Herpes Genital: contágio, sintomas e tratamento

Herpes genital: quais os sintomas, como evitar e tratar essa IST incurável

Herpes Genital: contágio, sintomas e tratamento

Causado pelo vírus do herpes simples (HSV), o herpes genital é uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível) que ataca a pele e/ou as membranas mucosas dos genitais de homens e mulheres.

Uma vez que a pessoa é infectada, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo para sempre. A infecção mais comum para a região genital ocorre pelo chamado tipo 2 (HSV-2). Já o tipo 1 (HSV-1) é mais associado a infecções de lábios, boca e face, inclusive olhos.

Altamente infecciosos, não é difícil que ocorra uma contaminação cruzada entre esses vírus.

“Hoje em dia, o que difere esses dois tipos é apenas a localização. A mudança de hábitos sexuais da população tem aumentado a prática de sexo oral, favorecendo a troca de vírus genital e labial”, aponta Julio Bissoli, urologista do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).

Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), divulgados em 2015, existem no mundo mais de 3,7 bilhões de pessoas com menos de 50 anos infectadas com o HSV-1, ou seja, quase 50% da população do planeta.

Desses, a entidade calcula que 140 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos estão infectadas com esse tipo do vírus na região genital, principalmente nas Américas, na Europa e no Pacífico Ocidental.

Já o HSV-2 atinge cerca de 417 milhões de pessoas nessa mesma faixa etária.

Uma das formas mais comuns de contágio do herpes genital é através da relação sexual, seja oral, anal ou vaginal, que aconteça sem o uso da camisinha com uma pessoa infectada e normalmente em crise.

Porém, a ginecologista Barbara Murayama, coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, alerta que muitas vezes essa crise pode não ser visível ou estar em um estágio tão inicial que não seja percebida.

“A transmissão é mais comum quando a lesão está ativa, por meio do contato com ela, onde há grande quantidade de vírus. Mas há estudos que relatam transmissão sem lesão ativa com menor frequência”, aponta.

O urologista Julio Bissoli explica que apesar de poder aparecer em outras regiões do corpo, como ânus, coxa, períneo e até mesmo barriga, os grandes lábios (na mulher) e haste peniana/glande (no homem) são os locais preferenciais de infecção. “Por isso dizemos que o herpes genital não é apenas sexualmente transmissível, nem evitável somente com preservativos, já que pode ser transmitido a partir do contato com a região manifestada”, diz.

Sintomas

Muitas pessoas contaminadas podem passar anos sem que a doença apareça, o que costuma ocorrer diante de uma baixa no sistema imunológico, devido a estresse, infecções ou alterações hormonais. Porém, a primeira manifestação costuma ser a mais violenta e ocorrer de dois a dez dias depois do contágio.

“A apresentação inicial pode ser grave, com úlceras dolorosas em toda área dos genitais e ao redor do ânus.

Podem ocorrer sintomas como dor para urinar, ardência, febre e dor de cabeça”, aponta Barbara Murayama. Além desses sintomas, falta de apetite e dores musculares também são comuns nesses casos.

Com o passar do tempo, outras manifestações podem ocorrer, porém bem menos violentas e com duração menor.

O infectologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Luís Fernando Aranha Camargo, explica que além da baixa imunidade e do alto nível de estresse, existem outros fatores desencadeadores da infecção.

“Elas podem se manifestar, por exemplo, pelo excesso de sol, menstruação —no caso das mulheres— ou mesmo intenso contato físico, derivado de relações sexuais muito frequentes e intensas.

Neste último caso, os cientistas acreditam que tem a ver com uma estimulação do terminal nervoso, local onde o vírus está alojado”, explica.

Geralmente a infecção é precedida por formigamento e cria bolinhas de água (vesículas), que ao romperem-se formam feridas, com crostas dolorosas durante toda sua evolução até a cicatrização e desaparecimento.

No caso dos homens, podem causar feridas no pênis, saco escrotal e até mesmo na uretra. Já nas mulheres, acometem tanto a vagina como a vulva e o colo do útero.

“Em termos de características e sintomas, não há diferença entre os sexos.

O que difere é que na mulher muitas vezes essa manifestação ocorre internamente, o que não permite, visualizando externamente, a detecção da doença”, aponta Camargo.

Apesar de raro, o vírus também pode afetar outros órgãos. “Esse tipo de complicação ocorre em uma minoria de pacientes que apresentam infecção primária pelo vírus herpes simples. Na literatura médica, há relatos raros de meningite, retenção urinária por disfunção do sistema nervoso da região sacral e lesões cutâneas distantes”, ressalta a ginecologista Barbara Murayama.

A médica ainda alerta para outro importante impacto da infecção. “Durante a gravidez, a principal complicação é a transmissão para o recém-nascido, uma vez que a infecção neonatal pode resultar em diversos problemas para o bebê e levá-lo inclusive à morte”, diz.

Essa transmissão geralmente ocorre durante o trabalho de parto, como resultado do contato direto com o vírus de locais infectados (vulva, vagina, colo do útero e área perianal). O risco maior de infecção neonatal ocorre em mulheres com herpes genital recém-adquirida perto do momento do parto.

Pode ocorrer também, em casos mais raros, uma infecção intrauterina ou congênita (transmitida de mãe para filho durante a gravidez). Quando acontecem, podem gerar problemas na placenta e no feto, como hidropsia fetal —quando ele fica todo inchado.

“Sobreviventes de infecção por herpes simples no útero podem exibir uma tríade característica de vesículas, ulcerações ou cicatrizes na pele e dano ocular, além de manifestações graves do sistema nervoso central, incluindo microcefalia”, relata a ginecologista.

Se a gestante tiver consciência que tem a doença e optar por ter o filho pelas vias normais, os médicos costumam aplicar uma terapia antiviral a partir de 36 semanas para reduzir o risco de recorrência durante o trabalho de parto. Mas caso o vírus esteja ativado ou a mulher não queira correr o risco, a cesariana é a melhor alternativa.

Formas de tratamento e prevenção

O diagnóstico mais comum do herpes genital é feito por um urologista, ginecologista, proctologista (no caso do ânus) ou infectologista a partir de uma análise visual do vírus ativo, pois as lesões costumam ser bem características. Mas eles podem optar também por alguns exames para se certificarem do diagnóstico.

Os mais comuns são a cultura de vírus por meio de uma amostra da ferida, exame de reação de polimerase em cadeia para análise do DNA do paciente —também a partir de uma amostra da ferida— e o exame de sangue, mostrando se há presença ou não de anticorpos contra o vírus, o que indicaria infecção no passado.

Uma vez detectado, existe a possibilidade de utilizar antivirais que diminuem significativamente a duração e a gravidade da doença, com efeitos colaterais mínimos.

Esse tratamento costuma durar de 7 a 10 dias e precisa ser prescrito por um médico. Se as manifestações não forem agressivas, o infectologista Luís Fernando não vê necessidade de utilizar esses medicamentos.

“O próprio organismo se encarrega de combater o vírus”, afirma.

Já para a ginecologista Barbara Murayama, a forma mais adequada de evitar a recorrência, ou seja, que outros episódios de lesões aconteçam, é manter-se saudável, para que a imunidade do corpo e nossas defesas fiquem preparadas.

“Alimentação balanceada, prática regular de atividade física, boas noites de sono, gerenciamento de estresse e vida sexual saudável com uso de preservativo são formas de deixar o vírus adormecido.

Além disso, é importante evitar relações sexuais com pessoas que apresentem lesões nos genitais ou ter relações quando você estiver com lesões, pois isso aumenta a quantidade de vírus em cada indivíduo e piora a doença, além de facilitar a contaminação com outras enfermidades como HIV”, alerta.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/11/17/herpes-genital-como-evitar-essa-ist-incuravel-e-as-formas-de-trata-la.htm

Herpes genital

Herpes Genital: contágio, sintomas e tratamento

Herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível de alta prevalência, causada pelo vírus do herpes simples (HSV), que provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos.

Herpes genital é uma doença sexualmente transmissível de alta prevalência, causada pelo vírus do herpes simples (HSV), que provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos.

Uma vez dentro de um organismo, dificilmente esse vírus será eliminado, porque se aproveita do material fornecido pelas células do hospedeiro para sua replicação.

Além disso, como se esconde dentro das raízes nervosas, o sistema imunológico não tem acesso a ele.

Veja também: Dr. Drauzio dá o panorama geral do herpes genital neste podcast. Ouça

Existem dois tipos de HSV:

1) O tipo 1, responsável pelo herpes facial, manifesta-se principalmente na região da boca, nariz e olhos;

2) O tipo 2, que acomete principalmente a região genital, ânus e nádegas.

O período de incubação varia de dez a quinze dias após a relação sexual com o/a portador/a do vírus, que pode ser transmitido mesmo na ausência das lesões cutâneas ou quando elas já estão cicatrizadas.

Herpes genital na gravidez pode provocar abortamento espontâneo, uma vez que existe a transmissão vertical do vírus. E mais: herpes congênito é uma doença extremamente grave e letal.

Vídeo: Dr. Drauzio explica fatores que contribuem para surgirem crises de herpes genital

Sintomas do herpes genital

No início, a infecção pode causar

  • Ardor;
  • Coceira (prurido);
  • Formigamento;
  • Gânglios inflamados.

Em seguida surgem as bolhas características do herpes. São pequenas vesículas que se distribuem em forma de buquê nos genitais masculinos e femininos. Às vezes, elas estão presentes dentro do meato uretral ou, por contiguidade, podem atingir a região anal e perianal, de onde se disseminam se o sistema imunológico estiver debilitado.

Veja também:Leia entrevista com especialista sobre herpes genital

As lesões costumam regredir espontaneamente, mesmo sem tratamento, nos indivíduos imunocompetentes. Nos imunossuprimidos, porém, elas adquirem dimensões extraordinárias.

As manchas vermelhas que aparecem alguns dias mais tarde evoluem para vesículas agrupadas em forma de buquê. Depois, essas pequenas bolhas cheias de líquido se rompem, criam casca, cicatrizam, mas o vírus migra pela raiz nervosa até alojar-se num gânglio neural, onde permanece latente até a recidiva seguinte.

Primeira infecção e recidivas de herpes genital

A primeira infecção pode ser muito agressiva e longa, porque o vírus HSV é um elemento estranho e não houve tempo ainda para o sistema de defesa desenvolver estratégias para combatê-lo. Já as recidivas costumam ser menos graves, porque o organismo criou anticorpos capazes de tornar a doença autolimitada, mas o risco de recidivas sempre permanece.

Fatores que podem desencadear crises de herpes genital

  • Traumas na região genital;
  • Exposição ao sol;
  • Alterações hormonais, incluindo as que podem ocorrer no período menstrual;
  • Fadiga;
  • Febre;
  • Uso de corticoides.

Tratamento do herpes genital

O aciclovir é a principal droga usada para o tratamento do herpes genital. Ele necessita da ação enzimática do vírus para destruí-lo ou impedir que mantenha sua cadeia de replicação. No entanto, quando o vírus está recolhido no gânglio neural, esse remédio não faz efeito.

Recomendações sobre o herpes genital

  • A melhor maneira de prevenir a doença é usar preservativo nas relações sexuais e evitar múltiplos parceiros;
  • Mesmo que a mulher não tenha lesões visíveis, deve informar o médico que é portadora do vírus do herpes genital se pretende engravidar;
  • Apesar de as lesões regredirem espontaneamente nas pessoas com resposta imune satisfatória e as recidivas serem menos graves do que a primeira infecção, elas podem continuar transmitindo o vírus do herpes genital;
  • Não toque nas lesões, pois elas carregam grande quantidade de vírus. Se você tocar nas lesões ou nos fluidos da região, lave as mãos imediatamente com água e sabão.

Perguntas frequentes sobre herpes genital

É grave ter herpes genital na gravidez?

Depende.Quando a primeira infecção da mulher pelo HSV ocorre durante a gravidez, o risco de transmissão para o bebê aumenta bastante, pois a gestante ainda não tem anticorpos para combater a infecção.

Quando a paciente contraiu o vírus há mais tempo e a doença não está ativa, é raro a doença ser transmitida para o feto na vida intrauterina. Também não é frequente o recém-nascido pegar a doença se a mãe não está manifestando sintomas, mesmo via parto normal.

Mas mesmo carregando o vírus há mais tempo, é imprescindível avisar o médico que a acompanha no pré-natal, pois uma das características do herpes genital é provocar recidivas de tempos em tempos.

Se uma recidiva na região genital ocorrer em um momento próximo ao parto (até seis semanas antes), pode ser recomendado optar pela cesariana, pois o risco de a criança contrair o vírus no parto normal aumenta muito.

O herpes em recém-nascidos pode ter consequências bastante graves, daí a necessidade de a equipe médica acompanhar a gestação mais de perto.

O herpes genital pode sangrar?

Sim. As bolhas típicas da doença podem se romper e causar sangramentos.

Posso fazer sexo se tiver herpes genital?

É essencial conversar com seu parceiro sobre sua situação. O risco de transmissão diminui quando não há sintomas, mas não é zero. O preservativo ajuda muito a diminuir o risco, mas também não oferece proteção total. Como se trata de uma doença controlável, a recomendação é falar abertamente sobre o assunto e definir a conduta em conjunto.

A doença tem cura?

Não. Uma vez que haja infecção, a pessoa carregará o vírus por toda a vida.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/herpes-genital/

Herpes genital: sintomas, prevenção e tratamentos

Herpes Genital: contágio, sintomas e tratamento
Imagem de Dr. Fred Murphy, Sylvia Whitfield, USCDCP de Pixnio

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo vírus herpes simplex tipo 2, que é transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas.

O vírus herpes simplex tipo 1 também pode causar herpes genital, mas está habitualmente associado ao herpes labial (leia mais em: “Herpes labial: tratamento, sintomas e prevenção”).

Estima-se que pelo menos um em cada cinco adultos esteja infectado com o vírus, apesar de muitos deles não apresentarem sintomas.

O vírus invade o organismo humano geralmente pela via de um ferimento na pele ou pela mucosa da boca e da área genital e, uma vez dentro do organismo, dificilmente será eliminado.

O período de incubação varia de dez a quinze dias após a relação sexual com o portador do vírus, que pode ser transmitido mesmo na ausência das lesões ou quando elas já estão cicatrizadas.

Periodicamente, o vírus pode sofrer reativação, provocando novamente os sintomas da doença.

Sintomas do herpes genital

O herpes provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos, em formas de pequenas bolhas agrupadas. Normalmente, as bolhas surgem e logo em seguida se rompem, formando úlceras. Na primeira fase da infecção, estas lesões tendem a ser muito dolorosas. Pode haver também uma leve coceira no local.

Além da lesão típica do herpes, a primeira fase da infecção costuma vir acompanhada de outros sintomas, como febre, mal estar e dores pelo corpo.

Podem surgir linfonodos nas região da virilha e, se as úlceras estiverem próximas à saída da uretra, pode haver intensa dor ao urinar.

No caso de lesões internas, nas mulheres, os únicos sinais de doença podem ser corrimento vaginal e/ou desconforto durante o ato sexual. As lesões na infecção primária do herpes genital costumam demorar em média 20 dias para desaparecer.

Frequência das lesões

Após a infecção primária, as lesões do herpes genital desaparecem, permanecendo silenciosas por vários meses.

Na maioria dos pacientes, a infecção ressurge de tempos em tempos – em alguns casos, mais de uma vez por ano.

As lesões recorrentes tendem a ser menos dolorosas e duram cerca de dez dias, metade do tempo da infecção primária. Com o passar dos anos, as recorrências vão ficando mais fracas e menos frequentes.

As lesões do herpes genital costumam regredir espontaneamente, mesmo sem tratamento, nos indivíduos imunocompetentes (aqueles cujo sistema imunológico responde normalmente quando em exposição a um antígeno). Os sinais e sintomas podem reaparecer, dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, menstruação, exposição prolongada ao sol, traumatismo ou uso de antibióticos.

Como se prevenir

A melhor maneira de prevenir o herpes genital é usar preservativo nas relações sexuais.

Além disso, para diminuir os riscos de transmissão, deve-se evitar manter relações sexuais quando houver sinais e sintomas da doença.

O uso da camisinha diminui o risco de transmissão, mas não o elimina completamente, uma vez que as lesões do herpes podem surgir em áreas da região genital que não ficam cobertas pelo preservativo.

Pode acontecer de um parceiro de uma relação prolongada apresentar pela primeira vez um surto de herpes genital mesmo sem ter tido contato sexual com alguém de fora da relação. Isto ocorre porque um ou ambos os parceiros já eram portadores do vírus sem, no entanto, terem apresentado sintomas anteriormente.

O herpes genital é hereditário?

O herpes genital não é hereditário e o vírus não afeta a fertilidade nem é transmitido pelo esperma do homem ou pelo óvulo da mulher.

O herpes genital, em qualquer um dos pais, em geral não afeta os filhos e existe pouco risco de transmissão, desde que se tenha hábitos normais de higiene.

No entanto, os pais devem estar cientes de que o vírus do herpes pode ser transmitido pelas lesões orais através do beijo, podendo causar infecção grave e disseminada no recém-nascido.

Mesmo que a mulher não tenha lesões visíveis, ela deve informar sua médica ou médico se for portadora do vírus do herpes genital e pretende engravidar. O herpes genital na gravidez pode provocar aborto espontâneo, uma vez que existe a transmissão vertical do vírus.

Durante o parto, o vírus pode ser transmitido para a criança se a gestante apresentar lesões.

Entretanto, quando a mãe já tem histórico de herpes genital, ela terá anticorpos circulantes no sangue que protegem o bebê durante a gravidez e o parto, então também é possível que as mulheres com herpes genital tenham uma gravidez segura e um parto vaginal normal.

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Como é feito o diagnóstico

Aos primeiros sinais de uma possível infecção pelo vírus do herpes, um profissional de saúde deverá ser consultado para que o tratamento adequado possa ser indicado.

Se o/a paciente procurar a médica ou médico com as lesões em sua fase ativa, a confirmação do diagnóstico pode ser feita via exame laboratorial de material colhido das bolhas ou das feridas, quando se comprova a presença do vírus herpes simplex nas lesões.

Na presença de qualquer sinal ou sintoma de herpes genital, procure um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. A infecção tem tratamento e os seus sinais e sintomas podem ser reduzidos, mesmo que não haja cura.

