Giardia Lamblia (giardíase): sintomas e tratamento

Giardia Lamblia (giardíase): sintomas e tratamento

Giardia Lamblia (giardíase): sintomas e tratamento

A Giardia lamblia, também chamada de Giardia intestinalis ou Giardia duodenale, é um protozoário que pode parasitar os intestinos dos seres humanos e causar diarreia e dor abdominal.

A doença causada pela Giardia lamblia recebe o nome de giardíase ou giardiose, e sua transmissão se dá pelo contato com fezes de pessoas contaminadas.

Ciclo de vida da Giardia lamblia

A Giardia possui duas formas morfológicas: cistos e trofozoítas.

Os cistos são as formas do parasita liberadas pelas fezes dos pacientes infectados, podendo sobreviver por muito tempo no ambiente se houver umidade.

A transmissão da Giárdia é fecal-oral, ou seja, ocorre pela ingestão dos cistos de Giardia que saem nas fezes de humanos ou outros mamíferos. Quanto piores forem as condições de saneamento de um local, maior o risco de epidemias de giardíase. Falarei especificamente dos meios de transmissão mais abaixo.

Após a ingestão do cisto, a Giardia, no intestino delgado, se transforma na forma trofozoíta, tornando-se organismos flagelados que medem apenas 15 micrômetros (0,015 milímetros).

Para um melhor entendimento, podemos dizer que os cistos funcionam como ovos e os trofozoítas são os filhotes que saem do mesmo. Os trofozoítas são a forma capaz de se reproduzir, multiplicando-se dentro do intestino delgado do paciente contaminado, aderindo a sua parede e alimentando-se da comida que passa.

Quando o parasita chega ao intestino grosso, ele volta a forma de cisto, pois este é o único meio de sobreviver no meio ambiente após a sua eliminação nas fezes.

Formas de transmissão

Como já dito, a giardíase é transmitida pela via fecal-oral. Qualquer situação em que os cistos de Giárdia liberados nas fezes alcancem a boca de outras pessoas, causará a contaminação. Alguns exemplos:

  • Beber ou banhar-se em águas contaminadas (leia: DOENÇAS TRANSMITIDAS PELA ÁGUA).
  • Contaminação de alimentos por mãos mal lavadas. O processo de cozimento mata os cistos da Giárdia, portanto, este modo de transmissão é mais comum com alimentos crus ou contaminados somente após estarem prontos.
  • Creches e instituições de idosos onde há pouca preocupação com higiene.
  • Sexo anal.
  • Contato com fezes de cães e gatos contaminados.
  • Manuseio de solo contaminado sem a devida limpeza posterior das mãos.

Sintomas

A maioria das pessoas contaminadas pela Giardia lamblianão apresentarão sintomas. Naqueles que terão sintomas, os mais comuns são:

Febre é um sintoma menos comum e ocorre em menos de 15% dos casos.

Os sintomas descritos acima costumam surgir em aproximadamente 1 a 2 semanas após a contaminação com os cistos de Giárdia, durando em média por 2 a 4 semanas.

Após uma fase aguda, cerca de 2/3 dos pacientes que tiveram sintomas apresentam melhora espontânea. 1/3, porém, desenvolvem a infecção crônica pela Giárdia, mantendo-se infectados e sintomáticos por longos períodos. Na giardíase crônica, os sintomas mais comuns são:

  • Fezes pastosas.
  • Esteatorreia (fezes gordurosas e com forte odor).
  • Perda de peso importante.
  • Cansaço.
  • Depressão.

Um dos principais problemas da infecção pela Giárdia é a síndrome de má absorção, caracterizada clinicamente pela perda de peso e esteatorreia. O paciente com giardíase apresenta dificuldade em digerir gorduras, carboidratos e vitaminas. Até 40% dos pacientes desenvolvem intolerância à lactose.

Diagnóstico

A infecção pela Giárdia é normalmente diagnosticada através do exame parasitológico de fezes. Como o parasita é eliminado de modo intermitente, a coleta de pelo menos três amostras de fezes aumenta a chance de encontrarmos cistos.

Tratamento

O tratamento da infecção pela Giardia tem dois objetivos: eliminar os sintomas nos pacientes sintomáticos e interromper a eliminação dos cistos pelas fezes, quebrando a cadeia de transmissão.

Os esquemas terapêuticos mais indicados são os seguintes (doses para adultos):

Tratamento nas grávidas

Como a Giardia lamblia em si não faz mal para o bebê, nas grávidas com giardíase leve, que são capazes de se manter hidratadas e bem nutridas, é razoável adiar o tratamento até pelo menos o segundo trimestre para minimizar o risco de efeitos adversos dos fármacos para o feto.

