Hérnia Inguinal: Causas, sintomas e tratamento

Contents
  1. Hérnia inguinal: sintomas, como é a cirurgia e recuperação
  2. Como saber se a hérnia está encarcerada
  3. Cirurgia para Hérnia Inguinal
  4. Como é a recuperação
  5. O que causa a hérnia inguinal
  6. Possíveis complicações
  7. Como evitar o surgimento de uma hérnia
  8. Hérnia Inguinal: Causas, sintomas e tratamento
  9. O que é a hérnia inguinal?
  10. Como surge
  11. Fatores de risco
  12. Sintomas
  13. Tratamento
  14. Tratamento cirúrgico
  15. Cirurgia aberta para correção da hérnia inguinal
  16. Reparação laparoscópica da hérnia inguinal
  17. Referências
  18. Saiba tudo sobre hérnia inguinal: o que é, sintomas e tratamentos
  19. O que é hérnia inguinal?
  20. Riscos associados a presença da hérnia inguinal
  21. Como é feito o diagnóstico?
  22. Fique atento e agende sua consulta!
  23. O que é Hérnia Inguinal: sintomas, tratamento, causas e mais | MS
  24. O que é Hérnia Inguinal?
  25. Hérnia inguinal feminina: o que é?
  26. Quais são as causas da Hérnia Inguinal?
  27. Quais são os tipos da doença
  28. Hérnia inguinal direta
  29. Hérnia inguinal indireta
  30. Hérnia inguinal bilateral
  31. Quais os sintomas da Hérnia Inguinal?
  32. Desconforto ao tossir ou curvar
  33. Dor nos testículos
  34. Mal-estar geral
  35. Sintomas em crianças
  36. Como é feito o diagnóstico
  37. Tratamento para hérnia na virilha
  38. Tratamento cirúrgico para Hérnia Inguinal
  39. Cirurgia aberta
  40. Cirurgia laparoscópica
  41. Orientações pós-operatórias
  42. Complicações do pós-operatório
  43. Há alguma complicação?
  44. Maneiras de prevenir
  45. Hérnia inguinal
  46. Sinais e sintomas na hérnia inguinal
  47. Causas da hérnia inguinal
  48. Hérnia inguinal encarcerada, estrangulada
  49. Tratamento da Hérnia inguinal
  50. Cirurgia de hérnia inguinal
  51. 1. Herniorrafia inguinal
  52. 2. Hernioplastia inguinal
  53. 3. Laparoscopia
  54. Pós operatório na cirurgia da hérnia inguinal
  55. Recuperação na cirurgia da hérnia inguinal
  56. Quanto custa uma cirurgia de hérnia inguinal?

Hérnia inguinal: sintomas, como é a cirurgia e recuperação

Hérnia Inguinal: Causas, sintomas e tratamento

A hérnia inguinal é uma protuberância que surge na região da virilha, mais frequente em homens, que geralmente se deve a uma parte do intestino que sai através de um ponto fraco dos músculos abdominais.

Existem 2 tipos principais de hernia inguinal:

  • Hérnia inguinal direta: é mais comum nos adultos e idosos, acontecendo após fazer esforços que aumentam a pressão na barriga, como pegar em objetos pesados;
  • Hérnia inguinal indireta: é mais comum nos bebês e crianças, pois acontece por um problema congênito que permite a entrada de um pedaço do intestino na região da virilha e até do saco escrotal.

Em ambos os casos, o tratamento é feito com cirurgia, para recolocar o intestino no local correto e fortalecer os músculos do abdômen, para que não volte a acontecer.

Os sintomas mais comuns da hérnia inguinal são:

  • Protuberância ou inchaço na região da virilha;
  • Dor ou desconforto na virilha ao levantar-se, curvar-se ou levantar peso;
  • Sensação de peso na virilha.

Nos bebês, a hérnia pode ser mais difícil de identificar porque pode não existir uma saliência na virilha na hora de trocar a fralda. No entanto, uma forma de avaliar a presença da hérnia é observar a virilha no momento em que o bebê está a chorar ou durante a evacuação ou tosse, já que a pressão provocada por esses esforços torna a hérnia mais visível.

Já nos homens, além dos sintomas clássicos da hérnia, também pode surgir uma dor aguda que irradia para os testículos.

Em quase todos os casos de hérnia, o médico pode empurrar o intestino para o interior do abdômen, aliviando os sintomas, mas é sempre necessário fazer cirurgia para corrigir definitivamente o problema. Quando a hérnia não volta para o interior do abdômen, existe um elevado risco de encarceramento, em que o intestino fica preso e pode ocorrer morte dos tecidos.

Como saber se a hérnia está encarcerada

Para saber se intestino está preso, é importante estar atento a sintomas como:

  • Dor muito intensa na hérnia;
  • Vômitos;
  • Distensão abdominal;
  • Ausência de fezes;
  • Inchaço da região inguinal.

Este tipo de complicação é mais frequente em bebês, pois muitas vezes a hérnia é difícil de identificar e, por isso, como o tratamento não é iniciado a tempo, a hérnia vai piorando ao longo do tempo. Assim, é aconselhado que, se existir suspeita de hérnia no bebê, se consulte o pediatra o mais rápido possível.

