FSH: o que é, para que serve e porque está alto ou baixo

Exames hormonais para diagnosticar a infertilidade

FSH: o que é, para que serve e porque está alto ou baixo

Revisado pelo: Ginecologista e Obstetra Dr. Rodrigo da Rosa Filho (CRM 119789)

Os exames hormonais realizados para diagnosticar a infertilidade são um importante recurso para identificar as causas da dificuldade de engravidar nas mulheres. A partir deles é possível tomar conhecimento de diferentes doenças, como diabetes, ovários policísticos e problemas na tireoide.

Portanto, ao procurar um especialista em reprodução humana para relatar dificuldades de engravidar, o médico pode solicitar os exames hormonais antes de partir para procedimentos mais complexos na investigação da infertilidade.

Identificamos 6 exames hormonais nas mulheres que ajudam a compreender as causas da infertilidade, visando um tratamento mais adequado para o caso. Confira!

6 exames hormonais para diagnosticar a infertilidade feminina

A desregulação de alguns hormônios pode estar associada a problemas que causam a infertilidade feminina, como a ausência ou inadequação da ovulação. Assim, exames de sangue podem ajudar a identificar esses fatores. Conheça alguns deles.

1. LH e FSH

O hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo estimulante (FSH) atuam no amadurecimento e liberação do óvulo, sendo por meio deles que ocorre o crescimento do folículo, revestimento que envolve o óvulo antes da ovulação.

O FSH, quando produzido em níveis elevados, pode ser responsável por uma menor reserva ovariana, insuficiência hormonal dos ovários ou também pela falência ovariana.

2. Progesterona

A progesterona é um hormônio produzido no ovário na segunda metade do ciclo menstrual, portanto, depois da ovulação, sendo esse período conhecido como fase lútea. Ele é responsável por preparar o endométrio para receber um possível embrião e tornar viável a implantação do embrião na parede uterina.

Quando a progesterona apresenta-se com níveis baixos no organismo, principalmente entre os dias 21º e 22º do ciclo menstrual, é possível diagnosticar problemas como ausência de ovulação ou insuficiência da fase lútea, o que impossibilita a implantação do embrião.

3. TSH – tireoide

O hormônio estimulante da tireoide (TSH) é um importante fator no momento de engravidar. Ele atua em conjunto com hormônios reprodutivos, como a progesterona, para garantir um funcionado correto dos ovários e também atua no amadurecimento dos óvulos.

Quando a glândula da tireoide apresenta desequilíbrios, como a produção excessiva de hormônios, conhecido como hipertireoidismo, ou insuficiente, o hipotireoidismo, ocorrem distúrbios na ovulação, prejudicando as chances de engravidar da mulher.

4. Prolactina

Além de desempenhar um papel importante durante a amamentação, a prolactina é um hormônio que atua diretamente nas chances de concepção. Durante o ciclo menstrual, ela é responsável pelo hormônio que libera a gonadotrofina (GnRH), que, por sua vez, funciona regulando a liberação dos hormônios FSH e LH.

Os níveis de prolactina aumentam antes da menstruação e depois normalizam. Entretanto, quando apresenta níveis elevados no organismo, o excesso desse hormônio pode influenciar a infertilidade, provocando irregularidades menstruais e também a anovulação crônica, que consiste na ausência de ovulação.

5. Hormônio antimulleriano (AMH)

O hormônio antimulleriano é produzido pelas células da granulosa de folículos antrais e pré-antrais no ovário e os níveis dele podem ser medidos por exame de sangue.

Uma vez que ele é produzido pelos folículos em crescimento ou com potencial de crescimento, permite acompanhar a reserva ovariana, pois indiretamente indica a quantidade e a qualidade dos folículos ainda existentes nos ovários.

É comum que os níveis de AMH diminuam com a idade, sendo que próximo da menopausa podem chegar a quase zero. No diagnóstico da infertilidade, níveis baixos de AMH podem significar mais dificuldade para obter óvulos de qualidade em ciclos naturais e também menor resposta à estimulação ovariana em ciclos de fertilização in vitro.

6. Inibina B

A inibina B é um hormônio produzido pelos folículos ovarianos, funcionando como um marcador da atividade ovariana e indicando a quantidade de óvulos obtidos. Os níveis mais elevados ocorrem na fase folicular entre o 7º e o 12º dia do ciclo menstrual, com pico durante a ovulação e queda na fase lútea.

Quando identificado níveis baixos de inibina B a mulher apresenta uma menor reserva ovariana, que pode se responsável pelas maiores dificuldades de engravidar e, inclusive, infertilidade.

Os exames hormonais durante a investigação do diagnóstico da infertilidade feminina são muito importantes para indicar qual a causa do problema e identificar quais os tratamentos mais apropriados considerando a causa da infertilidade.

Источник: https://materprime.com.br/exames-para-diagnosticar-infertilidade/

O que é Hôrmonio FSH? Baixo, Alto, Exame, Para que serve?

FSH: o que é, para que serve e porque está alto ou baixo

Postado em: 2 de fevereiro de 2019

Você já ouviu falar do hormônio FSH? Ele é um dos principais investigados em casos de infertilidade, pois tem função essencial na regulação das funções sexuais do indivíduo.

O FSH é um hormônio produzido pela hipófise. Sua liberação começa a ocorrer em maiores níveis a partir da puberdade do homem e da mulher. Nos bebês e crianças, ele aparece apenas em pequenas concentrações, e muitas vezes não pode ser detectado no organismo.

As funções da substância são diversas. É ela, por exemplo, a responsável pelo desenvolvimento, crescimento e maturação fértil dos adolescentes.

O FSH também regula a secreção de outros hormônios importantes para os processos reprodutivos, como o  luteinizante (LH). Ainda estimula a produção e liberação dos espermatozoides (gameta masculino) e dos óvulos (gameta feminino).

É graças à união dos gametas, geralmente por meio da relação sexual, que um bebê é concebido.

Para que serve o FSH na mulher?

Além de ser fundamental nos homens, já que regula a produção e liberação dos gametas, o FSH é ainda mais importante nas mulheres. Isso porque, além de estimular a maturação dos óvulos, a substância estimula a secreção do estrogênio. O estrogênio é um dos principais hormônios femininos e, sem ele, os folículos ovarianos não podem se desenvolver.

Uma mulher nasce com todos os óvulos que liberará durante a vida fértil. Eles ficam armazenados como folículos ovarianos, e começam a ser amadurecidos e liberados a partir da puberdade. Normalmente, apenas um óvulo é liberado por mês, mas algumas mulheres podem ovular mais de uma vez neste período.

Esse processo de liberação do óvulo é chamado de ovulação. Em uma mulher com ciclo fértil de 28 dias (o mais comum), a ovulação ocorre no 14º dia após o início da menstruação. Com o óvulo liberado, a mulher entra em seu período fértil, o que compreende, mais ou menos, 7 dias. Ou seja, a data de liberação do óvulo, 3 dias antes, e 3 dias depois.

O casal que deseja engravidar precisa fazer a previsão da ovulação. Assim, pode intensificar a prática sexual no período e aumentar as chances de concepção.

Quando possui alterações no FSH, porém, a paciente não consegue liberar o estrogênio adequadamente. Em consequência, pode não liberar o óvulo, ou fazê-lo em dia bem diferente do previsto.

Por isso, a gestação se torna mais difícil de se obter.

Quando a mulher atinge a menopausa, seus níveis hormonais caem drasticamente. Assim, torna-se impossível ao organismo realizar o processo de ovulação e permitir a concepção natural. Nessa época, o nível do FSH é percebido em níveis bastante altos, o que indica a falência dos ovários.

Exame FSH: tudo que você precisa saber

Como explicado até aqui, o FSH está diretamente ligado à fertilidade, tanto feminina, quanto masculina. Por isso, um exame FSH ajuda a verificar se os testículos e ovários estão trabalhando da forma correta. Normalmente, o teste é solicitado quando o casal apresenta dificuldades para engravidar.

Mas o teste de FSH não é utilizado apenas nestes casos. Ele também é solicitado para avaliar, por exemplo, situações de impotência sexual masculina, avaliação da menopausa feminina e da baixa contagem de espermatozoides no sêmen.

Endocrinologistas e ginecologistas ainda costumam usar o exame FSH para avaliar as causas da falta de menstruação ou menstruação irregular.

Assim como para a análise da ovulação, do funcionamento da glândula pituitária e a presença de tumores na região.

A glândula pituitária é responsável por produzir oito hormônios, e desordens na estrutura podem provocar uma série de sintomas. Entre eles estão a fadiga, perda de peso e falta de apetite.

Outro uso comum do exame FSH é a investigação de casos de puberdade precoce. O quadro é caracterizado pelo desenvolvimento das mamas ou dos testículos, de pelos púbicos, e pelo início da menstruação em idades antes dos 13 anos. Esse é o período mais comum para o início da puberdade. O desenvolvimento sexual tardio também pode ser analisado por meio do teste.

O que pode afetar os resultados?

Apesar de bastante utilizado, o FSH nem sempre é útil. Isso porque, alguns fatores podem afetar os seus resultados, dificultando a percepção real do que acontece no organismo do indivíduo. Algo comum, por exemplo, são alterações provocadas pelo uso de pílulas anticoncepcionais pelas mulheres.

Exames com contraste e o uso de remédios como o Cimetidina, Levodopa e o Clomifeno também costumam modificar a análise. O mesmo para a gravidez, já que os níveis do hormônio ficam muito alterados nesse período.

Em qualquer dessas situações, é indicado que o indivíduo interrompa o uso de medicamentos 4 semanas antes de realizar o exame. Sejam eles anticoncepcionais, sejam outros como a Cimetidina. O tempo deve ser semelhante para o pós-gravidez. Porém, é preciso seguir as orientações médicas, e garantir que seu bem-estar não seja afetado no processo pré-teste.

O uso de medicamentos com testosterona, quimioterapia e  alcoolismo também podem afetar os resultados do exame no homem.

Quero mais informações

Passo a passo do exame de FSH

Um exame FSH é realizado como um exame laboratorial para a coleta de sangue. O que muda é a análise da amostra, que buscará exatamente essa substância no organismo. Na hora de realizar o teste, o passo a passo é o seguinte:

  • Um garrote é amarrado no braço do paciente. O elástico é o responsável por interromper o fluxo de sangue na região por alguns momentos, facilitando a coleta da amostra;
  • A agulha é inserida na veia do indivíduo, coletando o sangue em um tubo;
  • A agulha e o elástico são retirados do braço. Então, o paciente é orientado a fazer leve pressão sobre a região em que a agulha foi inserida. Isso evitará sangramentos;
  • Uma bandagem é colocada no braço do paciente.

Valores de referência do FSH

Feita a coleta da amostra, ela é analisada em laboratório. Depois, o médico pode verificar os resultados, de acordo com os valores de referência dos níveis de FSH no organismo. Os valores variam de acordo com a idade e o gênero da pessoa.

Geralmente, os valores de referência também podem mudar de acordo com o laboratório do teste, já que as empresas utilizam parâmetros diferentes. Nesse caso, o resultado será o mesmo (de FSH baixo, alto ou normal), mas com base em outros dados.

Em todo o caso, é comum que os valores de referência fiquem próximos do seguinte:

  • Crianças: 0,02 a 3,0 mUI/ml
  • Homem adulto: 1,1 – 8 mUI/mL
  • Mulher adulta na fase folicular: 1,5 – 8 mUI/mL
  • Mulher adulta na fase ovulatória: 10,0 a 80,0 mUI/ml
  • Mulher adulta na fase lútea (última fase do ciclo menstrual): 0,2 a 6,5 mUI/ml
  • Mulher adulta na menopausa: 8,0 a 33,0 mUI/ml

O que o FSH Alto indica?

Com os resultados do exame FSH em mãos, o médico pode diagnosticar diferentes problemas no homem e na mulher. A começar pela menopausa precoce, ou seja, a perda da função dos ovários antes dos 40 anos de idade.

Também é possível verificar o uso de medicamentos com progesterona ou estrogênio, que podem afetar a fertilidade se utilizados de forma inadequada. O diagnóstico ainda inclui a entrada na menopausa.

Já nos homens, é possível que o médico perceba a síndrome de Klinefelter. A síndrome é uma condição genética em que o homem nasce com um cromossomo X extra. Os cromossomos X são os que caracterizam o sexo feminino, e sua presença a mais no homem pode levar a características como o aumento das mamas e a pouca produção de esperma.

Outro diagnóstico comum com o teste de FSH alto é a percepção da perda da função dos testículos e o aumento da testosterona.

FSH Baixo: qual o diagnóstico?

Nas mulheres, a percepção de um nível baixo de FSH pode provocar/indicar a falha da maturação e liberação dos óvulos pelos ovários. As alterações são igualmente comuns em casos de anorexia nervosa. Os níveis também podem ser alterados com o uso de anticoncepcionais ou corticóides.

Quando o FSH aparece muito baixo nos homens, costuma haver falha na produção dos espermatozoides. O nível do hormônio também pode indicar problemas na hipófise ou no hipotálamo, IMC (Índice de Massa Corporal) baixo ou estresse.

Com as análises dos exames realizadas, o médico responsável também costuma solicitar exames complementares. Isso porque, as causas da fertilidade de um casal podem ir além das alterações no FSH. É comum, por exemplo, a realização do espermograma pelo homem. Com mais informações, o especialista pode diagnosticar de forma precisa a infertilidade, e indicar os melhores modos de solução.

FSH e gestação: é possível engravidar?

Se você leu o texto até aqui, já percebeu que o FSH pode afetar a fertilidade de um casal de diferentes formas. Seus níveis desordenados, por exemplo, são responsáveis por alterações na liberação dos óvulos e da produção de espermatozoides. Quando apresenta deficiências em seus gametas, os indivíduos encontram dificuldades para engravidar.

Quer receber mais informações?
Fale com uma consultora.

Percebida qualquer alteração nos níveis de FSH, o médico poderá indicar uma série de mudanças de hábitos. Uma dieta rica em ômega 3 por exemplo, pode ajudar a elevar o nível do hormônio. A prática de exercícios físicos, mudanças no anticoncepcional e medicamentos para o tratamento também costumam ser eficazes.

Após o tratamento adequado, é comum que os níveis do hormônio voltem ao normal. Assim, o casal pode voltar a buscar a gravidez, com mais chances de alcançá-la.

E se gestação não acontecer?

Em todo o caso, ainda podem ocorrer situações em que a gravidez natural é bastante difícil. Especialmente quando as alterações no FSH não são a única causa das dificuldades. Elas podem estar ligadas a outras questões de infertilidade, como a menopausa na mulher e a varicocele no homem. A varicocele é uma inflamação das veias dos testículos, que afeta a produção de espermatozoides.

É comum que um casal demore até um ano para alcançar a gravidez. Isso porque, é preciso que a mulher esteja em seu período fértil para que ela aconteça, o que geralmente corresponde a apenas 20% de chances mensais.

Passados 12 meses de tentativas, é fundamental que homem e mulher busquem auxílio médico. Assim, o especialista poderá solicitar exames e diagnosticar problemas de fertilidade.

Em 30% dos casos, as causas da infertilidade do casal estão ligadas aos homens. Em 30%, às mulher, e em outros 30%, a ambos os indivíduos.

Nos 10% restantes da estatística, não é possível diagnosticar a razão da infertilidade.

Caso problemas assim venham a ocorrer, o casal pode buscar o auxílio da Medicina Reprodutiva. Algumas técnicas de reprodução podem facilitar a concepção. As mais utilizadas são a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Passo a passo da inseminação artificial

Para realizar a inseminação artificial, a mulher passa por um processo de indução da ovulação. Isso significa que ela utiliza alguns medicamentos hormonais, que estimulam os ovários a amadurecerem e a liberarem um óvulo em determinada data.

Logo após a liberação do gameta, os espermatozoides são coletados. Geralmente, isso é feito por meio da masturbação. Em seguida, os espermatozoides são inseridos ao fundo do útero da mulher. De lá, precisam se deslocar até o óvulo, que aguarda na tuba uterina.

Caso consiga alcançá-lo, o gameta masculino o fecunda, dando origem ao embrião. O embrião, então, desce até o útero, fixando-se em sua parede (endométrio) e iniciando a gestação. A inseminação artificial é utilizada para facilitar o caminho do espermatozoide até o óvulo. Por isso, é bastante indicada para casos de pouca motilidade dos gametas masculinos, por exemplo.

A fertilização in vitro

O início do tratamento da fertilização in vitro é muito semelhante ao da inseminação. Afinal, a mulher passa pelo mesmo processo de indução da ovulação. Em seguida, porém, o óvulo é coletado, assim como os espermatozoides masculinos. As células são levadas ao laboratório e unidas ali, dando origem ao embrião.

No passo seguinte da fertilização, o embrião é amadurecido, por cerca de cinco dias. Depois, ele é transferido para o útero da mulher, onde deve se fixar. Caso consiga fazê-lo, dá-se início à gravidez.

Ainda existem outras técnicas de reprodução assistida disponíveis, como o coito programado e a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides). As técnicas são indicadas após a avaliação detalhada da fertilidade do casal, inclusive com a análise dos seus níveis de FSH. Assim, a alternativa com maior chance de sucesso pode ser utilizada. Entre em contato com a GERA e saiba mais!

Joji Ueno é Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP, Ex – Fellow do The Jones Institute for Reproductive Medicine, Norfolk, EUA e diretor e fundador da Clínica GERA. Desde 1993 ajudando a restaurar a fertilidade e a formar famílias.

  • Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP Título de Habilitação em Vídeo-Laparoscopia pela FEBRASGO;
  • Título de Habilitação em Vídeo-Histeroscopia pela FEBRASGO;
  • Título de Habilitação em Vídeo-Laparoscopia pela SOBRACIL; Diretor da Clínica GERA;
  • Responsável pelo Setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês;
  • Orientador da Pós-graduação Strito Sensu da Faculdade de Medicina da USP (2000-2005);
  • Fellow do The Jones Institute for Reprodutive Medicine, Eastern Virginia Medical School, Nortfolk – Estados Unidos da América ( 1990);
  • Autor do livro Cirurgia Vídeo-Endoscópica em Ginecologia.Livraria Roca –1996 ( 384 páginas );
  • Autor do cd-room Atlas Interativo de Vídeo-Endoscopia em Ginecologia, 1997;
  • Diretor do Serviço de Endoscopia ginecológica do Hospital Pérola Byington , 1997- 1998; Revisor da revista The Journal of the American Association of Gynecologic Laparoscopists (2001-2004).

CRM 48.486

Locais onde o Dr. Joji Ueno Contribui com conteúdo:

Источник: https://www.clinicagera.com.br/fsh/

Entenda como os hormônios FSH e LH influenciam na fertilidade e na gravidez » Dr João Dias

FSH: o que é, para que serve e porque está alto ou baixo

Os hormônios são substâncias produzidas por glândulas endócrinas e liberadas na corrente sanguínea com efeitos específicos. O FSH (hormônio folículo-estimulante) e o LH (hormônio luteinizante) são hormônios produzidos pela hipófise que desempenham papel fundamental tanto nas fertilidades masculina e feminina como na gravidez.

Na fertilidade, eles regulam o ciclo menstrual, estimulando o crescimento dos folículos (FSH) e provocando a ovulação (LH). Por isso, o período fértil é identificado quando há um pico de LH no organismo.

Isso significa que em breve haverá a ovulação, ou seja, a liberação do óvulo pelo ovário.

Nos homens, esses mesmos hormônios estimulam os testículos a produzir e amadurecer os espermatozoides, assim como a produzir a testosterona.

No texto de hoje, vou explicar como o FSH e o LH influenciam na fertilidade feminina e na gravidez. Continue a leitura para saber mais!

LH e FSH na gravidez

O ciclo menstrual, que prepara o corpo para a gestação, é um processo cíclico, resultante da secreção alternada de 4 principais hormônios: estrogênio, progesterona, FSH e LH. Cada um desses hormônios tem um papel importante na fertilidade e no processo de gravidez.

O estrogênio e a progesterona são secretados principalmente pelos ovários. Esses dois hormônios estimulam o crescimento das células da parede interna do útero, o endométrio, que se torna mais espesso e vascularizado. Essas mudanças preparam o útero para a implantação do embrião, ou seja, de uma gravidez.

O endométrio é a camada que reveste a parte interna do útero. É nele que o óvulo se fixa para dar início à gravidez. Caso não esteja espesso adequadamente, devido a algum desequilíbrio hormonal, a doenças como endometrite, pólipos endometriais, miomas ou sinéquias uterinas, a qualquer outro problema, a gravidez pode não acontecer.

Já os hormônios FSH e LH são secretados pela hipófise, glândula localizada no cérebro, e, no ciclo menstrual, vão agir no processo de amadurecimento dos folículos e liberação dos óvulos.

Dessa forma, esses hormônios, em conjunto durante o ciclo menstrual, amadurecem os folículos e provocam a ovulação para possibilitar a fecundação. Além disso, auxiliam na preparação do endométrio para criar um ambiente apropriado para o embrião se fixar e dar início à gravidez.

Ciclo menstrual: como o LH e o FSH interagem para possibilitar a gestação?

É normal que a duração do ciclo menstrual varie de 25 a até 35 dias. O primeiro dia do ciclo é o início da menstruação.  Enquanto a menstruação acontece, a liberação do FSH aumenta. Durante a primeira metade do ciclo, aproximadamente, ocorre o amadurecimento dos óvulos pelo FSH.

Ele estimula a liberação progressiva de estrogênio e o crescimento dos folículos ovarianos. Cada folículo contém um óvulo e muitos folículos crescem, mas apenas um, o dominante, amadurece e libera o óvulo.

Por sua vez, o estrogênio (produzido pelo folículo dominante, que foi previamente estimulado pelo FSH) prepara o endométrio para receber o embrião após a fecundação. O aumento dos níveis de estrogênio estimula a liberação do hormônio LH, que provoca o rompimento da membrana folicular e a liberação do óvulo para que seja fecundado pelo espermatozoide nas tubas uterinas.

Esse processo ocorre, geralmente, na metade do ciclo e é chamado ovulação, que marca o período fértil.

O óvulo foi fecundado? Então ele migra das tubas uterinas até o útero, onde se implanta no endométrio já preparado para continuar seu desenvolvimento. Ocorre, assim, a gravidez. Nessa região de fixação, a placenta começa a se formar para nutrir e possibilitar o desenvolvimento da criança dentro do útero.

Além disso, a placenta produz um outro hormônio, chamado de hCG (hormônio gonadotrófico coriônico). Sim, é esse mesmo hormônio que detectamos na urina ou no sangue quando fazemos o teste de gravidez.

O hCG continua estimulando o folículo que ovulou (agora chamado de corpo lúteo) a produzir mais estrogênio e progesterona, e esses dois hormônios possibilitam que o endométrio fique receptivo e mantenha a nutrição do embrião que está lá se desenvolvendo.

O óvulo não foi fecundado? Após a ovulação, começa a fase lútea.

O folículo vazio se transforma em corpo lúteo, que produz progesterona para que o endométrio continue preparado para a gestação.

No entanto, se o óvulo for fecundado e por algum motivo não se fixar no útero, o corpo lúteo para de produzir estrogênio e progesterona, a gravidez não acontece e a menstruação ocorre.

Desequilíbrios hormonais podem levar à infertilidade?

O equilíbrio adequado de hormônios é um dos fatores mais importantes para que a gravidez ocorra com sucesso. O desequilíbrio hormonal pode ser um obstáculo, diminuindo as chances de consolidar gestação.

As disfunções ovarianas são as principais causas de infertilidade feminina. Veja algumas das causas mais comuns de disfunção ovariana que aumentam as chances de infertilidade, devido ao desequilíbrio hormonal.

Problemas ovulatórios: principal causa de infertilidade feminina. Os desequilíbrios ovulatórios são consequências de alterações na liberação hormonal e podem provocar irregularidade no ciclo menstrual, problema nos ovários e até mesmo ausência da ovulação.

Síndrome dos ovários policísticos: causada por um desequilíbrio hormonal e excesso de testosterona (que deveria ser convertida em estrogênio nos ovários). Provoca irregularidades na menstruação, aumento dos pelos, ganho de peso e acne. A ovulação também fica comprometida, o que dificulta a gravidez.

Alterações da tireoide: os hormônios tireoidianos exercem efeitos importantes na função dos ovários. Desequilíbrios na função da glândula refletem no funcionamento dos ovários e, como consequência, na produção dos hormônios LH e FSH, o que pode impedir a ovulação e causar abortos espontâneos e infertilidade.

Existem diversos exames para investigar as causas da infertilidade, como: a avaliação da reserva ovariana, exames hormonais, ultrassonografia transvaginal, entre outros. Atualmente, muitos casos de infertilidade podem ser revertidos com técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

Este artigo tirou suas dúvidas sobre como os hormônios LH e o FSH podem influenciar na fertilidade e na gravidez? Assine agora nossa newsletter e saiba mais.

Compartilhar:

Источник: https://drjoaodias.com.br/entenda-como-os-hormonios-fsh-e-lh-influenciam-na-fertilidade-e-na-gravidez/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: