Helicobacter Pylori (H.pylori): sinais e tratamento

Gastrite por Helicobacter pylori: sintomas, tratamentos e causas

Helicobacter Pylori (H.pylori): sinais e tratamento

Gastrite por Helicobacter pylori é um tipo de gastrite causada pela bactéria Helicobacter pylori, responsável pela ocorrência da maioria das úlceras e da gastrite crônica – quando ocorre a inflamação do estômago.

A infecção pela bactéria Helicobacter pylori é muito comum durante a infância, e a maioria das pessoas estão infectadas nem desconfiam, pois geralmente são assintomáticas.

Causas

A gastrite por Helicobacter pylori acontece quando a bactéria invade o organismo, provoca uma ativação do sistema imunológico com a infiltração do estômago por células inflamatórias, responsáveis pela gastrite, e enfraquece o revestimento que protege o estômago, permitindo que os sucos digestivos produzidos dentro dele corroam as paredes e deem origem a erosões (feridas) e úlceras.

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A bactéria é transmitida de pessoa para pessoa via contato com saliva, vômito ou material fecal, além de poder ser passada também por meio de comida e água contaminados.

Fatores de risco

A infecção pela bactéria Helicobacter pylori geralmente acontece durante a infância, mas alguns fatores são considerados de risco para a infecção por esta bactéria:

  • Viver em um local com muitas pessoas
  • Viver em um local onde não há fornecimento de água potável e filtrada
  • Viver em um local onde não há condições sanitárias adequadas
  • Viver junto com uma pessoa que tenha contraído a doença
  • Não praticar hábitos adequados de higiene

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Sintomas de Gastrite por Helicobacter pylori

A maioria das pessoas infectadas por Helicobacter pylori nunca manifestará quaisquer sinais ou sintomas de gastrite, enquanto que outras pessoas terão complicações graves. Essa diferença na expressão da doença envolve o tipo de cepa de H. pylori e fatores relacionados ao paciente, como variações genéticas, hábitos alimentares, estresse emocional e uso de medicamentos.

Os sinais e sintomas da infecção por H. pylori podem incluir:

  • Dor ou queimação no abdômen
  • Náuseas
  • Perda de apetite
  • Arrotos frequentes
  • Inchaço
  • Perda de peso não intencional.

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Buscando ajuda médica

Procure ajuda médica se você notar o aparecimento de sangue nas fezes, se sentir dor abdominal, tiver indigestão ou azia contínuas, ou qualquer um dos outros sintomas mencionados acima.

Procure ajuda imediata, também, caso estiver vomitando sangue. Você deve consultar um gastroenterologista.

Na consulta médica

Anote todos os seus sintomas para não esquecer e descreva-os ao médico com detalhes. Isso o ajudará a realizar corretamente o diagnóstico.

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Aproveite, também, para tirar todas as suas dúvidas e responder objetivamente as perguntas que o médico poderá lhe fazer. Veja alguns exemplos:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • O que parece melhorar os sintomas?
  • Você já apresentou esses sintomas em outras ocasiões?
  • O que parece piorar os sintomas?
  • Seus sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Você fez uso de algum medicamento para aliviar dores?
  • Você perdeu peso recentemente?

Diagnóstico de Gastrite por Helicobacter pylori

Exames simples de sangue, de respiração e de fezes podem determinar se alguém foi infectado com Helicobacter pylori.

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A maneira mais precisa de diagnosticar esse tipo de gastrite é por meio da endoscopia digestiva alta do esôfago, estômago e duodeno. Por ser muito invasivo, este procedimento é geralmente recomendado somente para pessoas com maior possibilidade de ter úlcera e outras complicações causadas pela bactéria, como câncer de estômago.

Tratamento de Gastrite por Helicobacter pylori

O tratamento de gastrite por Helicobacter pylori é feito, geralmente, com dois antibióticos usados em conjunto.

O tratamento dura, em média, de sete a 14 dias, e o médico ainda deverá receitar outros medicamentos para suprimir a produção de ácido pelo estômago e, assim, promover a cura das feridas causadas pela bactéria.

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Medicamentos para Gastrite por Helicobacter pylori

Os medicamentos mais usados para o tratamento de gastrite por H. pylori são:

  • Amoxilina
  • Amoxil BD
  • Cipro
  • Ciprofloxacino
  • Esomeprazol Magnesio
  • Omeprazol

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes.

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Complicações possíveis

Complicações associadas com a infecção por H. pylori incluem:

  • Úlceras: a bactéria causadora da gastrite pode danificar o revestimento protetor do estômago e do intestino delgado, o que permite que o ácido do estômago lesione a parede do órgão, dando origem a uma ferida aberta (úlcera)
  • Câncer de estômago: infecção por H. pylori é um forte fator de risco para certos tipos de câncer de estômago, inclusive linfoma gástrico.

Gastrite por Helicobacter pylori tem cura?

O tratamento dura de semanas a meses e costuma ser bastante eficaz. Uma vez que a bactéria Helicobacter pylori é eliminada de seu corpo, devem ser mantidas precauções para evitar a reinfecção.

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Referências

Federação Brasileira de Gastroenterologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/gastrite-por-helicobacter-pylori

Autor: Ana Ramos, Sílvia Camões

Última atualização: 2016/09/27

Palavras-chave: Helicobacter pylori; Infeção; Erradicação; Gastrite

O que é a infeção pelo Helicobacter pylori?

O Helicobacter pylori (Hp) é uma bactéria com formato em espiral que infeta o estômago humano e origina uma reação inflamatória local, estando associada com o aparecimento de gastrite crónica, úlcera péptica e cancro gástrico.

Tipicamente a infeção é adquirida durante a infância (quer por contacto direto, quer por ingestão de produtos contaminados) e está intimamente relacionada com más condições higieno-sanitárias. Permanece como uma das infeções humanas mais prevalentes em todo o Mundo, atingindo cerca de 50% da população.

É mais frequente nos países em vias de desenvolvimento do que nos países desenvolvidos, onde a taxa de infeção diminuiu substancialmente na última década muito devido à melhoria das condições de higiene.

Em Portugal, são poucos os estudos realizados mas, os resultados existentes indicam uma elevada prevalência, com valores superiores a 80% da população (Porto, 2013).

Como suspeitar?

Frequentemente, a infeção não dá sintomas, a não ser que surjam complicações como a gastrite ou a úlcera no estômago ou no duodeno, capazes de causar dor localizada à região do estômago – sintoma dominante. Dificuldade na digestão, plenitude e desconforto abdominal, sensação de saciedade precoce, azia e eructação excessiva são alguns dos sintomas que podem acompanhar.

Fatores de risco

  • Baixo nível socioeconómico;
  • Más condições sanitárias;
  • Baixo nível de instrução;
  • Viver num país em desenvolvimento;
  • Famílias numerosas;
  • Contaminação de alimentos e água;
  • Contacto com secreções gástricas contaminadas.

Como é feito o diagnóstico?

Em função dos sintomas que apresenta e da avaliação do seu estado físico, o médico poderá aconselhar a realização de outros exames. Os métodos diagnósticos para Hp podem ser divididos em 2 grupos: métodos não-invasivos e métodos invasivos que se baseiam em biópsias colhidas por endoscopia digestiva alta.