Cirurgia para Hérnia Inguinal

A cirurgia para hernia inguinal, também conhecida como hernioplastia inguinal, é a melhor forma de tratamento, sendo indicada especialmente quando ela apresenta sintomas. A cirurgia é realizada sob anestesia raquidiana e dura cerca de 2 horas.

Este tipo de cirurgia pode ser feito de forma clássica, no qual é feito um corte na região da hérnia para colocar o intestino no local, ou por laparoscopia, onde apenas são usados 3 pequenos cortes, e pode ser colocada ou não uma tela sintética, que ajuda a reforçar a musculatura da área e evitar a formação de uma nova hérnia. No entanto, o tipo de cirurgia depende de qual é o tipo de hérnia e do estado de saúde do paciente.

Como é a recuperação

A recuperação é relativamente rápida, mas como a hernioplastia quase sempre é feita de forma clássica, geralmente é preciso ficar internado por 1 a 2 dias, para garantir que os sinais vitais estão estáveis e que não surge uma infecção.

Depois, ao regressar a casa é importante ter alguns cuidados, especialmente durante as primeiras 2 semanas, como:

  • Evitar dobrar o tronco até à completa cicatrização da ferida;
  • Não segurar em mais de 2 kg de peso;
  • Não dormir de barriga para baixo;
  • Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, para evitar a prisão de ventre e o esforço para defecar.

Além disso, também é aconselhado que durante o primeiro mês se evite fazer esforços e ficar muito tempo sentado, por isso não é recomendado dirigir.

O diagnóstico de hérnia normalmente é feito pelo médico apenas com a observação do local. Neste exame físico é muito comum que o médico peça para tossir ou fazer força com a barriga, para identificar se a hérnia fica mais protuberante, ajudando na identificação.

Porém, em alguns casos, pode ser preciso fazer outros exames de diagnóstico, como uma ultrassonografia, para confirmação.

O que causa a hérnia inguinal

A hérnia na região inguinal acontece quando a parede abdominal está enfraquecida, deixando que o intestino faça pressão sobre os músculo e acabe saindo para debaixo da pele. Por esse motivo, a hérnia só pode acontecer quando existe um enfraquecimento dos músculos do abdômen, que é mais comum em pessoas com:

  • Aumento da pressão abdominal, por tosse crônica ou prisão de ventre;
  • Defeitos congênitos na região abdominal, no caso das crianças;
  • Pessoas com obesidade e hipertensão
  • Fumantes.

Além disso, a hérnia também é muito mais frequente em crianças ou idosos, devido à fragilidade da parede abdominal.

Possíveis complicações

A principal complicação da hérnia acontece quando o intestino fica muito preso na parede abdominal, acabando por perder o fornecimento de sangue. Quando isso acontece, os tecidos do intestino podem começar a morrer, causando dor intensa, vômitos, náuseas e dificuldade para se movimentar.

Estes casos normalmente só acontecem numa hérnia não tratada e devem tratados o mais rápido possível no hospital para evitar a morte completa dos tecidos. Caso isso aconteça pode ser necessário fazer uma cirurgia para retirar uma parte do intestino.

Além disso, como consequência da hérnia inguinal, pode haver o desenvolvimento de hérnia escrotal, em que a hérnia atinge o escroto, que é o tecido que envolve e protege o testículo. Dessa forma, além do estrangulamento intestinal, também pode haver alteração na produção e armazenamento dos espermatozoides, levando à infertilidade. Veja mais sobre a hérnia escrotal.

Como evitar o surgimento de uma hérnia

Nem sempre é possível evitar que a hérnia surja, no entanto, existem algumas medidas que podem diminuir o risco, como por exemplo:

  • Praticar exercício físico regular, pelo menos 3 vezes por semana, para manter os músculos fortalecidos;
  • Fazer uma dieta rica em legumes e outras fibras, para diminuir as chances de prisão de ventre que aumenta a pressão abdominal;
  • Evitar pegar em objetos muito pesados, especialmente sem ajuda.

Além disso, parar de fumar e manter um peso corporal ideal também ajuda a reduzir a pressão na região abdominal, diminuindo as chances de uma hérnia. Veja como calcular qual o seu peso ideal.

Источник: https://www.tuasaude.com/hernia-inguinal/

Hérnia Inguinal: Causas, sintomas e tratamento

Hérnia Inguinal: Causas, sintomas e tratamento

Herniação é um processo no qual uma parte de algum órgão é deslocada da sua posição habitual através de um orifício, geralmente devido a uma fraqueza no músculo ou no tecido circundante. A hérnia é, portanto, uma protusão de parte de um órgão através de uma abertura anormal na parede que habitualmente o contém.

Existem vários tipos de hérnias, como a hérnia de hiato, que é a herniação de parte do estômago em direção ao tórax,  ou a hérnia de disco, que é a herniação de um ou mais discos cartilaginosos que ficam localizados entre duas vértebras da coluna. Falamos especificamente sobre esses tipos de hérnias nos seguintes artigos:

O que é a hérnia inguinal?

A hérnia inguinal surge quando uma porção do intestino encontra uma região mais fraca na parede abdominal e consegue empurrá-lo, criando uma protuberância na região inguinal (região da virilha) ou no saco escrotal.

