira coisa que eu faço antes de levantar da cama e a última antes de dormir“, conta, sem esquecer de acrescentar, com uma dose de humor, que está bem, mas “tremendo de abstinência“.

Embora uma brincadeira, a palavra abstinência pode estar mais associada à FoMO do que se imagina…

Você tem FoMO de quê?

Em entrevista à Gaúcha ZH, o doutor em psiquiatria e coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica da Universidade de São Paulo (USP) Cristiano Nabuco cita um estudo que compara ressonâncias magnéticas realizadas em pessoas dependentes de álcool e drogas e em usuários pesados de computador. A pesquisa teria constatado o mesmo tipo de desgaste nos dois tipos de pacientes.

A mestre em psicologia clínica Sylvia van Enck explica que o FoMO, conforme a expressão em inglês ao qual se refere (“Fear of Missing Out“) se caracteriza como “o receio de que outras pessoas tenham boas experiências que você não tem“. Essa sensação faz com que as pessoas queiram estar constantemente conectadas para saber de tudo que se passa com os outros e compartilhar novidades com os demais.

A psicóloga, que atua no Programa Ambulatorial para Dependências Tecnológicas, da USP, destaca:

A presença deste sentimento tem contribuído com o aumento do risco de episódios de ansiedade – e, conseqüentemente, de depressão –, até levar à sensação de exclusão social, maior susceptibilidade à pressão de grupo e, finalmente, um elevado risco de desenvolver o vício em tecnologias

Apesar da tendência de pessoas com FoMO desenvolverem transtornos mais graves relacionados à tecnologia, ela relata que a maior parte das pessoas que procuram o serviço são jovens, dependentes de games. Nesses casos, o tratamento envolve uma triagem psicológica e médica e uma avaliação neuropsicológica.

A partir daí, os pacientes passam pelo atendimento ambulatorial mais adequado a cada caso e, posteriormente, são encaminhados a um tratamento em grupo, assim como suas famílias, que são atendidas em um grupo separado. O processo tem duração de 18 semanas.

Finalizado esse período, são realizados grupos de manutenção mensal.

Foto: Robin Worrall

Sintomas

Sylvia destaca que os sintomas de FoMo mais observados pelo próprio usuário e por pessoas próximas a ele são os seguintes:

  • necessidade de sempre conferir e atualizar as postagens nas redes sociais;
  • tendência à distração quando estão em contato com a tecnologia, seja em rodas de amigos, reuniões, aulas, trabalho;
  • distração ao dirigir um veículo ou andar pelas ruas;
  • ansiedade extrema quando por algum motivo não conseguem acessar as rede sociais.

Como forma de prevenção para as futuras gerações, a psicóloga sugere que os pais sirvam de referência para os filhos, dando o exemplo.

“Devem priorizar a presença junto a eles, mostrando interesse pelo que eles têm a contar, ouvi-los genuinamente, desenvolver atividades em conjunto, estabelecer limites claros quanto ao uso da aparelhagem, limitando seu próprio tempo de trabalho no computador ou celular, quando em casa“, comenta.

Talvez você não precise seguir o conselho do fundador do Whatsapp e deletar o , mas, se você se identificou com os relatos acima, pode estar na hora de repensar sua presença digital. Bora ler mais sobre o assunto?

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Источник: https://www.hypeness.com.br/2019/05/voce-nao-ta-vivendo-a-sua-vida-como-o-fomo-se-tornou-uma-traducao-da-nossa-geracao/

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