Porém, se o obstetra entender que o tratamento é necessário durante o primeiro trimestre, o medicamento mais seguro é a paromomicina (10 mg/kg por via oral, 3 vezes por dia, por 5 a 10 dias), por apresentar absorção sistêmica limitada.

Durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez, agentes antimicrobianos aceitáveis incluem paromomicina, tinidazol, nitazoxanida ou metronidazol.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/giardiase/

Giardíase: sintomas, tratamento e transmissão

Giardia Lamblia (giardíase): sintomas e tratamento

Giardíase é uma infecção intestinal causada por um parasita microscópico que é encontrado em todo o mundo, especialmente em áreas com más condições de saneamento e água contaminada. A giardíase é marcada por cólicas abdominais, flatulência, náuseas e episódios de diarreia aquosa.

A infecção pode ser causada por parasitas encontrados em riachos e lagos do sertão, bem como no abastecimento municipal de água, piscinas, banheiras de hidromassagem e poços. Giardíase também pode ser transmitida através de alimentos e contato pessoa-a-pessoa.

A contaminação por giardíase geralmente desaparecem ao fim de algumas semanas. Mas você pode ter problemas intestinais muito depois que os parasitas se foram. Vários medicamentos são geralmente eficazes contra a giardíase, mas nem todo mundo responde a eles. Prevenção é a melhor defesa.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Getty Images

A infecção pode ser causada por parasitas encontrados em riachos e lagos do sertão, bem como no abastecimento municipal de água, piscinas, banheiras de hidromassagem e poços. Giardíase também pode ser transmitida através de alimentos e contato pessoa-a-pessoa.

Causas

Causada por um parasita chamado giárdia, que se hospeda nos intestinos de pessoas e animais. Antes dos parasitas microscópicos serem eliminados nas fezes, encasulam-se em cascas duras chamadas de cistos, o que lhes permite sobreviver fora dos intestinos durante meses. Uma vez dentro do hospedeiro, os cistos se dissolvem e os parasitas são liberados.

A infecção ocorre quando você acidentalmente ingere os parasitas. Isso pode ocorrer por ingestão de água contaminada, pela ingestão de alimentos contaminados ou pelo contato pessoa-a-pessoa.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

A maneira mais comum de se infectar com giardíase é depois de engolir água contaminada.

Parasitas são encontrados em lagos, lagoas, rios e córregos em todo o mundo, bem como no abastecimento de água, poços, cisternas, piscinas, parques e spas de água municipais.

Águas subterrâneas e superficiais podem ser contaminadas a partir de fezes de escoamento agrícola, de descarga de águas residuais ou de animais. Crianças que usam fraldas e pessoas com diarreia pode acidentalmente contaminar piscinas e spas.

Giardíase pode ser transmitida através de alimentos – ou porque os manipuladores de alimentos com giardíase não lavaram bem as mãos ou porque o alimento é irrigado ou lavado com água contaminada. Cozinhar alimentos mata a giárdia, e por isso a comida é uma fonte menos comum de infecção do que a água, especialmente nos países industrializados.

Você pode contrair giardíase se suas mãos forem contaminadas com matéria fecal – pais que trocam fraldas de uma criança estão especialmente em risco. Portanto, pessoas que trabalham com crianças pequenas, como professores em creches, devem ter cuidado redobrado. O parasita giárdia também pode se espalhar através do sexo anal.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Fatores de risco

A giárdia é um parasita intestinal muito comum. Embora qualquer pessoa esteja suscetível a uma contaminação, algumas pessoas estão especialmente em risco:

  • Crianças: giardíase é muito mais comum em crianças do que em adultos. As crianças são mais propensas a entrar em contato com fezes, especialmente se usam fraldas, estão aprendendo a usar o banheiro ou frequentam creches e escolas infantis. As pessoas que vivem ou trabalham com crianças pequenas também estão em maior risco de desenvolver a infecção por giárdia
  • Pessoas sem acesso à água potável: a giardíase é mais incidente onde o saneamento é inadequado ou a água não é segura para beber. Você está em risco se você viajar para lugares onde a giardíase é comum, especialmente se você não for cuidadoso sobre o que você come e bebe. O risco é maior em áreas rurais ou selvagens
  • Pessoas que fazem sexo anal: fazer sexo anal sem o uso de preservativo coloca em maior risco de infecção por giárdia, bem como para DSTs.

Sintomas de Giardíase

Algumas pessoas com giardíase nunca desenvolvem sintomas, mas ainda carregam o parasita e podem se espalhar para os outros por meio de suas fezes. Para aqueles que ficam doentes, os sintomas geralmente aparecem uma a duas semanas após a exposição e podem incluir:

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

  • Diarreia aquosa, às vezes com mau cheiro, que podem se alternar com fezes moles e gordurosas
  • Fadiga ou mal-estar
  • Cólicas abdominais e inchaço
  • Arroto com um gosto ruim
  • Náusea
  • Perda de peso.

Os sintomas de giardíase geralmente duram duas a quatro semanas, mas em algumas pessoas podem permanecer por mais tempo.

Buscando ajuda médica

Chame seu médico em caso de fezes moles, distensão abdominal, náuseas que duram mais de uma semana e desidratação. Não se esqueça de informar ao médico se o paciente está em risco de infecção por giárdia – ou seja, crianças que frequentam creches, viagens recentes para uma área de risco ou ingestão de água a partir de um lago ou rio.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Na consulta médica

Os profissionais de saúde que podem diagnosticar e tratar a giardíase incluem:

  • Profissionais de enfermagem
  • Clínico geral
  • Infectologista
  • Pediatra.

Diagnóstico de Giardíase

Durante o exame físico, o médico pode pedir para o paciente se deitar e pressionar suavemente várias partes do abdômen. Ele ou ela também pode verificar a boca e pele para detectar sinais de desidratação. Por fim, pode ser pedida uma amostra de fezes para que sejam feitos testes.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Tratamento de Giardíase

O médico pode prescrever medicamentos para matar o parasita. O tratamento também diminui as chances de transmissão da giardíase para outras pessoas. Seguir as orientações médicas é importante para que a infecção não volte.

Em casos de diarreia, é importante comer pequenas quantidades de comidas leves até que o paciente se sinta – isso dá um descanso ao intestino. Também é importante se hidratar, principalmente no caso das crianças, que sofrem desidratação com mais facilidade.

Algumas pessoas com giardíase têm dificuldade temporária para digerir leite e produtos lácteos. Isto é chamado de deficiência em lactase. Se você ou seu filho tem esse problema, evite estes alimentos durante pelo menos 1 mês. Em seguida, adicione-os lentamente de volta nas refeições diárias.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Medicamentos para Giardíase

Os medicamentos mais usados para o tratamento de giardíase são:

  • Albentel
  • Annita
  • Benzoilmetronidazol
  • Flagyl
  • Flagyl Pediátrico
  • Helmizol (comprimido)
  • Helmizol (suspensão)
  • Metronidazol
  • Secnidazol

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Convivendo/ Prognóstico

O melhor a fazer em casos de giardíase é descansar e evitar a desidratação. O paciente deve beber muito líquido e ingerir alimentos leves, para não irritar ainda mais o intestino. Seguir essas orientações, juntamente com o tratamento indicado pelo médico, é suficiente para superar uma infecção por giárdia sem problemas.

Complicações possíveis

A giardíase quase nunca é fatal nos países industrializados, mas pode causar sintomas persistentes e graves complicações, especialmente em lactentes e crianças. As complicações mais comuns incluem:

  • Desidratação: muitas vezes surge como um resultado de diarreia, a desidratação ocorre quando o corpo não tem água suficiente para realizar suas funções normais
  • Falha de crescimento: diarreia crônica causada por giardíase pode levar à desnutrição e deficiência no desenvolvimento físico e mental das crianças
  • Intolerância à lactose: muitas pessoas com infecção por giárdia desenvolver a incapacidade de digerir o açúcar do leite. O problema pode persistir por muito tempo após a infecção ser eliminada.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Referências

Revisado por: Alberto Chebabo, médico infectologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica – CMR RJ 477743

Sociedade Brasileira de Infectologia

Organização Mundial da Saúde

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/giardiase

Giardíase: o que é, sintomas, tratamento, prevenção e mais | MS

Giardia Lamblia (giardíase): sintomas e tratamento

Início » Saúde » Doenças » Giardíase: o que é, sintomas, tratamento, prevenção e mais

A giardíase, lambliose ou giardiose, como também é chamada, é uma doença com sintomas parecidos com os da amebíase, apesar de serem causadas por parasitas diferentes. A giardíase é causado pelo Giardia lamblia e se aloja no intestino delgado ou no trato biliar do corpo humano, enquanto a amebíase é causada pelo Entamoeba histolytica e pode ficar instalada dentro ou fora do intestino.

O parasita é encontrado em lagos e riachos do sertão, assim como em piscinas, banheiras de hidromassagem, poços e até mesmo nos abastecimentos municipais de água. Além disso, a giardíase pode ser transmitida por alimentos ou no contato pessoa-a-pessoa.

Índice neste artigo você encontrará as seguintes informações:

O que causa a infecção é um parasita conhecido como Giárdia, que pode afetar tanto pessoas quanto animais. Esses parasitas sobrevivem em casulos nos cistos (ovos) fora do corpo, o que faz com que possam permanecer transmissíveis até mesmo durante alguns meses.

O parasita costuma afetar com mais frequência os países tropicais por conta da temperatura agradável, porém ela pode proliferar em qualquer parte do mundo, podendo atingir até 50% de uma mesma população.

Higiene

Assim como a amebíase, a giardíase atinge as pessoas que não possuem boas condições de higiene, principalmente as crianças. Com relação aos adultos, ela costuma afetar aqueles que não se previnem nas relações sexuais, principalmente quando se trata de sexo anal.

A forma de contaminação se dá através dos cistos. Eles se alojam nas fezes e, quando a mão não é bem lavada, vai até a boca, e isso já é o suficiente para que haja a transmissão da doença. Ou então ela pode ocorrer através da mão suja que toca alimentos mal lavados e faz com que a contaminação ocorra. Animais que possuem a doença também podem transmiti-la para os humanos.

Ciclo de vida do parasita

  • A ingestão é feita por água ou alimentos contaminados;
  • O trofozoíto sai do cisto para se replicar e se alimentar;
  • Ele se reproduz por fissão binária;
  • São poucas as pessoas infectadas que possuem sintomas (cerca de 1/3);
  • As duas formas podem ser encontradas nas fezes (cistos e trofozoítos);
  • Quando estão fora do corpo, somente os cistos sobrevivem;
  • O cisto pode ser encontrado em alimentos, água e nas fezes, podendo até sobreviver por semanas ou meses.

Fatores de risco

Qualquer pessoa está disposta a contrair a doença, mas há grupos que possuem risco maior de sofrer com a doença. Eles são:

Pessoas que não tem acesso à água potável

Onde não há saneamento básico, há mais chances da giardíase acontecer, por conta da água não ser confiável para ser bebida.

Isso vale também para os alimentos desse lugar, pois ele é lavado com a mesma água não potável.

Há um estudo que diz que em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, a doença atinge de 20% a 30% das pessoas, enquanto nos países desenvolvidos o número varia de 2% a 5%.

Como a criança possui mais chances de ter contato com as fezes, eles possuem mais chances de contrair a doença, principalmente os que utilizam fraldas ou estão desfraldando e aprendendo a usar o banheiro. Além delas, professores de creches e até mesmo os pais possuem mais chances de ter giardíase que outras pessoas, justamente por estar sempre em contato com as fezes da criança.

Pessoas que fazem sexo anal sem proteção

Manter relação sexual anal sem o uso de preservativos aumenta o risco de “pegar” a Giardia lamblia, assim como qualquer outra doença sexualmente transmissível.

Sintomas da Giardíase

Da ingestão do parasita até o surgimento da doença pode demorar de 1 a 4 semanas. Muitas vezes, a doença é assintomática (não possui sintomas), e o parasita é eliminado normalmente pelas fezes. Quando a Giardia lamblia não é eliminada, sintomas começam a surgir. Os principais são:

  • Cansaço;
  • Perda de peso;
  • Diarreia aquosa, que pode ser alternada com fezes gordurosas;
  • Inchaço e cólicas abdominais;
  • Eructação com gosto ruim;
  • Náuseas.

Tratamento para Giardíase

A doença tem tratamento e cura, mas para que isso funcione é fundamental seguir à risca o que o médico mandar. Muito provavelmente, ele receitará algum desses medicamentos:

Leia mais: Secnidazol: quanto tempo leva para fazer efeito?

Pacientes que estão com sintomas de diarreia devem sempre se manter hidratados, principalmente as crianças, pois possuem mais chances de se desidratarem. Alimentar-se de comidas que não tenham tanta gordura é uma boa opção para dar descanso ao intestino.

Atenção! 

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento.

Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo com o problema

Pessoas que estão com giardíase devem se manter hidratadas e seguir o tratamento corretamente para não causar problemas futuros. Se isso acontecer, não há motivos para o tratamento não funcionar.

Complicações

As crianças e os recém-nascidos são os que mais sofrem com o problema, por serem mais vulneráveis. Porém, na maioria dos casos, a doença não traz tantos riscos à saúde.

Desidratação

A desidratação nessa doença aparece como consequência da diarreia, fazendo com que falte água no corpo para que ele realize as funções naturais.

Intolerância à lactose

Pessoas que sofrem de giardíase podem se tornar intolerantes à lactose, por conta da sensibilidade do intestino. O problema pode perdurar após a cura do problema.

Falha de crescimento

A diarreia crônica além de causar desidratação, pode causar deficiência no desenvolvimento tanto físico quanto mental das crianças.

Como prevenir a Giardíase

A melhor forma de garantir uma boa saúde é se prevenir das doenças. Algumas medidas preventivas são:

  • Manter as mãos sempre higienizadas faz com que grande parte das infecções seja evitada.
  • Também é fundamental lavá-las com água e sabonete sempre depois de trocar uma criança ou após ir ao banheiro e antes de lavar os alimentos.
  • Ao viajar para locais que não haja saneamento básico, é preferível utilizar água engarrafada para realizar atividades básicas como escovar os dentes e tomar água.
  • É importante também evitar comer alimentos que não sejam industrializados, pois eles podem ter sido lavados com água contaminada. O mesmo vale para o gelo.
  • Por mais que a água venha de rio, riacho, lago, poços ou nascentes, é importante filtrá-la ou fervê-la para eliminar qualquer chance de contaminação. Para a fervura, é necessário deixar no mínimo 10 minutos no fogo de cerca de 70°C. Ao nadar ou entrar em piscinas, lagos ou riachos, evite engolir água.
  • Ao realizar o sexo anal, é necessário estar totalmente protegido para garantir a prevenção da doença que, apesar de quase não haver riscos de saúde, os sintomas podem ser incômodos.

É sempre importante estar atento aos sintomas, para que, ao primeiro sinal, você já possa contar ao seu médico e tratar logo o seu problema, seja qual for. Manter a saúde em dia é a melhor forma de viver mais! Compartilhe com a sua família e seus amigos esse texto!

Referências

https://www.abcdasaude.com.br/infectologia/giardiasehttp://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/Giardiase.phphttp://brasilescola.uol.com.br/doencas/giardiase.htmhttp://www.todabiologia.com/doencas/giardiase.htmhttps://pt.wikipedia.

org/wiki/Giardiosehttp://www.ufrgs.br/para-site/siteantigo/Imagensatlas/Protozoa/Giardialamblia.htmhttp://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/349954/giardia+como+e+a+giardiase.htmhttp://www.infoescola.

com/doencas/giardiase/

Источник: https://minutosaudavel.com.br/tudo-sobre-giardiase-o-que-e-sintomas-tratamento-prevencao-e-mais/

Guia rápido sobre Giardíase em cães – Vet Smart Bulário

Giardia Lamblia (giardíase): sintomas e tratamento

A Giardíase é uma das principais doenças intestinais que afetam os animais domésticos. É causada pelo protozoário Giardia spp. e possui grande importância por ser considerada uma zoonose (doença transmitida dos animais ao homem) pela Organização Mundial de Saúde.

A principal espécie que acomete os animais domésticos é a Giardia duodenalis (sinônimo de G. intestinalis e G. lamblia) e tem transmissão pela rota fecal-oral, através da ingestão de cistos eliminados pelas fezes de outros cães portadores.

São protozoários de pouca especificidade em hospedeiros, podendo parasitar humanos, cães, gatos e experimentalmente, outras espécies de mamíferos. Os cistos infectivos sobrevivem por mais tempo em ambientes úmidos ou na água.

Existem diversos relatos da presença de cistos de Giardia sp. em hortaliças para o consumo humano, contaminadas durante a irrigação com água contaminada.

A presença do protozoário é um achado recorrente nos exames de rotina nos consultórios veterinários. Após a infecção, o animal pode desenvolver a doença e manifestar sintomas que variam de moderados a severos.

Dessa forma, ter conhecimento sobre essa patologia e incluir a sua pesquisa nos exames de triagem é fundamental para prevenir possíveis complicações, e garantir o bemestar dos nossos pacientes e de seus proprietários.

Etiologia e Prevalência

Por ser considerada uma doença emergente, foram feitos diversos estudos sobre a prevalência da Giardíase em cães no Brasil. A maioria dos casos está associada a populações de cães jovens ou que vivem aglomerados em canis ou abrigos, onde há uma maior dificuldade no controle da higienização ambiental.

Também se considera que, o hábito da coprofagia, comum entre alguns cães jovens, se torna uma via importante para a autoinfecção, amplificação e disseminação do parasita. A prevalência da giardíase felina é menor, ocorrendo mais em gatos errantes.

Também é importante destacar a maior incidência em crianças, que por estarem mais tempo em contato com o chão e com os animais, apresentam uma maior probabilidade de contaminação.

A prevalência nos cães pode ser considerada alta. Segundo um estudo feito por Carvalho, et al. (2010) foi encontrada a prevalência de 22,2% em cães domiciliados na Zona Oeste da região metropolitana da cidade de São Paulo.

Já em Porto Alegre-RS, foi feito um estudo por Silva (2010) com 454 amostras de fezes de animais com ou sem proprietários, que registrou a presença de cistos da Giárdia em 18,5% das amostras.

Neste estudo, as colheitas de material foram realizadas em animais sem sintomatologia e antes de ingressar em ambientes coletivos, que favorecem a transmissão da infecção pelo contato estreito entre diferentes animais com distintas procedências e estados sanitários.

Essa coleta antes da formação de grandes grupos evitou resultados não confiáveis – pois um animal positivo poderia contaminar todo o canil, gerando uma taxa de prevalência artificialmente alta.

Mota et al. (2014) em Ituiutaba – MG testaram 80 amostras de cães, sendo filhotes, adultos, animais do canil do Centro de Controle de Zoonoses e também cães comercializados em pet shops.

O resultado foi positivo para Giárdia em 34 amostras, o que representa 42,5% dos animais avaliados. Animais residentes em canis apresentam geralmente uma maior prevalência de giardíase em comparação a cães criados em residências.

QUANTO? Dessas 34 amostras positivas, 51% (26) eram de animais do CCZ e 27,6% (8) eram dos pet shops.

Vale ressaltar que a eliminação de cistos nas fezes tem caráter intermitente, sendo que o maior número de colheitas aumenta a possibilidade de identificar indivíduos parasitados. Por isso, alguns estudos podem ter demonstrado taxas de infecção menores do que a taxa real.

Patogênese

O ciclo biológico da Giardia spp. acontece de forma direta, sem a necessidade de um hospedeiro ou de um vetor. Tem início após a ingestão de cistos (forma infectante e inativa do protozoário) através do consumo de água e alimentos contaminados, e possui dois estágios distintos.

No primeiro estágio, os cistos chegam no intestino delgado e permanecem incubados por aproximadamente dez dias, quando por ação das enzimas pancreáticas se rompem e liberam o segundo estágio – os trofozoítos, que são o estágio ativo do protozoário.

Em seguida, essas formas livres se fixam no epitélio intestinal e dão início a reprodução, que acontece de forma assexuada por meio da divisão de uma célula em duas.

Em condições apropriadas, os trofozoítos são novamente transformados em cistos, que se misturam com as fezes no intestino grosso, e são eliminados para o ambiente, dando continuidade ao ciclo reprodutivo.

A eliminação dos protozoários pode acontecer nas duas formas e ambas podem ser infectantes. A mais frequente é na forma de cistos, que ocorre quando ao animal ainda está saudável.

Entretanto, quando há alguma disfunção intestinal, como no caso de diarreia, há a liberação dos trofozoítos. Estes possuem menor infectividade por serem menos resistente no meio ambiente.

Sinais Clínicos

Na maioria das vezes, as giardíases em cães e gatos são assintomáticas. Em animais jovens ou imunossuprimidos ocorre diarreia disenteriforme, comprometimento da digestão, da absorção de alimentos com consequente perda de peso e crescimento prejudicado, além da desidratação que pode acarretar em morte se não for tratado adequadamente.

Geralmente, animais com giardíase podem apresentar também co-infecções com outros agentes infecciosos, o que agrava os sinais clínicos apresentados.

Normalmente, as fezes de cães e gatos parasitados por Giárdia são amareladas ou acinzentadas, fétidas, com presença ou não de sangue, de consistência variando de pastosa a líquida e também, com presença de muco.

Um achado frequente é a esteatorréia, indicando que a gordura não foi emulsificada ou não pode ser absorvida no intestino delgado.

Todos esses sinais estão relacionados de forma direta ou indireta com a agressão ao epitélio intestinal causada pelos trofozoítos na sua fixação e na sua alimentação.

Diagnóstico Clínico

A presença de cistos de G. duodenalis em amostras de fezes sem alterações ou de animais sem sintomatologia é um achado comum.

Cães infectados podem apresentar diarreia cinco dias após a exposição ao protozoário, entretanto, os cistos são eliminados nas fezes somente uma a duas semanas depois.

Em gatos, a infecção é mais anterior, sendo o duodeno e jejuno mais acometidos, levando à diarreia persistente resultante da má absorção. As fezes dos gatos apresentam-se com bastante muco, pálidas e com odor forte.

Diagnóstico Laboratorial

Devido á sintomatologia da giardíase ser inespecífica, deve-se fazer o diagnóstico diferencial para outras enfermidades infecciosas gastrintestinais, alergias alimentares, síndromes da má-absorção e gastrenterites induzidas por fármacos.

O diagnóstico laboratorial definitivo ocorre pela detecção de cistos e/ou trofozoítos nas fezes dos pacientes, pelo método de Faust.

Em amostras fecais mais consistentes, os cistos são a forma infectante mais presente no exame, enquanto que em fezes líquidas e pastosas, geralmente os trofozoítos são encontrados.

Por serem mais sensíveis às condições ambientais, as fezes líquidas devem ser examinadas em até 30 minutos pós colheita.

Devido à eliminação intermitente de cistos, recomendam-se coletas seriadas em três dias consecutivos ou três dias intercalados.

Além disso, pacientes que estejam recebendo antibióticos, antiácidos ou preparados para enema poderão ter exames falso-negativos, pois estas substâncias podem causar alterações morfológicas ou o desaparecimento dos cistos e trofozoítos nas fezes.

Existem no mercado também, testes imunocromatográficos rápidos para detectar antígenos da Giárdia nas fezes de animais parasitados.

Outro método é o teste de ELISA. Este teste busca identificar antígenos específicos que são produzidos pela multiplicação intestinal do patógeno nas fezes do animal, mesmo se o animal não estiver eliminando o agente no momento do exame.

Portanto, é considerado o um método sensível para a pesquisa da Giárdia.

O PCR é outra técnica que permite o diagnóstico. É feito através de uma análise biomolecular que permite detecção e replicação de fragmentos do material genético do agente. Este procedimento é considerado preciso por ser de alta especificidade e bom por dar um resultado definitivo.

Para garantir a precisão do diagnóstico e posteriormente no tratamento, é indicado a utilização de mais de uma metodologia, de modo que possam se completar nos fatores de sensibilidade e especificidade.

Prevenção

A prevenção da giardíase é essencial para manter a saúde dos animais e das pessoas que convivem junto a eles. A principal forma de prevenir é através da higienização adequada, tanto do ambiente, quanto dos animais infectados, uma vez que os cistos permanecem viáveis no ambiente e na pelagem dos animais por semanas.

Dessa forma, é indicado o uso de desinfetantes nas instalações, realizar banhos com sabão neutro e limpeza da região perineal com solução diluída de hipoclorito de sódio, lavar as mãos com frequência (especialmente após contato com o animal ou após realizar a limpeza das instalações), lavar as vasilhas de comida e água rotineiramente, oferecer água filtrada, realizar a vermifugação conforme orientação do médico veterinário e manter os animais longe de possíveis fontes de infecção.

Além disso, também é possível a administração de vacina específica, que pode auxiliar na prevenção.

A suplementação prévia com probióticos em animais que vivem em situações de risco, como filhotes, é uma alternativa terapêutica, pois estes atuam na manutenção da flora intestinal normal e reduzem a taxa de infecção e excreção de cistos nas fezes.

Produto Disponível para Ajudar na Prevenção

A Syntec do Brasil disponibiliza um desinfetante para ajudar no controle ambiental da doença.

GLIOCIDE: Desinfetante composto com alto poder germicida, Gliocide é um produto à base de Cloreto de benzalcônio (Quaternário de amônio) e Glioxal.

Quaternário de amônio (cloreto de benzalcônio): desinfetante de baixa toxicidade, muito utilizado para superfícies em clínicas e hospitais veterinários. Eficaz contra fungos, vírus envelopados e bactérias. Não é irritante para pele.

Glioxal: é considerado um desinfetante de alto nível, apresenta propriedades desinfetantes similares ao glutaraldeído. Seu espectro de ação abrange vírus (inclusive não envelopados), fungos e bactérias gram-positivas e gramnegativas. Apresenta atividade contra esporos bacterianos.

Os aldeídos, entre eles, Glioxal, tem sua eficácia aumentada quando são associados com ativos catiônicos, como o quaternário de amônio.

Se você é Médico Veterinário, adote a limpeza com estes produtos de forma regular e preventiva em sua clínica ou hospital, e não esqueça de recomendar o seu uso, especialmente para criadores.

Se você é proprietário e notar alguns dos sintomas descritos aqui, lembre-se de relatá-los ao seu veterinário de confiança e discuta a necessidade da pesquisa de giárdia.

Produto Disponível para Associações

DIAZIPRIM: antibiótico à base de Sulfadiazina + Trimetoprima, é uma associação terapêutica para uso oral, indicado no tratamento de infecções bacterianas nos caninos e felinos e, especialmente, em filhotes e animais de raças pequenas.

A administração de Diaziprim é de uma vez ao dia, ou conforme orientação do médico veterinário.

DAGNONE, A. S. et al. Doenças Infecciosas na Rotina de Cães e Gatos no Brasil – Curitiba/Medvep, p. 220-222, 2018.

BERNABÉ, A.S. Prevalência de Parasitas Intestinais em Cães Domiciliados na Zona Oeste da Região Metropolitana de São Paulo. Revista UNILUS Ensino e Pesquisa. São Paulo. v. 12,n. 27,abr./jun.2015.

MOTA, K. C. P. Frequencia de Enteroparasitos em Amostras de Fezes de Cães em um Município do Pontal do Triângulo Mineiro, Minas Gerais, Brasil. Revista de Patologia Tropical. Goiás. Vol. 43 (2) p.219-227. abril-junho. 2014.

SIEBERT, J., HARKE, HP. Disinfectants. Ullmann’s Encyclopedia Industrial Chemistry, 2009.

SILVA, S. M. M. D. Prevalência de Giardia sp. e Cryptosporidium spp. em populações de cães de diferentes regiões do município de Porto Alegre, RS, Brasil. 2010. 139 p. Dissertação (Ciências Veterinárias) -Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Rio Grade do Sul, 2010.

SOGAYAR, M.I.T.L.; GUIMARÃES, S. Giardia lamblia. In: NEVES, D.P. Parasitologia humana. 10.ed. São Paulo: Atheneu, 2000. Cap.14, p.107-113.

SOUZA, M. C. et al. Adherence of Giardia lamblia Trophozoites to Int-40 human intestinal cells. Clinical and Diagnostic Laboratory Immunology, Coimbra, v. 8, p. 258-265, 2000.

WOLFE, M. S. Giardiasis. Clinical Veterinary Microbiology, p. 93-100, 1992.

Источник: https://www.vetsmart.com.br/cg/estudo/13678/guia-rapido-sobre-giardiase-em-caes

Giardíase – transmissão, sintomas, tratamentos, prevenção – Doenças

Giardia Lamblia (giardíase): sintomas e tratamento

Giardíase é uma infecção no intestino delgado causada pela Giardia lamblia, um protozoário capaz de se fixar na parede intestinal. A giardíase é uma doença diarreica prolongada.

Uma vez que os cistos são ingeridos, os parasitas começam a crescer e se multiplicar no intestino delgado.

A giardíase é uma condição prevalente em todo o mundo e apresenta maior incidência em regiões tropicais e subtropicais.

Giardia lamblia. Foto: Janice Haney Carr / CDC

A Giárdia é um parasita que se apresenta em duas formas, cisto e trofozoíto. Ambas formas podem ser eliminadas nas fezes, mas o comum é a eliminação dos cistos, porém, nas fezes diarreicas podem ser encontrados trofozoítos, e nas fezes formadas são encontrados cistos.

Adultos e crianças podem ter a doença, porém, a prevalência é maior em crianças. A formação dos cistos ocorre quando o protozoário transita o cólon e os cistos são detectados nas fezes. Essa é a forma infectante da doença.

A giárdia possui apenas um hospedeiro definitivo e após a ingestão, os cistos se rompem no duodeno, formando trofozoítos, que se multiplicam.

Os cistos então, que são a forma resistente do parasita, são eliminados pelas fezes em grande quantidade, podendo sobreviver no ambiente, fora do corpo, por um longo período.

Transmissão

Na maioria das vezes, a transmissão é por água contaminada. A transmissão também ocorre por alimentos contaminados com fezes contendo os cistos, e contato com mãos de uma pessoa infectada que não higienizou corretamente após evacuar.

A giardíase possui alta incidência e é considerada a principal parasitose intestinal que afeta os humanos, mas que pode infectar, com menor frequência, alguns tipos de animais. Os surtos de giardíase são frequentemente relatados e existe uma incidência maior também em turistas, que consomem água sem o tratamento adequado.

Embora seja uma infecção com bom prognóstico, pode apresentar gravidade em pessoas com desnutrição, fibrose cística ou algumas imunodeficiências.

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: