Fotos sífilis precoce e avançada [imagens fortes]

A nova cara da sífilis

Fotos sífilis precoce e avançada [imagens fortes]

Começa com um machucado. Indolor, costuma não ser bonito, mas também não é o fim do mundo. Quando aparece na área genital, fica evidente nos homens, mas pode acabar escondido dentro da vagina sem chamar qualquer atenção. Há ainda outros casos discretos, como na garganta ou no ânus.

Aí, quando você está começando a se preocupar, Bam! Desaparece. Parabéns! Seu sistema imunológico é mesmo incrível, né? Na verdade, não. Você só passou para a próxima etapa de uma doença que, a curto ou longo prazo, pode atacar seu cérebro, mudar a estrutura dos seus ossos, deformar seu rosto e matar seus filhos.

Você tem sífilis.

Essa história está se repetindo mais do que o esperado no Brasil. Em outubro de 2016, o Ministério da Saúde chegou a reconhecer que a situação estava fugindo do controle e decretou a epidemia. Não é exagero, nossos números são assustadores.

Desde 2010, quando os hospitais passaram a ser obrigados a repassar seus dados sobre a doença para o ministério, foram notificados quase 228 mil novos casos; entre 2014 e 2015, houve um aumento de 32% nos casos de sífilis entre adultos – e mais de 20% em mulheres grávidas.

A maior parte dos casos está na região Sudeste (56%), a mais urbanizada e desenvolvida do País. Só para ter uma ideia do desastre, em 2015 tivemos 6,5 casos de bebês infectados a cada mil nascidos vivos; o valor é 13 vezes maior do que a Organização Mundial da Saúde considera aceitável.

Agora, se você não prestava realmente muita atenção nas aulas de educação sexual, é bem capaz que não saiba o que é, de fato, essa doença. Sífilis é o nome dado à infecção decorrente da bactéria Treponema pallidum. Ela invade o corpo em quatro fases.

Cada etapa determina o quão dominado ele está pelos micro-organismos. A primeira, já citada no começo desse texto, é rápida (dura no mínimo quatro e no máximo oito semanas) e se manifesta como uma ferida indolor que desaparece sozinha, sem deixar rastros.

O fato de o machucado não doer está longe de ser bondade. É estratégia de sobrevivência das bactérias. Se não dói, dá para transar – e disseminá-las. A segunda fase é ainda mais favorável para os micróbios.

A doença volta a dar as caras entre seis semanas e seis meses após os machucados genitais sumirem. O infectado pode apresentar feridas pelo corpo, manchas vermelhas e, sobretudo, lesões na palma das mãos ou dos pés – sintomas que podem ser facilmente confundidos com uma alergia cutânea.

E adivinha só: se você tomar um antialérgico, é provável que as feridas sumam. O que é péssimo. As reações afinal são tentativas do corpo de sinalizar a doença, e uma medicação equivocada para abafar os sintomas mascara o pedido de socorro.

Uma vez que os sinais se vão mais uma vez – mesmo sem medicação isso acontece –, passe livre para voltar a transar e multiplicar a espécie – da bactéria.

E começa a terceira fase da doença: a sífilis latente. O nome não é à toa. Nesse período (que pode durar até 40 anos), a sífilis fica reclusa. Na verdade, ela perde até seu caráter infeccioso; ou seja, o portador não passa mais a bactéria para frente.

Fica tudo bem até explodir a sífilis terciária, fase aguda da moléstia. As úlceras que começam a brotar pelo corpo são tão agressivas que, em regiões de contato direto da pele com ossos, como no crânio, o esqueleto começa a ser corroído.

Na tíbia, principal osso da canela, o corpo até tenta combater a degeneração: conforme a erosão óssea aparece, o estrago vai sendo calcificado. A região afetada começa a engrossar e, com o avanço do desgaste, a canela vai ficando curvada.

Em alguns casos, a bacia também é afetada e o doente perde a capacidade de andar em linha reta.

Uma das maneiras mais antigas de identificar portadores de sífilis, inclusive, é ver se a pessoa caminha como um pato, rebolando por causa da bacia deteriorada.

Implacável, a infecção ainda ataca os sistemas vascular e nervoso – o que pode acontecer precocemente entre a primeira e a segunda fase. Quando a bactéria finalmente ocupa o cérebro, o infectado começa a sentir alterações de humor e pode desenvolver demência. É a chamada neurosífilis.

Nesta última fase, finalmente, transar não ameaça mais aos outros. A sífilis deixa de ser infecciosa e quer acabar somente com o portador.

Barato saindo caro

Nessa violenta investida pelos nossos corpos, as bactérias não perdoam ninguém. E um dos alvos mais frágeis é um grupo que tem sofrido particularmente com epidemias recentes no Brasil: as grávidas. Assim como o zika, a sífilis não poupa os bebês. Se uma gestante está infectada, em qualquer fase da doença, a criança pode nascer com sífilis congênita.

59% das crianças nascidas de mães com sífilis também apresentaram sinais da bactéria. A condição pode ocasionar más formações neurológicas e ósseas, além do óbito – em 2015, 1,4% das crianças nascidas com sífilis congênita não sobreviveu. Não dá para dizer que é um número pequeno.

Quando olhamos para o panorama geral, isso significa que, a cada 100 mil nascimentos, sete crianças não vivem nem um ano, por causa da bactéria.

Mesmo diante desse cenário de guerra, a sífilis está longe de ser uma sentença de morte. A infecção pode ser curada com um tratamento barato e ridículo de simples: algumas doses de penicilina.

Se a doença for diagnosticada no primeiro ano, a cura se resume a apenas duas injeções de benzetacil, uma em cada glúteo.

Sim aquela mesma que você encontra na farmácia – e pode ser administrada, inclusive, para grávidas.

Se o diagnóstico só aparecer mais tarde, sem problemas: penicilina cristalina (uma versão mais poderosa do antibiótico) nela, dessa vez por um pouco mais de tempo, duas injeções por glúteo em três doses semanais. Esse procedimento consegue até mesmo impedir a passagem da bactéria da grávida para seu filho.

O tratamento na mãe também cura a criança. Quanto mais cedo o tratamento nela, menores os danos no bebê. Mas, caso a mãe dê à luz sem eliminar a bactéria do corpo, o bebê é automaticamente medicado.

Recebe cristalina na veia por 10 a 14 dias – isso não recupera problemas neurológicos ou ósseos já causados pela doença, mas evita que a sífilis continue atacando o recém-nascido.

Mas como é que o Brasil conseguiu virar palco de uma epidemia tão facilmente curável? Umas das justificativas utilizadas pelo Ministério da Saúde é a queda no uso das camisinhas.

Ela, de fato, é real – mas fica difícil jogar toda a responsabilidade em cima disso, porque os números da queda não são tão expressivos assim: em 2004, 58,4% dos jovens de 15 a 24 anos usavam o preservativo em relações casuais; em 2013 (ano da pesquisa ministerial mais recente sobre o assunto), o número baixou para 56,6%.

No uso dentro de relações estáveis a proporção é parecida: em 2004 eram 38,8%; em 2013, 34,2%.

O mais provável é que a acessibilidade da penicilina tenha passado de nossa maior aliada para nossa maior inimiga.

O preço modesto, que deveria facilitar o acesso da população à droga, desestimula a indústria farmacêutica a fabricá-la. Resultado: em 2015, faltou penicilina nas prateleiras do Brasil.

E mesmo quando havia remédio aparecia um problema: ninguém na rede pública queria aplicá-lo. Até julho de 2015 era proibida a aplicação do medicamento pela equipe de enfermagem de locais que não estivessem equipados para evitar um choque anafilático.

Na prática, se o posto de saúde não tivesse material para uma entubação, por exemplo, não poderia medicar portadores de sífilis. Pior ainda, se um enfermeiro do local resolvesse administrar penicilina, poderia ser responsabilizado por isso.

O resultado foi o medo: segundo o Ministério da Saúde, 50% das equipes médicas evitavam aplicar penicilina por causa desse receio.

Há também uma culpa paterna pela disseminação da doença: 62% dos parceiros de mulheres grávidas com sífilis não tomam os medicamentos, dando continuidade ao ciclo da bactéria.

Além disso, estamos ajudando as estatísticas contabilizando com mais precisão o número de casos nacionais de sífilis.

Desde 2010, o diagnóstico é atrelado a uma notificação compulsória, ou seja, sempre que ela é detectada, esses dados têm se ser enviados ao ministério, para que o órgão entenda o tamanho do surto pelo qual o País está passando.

Vale ressaltar, porém, que isso não deveria aumentar o número de sífilis em crianças e grávidas.

Desde 1986 o repasse de informações ao ministério é obrigatório para casos de sífilis congênita, e desde 2005 para os diagnósticos em gestantes.

Mas a lógica segue: quanto mais preciso e amplo vai ficando o sistema, mais os números crescem. Isso dá margem para pensar que a epidemia pode estar acontecendo há mais tempo do que imaginamos.

Você é de onde?

Não se sabe exatamente quando, onde e como a sífilis surgiu. Uma das teses mais aceitas é de que a infecção seja uma doença das Américas que chegou à Europa quase que junto com a notícia do descobrimento do continente. Os pioneiros das grandes navegações teriam contraído a bactéria, que foi espalhada pela Europa quando eles retornavam para casa.

Continua após a publicidade

Uma das evidências nessa direção é que a bactéria realmente existia por aqui antes de Cabral aportar. “Encontramos ossadas com mais de 4 mil anos de índios que tiveram sífilis”, afirma José Filippini, professor do Instituto de Biociências da USP.

Para detectar a infecção, Filippini se aproveitava do estrago que a doença faz no corpo. “A sífilis tem marcas muito claras.

Se eu pego uma tíbia (osso da canela) em formato de sabre, por exemplo, sei que as chances de ser um sifilítico são altas”, conta.

Outra teoria é a de que a sífilis sempre existiu na Europa, mas era diagnosticada equivocadamente. “Ela pode ser confundida com a lepra, por exemplo. Os que concordam com a teoria da sífilis pré-colombiana afirmam que ela talvez seja tão antiga quanto a humanidade. Diversas pesquisas afirmam que a bactéria surgiu na África e foi se espalhando pelo mundo junto com nossos ancestrais.

De volta para o futuro

O Ministério da Saúde, por meio da diretora Adele Benzaken, do Departamento de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), Aids e Hepatites Virais, explicou à SUPER como está tentando controlar a doença. “A sífilis nunca foi vista como prioridade aqui no Brasil.

Declará-la oficialmente como epidemia, construir uma agenda sólida para o controle dela e pedir ajuda da população a respeito é importante para reverter o quadro”, expõe Adele. “Você tem que examinar a situação.

Analisar os grupos mais vulneráveis (prostitutas e usuários de drogas, por exemplo) e o restante da população. Se há um aumento repentino no número de infectados, e onde eles estão aparecendo.

A sífilis é uma doença que precisa ser analisada por um tempo para entendermos se é um surto ou uma epidemia”, afirma Adele. Declarada a epidemia, os holofotes da mídia se voltam para o assunto, o que ajuda na conscientização popular.

Mas expor a situação ao público é só uma das frentes de batalha. Outras medidas urgentes estão em curso. Com a declaração da epidemia, o governo está articulando para liberar o preço da penicilina, para que fique mais cara.

E isso é bom para o combate à sífilis.

Apesar de soar contraintuitivo, a realidade é que a indústria farmacêutica não tinha interesse em produzir um medicamento que não lhe desse uma margem de lucro alta – mesmo que curasse centenas de milhares de pessoas. Negócio é negócio.

Agora, a ideia é estimular um aumento na produção do remédio. Em 2016, como medida paliativa, mais de 1 milhão de doses do antibiótico foram importadas; outras 700 mil foram compradas aqui dentro. O plano é que o estoque atual dure até o fim de 2017, e que já em 2018 a produção atenda à demanda nacional.

Um parecer do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) também liberou a aplicação em postos de atendimento. “A restrição era absurda, a cada 100 mil são menos de três casos em que ocorre choque anafilático. É mais fácil ter uma reação dessa comendo algo em um restaurante – e lá não tem desfibrilador”, afirma Vencelau Pantoja, do Cofen.

Há também um cuidado progressivo com os diagnósticos.

Entre 2001 e 2015 os testes rápidos entregues pelo SUS passaram de 1 milhão para 6 milhões; o Ministério da Saúde afirma que está instruindo médicos a falar sobre DSTs e a distribuir o exame na primeira consulta de pré-natal.

Nesses casos, o resultado sai na hora, e a mãe já pode iniciar o tratamento. Outra promessa é uma parceria com o Ministério da Educação para que a sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis sejam apresentadas em sala de aula.

Dificilmente essas boas práticas resolverão o problema da sífilis no Brasil, mas podem amenizar o cenário. Ainda que, sem sentir dor, muitos brasileiros infectados não estejam nas preocupantes estatísticas só porque não foram ao médico perguntar sobre aquela feridinha que, olha só, já passou…

A sífilis funciona em fases. Os diferentes sintomas (ou a falta deles) ajudam a determinar a gravidade da infecção

1. Primária – Duração: 4 a 8 semanas

Na início, o único sintoma é uma ferida, indolor, na área infectada (pênis, vagina, ânus ou garganta). O machucado some no fim dessa fase.

2. Secundária – De 2 a 6 meses

Os principais sinais são machucados pelo corpo. Eles aparecem espalhados, mas se concentram na palma das mãos e nos pés.

3. Latente – De 2 a 40 anos

As feridas e os sintomas desaparecem. A partir desse estágio, ela não é mais contagiosa.

4. Terciária – Até a morte

A sífilis reaparece potente: deforma as pernas e ataca o rosto e o cérebro.

Continua após a publicidade

Источник: https://super.abril.com.br/saude/a-nova-cara-da-sifilis/

Ejaculação precoce

Fotos sífilis precoce e avançada [imagens fortes]

A ejaculação precoce ou prematura é a ocorrência persistente ou recorrente de ejaculação com estimulação sexual mínima, ocorrendo antes ou pouco tempo após a penetração e antes que a pessoa o deseje (geralmente inferior a 1 a 3 minutos). Ou seja, trata-se de uma ejaculação que ocorre de uma forma “antecipada ou mais rápida” que o desejável pelo homem.

O significado de ejaculação prematura, que pressupõe um fenómeno ejaculatório adiantado ou que ocorre antes do tempo deve ser distinguido de Impotência sexual masculina ou mesmo de incapacidade em ejacular, também conhecido por anejaculação ou ejaculação retrógrada.

A ejaculação precoce masculina é um problema que afeta até 20 a 30% dos homens, podendo surgir em todas as idades. Pode ser subdividida em:

Ejaculação precoce primária ou vitalícia – surge desde o início da atividade sexual e manifesta-se em todas ou quase todas as relações sexuais; presente em cerca de 25% dos casos de ejaculação prematura.

Ejaculação precoce secundária – surge em determinado período específico da vida sexual da pessoa, pressupondo uma experiência ejaculatória prévia normal. Presente em cerca de 75% dos casos de ejaculação prematura.

Outras formas de ejaculação prematura, não reconhecidas como patologias (doenças) mas sim como variações do normal, são:

Ejaculação precoce natural variável – quando presente ocasionalmente e em determinadas relações sexuais ou com determinadas parceiras sexuais; não é considerado patológico mas apenas uma variação normal do tempo de ejaculação do homem.

Ejaculação precoce subjectiva – homens que referem ter ejaculação prematura atendendo ao que desejavam ser o seu desempenho sexual, embora apresentem tempos até à ejaculação considerados normais.

Ejaculação precoce – causas

As causas mais frequentes para a ejaculação prematura são:

  • Causas psicológicas – neste âmbito podemos incluir algumas doenças como a depressão e os distúrbios de ansiedade, ou outras condições mais frequentes como o nervosismo e a ansiedade de desempenho sexual;
  • O stress e cansaço;
  • Problemas de relação / interpessoais e disfunções sexuais femininas (tendência do homem em abreviar a relação sexual se a parceira tiver dor ou desconforto durante o ato sexual);
  • Disfunção erétcil (ereções de curta duração ou com pouca rigidez propiciam a que o homem deseje atingir rapidamente o orgasmo e a ejaculação);
  • Suspensão de determinados fármacos ou toma de drogas recreacionais;
  • Prostatite ou hipertiroidismo.

A idade pode ser um factor indiciador da causa subjacente: em jovens a ejaculação precoce é mais frequentemente associada a problemas de ansiedade de desempenho, que provoca uma estimulação do sistema nervoso e reduz o limiar excitatório.

Nos idosos surge com maior frequência em contexto de certas doenças como a inflamação da próstata (prostatite), a disfunção eréctil, o hipertiroidismo e a depressão.

A ejaculação adquirida de causa orgânica é mais comum no doente mais velho e com várias patologias simultâneas como obesidade, hipertensão (pressão arterial alta) e diabetes mellitus.

Saiba, aqui, o que é prostatite.

Ejaculação precoce – sinais e sintomas

Na avaliação de um homem com ejaculação prematura é importante avaliar o estado de espírito, o cansaço / stress do dia-a-dia e a sua vida familiar.

Os sinais e os sintomas mais comuns dependem da causa subjacente à ejaculação prematura. Deste modo, podemos estar perante múltiplos sinais como:

  • Ereções de curta duração ou pouca rigidez;
  • Insónias, mau humor, stress e cansaço;
  • Perda de peso e tremor;
  • Disfunções sexuais da parceira, como dor durante o ato sexual (dispareunia);
  • Dor pélvica crónica (ver prostatite crónica);
  • Infecções urinárias recorrentes;
  • Perda de vontade sexual, entre outros …

Saiba, aqui, o que é infeção urinária.

Diagnóstico da ejaculação precoce

Como a definição refere, o diagnóstico de ejaculação prematura pressupõe a existência persistente de um período de tempo curto desde o início da estimulação peniana até ao momento da ejaculação (geralmente inferior a 1 a 3 minutos), com incapacidade do próprio em conseguir “segurar” ou adiar a ejaculação e que causa consequências pessoais negativas como frustração, stress ou evicção da atividade sexual. O diagnóstico e estudo da ejaculação precoce é feito, habitualmente, pelo médico urologista (especialista em urologia).

Existem alguns testes laboratoriais destinados a estudar a causa subjacente a esta patologia como as análises da testosterona, das hormonas tiroideias, glicemias, ficha lipídica, etc.

Pode também ser necessário alguns exames imagiológicos, como a ecografia prostática (da próstata) em determinados casos, entre outros que o médico julgue necessários.

Saiba, aqui, o que é ecografia prostática (da próstata).

Os homens que padecem de ejaculação prematura não devem ter qualquer tipo de vergonha em procurar o médico urologista, de modo a instituir um plano de tratamento. Na atualidade, os tratamentos disponíveis permitem tratar eficazmente uma larga maioria dos casos, conforme veremos adiante com maior detalhe.

Ejaculação precoce e orgasmo

O orgasmo masculino corresponde ao processamento do nosso cérebro dos estímulos sensitivos detetados pelos nervos pélvicos face ao aumento da pressão na uretra que ocorre durante a ejaculação.

Assim, o facto de a ejaculação ocorrer de forma prematura pode não interferir muito na sensação orgasmática do homem.

No entanto, a insatisfação ou frustração do homem com o seu rápido desempenho sexual pode condicionar traumas psicológicos e elevados níveis de ansiedade, diminuindo a probabilidade de cura e dando origem à evicção da atividade sexual ou à disfunção erétil.

Saiba, aqui, tudo sobre disfunção erétil.

Ejaculação precoce e gravidez

A ejaculação prematura, não sendo impeditiva, pode diminuir a capacidade para engravidar.

A ejaculação que ocorre fora da vagina ou no introito vaginal (a entrada da vagina) compreensivelmente tem menores probabilidades de vir a gerar uma gravidez.

Por outro lado, a probabilidade de se engravidar parece ser maior nas relações sexuais que cursam com estados de excitação e lubrificação natural favoráveis à migração e união do espermatozóide ao óvulo.

Complicações da ejaculação precoce

As complicações mais graves da ejaculação prematura estão relacionadas com o estado de stress, frustração e de ansiedade pre-coital que surgem no homem. Em casos graves pode inclusive cursar com disfunção eréctil, evicção da atividade sexual e estados de depressão.

Ejaculação precoce tem cura?

A probabilidade de cura definitiva varia com a causa subjacente. Quando existe uma patologia (doença) orgânica responsável pela ejaculação prematura como a prostatite, o hipertiroidismo, a disfunção erétil, etc.

o tratamento desta causa geralmente cursa com resolução da ejaculação precoce.

Nos casos de origem em problemas inter-relacionais do casal ou problemas psicológicos como ansiedade, stress, frustração ou depressão, o tratamento pode ser mais lento e necessitar de várias sessões de psicoterapia sexual.

Existem variadas técnicas terapêuticas, nomeadamente no campo da psicoterapia, com diferentes níveis de eficácia. Saiba, de seguida, como tratar a ejaculação precoce.

Ejaculação precoce – tratamento

O tratamento da ejaculação precoce visa controlar ou retardar a ejaculação, ou seja, através de soluções terapêuticas que permitam prolongar e tornar o ato sexual mais satisfatório (demorar mais tempo até que seja atingida a ejaculação).

Antes do recurso aos medicamentos ou à psicoterapia devem ser tentadas algumas técnicas que permitem evitar a ejaculação precoce:

  • Exercícios de “start and stop” – fazer pausas ou suspender temporariamente (segundos a minutos) a atividade sexual nos momentos de maior excitação;
  • Masturbação prévia – pode ter um bom resultado, fundamentalmente, em doentes jovens, com boa função erétil e período refratário curto (espaço de tempo pequeno em obter uma ereção após a ejaculação);
  • Exercer pressão sobre a glande nos momentos prévios à ejaculação – despoleta reflexo fisiológico que inibe a sensação de prazer e diminui a probabilidade de ejaculação;
  • Exercícios de distração mental – incentivar a pensamentos não eróticos nos momentos prévios à sensação de ejaculação iminente – exemplos: elaborar lista de compras, planear o dia seguinte, etc.
  • A sensibilidade ao pénis pode também ser reduzida com o uso de um preservativo ou creme de anestesia tópica (lidocaína-prilocaína). Na utilização da pomada ou gel aplicado no pénis é necessário deixar absorver antes da relação sexual ou utilizar um preservativo para impedir a passagem de anestésico para a parceira. Embora o tempo para a ejaculação seja prolongado, uma percentagem significativa de homens experimentou menor prazer (dormência peniana) ou perda de ereção.

No tratamento da ejaculação prematura podem ser usados alguns medicamentos (ou remédios) orais (em comprimidos), a saber:

  • A Dapoxetina é o fármaco mais comummente utilizado na ejaculação prematura, com indicação de ser utilizado “on demand” (quando necessário) antes da relação sexual.
  • Outros fármacos como a Paroxetina também podem ser utilizados com este objetivo, diariamente ou SOS, embora necessitem de maior vigilância médica.
  • Inibidores da 5 fosfodiesterase, como o citrato de sildenafila ou simplesmente sildenafil, são úteis nos doentes que apresentem associadamente disfunção erétil.

O recurso à psicoterapia ou terapia comportamental pode também ser muito importante no tratamento da ejaculação prematura.

Todos os doentes devem receber educação psicossexual: explicar a patologia, a sua frequência, dissipar mitos, tranquilizar e derrubar barreiras da intimidade.

Em casos específicos, é necessário terapêutica psicossexual específica dirigida a fobias, transtornos sexuais, alterações da relação interpessoal, a transtornos de ansiedade, depressão, etc..

O recurso a ervas, chã ou outros produtos naturais pode ser perigoso caso não seja recomendado pelo seu médico.

Muitos dos produtos vendidos no “mercado negro” ou em sites da Internet como “comprimidos milagrosos” ou spray sublingual são de origem muito duvidosa e podem comprometer gravemente a sua saúde, podendo inclusive originar graves doenças e no limite causar a morte.

O melhor tratamento ou remédio caseiro é mesmo prevenir e modificar o estilo de vida para melhorar a função vascular de cada um (por exemplo, não fumar, ter cuidados com a alimentação, manter o peso corporal ideal, fazer exercício físico de uma forma regular, combater o stress, etc.).

O doente não deve em caso algum automedicar-se sob pena de poder agravar o problema e inclusive colocar a sua própria vida em risco. Deve tomar a medicação atrás descrita ou outra eventualmente prescrita pelo médico, sempre de acordo com a prescrição médica e acabar a terapêutica apenas quando for indicado.

Nunca é de mais referir que as diferentes técnicas terapêuticas podem ajudar a resolver mais de 80 a 90% dos casos de ejaculação precoce. Neste sentido, é muito importante que o doente não tenha qualquer tipo de vergonha em procurar o médico, de modo a diagnosticar o problema e instituir um plano de tratamento para o seu caso.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/ejaculacao-precoce/

Fique atento: quais são os sintomas da sífilis?

Fotos sífilis precoce e avançada [imagens fortes]

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum que, na maior parte dos casos, é transmitida através da relação sexual sem proteção. Os primeiros sintomas são feridas indolores no pênis, no ânus ou na vulva que, se não forem tratadas, desaparecem espontaneamente e retornam depois de semanas, meses ou anos nas suas formas secundária ou terciária, que são mais graves.

A sífilis tem cura e o seu tratamento é feito através de injeções de penicilina, orientadas pelo médico de acordo com a fase da doença em que o paciente se encontra. Veja como tratar e conseguir a cura desta doença.

O primeiro sintoma da sífilis é uma ferida que não sangra e não dói, que surge após o contato direto com a ferida de sífilis de outra pessoa. No entanto, os sintomas têm tendência a ir evoluindo, variando  de acordo com a fase da infecção:

1. Sífilis primária

A sífilis primária é o estágio inicial da doença, que surge cerca de 3 semanas após o contato com a bactéria responsável pela doença, o Treponema pallidum. Essa fase é caracterizada pelo aparecimento do cancro duro, que corresponde a uma pequena ferida ou caroço que não dói ou causa desconforto, e que desaparece após cerca de 4 a 5 semanas, sem deixar cicatrizes.

Nos homens, essas feridas geralmente aparecem em volta do prepúcio, enquanto nas mulheres elas surgem nos pequenos lábios e na parede vaginal. Também é comum o aparecimento dessa ferida no ânus, na boca, na língua, nas mamas e nos dedos das mãos. Neste período, também podem surgir ínguas na virilha ou próximo à região afetada. Saiba mais sobre as principais causas de feridas no pênis.

2. Sífilis secundária

Após o desaparecimento das lesões do cancro duro, que é um período de inatividade pode durar de seis a oito semanas, a doença poderá entrar novamente em atividade caso não seja identificada e tratada. Desta vez, o comprometimento ocorrerá na pele e nos órgãos internos, já a bactéria foi capaz de multiplicar e se espalhar para outros locais do corpo por meio da corrente sanguínea.