Existem outros tipos de hérnias da parede abdominal provocadas por herniação de parte do intestino, incluindo a hérnia umbilical, a hérnia epigástrica e a hérnia femoral. Dentre todas essas, a hérnia inguinal é a mais comum, respondendo por até 70% dos casos.

Como surge

A hérnia inguinal pode ser congênita, ou seja, tem origem de nascença devido a uma má formação, ou pode ser adquirida durante a vida, geralmente por uma fraqueza na musculatura do abdômen.

Nos homens, os testículos formam-se no interior do abdômen e só depois é que se deslocam para a bolsa escrotal.

Nos fetos, existe um caminho chamado canal inguinal, que é uma ligação entre o abdômen e a bolsa escrotal por onde os testículos deslizam após estarem desenvolvidos.

Logo após o nascimento, o canal inguinal fecha-se, deixando apenas um pequeno orifício, chamado anel inguinal, por onde o cordão espermático passa.

O fechamento do canal inguinal impede que os testículos possam retornar à região abdominal.

Nas mulheres, a estrutura que passa pelo canal inguinal é o ligamento redondo, que é uma fibra muscular que se liga ao útero.

Em algumas pessoas, principalmente no sexo masculino, o canal inguinal não se fecha adequadamente, deixando uma área vulnerável ao redor do anel, por onde parte do intestino pode herniar.

Esse tipo de hérnia inguinal provocada por um defeito no canal inguinal é chamada hérnia indireta.

O lado direito é o mais acometido, possivelmente porque o testículo direito costuma ser o que desce mais tardiamente.

A hérnia indireta é a forma mais comum de hérnia inguinal e, apesar de ser um defeito congênito, frequentemente não é reconhecido até a idade adulta.

A hernia inguinal encontra-se presente em 5% dos recém-nascidos em geral, em cerca de 10% dos bebês prematuros que nascem com mais de 1 kg e em até 40% dos bebês prematuros que nascem com menos de 1 kg.

Meninos são até 4 vezes mais acometidos que a meninas.

Já a chamada hérnia direta é aquela que se desenvolve ao longo da vida, devido ao surgimento de uma fraqueza na musculatura da parede abdominal. A hérnia direita representa cerca de 30 a 40% das hérnias inguinais nos homens e apenas 10 a 20% nas mulheres.

Fatores de risco

O defeito no canal inguinal é o principal fator de risco, mas não é o único. Situações que levam ao enfraquecimento da musculatura da parede abdominal e a um aumento de pressão dentro abdômen também aumentam o risco do desenvolvimento da hérnia inguinal, seja ela direta ou indireta. Os mais comuns são:

  • Idade acima de 50 anos.
  • Ser do sexo masculino.
  • Ser de raça branca.
  • História familiar de hérnia inguinal.
  • Parto prematuro ou baixo peso ao nascimento.
  • Tosse crônica.
  • Constipação intestinal.
  • Histórico de cirurgia na parede abdominal.
  • Histórico de trauma abdominal.
  • Esforço físico com excesso de pressão intra-abdominal.
  • Obesidade.
  • Tabagismo.
  • Gravidez.

Sintomas

A hernia inguinal se apresenta habitualmente como uma saliência ou protuberância de consistência mole na região da virilha ou na região escrotal. Mais de 2/3 das hérnias inguinais surgem do lado direito.

A hérnia pode ser visível o tempo todo ou somente quando o paciente faz algum esforço que aumente a pressão intra-abdominal, como tossir, chorar, fazer força para evacuar ou pegar algum peso. Na maioria dos casos, a hérnia é mais facilmente visualizada quando o paciente encontra-se em pé. Dor local ou sensação de desconforto são comuns, principalmente após algum esforço.

Quando o paciente deita-se, algumas hérnias retornam espontaneamente à região abdominal, fazendo com que a protuberância desapareça.

Em outros casos, a hérnia precisa ser empurrada com o dedo de volta para dentro, uma manobra que damos o nome de redução da hérnia.

Por fim, há os casos em que a hérnia não é redutível, ou seja, mesmo quando tentamos empurrá-la para dentro do abdômen, ela não se move.

As hérnias não redutíveis são chamadas de hérnias encarceradas. As hérnias encarceradas são aquelas que têm o maior risco de sofrer estrangulamento, que é uma complicação que ocorre quando os tecidos ao redor causam uma compressão da base da porção herniada do intestino, provocando redução do aporte de sangue para esta região, o que pode levar à necrose do tecido.

Os sinais e sintomas de uma hérnia estrangulada são:

  • Náuseas e/ou vômitos.
  • Febre.
  • Dor súbita que se intensifica de forma rápida.
  • Uma hérnia que se torna vermelha, roxa ou escurecida.
  • Interrupção das evacuações e da eliminação de gases intestinais.
  • Irritação e choro persistente nos bebês.

Tratamento

O único tratamento definitivo para a hérnia inguinal é a correção cirúrgica, chamada de herniorrafia ou hernioplastia. A correção cirúrgica da hérnia inguinal é uma das operações mais comuns, responsável por mais de 20 milhões de procedimentos por ano em todo o mundo.

Já houve um tempo em que a simples existência de uma hérnia inguinal era suficiente para que o médico indicasse a reparação cirúrgica da mesma, de forma a impedir que ela pudesse ficar encarcerada ou estrangulada no futuro.