Métodos não invasivos para diagnóstico da Infeção por Helicobacter pyloriTesteDescriçãoVantagensDesvantagensTeste respiratório com ureia(Carbono-13/Carbono-14)Ingestão de ureia marcada com carbono radioativo (C-13/C-14), forma de comprimido.Se Hp presente no estômago, há reação e o carbono é libertado e absorvido pelo estômago, sendo depois eliminado pela respiração. O ar expirado é analisado para a presença e quantidade de carbono.Muito eficazSimplesDiagnóstico e Monitorização da eficácia terapêutica pós-erradicaçãoDispendiosoNão comparticipadoJejum de 6 horasInterrupção IBP 2 semanas antesTeste do antigénio fecalDeteção de antigénios fecais do Hp em amostra de fezes usando anticorpos monoclonais (técnica mais acessível).EficazDiagnóstico e Monitorização da eficácia terapêutica pós-erradicaçãoDispendioso, mas mais acessívelNão comparticipadoInterrupção IBP 2 semanas antesDependente do laboratório onde é realizado – técnica acreditadaTeste serológicoDeteção de anticorpos IgG específicos para o Hp, no sangue.EconómicoAcessívelComparticipadoSem necessidade interrupção IBPBaixa acuidade diagnósticaDiagnóstico de infeção, mas não monitorização da erradicação
Métodos invasivos para diagnóstico da Infeção por Helicobacter pyloriTesteDescriçãoVantagensDesvantagensTeste da urease rápidaDurante a endoscopia, é colhido um fragmento da mucosa gástrica que é colocado num meio liquido contendo ureia e um indicador colorido de pH. Se Hp presente, e por ação de uma enzima – urease – vai haver libertação de amónia com aumento do pH e alteração da cor do liquido. Resultado em 1 minuto.EficazEconómicoAcessívelRápidoInterrupção IBP 2 semanas antesINVASIVOHistologiaDurante a endoscopia, é realizada biópsia de mucosa gástrica que posteriormente é analisada.Muito eficazFornece um conjunto de informações relevantesNão necessita de interrupção IBPDispendiosoINVASIVOCulturaDurante a endoscopia, é realizada biópsia de mucosa gástrica que posteriormente é cultivada em meio próprio para estimular o crescimento de Hp e realizar testes de suscetibilidade antimicrobiana.Muito eficazPossibilita a determinação dos antibióticos mais eficazes (antibiograma)DispendiosoDifícil execuçãoRaramente disponívelDemoradoINVASIVOTestes molecularesDurante a endoscopia, é realizada biópsia de mucosa gástrica que vai ser analisada. Testes laboratoriais, recentes, para detetar o Hp e a resistência à claritromicina e/ou fluoroquinolonas.Muito eficazPossibilita a determinação dos antibióticos mais eficazes (antibiograma)DispendiosoRaramente disponívelINVASIVO

A opção pelo método mais indicado para cada caso dependerá de um conjunto de fatores que têm a ver com aspetos clínicos, da preferência do doente e de facilidade de acesso, e de ordem económica.

Quem tratar?

O Colégio Americano de Gastroenterologia recomenda o diagnóstico e tratamento em indivíduos com:

  1. Dispepsia inespecífica (indigestão);
  2. Úlcera péptica ativa (gástrica ou duodenal);
  3. Antecedentes pessoais bem documentados de úlcera péptica (sem erradicação prévia do Hp);
  4. Linfoma MALT gástrico;
  5. Biópsia gástrica positiva para cancro gástrico inicial.

Outras situações poderão beneficiar do tratamento mas terão de ser ponderadas caso a caso como a doença do refluxo gastro-esofágico, a anemia ferropénica inexplicada, as pessoas que utilizam cronicamente medicamentos anti-inflamatórios, ou populações com elevado risco de cancro gástrico).

Como é feito o tratamento?

O tratamento de erradicação do Hp deverá ser prescrito pelo médico, a quem cabe escolher o melhor regime terapêutico, tendo em conta a exposição prévia a antibióticos, as taxas de resistência antibiótica da região e a adesão do doente.

O tratamento consiste habitualmente na associação de um inibidor da bomba de protões (IBP) e 2 ou mais antibióticos, consoante o regime escolhido, durante 10 a 14 dias. A eficácia é, em geral, superior a 80%.

No adulto, uma vez confirmada a erradicação da bactéria, a reinfeção é pouco comum.

Complicações

A infeção por Hp constitui um fator de risco para o aparecimento de gastrite crónica, úlcera péptica e cancro gástrico. A persistência do Hp no estômago pode complicar a evolução destas patologias, com maior ou menor gravidade:

  • Gastrite crónica: inflamação da parede do estômago que pode evoluir para atrofia gástrica ou para úlcera;
  • Úlcera Péptica: ferida aberta na parede do estômago ou duodeno que pode complicar com:
    • Hemorragia: Complicação mais comum (15%); Risco aumentado com toma de anti-inflamatórios não esteroides (aspirina, ibuprofeno, diclofenac, etc)
    • Perfuração: Pouco frequente – 1/10000 pessoas; Complicação grave que origina peritonite, com uma taxa de mortalidade de cerca de 6-14%.
    • Obstrução do esvaziamento gástrico: Complicação rara; A contínua inflamação e cicatrização da região ulcerada pode originar uma massa capaz de obstruir a saída gástrica que se manifesta por vómitos intensos eventualmente com sangue.
  • Cancro do estômago: De dois tipos: adenocarcinoma gástrico e linfoma gástrico tipo MALT, este último com melhor prognóstico, pode evoluir para obstrução do esvaziamento gástrico ou mesmo ser fatal.
  • Púrpura Trombocitopénica Idiopática: É uma doença em que as plaquetas sanguíneas estão diminuídas, podendo ocorrer hemorragias. Embora ainda não seja claro o mecanismo sabe-se que desempenha um papel importante dado que a sua erradicação induz a recuperação da contagem das plaquetas numa percentagem elevada de doentes.

Conclusão

A infeção por Helicobacter pylori é muito prevalente em Portugal. Está na origem de múltiplas patologias do estômago e tubo digestivo, algumas com gravidade, mas nem todas as pessoas beneficiam de se tratar esta infeção.O médico assistente ajudá-lo-á a decidir a melhor opção para cada caso concreto.

Referências recomendadas

Tem alguma dúvida? Fale connosco

Ana Ramos • Sílvia Camões

Источник: http://www.metis.med.up.pt/index.php/Infe%C3%A7%C3%A3o_pelo_Helicobacter_pylori

Helicobacter pylori: A bactéria que vive no estômago

Helicobacter Pylori (H.pylori): sinais e tratamento

H. pylori, ou Helicobacter pylori, é uma bactéria que se aloja no estômago ou intestino, onde prejudica a barreira protetora e estimula a inflamação, podendo provocar sintomas como dor e queimação abdominal, além de aumentar o risco para o desenvolvimento de úlceras e câncer.

Esta bactéria normalmente é identificada durante o exame de endoscopia, através de uma biópsia ou através do teste da urease, que são os métodos mais comuns para a detecção da bactéria.  

Já o tratamento é feito com a associação de remédios como Omeprazol, Claritromicina e Amoxicilina, prescritos pelo clínico geral ou gastroenterologista, sendo também muito importante adotar uma dieta que ajude a aliviar os sintomas da gastrite, devendo-se apostar em vegetais, carne branca, e evitar excesso de molhos, condimentos e alimentos industrializados. 

É muito comum ter a bactéria H. pylori sem haver sintomas, muitas vezes sendo encontrada em um exame de rotina, entretanto, o tratamento só é indicado na presença de algumas situações, como:

  • Úlcera péptica;
  • Gastrite;
  • Tumor intestinal, do tipo carcinoma ou linfoma gástrico;
  • Sintomas, como desconforto, queimação ou dor de estômago;
  • História familiar de câncer gástrico.

Isto porque o uso desnecessário de antibióticos aumenta as chances de resistência de bactérias e de provocar efeitos colaterais. Saiba o que comer para evitar os efeitos colaterais e que alimentos ajudam a combater a H. pylori.

Remédios para tratar H. pylori

O esquema de remédios mais comumente feitos para curar a H. pylori são a associação de um protetor de estômago, que pode ser Omeprazol 20mg, Ianzoprazol 30mg, Pantoprazol 40mg ou Rabeprazol 20mg, com antibióticos, geralmente, Claritromicina 500 mg, Amoxicilina 1000 mg ou Metronidazol 500mg, que podem ser usados separadamente ou associados em um comprimido, como o Pyloripac.

Este tratamento deve ser feito em um período de 7 a 14 dias, 2 vezes ao dia, ou conforme orientação médica, e deve ser seguido rigorosamente para evitar o desenvolvimento de bactérias resistentes aos medicamentos. 

Outras opções de antibióticos que podem ser usadas em casos de infecções resistentes ao tratamento são o Subsalicilato de bismuto, Tetraciclina, Tinidazol ou Levofloxacino.

Tratamento caseiro

Existem alternativas caseiras que podem complementar o tratamento com remédios, pois ajudam a controlar os sintomas estomacais e a controlar a proliferação de bactérias, no entanto não substituem o tratamento médico. 

O consumo de alimentos ricos em zinco, como ostras, carnes, gérmen de trigo e grãos integrais, por exemplo, além de fortalecer o sistema imune, facilitam a cicatrização das úlceras e diminuem a inflamação no estômago.

Já alimentos que ajudam a eliminar a bactéria do estômago, como iogurte natural, por ser rico em probióticos, ou tomilho e gengibre, por terem propriedades antibacterianas também podem ser uma ótima forma de auxiliar o tratamento.

Além disso, existem alimentos que ajudam a controlar a acidez e diminuir o desconforto causado pela gastrite, como a banana e a batata. Confira algumas receitas de tratamentos caseiros para gastrite e veja como deve ser a dieta durante o tratamento de gastrite e úlcera. 

Como se transmite

A infecção pela bactéria H. pylori é muito comum, existem indícios de que se pode pegá-la através da saliva ou do contato oral com água e alimentos que tiveram contato com fezes contaminadas, entretanto, a sua transmissão ainda não foi totalmente esclarecida. 

Assim, para prevenir esta infecção, é muito importante ter cuidados com higiene, como lavar as mãos antes de comer e após ir ao banheiro, além de evitar dividir talheres e copos com outras pessoas. 

Como identificar e diagnosticar

É muito comum haver a infecção por esta bactéria, sem que ocorram sintomas. Entretanto, ela pode destruir a barreira natural que protege as paredes internas do estômago e intestino, que sofrem efeitos do ácido gástrico, além de aumentar a capacidade de inflamação dos tecidos desta região. Isto provoca sintomas como: 

  • Dor ou sensação de queimação no estômago;
  • Falta de apetite;
  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Fezes com sangue e anemia, como consequência da erosão das paredes do estômago.

O diagnóstico da presença de H. pylori é feito, geralmente, com uma coleta de biópsia de tecido do estômago ou duodeno, com a qual podem ser feitos testes de detecção da bactéria, como o teste da urease, cultura ou avaliação do tecido. Veja como é feito o teste da urease para detectar H. pylori.

Outros testes possíveis são o teste detecção respiratória da ureia, sorologia feita por exame de sangue ou o teste de detecção fecal. Veja outros detalhes sobre como identificar os sintomas de H. pylori.

Источник: https://www.tuasaude.com/h-pylori/

Diagnóstico da infecção por Helicobacter pylori

Helicobacter Pylori (H.pylori): sinais e tratamento

Em 1982 os pesquisadores australianos Marshall e Warren conseguiram isolar bacilos gram negativos espiralados da mucosa gástrica, e comprovaram ser patogênicos e causas de gastrites, e posteriormente descoberta sua associação com câncer gástrico. Originalmente foi denominado GCLO (Gastric Campilobacter Organism) e posteriormente, recebeu nomes de Campylobacter pyloridis, C. pyloricus, C. pylori, e em 1989, o nome definitivo de Helicobacter pylori.

PATOGENIA

Habitualmente não é invasiva, permanecendo na superfície da mucosa gástrica.

Uma pequena proporção de bactérias adere ao epitélio da mucosa gástrica e libera substâncias que provocam alterações no epitélio e reações imunológicas com resposta inflamatória.

A forma espiralada e os flagelos a tornam móvel no ambiente mucoso e sua capacidade de produção de urease a protege contra o ácido por catalisar a hidrólise de uréia em amônia, produzindo um meio alcalino em sua proximidade.

EPIDEMIOLOGIA

A prevalência de infecção por H. pylori correlaciona-se com o status socioeconômico e de condições sanitárias da população, sendo maior nos países ou comunidades em desenvolvimento.

Em países desenvolvidos, como nos EUA e Europa, a prevalência da infecção em indivíduos adultos  situa-se em torno de 30%. Por outro lado, a prevalência da infecção em países em desenvolvimento, como no Brasil situa-se acima de 50%.

Estudo realizado no HC-FMUSP em pacientes submetidos a exame endoscópico no ano de 2005 demonstrou positividade para H. pylori em  53 % dos casos pesquisados. Há uma tendência de queda na prevalência decorrente de melhorias nas condições sanitárias e de tratamentos para erradicação da infecção.

DIAGNÓSTICO HELICOBACTER PYLORI

O diagnóstico da infecção por H. pylori pode ser feito por meio de testes invasivos, obtidos por biópsias gástricas e não invasivos, sem a necessidade de biópsias.

1. Exame endoscópico

Por meio do exame endoscópico é possível prever a presença de infecção, especialmente com os avanços tecnológicos nos novos aparelhos com alta definição, filtros de luz e magnificação de imagens.

No corpo a presença de enantema e exsudato aumenta a probabilidade de infecção e no antro a nodularidade de mucosa tem correlação com infecção por H. pylori em mais que 90% dos casos.

Imagens obtidas por magnificação associadas a filtros de luz de banda estreita, como NBI (Narrow Band Imaging, Olympus Co.) e BLI (Blue Laser Imaging, Fujinom Co.

) avaliam alterações da superfície epitelial e de microvasos provocados pela infecção, corroborando para diagnóstico da infecção com taxas de sensibilidade em torno de 90% e especificidade de 80-85%.

No corpo gástrico há alteração da superfície epitelial em forma em favo de mel além de alterações nas vênulas coletoras.

A infecção também pode ser comprovada por equipamentos de elevada magnificação, como endomicroscopia confocal a laser (Cellvizio) e endocitoscopia.

2. Teste de urease

Dos métodos invasivos, o teste de urease é o mais simples e de boa acurácia. Nesse método, fragmentos da mucosa gástrica são colocados em um meio contendo uréia e um indicador de pH, em meio ácido. A presença de urease do H. pylori provoca hidrólise da uréia em amônia, que aumenta o pH da solução e modifica a cor da solução.

O teste de urease realizado com apenas um fragmento de mucosa antral em pacientes sem qualquer tratamento medicamentoso, apresenta sensibilidade de 90% a 95% e especificidade de 98%.

Estudos comparando a sensibilidade desse método entre grupos de pacientes recebendo diferentes tipos de medicações inibidoras de secreção gástrica mostraram que um fragmento de biópsia antral apresenta sensibilidade superior a 90% em pacientes sem tratamento, 70% em pacientes com uso de bloqueadores de receptores H2, e em torno de 60% em pacientes em uso de inibidores de bomba de prótons. Neste caso, a adição de um fragmento de mucosa de corpo aumenta significativamente a positividade do teste para em torno de 70-80%.

3. Estudo anatomopatológico

O exame histológico das amostras de biópsias gástricas fornece outras informações além da comprovação de infecção, incluindo grau e padrão de inflamação, atrofia, metaplasia intestinal e displasia do epitélio gástrico.

Esse exame apresenta sensibilidade e especificidade para diagnóstico da infecção por H. pylori em torno de 98% quando dois fragmentos de biópsia são avaliados.

Como no teste de urease, a sensibilidade reduz significativamente com o uso de medicamentos inibidores da secreção gástrica, em especial quando os sítios das biópsias são da região antral, pois além da redução na densidade bacteriana, pode ocorrer mudança da forma curva para cocóide.

Em pacientes com uso de IBP a sensibilidade reduz de forma significativa, em torno de 60% e deve-se realizar biópsias de segmentos gástricos mais proximais (corpo e fundo).

 O emprego de técnicas especiais de coloração como Giemsa e prata  ou ainda, a utilização de imuno-histoquímica aumentam a sensibilidade do teste.

4. Cultura

A cultura para H. pylori de fragmentos de biópsias gástricas é dispendiosa, demorada, e recomendada, principalmente, nos casos em que a sensibilidade aos antimicrobianos deve ser determinada.

Tem sensibilidade baixa, em torno de 60%, mas com especificidade de 100%.

Os meios de cultura com melhores resultados são os que utilizam ágar sangue e ambiente microaerófico, com 5% oxigênio e 5-10% de gás carbônico.

5. PCR

A técnica de biologia molecular por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é outro método invasivo que permite analisar a informação genética da H. pylori e informações sobre fatores de patogenicidade, como a genotipagem do gene vacA, com alelos nas porções s (sinal) que codifica o sinal peptídico com 2 alelos, s1 (s1a, s1b, s1c) e s2, porção i (intermediária) e m (média), m1, m2.

A região de maior importância é a ilha de patogenicidade  de cag-A (cag-PAI), um locus de 31 genes, dos quais o principal é o gene cag-A, responsável pela síntese da citotoxina CagA.

Ao ser secretada esta citotoxima é injetada dentro das céulas epiteliais do hospedeiro e provocam alterações que geram alterações celulares em microfilamentos, adesão celular, junções celulares, porosidade e respostas inflamatórias, que associam-se a formas mais intensas de gastrite, maiores riscos de atrofia, metaplasia intestinal e câncer gástrico.

Apesar de caro, pode-se estudar resistência a antibióticos relacionados a alterações nos genes por PCR, como à claritromicina (A2143G, gene 23S rRNA), levofloxacino (C261A/G, gene gyrA) e furazolidona (C347A/T/G, gene porD).

1. Sorologia

Dos principais métodos diagnósticos não invasivos, os sorológicos são os mais simples, por meio da determinação dos níveis séricos de IgG específica. Apresenta sensibilidade de aproximadamente 90-95% e especificidade de 85% a 95%.

Não sofrem alterações por uso de antisecretores gástricos e podem ser úteis em pacientes com estágios avançados de atrofia e metaplasia intestinal, nos quais os demais testes apresentam baixa sensibilidade.

No entanto, deixam cicatriz sorológica, permanendo positivos em um grande intervalo de tempo naqueles pacientes que foram erradicados da infecção, não servindo como controle de cura.

2. Teste respiratório

Outro método relevante é o teste respiratório, no qual o paciente ingere uma cápsula contendo 50mg de uréia marcada com C13 (não radioativo) ou C14 (radioativo, pouco usado).

Na presença de urease bacteriana a uréia é hidrolisada e o carbono dióxido proveniente desta molécula (com C13 ou C14) é detectado nas amostras expiratórias. Os testes respiratórios são altamente sensíveis (95%) e específicos (98%) para diagnóstico da infecção por H.

pylori, mas assim como nos métodos invasivos, os medicamentos antisecretores e antibióticos devem ser suspensos pelo menos duas semanas antes da realização do exame para evitar falso negativo.

3. Teste de antígeno fecal

O teste de antígeno fecal é elaborado com anticorpos monoclonais (mais sensíveis) ou policlonais que se ligam a antígenos da bactéria H. pylori presente nas fezes.

Estudos demonstram sensibilidade em torno de 94% e especificidade de 97%, e são usados principalmente em crianças por serem menos invasivos e ultimamente é o principal método não invasivo para controle de cura da infecção.

Também tem a sensibilidade reduzida com uso de antisecretores gástricos.

O gráfico abaixo compara a sensibilidade dos diferentes métodos diagnósticos:

  • Em azul = sem uso de IBP
  • Em vermelho = com o uso de IBP

Calvet X. Diagnosis of Helicobacter pylori infection in the proton pump inhibitor era. Gastroenterol Clin N Am 44 (2015) 507–518.

Bibliografia

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  2. Marques SB, Mattar R, Artifon ELA, Sakai P, Carrilho FJ. High prevalence of duodenal ulcer in a tertiary care hospital in the city of São Paulo, SP, Brazil. Arquivos de Gastroenterologia (Impresso) , v. 48, p. 171-174, 2011.
  3. Tonkic A, Tonkic M, Lehours P. et al. Epidemiology and Diagnosis of Helicobacter pylori Helicobacter 2012; 17(suppl 1): 1-8.
  4. Mattar R, Marques SB, Monteiro MS, Santos AF, Iriya K, Carrilho FJ. Helicobacter pylori cag pathogenicity island genes: clinical relevance for peptic ulcer disease development in Brazil. Journal of Medical Microbiology , v. 56, p. 9-14, 2007.
  5. Calvet X. Diagnosis of Helicobacter pylori infection in the proton pump nhibitor era. Gastroenterol Clin N Am 2015; 44: 507–518.

Источник: https://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/diagnostico-infeccao-helicobacter-pylori/

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