Tratamentos para o herpes genital

O herpes genital é uma doença que tem tratamento e pode ser controlada, mas não existe cura. Quem se contaminou com o vírus do herpes ficará contaminado pelo resto da vida, podendo ou não ter sintomas recorrentes da infecção.

No entanto, o devido acompanhamento médico no tratamento do herpes genital traz inúmeros benefícios na eliminação dos sintomas, fazendo com que o vírus volte a se manifestar com menos frequência.

O tratamento com antivirais serve para acelerar a cura das lesões, aliviar os sintomas, impedir complicações e reduzir o risco de transmissão para outros.

Os medicamentos de uso local ajudam a diminuir a inflamação e a acelerar a cicatrização das lesões, assim como a evitar a contaminação secundária por bactérias.

O tratamento pode encurtar a duração de um episódio de herpes, devendo ser instituído assim que surgirem os primeiros sintomas, para melhorar a sua eficácia. Nas recorrências, o tratamento pode ser feito por apenas cinco dias.

Pessoas com histórico de herpes genital recorrente são frequentemente aconselhadas a manter um estoque de medicação antiviral em casa, de modo a iniciar o tratamento assim que surgirem os primeiros sinais de uma recorrência.

Cuidados pessoais

Por ser muito contagioso, a primeira orientação a quem tem herpes é uma maior atenção aos cuidados de higiene: lavar bem as mãos, não furar as bolhas, evitar contato direto das bolhas e feridas com outras pessoas, não aplicar pomadas no local sem recomendação profissional. Sabões e banhos de espuma devem ser evitados. Também é importante manter a área genital limpa e seca, e evitar roupa interior apertada. Cremes e pomadas geralmente não são recomendados.

Assim como outros tipos de herpes, tendo o herpes zoster como exemplo, uma vez contaminado com o vírus, o herpes genital pode surgir em algumas circunstâncias específicas, como o cansaço, estresse, fadiga, baixa imunidade do corpo e até em períodos de menstruação nas mulheres. Por isso, uma vida saudável, com uma dieta adequada, pode ser o suficiente para evitar uma frequente recorrência do aparecimento dos sintomas, ajudando também a controlar a doença.

Fontes: MD Saúde, Drauzio Varella, Dermatologia

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Источник: https://www.ecycle.com.br/5751-herpes-genital.html

Herpes: tratamentos, sintomas e o que é essa doença

Herpes Genital: contágio, sintomas e tratamento

Causada por um vírus, o herpes simplex 1 (HSV), essa infecção recorrente começa com um formigamento nos lábios e segue com uma coceira até que, finalmente, eclodem as bolhas. Por fim, elas se transformam em feridas.

Estima-se que cerca de 90% da população mundial tenha o vírus do herpes alojado no organismo. Mas apenas de 10 a 15% manifesta os sintomas. Por quê? Brechas na imunidade.

A transmissão é feita por gotículas de saliva, beijo, objetos contaminados levados à boca e por aí vai. Por isso, é bem comum que o primeiro contato com o HSV aconteça ainda na infância.

O inimigo invade o corpo, percorre a mucosa da boca e se instala em terminações nervosas, especialmente nos gânglios. Ele costuma ficar por ali sem causar incômodo. O ataque acontece quando as defesas do indivíduo estão enfraquecidas – em função de estresse, muita exposição ao sol ou quando o organismo está debilitado por gripe e resfriado, por exemplo.

Nesse momento, o herpes simplex sai do gânglio e refaz o percurso até alcançar a epiderme, camada mais superficial da pele, onde deflagra uma ferida. A doença desaparece à medida que a imunidade se restabelece: seu ciclo costuma durar de cinco a 12 dias.

Uma variação do herpes simplex 1, o tipo 2 é responsável pelo aparecimento de lesões na região da vulva, pênis, ânus, nádegas e virilha. Para evitá-las, a recomendação é usar preservativos durante as relações sexuais. Até porque as feridas potencializam o risco de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como aids.

Ambos os tipos têm uma característica em comum: uma vez que penetram no organismo, nunca são eliminados. O fundamental, portanto, é manter as defesas do corpo em dia e controlar os eventuais sintomas quanto antes.

Sinais e sintomas

– Formigamento na pele

– Coceira

– Ardor

– Dor

– Vermelhidão

– Bolhas

– Feridas

Fatores de risco para a eclosão das feridas

– Exposição ao sol

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– Alterações hormonais, como as do período menstrual

– Infecções como gripes e resfriados

– Consumo de itens ricos no aminoácido arginina, entre elas nozes, amêndoas e chocolates

– Estresse

A prevenção

Como o responsável pelas lesões nos lábios é um vírus altamente contagioso, é bom tentar se manter longe dele, evitando compartilhar copos, talheres e itens de maquiagem. Se notar sinais da doença na pessoa ao lado, mantenha distância para escapar das gotículas de saliva contaminadas.

Algumas atitudes contribuem para evitar o aparecimento das feridas labiais. Uma das principais é ter cuidado ao se expor ao sol. Os raios ultravioleta fragilizam as nossas defesas, além de ressecar os lábios, que ficam mais vulneráveis.

O uso de protetor labial e corporal ajuda, mas não impede por completo que o herpes ataque. Para quem convive com crises periódicas, é prudente valorizar a sombra.

A alimentação também influencia na prevenção. É que a arginina, uma substância presente em nozes, amêndoas, chocolate e uva, costuma atiçar o vírus. Pelo mesmo motivo, suplementos à base desse aminoácido, muito difundidos em academias de ginástica para fortalecer os músculos, são um perigo para quem é suscetível.

Estudos apontam a associação entre alterações emocionais e as crises de herpes. Veja: o estresse crônico é capaz de minguar nossas defesas, abrindo espaço para o vírus se manifestar. Por isso é tão importante domar a tensão diária.

O diagnóstico

Em geral, a simples observação das características físicas da infecção por herpes é suficiente para chegar ao diagnóstico. Até porque, como o vírus propicia episódios recorrentes e os gatilhos são conhecidos do paciente, fica mais fácil identificar o problema.

Se o médico achar necessário, pode solicitar um exame de cultura de uma amostra retirada da área afetada para confirmar a presença do vírus. Outra forma de checar se ele é o responsável pelas feridas é por meio de uma análise sanguínea do paciente. Se o resultado der positivo, não resta mais dúvida sobre o agente por trás dos sintomas.

O tratamento

Não existe uma cura para herpes, mas a doença é autolimitada – ou seja, desaparece à medida que o sistema imune do indivíduo se recupera. De qualquer jeito, durante as crises infecciosas, o objetivo principal é diminuir o desconforto na área afetada. Assim, aplicar gelo sobre as lesões ajuda, porque a temperatura fria alivia a dor e auxilia na recuperação.

Para reduzir a concentração de herpes simplex no corpo e, consequentemente, a frequência de lesões e a intensidade das manifestações futuras, o médico às vezes lança mão de remédios antivirais.

O ideal é iniciar o uso da pomada ao menor sinal do herpes, de preferência ainda na fase do formigamento e coceira.

Essa tática abrevia a crise e minimiza a disseminação da enfermidade – quando as bolhas e feridas irrompem, o vírus se torna mais contagioso.

Lavar bem as mãos é fundamental para evitar a propagação do vírus a outras partes do rosto, como nariz e olhos. E nem pense em furar as bolhas. Isso só servirá para intensificar a dor, espalhar o herpes e retardar a cicatrização.

Estudos recentes apontam um novo tratamento capaz de impedir a recorrência dos ataques do herpes simplex. O medicamento em forma de cápsulas tem como princípio ativo o cloridrato de lisina, cuja atuação impede a multiplicação do vírus dentro das células.

Lisina é um aminoácido naturalmente obtido com a ingestão de alimentos como leite, carnes, feijão, legumes e frutas. Só que o remédio aumenta em 20 vezes a concentração dessa molécula no corpo, potencializando seu efeito protetor contra o herpes. Em resumo, ele encurta o período de sintomas e reduz a ocorrência das crises.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/herpes-tratamentos-sintomas-e-o-que-e-essa-doenca/

Herpes genital: sintomas, tratamento, remédios caseiros e tem cura?

Herpes Genital: contágio, sintomas e tratamento

O herpes genital (CID 10 – A60) é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada por vírus e que ataca a pele ou as membranas mucosas dos genitais.

Tipos

O herpes genital pode ter dois tipos:

Normalmente associado a infecções dos lábios, da boca e da face. Esse é o vírus mais comum de herpes simples e muitas pessoas têm o primeiro contato com este vírus na infância.

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O HSV1 frequentemente causa feridas (lesões) nos lábios e no interior da boca, como afta, ou infecção do olho (principalmente na conjuntiva e na córnea) e também pode levar a uma infecção no revestimento do cérebro (meningoencefalite).

Pode ser transmitido por meio de contato com a saliva infectada. A maioria das pessoas contrai herpes oral quando são crianças, recebendo um beijo de um amigo ou parente.

Normalmente transmitido sexualmente, o HSV-2 provoca coceira e bolhas ou mesmo úlceras e feridas genitais. Entretanto, algumas pessoas com HSV-2 não apresentam quaisquer sinais (latência).

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A infecção cruzada dos vírus de herpes do tipo 1 e 2 pode acontecer se houver contato oral-genital. Isto é, pode-se pegar herpes genital na boca ou herpes oral na área genital.

Causas

A transmissão de herpes genital por ambos os vírus acontece principalmente via contato sexual desprotegido, caracterizando uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) – nome atualmente dado às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

Herpes genital – Imagem: Shutterstock

O herpes genital é mais comumente transmitido pelo contato com a pele de uma pessoa infectada que tem lesões visíveis, bolhas ou erupções (uma crise ativa).

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Mas você também pode contrair herpes a partir do contato com a pele de uma pessoa infectada mesmo quando NÃO há lesões visíveis (e a pessoa pode nem saber que está infectada) ou pelo contato com a saliva ou com fluidos da vagina de uma pessoa infectada.

Como o vírus pode ser transmitido mesmo quando não há sintomas ou lesões presentes, um parceiro sexual que tenha sido infectado com herpes no passado, mas que não tem lesões ativas da doença, pode transmitir a infecção a outras pessoas.

Fatores de risco

Os fatores para herpes genital incluem:

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  • Ter mais de um parceiro sexual
  • Manter relações sexuais sem camisinha

Sintomas de Herpes genital

Muitas vezes, as pessoas não sabem que foram infectadas com os vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifeste sinais ou sintomas. Mas pode acontecer da pessoa presenciar alguns sintomas característicos:

  • Dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contágio.
  • Manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que costumam surgir dias após a infecção.
  • Úlcera na região dos genitais, que podem até mesmo sangrar e causar dor ao urinar.
  • Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam.

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Nos primeiros dias após o contágio, a pessoa infectada pode apresentar sintomas muito parecidos com os da gripe:

  • Apetite reduzido
  • Febre
  • Mal-estar geral
  • Dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos

As feridas características do herpes genital surgem imediatamente quando o vírus entra no organismo. Você pode espalhar a ferida tocando-a e, depois, passando as mãos por outras partes do corpo.

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Herpes genital pode causar feridas no pênis, saco escrotal, coxas e na uretra, bem como na vagina, vulva e colo do útero.

Feridas também podem aparecer nas nádegas, boca e no ânus.

  • Linfonodos aumentados e sensíveis na virilha durante uma crise
  • Dor ao urinar
  • As mulheres podem ter corrimento vaginal ou, ocasionalmente, não podem esvaziar a bexiga e precisam de um cateter urinário.

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Uma segunda crise pode aparecer semanas ou meses depois da primeira. Essa crise é quase sempre menos grave e de menor duração que a primeira. Com o tempo, o número de crises pode diminuir.

Uma vez que uma pessoa é infectada, no entanto, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. O vírus pode permanecer “dormente” (adormecido) por um longo período (chamado de latência).

A infecção pode se reativar ou piorar a qualquer momento. As situações que podem ativar infecções latentes e iniciar uma crise incluem:

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  • Fadiga
  • Irritação genital
  • Menstruação
  • Estresse físico ou emocional
  • Trauma

Os ataques podem acontecer com pouca frequência, como uma vez por ano, ou com tanta frequência que os sintomas parecem ser contínuos. As infecções recorrentes em homens normalmente são mais moderadas e duram menos que nas mulheres.

Buscando ajuda médica

Procure um especialista imediatamente após notar a presença de feridas na região genital, que pode ser um urologista ou ginecologista.

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar são:

  • Clínico geral
  • Urologista
  • Ginecologista

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Você costuma usar preservativos em suas relações sexuais?
  • Você já foi diagnosticado alguma vez com outra doença sexualmente transmissível?
  • Que medicamentos você está tomando?
  • Você sente dores pélvicas e ardor ao urinar?

Diagnóstico de Herpes genital

Se o diagnóstico para herpes genital for positivo, converse imediatamente com seu parceiro ou parceira, para que ele ou ela possa realizar os exames também. Quanto antes começarem o tratamento, melhor.

Exames

Um exame físico muitas vezes pode bastar para o diagnóstico. Mas o médico pode optar também por realizar alguns exames para certificar-se de que acertará no diagnóstico, como:

Neste procedimento, o especialista coletará uma amostra da ferida causada por herpes e levará para análise de laboratório.

Conhecido como PCR, por causa da sigla em inglês, este exame faz um esboço do DNA do paciente por meio da análise de uma pequena amostra da ferida presente na genitália. A partir deste DNA, o médico poderá dizer se há presença de vírus causador do herpes ou não.

Os resultados do exame de sangue mostrarão se há presença ou não de anticorpos contra os vírus do herpes genital, indicando se houve infecção no passado.

Tratamento de Herpes genital

O tratamento é feito basicamente por meio de medicamentos antivirais, que aliviam a dor e o desconforto causados durante uma crise, curando as lesões com maior rapidez.

Para crises recorrentes, comece a tomar o medicamento assim que o formigamento, a queimação ou a coceira começar, ou assim que você notar o aparecimento de bolhas.

As pessoas que têm muitas crises podem tomar esses medicamentos diariamente durante um tempo. Isso pode ajudar a evitar crises e a diminuir sua duração. Isso pode diminuir a chance de transmitir herpes para outra pessoa.

Mulheres grávidas podem receber tratamento contra herpes durante o último mês de gestação para diminuir as chances de ter uma crise no momento do parto.

Se houver uma crise no momento do parto, será recomendada uma cesariana para diminuir a possibilidade de infecção do bebê.

Os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos contra herpes incluem:

  • Fadiga
  • Dor de cabeça
  • Náusea e vômito
  • Erupções
  • Convulsão
  • Tremores

Medicamentos para Herpes genital

Os medicamentos mais usados para o tratamento de herpes genital são:

  • Aciclovir
  • Ezopen (creme)
  • Penvir

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

De acordo com o infectologista Claudio Gonsalez, as práticas caseiras para o tratamento da herpes não são consideradas dentro da medicina convencional, isso porque não possuem comprovação de serem seguras.

No entanto, o especialista indica que existem práticas caseiras podem sim contribuir para o alívio da dor, porém é necessário aprovação do médico.

Entre os remédios caseiros para herpes genital mais indicados popularmente, estão o extrato de própolis, alho, óleo de rícino e chá de camomila. Veja outros em Remédios caseiros para herpes genital: 7 receitas que funcionam.

Herpes genital tem cura?

Ainda não há cura para herpes genital, mas o tratamento pode ajudar a evitar a recorrência da doença e impedir que ela cause complicações mais graves e que se espalhe pelo corpo. Acompanhamento médico pode, também, agir para amenizar os sintomas e para não transmitir herpes para outras pessoas.

O acompanhamento médico pode, também, agir para amenizar os sintomas e para não transmitir herpes para outras pessoas.

Complicações possíveis

Herpes genital não tratada pode acarretar em problemas mais graves, a exemplo de:

  • Infecção de recém-nascidos: ocorre por meio do contato do bebê com o vírus durante o trabalho de parto. O contágio de herpes por bebês recém-nascidos pode resultar em danos cerebrais, cegueira e pode levar até mesmo à morte em casos mais severos.
  • Problemas de bexiga: resultantes da presença de feridas na região da uretra, obstruindo-a e impedindo a saída da urina. Nesses casos, é necessário o uso de um cateter para fazer a drenagem da bexiga.
  • Meningite: A meningite está entre as possíveis complicações do herpes genital, causada pela inflamação das membranas e do líquido cefalorraquidiano presente no sistema nervoso.
  • Retite: outro problema que pode ser causado é a retite, inflamação do reto provocada muitas vezes por sexo anal.
  • Infecções graves: algumas pessoas podem desenvolver infecções muito graves por herpes que abrangem cérebro, olhos, esôfago, fígado, medula espinhal ou pulmões. Essas complicações normalmente se desenvolvem em pessoas com um sistema imunológico enfraquecido, como aquelas que estão passando por quimioterapia, radioterapia ou que tomam doses altas de cortisona.

Convivendo/ Prognóstico

Uma vez que você é infectado, o vírus permanece em seu corpo para o resto da vida. Algumas pessoas têm somente uma crise, e outras têm crises frequentes.

Na maioria delas, não há um desencadeador óbvio. No entanto, muitas pessoas acreditam que os ataques de herpes genital acontecem com as seguintes condições:

  • Fadiga
  • Doenças gerais (de doenças leves a condições sérias, como operações, ataques cardíacos e pneumonia)
  • Imunossupressão devido à Aids ou a medicamentos como quimioterapia ou esteroides
  • Menstruação
  • Estresse físico ou emocional
  • Trauma na área afetada, inclusive atividade sexual

Em pessoas com um sistema imunológico normal, o herpes genital permanece como uma infecção localizada e incômoda, mas raramente provoca risco de vida.

Alguns cuidados básicos, ainda, podem ajudar o paciente a lidar melhor com a doença, curar as lesões mais rapidamente e impedir sua recorrência, como:

  • Não use meias-calças, roupas íntimas ou calças de nylon ou de outros materiais sintéticos.
  • Opte por roupas de algodão confortáveis.
  • Lave a região suavemente com água e sabonete neutro.
  • Tome banhos mornos pode aliviar a dor (depois do banho, mantenha as bolhas secas)

Referências

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Sociedade Brasileira de Infectologia

Hospital Israelita Albert Einstein

Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/herpes-genital

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