Atualmente, porém, nem todos os tipos de hérnia inguinal são levados à cirurgia a curto prazo.

Fatores como sintomas, idade do paciente e possibilidade de redução manual devem ser levados em conta antes de se indicar a herniorrafia.

Uma hérnia encarcerada que consegue ser reduzida manualmente pode ser observada durante 24 a 48 horas.

Se neste intervalo não houver recidiva do encarceramento, a cirurgia de correção pode ser programada de forma eletiva, conforme for mais conveniente para o paciente e para a equipe cirúrgica.

Nas crianças, as hérnias encarceradas que são redutíveis costumam ser operadas dentro de 2 a 5 dias após a redução manual, de forma a evitar novo episódio de encarceramento.

Por outro lado, pacientes que apresentam hérnia encarcerada, não redutível com manobras manuais, devem ser operados de forma urgente. Nos casos de estrangulamento, a cirurgia é feita de forma emergencial, de preferência dentro das primeiras 4 horas após o início dos sintomas, para evitar a morte do tecido intestinal e suas consequentes complicações.

Hérnias inguinais não encarceradas, mas que provocam sintomas, como dor ou incômodo, costumam ser operadas, mas não há urgência. A cirurgia pode ser marcada de forma eletiva, conforme for mais conveniente.

Já nos casos de hérnias assintomáticas dos adultos, que surgem somente quando o paciente faz algum esforço, o paciente pode optar pela correção cirúrgica ou por um simples acompanhamento médico, sendo devidamente orientado de forma a saber reconhecer os sintomas do encarceramento. Em geral, 1/3 dos pacientes em conduta conservadora acaba precisando operar dentro de 4 anos.

Nas crianças, mesmos as hérnias assintomáticas costumam ser corrigidas cirurgicamente, pois o risco de futuro encarceramento é mais alto que nos adultos. A conduta mais indicada nesses casos é marcar a cirurgia de correção dentro dos primeiros 14 dias após o diagnóstico da hérnia inguinal ter sido feito.

Tratamento cirúrgico

Existem duas formas de corrigir cirurgicamente uma hérnia inguinal: cirurgia aberta ou laparoscopia.

Cirurgia aberta para correção da hérnia inguinal

A cirurgia aberta, que costuma ser chamada de hernioplastia pela técnica de Lichtenstein, é a forma de correção cirúrgica mais tradicional da hérnia inguinal, sendo a mais indicada para as situações urgentes.  A cirurgia aberta pode ser feita sob anestesia local ou geral, dependendo das circunstâncias.

Na cirurgia aberta, o cirurgião faz uma incisão com aproximadamente 6 cm de comprimento na virilha. A parte do intestino herniada é identificada e reduzida de volta para o abdômen.

A parede abdominal é fechada e para reforçá-la, evitando uma futura recidiva, uma tela artificial de polipropileno (como a da foto que abre o texto) costuma ser suturada de forma que permita a passagem frouxa , mas justa, do cordão espermático ou do ligamento redondo.

A cirurgia aberta é um procedimento relativamente simples, muito seguro e com resultados duradouros. Em geral, é o método cirúrgico mais utilizado para todos os casos.

Reparação laparoscópica da hérnia inguinal

A cirurgia laparoscópica é um método alternativo de reparo da hérnia inguinal.

Nessa cirurgia, um fino tubo contendo uma câmera (laparoscópio) é inserido através de uma pequena incisão no abdômen.

Guiado por esta câmera, o cirurgião insere os instrumentos cirúrgicos através de outras duas pequenas incisões, de forma a reparar a hérnia e implantar uma tela sintética.

 Gás é usado para inflar o abdômen para tornar os órgãos internos mais fáceis de ver. Esse tipo de cirurgia é realizada obrigatoriamente sob anestesia geral.

A cirurgia laparoscópica provoca menos desconforto no pós-operatório, deixa cicatrizes menores e possibilita um retorno mais rápido às atividades normais. No entanto, essa forma de cirurgia é mais difícil, requer mais treino, não costuma ser a melhor opção nas hérnias complicadas e alguns estudos sugerem que a recorrência é mais provável do que com cirurgia aberta.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/cirurgia/hernia-inguinal/

Saiba tudo sobre hérnia inguinal: o que é, sintomas e tratamentos

Hérnia Inguinal: Causas, sintomas e tratamento

Muitas pessoas já ouviram falar sobre as hérnias, contudo, não sabem como elas surgem e quais as formas de manifestação.  

Uma hérnia da parede abdominal, é uma área de defeito ou fraqueza da parede, que permite a passagem o conteúdo da parede abdominal, gerando abaulamentos.

O desenvolvimento das hérnias ocorre por diferentes motivos. Alguns tipos de hérnia, como a umbilical, podem ser condições transitórias (após o nascimento ou durante a gravidez) enquanto outras são causadas por predisposição genética ou fraquezas na estrutura muscular.

Descubra abaixo como ela se manifesta, as causas, sintomas e tratamentos. Boa leitura!

O que é hérnia inguinal?

A hérnia inguinal ocorre quando há passagem do conteúdo abdominal através de um orifício na parede abdominal, na região da virilha, onde fica o canal inguinal. 

O principal sintoma dessa hérnia é o surgimento de uma protuberância na região da virilha. Geralmente, o paciente também apresenta dor, principalmente quando faz esforço.

As hérnias inguinais são mais frequentes no sexo masculino. São fatores de risco as seguintes condições:

  • Tabagismo;
  • Predisposição genética;
  • Pessoas com tosse crônica e doenças pulmonar crônica obstrutiva (como a bronquite crônica);
  • Trabalhar em ocupações que exigem muito esforço físico;
  • Pacientes com obstrução prostática (como a hiperplasia prostática benigna).

Doenças pulmonares e tabagismo aumentam o risco de hérnia inguinal devido a  pressão exercida na parede abdominal nos sucessivos episódios de tosse. 

Já os pacientes com obstrução prostática desenvolvem as hérnias devido ao esforço para urinar, o que aumenta a pressão sobre a parede abdominal . 

Riscos associados a presença da hérnia inguinal

As principais complicações da hérnia inguinal são o encarceramento e estrangulamento da hérnia.

No encarceramento, o volume do conteúdo da hérnia aumenta rapidamente, de forma que ela se torna irredutível, ou seja, o conteúdo não volta mais para cavidade abdominal.

Isso normalmente causa muita dor e pode inclusive acarretar uma obstrução intestinal, caso uma alça do intestino delgado esteja presa dentro da hérnia.

A complicação mais grave, no entanto é o estrangulamento da hérnia, quando esse aumento súbito do conteúdo herniário causa uma interrupção do suprimento sanguíneo da alça intestinal herniária. Essa é uma emergência cirúrgica, visto que em poucas horas pode ocorrer necrose da alça e perfuração do intestino.

Essa preocupação é mais frequente nas hérnias de médio e grande porte, que podem conter alças intestinais. Hérnias pequenas apresentam taxas de complicações menores a curto prazo, mas em um período de

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito por meio de queixas clínicas e exame físico, com palpação do canal inguinal. Pacientes obesos ou com hérnias muito pequenas podem ser submetidos a exames complementares, como:

  • Ultrassonografia da parede abdominal;
  • Ressonância magnética.

Toda hérnia inguinal, mesmo que assintomática, deve ser tratada. Em um prazo não muito longo, até 10 anos, a maior parte dos pacientes com hérnia inguinal terá complicações.

As hérnias inguinais costumam surgir como pequenos abaulamentos, contudo, o tamanho da protuberância pode aumentar conforme a doença evolui sem tratamento. Em casos extremos, as hérnias podem crescer até a bolsa escrotal. 

Fique atento e agende sua consulta!

Entre março de 2018 e 2019 foram realizadas mais de 281 mil operações de hérnia na parede abdominal pelo SUS. As estatísticas do Sistema Único de Saúde indicam que as hérnias estão presentes em até 20 e 25% da população adulta do Brasil, a depender da faixa etária. 

O único tratamento é a cirurgia, portanto, caso você note um nódulo na região da virilha, agende uma consulta para verificar as causas e a forma de tratamento. 

Quanto mais cedo a hérnia for detectada, mais simples será o procedimento cirúrgico. Portanto, não negligencie desconfortos ou abaulamentos na região inguinal.

Источник: https://guilhermenamur.com.br/tudo-sobre-hernia-inguinal/

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Hérnia Inguinal: Causas, sintomas e tratamento

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Considera-se como hérnia abdominal toda abertura que está localizada na parede abdominal ocasionada pela sua ruptura. É uma doença bastante comum que se desenvolve nas pessoas, podendo ocorrer nas regiões umbilical ou inguinal – assunto deste artigo.

Diante disso, a importância de se conversar sobre ela é grande. Vamos lá?

O que é Hérnia Inguinal?

Localizada na região da virilha, a hérnia inguinal corresponde a 75% de todas as hérnias abdominais existentes e cerca de 3% da população a desenvolve.

Essa hérnia ocorre quando há uma ruptura no músculo abdominal e, através dele, passa conteúdo da cavidade, normalmente parte do intestino, pelo canal inguinal – passagem no interior da parede abdominal anterior na qual transitam o cordão espermático (homens) ou o ligamento redondo do útero (mulheres).

A doença é muito mais comum de aparecer em homens do que nas mulheres e pode acontecer em um ou nos dois lados da virilha – a chamada hérnia inguinal bilateral.

Hérnia inguinal feminina: o que é?

Em geral, o quadro em homens e mulheres é bastante parecido quanto ao mecanismo de ocorrência. No entanto, a diferença consiste na anatomia. 

Enquanto nos homens passa o cordão espermático, vindo do testículo, pelo canal inguinal, nas mulheres passa o ligamento do útero. Assim, a hérnia inguinal feminina pode ocorrer no eixo entre o útero e o osso púbico.

Quais são as causas da Hérnia Inguinal?

Normalmente, os músculos que compõem a parede abdominal são fortes o suficiente e impedem que uma ruptura aconteça nela. Porém, essa musculatura, em algumas pessoas, é mais fraca, causando, assim, a hérnia.

Dentre as causas dessa fraqueza da parede abdominal estão:

  • Defeito congênito de nascença, em que existe uma fraqueza na região abdominal;
  • Condições adquiridas ao longo da vida, como o aumento da pressão dentro do abdômen causadas por tosse crônica, constipação intestinal ou doença da próstata.

Quais são os tipos da doença

Existem dois tipos de hérnias inguinais: a direta e a indireta.

Hérnia inguinal direta

Esse tipo de hérnia inguinal é mais comum de acontecer em homens na fase adulta. Ela se forma de forma diretamente – como o próprio nome já sugere – num ponto da parede abdominal que está rompida e que permite a penetração de uma parte do intestino na bolsa escrotal. Cerca de 2% dos homens enfrentam a hérnia inguinal direta ao longo de sua vida.

Hérnia inguinal indireta

A hérnia inguinal indireta ocorre por conta de um problema na entrada do canal inguinal que faz com que ele permaneça aberto. Esse tipo da doença acontece principalmente em crianças, do sexo masculino, recém-nascidas ou no início da infância.

A condição se forma pela passagem da alça do intestino para o interior da bolsa que envolve o testículo através de um ponto muito frágil do corpo humano: o anel herniário. Cerca de 1 a 2% dos recém-nascidos são afetados por esse tipo de hérnia.

Hérnia inguinal bilateral

Na hérnia inguinal bilateral, o paciente tem uma dupla ruptura da do músculo abdominal, ou seja, dos dois lado. Isso faz com que surjam duas hérnias.

Quais os sintomas da Hérnia Inguinal?

O principal sintoma da hérnia inguinal é, além da dor – que pode ser forte ou fraca – é a sua saliência na região da virilha, que fica mais visível quando o paciente tosse, devido à força, ou levantamento de peso. 

Conforme o tempo vai passando, a hérnia tende a aumentar de tamanho, podendo até descer à bolsa escrotal.

É importante lembrar que muitos casos podem ser assintomáticos. Mas, quando há sintomas, também podem ocorrer:

A dor e a queimação na região da virilha são sintomas bem comuns nos pacientes. Geralmente, eles se intensificam quando há esforço ou movimentação do corpo.

Desconforto ao tossir ou curvar

Principalmente quando o paciente se abaixa ou tosse, há um esforço concentrado na região da virilha. Isso pode fazer com que a dor e incômodo sejam mais intensos.

Dor nos testículos

Dor e inchaço nos testículos – acontece ocasionalmente, quando a hérnia desce para o escroto.

Mal-estar geral

Em  alguns quadros, a dor é tão intensa que pode gerar sintomas como dores de cabeça, náuseas, vômitos, tonturas e irritação.

Sintomas em crianças

Como algumas crianças podem nascer já com a ruptura na parede abdominal devido a um problema congênito, é preciso ficar atento aos sinais que elas emitem.

Para saber se seu filho possui uma hérnia inguinal, preste atenção quando ele chorar, tossir ou movimentar a região do intestino, pois são com esses movimentos que a hérnia pode ficar visível. Além disso, verifique se a criança está mais irritada do que o normal ou possui menos apetite do que antes.

Como é feito o diagnóstico

Caso você esteja com suspeitas de que possua uma hérnia inguinal, por estar com dores e/ou um inchaço na região da virilha, o ideal é que você vá o quanto antes a um cirurgião geral.

Esse especialista é o mais indicado a te passar um diagnóstico exato, além de te encaminhar para o devido tratamento – que, nesse caso, apenas envolve um procedimento cirúrgico.

No consultório, o médico geralmente diagnostica a hérnia apenas com a análise clínica, revisão dos sintomas e verificação do seu histórico médico. Cerca de 70% das hérnias inguinais podem ser identificadas através da apalpação simples.

O examinador pode te pedir também, durante o exame, para você tossir ou assoprar com a boca fechada, pois isso faz com que a lesão seja vista e sentida mais facilmente.

Em poucos casos, quando a lesão não consegue ser identificada com precisão através desse método, o médico poderá indicar que você faça exames como a ultrassonografia e a herniografia apenas para que a confirmação seja realizada.

Tratamento para hérnia na virilha

Pode não ser preciso o paciente submeter-se à cirurgia, pois muitos casos de hérnia se estabilizam.

Caso não haja sintomas ou incômodos, pode-se manter a observação e acompanhamento médico, avaliando se o quadro permanece estabilizado. Nesse caso, não é preciso nenhum outros procedimento ou tratamento.

Tratamento cirúrgico para Hérnia Inguinal

Como mencionado, o melhor e mais viável tratamento para a hérnia inguinal é a cirurgia, pois o problema é mecânico e só isso trará solução a ele.  Dentre as opções cirúrgicas, tem-se duas: a aberta e a laparoscópica.

Cirurgia aberta

Cerca de 95% das cirurgias de hérnia inguinal são feitas de modo aberto. Para esse tipo de cirurgia, é necessário que o paciente esteja sob efeito de anestesia loco regional, isto é, que bloqueia toda a espinha da pessoa.

Após isso, uma incisão é feita na virilha para que o cirurgião possa empurrar o tecido herniado de volta para o local de origem e reforce o mesmo com alguns pontos.

Além desse procedimento, a cirurgia também conta com o uso de um pequeno pedaço de malha sintética, feita de material plástico, para que a parede abdominal rompida seja reforçada e impedir com que a hérnia volte.

Caso haja ocorrência de hérnia bilateral, será necessário fazer duas incisões, uma de cada lado do corpo.

Cirurgia laparoscópica

Assim como nas cirurgias realizadas para o tratamento da colelitíase e da colecistite, a cirurgia laparoscópica também pode ser utilizada para o tratamento da hérnia inguinal.

Esse tipo de cirurgia consiste na aplicação de anestesia geral no paciente e, sob efeito da mesma, três incisões, medindo de 0,5 a 1 cm, são feitas na parede abdominal.

Após isso, o abdômen é inchado com gás carbônico para que o cirurgião possa fazer o procedimento da melhor forma possível.

Sobre o procedimento, ele se dá através da inserção de um laparoscópico (tipo de tubo com uma micro câmera de vídeo) através de uma das incisões.

A imagem que ali for reproduzida será transmitida em um monitor, fazendo com que o cirurgião consiga ver exatamente onde está a lesão, puxe o intestino herniado de volta ao interior do abdômen e feche o orifício com grampos cirúrgicos e uma malha sintética.

Orientações pós-operatórias

Um paciente que precise passar por uma operação de hérnia inguinal, normalmente fica internado no hospital entre 12 e 24 horas. A recuperação da cirurgia se dá de forma rápida e a maioria das atividades do cotidiano podem ser retornadas em pouco tempo.

Para que essa recuperação se dê de forma saudável, algumas orientações precisam ser atendidas:

  • Não há uma dieta especial para o pós-operatório de hérnia inguinal. Você pode sim ter náuseas e vômitos nos dois dias posteriores da cirurgia, mas isso se deve ao efeito dos medicamentos e anestésicos recebidos no hospital. Caso esses sintomas ocorram com você, o ideal é ingerir somente líquidos e em pequenas quantidades de cada vez.
  • O corte cirúrgico será protegido com micropore e você deve cuidar dos pontos de forma higiênica, limpando e trocando-o da maneira correta.
  • Respire fundo 3 vezes a cada hora. Isso ajuda a expandir melhor o pulmão e, assim, evitar com que complicações apareçam, como a pneumonia.
  • Não fique muito deitado nem sentado. O ideal é que você ande várias vezes ao dia.
  • No primeiro mês pós-operatório, você poderá erguer até 10 kg. Já entre o segundo o terceiro, o peso aumenta para até 20 kg. Após esse período, não há mais restrições.

Complicações do pós-operatório

O tratamento cirúrgico da hérnia inguinal é muito eficiente e a lesão retorna em apenas 3 a 10% dos casos. Porém, mesmo assim, algumas complicações podem acontecer em alguns pacientes. Confira quais são abaixo:

  • Infecção;
  • Hematoma;
  • Retorno da hérnia;
  • Risco anestésico.

Há alguma complicação?

Quando a doença não recebe o seu devido tratamento – e o quanto antes, melhor –, a hérnia inguinal pode desenvolver algumas complicações.

  • Pressão sobre os tecidos próximos: grande parte das hérnias aumentam de tamanho conforme o tempo passa. Nos homens, hérnias muito grandes podem se estender para o escroto, causando dor e inchaço.
  • Hérnia encarcerada: se o conteúdo que compõe a hérnia ficar preso bem no ponto fraco da parede abdominal, sintomas como dor severa, náusea, vômito e incapacidade de ter um movimento ideal do intestino podem ocorrer.
  • Hérnia estrangulada: em alguns casos, a hérnia encarcerada pode cortar o fluxo de sangue do intestino, causando, assim, o estrangulamento do mesmo. Esse fato pode conduzir o paciente à morte do tecido do intestino afetado, bem como do paciente.

Maneiras de prevenir

Qualquer pessoa possui o risco de desenvolver uma hérnia inguinal, mas algumas medidas podem ser tomadas a fim de preveni-la:

  • Ter um peso corporal ideal para o seu tamanho;
  • Exercitar-se regularmente a fim de fortalecer os músculos abdominais;
  • Evitar fazer muita força quando for defecar ou urinar;
  • Evitar o levantamento de objetos muito pesados;
  • Parar de fumar, caso o faço;
  • Consumir alimentos ricos em fibras.

Tendo isso em mente e as devidas informações sobre a doença, fica muito mais fácil de você reconhecê-la e procurar a devida ajuda médica necessária. Compartilhe esse artigo com os amigos e nos ajude a propagar essas informações sobre a hérnia inguinal para a maior quantidade de pessoas possível!

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Hérnia inguinal

Hérnia Inguinal: Causas, sintomas e tratamento

A hérnia inguinal (também chamada hérnia na virilha) ocorre quando os tecidos do interior do abdómen saem por um ponto fraco da parede muscular abdominal na região inguinal (“virilha”), formando uma tumefação (ou “papo”). Esta pode ser dolorosa, sobretudo quando o doente tosse, se dobra ou pega em objetos pesados (veja fotos superiores).

Em alguns casos ocorrem simultaneamente hérnias inguinais em ambas as virilhas – hérnia inguinal bilateral. Quando a hérnia é tão volumosa que o conteúdo atinge o escroto, denomina-se hérnia inguino escrotal.A hérnia não melhora nem desaparece espontaneamente.

Não é perigosa por si só, mas pode causar complicações graves, com risco de vida. O diagnóstico de hérnia inguinal é geralmente simples e faz-se pelo exame da parede abdominal, onde é possível identificar uma tumefação que aumenta com o esforço ou a tosse.

Nos casos duvidosos o médico pode recorrer à ecografia ou outros exames para confirmar o diagnóstico.

Habitualmente o cirurgião classifica-a como hérnia inguinal direta ou hérnia inguinal indireta, mas essa classificação em nada altera a necessidade de tratarmos a hérnia.

Sinais e sintomas na hérnia inguinal

Em alguns casos de hérnia inguinal não existem sintomas ou sinais e são descobertas numa consulta de rotina.

Contudo, na maioria dos casos os sinais ou sintomas de hérnia inguinal consistem numa tumefação na parede abdominal, que se torna mais visível quando tosse ou faz esforço.

A tumefação tende a crescer gradualmente embora com velocidades muito diferentes de doente para doente.

Para além da tumefação podem também ocorrer: sensação de dor ou queimadura, ruídos de gorgolejo, sensação de peso, sensação de fraqueza e ainda dor ou aumento de volume na região do testículo masculina.

Causas da hérnia inguinal

Em relação às causas da hérnia inguinal, em alguns casos não existe uma razão concreta para o seu surgimento.

Outros casos ocorrem por aumento frequente da pressão abdominal – obstipação, tosse frequente, levantamento de objetos pesados, gravidez ou obesidade.

Outras situações que favorecem o aparecimento de hérnias são a história pessoal de hérnia – os doentes que tiveram hérnia inguinal de um lado, têm tendência a desenvolver hérnia do outro lado – e existência de familiares próximos com hérnia (pais, irmãos…).

Tome as seguintes atitudes preventivas ou cuidados de modo a evitar ou reduzir o risco de vir a desenvolver hérnia inguinal:

  • Evitar obesidade;
  • Evitar levantar objetos pesados;
  • Dieta rica em fibras, para evitar a obstipação;
  • Evitar o tabaco – o tabagismo provoca tosse crónica que favorece o aparecimento de hérnias;
  • Evitar as fundas e cintas – não evitam nem tratam as hérnias e tornam a correção cirúrgica mais difícil.

Hérnia inguinal encarcerada, estrangulada

Estamos perante uma hérnia inguinal encarcerada quando não se consegue reintroduzir a hérnia no abdómen.

A hérnia inguinal encarcerada pode levar a uma situação muito mais grave, que se chama hérnia inguinal estrangulada. Neste caso o intestino ou outro órgão existente dentro da hérnia pode morrer, se o doente não for operado rapidamente.

Em relação aos sinais e sintomas de hérnia inguinal estrangulada podemos referir: náuseas, vómitos, febre, pulso rápido, dor intensa na hérnia, que se torna muito dura, vermelha escura ou roxa.

Em caso de estrangulamento, a intervenção médica urgente é obrigatória! Saiba, de seguida, como tratar a hérnia inguinal.

Tratamento da Hérnia inguinal

O tratamento definitivo da hérnia inguinal é cirúrgico. A funda ou cinta para hérnia inguinal podem proporcionar algum alívio temporário, mas não resolvem a situação.

No caso de hérnias pequenas e não sintomáticas ou em doentes com grande risco anestésico ou cirúrgico, pode adotar-se uma atitude de vigilância (não operar). Na maioria dos casos, contudo, é prudente a resolução cirúrgica da doença. Saiba, de seguida, em que consiste o tratamento cirúrgico.

Cirurgia de hérnia inguinal

A cirurgia de hérnia inguinal é uma operação rápida que obriga apenas a um internamento que vai de poucas horas até um dia. Pode fazer-se segundo três princípios:

1. Herniorrafia inguinal

Na herniorrafia inguinal suturam-se os tecidos de modo a ocluir o defeito muscular e aponevrótico da parede abdominal e a reforçar toda a região inguinal.

2. Hernioplastia inguinal

Na hernioplastia inguinal recorre-se a uma prótese para corrigir o defeito músculo-aponevrótico.

3. Laparoscopia

A laparoscopia na reparação de hérnia inguinal poderá ser uma excelente opção em casos selecionados.

Todas estas técnicas dão excelentes resultados, embora a hernioplastia seja a mais usada, devido aos seus bons resultados e menor dor pós operatória.

Pós operatório na cirurgia da hérnia inguinal

Na cirurgia da hérnia inguinal o pós-operatório é muito simples: causa pouca dor e habitualmente exige um internamento que vai de poucas horas a um dia.

Recuperação na cirurgia da hérnia inguinal

Na cirurgia da hérnia inguinal, a recuperação é geralmente simples e sem complicações. O tempo de recuperação no domicílio é também curto: ao fim de 5 dias de repouso o doente já pode retomar a maioria das suas atividades, com restrição de esforços consideráveis.

Nos casos de hérnia estrangulada, é obrigatória a operação de urgência, que pode ser complexa e perigosa. São frequentes as complicações graves.

Quanto custa uma cirurgia de hérnia inguinal?

O preço ou valor de uma cirurgia de hérnia inguinal pode variar em função de diversos fatores, como a técnica cirúrgica, etc. Apenas o médico, especialista em cirurgia geral, poderá após avaliação em consulta estimar o valor da cirurgia.

O custo pode também diferir de acordo com o subsistema de saúde do doente ou do seguro de saúde e das condições a este associado.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/cirurgia-geral/hernia-inguinal/

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