As novas lesões são caracterizadas como manchas rosadas ou pequenos caroços acastanhados que surgem na pele, na boca, no nariz, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, podendo haver algumas vezes também descamação intensa da pele. Outros sintomas que podem surgir são:

  • Manchas vermelhas na pele, na boca, no nariz, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés;
  • Descamação da pele;
  • Ínguas em todo o corpo, mas principalmente na região genital;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Dor de garganta;
  • Mal estar;
  • Febre leve, geralmente abaixo de 38ºC;
  • Falta de apetite;
  • Perda de peso.

Essa fase continua durante os dois primeiros anos da doença, e surge em forma de surtos que regridem espontaneamente, mas que passam a ser cada vez mais duradouros.

3. Sífilis terciária

A sífilis terciária aparece em pessoas que não conseguiram combater espontaneamente a doença na sua fase secundária ou que não fizeram o tratamento adequado. Neste estágio, a sífilis é caracterizada por:

  • Lesões maiores na pele, boca e nariz;
  • Problemas em órgãos internos: coração, nervos, ossos, músculos, fígado e vasos sanguíneos;
  • Dor de cabeça constante;
  • Náuseas e vômitos frequentes;
  • Rigidez do pescoço, com dificuldade para movimentar a cabeça;
  • Convulsões;
  • Perda auditiva;
  • Vertigem, insônia e AVC;
  • Reflexos exagerados e pupilas dilatadas;
  • Delírios, alucinações, diminuição da memória recente, da capacidade de orientação, de realizar cálculos matemáticos simples e de falar quando há paresia geral.

Esse sintomas costumam surgir depois de 10 a 30 anos da infecção inicial, e quando o indivíduo não é tratado. Por isso, para evitar complicações em outros órgãos do corpo, deve-se fazer o tratamento logo após o surgimento dos primeiros sintomas da sífilis.

Entenda melhor as fases da sífilis no vídeo seguinte:

Sintomas de sífilis congênita

A sífilis congênita acontece quando o bebê adquire sífilis durante a gestação ou no momento do parto, sendo normalmente devido à mulher que possui sífilis não fazer o tratamento correto para doença.

A sífilis durante a gravidez pode causar aborto, mal formações ou morte do bebê ao nascer.

Em bebês vivos, os sintomas podem surgir desde as primeiras semanas de vida até mais de 2 anos após o nascimento, e incluem:

  • Manchas arredondadas de cor vermelho pálido ou cor de rosa na pele, incluindo a palma das mãos e a sola dos pés;
  • Irritabilidade fácil;
  • Perda de apetite e da energia para brincar;
  • Pneumonia;
  • Anemia
  • Problemas nos ossos e nos dentes;
  • Perda da audição;
  • Deficiência mental.

​O tratamento para sífilis congênita costuma ser feito com o uso de 2 injeções de penicilina por 10 dias ou 2 injeções de penicilina por 14 dias, dependendo da idade da criança.

Sífilis tem cura?

A sífilis tem cura e pode ser facilmente tratada com injeções de penicilina, mas seu tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível para evitar o surgimento de complicações graves em outros órgãos como o cérebro, o coração e os olhos, por exemplo.

Como diagnosticar a sífilis

Para confirmar que se trata de sífilis o médico deve observar a região íntima da pessoa e investigar se ela teve contato íntimo sem camisinha. Mesmo se não houver nenhuma ferida da região genital, nem outras partes do copo o médico pode solicitar um exame chamado VDRL que identifica o Treponema pallidum no organismo. Saiba tudo sobre o o exame VDRL.

Esse exame normalmente é realizado em cada trimestre de gestação em todas as grávidas porque a sífilis é uma doença grave que a mãe pode passar para o bebê, mas que é facilmente curada com antibióticos prescritos pelo médico.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-da-sifilis/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: