Gagueira infantil: como identificar e tratar

Gagueira: nome técnico, tipos de exercícios e tratamentos

Gagueira infantil: como identificar e tratar

11 de agosto de 2017

  |  Tempo de leitura: 9 minutos

Gagueira é um dos Transtornos de Fluência, enquadrados dentro do DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais) como transtornos de comunicação. A fluência é o aspecto de produção da fala que se refere à continuidade, suavidade e esforço.

Fluência é definida como a fala de fluxo contínuo e suave, que é decorrente de uma integração harmônica entre os processamentos neurais envolvidos na linguagem e no ato motor.

 A gagueira, o transtorno de fluência mais comum, é uma descontinuidade no fluxo de fala caracterizada por repetições (sons, sílabas, palavras, frases), prolongamentos de som, blocos, interjeições e revisões, o que pode afetar a velocidade e o ritmo da fala.

Essas disfluências podem ser acompanhadas por tensão física, reações negativas, comportamentos secundários e evitação de sons, palavras ou situações de fala.

Estatísticas da Gagueira

De acordo com o Instituto Brasileiro de Fluência, a incidência da Gagueira é de 5% na população brasileira. Isso significa dizer que mais de 10 milhões de pessoas são afetadas pela gagueira durante o desenvolvimento da linguagem no Brasil. A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, cerca de 2 milhões de brasileiros gaguejam de forma crônica (há anos ou décadas).

A gagueira tipicamente tem suas origens na infância. A maioria das crianças que gaguejam, começam a fazê-lo em torno de 2 anos e meio de idade. Aproximadamente 95% das crianças que gaguejam começam a fazê-lo antes dos 5 anos de idade.

Principais sintomas 

Todos os oradores produzem disfluências, que podem incluir hesitações, tais como pausas silenciosas e interjeições de enchimentos de palavras. O famoso ééééé, ahhhhh ou qualquer outro tipo de pausa ou interrupção ao longo do discurso natural.  No entanto, alguns sinais podem ser evidenciados em quem efetivamente sofre com a Gagueira:

  • Uso mais frequente de interjeições. Por exemplo: “tipo assim, então, tá, né?!”
  • Prolongamento de sons. O som é emitido por maior tempo do que o esperado. Por exemplo: “Popopodeeee me ajudar popopor fafaaavor”
  • Ansiedade ou nervosismo excessivos para produzir uma palavra ou som e iniciar uma palavra, frase ou expressão
  • Ansiedade para iniciar um discurso, devido às sucessivas experiências com a fala gaguejada
  • Movimentos motores involuntários como: tensões faciais, tremores de lábios, mandíbula, piscar de olhos, entre outros.
  • Redução significativa da capacidade de se comunicar de forma eficaz

Outros Transtornos de Fluência

Além da gagueira, outros dois transtornos menos conhecidos estão englobados dentro do conceito de fluência: a taquilalia e taquifemia. Ambos estão relacionados a uma taxa de articulação (velocidade de fala) elevada, suficientemente intensa para prejudicar a inteligibilidade da mensagem.

Taquilalia

Trata-se da articulação muito rápida da fala, na qual a pessoa atropela as palavras e pode prejudicar a inteligibilidade da mensagem. Porém, a Taquilalia não está ligada a qualquer disfluência ou gagueira e não compromete a integridade do discurso.

Taquifemia

Apresenta os mesmos sintomas da Taquilalia, porém, dois outros sintomas também são obrigatórios para o diagnóstico: pouca consciência do distúrbio e aumento de hesitações e disfluências.  Porém, a Taquifemia não deve ser confundida com a gagueira, um distúrbio multifatorial que tem muitas outras características que compõem seu quadro.

Os indivíduos que possuem o transtorno também podem apresentar troca de letra na fala e escrita, dificuldade para encontrar palavras, dificuldades sintáticas, discurso confuso, dificuldade de leitura e escrita, desatenção, hiperatividade, impulsividade, retardo no desenvolvimento de linguagem e no desenvolvimento motor.

Tratamento

O tratamento para transtornos de fluência deve ser altamente individualizado e baseado em uma avaliação completa da fluência da fala, fatores de linguagem, componentes emocionais, atitudinais e impacto na vida.

Um profissional de saúde especializado deverá considerar o grau dos comportamentos disfluentes da criança e como a comunicação geral são influenciados por um transtorno coexistente (por exemplo, outros distúrbios de fala ou linguagem, síndrome de Down, TEA ou TDAH). Determinando, assim, como o tratamento pode ser ajustado assertivamente.

A gagueira não é um distúrbio emocional ou afetivo e sim, um distúrbio neuroquímico que afeta as estruturas pré-motoras da fala. Por isso, é importante procurar um fonoaudiólogo a fim de ver o melhor tratamento disponível.

Um acompanhamento multidisciplinar, com um psicólogo, é extremamente efetivo no tratamento da gagueira no que se refere à dificuldades de autoestima, autoimagem e ansiedade.

Além disso, um psicólogo especializado pode proporcionar ao indivíduo técnicas facilitadoras da fluência e, no caso de crianças, também trabalhar com a família para auxiliar a criança a falar de forma mais suave e fluente.

Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a requisitos específicos para atender a todos que precisem de acompanhamento. Acesse nosso site e confira você mesmo todas as oportunidades oferecidas!

Exercícios recomendados para os transtornos de fluência

Exercícios de relaxamento e alongamento para os lábios, língua, pescoço e ombros são recomendados para o tratamento. Estes exercícios diminuem a sensação de urgência para falar.

Relaxe o corpo:

  • Libere a tensão nas costas, pescoço e braços. Relaxe os ombros, deixe-os caírem ao nível natural.
  • Mexa os lábios por alguns segundos antes de falar. Cantores fazem isso como aquecimento.
  • Remova qualquer tensão colocada nas pernas e nos braços. Gire o tronco.

Relaxe a mente:

  • Diga a si mesmo: “Sou maior que a gagueira; essa gagueira não é maior que eu!”.
  • Concentre sua atenção em sua mente. Permita gentilmente que sua atenção chegue até as pontas mais distantes de seu corpo, respirando uniformemente. Isso pode ser feito através da meditação.

Fique na frente de um espelho e converse com você mesmo

Apenas comece a falar sobre qualquer coisa – como foi seu dia, como está se sentindo, o que planeja fazer mais tarde – e observe a gagueira desaparecer.

  • Falar em frente a um espelho não é a mesma coisa que conversar com outra pessoa; porém, este exercício deve lhe dar uma boa carga de confiança. Lembre-se do quão bem você falou em frente ao espelho enquanto se preparar para conversar com outra pessoa.
  • Tente falar consigo mesmo diariamente por 30 minutos. Pode parecer estranho no início, mas o exercício é escutar a própria voz sem gaguejar. Isso lhe dará muita confiança.

Leia livros em voz alta

Sua habilidade de se comunicar irá melhorar. Apenas leia em voz alta. Será difícil no início, mas aprenderá como respirar. Um grande problema que a maioria dos gagos possui é não saber quando respirar durante leituras ou conversas. Com a leitura, você fará naturalmente exercícios de respiração e se livrará da gaguez com algum tempo.

Reduza a velocidade da fala

Exercícios de velocidade, que fazem o paciente perceber as diferenças entre a fala lenta, normal e rápida. Diminuir a velocidade de fala geralmente reduz a ocorrência da gagueira.

Para aprender a falar mais devagar, é necessário treinar a redução da velocidade na leitura e na fala espontânea.

No início, a diminuição da velocidade de fala parece um pouco forçada, mas, com o treino, vai se tornando cada vez mais natural e automática.

Aumente o uso de pausas

Exercícios de pausa silenciosa, que ensina a frequência adequada da fala ao paciente. A utilização de um maior número de pausas na fala também é uma estratégia eficiente para diminuir a ocorrência da gagueira.

Mas, se as pausas forem muito numerosas ou muito longas, a fala também vai soar pouco fluente.

Por isso, o treino deve ser organizado para que a pessoa que gagueja aprenda a utilizar mais pausas na fala, mas em quantidade e duração adequadas.

Suavize a tensão muscular

A pessoa que gagueja, muitas vezes, utiliza um excesso de tensão muscular para articular os sons da fala. Quando isso ocorre, percebe-se que há excesso de esforço físico para falar, que se manifesta principalmente nos bloqueios.

A suavização consiste em aprender a articular os sons da fala com menor solicitação muscular. No início, a diminuição da tensão muscular é voluntária, mas, com o treino, vai se tornando natural.

O treino envolve a prática da suavização na leitura e na fala espontânea.

Como ajudar

Pessoas que convivem com crianças que gaguejam (pais, irmãos, amigos e professores) podem colocar em prática atitudes simples para ajudá-los:

  • Ouvir a criança com atenção e manter a calma e naturalidade enquanto ela fala;
  • Reservar um tempo para conversar com a criança, sem distrações;
  • Falar devagar e sem pressa, sem perder a naturalidade da fala;
  • Incentivar todos da família a serem bons ouvintes;
  • Não chamar atenção para a gagueira durante interações diárias;
  • Aceitar a criança como ela é,  não reagindo negativamente, não criticando e não punindo a criança quando ela gaguejar.

Filme de referência: O Discurso do Rei (2011)

Sinopse: O Príncipe Albert da Inglaterra deve ascender ao trono como Rei George VI, mas ele tem um problema de fala.

Sabendo que o país precisa que seu marido seja capaz de se comunicar perfeitamente, Elizabeth contrata Lionel Logue, um ator australiano e fonoaudiólogo, para ajudar o Príncipe a superar a gagueira.

Uma extraordinária amizade desenvolve-se entre os dois homens, e Logue usa meios não convencionais para ensinar o monarca a falar com segurança.

Fontes

American Speech Language Hearing Association

Instituto Brasileiro de Fluência

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

Источник: https://www.vittude.com/blog/gagueira-nome-tecnico-exercicios-tratamento/

Gagueira: quando é um problema e como tratar?

Gagueira infantil: como identificar e tratar

Até os 5 anos, a repetição de sílabas e palavras é comum, mas depois pode ser um sintoma de gagueira. Saiba o que fazer para ajudar seu filho

Cada criança tem seu tempo para desenvolver a fala. E, em média aos 3 anos, ela já conversa sem grandes problemas de vocabulário.

Mas há aquelas que por volta dessa mesma idade apresentam distúrbio de fluência, com repetições (ca-casa), alongamentos (sssssapo) ou bloqueios de sons ou sílabas – é a gagueira, também chamada de disfluência fisiológica.

Nesta fase, é comum que os pensamentos sejam mais rápidos do que a capacidade de falar, por isso a criança repete sílabas e palavras. A tendência é que esse desvio desapareça até os 5 anos, mas você pode ajudar.

Ouça seu filho com calma e paciência, sem chamar a atenção para este comportamento ou pedir para ele falar mais devagar – isso só vai fazer com que ele se senta inadequado e ache que está com algum problema. Só é caso de tratamento se a criança ainda gaguejar com cerca de 5 anos, quando é preciso fazer terapia com um fonoaudiólogo especializado no assunto.

Diagnóstico e tratamento

A gagueira é um distúrbio com base neurológica. Ou seja, o cérebro tem dificuldade de controlar os movimentos automáticos da fala espontânea. “Ela é involuntária. A pessoa não gagueja porque quer ou porque não tem força de vontade para controlar sua fala”, diz Ignês Maia Ribeiro, fonoaudióloga e presidente do Instituto Brasileiro de Fluência (IBF). E há influência da genética.

Cerca de 55% das pessoas que gaguejam têm alguém da família com gagueira. Porém, mesmo com essa herança ela pode ou não se manifestar.

Com diagnóstico muitas vezes negligenciado, segundo a especialista, há pais que não tomam nenhuma atitude quando percebem que o filho é gago, por achar que o problema vai se resolver com o tempo, ou ainda pressionam a criança para que fale sem gaguejar. Isso pode piorar a situação.

Há mitos que precisam ser derrubados: insegurança, timidez, nervosismo ou ansiedade não causam gagueira. Identificar quando o filho tem problema de fala é fácil. “Repetições, alongamentos e bloqueios são perceptíveis, principalmente se vêm acompanhados de falta de sincronia com a respiração, ou com movimentos faciais que mostrem esforço na produção dos sons da fala”, diz Ignês.

De acordo com a fonoaudióloga, tratar a gagueira assim que a criança começa a apresentar o distúrbio permite 98% a 100% de recuperação. Procurar o quanto antes um profissional especializado em distúrbios da fluência, que vai traçar o tratamento dependendo de cada caso, evita que a criança tenha de enfrentar o preconceito que existe até hoje.

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Tenho uma filha linda ,a pouco fiz seu Book,gostaria de enviar fotos para serem publicadas

dayane martins – Sinop/MT | 11/06/2012 04:31

Pessoal, não estou conseguindo contato com vcs. Tenho uma assinatura, mudei de endereço e não estou recebendo a revista. Aguardo retorno.

Источник: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI324011-18560,00.html

Gagueira infantil é normal?

Gagueira infantil: como identificar e tratar

Tipicamente, a gagueira tem origem na infância. A maioria das crianças que apresentam esse problema na fala, começam a dar indícios de que algo não está certo em torno de 2 anos a 3 de idade.

Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência, o transtorno atinge cerca de 5% da população brasileira. E você sabe o que isso significa? Que quase 10 milhões de pessoas sofrem com a gagueira durante o desenvolvimento da linguagem no Brasil. 

Já a prevalência desse problema, chega a 1%, ou seja, cerca de 2 milhões de pessoas convivem com a gagueira a vida inteira. 

Aproximadamente, 95% das pessoas que apresentam o transtorno começam a ter dificuldades na fala antes dos 5 anos de idade.

Você tem notado seu filho se enrolar nas palavras, lutando para verbalizar fluentemente? Isso pode ser indício de gagueira infantil! No post de hoje, vamos falar um pouco mais sobre este transtorno, como ele se manifesta e quais são suas causas. Boa leitura!

O que é gagueira infantil?

A gagueira infantil é um transtorno da comunicação que afeta diretamente a capacidade de fluência da fala causando interrupções e dificuldade de verbalização devido a falhas na programação motora temporal da pessoa.

Essas falhas na programação motora ocasionam a diminuição do ritmo de fala e pode ser acompanhada de distorções faciais e corporais devido ao esforço motor do corpo para falar.

Não é comum uma pessoa começar a gaguejar na adolescência ou na idade adulta. Geralmente, a desordem inicia na primeira infância, quando o indivíduo começa a desenvolver a fala.

Neste período, é comum notar que a criança sabe exatamente o que quer dizer, porém, tem dificuldade para pronunciar. Sendo assim, se o problema persistir por mais de seis meses, o correto é procurar ajuda de um especialista.

Principais sintomas

Quando a criança produz dificuldade de fluência, existem algumas hesitações na hora da fala como: pausas silenciosas, irritabilidade e ansiedade ao verbalizar. Outros sintomas comuns em crianças que sofrem com o distúrbio são:

  • Excesso de tensão para produzir uma palavra;
  • Redução da capacidade de se comunicar;
  • Dificuldade para iniciar uma palavra;
  • Pausas longas entre uma sílaba e outra;
  • Repetição de sons e sílabas.
  • Movimentos motores involuntários como: tensões faciais, tremores de lábios, mandíbula, piscar de olhos, entre outros;

A seguir, descubra os principais fatores de risco que podem desencadear a condição.

Fatores de risco

Alguns fatores aumentam as possibilidades da criança desenvolver gagueira, como o histórico familiar. Acredita-se que a genética é o maior preditor para uma criança desencadear o problema na fala.

Outro fato muito importante, é que a gagueira infantil é mais comum entre os meninos. Ou seja, quem é do sexo masculino têm maior probabilidade de desenvolver o transtorno nos primeiros anos de vida. Estima-se que os meninos apresentam de três a quatro vezes maior propensão a gagueira.

Atenção: é importante ficar alerta a idade de início! Aquela história: “É uma fase, logo passa”, não deve ser levada em consideração, ainda mais quando os sintomas se estendam. Em crianças que apresentam o transtorno depois dos quatro anos, as chances de gagueira permanente são maiores.

Distúrbios de fala e linguagem pré existentes também aumentam a probabilidade da criança gaguejar.

Tratamento

Como em qualquer diagnóstico precoce, as chances de um tratamento mais rápido e eficaz aumentam consideravelmente. 

No caso da gagueira infantil, não é diferente, quando evidenciada nos primeiros meses e ainda na infância, entre dois e três anos, o processo da formação da linguagem ainda está em desenvolvimento, o que facilita muito o tratamento.

Nestes casos, o fonoaudiólogo é o profissional mais indicado para realizar a avaliação e tratamento do transtorno da fala. É importante compreender que esse tratamento é altamente individualizado e se baseia na avaliação completa da fluência da fala da criança.

Fatores como linguagem, componentes emocionais e traumas também são avaliados durante o tratamento. 

Portanto, se você precisa de ajuda, o ideal é procurar um fonoaudiólogo especializado em fluência, caso a gagueira estender-se ou a criança apresentar os sintomas citados acima.

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Gagueira

Gagueira infantil: como identificar e tratar

Gagueira é um distúrbio neurobiológico que afeta a fala, caracterizada pela disfunção desta, caracterizada por repetição de sons e sílabas ou por paradas involuntárias, que comprometem a fluência verbal.

Gagueira é um distúrbio neurobiológico da fluência da fala, que tem sua origem, provavelmente, no funcionamento inadequado dos núcleos de base, aglomerados de células nervosas envolvidos no controle da motricidade.

Cabe aos núcleos de base estabelecer a intercomunicação entre diferentes áreas do cérebro, o que permite a execução de atos motores complexos.

Quando essas estruturas não funcionam adequadamente, entre outros problemas, podem interferir na sequência motora da automatização da fala, ocasionando os alongamentos, bloqueios e repetições da fala próprios da gagueira.

Veja também: Leia entrevista sobre gagueira

Portanto, gagueira é uma disfunção da fala de origem psicomotora, que se caracteriza por repetição de sons e sílabas ou por paradas involuntárias, que comprometem a fluência e a comunicação verbal.

Na verdade, a pessoa gaga sabe perfeitamente o que quer dizer, mas não consegue ajustar o tempo e a duração dos sons.

Isso faz com que repita ou prolongue a emissão de uma consoante, de uma vogal ou de uma sílaba, ou, então, que interrompa a fala diante de um som que considera de risco para articular sem tropeços.

Nesses momentos, muitas vezes, ao perceber que vai gaguejar, a pessoa consegue substituir essa palavra por um sinônimo que não apresenta a mesma dificuldade de pronúncia.

O curioso é que pessoas com gagueira podem ser fluentes quando cantam, declamam um poema, repetem a fala de uma personagem no teatro, ou imitam um sotaque. Isso acontece, porque a região do cérebro estimulada na fala não espontânea, o hemisfério direito, é diferente da região responsável pela falta de sincronia que aparece na fala espontânea, ou seja, o hemisfério esquerdo.

Gagueira é um transtorno que afeta especialmente as crianças, antes dos 6 anos de idade, na proporção de três meninos para cada menina.

Causas

Gagueira é um distúrbio multifatorial, que se manifesta na infância e pode persistir na vida adulta.

Segundo a fonoaudióloga Fernanda Papaterra Limongi, três fatores estão envolvidos no aparecimento e manutenção da gagueira.

São eles: os fatores predisponentes, os fatores precipitantes predominantemente ambientais e os fatores perpetuantes, incluindo sentimentos como o medo e a ansiedade diante de situações que pressupõem a comunicação oral.

Veja também: Problemas de audição podem impedir a criança de aprender a falar

Certos sentimentos – medo, ansiedade, insegurança, timidez, vergonha – podem piorar a gagueira em razão da resposta defensiva de congelamento ou freezing que provocam.

Essa resposta ocorre quando, na dúvida sobre que rumo tomar diante de uma situação de perigo, o organismo reduz drasticamente a atividade, o que resulta na diminuição dos batimentos cardíacos, da pressão arterial e dos movimentos para a produção da fala.

Importante destacar, portanto, que fatores psicológicos não causam gagueira, mas podem agravá-la nas pessoas geneticamente predispostas. “Todo sofrimento psicológico associado à gagueira é posterior à manifestação do transtorno. O gago não é gago porque é inseguro: ele fica inseguro porque é gago”, como bem descreveu Dafne Rossi, uma visitante do Portal Drauzio Varella.

Sintomas

São considerados sinais e sintomas da gagueira:

  • Repetição ou prolongamento de sons e sílabas;
  • Dificuldade para iniciar uma palavra ou frase;
  • Bloqueio de sons;
  • Uso de interjeições para fazer a conexão entre as palavras, como “um”, “am”,”então”, “assim”, “aaah”, “né”;
  • Simplificação de frases;
  • Ansiedade, tensão muscular e estresse quando a pessoa se sente pressionada para falar ou ler um texto em público, sensações que não se manifestam quando sussurram, falam sozinhas, com um bebê ou com o animal de estimação;
  • Afastamento do grupo social na escola, no clube, na rua em que mora;
  • Baixa autoestima.

Observação importante:

As dificuldades da fala espontânea próprias da gagueira podem vir acompanhadas de movimentos corporais que visam facilitar a emissão dos sons ou sílabas bloqueados. Por exemplo: rapidez no piscar dos olhos, tremores dos lábios e da mandíbula, tiques faciais, movimentos bruscos da cabeça.

Diagnóstico

Ninguém é fluente o tempo todo. Em alguns momentos da vida e sob determinadas condições, qualquer pessoa pode apresentar certo grau de gagueira, mas ninguém dá atenção ao fato. Com as crianças pode acontecer a mesma coisa.

Elas gaguejam quando ainda não desenvolveram a linguagem nem as habilidades da fala para expressar suas ideias e sentimentos.

Por isso, apresentar alguns episódios de gagueira na infância pode não passar de um evento que faz parte da aquisição normal da linguagem.

De qualquer forma, ainda não foi estabelecido um protocolo padrão para o diagnóstico da gagueira, que deve ser realizado por fonoaudiólogo(a) especialista na área da fluência.

Em geral, o fator decisivo para fechar o diagnóstico é a criança demonstrar que, há  seis meses ou mais, está consciente da própria dificuldade e luta para falar.

Para tanto, a avaliação considera os sintomas (número de rupturas da fala durante um período pré-estabelecido de tempo que levam ao comprometimento da comunicação verbal, por exemplo) em diferentes contextos e situações.

Além desses dados, o diagnóstico da gagueira leva em conta o histórico pessoal e familiar do portador do transtorno.

Tratamento

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento sob a orientação de um fonoaudiólogo são medidas fundamentais para evitar que a gagueira se torne crônica. O objetivo é ajudar o portador do transtorno a melhorar a fluência do discurso e a capacidade de comunicação.

A seleção das técnicas terapêuticas deve levar em consideração a idade e as características do distúrbio de cada paciente. Basicamente, ela inclui a aprendizagem motora de estratégias a serem usadas durante a fala, como falar mais devagar, utilizar as pausas silenciosas com maior frequência e controlar a tensão muscular por meio de exercícios específicos.

O tratamento da gagueira envolve, ainda, a participação dos pais e de outros adultos que interagem com a criança no dia a dia.

Basicamente, consiste em ser um bom ouvinte, ou seja, é preciso escutar o que a criança tem a dizer, sem apressá-la nem tentar adivinhar a palavra que lhe falta para completar o pensamento.

Sempre é bom lembrar que a criança não gagueja porque quer ou para chamar a atenção. Gagueja porque não consegue ser fluente.

A psicoterapia é outro recurso a ser considerado no tratamento da gagueira, uma vez que pode ajudar a pessoa que gagueja a reconhecer e a lidar com sensações como o estresse, ansiedade, medo e baixa autoestima, que podem piorar o prognóstico do transtorno.

Vários medicamentos já foram testados para o tratamento da gagueira. Nenhum demonstrou ser eficaz o bastante para a remissão do quadro.

Recomendações

  • Não se acanhe nem deixe de expressar o que pensa ou o que sente só porque você gagueja;
  • Procure valer-se dos artifícios que ajudam a diminuir os sintomas da gagueira;
  • Use interjeições, substitua as palavras que de antemão sabe que tem dificuldade para pronunciar por outra equivalente, construa frases mais simples e menos elaboradas;
  • Leve a sério o tratamento. Não deixe de comparecer às sessões de fonoaudiologia nem as que visam ao atendimento psicológico.

Fontes

  • Portal Drauzio Varella/ entrevistas
  • Fernanda Papaterra Limongi – Gagueira
  • Rejane Rubino – Problemas da fala nas criança
  • Mayo Clinic – Diseases and Symptoms “Stuttering/Stammering”
  •  Instituto Brasileiro de Fluência (IBF) – “Gagueira levada a sério”
  • – 25 mitos sobre gagueira
  •  Sandra Merlo – Caracterização da Gagueira

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gagueira/

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