FOTOS DE PSORÍASE (todos os tipos)

Contents
  1. Psoríase
  2. Causas da psoríase
  3. Sinais e sintomas da psoríase
  4. 1. Psoríase em placas
  5. 2. Psoríase gutata
  6. 3. Psoríase palmo-plantar
  7. 4. Psoríase pustulosa
  8. 5. Psoríase inversa
  9. 6. Psoríase eritrodérmica
  10. 7. Psoríase ungueal
  11. 8. Psoríase artropática ou artrite psoriática
  12. Diagnóstico da psoríase
  13. A psoríase é contagiosa?
  14. Complicações da psoríase
  15. A psoríase tem cura?
  16. Medidas preventivas na psoríase
  17. Tratamento da psoríase
  18. Psoríase: o que é, sintomas, causas, diagnóstico e tratamentos
  19. Tipos de psoríase
  20. Psoríase em placas ou vulgar:
  21. Psoríase ungueal:
  22. Psoríase palmoplantar:
  23. Psoríase invertida:
  24. Psoríase artropática ou artrite psoriásica:
  25. Psoríase pustulosa:
  26. Psoríase gutata:
  27. Psoríase eritrodérmica:
  28. Psoríase tem cura? Conheça o tratamento
  29. Saiba como lidar com o prognóstico e as possíveis complicações
  30. Psoríase e coronavírus
  31. Há prevenção?
  32. Psoríase: o que é, fotos, causas, sintomas e tratamentos
  33. O que é psoríase?
  34. Tipos de psoríase
  35. Psoríase ungueal 
  36. Psoríase vulgar
  37. Psoríase gutata 
  38. Psoríase invertida 
  39. Psoríase pustulosa
  40. Psoríase eritrodérmica
  41. Psoríase palmo-plantar
  42. Psoríase artropática ou artrite psoriásica
  43. Causas
  44. Fatores de risco
  45. Histórico familiar
  46. Infecções
  47. Estresse
  48. Excesso de peso
  49. Tabagismo
  50. Principais sintomas de psoríase
  51. Diagnóstico
  52. Tem cura?
  53. Tratamentos para psoríase
  54. Exposição ao sol
  55. Remédios
  56. Fototerapia
  57. Complicações
  58. Cuide da saúde
  59. Alimente-se bem
  60. Cuidado ao se vestir
  61. Banhos diários
  62. Hidrate
  63. Tome sol
  64. Evite álcool
  65. Atenção a medicamentos
  66. Cuidado com depilação e piercings
  67. Prevenção
  68. Famosos com psoríase
  69. Sintomas de psoríase
  70. Causas da psoríase
  71. Tratamento da psoríase
  72. Recomendações para lidar com a psoríase
  73. Perguntas frequentes sobre psoríase

Psoríase

FOTOS DE PSORÍASE (todos os tipos)

A psoríase é uma doença crónica de natureza inflamatória bastante frequente em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta 2 a 3% da população mundial.

É tão comum nos homens como nas mulheres. Pode surgir em qualquer idade, mas geralmente tem início entre os 30 e os 70 anos, sendo mais frequente nos adultos.

Ainda assim, crianças e bebés podem também ser afetados (psoríase infantil). 

A psoríase não é apenas considerada uma doença da pele, mas uma patologia multissistémica. Para além da pele, pode também atingir as unhas e as articulações, e está associada a um risco aumentado de múltiplas comorbilidades, particularmente doença cardiovascular, diabetes e depressão.

Existem vários subtipos clínicos de psoríase.

Na forma mais comum (psoríase crónica em placas), os doentes apresentam placas eritematosas (avermelhadas) na pele, bem demarcadas, com uma escama prateada por cima (ver imagem superior).

As áreas mais afetadas são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo e a região lombar. Veja abaixo mais informação sobre os sinais e sintomas da psoríase e fotos das várias apresentações clínicas.

Causas da psoríase

Embora a causa da psoríase seja ainda pouco compreendida, esta parece ser uma patologia multifactorial, com influência de vários fatores genéticos, ambientais e auto-imunes. Pensa-se que surja no contexto de uma predisposição genética associada a um estímulo externo.

Existem fatores desencadeantes que podem levar ao início da doença ou agravamento dos sintomas, tais como:

  • Tabagismo (ser fumador);
  • Obesidade (excesso de peso);
  • Alcoolismo;
  • Stress físico ou emocional;
  • Infeções bacterianas (bactérias) ou víricas (vírus);
  • Alguns fármacos (medicamentos);
  • Gravidez;
  • Traumatismos.

Embora não seja uma doença hereditária, a genética desempenha um papel considerável na fisiopatologia da psoríase, sendo esta patologia mais comum em familiares de doentes afetados do que na população geral.

Sinais e sintomas da psoríase

A apresentação clínica (sinais e sintomas) da psoríase pode ser variada. Existem vários subtipos clínicos, nomeadamente:

1. Psoríase em placas

A psoríase em placas é caracterizada por lesões vermelhas e descamativas, de distribuição simétrica e bordos bem definidos, frequentemente localizadas nos joelhos, cotovelos, região lombar e couro cabeludo (embora se possam manifestar em qualquer outra parte do corpo).

É a forma mais vulgar de psoríase e frequentemente acompanha-se de prurido (comichão).

2. Psoríase gutata

A psoríase gutata é caracterizada por pequenas lesões vermelhas e descamativas em forma de gota, dispersas pelo corpo.

Podem ter um surgimento abrupto e estar associadas a um quadro de faringite ou amigdalite pela bactéria streptococcus.

Esta forma é mais comum em crianças ou adolescentes sem história prévia de psoríase, mas também pode surgir em adultos.

3. Psoríase palmo-plantar

A psoríase palmo-plantar é caracterizada por lesões vermelhas, descamativas e hiperqueratóticas (espessas) nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Podem surgir fissuras (rachas) dolorosas.

4. Psoríase pustulosa

A psoríase pustulosa é uma forma menos frequente da doença e pode ser grave.

Surgem lesões vermelhas com pus, que podem ser localizadas ou generalizadas. Podem surgir sintomas sistémicos, tais como febre, mal estar ou diarreia. Por vezes, surge durante a gravidez.

5. Psoríase inversa

A psoríase inversa é caracterizada pelo aparecimento de lesões nas pregas (axilas, virilhas ou áreas infra-mamárias, por exemplo).

Geralmente são lesões vermelhas brilhantes, com pouca ou nenhuma escama, podendo ser confundidas com infeções fúngicas ou bacterianas. Pode também ocorrer atingimento genital, nomeadamente da região peniana (do pénis).

6. Psoríase eritrodérmica

A psoríase eritrodérmica é uma forma pouco comum na qual surgem lesões de psoríase na maioria da área de superfície corporal.

Pode-se acompanhar por sintomas sistémicos, como febre, mal estar, arrepios ou dor nas articulações. Podem também surgir complicações graves, como dificuldade respiratória, infeções ou distúrbios cardiovasculares.

A psoríase eritrodérmica pode ser aguda ou crónica. Na maioria dos casos surge por exacerbação de uma psoríase pré-existente, mas também pode ser a primeira manifestação desta doença.

7. Psoríase ungueal

Na psoríase ungueal as lesões nas unhas podem surgir isoladamente ou em conjunto com lesões no corpo. Podem estar afetadas as unhas dos dedos das mãos e dos pés.

A unha cresce de forma irregular, podendo surgir por exemplo depressões punctiformes, descolamento da unha, ou manchas brancas ou amareladas.

O atingimento das unhas está associado ao atingimento das articulações (psoríase artropática).

8. Psoríase artropática ou artrite psoriática

A psoríase artropática ou artrite psoriática ocorre em 30% dos doentes com psoríase e caracteriza-se por dor e deformidade nas articulações das mãos, pés, membros ou coluna.

Geralmente surge depois do aparecimento de lesões na pele, mas o contrário também pode acontecer.

Saiba, de seguida, como diagnosticar a psoríase.

Diagnóstico da psoríase

O diagnóstico da psoríase é essencialmente clínico (feito em consulta através da observação do paciente). Existem várias doenças com sinais e sintomas semelhantes aos da psoríase (como a parapsoríase, por exemplo), pelo que é importante ser observado por um dermatologista.

As características das lesões, a sua localização e evolução são informações importantes a ter em conta. Em alguns casos pode ser necessária a confirmação com biópsia de pele.

A psoríase é contagiosa?

A psoríase não é uma doença contagiosa ou transmissível de pessoa para pessoa. Ou seja, a psoríase não se transmite ou se “pega” por contato direto entre seres humanos.

Complicações da psoríase

As manifestações de psoríase podem ser leves, moderadas ou graves, dependendo do subtipo clínico e da extensão de pele afetada. Felizmente, as formas leves são as mais frequentes (80% dos casos), contudo podem causar um impacto muito negativo na qualidade de vida e auto-estima dos doentes.

Algumas formas mais graves de psoríase podem estar associadas a complicações. Por exemplo, doentes com psoríase pustulosa ou com psoríase eritrodérmica têm maior risco de sepsis e complicações renais (nos rins), hepáticas (no fígado) ou respiratórias.

A psoríase tem cura?

A psoríase é uma doença crónica e não tem cura definitiva. No entanto, existem múltiplos tratamentos que permitem controlar a doença e devolver qualidade de vida ao doente. O tratamento deve ser individualizado a cada doente e prescrito sempre pelo médico dermatologista (especialista em dermatologia).

Medidas preventivas na psoríase

Medidas preventivas apropriadas incluem evitar os desencadeantes mencionados acima, tais como: tabagismo, obesidade, alcoolismo, stress, alguns fármacos (medicamentos ou remédios), infeções ou traumatismos.

É importante manter a pele hidratada, utilizando produtos adequados.

Em regra, a exposição à luz solar melhora as lesões de psoríase, mas é necessário utilizar medidas de fotoproteção adequadas.

Saiba, de seguida, como tratar a psoríase.

Tratamento da psoríase

O tratamento deve ser individualizado e adaptado a cada pessoa, dependendo da gravidade da doença, comorbilidades e resposta clínica. Felizmente existem muitas abordagens terapêuticas eficazes, sendo que é importante serem prescritas e monitorizadas por um dermatologista. Os tratamentos podem ser por via tópica (cremes, pomadas, etc.), oral (comprimidos) ou injeções.

Atualmente, os tratamentos mais comuns são:

  • Corticóides;
  • Análogos da vitamina D;
  • Ácido salicílico;
  • Tazaroteno;
  • Tacrólimus e Pimecrólimus;
  • Radiação ultravioleta (fototerapia);
  • Medicamentos orais, incluindo imunossupressores como ciclosporina ou metotrexato;
  • Novos tratamentos biológicos.

Não existe qualquer tipo de tratamento caseiro ou remédio natural com eficácia comprovada no tratamento da psoríase. O doente nunca se deve auto-medicar, sob pena de poder agravar o seu estado de saúde. Em caso de dúvidas ou agravamento dos sintomas deve procurar o seu médico dermatologista (especialista em doenças da pele).

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/dermatologia/psoriase/

Psoríase: o que é, sintomas, causas, diagnóstico e tratamentos

FOTOS DE PSORÍASE (todos os tipos)

A psoríase é uma doença autoimune, inflamatória e não contagiosa da pele.

O próprio sistema de defesa do corpo começa a atacar as células dermatológicas por algum motivo, causando lesões. Ela acomete todas as faixas etárias e os dois sexos, mas é mais comum em adultos jovens.

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apontam que afeta 2 milhões de pessoas no nosso país.

De acordo com o dermatologista Ricardo Romiti, coordenador da Campanha Nacional de Psoríase da SBD, ainda não se conhece exatamente qual a sua causa. Sabe-se apenas que ela está relacionada a fatores genéticos e imunológicos de cada indivíduo.

“Além disso, alguns gatilhos desencadeiam ou agravam crises: estresse, infecções, banhos longos e muito quentes, uso de certas medicações e o tempo frio”, enumera Romiti.

Tipos de psoríase

Os sintomas de psoríase variam conforme o tipo da doença (e sua intensidade). Veja os principais:

Psoríase em placas ou vulgar:

Representa 90% dos casos. Acomete preferencialmente couro cabeludo, cotovelos, joelhos e dorso, e se manifesta através de lesões avermelhadas e elevadas, cobertas por escamas esbranquiçadas.

“Elas se desprendem com facilidade da pele, espalhando-se pelas roupas e objetos de contato diário, como pentes”, relata Romiti. As rachaduras vêm acompanhadas de dor e coceira.

Psoríase ungueal:

As lesões aparecem nas unhas das mãos e pés, levando-as a crescerem de forma desigual. As unhas chegam a ficar deformadas e mudam de cor.

Psoríase palmoplantar:

A palma das mãos e a sola dos pés são atingidos pelas placas.

Psoríase invertida:

As manchas vermelhas afetam áreas do corpo que suam mais (axilas, embaixo dos seios, virilha e dobra dos joelhos e cotovelos).

Psoríase artropática ou artrite psoriásica:

Às vezes, a inflamação se espalha por outras partes do corpo além da pele, chegando às articulações. Os sintomas são os mesmos da artrite comum (dor, inchaço e rigidez nas juntas). Esse quadro tende a demorar mais para aparecer.

Psoríase pustulosa:

São as mesmas lesões da versão vulgar, porém acompanhadas de bolhas com pus. Surgem no corpo todo ou só de forma localizada.

Psoríase gutata:

É caracterizada por manchas menores e mais finas que a vulgar, em formato de gota. São comuns em crianças e adultos jovens, aparecendo no tronco, nos membros e no couro cabeludo.

Psoríase eritrodérmica:

O corpo inteiro é acometido por manchas vermelhas que coçam e ardem intensamente. Por sorte, esse é o tipo mais raro.

Psoríase tem cura? Conheça o tratamento

“Ainda não há cura, mas hoje é possível tratar de maneira muito satisfatória”, comemora Romiti. Segundo ele, o arsenal terapêutico disponível consegue controlar completamente ou quase completamente os sinais e sintomas da psoríase.

O tratamento escolhido depende do tipo da doença, de sua extensão e da gravidade. Há quem só manifeste uma ou outra mancha de vez em quando, enquanto outros pacientes ficam com boa parte do corpo recoberta pelas lesões.

“Usamos desde medicações tópicas, com pomadas e cremes de efeito anti-inflamatório, até terapias sistêmicas”, ensina o profissional da SBD. O que são terapias sistêmicas? Em resumo, remédios para psoríase são orais, fototerapia e medicamentos injetáveis — os biológicos ou imunobiológicos.

De uma forma ou de outra, eles tentam conter os ataques do sistema imune à pele e a outras estruturas afetadas.

Romiti conta que os fármacos injetáveis, mais modernos, representam medidas extremamente eficazes e seguras no manejo. Quatro deles inclusive já foram incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) para casos graves: o adalimumabe, o secuquinumabe, o ustequinumabe e o etanercepte.

Saiba como lidar com o prognóstico e as possíveis complicações

Infelizmente, a psoríase é carregada de estigmas e preconceito. Como já dissemos, a doença não é contagiosa, mas há quem tenha medo de se aproximar dos pacientes sem qualquer justificativa.

“Por causa das lesões aparentes, as pessoas sofrem discriminação e tendem a se isolar”, lamenta o Romiti. É comum que elas desenvolvam depressão e ansiedade. “Muitas precisam de um acompanhamento multidisciplinar para lidar da forma mais adequada com a doença”, aponta o médico. Psicólogos e psiquiatras muitas vezes são peça-chave nessa estratégia.

“Mas reforço que, atualmente, a psoríase é perfeitamente tratável. Isso devolve o bem-estar e a qualidade de vida”, completa Romiti.

Por outro lado, se não tratada corretamente, as lesões, dores e coceira pioram. “Casos graves podem demandar internação hospitalar pelo alto risco de complicações, como infecção e choque”, alerta o dermatologista. Por isso é tão importante buscar ajuda médica e não interromper a terapia.

Além disso, como dissemos no tópico sobre a artrite psoriásica, a inflamação é capaz de se espalhar pelo corpo, principalmente sem um tratamento adequado. Embora as articulações pareçam ser um alvo principal, a psoríase é capaz de afetar o sistema cardiovascular, o que aumenta risco de infarto e AVC.

Tratar, portanto, não protege apenas a pele.

Psoríase e coronavírus

Muitos dos tratamentos para psoríase buscam diminuir a atuação do sistema imune. E havia um receio de que isso favorecesse casos graves de Covid-19. No entanto, novos estudos sugerem que os remédios são seguros, embora seja sempre bom avaliar cada situação.

Abandonar a estratégia terapêutica sem conversar antes com um profissional pode trazer riscos para o corpo todo, como já mencionamos.

Há prevenção?

Infelizmente, não há formas conhecidas de evitar a doença. Mas tomando certos cuidados, é possível escapar da piora do quadro ou de crises intensas.

“As dicas incluem hábitos de vida saudáveis, uso de hidratantes e banhos de sol por período limitado”, lista Romiti. Ah, não cutuque ou arranque as escamas que se formam sobre a pele.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/psoriase-entenda-o-que-e/

Psoríase: o que é, fotos, causas, sintomas e tratamentos

FOTOS DE PSORÍASE (todos os tipos)

Apesar de afetar cerca de 1% a 3% da população, a psoríase ainda é de certa forma desconhecida por grande parte das pessoas e por isso é frequentemente confundida com simples inflamações ou alergias.

Para entender mais sobre psoríase, é preciso conhecer mais sobre a doença e suas formas de manifestação. Confira:

O que é psoríase?

A psoríase é uma doença autoimune que afeta a pele e que não é contagiosa, além de ser relativamente comum. Por ser uma crônica, apresenta sintomas que aparecem e desaparecem em determinados momentos.

Quem sofre desta doença apresenta lesões avermelhadas e descamativas, normalmente formando placas na pele, que aparecem com mais frequência no couro cabeludo, cotovelos, joelhos, pés, mãos, unhas e na região genital. A extensão varia de pequenas lesões localizadas até o comprometimento de toda a pele.

Ela pode se apresentar das mais diversas formas: desde as versões mais leves, que podem ser tratadas mais facilmente, até casos mais complicados, que chegam a afetar inclusive as articulações.

Tipos de psoríase

A psoríase tem diversos tipos, sendo que cada um pode levar ao surgimento de sintomas diferentes, além dos citados acima. Confira todos os tipos que existem desta doença de pele:

Psoríase ungueal 

A psoríase ungueal afeta principalmente as unhas das mãos e dos pés. Ela faz com que as unhas cresçam de forma anormal, com manchas amareladas, que podem ainda descamar e perder a cor. A unha também pode se descolar da carne ou esfarelar.

Além desses sintomas, ainda há chances de surgirem lesões de pele, que se apresentam como pequenas depressões (buracos), espessamento e uma tonalidade amarelada nas unhas.

Psoríase vulgar

É o tipo mais comum da doença, afetando cerca de 80% das pessoas que têm psoríase.

Costuma ser encontrada principalmente no couro cabeludo, nos joelhos, cotovelos e costas — mas todas as partes do corpo podem ser atingidas, incluindo a mucosa da boca e dos genitais —, onde forma lesões avermelhadas e de vários tamanhos.

Pode ter escamas secas esbranquiçadas ou prateadas, que podem causar dor e coceira.

Psoríase gutata 

Geralmente é causada por infecções bacterianas, como as da garganta. Nela, são comuns que pequenas feridas em forma de gota se formem nos braços, nas pernas e no couro cabeludo.

As feridas são cobertas por uma fina escama, diferentemente das placas típicas da psoríase que costumam ser grossas. Esse tipo costuma afetar mais crianças e jovens com menos de 30 anos.

Psoríase invertida 

Aparece como manchas vermelhas e inflamadas que surgem principalmente em regiões mais úmidas do corpo, como virilhas, embaixo dos seios, aos redor dos órgãos genitais ou nas axilas.

Pessoas com obesidade ou com suor excessivo podem apresentar casos mais graves deste tipo de psoríase.

Psoríase pustulosa

Na psoríase pustulosa, costuma-se aparecer manchas em todas as partes do corpo ou concentradas em uma área menor, como pés e mãos.

Após a pele ficar vermelha, ocorre a formação de bolhas cheias de pus, que secam em um ou dois dias e que podem aparecer novamente. Elas costumam ficar por vários dias, podendo chegar a semanas, e causam febre, coceira forte, calafrios e fadiga.

Psoríase eritrodérmica

Dentre todos os tipos de psoríase, este é o menos comum. A eritrodérmica afeta o corpo todo (cerca de 75% ou mais) e é caracterizada por manchas vermelhas, que ardem e coçam muito, e por manifestações sistêmicas, entrando no organismo e podendo atingir locais diferentes.

Psoríase palmo-plantar

Aparece como fissuras e rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés, além de manchas escamosas ou um número reduzido de placas bem definidas.

Psoríase artropática ou artrite psoriásica

Este tipo é caracterizado por fortes dores nas articulações, inflamação na pele e descamação. As articulações que costumam ser mais afetadas são as dos dedos das mãos e dos pés, além da coluna e quadris.

Causas

Ainda não se sabe a causa exata que pode ser atribuída à psoríase, mas sabe-se que ocorre nela o mesmo mecanismo de doenças autoimunes.

Em nosso sistema imunológico, existem os linfócitos T (também chamados de células T), que nada mais são do que um grupo de glóbulos brancos (leucócitos) que defendem o organismo de agentes desconhecidos (antígenos, como vírus e bactérias).

Sempre que ocorre uma ferida ou quando o corpo está com uma infecção, as células T agem para iniciar o processo de cicatrização e o combate ao problema. Numa doença autoimune, porém, os anticorpos passam a atacar células saudáveis do corpo por engano, causando mais prejuízos.

O que ainda não se sabe é por que esse tipo de coisa acontece e o que pode levar a um quadro de doença autoimune. Os cientistas, porém, têm algumas ideias do que pode estar por trás.

Aparentemente, a genética tem grande influência. Isso porque pelo menos 30% dos casos estão ligados a histórico familiar da doença. Outras possíveis causas são:

  • Fatores psicológicos, como o estresse;
  • Lesões na pele, feridas, machucados, queimaduras de sol, entre outras;
  • Garganta inflamada e infecções de pele;
  • HIV/Aids, as pessoas portadoras do vírus, ou que apresentam a doença, têm deficiência no sistema imunológico e são predispostas à psoríase;
  • Variações climáticas;
  • Fumar;
  • Álcool em excesso;
  • Uso de medicamentos para transtorno bipolar, pressão alta e malária;
  • Alterações bioquímicas, ou seja, do metabolismo de algumas substâncias na pele.

Fatores de risco

Qualquer pessoa pode desenvolver psoríase, mas alguns fatores elevam seu risco:

Histórico familiar

Se seus pais ou outros parentes próximos tiveram psoríase, há risco elevado de você também a desenvolver.

Infecções

Pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico, como HIV, podem ter risco elevado de desenvolver o problema.

Estresse

Quem convive constantemente com o estresse também tem mais chance de ter o acometimento, visto que esse sentimento afeta o sistema imunológico.

Excesso de peso

A obesidade e o sobrepeso também são fatores de risco para psoríase, já que seus sintomas frequentemente afetam regiões de dobras e pregas.

Tabagismo

O hábito de fumar também aumenta o risco, além dos sintomas dessa doença que afeta a saúde da pele.

Principais sintomas de psoríase

Hriana/Shutterstock

É preciso ficar bem atento aos sintomas de psoríase, pois eles acabam muitas vezes sendo confundidos como um caso de reação alérgica.

Antes de tudo, porém, também é importante ter em mente que os sinais costumam variar de pessoa para pessoa e qualquer suspeita de psoríase deve ser levada a um profissional. Quem trata e diagnostica doenças de pele é o dermatologista.

O sintoma mais comum é a erupção cutânea (que altera significativamente a textura ou a cor da pele), que pode aparecer também em unhas e até nas articulações. Outros sintomas da psoríase são:

  • Manchas vermelhas pelo corpo, além de descamação da pele, que também fica ressecada;
  • Inchaço, rigidez ou sensibilidade nas articulações;
  • Dores nas costas ou nas articulações;
  • Unhas podem apresentar manchas amarelas, além de ficarem espessas, descoladas, esfareladas e apresentar pequenos furos;
  • Placas e descamações no couro cabeludo, cotovelos e joelhos;
  • Fadiga e sinais de depressão.

Diagnóstico

O diagnóstico de psoríase é simples e costuma incluir exame físico da pele, cabelo e unhas e análise da história clínica do paciente (como sintomas, histórico familiar etc).

Ainda pode ser necessário fazer biopsia da pele, colhida com anestesia local, para determinar o tipo e realizar o diagnóstico diferencial, que descarta outros acometimentos.

Tem cura?

A psoríase é crônica e, portanto, não tem cura. Contudo, o problema pode ser controlado pelo tratamento adequado e frequentemente apresenta fases de regressão dos sintomas, visto que é cíclica.

Tratamentos para psoríase

A principal forma de tratamento para a psoríase é feita a partir do uso de cremes ou pomadas anti-inflamatórias, diminuindo assim a coceira e mantendo a pele hidratada — o que é fundamental nestes casos.

É importante lembrar que psoríase não tem cura e que orientação médica é essencial antes de começar qualquer tipo de tratamento.

Basicamente, o objetivo do tratamento da psoríase é remover as escamas, impedindo que as células da pele cresçam de forma tão rápida.

Exposição ao sol

A exposição ao sol é bem importante para pessoas que sofrem dessa doença, pois melhora os sintomas e aumenta os níveis de vitamina D no organismo.

A vitamina D pode mudar a forma do crescimento das células, retardando a produção de células da pele em pessoas com a doença e, assim, reduzindo a ocorrência de placas.

Remédios

  • Corticoide: modifica ou simula efeitos hormonais para reduzir a inflamação ou aumentar o crescimento e a reparação tecidual. É bom ficar atento, já que este tipo de medicamento pode trazer efeitos colaterais desagradáveis quando usados no longo prazo;
  • Acitretina (derivado da vitamina A): serve para reduzir a inflamação, além de retardar o crescimento exagerado de células da pele;
  • Anti-inflamatório: impede ou combate a inflamação nas articulações e nos tecidos;
  • Imunossupressor: reduz a atividade do sistema imunológico;
  • Vitamina: ajuda a estabilizar e promover as funções do corpo, como crescimento e desenvolvimento normal.

Fototerapia

É um dos tratamentos mais eficazes. Ele consiste na exposição à luz intensa artificial e indolor de radiação ultravioleta (UVA e UVB) usando um dispositivo chamado de câmara de luz, que imita a luz solar natural. O paciente fica exposto à luz, que é direcionada para os locais das lesões.

Complicações

Pacientes com psoríase têm chance maior de desenvolver:

Artrite psoriática: problema que causa prejuízo às articulações.

Doenças nos olhos: tais como conjuntivite, blefarite e uveíte.

Obesidade: não se sabe o exato motivo, mas quem tem psoríase é mais propenso a ser obeso, provavelmente pelo fato de a doença de pele tornar as pessoas menos ativas.

Diabetes: especialmente do tipo 2.

Pressão alta: a hipertensão é mais comum em pessoas com psoríase.

Doenças do coração: quem tem psoríase tem duas vezes mais chance de desenvolver doenças cardiovasculares, visto que o problema e seus medicamentos podem gerar colesterol alto, derrame e arritmia.

Síndrome metabólica: é um conjunto de alterações que inclui níveis de pressão e insulina elevados.

Doenças auto-imunes: intolerância a glúten e doença de Crohn atingem pessoas com psoríase com mais frequência do que as que não tem a condição.

Parkinson: pessoas com esta condição neurológica são mais propensas ao problema de pele.

Doença renal: ainda não se sabe a relação, mas os tipos graves estão relacionados a doenças nos rins.

Distúrbios emocionais: esse acometimento de pele pode prejudicar a autoestima, propiciando sintomas de ansiedade e quadros de depressão.

Cuide da saúde

Para amenizar os sintomas e prevenir crises, é indicado evitar fatores desencadeantes, tais como estresse, tabagismo e infecções.

Alimente-se bem

Ainda é recomendado manter uma boa alimentação, com adequada ingestão de frutas e vegetais, para melhorar o sistema imune e, com isso, evitar outras doenças e excesso de peso.

Cuidado ao se vestir

Também é indicado dar preferência por roupas com tecidos macios, como as de algodão, visto que os mais ásperos podem irritar ainda mais as lesões.

Banhos diários

Tomar banho ajuda a acalmar a pele e remover as escamas. Para deixá-lo ainda mais agradável, encha uma banheira com água morna e adicione óleos e sais de banho.

Hidrate

Depois de se banhar, aplique um hidratante em todo o corpo enquanto a pele ainda estiver úmida. Caso sua cutis seja seca, opte por óleos.

Tome sol

Expor-se ao sol, sempre com protetor solar, pode melhorar a psoríase.

Evite álcool

O consumo de bebidas alcoólicas pode reduzir a eficácia de alguns tratamentos para psoríase, portanto não é recomendado.

Atenção a medicamentos

Por fim, tenha atenção a medicamentos e produtos que possam desencadear novas crises. Para isso, conte com a ajuda de seu médico.

Cuidado com depilação e piercings

Como o surgimento dessa condição tem relação com traumas na pele, é indicado ter muito cuidado ao se depilar, fazer a barba ou piercings.

Prevenção

Ainda não é possível prevenir psoríase, mas, uma vez que ela se manifeste, é possível evitar novas crises pelas dicas acima.

Famosos com psoríase

Alguns famosos já revelaram sofrer de psoríase. É o caso da socialite norte-americana Kim Kardashian, da cantora Britney Spears e da atriz Cameron Diaz.

Kardashian, inclusive, revelou que já usou leite materno de sua irmã como uma forma de tratamento contra as suas manchas na pele.

Fontes

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Manual Merck

Psoriasis Association. Disponível em: www.psoriasis-association.org.uk

American Academy of Dermatology

Источник: https://www.ativosaude.com/saude/psoriase/

Sintomas de psoríase

Lesão de psoríase vulgar.

De acordo com a localização e características das lesões, existem vários tipos de psoríase:

  • Psoríase vulgar – lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos;
  • Psoríase invertida – lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras como couro cabeludo, joelhos e cotovelos;
  • Psoríase gutata – pequenas lesões localizadas, em forma de gotas, associadas a processos infecciosos. Geralmente, aparecem no tronco, braços e coxas (bem próximas aos ombros e quadril) e ocorrem com maior frequência em crianças e adultos jovens;
  • Psoríase eritrodérmica – lesões generalizadas em 75% ou mais do corpo;
  • Psoríase ungueal – surgem depressões puntiformes ou manchas amareladas principalmente nas unhas da mãos;
  • Psoríase artropática – em cerca de 8% dos casos, pode estar associada a comprometimento articular. Surge de repente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações como a do joelho.
  • Psoríase postulosa – aparecem lesões com pus nos pés e nas mãos (forma localizada) ou espalhadas pelo corpo;
  • Psoríase palmo-plantar – as lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.

Causas da psoríase

Além da genética, outros fatores estão envolvidos no aparecimento e evolução da doença. Fatores psicológicos, estresse, exposição ao frio, uso de certos medicamentos e ingestão alcoólica pioram o quadro.

Tratamento da psoríase

Psoríase não tem cura, tem tratamento. Não há como prevenir a doença, embora seja possível controlar a reincidência.

Casos leves e moderados (cerca de 80%) podem ser controlados com o uso de medicação local, hidratação da pele e exposição ao sol. Para quem não tem tempo para exposições diárias ao sol, são preconizados banhos de ultravioleta A e B em clínicas especializadas e sob rigorosa orientação médica. Esses banhos não são recomendados para crianças.

Tenha em mente que, na maioria dos casos, o tratamento se divide em duas etapas: supressão das lesões e manutenção da pele sem lesões. Mesmo ao alcançar a segunda etapa, é importante visitar o dermatologista periodicamente para que sejam feitos possíveis ajustes que mantenham a melhor qualidade de vida possível e o risco de retorno seja reduzido.

Vídeo: Especialista responde 7 perguntas sobre psoríase

Algumas pomadas à base de alcatrão já provaram sua eficácia no controle da doença, mas têm o inconveniente de sujarem a roupa de vestir e de cama e de terem cheiro forte, parecido com o da creolina. Medicamentos por via oral só são introduzidos nos casos mais graves de psoríase refratária a outros tratamentos.

Recomendações para lidar com a psoríase

  • Hidrate muito bem a pele, para evitar seu ressecamento excessivo que favorece a possibilidade de desenvolver lesões;
  • Exponha-se com cuidado e moderadamente ao sol, mas antes passe um creme hidratante ou terapêutico.

    Você vai ter de usá-lo a vida inteira;

  • Evite a ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Procure não se desgastar emocionalmente. O estresse tem papel importante no aparecimento das lesões.

    Como não é uma tarefa fácil, procure ajuda de um profissional se considerar necessário;

  • Não fuja de encontros sociais e de lazer por causa das lesões.

    Psoríase não é contagiosa e, se você se afastar de tudo e de todos, pode comprometer o estado emocional e aumentar o problema;

  • Visite regularmente o dermatologista e siga à risca suas orientações. Isso o ajudará a controlar as crises.

Perguntas frequentes sobre psoríase

Os sintomas podem não sumir?

Sim, alguns pacientes têm quadros que custam a sumir. Ainda assim, existem muitas possibilidades para tratamento da doença. Vale procurar não somente um dermatologista, mas um especialista em psoríase pode indicar um tratamento que faça os ciclos de remissão durarem períodos mais longos.

Psoríase tem cura?

Não, mas é uma doença muito conhecida que tem muitas alternativas de tratamento.

Estresse piora a doença?

Sim. Vale encontrar sua forma de lidar com o estresse. Exercícios físicos, meditação ou qualquer hobby que promova o relaxamento.

O sol piora a doença?

Pelo contrário. Desde que seja realizada a proteção solar adequada, o banho de sol é estimulado para amenizar sintomas da doença.

Que fatores podem piorar a doença?

Os principais são: estresse, álcool, tabagismo, medicamentos das classes dos corticoides, anti-inflamatórios e alguns psiquiátricos como o lítio, tempo frio com pouca luz solar e traumas sobre a pele.

Existem alimentos que ajudam a controlar as lesões?

Sim. Encontre um lugar no seu cardápio para atum, salmão, sardinha e outros peixes de águas frias. Azeite, nozes e sementes são ricos em ômega 3. Entre as frutas, o morango é uma boa pedida por conter ácido fólico, que atua contra a inflamação.

A psoríase pode afetar outras regiões sem ser a pele?

Sim. Não é muito frequente, mas a doença pode provocar sintomas nas articulações.

É possível ter psoríase só nas articulações?

Sim, mas o mais comum é que a doença atinja e pele e progrida para as articulações.

A psoríase pode desencadear outras doenças?

Sim. Apesar de não parecer haver relação alguma, a psoríase podem estar relacionada ao surgimento de outras doenças, como hipertensão. Muitos pacientes também podem sofrer de depressão devido ao estigma ocasionado pelas lesões.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/psoriase/

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